Bammer: “Tudo sobre o Ringue”

O ringue. Sem ele, não há espectáculo. Podemos alugar a maior arena da cidade, convidar grandes lutadores e gastar uma fortuna em Marketing, mas sem aquele squared circle, nada poderá ser considerado um verdadeiro evento de Wrestling.

O ringue é importantíssimo. Numa modalidade que procura levar a audiência numa viagem de 2 ou 3 horas em que esta se desliga da realidade, seria muito difícil acreditar em todas aquelas manobras espectaculares se estas não acontecessem dentro de um “monstro” com 3 cordas e 4 cantos.

Sem ringue não há espectáculo

Sem ringue não há espectáculo

Pensando na audiência, o benefício de um ringue é óbvio. O Wrestling não faria sentido se os combates acontecessem num parque de estacionamento, numa piscina ou num par de colchões (apesar destes serem excelentes para treino).

Mas e para os lutadores? O que é preciso saber? Este artigo é sobre isso. Frequentemente recebo perguntas sobre o ringue e há bastante a dizer sobre este tópico – o objectivo será responder às perguntas mais frequentes neste post.

Vamos a isto!

A principal diferença de um ringue de Wrestling

No Wrestling, já pisei vários ringues, de diferentes tamanhos e feitios. Uns eram bem estáveis, outros pareciam que se iam partir a qualquer momento. Alguns nem ringues de Wrestling eram.

Cada ringue é diferente (e dependerá também de quem o montou) mas antes de entrarmos por aí, vamos esclarecer o que torna um ringue de Wrestling diferente dos outros: a suspensão.

Quem já pisou um ringue de boxe saberá certamente que aqueles ringues não foram feitos para alguém caír. A superfície é tremendamente rija e, para piorar as coisas, não cede quando ocorre uma queda. Tal não me impediu de praticar neles Diving Headbutts e outras coisas do género quando tinha 20 anos, mas sem dúvida que cada aterragem não era nada agradável.

Os ringues de Wrestling podem ser construídos de formas bem distintas, mas vão partilhar o facto de irem abaixo a cada queda dada.

Em alguns ringues podemos observar lutadores a ficarem claramente enterrados durante meio-segundo sempre que dão uma queda, mas nem sempre é assim: uns ringues cedem mais do que outros.

A importância do centro

O ringue cede muito mais no seu centro. Já reparaste que os (bons) lutadores caem sempre no meio do ringue? Se não existir uma razão para caír junto às cordas (por exemplo, para um spot a seguir ou para conseguir pôr o pé nas cordas) o lutador inteligente vai sempre preferir caír bem no meio – onde a suspensão é maior, amortecendo assim uma boa parte da queda.

Atenção que isto não quer dizer que estes ringues sejam moles ou fofinhos, ou que caír no centro seja tão divertido quanto jogar Playstation! Nunca é agradável dar uma queda, mas caír num ringue de Wrestling é claramente mais suportável do que num ringue de boxe, especialmente se o lutador souber como e onde o deve fazer.

Os vários ringues de Wrestling

Há algumas diferenças nos vários ringues que poderás encontrar pelo mundo. Em baixo seguem-se algumas que deves considerar.

O segundo ringue do WP

O segundo ringue do WP

No WP não acertámos totalmente no 1º ringue que se encomendou (não querendo com isso dizer que era mau), pelo que aproveito para explicar o processo que nos levou a escolher, da 2ª vez, aquele que frequentemente chamo “o melhor ringue de Portugal” (e arredores).

A dimensão

Os ringues americanos são, normalmente, maiores que os europeus. Os da WWE são 20-foot, os maiores da indústria. Uma medida bastante standard na América são os de 18’ – na Europa, será mais frequente encontrares ringues de 16-foot e até há mais pequenos. Podemos atribuir esta diferença ao facto dos americanos serem geneticamente maiores que os europeus, ou por uma simples questão de tradição.

