Cutting Edge #27 – Aristocracy has returned

Para surpresa de toda a gente, foi Alberto Del Rio quem respondeu ao desafio de John Cena no Hell In A Cell. Tendo em conta as últimas notícias, era de esperar um regresso do mexicano, mas não tão cedo. Elogie-se, aqui, a forma como a WWE voltou a conseguir esconder o regresso de um lutador, tal como tinha acontecido com os Dudley Boyz. Nos últimos anos, tem sido algo pouco habitual.

Além disso, o novo Campeão dos EUA derrotou John Cena de forma completamente limpa (e até relativamente rápida). Pela segunda vez em 2015, Cena perde de forma limpa para alguém. Mais um aspeto a elogiar.

Com o ex-campeão de fora por umas semanas, que futuro aguarda Del Rio nos próximos tempos? Tendo em conta os combates que teve esta semana, ainda é cedo para fazer apostas, mas ainda assim podemos sempre especular.

Na Raw, esteve envolvido nos combates que definiram o novo Candidato ao Título da WWE, enquanto na SmackDown derrotou R-Truth, o que não nos dá grandes pistas sobre quem poderá vir a ser  o seu próximo rival.

Antes de mais, houve algumas dúvidas sobre se Del Rio voltou como babyface ou como heel. No Hell In A Cell, parecia ter voltado como um herói, mas na Raw já parecia um vilão. Os adversários que teve nos combates individuais que venceu nos programas semanais são babyfaces (Neville e R-Truth), por isso, tendo em conta que a WWE usa na esmagadora maioria das vezes a fórmula “face vs heel“, dá para concluir que o Campeão dos EUA é um vilão, mesmo sendo ovacionado (até agora). A própria WWE já confirmou esta teoria, ao editar, na SmackDown, a reação dos fãs, tornando a ovação a Del Rio num coro de vaias (detesto quando fazem isso, mas é o que temos).

Outra surpresa relacionada com o mexicano foi o facto de se ter juntado a Zeb Colter.

Ambos parecem ter uma relação algo distante e, sobretudo, de hipocrisia. O facto de Colter se recusar a explicar esta relação na última Raw parece ter servido para consolidar esta ideia. Resta esperar pelos desenvolvimentos desta história e ver se há, de facto, uma explicação que nos ajude a entender esta união tão pouco ortodoxa.

Ora, se Alberto Del Rio é, de facto, um vilão, qual é o herói que se encontra na fila da frente para o desafiar pelo Título dos EUA?

A meu ver, é Cesaro.

O suíço voltou a brilhar nas últimas semanas, especialmente no kick-off do Hell In A Cell, na Raw (mesmo tendo perdido) e na SmackDown (onde também não saiu vitorioso). Já se sabe que, quando tal começa a acontecer, a WWE está muito provavelmente a dar rebuçados aos fãs, não apostando verdadeiramente nele.

Com John Cena de fora, é normal que Cesaro comece a ter algum destaque. Se for ele o adversário de Del Rio no Survivor Series (partindo do princípio de que o campeão defenderá o seu título no PPV), o mais provável é dar-nos um grande combate, perder e voltar para onde estava antes quando Cena (assim como Randy Orton) voltar.

De resto, não vejo muitas possibilidades para candidatos ao Título dos EUA.

Caso os planos passassem por fazer de Neville o candidato ao título, duvido que ele tivesse lutado na Raw com o campeão. Sim, a WWE gosta de repetir combates vezes sem conta, mas neste caso, tendo em conta a particularidade de ser um mini-torneio, podia facilmente ter trocado Neville com Cesaro. Mais uma razão, pois, para acreditar que será o suíço a desafiar Del Rio.

A última hipótese que me vem à cabeça é Jack Swagger.

No entanto, a situação atual dele faz com que esta possibilidade tenha inúmeras reticências. A única razão seria o facto de Zeb Colter se ter juntado a Del Rio, virando-lhe as costas, mas não estou a ver a WWE a “perder tempo” com Jack Swagger nem com disputas de managers.

Quanto ao futuro a longo prazo, ainda é difícil prever quem irá tirar o Título dos EUA a Del Rio. Talvez seja o próprio John Cena, quando regressar, igualando Ric Flair no número de conquistas deste título. Quem sabe se, igualando o “Nature Boy” no número de Títulos dos EUA conquistados, não começará aí a preparar o mesmo feito em relação ao Título Mundial?

