Cutting Edge #80 – Fronteiras

Como já devem ter reparado, interessa-me de vez em quando escrever artigos sobre a forma como a WWE (e tudo aquilo a ela associado) está relacionada com o mundo que a rodeia e de que forma o comportamento da companhia e dos seus fãs serve como um espelho da sociedade envolvente, mais especificamente, dos EUA. Esse gosto aumentou desde que comecei o meu Mestrado em Cultura e Comunicação, no qual, entre outras coisas, estudo precisamente questões culturais e as razões pelas quais acontecem os fenómenos mais estranhos do nosso mundo.

Esta semana ficou marcada por um acontecimento que não deixou ninguém indiferente, nem sequer aqueles que pouco ou nada se interessam por questões políticas.

Quando decidi criar este espaço, nunca pensei que a semana do 80º artigo ficasse marcada pela eleição de Donald Trump como Presidente dos EUA. Até acordar na quarta-feira de manhã, estive sempre convicto de que tal não ia acontecer, mesmo quando fui dormir umas horas antes sabendo que ele tinha uma ligeira vantagem. Era simplesmente irreal esta ideia.

Mas aconteceu.

E agora perguntam vocês: o que tem isto a ver com Wrestling e com a WWE?

Pessoalmente, sou da opinião de qualquer assunto se pode relacionar com outro desde que a argumentação seja suficientemente boa. É isso que vou tentar fazer neste artigo, cujo tema central será a situação actual de Rusev, a forma como a WWE o retrata, a maneira como os fãs o tratam e o que é que isso nos diz sobre o povo estadunidense – porque americanos são todos os habitantes do continente americano – o mesmo povo que elegeu Trump como o seu presidente.

Já muita gente apontou, e com razão, que Rusev é um herói mascarado de vilão. A WWE simplesmente não nos dá razões para o odiarmos – e, consequentemente, apoiarmos os seus rivais – a não ser o facto de ele ser estrangeiro.

Sim, Rusev ofende os “stupid americans” que vão às arenas, mas essa é uma fórmula tão gasta que já toda a gente reparou que é forçada. Os fãs apupam-no quando ele diz isso, é verdade, mas essa é a reacção natural de quem é “ofendido” e é o que acontece com todos os heels cuja única forma de receberem heat é criticarem a cidade onde se encontram.

Porque as suas personagens vilãs reduzem-se a isso. Exceptuando o caso de Rusev que, ao contrário dos outros, é estrangeiro (não vou colocar Chris Jericho ou Kevin Owens no mesmo saco, porque são casos diferentes de estrangeirismo). Rusev é vilão simplesmente porque é búlgaro. E já foi um russo apoiante de Putin. Também neste último aspecto se nota o preconceito da WWE e dos americanos: búlgaros e russos são, para eles, a mesma coisa.

Não importa que Rusev veja outro homem a conquistar a sua namorada e, com o orgulho ferido, procure recuperar a dignidade perdida; não importa que defenda a sua esposa das humilhações perpetuadas durante uma cerimónia em que se celebra o seu casamento; não importa que façam pouco da sua família e que ele apenas queira vingá-los porque eles não fizeram mal nenhum para serem rebaixados daquela forma.

A única coisa que importa é que Rusev é estrangeiro. Isso chega para a WWE, porque conhece o seu público-alvo e sabe que basta colocar um estrangeiro a dizer “stupid americans” para que automaticamente ele seja considerado um vilão, mesmo que na sua essência seja retratado como um babyface.

Que ligação pode ser feita com a vitória surpreendente de Donald Trump na última terça-feira? Simples: os EUA, por mais que nos queiram convencer do contrário através da televisão, continuam a ser um dos países mais preconceituosos do mundo. Entre os países desenvolvidos, são mesmo o mais atrasado no que a questões humanas diz respeito.

