Cutting Edge #84 – TLC: The Last Chapter

Como sabem, o meu interesse pela WWE tem vindo a cair nas últimas semanas, chegando ao ponto em que só soube que ia haver um PPV meros cinco dias antes de o mesmo ter lugar. O TLC fechou o ano no que toca a PPV’s da SmackDown e o artigo desta semana será uma análise ao mesmo, assim como ao estado da brand azul nesta recta final de 2016.

No TLC, estiveram os quatro títulos da SmackDown em jogo, sendo que dois mudaram de mãos. Em termos de qualidade dos combates, devo dizer que desfrutei bastante. As expectativas eram baixas, é verdade, mas ainda assim quase todos os combates foram acima da média, o que torna o PPV bastante positivo. Pessoalmente, foi o PPV de que mais gostei entre os três eventos exclusivos que a SmackDown teve desde o SummerSlam. As estipulações, também é certo, ajudaram.

Ainda assim, devo dizer que não sou fã deste tipo de PPV’s nem dos conceitos. Um combate TLC devia ter lugar em qualquer altura do ano e não apenas num evento com o mesmo nome, assim como os combates de Escadote existem na WrestleMania e no Money In The Bank e o Hell In A Cell ocorre no PPV homónimo e noutros, como a WrestleMania.

Da mesma forma, se há combates Hell In A Cell e de Escadote noutros eventos que não os PPV’s temáticos, então deixa de fazer sentido haver esses PPV’s temáticos.

Além disso, mesmo aceitando a existência de um PPV temático como o TLC, acho bastante forçado que tenhamos um combate desse género e outros três com cada uma das temáticas (Mesas, Escadotes e Cadeiras). São quatro combates com estipulação para um PPV de três horas, já para não falar do pouco ou nenhum sentido em ter, por exemplo, um Combate de Cadeiras sem que outras armas possam ser utilizadas.

Um Combate de Cadeiras é um combate sem desqualificações. Ora, se os lutadores quiserem utilizar um escadote, o que é que lhes acontece? São desqualificados? Isso não faria sentido, visto que o combate não tem desqualificações. Sendo assim, o que é que os impede de usar outras armas para além das cadeiras?

Sei que são apenas pequenos pormenores e que, como fãs de Wrestling, temos de fechar os olhos a algumas coisas, mas é algo que me incomoda neste PPV.

Indo ao que importa, comecemos então a análise a este PPV.

A divisão feminina da SmackDown tem uma nova campeã. Confesso que não esperava nada este resultado, mas pelos vistos a WWE tem grandes esperanças em Alexa Bliss e, na realidade, não é caso para menos.

Pode discutir-se o timing em que tal aconteceu – afinal de contas, o reinado da antiga campeã não foi especialmente longo -, mas a verdade é que Alexa Bliss é neste momento a personagem mais interessante desta divisão. Pode não ser tão boa em ringue como Becky Lynch, mas tem imenso carisma e é alguém completamente diferente das demais.

Esta rivalidade tem sido interessante, com a última semana a ser o que mais se destaca. O segmento na SmackDown da semana passada foi muito bem conseguido, o combate no PPV foi bastante consistente e a celebração de Alexa e consequente interrupção por parte de Becky deram origem a mais um segmento agradável.

Ainda assim, julgo que podem fazer melhor. Não elas, mas quem escreve os guiões. Alguns segmentos fazem-me lembrar a antiga divisão de divas e isso é algo que a WWE deve evitar.

Isto é ainda mais notório na outra história desta divisão.

Como já disse antes, Carmella subiu demasiado cedo ao plantel principal. Não gosto de nada na personagem dela e a única coisa que mudou desde a sua estreia, felizmente para ela, foi que o público começou a reagir à sua entrada e aos seus segmentos, porque durante os seus primeiros meses na SmackDown chegava a dar pena o silêncio e a indiferença dos fãs.

Ainda por cima, a sua rival, mesmo tendo melhorado imenso em ringue, continua com uma personagem bastante fútil em que a prioridade é fazer sobressair os seus fartos seios. Isso e promover o Total Divas, ao qual nenhuma Revolução Feminina consegue sobreviver se continuar a existir, porque afectará sempre as história que vemos em televisão.

Fiquei um pouco intrigado com a adição de Natalya a esta história e, com isso, o meu interesse aumentou um pouco, mas nada de significativo.

Depois desta história, é bastante provável que Nikki Bella defronte Alexa Bliss ou seja quem for a campeã na WrestleMania, com o título em jogo, caso este título seja defendido no maior evento do ano.

