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Bammer: “Como encontrar trabalho”

Já estamos a chegar ao final do livro, jovem aprendiz. Neste espaço já aprendeste de tudo um pouco e estarás agora (espero eu) mais preparado para seguir em frente com o teu sonho.

Faltam 2 temas para fechar, o que significa que na próxima semana colocarei um ponto final neste espaço. Tenho muita pena, mas ao mesmo tempo sinto que o conhecimento está agora do vosso lado, ficando agora nas vossas mãos fazer algo com ele (ou não)!

Vou deixar as despedidas para mais tarde e entrar de cabeça no tema de hoje: como obter emprego (ou bookings) no Wrestling. De pouco te servirá teres todo o talento no mundo se não arranjares trabalho, certo?

Aqui, o senso comum do mundo do trabalho pode-te levar muito longe. No entanto, há muita gente a começar neste mundo com 18 ou 20 anos e que não sabe muito bem como esse “mundo” funciona, a julgar pelos e-mails que frequentemente recebo de pessoas a oferecer os seus serviços (no Wrestling e não só).

Os conselhos que aqui vou dar valem o que valem; não há um “segredo” para arranjar trabalho, seja no que for. Alguns vão dizer que tudo dependerá de quem conheces. Outros vão dizer que se deres o litro, o esforço acabará por ser sempre reconhecido. Às vezes, é só uma questão de sorte em enviar um e-mail à pessoa certa no dia certo, com o texto certo.

Os conselhos que te vou dar são apenas dicas para maximizar as tuas chances de passar à frente de 90% dos restantes. Pelo meio, aproveito para recapitular alguns temas já referidos noutros artigos, para consolidar conhecimentos.

Serve? Vamos a isto!

Primeiro, o básico

Antes de começares a disparar e-mails, telefonemas e a chatear pessoas, convém tratar dos básicos.

Pelos básicos falo em frequentar uma boa escola de Wrestling até chegares ao ponto em que o treinador te considera um graduado.

Espero que o teu treinador não avalie só a tua capacidade em ringue – golpes qualquer um consegue fazer. Convém que saibas qual o teu lugar no Wrestling como um todo.

Tudo começa na escola

Tudo começa na escola

Depois dos conhecimentos, terás claro de comprar uma roupa bonita, para pareceres o mais profissional possível. No Wrestling, a percepção conta muito, portanto não descures este ponto – investe no teu look.

Falando em look e em ter um aspecto profissional, naturalmente não te podes esquecer do físico. Este artigo pode-te ajudar a criar uma rotina que fará parte de ti durante muitos anos, ou pelo menos enquanto desejares ser lutador.

Depois, a diferenciação

Se já tens uma roupa apelativa, se os teus amigos (e amigas) já notam os teus músculos e se na academia já tens o respeito de todos, parece que está na hora de passar para o nível seguinte: a diferenciação.

Aqui terás de reflectir um pouco e entender aquilo que queres oferecer ao mundo. O que te tornará diferente dos outros, o que te tornará memorável.

Essa diferenciação não vai aparecer num dia, mas convém teres uma ideia daquilo que queres apresentar. Kurt Angle e Mick Foley poderão ser 2 lutadores igualmente memoráveis para a WWE, mas por motivos diferentes. Qual será o teu?

Naturalmente, aqui os estilos de Wrestling interessam, bem como as ideias criativas que terás juntamente com a equipa de booking, apesar de neste último ponto não depender tudo de ti.

Em tudo o que fazes pensa: como vou ser diferente?

Em tudo o que fazes pensa: como vou ser diferente?

Ainda assim, o mais importante será ter umas boas noções de Marketing. O Wrestling é um excelente exemplo do que o Marketing deve ser – tens de estar constantemente a pensar como brilhar num balneário em que todos quererão roubar o show e em manter-te fresco face a uma audiência que nunca estará 100% satisfeita.

Já o disse antes e volto a dizer, o teu pensamento constante deve ser apenas um:

Se for apenas mais um lutador, serei um lutador a mais.

Como ser criativo? Como ser diferente? Este artigo ajuda.

E agora sim, o networking

Esta palavra é terrível, porque é geralmente associada a adicionar 5 mil amigos no Facebook ou a andar por eventos a distribuir business cards. Raramente estas acções trazem resultados, mas há muita gente que acredita que assim é que se faz negócio e que esses números mostram trabalho (ou sucesso).

