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Bammer: “Tudo sobre Truques, Golpes e Manobras”

O artigo desta semana será totalmente dedicado ao que acontece dentro do ringue. Para muitos, Wrestling ainda é à base do que acontece quando a campainha toca, seguindo atentamente cada movimento dos lutadores até ao pin final- pouco importa o que aconteceu durante a entrada, no balneário ou enquanto estavam ao microfone. Hoje nada disso interessa, porque tudo o que vou escrever é 100% relacionado com manobras de Wrestling!

Este post estava pensado para acontecer mais tarde, mas foi acelerado devido ao comentário do Rubinho16@, que questionou no passado artigo o seguinte:

Isto é algo que pretendo fazer sempre que os comentários o justifiquem: escrever posts inspirados em respostas a questões. Se há dúvidas que tenham que queiram ver esclarecidas detalhadamente, manifestem-se sempre. Quem sabe, talvez o próximo artigo seja sobre isso. Vamos a isto!

O que é o “moveset”?

Antes de avançarmos, será melhor começar por definir o que se entende por isto de “moveset”. No fundo, é o conjunto de golpes de um lutador.

Aqui, não me refiro apenas ao finisher (o golpe que um lutador habitualmente utiliza para vencer um combate) ou aos trademark moves (aqueles 5 ou 10 golpes que geralmente são executados todos os combates) mas sim à totalidade de ofensiva de um atleta.

Basicamente, tudo o que alguém consegue executar dentro do ringue, habitualmente ou não, seja saltando da 3ª corda, para fora do ringue, com o lutador no chão ou em pé pode entender-se como parte do seu moveset.

Mas isto provavelmente já tu sabias. Adiante!

Os golpes enquanto palavras para contar uma história

Se acompanhas o mundo do Wrestling de perto, provavelmente já ouviste algures antes que os golpes são secundários. A verdade é que até um lutador consagrado como o Bryan Danielson/Daniel Bryan não tem problemas em confessar que as manobras não são muito relevantes (como podes conferir no podcast #69 do Steve Austin).

Como é que alguém que cresceu a idolatrar um lutador incrivelmente técnico (e pouco carismático) como Dean Malenko (também ele um dos meus heróis) consegue atribuir tão pouca importância aos golpes executados dentro do ringue? Terás a mesma resposta se perguntares a alguém da academia do WP.

Dean Malenko, uma inspiração para muitos, aqui a esticar Chris Jericho

Dean Malenko, uma inspiração para muitos, aqui a esticar Chris Jericho

Quando estou a explicar a importância dos golpes a alguém, geralmente digo que os golpes são palavras. Estamos a contar uma história e para a pessoa perceber a mensagem, utilizamos palavras. Para uma boa parte do vocabulário existem sinónimos- se eu disser “maravilhoso” ou “fantástico”, pouca diferença faz no receptor. Bom, o mesmo acontece no Wrestling- se eu fizer um backbreaker ou um side slam, pouco muda. A mensagem que passa é a mesma.

O desafio aqui passa por encontrar o conjunto de golpes que contem a história que pretendemos, respeitando a tradição do Wrestling, a compreensão do fã e aquilo que conseguimos executar com naturalidade e qualidade.

Ao início, praticamente todas as pessoas que se inscrevem numa escola de Wrestling querem aprender os golpes. Querem aprender a powerbomb, o moonsault e a hurracanrana. Mas com o tempo todos começam a perceber que de pouco serve saber efectuar os golpes se não os souberem encaixar correctamente na sua personagem e num combate de Wrestling- e é aí que muitos ficam encalhados.

A era dos workers

Diz-se por aí que já não se fazem lutadores como antigamente. Lutadores que ouçam o público, se adaptem, consigam ir para o ringue sem ter nada combinado e ter um bom combate. Em parte isto é verdade, visto que há muitos lutadores que provavelmente não sobreviveriam nos dias que correm sem o seu tempo de preparação no balneário, mas em boa verdade esses lutadores sempre tiveram lugar no Wrestling na mesma. O que geralmente acontecia (e acontece), é que esses lutadores eram pareados com bons workers.

Falar sobre como ser um bom worker é tema para outro artigo, mas no fundo, é alguém que consegue sacar um bom combate com qualquer pessoa, de qualquer estilo. Os bons workers adaptam-se ao seu adversário, conseguindo fazer um bom trabalho seja como herói ou vilão, contando uma boa história seja numa brawl de 10 minutos seja num combate incrivelmente técnico de 30 minutos. A versatilidade é, portanto, chave.

O que acontece hoje em dia é que a maior parte dos lutadores está mais preocupado em brilhar do que fazer o outro brilhar- esquecendo-se que é necessário que ambos fiquem bem na fotografia para que o segmento seja realmente considerado um sucesso. Obviamente, há excepções e, geralmente, são esses que acabam por ficar no topo.

Um bom worker nunca pensa 1 hora sobre os golpes que vai fazer naquela noite. Tem um vasto arsenal à sua escolha (fruto de muito treino) e pensa no que faz sentido naquele momento.

No passado, com os vários territórios e com a quantidade de federações de qualidade por onde um wrestler podia passar, existia uma grande quantidade de veteranos que se encontravam em condições de passar os ensinamentos para os mais jovens. Agora, com o monopólio da WWE, é muito difícil encontrar pessoas experientes no circuito independente em abundância.

Na academia do WP trabalhamos bastante o improviso: muitos combates acontecem sem qualquer tempo de preparação prévio e muitas vezes inserimos surpresas a meio dos combates, como uma lesão na perna ou no braço para obrigar um aluno menos experiente a improvisar. Assim, o aluno aprende a integrar os golpes no contexto certo.