A dimensão não é tão relevante quanto possa parecer. Se tiveres 1.70m e 80 kg, vais parecer mais ameaçador num ringue pequeno, como é óbvio. Na WWE terás dificuldade em ter uma presença tão acentuada, pelo que terás de compensar com agilidade, técnica ou algum tipo de talento especial.

Mas as diferenças acabam aí.

O número de passos que dás até às cordas serão os mesmos, apenas variando o comprimento de cada passada. Terás SEMPRE de procurar caír no meio – o que pode ser um desafio num vertical suplex entre 2 lutadores que são altos num ringue de 16’, por exemplo, ou uma longa sequência de pins. Mas essencialmente, pouco muda.

Pessoalmente, nunca estive num ringue de 20‘. O da academia do Lance era 18’ e o do WP também. Noutros locais de Portugal e em Inglaterra e Espanha pisei ringues mais pequenos e nunca senti grandes diferenças neste aspecto.

As cordas

Há 2 tipos de cordas: a “real rope” e os cabos.

A corda verdadeira é aquela que os ringues da WWE utilizam e é muito mais realista. Ao ires às cordas, sentes realmente um balanço de volta, que te traz com mais velocidade para o meio e são visualmente mais bonitas. Podes escolher a cor neste caso. Também requer mais cuidados (manutenção).

Os cabos têm a grande vantagem de serem mais apertados (ideais para springboards ou qualquer tipo de manobra que envolva apoiar os pés nas cordas) mas não dão quase nenhum balanço quando se vai às cordas, pelo que terás tu próprio de compensar. Que eu saiba, só há de cor preta.

Ambas deixam marcas na zona das axilas nos primeiros tempos, enquanto ainda não estás habituado a ir às cordas, mas a real rope é mais agressiva neste aspecto. Dito isto, não considero que uma seja mais confortável do que a outra, depois de alguma habituação.

Rock impressionado com a qualidade das cordas dos ringues da WWE

Rock impressionado com a qualidade das cordas dos ringues da WWE

Pessoalmente, prefiro os cabos. O primeiro ringue do WP tinha real rope e quando encomendámos o segundo, foi uma das coisas que se decidiu alterar. Sempre gostei de cordas apertadas e não tenho problemas em não receber grande balanço nos irish whips. Naturalmente, outros poderão discordar.

O chão

Há 2 tipos de material que podes encontrar: lona tipo canvas (ou tapete) ou lona de vinil.

Canvas é aquela que é visualmente mais bonita (pelo menos para mim) porque não brilha tanto com as luzes e tem cores mais naturais. São essencialmente feitas de um pano grosso. Nunca dei muito valor a lutar em lonas deste género até que conheci as de vinil.

O vinil tem duas excelentes vantagens – é muito fácil de lavar e pode durar muito mais. No entanto, para mim, as vantagens acabam aí.

O vinil torna-se perigoso a dada altura de um espectáculo, visto que vai ficando escorregadio à medida que os lutadores vão deixando o seu suor por lá. Por muito que se limpe/lave entre os combates, nunca ficará totalmente seguro, o que garante uma condução perigosa dentro do ringue se correres a 100 à hora.

Por este motivo, no WP optámos sempre pela lona – não tinha tido boas experiências com o vinil no passado e considerando que utilizamos o ringue 95% das vezes para treinos (onde muito suor é largado), vinil seria uma escolha infeliz.

Sem dúvida que para quem faz espectáculos frequentes o vinil vale a pena, mas no caso do WP, uma lona para treinos e outra para espectáculos é suficiente. Escusado será dizer que a lona requer mais cuidado, a não ser que te importes de comprar uma nova a cada estação.

Os ferros

Por baixo da lona de pano ou do vinil vão estar uns colchões, depois umas tábuas e depois os ferros a suportar tudo.

Há ringues em que o esqueleto se divide ao meio (ou seja, nenhuma peça vai de uma ponta à outra) enquanto que outros têm metade do número de peças porque percorrem toda a área.