Já o mexicano, com o ordenado que tem e o talento que possui, deverá andar sempre na rota do main-event, umas vezes lutando pelo título, outras em histórias relevantes.

É esta, aliás, uma das razões para eu ter ficado tão satisfeito com este regresso: a adição de Star Power ao plantel da WWE.

Não se pode dizer que Alberto Del Rio tenha tido o melhor booking possível na sua primeira passagem pela WWE, mas é inegável que criou um legado e, tendo em conta as conquistas já obtidas, terá um lugar assegurado no Hall of Fame (a menos que tenha sérios problemas nos bastidores).

Neste momento, está em condições de ajudar a criar novas estrelas, tendo ele próprio ainda muito para conquistar, já para não falar de que, com o seu regresso, a Brand Split pode estar mais perto de regressar.

Sei que falo disto com insistência e nada nos garante que ela vá mesmo voltar, mas o plantel da WWE está a ficar com demasiado talento. Mesmo que alguns não sejam devidamente aproveitados, há sempre aqueles em quem a companhia quer mesmo apostar. A maior prova de que o Star Power tem crescido é o facto de Dean Ambrose não ter tido lugar no PPV Hell In A Cell e seis talentos que os fãs querem ver com destaque (uns mais do que outros) terem ido parar ao kick-off porque não havia espaço no PPV em si.

John Cena, Randy Orton, Alberto Del Rio, Roman Reigns, Dean Ambrose, Seth Rollins, Bray Wyatt e, eventualmente, Daniel Bryan. Só aqui estão oito main-eventers. Se lhes juntarmos nomes como Kevin Owens, Dolph Ziggler, Sheamus, Cesaro, Sami Zayn, Finn Bálor, Rusev, Neville, Ryback e Wade Barrett (apesar de a carreira dele não ter atingido o patamar que se esperava, nota-se que a WWE gosta dele e está sempre a tentar dar-lhe um algum destaque) ficamos com um plantel recheado de lutadores de topo e bons mid-carders. Claro que não vou referir aqui Miz, Cody Rhodes, Damien Sandow e Jack Swagger, dadas as situações atuais destes lutadores, que podiam perfeitamente ser muito mais relevantes do que aquilo que são.

Juntando a divisão de Tag Team, a Feminina, os part-timers e aqueles que vão subindo do NXT, é quase impossível a WWE, pelo menos, não pensar na ideia de trazer a Brand Split de volta.

Em relação a Alberto Del Rio, o seu regresso é bem-vindo, principalmente porque voltou em grande forma. Esperemos que desta vez a WWE o use de forma mais coerente e o ajude a atingir um patamar ainda maior do que aquele que atingiu entre 2010 e 2014. Talento não lhe falta.

Sobre o Autor

- Autor do espaço "Cutting Edge".

32 Comentários

  1. Anónimo - há 1 ano

    Um jobber fora de forma na rota do título que até pouco tempo atrás era do Cena ou um monstro que nem a WWE conseguiu segurar até agora??? Que dúvida…
    O Cesaro tem a torcida sempre a favor porque ele é espetacular e no microfone deixa a desejar, mas é pra isso que servem os managers. O lugar do Cesaro é no Main Event, acho que é questão de tempo.

    • Lucas Hunck - há 1 ano

      O problema é que o titio vince não gosta dele

      • danielLP21 - há 1 ano

        Vamos ver no futuro se é assim ou não. Nem sempre o problema é o Vince.

    • danielLP21 - há 1 ano

      Sim, é verdade, mas lembra-te que a WWE sempre gostou do Swagger. Em 2013, quem diria que serie ele a ganhar a Elimination Chamber e a lutar com o Del Rio na WrestleMania? A WWE faz coisas desse género: do nada, pega em alguém que está no fundo do poço e dá-lhe um push.

  2. Ronaldo EDGE - há 1 ano

    Excelente artigo.

    Ainda bem que o Del Rio voltou, é um bom lutador e faz um bom papel de heel.

    Mencionas-te 8 main-eventers mas acho que esqueces-te de um Brock Lesnar.

    E concordo contigo com tanto talento já se justificava voltar a haver as brand split. Se não vamos ter muitos lutadores que dificilmente vão chegar a um Main-Evente

  3. Reigns one versus all - há 1 ano

    Bom artigo,Daniel.