É um pouco da minha herança do Canadá, visto que procuramos formar lutadores e não pessoas que tenham o mesmo combate todos os dias da sua vida.

Como escolho os golpes para mim?

Como é natural, apesar dos golpes serem secundários na “big picture”, é inegável que todos gostamos de os ver na televisão. Muitas vezes, o arsenal de um lutador é importante para definir se gostamos ou não dele- portanto faz sentido que estejas preocupado em definir o teu moveset.

Os 7 critérios

Os 7 critérios

Depois de reflectir um pouco, concluí que existem 7 critérios para decidir se devemos ou não adicionar um golpe ao nosso arsenal. Vamos a eles:

#1: Segurança

Se existe um critério mais importante que os restantes, certamente será este. Se um golpe não é seguro, para ti ou para o teu colega, tens 2 soluções: ou treinas mais, ou esqueces esse golpe.

O pior que podes fazer é ser teimoso e fazê-lo na mesma- podes sentir-te incompleto sem aquele golpe, mas mais ninguém vai saber disso e certamente encontrarás um “sinónimo” para o que pretendes comunicar.

Se um golpe for realmente necessário (um stomp ou um murro, por exemplo, são praticamente obrigatórios em qualquer arsenal) terás de treinar mais até que este seja seguro 100 vezes em 100. Lembra-te que basta um golpe para teres a tua reputação no balneário manchada e ninguém querer trabalhar contigo.

#2: “Think Shoot”

Esta é uma expressão que se usa muito no meio e que neste contexto te pede para reflectir se, num ambiente de luta, este golpe faria sentido. Claro que há sempre alguma liberdade artística (se não, golpes como o moonsault não seriam permitidos) mas se for demasiado irrealista, o mais provável é ser melhor não o utilizar.

No cinema, sabes que é um filme mas ainda assim esperas algo autêntico e credível, que não te desligue e te traga para o mundo real. O mesmo acontece com o Wrestling– basta um golpe para lembrar o fã de que aquilo que está a ver não é real e desligar-se do teu combate, pelo que deves sempre questionar se numa luta “a sério” aquele golpe poderia acontecer.

#3: A importância da personagem

Este é um elemento importante que tantas pessoas subestimam. Se a tua personagem é um lutador magricela, corajoso e que tem sempre poucas probabilidades de vencer um combate, talvez seja melhor incorporar manobras aéreas ou de recurso e, mesmo que até consiga, manter-se afastado de tudo o que seja suplexes e grandes brawls.

Se és essa personagem e tens medo das alturas, dificilmente te sentirás confortável na 3ª corda. Nesse caso, talvez seja melhor não venderes a ideia de seres corajoso… ou treinar mais. Os golpes devem reflectir a tua personagem e vice-versa.

#4: As diferenças entre herói e vilão

Este é outro aspecto que nem sempre é considerado: o arsenal de um herói deve ser forçosamente diferente daquele que um vilão utiliza. Isto é algo que muitos lutadores se esquecem quando transitam de um estado para outro.

A ideia de um vilão nunca é sacar aplausos ou conquistar o público. Basicamente, quanto mais “foleiro” um vilão parecer, melhor. Um bom exemplo disso, nos dias que correm, é a prestação de Seth Rollins na WWE. Quem acompanhou o trabalho do antigo Tyler Black na ROH saberá o quão espectacular este lutador consegue ser- no entanto, semanalmente é raro vermos algo mais espectacular que um enziguiri (que encaixa perfeitamente na sua personagem). A esmagadora maioria do tempo é passada a executar golpes de recurso no adversário, consoante a história do combate, onde muitas vezes recorre ao ringue para sua vantagem.

Por outro lado, do herói espera-se todas as manobras sonantes e que traga todo o entusiasmo e mais algum. Por esse motivo, os golpes mais espectaculares do combate devem ser reservados para este lutador. Um excelente exemplo disso é claro AJ Styles– por muito bom que o adversário seja, dificilmente conseguirá ser mais espectacular que o “Phenomenal 1”.

AJ Styles a heel? Isso é capaz de ser má ideia.

#5: A aptidão natural

Enquanto lutadores, há golpes que temos naturalmente mais habilidade para executar do que outros. Eu, por exemplo, sempre tive facilidade com suplexes. O Cougar nunca precisou de mais do que uma ou duas tentativas até dominar qualquer manobra que consistisse num salto.

Devemos sem dúvida seguir aquilo que nos é confortável, desde que os outros 6 critérios sejam respeitados.

#6: O aspecto visual

Um dos factores que distingue o Wrestling de qualquer outro desporto de combate é o facto de ser feito a pensar no espectáculo. Tendo isso em conta, é necessário sempre pensar como cada golpe fica visualmente, por exemplo na câmara ou na 15ª fila de um espectáculo ao vivo.

Por muito credível que uma submissão possa ser, se ninguém conseguir perceber o que se está a passar, o melhor será modificá-la (ou esquecer a ideia). Um exemplo disso é a manobra do Undertaker “Hell’s Gate”, que se não fosse executada por ele, provavelmente nunca teria sido aprovada. A razão? Ninguém de longe consegue perceber quem está a fazer o quê, para não falar de que visualmente parece sempre que Taker tem os ombros no chão.

O que raio está a acontecer aqui?

O que raio está a acontecer aqui?

Sempre que te lembrares de um golpe novo, experimenta-o e pede feedback aos teus colegas, grava-o com o telemóvel ou verifica se alguém consegue percebê-lo mesmo que não esteja a usar óculos.

