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Cutting Edge #38 – Casa arrumada?

Com o início de um novo ano surgem sempre novidades no panorama da WWE. Novas equipas, regressos, mudanças de títulos e/ou novas rivalidades. Este ano não foi exceção.

Na primeira metade de de janeiro, já tivemos o regresso de Chris Jericho, o Título dos EUA a trocar de mãos duas vezes e o ressurgimento de alguns lutadores que andavam desaparecidos.

Além disso, a WWE tem dado a entender que decidiu, finalmente, criar uma hierarquia no seu mid-card, optando por dar prioridade a alguns lutadores em detrimento de outros, embora ainda exista o tal booking 50/50 em alguns casos.

Com a mudança da SmackDown para a USA Network, o programa ficou a ganhar. Pelo menos, até agora. Ainda na edição desta semana tivemos um “Triple Main Event” (nas palavras dos comentadores), o que significa que a WWE está a dar importância tanto ao programa como aos lutadores envolvidos nesses combates.

Não está aqui em causa a credibilidade deles. É óbvio que Kalisto, Erick Rowan, Luke Harper, Neville e os Dudley Boyz estão longe de ser considerados main-eventers, mas este tipo de pormenores ajuda a manipular os fãs, fazendo crer que aqueles combates são importantes. Este modo de promover combates tem que ser feito mais vezes.

No combate que deu por terminada a SmackDown desta semana, Kevin Owens, Sheamus e Dean Ambrose voltaram a mostrar que estão uns furos acima do restante mid-card. E isso é ótimo.

Nota-se que a WWE não quer descredibilizá-los, daí o combate ter acabado em desqualificação, tal como o embate entre o Campeão Intercontinental e o “Celtic Warrior” na Raw. Ainda assim, preferia ter visto um final limpo, com uma vitória para Owens e Sheamus e o “pin” a ser feito em Neville. Os vilões saíam por cima, Ambrose não sofreria o “pin” e Neville tinha a seu favor o facto de ter lutado num main-event.

Seja como for, nota-se uma certa hierarquia no mid-card. O próprio segmento inicial, no qual Ambrose, Owens e Sheamus tiveram tempo de antena ao microfone, mostrou isso. Cada um brilha à sua maneira e tem oportunidade de mostrar o que vale.

Parece-me, de resto, que o Título Intercontinental será a cara da SmackDown a curto prazo. A WWE está a testar uma forma de tornar o programa interessante sem recorrer a Roman Reigns, e isso é extrememente positivo. Não ficam dependentes do Campeão da WWE, ao mesmo tempo que o Campeão Intercontinental assume o protagonismo. Se assim for, e sem o regresso da Brand Split, defendo esta opção de tornar o histórico Título Intercontinental naquilo que o Título Mundial era há uns anos.

Enquanto em redor do Título Intercontinental temos tido uma rivalidade excelente (pelo menos, para mim, Owens e Ambrose têm brilhado), a situação do Título dos EUA coloca algumas dúvidas nos fãs, devido às duas trocas de mãos esta semana.

Ainda é muito cedo para avaliar. Sim, reinados curtos normalmente não ajudam ninguém, mas esta história ainda deverá continuar. Kalisto já pode dizer que foi Campeão dos EUA, o que daqui a uns tempos pode ser importante (caso ganhe outros títulos e chegue ao Triple Crown), e pode ser que esta derrota o ajude a ter ainda mais empatia com o público.

Aconselharia, apenas, a que não fizesse tantas referências a Rey Mysterio e Eddie Guerrero. Primeiro, porque não estão a resultar; segundo, porque infelizmente o público-alvo da WWE não sabe quem foi Eddie. Prova disso é a completa indiferença com que “reagiram” ao nome dele.

A ideia é boa, admito. Eddie Guerrero simbolizou, na Era Moderna, a chegada dos pequenos ao topo. Antes dele, apenas os “big guys” ou aqueles com o “look” perfeito tinham a honra de ser campeões (Triple H, Goldberg, Brock Lesnar, Big Show, The Rock, etc). Talvez Kurt Angle fosse uma exceção, mas também não era um “little guy”.

Quando Eddie Guerrero ganhou o Título da WWE, foi como ver o derradeiro desfavorecido a chegar ao topo. O mesmo aconteceu dois anos depois com Rey Mysterio. Mas as referências já foram feitas duas vezes por parte de Kalisto e nenhuma delas surtiu efeito.