Pode parecer algo forçado e uma exigência parva da minha parte, mas para mim a WWE devia actuar como um instrumento de tolerância e pacificação entre povos – até porque o seu público não se limita aos EUA – e não como mais uma forma de demonstração de xenofobia e preconceito.

Um exemplo ainda mais claro do que o de Rusev é o de Muhammad Hassan que, em 2005, era um dos heels mais detestados da WWE apenas porque se vestia como um muçulmano e dizia que os norte-americanos não deviam generalizar.

A personagem de Muhammad Hassan servia como voz de um grupo de pessoas que, na vida real, se sentia discriminado e alvo de ódio devido aos atentados de 11 de Setembro de 2001. Foi uma das personagens mais realistas e bem conseguidas que a WWE já teve.

Ao contrário de Rusev e de outros estrangeiros, Hassan não usava o insulto fácil. Limitava-se a expôr o ódio que sentia, enquanto muçulmano – na vida real, era italiano, o que só mostra o seu excelente trabalho de interpretação da personagem -, por parte dos habitantes dos EUA.

Apesar de a WWE ter tido a coragem de sair da zona do politicamente correcto e arriscado em ter uma personagem tão controversa em televisão, estragou tudo ao acabar com ela ao fim de apenas nove meses devido a acontecimentos extra-Wrestling (atentados de Londres na mesma semana em que foi transmitido um segmento muito polémico entre ele e The Undertaker).

Outro exemplo de como a WWE usa estereótipos absurdos de povos extra-EUA foram os Mexicools, que se estrearam em 2005 pouco tempo depois de Muhammad Hassan sair da companhia. O próprio Eddie Guerrero e o seu sobrinho Chavo tinham personagens estereotipadas.

Ou seja, não é de agora que a WWE e os seus fãs têm atitudes xenófobas e preconceituosas com pessoas de outras etnias ou até para americanos com uma religião que não a “dominante”.

Isso, somando o medo instalado por anos e anos de guerras justificadas pela ambição desmedida de quem manda, contribuiu para uma maior aversão do povo estadunidense às minorias existentes no país.

Foi nesse sentido que Donald Trump fez a sua campanha, aproveitando o medo existente. Agora resta esperar que ele seja como 99% dos políticos e não cumpra tudo o que prometeu, caso contrário o mundo – e sobretudo a Europa – está em mais lençóis.

Quanto a Rusev, já perdi toda e qualquer esperança no seu sucesso. Depois de servir como jantar de John Cena e Roman Reigns, parece-me uma questão de tempo até se tornar num dançarino ou numa personagem cómica e sem qualquer credibilidade. Porque é essa a única forma de um estrangeiro odiado se tornar num babyface na WWE.

Aliás, num passado recente já esteve envolvido em segmentos cómicos, sendo aquele protagonizado por The Rock o exemplo que mais facilmente vem à memória. Nessa altura, a sua credibilidade era nula e Lana era apenas mais uma boneca hiper-sexualizada. Lana, de resto, nunca mais teve um papel relevante na carreira de Rusev. Hoje em dia, é apenas uma mulher humilhada pelos rivais do marido, que depois tenta vingá-la e falha quase sempre. A sua única função é a de apresentá-lo, sempre com a mesma frase (“he’s my husband, which means he’s the only man who can have me”, o que corrobora o que disse em cima sobre o facto de ser apenas uma boneca), como se não houvesse ring announcers para desempenhar essa função.

Rusev é dos melhores wrestlers que a WWE tem no seu plantel, mas nunca será um campeão mundial. E o facto de ser um estrangeiro, ainda por cima um europeu de leste (parece que o século XX ainda não acabou), é a principal razão, por mais que nos queiram convencer do contrário.

É também por isto que a minha vontade de acompanhar a WWE e de escrever artigos sobre Wrestling vai caindo de dia para dia. Sinto cada vez mais uma necessidade de me afastar de tudo o que envolva os EUA, à excepção de bandas e artistas americanos que têm a coragem de criticar o próprio país e que conhecem o mundo para lá daquelas fronteiras.