#7: A voz do público

Podes ter a manobra mais incrível, mas se o público não reagir, o melhor que tens a fazer é modificá-la ou esquecê-la. O barulho do público é importante para começares a entender o efeito que o teu arsenal tem na audiência. Não podes fazer só golpes que os deixem malucos, mas é importante perceber o que é que cada golpe gera para entender a utilidade dos mesmos para combates futuros. Há golpes com grande potencial que só precisam de alguma preparação prévia para o público prestar especial atenção para o que aí vem- começa por aí.

Se muita gente contesta o uso de um golpe por parecer inofensivo ou se o teu dropkick é sempre acompanhado de silêncio, então talvez seja melhor reconsiderar.

O contexto: Balneário, tamanho do adversário, época e estilo de Wrestling

Depois de considerares estes 7 factores, ainda há um último pormenor: o contexto. O DDT pode ser a tua manobra perfeita, mas actualmente toda a gente a utiliza. A Hurracanrana pode ser algo que faças em todos os teus combates, mas não faz sentido fazê-la a alguém do tamanho do Big Show. Há 15 anos atrás ninguém andava aos pontapés, agora é o que há mais. E se estiveres na Europa, um golpe pode significar algo muito diferente do que representa no Japão ou nos EUA.

Aqui, voltamos à importância de ser fã. Acompanha as novas tendências, os estilos e as várias culturas para entenderes sempre o que deves executar em qualquer ambiente.

Uma última palavra quanto ao balneário: tens de respeitar o arsenal dos outros colegas, especialmente se acabaste de chegar. Se o finisher de alguém é o Frogsplash, não é boa ideia fazeres um no mesmo dia, especialmente se for para um kick-out de 2 a meio do domínio. Se alguém costuma utilizar uma manobra que gostavas de encaixar no teu combate, pergunta primeiro se tenciona utilizá-la e se a podes realizar.

No WP sempre deixámos uns golpes uns para os outros- se alguém precisava de mais um golpe ou se havia algo que executava particularmente bem, os outros lutadores estavam dispostos a abandonar esse golpe sem qualquer problema. Mas não esperes que todos os balneários sejam assim tão fáceis.

Os Tributos

Uma nota especial para os tributos: pessoalmente não tenho qualquer problema com eles, desde que um lutador não tente ser uma cópia a 100% de outro. De certa forma, todos temos manobras que são tributos a outros lutadores- eu próprio faço a Diving Headbutt como tributo a Chris Benoit (que por sua vez fazia-a como tributo a Dynamite Kid) ou a Mapleleaf como agradecimento ao meu treinador, Lance Storm (como muitos outros alunos o fazem).

A Mapleleaf, um tributo ao meu mentor aqui aplicada a Pac (Adrian Neville no NXT)

A Mapleleaf, um tributo ao meu mentor aqui aplicada a Pac (Adrian Neville no NXT)

Rouba e adapta à vontade, mas lembra-te: encontra o teu lugar no Wrestling e, tal como escrevi nesse artigo… “Don’t be the second AJ Styles, be the first Matt Sydal”!

O “Finisher”

Este é “o” golpe. Aquele que leva o público ao rubro. A definição de euforia. Este golpe, em teoria, deve ser aquele que melhor pontua nos 7 critérios- deve ser algo que te “dá pica” fazer, algo que toda a gente te disse que devias utilizar, que faz com que o público vibre e que seja representativo da tua personagem. Ah, e que seja seguro todas as noites.

Não é por acaso que high-flyers escolhem como finisher um golpe vindo das cordas ou o lutador técnico uma manobra de submissão- é uma excelente amostra do que representam se só tiveres 1 golpe para mostrar num pequeno segmento.

O efeito Hardy Boyz

Quem me conhece sabe que não sou grande fã dos irmãos Hardy (para dizer o mínimo) mas o que pretendo referir aqui é o efeito que estes causaram. Provavelmente não foram estes 2 senhores que começaram o movimento, mas talvez pelo sucesso que obtiveram, foi com este nome que o efeito conhecido.

É importante que não ofereças o mesmo todos os combates. Os Hardys eram conhecidos por ter um combate emocionante mas que obrigava a que todos os adversários se adaptassem a eles e todos os combates tinham de passar pela mesma rotina. Quando os irmãos estavam no ringue, o Wrestling era, de certo modo, mais previsível e menos natural.

O objectivo aqui não é culpar Jeff e Matt de nada, apenas aconselhar o seguinte: preocupa-te em ter combates diferentes, que contem histórias diferentes e não mostres tudo o que tens num só espectáculo. Todos os combates dos Hardys eram iguais.

Lembra-te: se só consegues sacar um coelho da cartola, que motivo dás ao público de voltar a pagar bilhete para te ver? Não sejas um Hardy.

Quantidade não é qualidade

Por fim, não vivas obcecado em ser o novo “Man of a 1,000 holds”. O facto de Daniel Bryan ter como herói Dean Malenko e ter viajado por vários continentes contribuiu para que seja um lutador mais versátil do que o Big E Langston. O antigo campeão da ROH tem 14 anos de experiência, o antigo powerlifter apenas conta com 4. No entanto, ambos chegaram lá.

Preocupa-te sempre em fazer bem e não em fazer muito. O Wrestling é à base de esconder fraquezas uns dos outros e realçar o que cada um sabe fazer, portanto estarás sempre protegido. Se fores limitado mas fores bom naquilo que sabes fazer, provavelmente serás pareado com um worker e tudo correrá bem. Não te esqueças, claro, é de continuar a evoluir para que um dia sejas tu a adaptar-te ao teu novo adversário.

E por esta semana é tudo! Mais uma vez, obrigado ao Rubinho16@ pela questão. Fico, como sempre, à espera dos vossos comentários, tweets e likes.