    Antes de mais,quero deixar claro que não gosto do Del Rio,não me cativa muito a personagem.

    Mas acho que é uma boa adição ao roster,que em geral tem muito talento e a brand split poderia acontecer a medida que o talento fosse credibilizando,nomes como Cesaro,Ziggler e agora Del Rio devem ter mais destaque.

    Como possível desafiante do Del Rio,acho que o Cesaro seria um bom oponente e seria uma feud interessante,pensando bem.
    Neville também seria um adversário interessante,mas acho que ele ainda está em feud com o Stardust.

    • Dr.MAnia - há 1 ano

      Desde que o Barret regressou, a feud Neville vs Stardust ficou esquecida.

    • danielLP21 - há 1 ano

      Obrigado.

      Agora que falas no Stardust, lembrei-me que ele tem uma feud com o Cesaro, ou uma espécie de feud, juntamente com os Ascension.

  4. MicaelDuarte - há 1 ano

    Bom trabalho, Daniel.

    Há muito que não comento um artigo teu, mas tenho lido tudo.

  5. Tibraco - há 1 ano

    Acho que o regresso do Del Rio é positivo, apenas tenho dúvidas desta parceria com o Zeb. Creio que, a longo prazo, pode ser um fator prejudicial.

    De resto, concordo que o Cesaro é um bom contender, partindo do principio que o Título será defendido no SS.

    Bom artigo, parabéns.

    • danielLP21 - há 1 ano

      Obrigado.

      Sim, falta explicar esta parceria e ver o que ela traz de positivo no futuro. Ainda é cedo para avaliar.

  6. you cant see me - há 1 ano

    Excelente artigo daniel.
    Eu também fiquei chocado com o regresso de alberto del rio já sabia que ele ia aparecer mas tão cedo não esperava. E também já se sabia que quem fosse o adversário do cena ia ganhar porque ele ia se afastar.
    No servivor series espero um cesaro como tu disseste,dolph ziggler ou sami zayn.
    O cesaro antes tinha feito grandes combates depois a wwe foi fazer porcaria e põs o cesaro a perder e tem vezes que ele perde em 5 minutos.
    Como o zeb colter se aliou ao alberto del rio poderá continuar a sua rivalidade com jack swagger que pode ser possivel porque o zeb colter aliou-se ao acho que foi o maior rival para o jack swagger. Há só uma coisa que queria dizer que gostava de ver de no o título mundial de volta porque há muitos lutadores bons e não há oportunidades para eles e também gostava de ver o regresso da bland split porque acho se a wwe regressasse a bland split vendia melhor a raw.

  7. Concordo bastante com o artigo. Só não diria que KO, Balór e Zayn são mid carters, vejo neles dois bons faces e um excelente heel. Tudo para estarem no main event daqui há um ano. No mais, concordo plenamente, o brand split nunca foi tão necessário.

    • danielLP21 - há 1 ano

      Se têm tudo para estar no main-event dentro de um ano, é porque ainda são mid-carders. Aliás, o Bálor e o Zayn ainda nem no main-roster estão. O Owens é um bom mid-carder atualmente.

  8. WWEdge - há 1 ano

    Também odeio quando a WWE edita o som da SmackDown.

    Adorei o regresso do Alberrrrrtooooooooo Del Rrrrriiioooooooo como diria o Ricardo Rodriguez. No Hell in a Cell acho que ele já estava como “heel”. Digo isto porque o JBL estava a apoiá-lo e normalmente ele está do lado dos “heels”, embora fosse realmente difícil perceber devido à boa receção do público.

    Sobre os possíveis adversários, também me parece que a WWE não irá apostar no Jack Swagger, a não ser que queira “encher chouriços” até o regresso do John Cena. Mas o mais provável, e ainda bem em termos de espetáculo, é ser mesmo o Cesaro.

    Bom fim de semana.

  9. Miguel Carlos - há 1 ano

    Bom artigo!

  10. RFBM - há 1 ano

    Excelente artigo, sou fã do Alberto Del Rio e espero que a WWE o use da forma correta, elevando o títulos dos EUA até ao regresso do Cena e quando o perder (se o perder), quem sabe não vence o título Mundial, ou pelo menos anda na rota do mesmo, assim como tem rivalidades interessantes.