Em vez de disparares em todas as atenções, sugeria dedicares algum tempo à abordagem a cada contacto individualmente, seja ele um outro lutador, um booker ou até um fã.

Vou falar de 2 erros frequentes, na esperança de que comecem a ser mais raros depois destas palavras.

Erro #1: o “Faz-me um favor”

A maior parte dos lutadores anda constantemente à procura de trabalho e cada vez que conhecem uma cara nova, encaram-na como mais uma pessoa que talvez lhe arranje qualquer coisa. O mais provável quando te conhecerem será perguntarem-te se conheces a pessoa “x” e se podes dar o contacto, ou se conheces mais oportunidades para ele.

Sinceramente, nunca percebi muito bem como esperam ter sucesso com esta abordagem. O que vale é que estas pessoas são normalmente tão desinteressantes que vão directas ao assunto – nem metem conversa ou dão motivos para continuar a ouvir, portanto não se perde muito tempo.

O networking dos tristes

O networking dos tristes

Eu encaro isto como aquela pessoa que trabalha numa empresa altamente apetecível (por exemplo a Google) que de repente recebe dezenas de mensagens de estranhos ou pessoas que nunca quiseram saber dela antes, a perguntar se há mais ofertas ou se podem dar o e-mail da pessoa dos Recursos Humanos.

Põe-te no lugar desse rapaz – porque raio haveria ele de fazer isso?

Isto é especialmente divertido quando nem sequer apresentaste o teu trabalho no ringue. Estás basicamente a perguntar se alguém pode pôr as mãos no fogo por ti sem sequer ter visto o que és capaz? Boa sorte!

Erro #2: o “Cartão de Visita” que não deves enviar

Com o avançar das tecnologias, passámos para uma era em que tudo é mais imediato e rápido. Há uns anos atrás, era necessário obter uma morada ou um número de telefone para chegar a alguém. Depois surgiu o e-mail, o MySpace e agora temos o Twitter e o Facebook, para não mencionar 50 outros serviços.

Mas esta evolução não se deve traduzir em preguiça. É incrível o número de pessoas que dispara um e-mail e sente que o seu trabalho já foi feito. O e-mail pode ser totalmente ignorado mas a maior parte das pessoas vai achar que fez “tudo o que podia”. O mesmo se aplica a tweets ou mensagens de Facebook.

Mandei-lhe uma vez um tweet e ele nunca respondeu…

A sério? É este o teu grande plano? Então este lamento devia fazer parte desta lista. Se queres realmente aquela oportunidade, terás naturalmente de ir mais longe do que um par de mensagens electrónicas. Ou também só enviarias um e-mail para o anúncio do teu emprego de sonho, como todos os outros 200 candidatos?

Adoro o Twitter mas a sério que é este o teu grande plano?

Adoro o Twitter mas… a sério que é este o teu grande plano?

Já que estamos neste tópico, talvez seja interessante avaliar o porquê de não obter resposta. No WP já tive oportunidade de receber dezenas ou centenas de e-mails que, sinceramente, não mereceram os 5 segundos de atenção que lhes dediquei. Imagino um promotor dos EUA que receba 10x mais.

Eis aqui uma lista dos meus pet peeves, ou seja, coisas que sempre me irritaram particularmente:
– a malta que envia uma mensagem totalmente despersonalizada para 50 promotores (bónus de palermice se a mensagem incluir os endereços de e-mail dos vários promotores no campo To:);
– a malta que escreve um e-mail de 2000 palavras, citando todos os lutadores e federações que já pisou (e ninguém conhece) e que não anexa qualquer fotografia ou link para vídeo;
– a malta que escreve um e-mail cheio de erros ortográficos e sem pontuação (não tens de ser um poeta, mas convém mostrar que te empenhaste minimamente na tua mensagem inicial);
– a malta que escreve em CAPS LOCK como se se tratasse de uma oportunidade única que TEMOS DE ACEITAR E PAGAR DE IMEDIATO ANTES QUE ESGOTE.

Cada vez há mais pessoas a recorrerem ao Social Media em vez de optarem pelo e-mail. Pessoalmente acho pouco credível uma abordagem profissional pelo Facebook ou Twitter (nunca responderia a um anúncio de emprego falando com alguém via Facebook em vez de um e-mail, por exemplo), mas entendo que para outras pessoas faça sentido.