Sobre o Autor

- Bruno “Bammer” Brito é português, treinou em Calgary, Alberta, Canadá e foi durante 6 anos treinador principal da academia do WrestlingPortugal. Durante esse período, foi responsável por formar alguns dos mais conhecidos e talentosos lutadores nacionais da actualidade e está agora a partilhar as suas experiências com a comunidade do Wrestling PT.

60 Comentários

  1. David_ - há 3 anos

    Acompanho desde o primeiro artigo, primeira vez a comentar.

    Obrigado por abdicares de tempo precioso ao escreveres estes textos!
    Sem intenção de no futuro ser lutador ou algo parecido até porque a idade não é a adquada (24) e o fisico muito menos, vejo aqui nestes artigos, (nao particularmente neste) mas outros, como as relações interpessoais, ajuda ao proximo, encarar o trabalho de outra maneira, adaptaçãp e outros temas que ajudam na evolucao de mentalidades e que contribuem de forma positiva para a mim me tornar melhor!

    Em relação ao Wrestling em si, tenho bastante curiosidade neste mundo que ja acompanho desde o “boom” que se deu em 2005/2006 por ai
    Abraço!

    Continuação de um bom trabalho, e mais uma vez obrigado

    • Obrigado por leres e pelas palavras! Escrever estes artigos é um prazer e uma forma de “give back” um pouco ao Wrestling, que me trouxe tanta coisa boa!

      O Wrestling tem muito a ver com a mentalidade que se tem, muito mais que aptidão física- daí ter decidido que estes artigos teriam de ser mais nesse âmbito. E sim, acho que muitas lições do Wrestling se podem aplicar em muitas situações da vida, portanto “estás lá”!

      Espero que continues a gostar ;)

  2. MrCareca - há 3 anos

    prazer BBB. bom artigo! fiquei muito curiodo em relação a movesets pois eu e o meu irmao de volta e meia andamos a “porrada” um com o outro e, como gostamos de wrestling, de vez em quando simulamos um combate onde cada um criou golpes e submissões ^^

    Gostaria de saber uma coisa em relaçao, neste caso, a gymmick (nao sei se é assim que se escreve)… nessas grandes empresas o personagem e pensado pelo lutador ou pelo patrão/dono/booker? =P

  3. JP - há 3 anos

    Bammer, depois de ler a tua (brilhante) crónica, deixo-te uma pergunta : Qual a tua opinião sobre o Shooting Star que o Billy Kidman utilizava como finisher?
    Sempre me pareceu mal feito e que potencialmente poderia causar uma lesão grave a quem o sofre… Em comparação com outros que tenho visto, mesmo na WWE , tipo London e o Bourne, era horrivel e só me fez “menos” fã dele… Aquela forma como ele o efectuava era propositada, ou era uma circunstancia devido à obrigatoriedade imposta para que ele o fizesse, independentemente de como saia? http://www.youtube.com/watch?v=iQlR1lpK5Kg&hd=1

    • Excelente questão! Eu costumo chamar à SSP do Kidman a “Shooting Star Kneedrop”, visto que já fez estragos em tanta gente. Claramente é um senhor que nem sempre a dominou, como podes ver também aqui http://www.youtube.com/watch?v=gZeo6IGJx8Q e que esqueceu completamente a regra #1 do Wrestling, a segurança. Basicamente chegava lá acima e ninguém sabia muito bem o que podia acontecer ;)

      É possível que estes acidentes tenham contribuído para que a SSP fosse um golpe tão difícil de ser aprovado pela WWE- pelo que ouvi dizer, o Evan Bourne precisou de fazer a SSP com sucesso 10 vezes seguidas (com adversários em variadas posições no ringue) até que recebesse o “OK” da companhia para a utilizar!

      • MR Perfection André Santos - há 3 anos

        Deve de ter doido Ouch!

  4. Rubinho16@ - há 3 anos

    Obrigado pela (grande) resposta!

    Realmente esclareceste-me por completo a dúvida, e é certo e sabido que um gajo que luta nos USA, Japão, Europa e sabe-se lá mais onde tem muito mais experiência do que uma amostra criada em território de desenvolvimento.

    Já agora, quem consideras ter um melhor move-set atualmente nas “major company´s” ?

    • Obrigado eu pela questão que motivou a que isto tivesse sido escrito mais cedo ;)

      Eu hoje em dia já não ligo tanto a movesets, mas acho que o Seth Rollins escolheu perfeitamente o que deve fazer enquanto heel e claro, o AJ Styles é fantástico enquanto face porque faz tudo tão bem.

      No que toca a repertório, quem mais invejo é o Davey Richards – duvido que haja algo que ele ainda não saiba executar ;)

  5. guilherme y2j - há 3 anos

    um grande artigo não diferente dos outros.
    Eu desde dezembro que te queria propor um possivel tema para um artigo agora que ja fizeram isso queria proporte para escreveres sobre a primeira promo obrigado pela atenção

    • Obrigado por leres :)

      É verdade, realmente a sugestão das promos já surgiu algumas vezes. Parece que é algo que a malta tem curiosidade- vou passar esse tema para um dos próximos artigos!

  6. MillionDollarMan - há 3 anos

    Bammer, como deve saber, o wrestling brasileiro está passando por mal bocados, em parte pela ascensão do MMA e parte da imaturidade dos brasileiros menos afortunados(….Que são, sem dúvida a maioria)de chamarem o Wrestling de “Coisa de Viado”. Se você não for de São Paulo/Rio de Janeiro, uma escola de wrestling é raríssima, e quando existe, logo vai a falência pelos alunos que querem virar o próximo “Rey Mysterio” ou “Triple H” da vida e se esquecem do treinamento. Alguma dica para os brasileiros nessa minha situação?