    Se defender o título no PPV, não vejo ninguém que possa ser o nº1 Contender, sendo face, poderá ser o Neville ou Cesaro, mas estou como tu, deverá ser o suíço. Esta parceria com o Zeb Colber, parece-me um pouco estranha, mas quero acreditar que a WWE nos reserva algo interessante.

  11. Dante_edy - há 1 ano

    Bom artigo Daniel.

    Neste artigo, claramente discordamos.

    Eu gostaria de um regresso de uma brand split, mas isso não é algo tão fácil da WWE aplicar. Caso uma TNA fosse comprada, faria mais sentido isso acontecer, pois os fluxos de novos wrestlers e um plantel demasiado recheado, faz com que valha a pena dividi-lo e atrair a curiosidade do público pelos imensos confrontos possíveis a concretizar, e assim cada brand pode ter os seus PPV exclusivos.

    Pois assim como está, é correr o risco de abaixar a qualidade da Raw, que teria de diminuir para duas horas, o que é impensável porque existe muito dinheiro em jogo. Abaixar a qualidade, porque desde 2014 a WWE aumentou a qualidade da Raw ao preencher os mid-card vs Mid-card e até confrontos que só aconteceriam primeiro em PPV, começaram a acontecer no Raw. É o exemplo de Rollins que enfrenta Cena primeiro em Raw antes do PPV, o mesmo para Rollins vs RKO. Até Roman lutou contra Rollins em plena Raw.

    Se as pessoas já reclamam das repetições com uma plantel de quase 58 wrestlers, embora vários lesionados e part-timers, o facto é que a repetição seria ainda pior com cada brand apenas com 25 wrestlers. É o exemplo do plantel de Tag Team e Divas. Dividi-los em dois, não ia melhorar em nada e íamos passar o ano a ver mais do mesmo. 5 divas para cada divisão, não ia ser muito bom. A única opção seria cada uma dessas divisões ser exclusiva de cada brand.

    Não nos esqueçamos que temos 8 cards num PPV/SE (Special Event), e 25 wrestlers para cada Brand parece interessante, mas infelizmente isso não implica pouca variedade e falta de controlo de lesões. Não é a toa que a WWE em 2007 começou a fazer todos os PPVs com Smackdown + Raw e foi uma questão de tempo até desfazerem a brand split.

    O que tem de acontecer obrigatoriamente, já que até Ryback Vs Rollins ou Ambrose Vs Rollins pode acontecer numa Smackdown, creio que é dar algo exclusivo ao Smackdown, que é o título mundial dos pesos pesados e um dos títulos de mid-cards.

    O Smackdown seria o palco de torneios constantes, para justificar a falta de preocupação em guardar os grandes encontros entre wrestlers, e assim apenas um grupo selecto de wrestlers poderiam concorrer para o título, neste caso, apenas os que nunca o ganharam ou não tiveram um reinado decente. Isto teria de ser bem planeado, mas seria muito melhor assim, pois o que a WWE precisa é do regresso do título mundial. 8 possíveis Main-Eventers ativos, é mais do que razão para o regresso desse título.

    • RybackChampion2015 - há 1 ano

      Concordo e assino em baixo, não estou seguro de que a Brand Split possa melhorar as coisas.

    • danielLP21 - há 1 ano

      Obrigado.

      Se há 58 wrestlers, não seriam 25 para cada uma. Obviamente que a divisão feminina seria exclusiva da Raw.

      Discordo completamente. Tu tens muitas repetições atualmente porque a WWE não usa o plantel todo que tem. Usa apenas um grupo de lutadores, que estão sempre a lutar entre si.

      Se fizessem mais vezes o que fizeram com o Kevin Owens quando ele lutou com os Lucha Dragons e o Zack Ryder, não haveria tantas repetições.

      Seth Rollins vs Fandango, quantas vezes vimos? Usando o plantel todo, as repetições seriam quase inexistentes, tanto com brand split, como sem brand split.

      • Dante_edy - há 1 ano

        Sim, seria em média 25 wrestlers p/ cada brand. Bryan está em recuperação e Lesnar, Taker, HHH e Sting não são wrestlers ativos. Junto o facto de Y2J estar completamente de lado, e algumas lesões de outros, deixa-nos apenas com 25 ou menos Wrestlers p/ cada Brand (até porque não sei até quando os dudleys ficam) que podem lutar nos programas semanais. Por isso escrevi 25, não foram erros de cálculos da minha parte.