Desejo-vos um bom fim-de-semana, com a promessa de que o próximo artigo será publicado na Sexta-Feira e não no Sábado, como aconteceu nesta e na semana passada. E sim, voltei a usar o velho acordo ortográfico, para o caso de estranharem alguma coisa.

Sobre o Autor

- Autor do espaço "Cutting Edge".

34 Comentários

  1. Sururu - há 2 meses

    Ótimo artigo Daniel . Também concordo quando disse que o Rusev só é vilão por conta de sua nacionalidade . É possível perceber no segmento que o Roman acaba com a festa de casamento dele e da Lana . O que nesse caso pode ser engraçado para os americanos mas para o resto do mundo nos dá vontade de apoiar o Rusev

  2. FambroseDxDx - há 2 meses

    Bom artigo Daniel. Tens razão em tudo

  3. Vitor Oliveira - há 2 meses

    Excelente artigo. Infelizmente tenho que concorda com tudo

  4. AwesomeChampion2016 - há 2 meses

    Bom artigo Daniel, só queria fazer 1 observação:
    . Eu me lembro de um dia que você fez um artigo para o Ziggler, e eu tinha dito que ele estava completamente estagnado e não tinha solução, ai você me respondeu dessa maneira:
    “Sou da opinião que todos os wrestlers da empresa tem solução se a WWE investir”

    Mas nesse artigo você disse que não tem mais esperança para Rusev, o que me deixou boquiaberto ao ler isso, pensei que a situação do Rusev era critica já que nem você tinha esperança mais.
    Mas eu pensei com calma e cheguei a conclusão que embora a WWE não saiba como usa-lo, a situação dele pode ter ainda solução, a situação do Rusev é semelhante a do Bray Wyatt antes do Draft na época que se lesionou quando era face.

    A WWE já deu inúmeras oportunidades a Rusev, mas não de um jeito novo, não como FACE. Se os rumores esriverem certos, a WWE vai turnar Rusev em breve.
    Mas ai você pode imaginar:
    “Rusev face seria algo arriscado e estranho”, mas a WWE estava fazendo um bom trabalho na run do Bray como face e ele é um personagem bem mais complexo que o do Rusev, seja face ou heel.
    (Também NÃO garanto que Rusev possa credibilizar-se como face, visto que essa é a mesma WWE que estragou a Natalya por completo antes dela turnar heel).

    Também queria perguntar o porque de Jinder Mahal e Ariya Daivari terem as mesmas gimmicks, e serem tão indiferentes pela platéia.

    • danielLP21 - há 2 meses

      Obrigado.

      E eu continuo a achar que qualquer wrestler tem solução, mas como tu referiste, DESDE QUE a empresa aposte nele. A questão aqui é que não imagino minimamente o Rusev como campeão principal, não por não ter qualidade para tal, mas porque a WWE continua com este preconceito.

      São dois jobbers/personagens irrelevantes, para a WWE não têm que ser diferentes em nada porque são ambos muçulmanos e isso é que importa realçar.

  5. "Awesome" Hater - há 2 meses

    Que inesperada a temática. Sinto demais em concordar com tudo, mas o que esperar da WWE, se o próprio Trump está no HoF?

    Em tempo, curioso ler “É também por isto que a minha vontade de acompanhar a WWE e de escrever artigos sobre Wrestling vai caindo de dia para dia.” aqui, um dia depois de eu pensar como seria interessante um espaço sobre Lucha Underground por essas bandas, mesmo que não fosse semanal.

    • danielLP21 - há 2 meses

      O Trump merece estar no HoF por ter ajudado a WWE numa fase em que a companhia não era o que é hoje. E na altura em que ele entrou no HoF não tinha tido ainda comentários como os que teve durante a campanha deste ano. Nesse caso, acho que a WWE não esteve mal.