    • A situação no Brasil não é diferente de muitos outros países onde o Wrestling não é, infelizmente, um fenómeno de popularidade. Quando comecei, em Portugal, também havia muito pouco. Melhorou quando voltei do Canadá e se abriu a academia.

      Acho que aqui o conselho que posso dar é o mesmo que daria a alguém de Portugal… “se queres mesmo isto, vais ter que ir para onde estão todos…” ou seja, América do Norte. É onde estão a maioria das oportunidades de carreira também.

  7. MR Perfection André Santos - há 3 anos

    Foi um prazer ler a cronica de hoje.Vou focar-me no finisher e da opinião que tenho.

    Como fá incondicional do MR Perfect e para mim dos 3 melhores lutadores técnicos de todo o sempre, como sabes, ele utilizava o Perfect Plex (fisherman suplex), um move que assentava como uma luva, devido ao bridge em que Hennig ficava e parecia uma jaula, onde o adversário não conseguia sair. Não era o mais doloroso, mas era o mais adequado á sua personagem. Falo nesta manobra, para dar o exemplo de Bobby Roode, que utiliza, ou pelo menos acho que ainda usa esta manobra e, não conseguia dar aquele “brilharete” de eficácia e credibilidade de Hennig, mesmo assim insiste nessa mesma manobra…neste momento até mudou de finisher, que também assenta-lhe muito mal…

    O que quero concluir, é que muitas vezes até um lutador experiente anda a divagar em manobras até ter a ideal…muitas vezes ganha sem utilizar o finisher.

    Existe casos em que acho que o finisher é um valente porcaria, bem não quero ferir ao dizer esta expressão, mas é o que penso, basta ver o Zig Zag, que não me parece credível e não existe um feedback dos companheiros no balneário? Se verificares Sandow, que também anda na “quest” para saber qual será o seu finisher, neste combate contra Cena, aplicou manobras que ficaram na retina, assim deveria de ser para todos, que ambicionam encontrar um finisher altura da sua personagem.

    Por exemplo o teu Bammer( penso que é um double hook suplex com pin…ajuda-me), reúne as características perfeitas para o teu estilo de luta, na minha opinião.

    Portanto pergunto: O porque de lutadores experientes terem por vezes finishers que sabemos que não são credíveis, mas mesmo assim ficam como sendo o golpe da misericordiosa…não contes com o leg drop do hogan…lol

    Excelente artigo!

    • Excelentes ideias aqui. De facto o Perfectplex era um excelente finisher, sem dúvida.
      Acho que o que falhou com o Roode foi o facto de tanta gente ter feito kick-out dessa manobra logo ao início e nunca ter tido oportunidade de a estabelecer como algo “ameaçador”.

      Na época certa e com “habituação”, qualquer finisher pode ser visto como credível- depende do investimento do wrestler, dos colegas, da equipa criativa e dos comentadores.

      Acho que aqui a questão não é a ausência de feedback dos colegas, simplesmente todos têm de se diferenciar e com isso podem surgir “más escolhas”. Os golpes mais espectaculares já podem estar “ocupados” e tem que se escolher outro, ou simplesmente o público reagiu bem e apesar de não agradar a 100%, ao menos agrada a 70%. Não é ideal, mas felizmente o Ziggler compensa noutros departamentos (apesar de não ficar chocado quando vejo o Zig Zag).

      • MR Perfection André Santos - há 3 anos

        Concordo o Ziggler no ringue é um talento incrível, e sim o Zig Zag não choca, apesar de não gostar desses tipo de finshers,mas compensa com as outras manobras.

        Obrigado

  8. Dreamer - há 3 anos

    Excelente artigo, Bruno. É a primeira vez que comento aqui, mas tenho acompanhado este espaço do WPT há umas 3 ou 4 edições.

    Achei muito interessante essa questão do “Move-set”. Gosto muito do Wrestling e tenho até interesse em treinar, mas sem compromisso de ser um wrestler profissional, seria apenas um Hobbie. Nessa questão de manobras, eu gosto muito de movimento mais técnicos, pois ele têm uma certa facilidade em deixar focado no combate, o mesmo se aplica a movimentos aéreos. Sou fascinado por atletas como Daniel Bryan e Rey Mysterio por causa disso. Achei super demais você ter lutado com o Adrian Neville, adoro os combates dele(já citei o motivo). Por sinal, qual foi o wrestler que você mais gostou de lutar na sua carreira?

    • Obrigado por leres e comentares :)

      O Bryan e o Rey são 2 grandes inspirações minhas, são de facto excelentes no que fazem (ou faziam, no caso do Rey).

      Relativamente à tua questão, não sei se consigo separar um lutador dos restantes- diverti-me sempre que estive no ringue com alguém do WP porque cada um tinha algo diferente a oferecer e gosto de desafios diferentes… mas se puder incluir o Lance Storm aí, sem dúvida que foi ele. Não há ninguém mais inteligente nem que saiba tornar um combate tão simples e interessante.

      Sobre o Adrien Neville- por acaso conheci-o enquanto estive em Inglaterra numa escola, em 2006 e na verdade já na altura era imensamente superior a qualquer outro wrestler. Enorme talento e atitude, que vai vingar sem dúvida!

  9. PMB - há 3 anos

    Um artigo muito interessante , estás cada vez mais a responder ás minhas perguntas com estes artigos descobro sempre coisas novas , muito bom ! :D
    p.s. Qual é o wrestler que achas que tem o melhor finisher/submisão?