Dito isto, aqui fica uma pequena lista de coisas que evitaria no social media:
– a malta que quer “conversar” (sim, é uma janela de chat, mas dizer “Oi” e esperar resposta não te vai levar longe; eu optaria antes por explicar, de forma articulada, o motivo de estar a enviar esta mensagem);
– a malta que comenta um post a perguntar se pode ir lá lutar, como se se tratasse de organizar um jogo de futebol;
– a malta que faz spam sempre que pode e utiliza estas plataformas para auto-promoção.

O que deves realmente fazer

OK, agora já sabes o que não deves fazer. Vamos agora analisar o que deve ser feito, seja numa primeira abordagem (sem qualquer contacto prévio) ou quando já estás na área a tentar vender o teu produto.

A “frio”

Se estás a mostrar-te pela primeira vez a alguém (seja via e-mail, telefone ou presencialmente) terás de mostrar profissionalismo, respeito e inteligência. A maior parte dos lutadores respeita 1 ou 2 destes pontos, mas raramente os 3.

É importante chegares a horas, se tiveres um encontro presencial. É importante redigires um e-mail decente, se utilizares este canal. Mas também terás de mostrar porque é que queres trabalhar ali e não noutro lado, ou no mínimo, o que tens a oferecer de diferente que seja uma mais-valia para o promotor.

Se disseres “olá eu sou um lutador que quer ganhar experiência e portanto gostava de ir aí se me pagarem” bem podes ficar à espera sentado. Novamente, lembra-te de um emprego do mundo real e pensa se seria assim que conseguirias o teu lugar numa empresa.

Terás mais sucesso se perderes o teu tempo a conhecer devidamente a federação e o território. Por exemplo, se existem 2 ou 3 lutadores com que sentes que terias uma boa química, poderias referi-los a nível de sugestão (para mostrar que conheces o trabalho dos lutadores locais) e explicar porque é que o espectáculo precisa de um lutador com as tuas qualidades. É verdade que é difícil fazer isto sem parecermos uns enormes gabarolas, mas terás de encontrar um ponto de equilíbrio para que o teu e-mail seja menos “eu eu eu” e mais “nós, juntos”.

Pensa bem no que vais escrever

Pensa bem no que vais escrever

Se consegues pensar em ser diferente da tua concorrência no balneário, também consegues fazê-lo num e-mail. Por exemplo, poderás gravar uma promo em que desafias determinado lutador ou explicas ao promotor porque é que ele te deve convidar. Podes enviar um e-mail bonito em HTML em vez de uma mensagem de texto genérica. Podes criar um site a explicar porque é que deves obter aquela booking.

Sê criativo! Mais vale investires algumas horas de trabalho em cada contacto que estabeleces, do que um e-mail feito em 5 minutos para 100 pessoas.

No terreno

Se já estiveres num evento rodeado de outros lutadores, recomendo vivamente que faças o mínimo de auto-promoção possível. Alguns assim que estão a apertar a mão já estão a perguntar se há mais trabalho, enquanto que outros deixam a sua conversa para o ringue e acabam por nunca voltar a ser chamados. Aqui, para variar, a chave é o equilíbrio.

Obviamente, nunca poderás rebaixar os restantes lutadores ou dizer que és melhor que eles, sendo ou não verdade. Terás de te mostrar profissional a todas as alturas, ou seja, não poderás tomar liberdades no ringue com outros colegas e terás que aceitar qualquer plano que tenham para ti, especialmente se estiveres a começar. A atitude que mostrares no ringue deverá ser reflectida no balneário, também.

Depois do espectáculo, se tiveres tido um bom desempenho e se a parceria tiver resultado para ambas as partes, deverás sondar potenciais futuras participações, seja nessa mesma noite ou num follow-up passado 1 semana, 1 mês ou 1 ano.

Quanto mais memorável a tua participação for (seja no ringue seja no seio do grupo) maior a probabilidade do telefone tocar, não querendo com isto dizer que deves dar graxa a toda a gente e tentar ser o melhor amigo de tudo o que mexe. No fundo, tens de saber distinguir entre o “simpático” e o “muito chato”.