As 2 vantagens dos ferros que se dividem ao meio são o transporte e o peso – podes levar um ringue numa carrinha mais pequena e uma pessoa consegue transportar basicamente qualquer peça sozinha. No entanto, terás de fazer mais viagens até transportares as peças todas.

Os ferros compridos precisam quase sempre de 2 pessoas para carregar (por uma questão de equilíbrio) e precisam de uma carrinha maior, consoante a dimensão do ringue.

O esqueleto de um ringue WWE

O esqueleto de um ringue WWE

O amortecimento que ambos proporcionam é semelhante, mas o transporte e montagem é bem mais rápido quando se tratam de metade das peças. Por esse motivo, no 2º ringue do WP também se optou por esta alteração, a 2ª.

O apron e a altura face ao chão

O apron é basicamente a borda do ringue, aquele espaço onde o lutador que não está no combate de tag-team fica à espera do tag, por exemplo.

Há ringues com muito espaço no apron e há outros tão apertados que mal consegues estar lá em pé. Essa distância é importante se quiseres fazer mergulhos ou se tiveres um spot como o DDT no apron do WP9.

A altura é outro aspecto. Na Europa há ringues bastante baixos, em que só tens de subir um degrau para entrar no ringue. Terás de ter também esse aspecto em conta quando estás a pensar um combate.

O preço

Um ringue de Wrestling é algo que poucas crianças poderão pedir aos pais no Natal. O preço não é convidativo e não é algo que caiba dentro da caixa do correio como aquele filme da Amazon.

Os ringues fabricados no Reino Unido são por norma mais caros do que os Americanos (também dependerá do câmbio na altura) mas o transporte é mais barato e não terás de pensar na alfândega (aquele imposto bem chato quando se compra algo fora da União Europeia). Ainda assim, para ter um ringue inspirado em Wrestling Americano e pela qualidade/ preço, ainda vale a pena optar pela oferta americana.

Tens de ter em conta que não é algo que esteja sempre disponível em stock, porque não é como se existissem 100 ringues na prateleira para escolheres. Para além do tempo de montagem e do preço, terás de adicionar o tempo que demora a enviar e, quando chegar, o processo de o desalfandegar (e o ataque cardíaco quando souberes quanto falta pagar). Depois, é rezar para que tenha vindo tudo tal como pediste e esteja em bom estado.

Quanto maior o ringue, mais caro será. Este site é popular para a venda de ringues, apesar do serviço deixar bastante a desejar. Quando se está num mercado pouco competitivo, infelizmente é algo que nos temos de sujeitar.

Dito isto, se o ringue dos teus sonhos custa 5 mil dólares, mentaliza-te que poderás pagar perto do dobro depois de acrescentares portes e alfândega.

Sobre a Montagem

Montar um ringue não é propriamente divertido, pelo menos não quando se faz todos os sábados. Em anos anteriores, calculei as horas num ano que passei a carregar ferro e não fiquei muito satisfeito com o resultado (pensa em 3 horas por semana durante cerca de 46 semanas). Mas a verdade é que quantas mais vezes montares, mais aprendes.

Em teoria, só serão necessárias 2 pessoas para montar um ringue, mas diria que o mínimo absolutamente necessário são 4. Quantas mais, mais depressa, claro, porque o tempo vai acabar por depender sobretudo do número de braços a transportar.

O processo acaba por ser sempre o mesmo. Colocar os postes, juntar ferro e tábuas, apertar as cordas, adicionar os colchões e a lona. Pelo meio, uns apertos aqui e ali para nada saltar e no fim, colocar os turnbuckles.

Este nosso vídeo, feito para promover os treinos, acaba por mostrar toda a montagem.

Um ringue mal montado poderá provocar lesões muito mais facilmente. Se as tábuas estiverem sempre a sair do sítio, se os turnbuckles estiverem mal apertados (ou deslocados) e se o ringue não estiver numa superfície plana, podes crer que podes apanhar uns sustos. Isto para nem falar das cordas.