    • Actualmente ando a gostar muito do Red Arrow, do Adrien Neville- é daqueles golpes que não consigo passar à frente. http://www.youtube.com/watch?v=9sRwzkx905E

      Submissão… bem, acho que uma submissão só é credível quando eles desistem com frequência e isso é cada vez mais raro. Os heels praticamente não podem usar submissões porque os faces ficam vistos como mais fracos se desistirem (o Alberto del Rio nesse aspecto tem tido o maior apoio da companhia) mas na época certa, a Texas Cloverleaf e a Sharpshooter eram 2 submissões fantásticas.

  10. Conspo - há 3 anos

    Como sempre bom artigo Bammer, só te queria colocar uma questão:

    • Conspo - há 3 anos

      Desculpa, enganei-me, só te queria perguntar: Qual é a diferença de lutar com um wrestler português ou um wrestler japonês?

      • As diferenças não são muitas, porque o Wrestling acaba por ser bastante universal e consegue-se ter uma luta decente sem praticamente combinar, seja antes do combate ou mesmo durante. Vai acabar por ser a comunicação, porque se o japonês não souber inglês, o combate não pode ser spots muito elaborados e não se podem afastar tanto um do outro.

        A maior parte dos japoneses que vai por exemplo lutar aos EUA nas indys ou os japoneses que trabalham com americanos na NJPW etc sabem inglês. No entanto, é importante realçar que é perfeitamente possível ter um combate em que se combina meia dúzia de gestos no balneário e vai-se para o ringue.

  11. Gabriel Oliveira - há 3 anos

    oi eu tenho um grande sonho de ser lutador de Wrestling da WWE e eu queria que vc me desse uma dica por onde eu tenho que comesar a realizar esse meu sonho?

    • Como qualquer outra profissão, terá que passar por primeiro… ir para a escola ;)

      Em Portugal, só posso recomendar a academia do Wrestling Portugal. No mundo, a Storm Wrestling Academy, é claro!

  12. Miguel Costa - há 3 anos

    Grande artigo Bammer, comentei alguns dos teus artigos mas nos últimos ,apesar de ter lido, não comentei e muito sinceramente este foi o artigo que mais me cativou pelo facto de ser (basicamente) o que é o wrestling, ou seja, a “in ring action” que todos apreciamos.

    Gostava apenas de fazer-te duas perguntas que são:

    Qual achas o Finisher que mais te impressionou nos últimos tempos (sem ser um finisher “mais high-flyer”)?

    E por que razão escolheste usar uma Powerbomb como finisher (se é que houve algum motivo)?

    • Obrigado por leres e comentares, Miguel ;)

      Eu não fico muito impressionado com finishers actualmente, talvez por tanta vez não chegarem para garantir vitórias hoje em dia. Acho que o finisher mais protegido que anda aí deve ser o Ace Crusher, ou RKO.

      O finisher que me deixava sempre maluco era o Burning Hammer do Kenta Kobashi, mas já lá vão os anos e era um golpe reservado para momentos muito especiais. Tens aqui um exemplo http://www.youtube.com/watch?v=EuEoimAW604

      Nenhuma razão específica para a Powerbomb… na altura via muito NJPW e gostava muito da powerbomb do Jushin “Thunder” Lyger, modifiquei-a um pouco e o feedback da malta foi bom e decidi ficar com ela.

      O que me dava mais gozo era conseguir colocá-la vinda de situações diferentes do habitual “pontapé powerbomb”, para que fosse mais inesperada!

      • Miguel Costa - há 3 anos

        Obrigado pela resposta e concordo contigo em relação ao RKO, mas acho que apesar de tanto darem crédito ao Johnny L. se DDP não o tivesse utilizado o Cutter acho que não teria ficado tão over.

        Relativamente à Powerbomb gostei bastante da que aplicaste ao Ruby Guerra no qual estavas no Kimura ou num Triangle Hold (já não me recordo bem) e que ,literalmente, pegaste nele ao colo e venceste o combate. Achei um excelente final de combate.

        Obrigado pela resposta novamente e parabéns pelos artigos.

      • Foi no Triangle sim, foi fun! ;)

        Obrigado, um abraço!

  13. Mr. Anônimo - há 3 anos

    Novamente mais um excelente artigo!

  14. Eugen3 - há 3 anos

    Neste artigo surgiu-me uma dúvida: como consegues ter um combate sem combinar, ou pelo menos, pré-acordar certas coisas?
    Imagina que queres fazer um dropkick e na mesma altura o teu adversário quer fazer-te uma clothesline… o resultado não devia ser bonito.

    • Sem combinar a única forma de ter um combate seguro é sem criar grandes distâncias e sem “inventar”. Sempre que 2 lutadores se separam têm de saber minimamente o que vai acontecer, se não vai correr mal… quando há o problema da linguagem, o combate terá de ser forçosamente menos espectacular e mais corpo-a-corpo… mas resulta!

  15. apexpredatortheviperlegendkillerorton - há 3 anos

    Sendo um ex wrestler da UK Foundation digo-te já que nem parece que és o wrestler que és, parece que não sabes as políticas das empresas , estive lá dos 19 aos 27 sem uma unica oportunidade pelo título e sempre fiz combates bastantes elogiados e no fim de tudo tive iuma lesão no joelho aos 27 anos e terminaram o meu contrato, isso acontece o mesmo com as empresas (grandes). ou cais na graça dos patroões ou mesmo que sejas bom nunca dás nada…

    • Pessoalmente não é assim que vejo as coisas nem o que a minha experiência pessoal contou. É possível estar em ambientes sem grandes políticas onde todos podem brilhar e uma pessoa pode ter uma boa carreira mesmo sem estar nas graças dos patrões, desde que entregue. Pelo menos foi assim que aconteceu à minha volta.