Se a WWE quer um produto para crianças, não pode querer que essas crianças e os seus pais que nem deviam ver Wrestling há dez anos reajam com emoção às referências a Eddie Guerrero, porque este é adorado pelos fãs mais “Hardcore” e antigos. Não se pode querer tudo. Ou então nem querem saber se o público nas arenas reage ao que eles fazem. Também pode ser isso.

Veremos o que o futuro aguarda a Kalisto, se o seu push continua ou se isto serviu apenas para nos dar a entender que tudo pode acontecer na WWE.

No ano passado, tivemos duas mudanças de título em programas semanais. Uma em janeiro, outra em dezembro. Este ano, temos duas em janeiro. Será algo para continuar (não todas as semanas, obviamente) ou teremos que esperar até dezembro novamente?

Também neste início de ano vimos a formação de um novo grupo: os Social Outcasts.

Heath Slater venceu Dolph Ziggler. Na altura, pensei que essa vitória não tinha qualquer objetivo e não serviu para ajudar ninguém. Neste momento, penso exatamente o mesmo.

Convenhamos: alguém acredita que este grupo tem futuro? É certo que se dizia o mesmo sobre os New Day, mas custa-me a crer que algo envolvendo Heath Slater, Bo Dallas, Curtis Axel e Adam Rose seja um sucesso.

Também é um facto que não perderam com a Wyatt Family e isso, de certa forma, protege-os. Mas para quê? Todos sabemos que isto dura umas semanas/meses e depois para sem razão aparente.

Eu até gosto do grupo. Sabem entreter e são genuinamente engraçados. Aliás, o choque de personalidades torna tudo mais divertido, como nos momentos em que um deles fala e os outros ficam a olhar um bocado confusos.

Dão a ideia de não estar em perfeita sintonia, mas de forma engraçada. A forma como Bo Dallas venceu o combate para a sua equipa na SmackDown foi genial: ao aplicar o seu “Bulldog” (finjamos que não é o “Stratusfaction”), acertou com os pés em Heath Slater quando foi às cordas. Slater ficou confuso enquanto os seus parceiros festejavam.

Muito engraçado, de facto. Mas eles teriam piada a solo, num grupo de dois, três ou cinco. Este grupo foi formado para dar-lhes o que fazer. E enquanto isso Dolph Ziggler perde com um jobber num combate banal e sem história (ao contrário de quando Slater venceu Rollins por culpa de Ambrose) e a Wyatt Family perde uma oportunidade para mostrar o seu domínio, quando nos aproximamos do Royal Rumble.

Não foram só as mudanças nos lutadores a marcar o mês de janeiro. Também na mesa de comentadores temos tido mexidas, nomeadamente na SmackDown, onde Mauro Ranallo se estreou na semana passada. Até agora estou a gostar de o ouvir.

Mas a principal mudança teve como protagonista Jerry “The King” Lawler. Numa decisão surpreendente, a WWE resolveu colocá-lo como heel ao fim de dez anos como babyface. Mesmo continuando a defender a sua reforma, nota-se uma enorme diferença no seu trabalho: Lawler é muito mais natural como vilão. Sempre foi e sempre será.

É genial ouvi-lo a denegrir Kalisto, dizendo que nunca viu uma fotografia dele com Hornswoggle (ou seja, dando a entender que são a mesma pessoa). Acaba por ser refrescante esta mudança, embora a voz dele já não seja o que era e, por isso, torna-se complicado não achá-lo insuportável. Ainda assim, é um turn que se saúda.

Estará, então, a casa arrumada?

A meu ver, ainda não. Mesmo fazendo mudanças em algumas personalidades, a WWE continua com muito pouca gente credível e, sobretudo, sem perspetivas de futuro. Basta olhar para o combate Royal Rumble e ver que os nomes de topo são os mesmos de há um ano: Brock Lesnar e Roman Reigns. Bastou Randy Orton, Seth Rollins e John Cena lesionarem-se e o Star Power caiu drasticamente. Nomes como Chris Jericho e Triple H, para mim, não contam. Estou a falar de estrelas da geração atual.

Além disso, porque é que os Social Outcasts foram babyfaces na Raw e heels na SmackDown? Não foi tanto por lutarem contra a Wyatt Family, visto que um grupo de low-card tanto pode servir como saco de pancada de faces como de heels. É mesmo porque festejaram com Ryback e se comportaram como babyfaces!