Por fim, é de notar que esta divisão necessita urgentemente de mais lutadoras. Neste momento, temos apenas cinco em televisão e isso tem feito com que não tenhamos combate femininos na SmackDown há quase um mês. Elogie-se, aqui, a capacidade da equipa criativa em manter as histórias interessantes apenas com segmentos.

Gostaria imenso de ver Paige (caso continue na WWE) e Mickie James a serem adicionadas a este plantel. Seria um acréscimo de qualidade substancial.

Outra divisão na qual o ouro mudou de mãos no TLC é a de Tag Team.

Ainda não sei o que pensar sobre a adição de Randy Orton à Wyatt Family. Simplesmente não consigo considerar isto algo natural ou minimamente realista. Um ex-campeão mundial por 12 vezes a juntar-se a alguém que o atormentou durante meses não é algo que se veja com bons olhos, pelo menos à primeira vista.

Adorei ver os fãs a festejarem e a mostrarem apreço por Bray Wyatt finalmente ter conquistado um título na WWE. Foi emocionante. Pena que a minha esperança em relação a este enorme talento seja nula. Ao menos que vença o combate contra Randy Orton na WrestleMania, caso o plano ainda seja a “Viper” virar-se contra a Wyatt Family nos próximos meses.

É também interessante ver a forma como a WWE tem contornado a falta de equipas nesta divisão (tal como na Divisão Feminina): dado o número escasso de Tag Teams, juntou Heath Slater a Rhyno numa história com cabeça, tronco e membros e agora juntou Randy Orton a Bray Wyatt, talvez não com uma explicação tão boa, mas com uma explicação de qualquer forma.

Enquanto isto acontece, os American Alpha vão ganhando combates e credibilizando-se, perfilando-se como os próximos campeões ou, pelo menos, como uma das equipas favoritas a conquistar o ouro nos próximos meses.

Com os Usos novamente ausentes devido a lesão de um dos membros e com a presumível separação de Heath Slater e Rhyno, sobram Breezango, Vaudevillains, The Ascension e Hype Bros nesta divisão. Os próximos candidatos aos títulos deverão mesmo ser Zack Ryder e Mojo Rawley. Ninguém acredita que poderão vencer, mas sempre têm oportunidade de se mostrar um pouco e credibilizar o reinado da Wyatt Family.

Ainda assim, não é certo que isso aconteça e esta divisão neste momento é um mistério.

O meu combate favorito no TLC foi o Combate de Escadote pelo Título Intercontinental.

A par de AJ Styles, The Miz é neste momento a principal razão para alguém ver a SmackDown. Negar isto é negar a realidade.

Desde que ganhou o Título Intercontinental na Raw pós-WrestleMania, tem feito um enorme trabalho ao elevar este título a um nível em que não estava há algum tempo (nem mesmo quando estava a ser disputado por Dean Ambrose e Kevin Owens há um ano atrás), de forma consistente, e mesmo no papel de candidato ao título, como aconteceu durante o curto reinado de Dolph Ziggler.

É a única coisa que tenho a apontar à WWE no que diz respeito a esta rivalidade: Dolph Ziggler ganhou o combate “mais importante” da sua carreira (foi assim que o combate foi promovido) apenas para perder o título pouco mais de dois meses depois dessa vitória.

Ainda assim, é inegável que o título não podia neste momento estar em melhor pessoa. A evolução em ringue é tremenda. Esteve impecável em todos os combates contra Ziggler e carregou Dean Ambrose na SmackDown.

Espero, muito sinceramente, que Miz volte ao main-event em 2017. É mais do que merecido por tudo aquilo que tem feito, não só no que diz respeito ao Título Intercontinental, como na adição de mais um conceito como “O Prémio de Participação” atribuído a Dean Ambrose na última SmackDown. Brilhante.

Também não sei quem será o próximo candidato ao título, e talvez não tenhamos um nos próximos tempos. Com o Royal Rumble a aproximar-se, talvez The Miz seja utilizado nas próximas semanas para promover esse combate e as outras histórias da SmackDown através do MizTV. Penso que Samoa Joe só subirá no combate Royal Rumble.

Outro lutador de mid-card que terá muito provavelmente um bom push em 2017 é Baron Corbin.

Finalmente vimos o “Lone Wolf” numa rivalidade mais séria, algo que lhe faltava desde que saiu do NXT. Apesar de, como já disse no início, não gostar do conceito dos Combates de Cadeiras, considerei o que Corbin e Kalisto tiveram muito bom. Diria até que foi o melhor deste género em muitos anos.