      • apexpredatortheviperlegendkillerorton - há 3 anos

        O grande problema é que sempre fiz tudo o que me pediram e até conseguia boa reação do público, o meu problema foi se calhar ter nascido português se é que me entendes…

      • anonimo - há 3 anos

        Quem es tu mesmo?

      • apexpredatortheviperlegendkillerorton - há 3 anos

        O meu nome é Igor mas tinha o nome de Chris Richards na empresa…

      • anonimo - há 3 anos

        Nem todos sao champ material…. e ter ou nao title shots nao devia ser o que conta. You cant stop talent and hard work exemplo disso é o Daniel Bryan que a cada coisa que lhe atiram pa frente mostra que é um big player

  16. CM Pedro - há 3 anos

    ola BBB, eu tenho 15 anos e tenho como sonho entrar na wwe, como devo fazer? espero mesmo que respondas pff :)
    outra coisa, eu ando a estudar num curso de desporto, depois quero ir para a marinha, sera que isso pode ser uma boa vantagem?
    espero que me esclareças :)
    ah e gostei bastante deste artigo
    PS. sou irmao do Mr Careca, aquele que comentou em cima, e tenho que dizer que ela leva grandes abadas minhas :P

    • Para realizares o teu sonho terás que ir para uma boa escola e tentares estabelecer-te como um lutador respeitado e credível no circuito independente (seja ele na Europa, EUA ou outro local qualquer). O curso de desporto e a marinha vão certamente contribuir nos teus conhecimentos no que diz respeito a aspectos físicos e vão ajudar a desenvolver-te a disciplina/mentalidade que o Wrestling necessita, portanto é uma boa ideia!

      Os artigos também poderão, espero eu, ajudar-te de alguma forma. Boa sorte!

  17. XTreme - há 3 anos

    Hey BB adorei o artigo, mas tenho uma pergunta a fazer que ainda ninguém me respondeu e talvez um lutador experiente me possa responder, Os combates são planeados de inicio ao fim ou os lutadores têm toda a liberdade de fazer o que quiserem no ringue?
    é que se fosse assim o HBK e o Hitman num combate de 1 hora tiveram que ter uma grande imaginação para fazer o publico aguentar o combate, se não é isso eles têm uma boa memoria para saberem movimento a movimento o que estava planeado.

    • Hoje em dia muitas vezes os árbitros têm os auriculares para receber informações dos agentes para transmitirem aos lutadores. (Os agentes são pessoas mais experientes que ajudam a montar o combate com os lutadores).

      No caso do Iron Man entre o Bret/HBK, um dos melhores combates de sempre da história do Wrestling para mim, o segredo foi levarem o seu tempo até entrarem na parte realmente coreografada. O início é muito básico, com sequências curtas em que rapidamente voltam a ficar juntos por exemplo numa armbar ou numa headlock takedown, para poderem combinar esses pequenos pormenores no momento e voltar depois ao mesmo golpe para determinar o que vem a seguir.

  18. Bruno - há 3 anos

    chara queria saber sua opinião sobre John Cena?

    • É um dos melhores profissionais que o Wrestling tem. Limitado tecnicamente, mas com um profissionalismo e uma determinação que mais ninguém tem. Vive para a WWE e veste a camisola como poucos.

  19. Bahal - há 3 anos

    Excelente artigo! (mais uma vez)

    Deixo uma questão:

    – Como sabemos a WWE tem writters que criam as storylines e as gimmics. Não sei se é de estar um pouco mais velho e ver Wrestling com outros olhos (a magia dos sabados de manhã com o Taborda e com o Macedo já lá vai à muito) mas cada vez mais acho as storylines menos crediveis e repetitivas.

    Mesmo quando se vê algo novo que poderia dar alguma coisa, muitas vezes são abortadas sem justificação. Ok não teve a reação que se pretendia, em vez de terminaraem a storyline num ppv terminem num smackdown ou num raw, mas acabem as “novelas”! Na minha opinião já se perderam bons lutadores em storylines pessimas ou inacabadas.

    Não sigo muitas companhias. Vejo a WWE, a TNA e alguns combates das indies que vou apanhando aqui e ali por serem mais badalados. Logo não conheço bem a realidade mas parece-me que cada vez mais ha falat de imaginação e forma de envolver o publico.

    As ultimas storylines que vi dar resultado deram mais pelos lutadores envolvidos que pela sua qualidade.

    O que achas disto?

    • Em parte é verdade. O Wrestling é muito à base de reciclagem- pegam-se em histórias anteriores, dão-se novos protagonistas e repete-se. Aqui é fundamental a qualidade dos lutadores para fazerem com que o resultado seja algo fresco e interessante e não “mais do mesmo”.

      Para muitos fãs, as histórias parecem novas porque vêem wrestling há pouco tempo. Quanto mais tempo passa, mais reparam nos “déjà-vus”. Só bons wrestlers conseguem pegar no que já aconteceu e dar um nadinha de novo para nos manter colados ao ecrã durante semanas. Outro problema é a televisão: hoje em dia há tantas horas de Wrestling por semana que é impossível não haver ali um regresso ao passado de vez em quando, é inevitável mesmo!

  20. Ricardinhoo - há 3 anos

    Se há coisa que eu gosto de ver num combate é a psicologia usada. O porquê de algo acontecer. A razão pela qual aquela manobra é feita.

    Um melhores exemplos foi o HHH vs HBK em 2002. A forma como Triple H atacou as costas do Shawn Michaels é fantástica.

    Outro grande exemplo de como um wrestler se adaptou excelentemente bem a uma “lesão”, foi o combate entre HBK e Randy Orton em 2007 (salvo erro). Shawn teve de adaptar o seu arsenal de manobras como se tivesse um traumatismo e a forma como o fez foi fantástica.