      Não aprecio muito o conceito do Lucha Underground, embora admita que o problema está mais em mim – talvez um pouco agarrado ao estilo WWE/americano – do que propriamente no produto deles em si.

      • "Awesome" Hater - há 2 meses

        Eu bem sei os motivos do Trump estar no HoF, e os entendo. Agora, creio que sempre foi o que é hoje, não é atoa que é amigo pessoal do Vince, que pensa o que pensa.

        Sobre Lucha, que pena (:

  6. KILL OWENS KILL - há 2 meses

    Dos teus melhores artigos até hoje. Faça mais artigos desse tipo, você é muito bom em relacionar wrestling com o resto dos eventos do mundo.

    Você está 110% correto. A WWE é só uma empresa que vai com a onda, não duvido nada começarem a babar o ovo do Trump em sua programação. Sobre a questão étnica, me lembro que no Wrestling Pt tinha um usuário que comparava a WWE com um seriado de TV, onde nos seriados podemos ter esses vilões estrangeiros e eles fazem maldade e maldade e nos aceitamos e não ficamos loucos ao ver essas maldades, pois tudo não passa de ficção, sendo assim o que a WWE é: ficção. Até entendo a WWE adiar um pouco o Push o Hassan naquele momento, mas acabar com tudo o que tinha construído? É muita covardia… E ainda tem o esteriótipo de que todos os estrangeiros são vilões, o que não há problema de começar uma carreira dessa forma, mas quando o tempo passa e vemos que o lutador nada mais é do que aquilo e que nem mesmo suas motivações são mais convincentes, nada mais faz sentido. Quero muito que você esteja errado sobre o Rusev, não sei, mas o que sei é que a WWE não faz ideia sobre o que fazer com ele. O que ela ia fazer com ele a empresa já fez: enaltecer seus símbolos americanos. É triste ver uma empresa que tem uma baita visibilidade agindo de maneira tão preguiçosa. Triste realidade.

    O Vince não tem bolas e nem motivação para 90% das coisas que ele mesmo decide investir na empresa na empresa, gimmicks de estrangeiros é só mais um ponto gritante, talvez o mais gritante na verdade. Não adianta culparmos o Roman, o Rock ou Cena, a culpa é exclusivamente do Vince. Seu território de desenvolvimento cria um personagem, aí ele passa uns 3 meses como novidade, depois o Vince se cansa e decide por abaixo tudo que aquela pessoa fez no momento, mostrando que a WWE nada mais é do que a casa de bonecas do Mr. Mcmahon. As vez dá vontade de voltar no tempo e assistir a WWE com aquela inocência onde mal sabíamos se as lutas eram de verdade ou mentira, as vezes sinto pena por ter evoluído no assunto, como se alienação fosse uma bênção.

    Parabéns por chegar na edição nº 80 e se isso importa, peço que tente ao máximo não desistir de escrever por causa das idiotices que a WWE faz… No final ainda é a empresa que nos deu a vitória do Bryan na WM30, nos deu o Shield, nos deu a Streak do Undertaker, ou seja, nos deu coisas que vamos lembrar pro resto da vida.

    • danielLP21 - há 2 meses

      Muito obrigado!

      Tens estrangeiros retratados como heróis, como o Cesaro, mas nunca usaram esse facto para o pôr a ser odiado por odiar os americanos e apoiar o Putin, mesmo quando era heel.

      Claro, eu não culpei o Cena, o Reigns e o Rock (se bem que este podia ter feito as coisas de outra forma, bastava querer). Só falei neles (sobretudo nos dois primeiros) porque a WWE faz imensas vezes com este tipo de wrestlers: dá-lhes um push até perderem para os heróis americanos, caindo depois por aí abaixo porque a WWE não sabe (e se calhar nem se preocupa com) o que fazer com eles.