Na SmackDown, vimos uma desforra entre os dois e Baron Corbin despachou Kalisto como se fosse um Brock Lesnar, provando que o combate do TLC foi equilibrado porque o mascarado podia usar as cadeiras e que, sem essa arma, não consegue ser uma ameaça para Corbin. Bom booking.

Tal como na divisão de equipas, também o mid-card da SmackDown é um mistério neste momento. Caso Rhyno e Heath Slater se separem mesmo, são duas opções válidas para uma divisão em que, sem surpresa, também falta gente.

Um pequeno programa entre Slater e Miz, com alguns segmentos engraçados pelo meio, seria interessante. Apollo Crews e Jack Swagger também podiam ser utilizados de alguma forma, enquanto Shelton Benjamin ainda não estiver disponível. Quanto a Dolph Ziggler, deverá focar-se agora no Royal Rumble e não me importaria de o ver como heel depois de umas semanas de ausência.

Por fim, o main-event. Um excelente combate com um final frustrante.

Não acho que seja o fim do mundo porque faz sentido tudo o que tem acontecido com James Ellsworth em termos de booking, mas também é verdade que o reinado de AJ Styles tem sido sabotado, com ou sem intenção por parte da WWE. Não fossem as suas extraordinárias performances e o seu reinado seria bastante mediano.

Foi um Combate TLC fantástico, no qual Styles fez Dean Ambrose brilhar. Ambrose pareceu de facto uma séria ameaça, como há muito não acontecia. Quanto ao campeão, continua a provar que mesmo depois dos 40 anos parece ainda nem ter 30, tal a facilidade com que voa de um lado para o outro. Jim Ross diz que é um “Shawn Michaels dos dias modernos”. Eu discordo. É simplesmente AJ Styles e um dos melhores wrestlers de sempre.

Tal como no resto das divisões da brand azul, também no main-event falta gente. Julgo que a história entre AJ e Ambrose ainda terá mais um capítulo, depois de Ellsworth sair dela, provavelmente perdendo contra o campeão de forma dominante e sendo destruído por Ambrose depois de lhe custar dois títulos.

Aposto num combate final entre AJ Styles e Dean Ambrose pelo Título da WWE na primeira SmackDown de 2017 ou na última de 2016. O vencedor – em princípio, Styles, mas sem certezas – deverá mesmo lutar contra The Undertaker no Royal Rumble. Não há mesmo mais ninguém à primeira vista. Tenho pena de não ver um AJ Styles vs Randy Orton neste reinado, como ambos gostariam e os fãs também, mas talvez em 2017 isso se concretize.

O TLC de 2016 foi um evento muito bom, com excelente Wrestling e decisões acertadas na sua esmagadora maioria. A SmackDown acaba o ano em alta e o meu interesse para ver programas desta brand voltou depois deste evento. Vi, aliás, a SmackDown desta semana com algum agrado. É tão fácil fazer as coisas bem sem ter de inventar muito…

Desejo-vos um excelente fim-de-semana e estaremos de volta para a semana, com a antevisão do Roadblock: End of the Line.

Sobre o Autor

- Autor do espaço "Cutting Edge".

31 Comentários

  1. FambroseDxDx - há 1 mês

    Olá, Daniel. Estes artigos são do melhor que há!
    Concordo fortemente com aquela parte inicial onde dizes que os combates com especulação no TLC não fazem sentido.
    Acho que o Tye Dillinger vai subir para ser o próximo adversário de Miz, pelo menos têm trocado tweets que dão a entender isso.
    Achas o Tye um bom adversário?

  2. FFNXT - há 1 mês

    Tye deve ser o próximo adversário do Miz, mas creio que ele só deve debutar no Royal Rumble, na posição de número 10 😂

  3. Ryback Rules - há 1 mês

    Os Spirit Squad (registados como membros do roster no site oficial) e os Headbangers também fazem parte da divisão de equipas.

    • danielLP21 - há 1 mês

      Não fazia ideia. Obrigado pela informação. Isso só aumenta o número de equipas jobbers.