    Excelente artigo mais uma vez, Bruno. Algo que eu gostava de te pedir num artigo futuro era que falasses da tua experiência com o Lance Storm. Já falaste vagamente sobre isso, mas gostava que aprofundasses. Como era o teu dia a dia, a relação com o Lance Storm, etc. Obrigado :)

    • Esses combates são bons e apesar de não considerar o Shawn um dos maiores workers de sempre, a verdade é que veio de uma geração brilhante e nota-se a diferença quando estava no ringue com a geração actual. Esta arte de ser camaleão e de se adaptar às circunstâncias do combate era algo que era habitual na década de 90, por exemplo, mas que agora cada vez menos se assiste.

      Sobre o Lance, tenciono claro falar disso sempre que oportuno- não prometo que crie um artigo inteiramente dedicado a ele, mas pelo menos em praticamente todos os artigos acabará por ser mencionado algo, that’s for sure! :)

  21. MillionDollarMan - há 3 anos

    Bammer, já lhe fiz uma pergunta nesse artigo então não vou demorar : Você já pensou em tentar viver do wrestling?

    • Ao início sim, mas depois percebi que o estilo de vida me ia aborrecer um pouco e optei por outro caminho. Felizmente o Wrestling sempre foi compatível, portanto não tenho qualquer razão de queixa! :)

  22. Dan - há 3 anos

    Olá Bammer, este na minha opinião, junto do 1° Artigo foi o melhor de todos. Enfim, gostaria que me dissesse, na sua opinião, quais seriam em sua opinião as 5 maiores Dream Match’s da história. E qual seria o SEU oponente para um Dream Match. Obrigado.

    • Ainda bem que gostaste e obrigado por leres :)

      Não tenho grandes combates de sonho, gostava de ver um Daniel Bryan Vs Antonio Cesaro num grande palco da WWE e com liberdade para fazerem o que quiserem… porque o combate que tiveram no meio do Gauntlet soube a pouco.

      O meu dream match? Talvez contra o Rey Mysterio, quando estava no auge dele. Mesmo agora, acho que é impossível alguém ter um mau match com o Rey.

  23. Zero - há 3 anos

    Olá Bammer, acompanho o artigo desde o primeiro, porém, este é o primeiro que comento. Além de achar excelente o artigo, teria algumas perguntas que gostaria que respondesse:

    Queria saber se conhece as empresas de Wrestling Brasileiras “Gigantes do Ringue” e “BWF” e o que acha delas.

    Outra pergunta que tenho, é qual a idade “maxima” para ter alguma chance em seguir a carreira de Wrestler? (para treino sei que não existe idade e, sim disposição)

    • Obrigado por leres!

      Conheço ambas, mas só de nome, portanto infelizmente não posso opinar. Quanto às idades, sei que a WWE procura lutadores abaixo dos 30 anos e na verdade há poucas excepções. Sei que o DDP entrou tarde no negócio mas conhecia já bastante gente e o Batista também era difícil ficar de fora com aquele “look”. Mas realisticamente, acho que convém já ter alguns anos de experiência antes dos 30 para ter uma hipótese real.

  24. Andretaker - há 3 anos

    Adorei o artigo, muitos parabéns!!
    Eu tenho uma pergunta que me intriga já há uns tempos, não sei se já foi respondida aqui porque não li todos os comentários.
    A pergunta é: Porque existe os mesmo moves que para alguns são finishers e para outros não?
    Não sei se me fiz entender por isso vou dar um exemplo, no Summerslam de 2006 no combate do Randy Orton vs Hulk Hogan, o HH venceu o Orton aplicando um Big Boot seguido de um Leg Drop, ambos visivelmente fraquinhos. E numa Hell In A Cell do Randy Orton vs Undertaker (não me lembro qual foi o evento) o Undertaker aplicou um Snake Eyes de seguida com um Big Boot e um Leg Drop, ambos visivelmente mais “brutais”.
    Porque existe distinções? Se os moves são os mesmos porque não têm os dois o mesmo “impacto” ao adversário?

    Espero que me possa esclarecer. E novamente, parabéns pelo artigo!

    • Obrigado por leres e pelas palavras :)

      É uma excelente questão que colocas, porque de facto no próprio show podem-se repetir golpes que para alguns wrestlers são finishers e para outros não. Geralmente (e conforme referi no artigo) convém confirmar no balneário se determinado golpe não é o finisher de alguém para não lhe faltarmos ao respeito, se bem que é difícil prever o que pode acontecer num balneário de desconhecidos que podem gostar de acabar combates com bodyslams ou bionic elbows, que para outros wrestlers já são golpes “comuns”.

      Acho que o problema aqui é que se todos os finishers do Wrestling fossem respeitados, o Wrestling ainda estava igual ao início da história. Entretanto, as pessoas foram inventando novos golpes, banalizando os já existentes e teve de se “subir a parada”. Voltando à analogia dos golpes serem palavras, que referi no início do artigo, as palavras mais importantes de um combate do Hulk Hogan (fora as expressões faciais) será o Hulk Up, a big boot e a legdrop. É isso que o público quer ver e será esse o ponto alto.

      Funcionava há 20 anos, claro que hoje em dia já não. Mas entretanto outras pessoas incorporaram essas manobras, sem lhe darem o mesmo protagonismo e o fã ficou mais “educado”, ao ponto de já não associar esse golpe a um finisher, a não ser que seja um combate do HH. Acho que a questão aqui é que quem começou a usar a legdrop/big boot já não esperava que o homem voltasse aos ringues, coisa que acabou por acontecer!

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