  7. FFNXT - há 2 meses

    Concordo com tudo! Infelizmente a realidade dos estrangeiros na WWE (desde que não venham de países de língua inglesa como os canadenses, irlandeses, britânicos, australianos, etc) é uma só: serem estremamente esteriótipados do jeito com que o estado-unidense vê a nação/cultura de onde tu vieste. Rusev é esteriótipado, os árabes, latinos nem preciso falar… Um belo exemplo agora é o novo personagem funkeiro que o Cezar V8 recebeu, como era esperado é um personagem totalmente esteriótipado da visão como muitos norte americanos enxergam os brasileiros. E a maioria claro sempre como vilões ou de caráter duvidoso, sempre pessoas culturalmente diferentes são colocadas com personagem “inimiga” dos norte americanos ou como alguém potencialmente detestável. Isso só é um reflexo de como a sociedade estado-unidense tem medo ou intolerância para o diferente…

  8. J.L Murdock - há 2 meses

    Olha eu sei que o Trump não é perfeito mas ele não é tão xenófobo como a mídia diz ele so é contra imigrantes ilegais e tem cautela com mulçumanos por conta de varios atentados terroristas na minha opiniao seria um candidato melhor que a Hillary, pois ela é suspeita de varios crimes, quanto ao Rusev não sou fã dele mas mesmo assim queria que a wwe desse mais credibilidade a ele, e que valorizasse mais talentos estrangeiros

    • FFNXT - há 2 meses

      Ele mesmo faz questão de dizer que hispânicos são estrupadores e “responsáveis pelo mal e criminalidade” do país, que todos muçulmanos são terroristas (ele sempre se refere aos muçulmanos de uma forma totalmente ofensiva, desrespeitosa e ignorante, algo totalmente diferente de ter “cautela”), que mexicanos são “bad hombres” e ainda tem a questão do muro e mais outras várias coisas extremante inaceitáveis, tudo isso está aí na internet para quem quiser ver, o mesmo disse tudo isso. O próprio cara se queima falando esses absurdos, esse negocio da mídia é balela, a mídia nem precisa se esforçar para manchar sua reputação, ele faz questão de dizer tudo isso ao vivo e sem cortes em rede nacional e reforçar todo racismo e xenofobia que há dentro dele. Mas também concordo que a Hillary não é flor que se cheire…

      • danielLP21 - há 2 meses

        O Trump disse isso sobre os hispânicos por uma questão de populismo. Ele aproveitou-se das divisões sociais para ganhar apoiantes entre os xenófobos e/ou aqueles que têm medo das minorias. E resultou (para o lado dele).

        Acreditas mesmo que vai haver algum muro? Aliás, basta ver os discursos que ele tem tido e reparar que nada têm a ver com os da campanha (agora já não precisa de angariar votos), sendo que até já admite manter alguns programas da presidência do Obama.

        Vamos ter calma e esperar, com a certeza de que estas mentalidades xenófobas estão a crescer perigosamente na Europa e que se adivinham tempos complicados. O Putin vai esfregando as mãos…

    • danielLP21 - há 2 meses

      Eu também não acho que ele seja assim tão xenófobo. Não foi a mídia (que esteve claramente a favor da Hillary) que disse, foi ele próprio. Simplesmente acho que ele apenas quis usar o medo que os americanos têm dos muçulmanos e o desdém que eles sentem pelos mexicanos por acharem que estes lhes roubam os postos de trabalho, porque não entendem que o mal não está nestes últimos mas sim em quem controla o sistema americano e cria as divisões sociais e as desigualdades económicas.

      Entre ele e a Hillary nenhum era bom e nenhum era melhor do que outro. Eram ambos perigosos à sua maneira.

  9. Rui Ribeiro - há 2 meses

    Excelente artigo!