Qual é o passo seguinte? Um combate contra Goldust, Zack Ryder, Jack Swagger e Damien Sandow na SmackDown. Mas uma coisa é certa: eu em cima disse que qualquer grupo de low-card pode jobbar para faces ou heels, por isso isto não faz dos Social Outcasts vilões a 100%. Ainda assim, existe uma certa incoerência, que contribui para que não leve aquele grupo a sério.

Por falar em Damien Sandow, tenho pena que continue neste estado. Tinha esperanças de vê-lo a regressar no Royal Rumble como heel e com a sua personagem anterior depois de uns tempos de ausência, mas nada mudou (apesar de a roupa usada agora ser a “original”).

Nomes como Jack Swagger, Cody Rhodes (recuso-me a chamar-lhe Stardust, apesar de ficar colado ao ecrã sempre que ele aparece com esta personagem, de tão brilhante a interpretá-la que ele é), Barrett, Tyler Breeze, Goldust, R-Truth ou Damien Sandow podiam ser muito melhor usados, visto que o número de pessoas sem qualquer relevância é absurdamente grande. Também está na hora de definir prioridades entre os menos importantes e não apenas no topo do mid-card.

Na próxima semana, farei a antevisão do Royal Rumble. Bom fim de semana a todos.

Sobre o Autor

- Autor do espaço "Cutting Edge".

21 Comentários

  1. José Sousa - há 11 meses

    Bom Artigo. Concordo com a tua análise Daniel, acho que este modelo da Smackdown a torna bem mais interessante, e acaba por valorizar o título Intercontinental. Tal como referes um Lawler heel e o Ranallo também ajudam bastante a tornar tudo bem mais agradável e promove os combates de um modo bem mais sério do que assistimos na Raw na maioria das situações.

  2. Tibraco - há 11 meses

    A casa não está arrumada, 3/4 semanas não mudam tudo, mas está mais composta. Concordo genericamente com tudo o que escreveste. A nova stable não me incomoda porque nem todos podem ter um papel de destaque. É certo que daqui a 4 meses este grupo já não existe mas, enquanto dura, podem ter alguma utilidade.

    Sobre o Kalisto, já tinha comentado. Desde que não abusem desta técnica, tudo bem.

    Para terminar, não acredito num push ao Sandow como heel. A WWE precisa, a meu ver, de faces no mid card. Se ressuscitarem algum dos nomes que referiste, acredito que seja como face.

  3. Blappa - há 11 meses

    Excelente artigo Daniel, leio os teus artigos todos e concordo quase sempre com tudo. Eu também não vejo a necessidade de Ziggler ter perdido com um lutador que tem tanta credibilidade como eu se fosse lutar com o Ziggler xD e mesmo a Wyatt Family devia ter ganho. P

  4. Sam - há 11 meses

    Bom artigo Daniel.
    Concordo. Esse esforço da companhia é bom, refrescante e desengessa mais o produto agora tão desfalcado com lesões, diminuição de Star Power e repetições de combates. Todos sabemos que a coerência foi uma palavra ausente na WWE por muito tempo, mas, desde final de 2014, passando por 2015 eles deram uma melhorada significativa, não o suficiente, mas alguma coisa. A SmackDown não pode ser um rescaldo do Raw, passar os seus mesmos combates com mínimas variações, o show precisa de mais e sem a Brand Split eles estão tomando uma decisão certa indo por um caminho seguro.
    Vejo nos Social Outcasts uma idéia engraçada, que pode resultar para segmentos de comédia e jobbarem ocasionalmente. Não vejo muito futuro para eles, podem crescer um pouco mais, mas, duvido que a fórmula New Day dê certo neles.
    Concordo que vários nomes poderiam ter um destaque maior, muitos dos que falastes mereciam uma nova oportunidade,mas a WWE já desistiu da maioria como o Swegger, Sandow, os membros do Social, e vários outros. Acredito que se o Miz voltasse a ser o heel dos tempos de 2011 ele teria mais destaque na programação, e o que dizer do Cody Rhodes.
    Acho que uma variação de destaque entre o título americano e o intercontinental seria benéfico para o programa e para os títulos.
    Quanto ao Kalisto acredito que a WWE está a usar a sua carga de pré-definições de sucesso para ajudá-lo a subir o diferenciando do Rey, o underdog latino(Kalisto). Se isso continuar eles podem ter algum sucesso com ele, isso se eles quiserem um push módica para o seu talento.