Criar uma audiência

Uma solução que está na moda para muita gente que é freelancer (sejam wrestlers, DJs, escritores ou empreendedores) é criar a sua audiência, agora que a Internet está massificada.

No fundo, terás de criar uma base de seguidores, que te dará uma boa vantagem competitiva nas negociações com qualquer promotor. Esses seguidores, se forem leais, poderão acompanhar-te noutros projectos à margem do Wrestling (pensa naquele filme que foste ao cinema ver só porque tinha um wrestler ou aquele podcast que sacaste só porque o convidado era um wrestler que te interessava). Pensa nas celebridades e nas modelos que foram directamente desse meio para o NXT, saltando passos (ver “a rota alternativa”). Porque achas que isso aconteceu? Já tinham uma audiência, ou pelo menos a capacidade comprovada de conseguir trabalhar neste tipo de ambientes.

No Wrestling, o caso mais óbvio de alguém que criou a sua audiência foi uma pessoa que, curiosamente, já estava “na última paragem” de qualquer lutador ambicioso: falo claro de Zack Ryder e do seu programa do YouTube Z! True Long Island Story.

Z! True Long Island Story

Z! True Long Island Story

Ryder não estava a receber uma oportunidade para brilhar, pelo que decidiu ser empreendedor e resolver ele próprio esse problema. Aliando a sua notoriedade no Wrestling ao seu talento para o humor e edição de vídeo, produziu uma série de episódios para o YouTube que ficaram tão populares que a WWE não teve outra alternative se não dar-lhe maior destaque na programação. Tu poderás fazer o mesmo, mesmo se numa escala menor, combinando outras paixões que aumentem o número de pessoas que seguem o teu trabalho e que pagariam bilhete para te ver a lutar.

Conclusão

O Wrestling pode parecer muito diferente de todas as outras carreiras disponíveis no mundo, mas no que toca a arranjar emprego não é muito diferente. Em caso de dúvida, pensa sempre no que farias se te estivesses a candidatar a uma função nos escritórios da Google ou da Apple e, juntamente com um pouco de bom senso, terás sucesso neste ramo.

Nesta posição, como qualquer outro freelancer, terás de batalhar bastante e, numa palavra, terá muito a ver com hustle. Vão haver dias melhores que outros, em que receberás vários nãos até um sim e onde poderás ver malta que não merece a ter mais sorte do que tu. Não percas energia com isso e segue em frente, avaliando sempre o que estás a fazer e os resultados!

Até para a semana pessoal. Conto convosco para o último artigo e para as despedidas. Entretanto, já sabem que podem comentar ou falar comigo no Facebook ou Twitter!

Sobre o Autor

- Bruno “Bammer” Brito é português, treinou em Calgary, Alberta, Canadá e foi durante 6 anos treinador principal da academia do WrestlingPortugal. Durante esse período, foi responsável por formar alguns dos mais conhecidos e talentosos lutadores nacionais da actualidade e está agora a partilhar as suas experiências com a comunidade do Wrestling PT.

15 Comentários

  1. joaop - há 3 anos

    Olá! Uma curiosidade. O WP já colheu os frutos dos teus artigos aqui? Óptimo trabalho realizado aqui.

    • Oi! Obrigado pelo elogio :)

      Penso que o WP ganha a partir do momento em que pessoas como tu comentam dizendo que gostam dos artigos. Visto que estou associado à marca e acabo por de certo modo “representá-la” aqui, mais fãs de Wrestling ficam a conhecer o projecto, o que acho positivo para o Wrestling nacional no geral.

      O número de curiosos também tem aumentado, seja para verem os shows seja para aparecerem na academia, portanto diria que nesse aspecto também está a ser positivo.

      Internamente (dentro do WP), também acho que esta iniciativa tem valido a pena. Muitos dos meus amigos do WP lêem estes artigos frequentemente e pelo que me constou, lê-los é até “trabalho de casa obrigatório” para os alunos, portanto espero que esteja a ser útil também para eles! :)

  2. Ri F - há 3 anos

    Mais um excelente artigo, esta é de facto uma das peças chave que podem fazer ou não uma carreira.

  3. John_3:16 - há 3 anos

    Execlente artigo e obrigado pela alta qualidade do teu trabalho ao longo destes meses, força pro futuro bammer!

  4. Francisco Edge - há 3 anos

    Muito obrigado por partihares o teu conhecimento conosco.