O meu ritual antes dos combates

Para alguns espectáculos participei na montagem do ringue, noutros não. Mas em todos os casos, para garantir a segurança possível (mesmo sabendo que o risco de lesões está sempre lá), pratico este ritual antes do show começar.

Depois do ringue ficar montado, a maior parte das pessoas testa as cordas e vai-se embora. No entanto, eu gosto de perder mais alguns minutos a inspeccionar aquilo que vou pisar passado algum tempo.

Vale sempre a pena inspeccionar o ringue

Vale sempre a pena inspeccionar o ringue

A primeira coisa que gosto de verificar é se há buracos. Isto pode parecer estranho, mas a verdade é que muitos ringues têm tábuas rachadas/partidas ou que não estão devidamente cortadas e poderá haver altos e baixos no ringue. É verdade que depois dos colchões e da lona esses buracos são pouco perceptíveis, mas ainda assim não gosto de apanhar surpresas.

Esta questão das tábuas também é importante para garantir que sabes onde deves evitar caír, por exemplo por estar uma tábua levantada. Basta andares pelo ringue descalço que tens logo todas estas respostas.

Depois de testar as tábuas, verifico se os turnbluckles estão no sítio, vendo se não há ferros à mostra e se os turnbuckles estão alinhados ao encostar-me a eles. Muitas vezes luto depois de 5 ou 6 combates, pelo que pode estar tudo fora do sítio quando essa altura chegar, mas ainda assim gosto de testar.

Os ringues têm geralmente “o canto mau” – aquele canto onde se monta tudo e se aperta, que é o menos simpático a visitar. Em alguns ringues isto é mais visível do que outros, mas já agora também convém saber qual é.

Dentro do ringue, falta testar as cordas. Basta correr 20 ou 30 segundos para saber se está OK.

Antes de acabar, gosto de ir para o apron e verificar se lá não há surpresas. É normal haver um lado em que o colchão acabou mais cedo do que devia (ou mesmo uma tábua). É importante também vermos se há algum ferro ou algo desprotegido. A minha experiência diz-me que há pelo menos um lado (dos quatro) a evitar.

Mas nem tudo é mau – uma das coisas que mais me diverte no final dos espectáculos é ver a quantidade de gente da plateia que vai até ao pé do ringue para bater com a mão no apron, talvez para sossegar a sua mente de que “isto é tudo a fingir”.

Até nisso os ringues de Wrestling foram pensados: não só o apron é a parte mais dura do ringue, como é frequente essa malta acabar por bater com a mão em tábuas ou ferros. Assim, vão para casa a achar que esta malta é dura de roer!


Para a semana não haverá artigo, visto que estarei em Londres. Mas daqui a 15 dias podem contar com mais um. Entretanto, fico a aguardar, como sempre, o vosso feedback via comentários/mensagens/tweets!

Sobre o Autor

- Bruno “Bammer” Brito é português, treinou em Calgary, Alberta, Canadá e foi durante 6 anos treinador principal da academia do WrestlingPortugal. Durante esse período, foi responsável por formar alguns dos mais conhecidos e talentosos lutadores nacionais da actualidade e está agora a partilhar as suas experiências com a comunidade do Wrestling PT.

26 Comentários

  1. Dantlast - há 3 anos

    Excelente postagem novamente Bammer. É uma boa sugestão o seu “ritual” de inspeção do ring, vou adquiri-lo também! Mas tenho uma pegunta e gostaria que me respondesse. Disseste que os rings americanos em sua maioria são os maiores, e os da WWE os maiores de todos, porém, ao assistir NJPW, tenho a impressão de que o ring é BEM maior do que o da WWE, isso se contar o apron, pois ali esta claramente visível ser maior que os demais, Mas na area total me confundo… Pode me dizer se realmente os rings japoneses são maiores ou é apenas impressão? Obrigado desde ja!