      • Ryback Rules - há 1 mês

        É um problema que a WWE já devia ter solucionado, tendo como base deixar de parte a típica filosofia da equipa “face” ganhar sempre quando existem combates de “encher monte” no programa. Combates esses que estão a construir um currículo manchado pela má reputação e credibilidade da equipa. E isto é um constante ciclo vicioso…

  4. Sou do Russo - há 1 mês

    Bem Daniel, não vou estar aqui a dizer-te “bom artigo”… pois os teus artigos são sempre bons até agora não tive um que não gostasse de ler ou que me cativasse de início ao fim… queria agradecer-te por me deliciares a mim e a muitos desta comunidade com os teus artigos e dizer-te que fico contente por teres ganho um pouco mais de interesse em acompanhar o smackdown… é sempre bom ver análises tuas e comentários teus no que toca a shows semanais pois para mim dentro da comunidade és daqueles que mais percebe do assunto quando se trata em interpretar wrestling… em relação a certas divisões do smackdown concordo contigo que existe falta de talentos e que apesar de tudo a WWE até vai dando bem a volta à situação… no entanto não concordo quando dizes que o smackdown sofre com falta de nomes no main event… aqui o problema é mais a WWE não saber aproveitar bem o que tem.. nomes de main event sem contar o John Cena temos o AJ Styles que é um wrestler fabuloso temos o Dean Ambrose Randy Orton Bray Wyatt o Ziggler já deu lá uns saltos… ainda temos o Kane que apesar de idade não vai assim há muito ainda lutou contra o Daniel Bryan e o Seth Rollins pelo título principal e sem esquecer o Miz que tem potencial para o main event…

    • Sou do Russo - há 1 mês

      ou que não me cativasse**

    • danielLP21 - há 1 mês

      Obrigado pelos elogios.

      Estás a falar de wrestlers que têm potencial para estar no main-event, eu falo de wrestlers que efectivamente estão no main-event, e esses são muito poucos.

      Miz, Ziggler e Wyatt não são main eventers. Kane? Tira-me o Kane daí :P

  5. BRUNOju. - há 1 mês

    Ótimo artigo. Foi realmente um bom evento, não há nenhum combate que tenha sido ruim.

  6. goncalo25 - há 1 mês

    Mais um bom artigo Daniel, parabéns! Eu não acompanho este artigo desde o primeiro, mas de há uns tempos para cá que tenho visto este artigo e sempre que acabo de o ler sinto que aprendi algo mais à cerca de Wrestling, sinto que neste artigo a pessoa que o escreve percebe de facto algo de Wrestling, sabe de facto chegar perto de nós adeptos de Wrestling e da página do wresling.pt. Continua assim, pois são este tipo de artigos que fazem falta às pessoas para poderem compreender de facto esta mística, este desporto, este entretenimento que é o Wrestling!

  7. Ambrose543 - há 1 mês

    os Spirit Squad e os Headbangers (enquanto part time) e The Ascension, deviam de ser utilizados para valorizar os The Vaudevillains e os Breezango como os principais heels do smackdown, enquanto os usos estão lesionados… a falta de heels credíveis no smackdown e gritante. os The Ascension ja não me parece que tenham algum retorno estão muito fracos para o meu gosto.

  8. "Awesome" Hater - há 1 mês

    Bom artigo, Daniel.
    Estava aqui a pensar em um fantasy book (Porque eu me odeio, naturalmente) incluindo um torneio no smackdown com 32 lutadores. Creio que o prêmio ideal seria uma chance pelo titulo.
    Dado o plantel sem muitos grandes nomes, creio que daria o que fazer para muita gente. Alguns lutadores do torneio não tem estatuto para nada, e seriam boas vitórias para outros, vitórias que valem algo. Lutas com motivos, dava para credibilizar (mais) alguns nomes pro midcard com bons combates, bem como criar uma ou outra rivalidade.
    Porque eu realmente me odeio, pensei em com isso dar uma title shot ao Ziggler, e posteriormente o titulo. Pensei em ele passar pelo Miz, se credibilizando mais, mas não sendo IC. Pensei também no Waiytt somar vitórias para desafiar o Ziggler depois do AJ.
    Por fim, o mais improvavel do booking foi o Taker participar – Ele, Miz, credibilizariam o torneio – perdendo pro Ambrose – ele solicitaria esse adversário – vencendo-o numa desforra sem DQ, na WM.