        Um PPV tem normalmente 8 combates, pelo que 25 Wrestlers é muito apertado, e ainda mais apertado quando metade tem de ser Heel e a outra metade Face, sem esquecer que têm de existir os jobbers semanais, como acontece com o booking de KO, a par do que acontecia mais no passado com os outros que tinham melhor booking e que tinham de aguardar o PPV para lutar contra o seu rival.

        E repara no que disseste, se no global a WWE têm mais ou menos 58 superstars, e já temos repetições, porque com a brand split não seria pior?

        Fandando Vs Reigns ou Rollins ou qualquer outra não é um combate que eu queira ver (depois irão reclamar pior do que já reclamam). Também não quero ver Horn contra qualquer Wrestler da WWE. Zack Ryder, Bo Dallas, Heat Slater, e qualquer outro jobber como R-Truth, Henry ou Swagger, servem apenas para distracção.

        E a repetição não se aplica tão bem a todos. É o caso de Cena, como exemplo de maximizando de um booking. Ele luta nas Raws, não contra os seus futuros rivais, e sim contra todos os outros que estão no plantel, pouco a pouco, sendo que aqueles que irão fazer rivalidade com ele, ficam guardados. Ainda assim, o homem passa mal para ter rivais, que até tiveram de repetir a rivalidade com o Rollins, e Rollins repetiu as suas rivalidade do 2º trimestre de 2014, todas em 2015 (Reigns, Ambrose, RKO e Cena). Como com a brand split iríam ter menos repetição nas suas rivalidades?

        Estamos a falar de rivalidades que servem para PPVs? Fandando não serve para isso como é lógico. Logo se esta repetição já está assim, com a Brand split, só irá piorar, e teríamos Ambrose Vs Rollins duas vezes por ano, porque não existe starpower suficiente para suprir essa necessidade.

        A existência de uma politica base de Heel Vs Face, num plantel de 25 Wrestlers, aonde metade é Heel, e outra metade é face, é difícil criar combate de Heel Vs Heel. Rollins é Heel, pelo que Heels jobbers não irão lutar contra ele e é o que acontece. Tem mais piada ver Neville, Cesaro, Ziggler ou Ryback, enfrentarem-no mais de que uma vez. Não vês Barret, Rusev ou Sheamus a desafiar-lhe em combates semanais.

        Mas já vês RKO, como face, a enfrentar Sheamus, KO, Big Show, Kane, e tantos outros que fazem papel de Heel.

        Titles Brand Split ficaria melhor neste momento, aonde com a existência de um plantel de 10 divas, sou obrigado a ver os mesmos combates todas as semanais. Não é muito diferente para a divisão Tag Team. Com o regresso do título mundial dos pesos pesados, poderia-se criar novas estrelas, ao invés de terem de usar o monstro Kane anualmente, após ele jobbar n vezes, p/ fazê-lo um monstro forte para enfrentar MEs.

    • Dante_edy - há 1 ano

      Completando o que ia escrever, já que a minha mensagem nunca mais aparecia…

      Mas antes de tudo, é necessário falar de ADR. Sinceramente foi uma grande surpresa, foi muito bem pensado e não se esperava porque o homem ainda era o campeão da outra empresa. A WWE está de parabéns nesse sentido.

      O que eu não percebo é a alegria dos fãs a seguir. Quando batista volta é critica-lo a torto e a direito por roubar oportunidade a novos wrestlers com potencial para ir ao main-event, e agora ADR volta e esta é a reação?

      1 – O homem venceu o Cena limpo? Porque? O Cena não poderia perder para Cesaro, Ziggler ou até mesmo o Ryback, para assim subir a posição destes para serem credíveis o suficiente para desafiarem um Brock Lesnar e Rollins pelo título? Era mais importante dar uma vitoria limpa para ADR, que já tinha sofrido n pushs da WWE? Não percebo. HHH (Night of Champions 2008); Batista (Summerslam 2008), RKO (Hell in a Cell); HBK (numa Raw de 2007); The Rock (WM 29); Bryan (Summerslam 2013); Lesnar (Summerslam 2014); KO (EC 2015), todos estes foram os únicos que tinham vencido Cena por pinfall e limpo. É algo raro e deveria ser sempre guardado para os novos talentos, não para quem não precisa. É normal que Cena perca limpo contra ME veteranos e consolidados, tal e qual como perderia para Taker ou Sting pela posição deles. Na politica de WWE, normalmente os ME consolidados trocam vitórias entre si. Dentro destes nomes, apenas KO foi o único semi-pushado. ADR não merecia ou não era necessário vencer limpo. Se era para tal acontecer, quando Rollins ganhou o título USA, deveria ter vencido limpo, surpreendendo toda a gente.