  2. Obrigado por leres!
    De facto os ringues da NJPW parecem enormes, mas não podemos esquecer que os lutadores japoneses são (na sua maioria) bem mais pequenos que os Americanos. O ângulo de camera também pode influenciar. Mas deverão ser de 18 ou de 20, nunca mais ;)

  3. Leonardo Trevisane - há 3 anos

    Ótimo artigo Bammer, só por curiosidade, já aconteceu algum acidente com vc dentro de algum ringue?

  4. jcfc - há 3 anos

    O.O muito muito bom mesmo muitos parabéns um artigo espetacular e muito interessante assim que tiver oportunidade de ver um espetáculo de WP já não vou lá bater com a mão xD

  5. jcfc - há 3 anos

    já agora uma pergunta nesses “testes” já alguma vez te recusas-te em atuar até estar tudo à “tua medida”

  6. Silveira9 - há 3 anos

    Excelente meu caro!
    Bammer achas que alguma vez iremos ver um português na WWE?
    Deves ser provavelmente o melhor lutador PT de sempre!

  7. Acho que é possível, sim! É só uma questão de existir alguém que esteja disposto a ir mais longe do que todos os outros + um pouco de sorte :)

  8. Nunca me recusei a lutar, mas já encontrei ringues bem estranhos! ;)

  9. Haha, sim cuidado! :p
    Obrigado por leres!

  10. Dragon Bryan - há 3 anos

    Excelente artigo como sempre :3

  11. Eduardo Ritter - há 3 anos

    Parabéns pelo seu artigo Bammer. Sou brasileiro e estou sempre acompanhando o Wrestling.pt. Nós aqui da América gostamos muito do Pro-Wrestling, concordo que no Brasil não faz tanta fama quanto no futebol, mas todo mundo conhece.

  12. John_3:16 - há 3 anos

    Gostei bastante deste teu artigo, normalmente costume ler os teus artigos mas não comento, desculpa-me por isso, só uma questão achas que hoje em dia os ringues são mais resistentes do que na attitude era ?

    • Obrigado por leres e não tens de pedir desculpa, é claro :)
      No passado (mas falo de há várias décadas atrás) os ringues eram muito mais duros, mais desconfortáveis para os lutadores, mas hoje em dia são mais suaves e têm maior suspensão. A nível de resistência propriamente dita, eu duvido que haja diferenças!

  13. PANK JAMAICA - há 3 anos

    Cara,de longe o seus textos são os que eu mais me interesso.

    Pra mim,os ringues mais belos são os da NXT.

  14. Obrigado! Também gosto muito desse :)

  15. Talles Bhering - há 3 anos

    Excelente artigo, sempre quis saber um pouco mais sobre ringues especialmente a montagem, e os materiais para serem feitos!
    Otimo
    Más uma pergunta num tem muito haver com o artigo não más mesmo assim:
    “Um ringue de um tamanho como o da WWE, ROH, eu seria melhor com qual estilo de Wrestling( Powerhouse, High-Flyer,) tenho 1,76 e peso 55Kg(51Kg)?”

    • O tamanho do ringue não deve influenciar muito o estilo de um lutador, pelo que a resposta será um pouco subjectiva – dependerá do estilo com que te sintas confortável.

      Naturalmente com 55 kg não poderias ser um powerhouse, provavelmente terias de ser um high-flyer, mas não é obrigatório passar o combate a fazer moonsaults e headscissors se encontrares outra forma de te destacares, apesar do tamanho/peso (ver exemplos como o Spike Dudley ou o Spud, que sempre recorreram a outras “armas”).

      • Talles Bhering - há 2 anos

        Entendi, más acho que irei engordar mais, pois tenho 14 anos…

  16. Gosteo muito do seu artigo sobre os ringues , meu sonho era ter um para treinar com meus amigos , mas nao sei onde comprar as coisas … (por exemplo:os postes de ferro , cordas , colchões etc …)
    tem alguma dica pra me dar ?

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