  5. BRUNOju - há 11 meses

    Artigo muito bom Daniel, eu desta vez concordo 100% contigo. O que mais me incomoda é essa inconsistência de heels/faces, para mim isto deveria ser o mínimo para um personagem.

    Quanto á troca de campeões eu sou a favor, acho que no fim isto beneficiará o Kalisto. O caso do Social Outcats eu não vou dizer nada, acho que eles podem fazer sucesso como o New Day, mas também podem ser só mais um grupo banal.

  6. Reigns one versus all - há 11 meses

    Bom artigo,Daniel.

    Realmente tem-se visto um maior equilíbrio na WWE,os midcarders a começarem-se a distanciar uns dos outro,fazendo com que haja top midcard e o tal low-card,fazendo com que percebamos quem tem o destaque,e que não haja tanto o booking 50/50,,que prejudica muito a WWE.
    Fiquei satisfeito com o Ranallo,já o conhecia da NJPW,nos comentários na AXS TV,onde era muito bom e acho que ele tem muita qualidade nos comentários,ao contrário do Cole,por exemplo.
    Os Social Outcast são só um grupo de jobbers que por ali anda e a sua função e fazer rir o pessoal,pessoalmente não os levo muito a sério,nem percebi ainda se são faces ou heels.

    Enfim,acho que as coisas têm melhorado,mas ainda não melhorou tudo,espero que a WWE continue assim

  7. Miguel Carlos - há 11 meses

    Excelente. Concordo em tudo.
    “Nomes como Jack Swagger, Cody Rhodes (…), Barrett, Tyler Breeze, Goldust, R-Truth ou Damien Sandow podiam ser muito melhor usados, visto que o número de pessoas sem qualquer relevância é absurdamente grande. Também está na hora de definir prioridades entre os menos importantes e não apenas no topo do mid-card.”
    Acho que o produto está a melhorar e a WWE está a dar mais credibilidade ao mid-card, e não sinto que a mudança passe por apostar noutras pessoas mas sim para apostar mais naquelas que já estão bem posicionadas no mid-card. Eu queixava-me de que a WWE não apostava em x ou y que estão no low-card, mas ao fazer fantasy bookings aprendi que é difícil agradar a todos, e que pessoas como o Swagger e o Breeze, por mais que sejam talentosos, não têm espaço no roster atualmente, na minha opinião.

    • danielLP21 - há 11 meses

      Obrigado.

      Discordo. É possível credibilizar o máximo de pessoas. Não é meter todos no main-event ao mesmo tempo, é deixá-los bem visto.

      Todos esses lutadores podiam estar bem posicionados. A SmackDown de 2003 é um exemplo disso.

      • Miguel Carlos - há 11 meses

        Claro que não é metê-los no main-event, mas sinto que não há espaço para todos mesmo no mid-card. É preciso jobber’ e pessoas que até podem ter algumas vitórias para depois perder para os mid-carders, mas se fosse para credibilizar tanta gente teriam de usar o booking 50/50, do qual eu não sou a favor. Como é que era a SmackDown de 2003, já agora? Eles conseguiam credibilizar muita gente sem distribuir vitórias por todos? Concordo que é preciso credibilizar mais gente, mas têm de credibilizar é os mid-carders atuais que não têm um booking decente e que têm maneirismos e personagens pouco originais.

      • danielLP21 - há 11 meses

        Tinhas Brock Lesnar, Kurt Angle, Undertaker e Big Show no main-event. No mid-card, como nomes fortes havia John Cena, Chris Benoit, Eddie Guerrero, Rey Mysterio, Chavo Guerrero, Matt Hardy, Edge e A-Train (estes dois mais em 2002, até porque o Edge esteve um ano de fora depois de se lesionar em fevereiro de 2003). Isto, só de memória. Vendo os shows da altura sou capaz de me lembrar de mais.

      • danielLP21 - há 11 meses

        E a credibilização de lutadores não passa apenas por vitórias e derrotas. Um lutador pode perder mas ter tempo de antena para mostrar outros atributos, o que não acontece hoje em dia (só às vezes com o Stardust).

  8. RFBM - há 11 meses

    Bom artigo, concordo contigo em tudo. Estas duas semanas têm sido muito mais agradável ver o SmackDown, ver que está um pouco diferente, gosto bastante do Mauro e adorei o “heel-turn” do Jerry, para não falar que os combates têm estado num bom nível e o título Intercontinental está em crescendo de credibilidade.