      2 – ADR irá mesmo elevar novos talentos? Tenho as minhas dúvidas. Ate agora, quase todos os recontratados e com um bom salário e horário nunca serviram para elevar novos talentos. Lesnar não serve para isso, HHH só teve de elevar Bryan devido a pressão do CM Punk lhe ter deixado sem oponente e o público revoltado. Taker até agora não esteve a elevar ninguém. Sting não sei dizer, porque como ele lesionou-se no combate, este teve de terminar de forma não programada, e Cena dificilmente perde uma rivalidade para qualquer talento novo que precise (Barret, KO, Rusev ou Wyatt). Infelizmente sobra sempre para o RKO elevar Bryan, Henry (que Cena não elevou e só serviu para lhe dar um oponente em PPV), Roman, entre outros. Como tudo na vida, o tempo dirá. Mas a impressão que me dá após o Raw e o PPV, é que ADR está a sofrer um push que era necessário para os outros talentos e por isso mais um spotlight ocupado, e ainda por cima o Cena limpo, não pode perder para qualquer um.

      3 – A forma como ADR venceu o Cena foi mesmo má. Foi totalmente incoerente e deixa mal Lesnar e KO. Então o homem só perde com um segundo F-5 e leva do ADR num instante? O KO dá-lhe 3 Power-bombs e o homem levanta e perde assim para ADR? O The Rock dá-lhe não sei quantos finishers e o homem levanta e perda a primeira para o finisher do ADR? Isso faz algum sentido? Quando é que o Cena perde a primeira para um finisher? Enfim, são essas coisas que não percebo por parte da WWE. Cena não estava mesmo interessado no combate.

      Concluindo, o regresso do ADR é sempre dúvida valioso para a WWE, mas infelizmente é mais um veterano a ter oportunidades, deixando assim os novos talentos no mesmo lugar de sempre. Seria para mim, muito mais interessante, o Wyatt aparecer para o open challenge, vencer Cena limpo, e depois ainda levar o Taker no final do PPV. O Ambrose ganhar o título também servia perfeitamente, e seria óptimo Reigns ganhar o título ao Rollins, ambrose ataca-lo, Sheamus fazer o cash in e Reigns ir atrás do Ambrose.

      • danielLP21 - há 1 ano

        Tu achas que o Sting ia ganhar se não se tivesse lesionado?! O Rollins ia sempre vencer. Se o plano fosse o Sting vencer, ele vencia, lesionado ou não.

        Quanto ao Del Rio, não sei se vai ou não elevar outros. Temos que esperar para ver.

      • Dante_edy - há 1 ano

        Eu realmente não acredito que Sting iria vencer. O que disse foi que a forma como o combate terminou foi devido a lesão. Sem a lesão, não sei como Rollins era suposto ganhar. Se havia planos para ele ganhar limpo com o pedigree ou se ia ganhar sujo. Pois Kane é o gajo que serve para estas funções, não Sting.

        Quanto a lesão do sting, se estivesse programado para este vencer e a lesão tivesse ocorrido, sim, não acredito que lhe iam dar a vitória, pois não fazia sentido. O objetivo de dar-lhe a vitória seria somente para somar-lhe mais um título no CV e depois rapidamente perder para Sheamus, Para isto, este tinha de estar bem e comemorar, antes de levar com o cash in.

        Mas, como disse, não acredito que Sting estivesse programado para ganhar (embora não seja impossível, porque na realidade, até sair algum DVD, fica no reino dos mistérios) porque cada combate que Sting faz, parece ser o último, e quando é assim, é mais do que natural a sua derrota.

  12. Marques - há 1 ano

    Bom artigo.
    Está dado o mote para uma rivalidade com o Cesaro.
    O Swagger é mais depressa despedido do que colocado na rota de um titulo.
    Uma coisa é certa, o titulo dos EUA está como à muito tempo não se via.

    Também é importante referir que o Alberto Del Rio vai ajudar a WWE a atrair o publico latino, que é algo que nos últimos anos têm vindo a perder.

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