  10. wreslerfan - há 2 meses

    ainda existe gente que pensa que nos USA quem nao é americano tem sucesso no wrestling wwe ate mesmo dão valor a jobbers dos USA em prol de bons wrestlers não-USA nao quero dizer com isto que seja contra o USA mas existe um preconceito americano para o que vem de fora e é bom. um nome é great khali o que fizeram com ele? Umaga nem hall of fame nem nada, mas quando se trata de relembrar lendas americanas que eram jobbers no seu tempo sao de uma rapidez atroz

    • danielLP21 - há 2 meses

      Sim, é quase crime o Umaga não ter sido campeão mundial.

      O Khali até teve mais do que o seu talento merecia…

  11. wreslerfan - há 2 meses

    ou é de mim ou Rusev vai ser mais um dos bons wreslers esquecidos e sempre com esta conotação negativa perante os USA

  12. RFBM - há 2 meses

    Bom artigo Daniel.

  13. FranciscoAP - há 2 meses

    Óptimo tema e belo trabalho.

    A WWE, embora tenha certamente mais fãs não-americanos que americanos, continua a fazer um produto dirigido a americanos e que segue a mentalidade do americano comum (que, por sinal, é um idiota). A principal prova disso é a forma como existe uma óbvia separação e diferença de tratamento entre americanos/canadianos e não-americanos/canadianos. Caso pertençam ao último grupo, a sua nacionalidade (mesmo que inventada) fica marcada para o resto da sua carreira (a nível de gimmicks, discurso, forma como são referidos, etc.) A mentalidade do “tu antes de seres o Sheamus (por exemplo), és o gajo irlandês” é uma constante. A WWE tem imensos wrestlers com o rótulo de estrangeiro, e a WWE deixa e incentiva que isso os defina. E isso está tão errado e dá um exemplo tão mau aos putos (e adultos) que assistem. Portanto, para mim, a questão nem é se eles tem um melhor ou pior booking. O real problema está na forma ignorante e básica como a WWE olha para alguém fora do grupo americano/canadiano, e não só aproveita os esteriótipos existentes como ainda os alimenta. A WWE podia e devia ser um agente da mudança de mentalidades, porque está mais que na altura de começarmos a abrir a pestana. Enquanto isso não acontecer, gajos como o Trump vão continuar a prevalecer e fazer-se ouvir mais alto que os outros. Sendo que também não convém esquecer que eles são apenas o reflexo da sociedade, ou grande parte dela. Existem milhões de Trumps, a larga maioria bem pior do que ele. Isso é que é assustador.

    • danielLP21 - há 2 meses

      Obrigado e bem-vindo de volta!

      “O real problema está na forma ignorante e básica como a WWE olha para alguém fora do grupo americano/canadiano, e não só aproveita os esteriótipos existentes como ainda os alimenta. A WWE podia e devia ser um agente da mudança de mentalidades, porque está mais que na altura de começarmos a abrir a pestana”.

      Era exactamente isso que eu pretendia transmitir no artigo, mas acho que não o explorei o suficiente. A WWE devia ser um instrumento de conciliação mas limita-se a usar – e, quem sabe, a agravar – as divisões já existentes “cá fora”.

  14. Ronaldo EDGE - há 2 meses

    Excelente artigo.
    Eu pessoalmente gosto do Rusev e considero um excelente wrestler, mas discordo contigo quando dizes que nunca vai ser campeão mundial. Com o aparecimento das brans split acho que ele tem sérias hipoteses de ser campeão tem muitos anos pela frente, apesar não achar que vai ser campeão brevemente mas um dia acho que será.

  15. Control - há 2 meses

    Excelente artigo,que tema …
    Espero que volte a fazer artigos como estes pois só enriquece ainda mais teu texto,é nítido que os EUA(assim como quase todo mundo) ainda passe por isso,temos uma sociedade ,machista ,preconceituosa em todos os sentidos e na WWE não é diferente.Desde sempre existem personagens deste tipo ‘mascarando’ o preconceito ,e sempre continuará tendo pois o povo gosta disso.É realmente uma pena este homem ter ganhadomas enfim ,como destacou bem o caminho do Rusev daqui para frente só tem a piorar o que é uma pena.

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