  9. Wesley - há 1 mês

    Bom artigo.
    Concordo com quase tudo que você escreveu. Também estava com a expectativa baixa para esse PPV, diferente de você achei que foi abaixo da minha expectativa, mas esse texto até me fez olhar as coisa por outro ângulo e mudei um pouco de opinião.
    Sobre o Smackdown, depois da brand split até vinha fazendo uns shows melhores do que o Raw, mas por causa da falta de estrelas vem tendo uma queda na qualidade, mesmo parecendo que os seus escritores são bem mais esforçados do que a do Raw. Para mim a única coisa que mim desperta interesse no show é a divisão feminina, a mesma coisa vale para o Raw, mas pelo menos esse ultimo tem melhores lutadores do que o do Smack

  10. RFBM - há 1 mês

    Excelente artigo, penso que expuseste bem a tua opinião. Talvez a única coisa que discordo é o facto do Miz voltar ao main-event em 2017. Eu sei que ele está a fazer um grande trabalho com o título Intercontinental, mas por um lado prefiro que fique no mid-card, não acho, nem nunca achei o Miz um bom main-eventer, talvez um bom nº1 Contender ao título Mundial, mas nunca campeão. Já por outro, quem conhece o Nakamura como eu conheço, sabe a sua história com a palavra “Intercontinental” e por isso só que o título Intercontinental com o Nakamura.

    Outra coisa que acho que ninguém disse foi que o combate entre o Miz e o Ziggler no TLC pareceu-me em muitos momentos o combate entre o HBK e o Razor Ramon na WM X, não se preocuparam em fazer spots arriscados, usaram os Escadotes com muito boa psicologia, um combate quase científico na minha opinião.

    • danielLP21 - há 1 mês

      Obrigado.

      Lutar pelo Título Mundial é estar no main-event, mais que não seja provisoriamente.

      O Miz esteve no main-event há mais de 5 anos, talvez demasiado cedo. Evoluiu muito desde aí. É impossível dizer “nunca achei o Miz um bom main eventer” quando a única vez em que isso aconteceu foi há meia década e ele já não é o mesmo wrestler.

      Sim, os spots ficaram para o AJ e para o Ambrose.

      • RFBM - há 1 mês

        Sim, eu que pareceu isso. Mas quando disse que “nunca achei o Miz um bom main-eventer” queria dizer que não o acho um wrestler capaz de aguentar constantemente o melhor combate da noite, como o main-event deve ser, na minha opinião. Gosto bastante dele, mas prefiro que ele fique no mid-card, talvez discordes com este ponto.

  11. Rui Ribeiro - há 1 mês

    Excelente, mais uma vez! Não tenho nada a discordar!

  12. The Demon Jorge - há 1 mês

    Mais um excelente artigo, para não variar. Os meus parabéns por seres um excelente cronista. Sempre apreciei a tua opinião e sempre gostei de ler os teus comentários e artigos, talvez a par do Luís Salvador, as opiniões que mais tenho em conta neste site.
    Tenho gostado do que o SmackDown tem feito, e mesmo com o facto de estar muito revoltado com a divisão de rosters, na qual o SmackDown foi claramente prejudicado, mas mesmo assim a brand azul tem conseguido apresentar programas interessantes e constantes ao nível da qualidade.
    Em relação ao AJ Styles e sua respetiva rivalidade com Dean Ambrose e James Ellsworth (podemos incluir este nesta rivalidade devido ao grande destaque que tem tido), como grande fã que sou do “Phenomenal One”, um dos meus wrestlers favoritos, confesso que me revolta um bocado as suas três derrotas para James Ellsworth e o facto de ter vencido Dean Ambrose com a interferência de Ellsworth. Mas mais uma vez, realço o booking coerente do SmackDown que me faz quase “perdoar” os acontecimentos que mencionei anteriormente. E claro as prestações fenomenais de AJ Styles, que é na minha opinião a maior estrela da WWE neste momento é também o melhor wrestler do mundo, também ajudam a que ignore certas coisas. Infelizmente parece que nem mesmo o seu desempenho do outro mundo e o facto de surgirem relatos de que Vince McMahon é um grande admirador das suas qualidades, vão impedir que este seja preterido para o 16° reinado de John Cena.
    Mais uma vez, excelente artigo Daniel e também peço desculpa por este meu extenso comentário.

    • danielLP21 - há 1 mês

      Obrigado. Não foi nada extenso!

      O John Cena algum dia há-de vencer o 16º título. De certa forma, até pode ser uma honra para o AJ ser ele a perder para o Cena (embora duvide que isso vá acontecer), desde que não o enterrem no card de seguida.

      • The Demon Jorge - há 1 mês

        Mas achas que não será o AJ a perder para o Cena? Na tua opinião e sendo mera especulação, o que é que achas que vai acontecer na Road to WrestleMania em relação a este assunto?

      • danielLP21 - há 1 mês

        Undertaker vence o AJ no Rumble e o Cena vence o Taker na WrestleMania. São rumores, mas são daqueles em que acredito.

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