  9. Dante_edy - há 11 meses

    Bom artigo Daniel.
    Não consegui comentar nos outros artigos, mas aproveito para comentar neste. Acho que algumas mudanças estão em Acão, mas sendo está época, uma época de WM, é muito difícil subir novas estrelas, porque HHH, Lesnar, The Rock & Taker serão destaques habituais, com a mais nova cara de topo a ser o Reigns no meio destes.

    De qualquer forma, para mim, o ideal, seria aproveitar todos os part-timers, e fazê-los combater contra Reigns, Ambrose, Kevin e Wyatt, e claro, todos estes saírem vencedores na WM.

    Lesnar Vs Reigns, Kevin Vs The Rock/Bryan (este último seria excelente, pois queria ver o KO a destruir e a gozar com a Yes Nation, para além de um combate digno de 4 estrelas no mínimo), Ambrose Vs HHH, Wyatt Vs Taker II, com os jovens a ganhar, seria um push muito bom para todos, por forma a consolida-los para os próximos anos. Mas é bom sonhar.

    Primeiro é necessário verificar que é muito difícil a WWE criar uma grande estrela anualmente. Na WM 21, a WWE tinha oportunidade de criar 4 grandes estrelas: Cena, Batista, RKO e Edge. Apenas RKO não ganhou Taker, mas o seu push já tinha sido efetuado em 2014 com Mick Foley e tornar-se o campeão mais novo de sempre.

    Sendo assim, naquela altura (2005) tinha-mos dois planteis devido a divisão, e 4 destaques a serem elevados (embora RKO e Edge não pudessem tocar nos títulos). Em 2004, no que respeita ao plantel de Raw, tivemos Benoit e RKO como destaques novos para a conquista do título. Por isto, acredito que dar destaques a novas estrelas em termos anuais e complicado e normalmente sobra apenas para duas pessoas.

    Neste caso, discordo que Reigns e Rollins ficaram Top Carders apenas em 2015. Tanto Reigns como Rollins tornaram-se Top Carders em 2014, com Rollins a realizar 3 ME (Payback, HiaC & SS) e a ser destaque e o vilão principal com a autoridade; e Reigns com 3 ME (Payback, MitM & Battleground) com uma vitória sobre RKO na Summerslam, dois combates pelo título com múltiplos adversários e 2º lugar no royal Rumble. Até Wyatt teve dois ME e Ambrose teve 3 ME.

    O investimento neste 4 indivíduos foi notório em 2014 e por isso digo que Wyatt não poderia ganhar Cena na WM, porque Lesnar já ia ganhar ao Taker e duas derrotas chocantes nunca iria acontecer, ou seja, Wyatt poderia aproveitar o que KO, mesmo perdendo a rivalidade, pode aproveitar, que é vencer Cena a primeira.

    Mas Rollins é que ficou com o papel de vilão principal recorrente e Reigns o papel do novo super-heroi. Wyatt e Ambrose ficaram no paple de semi-Top carders.

    A meu ver, em 2015, faltava os dois títulos mundiais para conseguir a continuar a elevar os 4. Não existindo dois títulos de topo, a WWE é obrigada, quando estes 4 não estão a lutar contra eles, ou inserido em grupos pelo título ou malas, apenas destacar duas estrelas com o título mundial da WWE. Neste caso, seria Rollins e Reigns. Ambos não perderem por pinfall contra Lesnar nos confrontos individuais e ganharam o título.

    Este ano, a WWE tem hipótese de oferecer ao Reigns um bom reinado, com uma vitória na RR2016, Fast Lane e WM, perdendo já no ER2016, por forma a elevar já alguém para o destaque.

    Todos os outros wrestlers no plantel, não acredito que terão oportunidade de destaque, exceto Sheamus que tem tido um bom booking, porque ainda está ligado ao título e a autoridade.

    É necessário tornar o Mid Card importante e destaca-los nas Smackdowns, como acredito que tem sido efetuado nas últimas semanas, por forma a criar nova estrelas para o futuro. Só o futuro dirá o que irá acontecer. Por mim, não seria mau Ziggler ganhar a RR2016, defender o título 3 x no Raw, e perde-lo para Lesnar, após Lesnar transpirar para tirar o título do Ziggler. O mesmo poderia vir a lutar com HHH na WM (seria muito fácil criar esta história), enquanto Reigns atirava-se contra Lesnar para ter o seu Rematch.

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