    Excelente manual.

  5. Allweneedislove - há 3 anos

    Excelente trabalho Bammer, deste grandes dicas para aspirantes a wrestlers e é com pena que leio que este será o teu penúltimo artigo, resta-me então dizer: Obrigado!

  6. Dantlast - há 3 anos

    Mais um excelente post Bammer! Gostaria que este espaço nunca chega-se ao fim, pois é o meu preferido dentro do site. Tenho um pedido… Se não puderes fazer em forma de um último post, gostaria que fosse como resposta mesmo. Eu gostaria de saber sobre a rotina de um wrestler. Mas com detalhes. Que horas acordava para o treino, o que aprendia, quando voltava, o que fazia após. Tantos nos dias normais como os de evento… Adoraria que me respondesse. Obrigado.

  7. Oi! Vou-te responder aqui, visto que já tenho o último post +/- pensado ;)

    Acho que cada pessoa terá uma rotina diferente. Primeiro porque dependerá de onde treinas e de como funcionam os eventos em que participas, depois porque cada pessoa tem horas distintas em que gosta de fazer cada coisa.

    Em 2011/2012 tive uma altura em que lutava 3 dias por semana. Foi facilmente a altura mais activa que tive, portanto vou dar-te a minha rotina dessa época.

    Vamos imaginar que a minha semana começava à 3ª feira. Como tinha um full-time das 9h às 18h, tinha 3 alturas possíveis para ir ao ginásio – ou antes do trabalho, ou ao almoço, ou ao fim do dia. Odeio treinar depois de acordar e sempre estive habituado a treinar ao fim do dia, mas como o meu trabalho me permitia ir ao ginásio ao almoço (e tinha um mesmo ao lado do escritório) habituei-me a ir lá à hora de almoço todos dias. Portanto o ginásio era frequentado nos 5 dias de semana, cerca de 1 hora por dia, 2 músculos por sessão e cardio ou abs.

    Durante o dia procurava encaixar 5 refeições e, dependendo do que fossem, ingerir também 1 a 2 batidos de proteína (mas não era a pessoa mais disciplinada nesse aspecto).

    Depois das 18h (e já com o ginásio resolvido) se fosse para casa, acabaria por ver qualquer coisa de Wrestling. 3ª feira é sempre dia de Raw para mim, portanto via o programa e talvez algo das indies se o tempo o permitisse.

    À 4ª feira repetia o dia de 3ª feira, vendo outra coisa qualquer ao fim do dia.

    À 5ª feira também era igual, com a excepção de que tinha um jogo de futebol de 5 ao fim do dia, que sempre era mais 1 hora de cardio. Depois do jogo, ou corria para comentar o programa TNA Impact para a televisão portuguesa, ou ficava para sábado ou domingo.

    À 6ª feira era igual até às 18 horas e depois ia ter com a malta e conduzir até à arena. O espectáculo era por volta das 21h30 e geralmente chegava 2 horas antes, descobria qual seria o meu adversário, avaliava as condições do ringue, planeava mais ou menos o combate e depois ia aquecendo até à hora. Regresso a casa por volta da 1h ou 2h.

    Ao sábado tinha treino na Academia do WP, com direito a aquecimento exigente e muito trabalho no ringue. Se não tivesse de comentar TNA de manhã, dormia e passava a tarde na academia, das 13h30 às 18h-19h. Depois era novamente rumo a mais um show, voltar a casa à mesma hora de sexta. Se não saísse ao sábado, geralmente via o Smackdown e Superstars e mais umas indies.

    Ao domingo o espectáculo era à tarde, por volta das 16h30. Às vezes ia ao ginásio por volta da hora do almoço, para depois ir até ao show. O espectáculo terminava por volta das 18h30 e depois ou jantava com o pessoal ou voltava para casa.

    2ª feira estava geralmente demasiado dorido da semana e ia na mesma ao ginásio, mas só fazia jacuzzi e sauna. Depois chegava a 3ª feira e repetia tudo outra vez!

    Espero que isto ajude ;) para quem tem um full-time não há muitas coisas que pode mudar, só a hora de treino I guess…!

  8. zackryderfan - há 3 anos

    TENHO PENA QUE SEJA UM DOS ULTIMOS ARTIGOS APRECIO MUITO O TEU TRABALHO BRUNO

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