Cutting Edge #86 – Um ano de mudanças

Com 2016 prestes a findar, é altura de fazer uma retrospectiva do ano que passou no que diz respeito à WWE. Para o bem ou para o mal, este foi um ano de mudanças, não só pelas estreias de lutadores provenientes do NXT e de outras companhias e do regresso de personalidades que estiveram muito tempo ausentes, como pelas alterações a nível criativo.

A maior dessas alterações foi o regresso da Brand Extension, um dos desejos que aqui deixei no primeiro artigo do ano, sem grandes esperanças de que se confirmasse. Porém, a WWE acabou por surpreender em Julho dividiu mesmo o seu plantel.

A partir daí, houve uma sensação de frescura no produto, mais que não fosse porque veríamos cada lutador apenas num programa semana e teríamos que esperar sete dias pelas continuações das histórias. A SmackDown começou bem, embora tenha tido sempre menos soluções no seu plantel. Depois do SummerSlam, a Raw tornou-se mais interessante, mas o ano acaba com a brand azul claramente por cima.

Há um mês que ver ou não ver a Raw vai dar ao mesmo no que diz respeito ao seu main-event, enquanto na SmackDown há sempre qualquer coisa a acontecer que nos deixa com vontade de acompanhar na semana seguinte.

Neste artigo farei algo bastante semelhante ao que fiz no último de 2015, destacando aquelas que foram, para mim, as figuras principais deste ano, pelos melhores e pelos piores motivos.

Regresso do Ano

Não é preciso pensar muito. Shane McMahon protagonizou o regresso mais marcante do ano por mais do que uma razão. Primeiro, ninguém esperava que tal acontecesse; e segundo, por tudo aquilo que o seu regresso significou: a volta da Brand Extension.

Goldberg também fez o seu regresso à WWE em 2016, mas neste caso não houve surpresa nenhuma, não só porque o seu regresso foi anunciado como também porque era algo de que já se falava há algum tempo. O de Shane foi muito mais surpreendente e, pessoalmente, deixou-me em pulgas (enquanto o outro me deixou indiferente), por isso é o Comissário da SmackDown a levar o “prémio”.

Saída do Ano

Foi um ano de várias saídas, pelas mais variadas razões. Ryback, Cody Rhodes, Damien Sandow, Alberto Del Rio e Wade Barrett abandonaram a WWE (sem esquecer os Dudleys Boys, que em 2015 tiveram o regresso do ano) e dá que pensar o que podia ser a carreira deles caso tivessem continuado na companhia, visto que a Brand Extension lhes podia permitir mais espaço para se destacarem.

Entre estes todos, acabo por destacar Cody Rhodes. Barrett e Sandow estavam na miséria há demasiado tempo, Del Rio nunca deixou de ter problemas com a WWE e Ryback era o menos talentoso deles todos. Cody, por sua vez, faz parte de uma família histórica para o Wrestling e a sua saída (juntamente com a esposa) acabou por ser a mais surpreendente e, porventura, a mais frustrante, devido a todas as personagens que fez resultar ao longo dos anos (tal como Barrett e Sandow, de resto) sem que nunca lhe tivesse sido dada uma oportunidade no topo.

Estreia do Ano

Não há muita para pensar. Finn Bálor venceu dois combates na sua noite de estreia na Raw, sendo que um deles foi contra Roman Reigns e de forma limpa, garantindo assim uma oportunidade de lutar pelo Título Universal no SummerSlam, onde venceu Seth Rollins e fez História ao ser o primeiro lutador a conquistar esse título.

Infelizmente, no dia a seguir teve de ceder o título devido a lesão e o seu reinado acabou muito precocemente, mas nada nem ninguém lhe tira o impacto imediato que causou no plantel principal e o seu nome é constantemente avançado como um dos favoritos à vitória no combate Royal Rumble, caso volte a tempo. Espero que 2017 seja o ano em que Bálor confirma todas estas expectativas.

Surpresa do Ano

Já falei aqui sobre o regresso do ano, mas para mim a grande surpresa do ano foi o “regresso” de The Miz.

Desde a noite a seguir à WrestleMania, dois reinados de grande qualidade com o Título Intercontinental, que serviram para ressuscitar este histórico título e, sobretudo, a carreira do “Awesome One”.

As vénias que lhe foram dirigidas por um fã na SmackDown da semana passada são mais do que justas. Espero que em 2017 The Miz tenha uma oportunidade de lutar pelo Título da WWE (mesmo que não o vença) porque merece. O regresso da maravilhosa Maryse, claro, também ajudou bastante a que esse renascimento do “A-Lister” se tornasse realidade.

Revelação do Ano

Sem margem para dúvidas, Braun Strowman. A sua evolução foi estrondosa e eram muito poucos aqueles que acreditavam nesse cenário. Eu certamente não acreditava.

A verdade é que o seu booking tem sido o melhor da Raw e não me chocaria, até, se vencesse o combate Royal Rumble, embora ache que vai ter “apenas” uma participação dominante e ser um dos últimos eliminados.

Seja como for, foi a grande revelação de 2016 e estou bastante curioso para ver o que espera o ex-membro da Wyatt Family no ano que agora vai começar.

Desilusão do Ano

É verdade que ganhou o Título da WWE (outro dos desejos que aqui deixei em Janeiro, bem mais provável de se concretizar do que o da Brand Split), mas também é verdade que nunca chegou ao nível dos seus dois ex-parceiros dos Shield. Refiro-me, claro, a Dean Ambrose.

Não me interpretem mal: Ambrose tem todo o talento do mundo, simplesmente está estagnado e não conseguiu capitalizar o ímpeto que tinha junto dos fãs. O seu reinado foi um fiasco (mesmo tendo vencido, de forma forçada, Roman Reigns e Seth Rollins num combate que não devia ter ocorrido quando ocorreu) e o facto de ter passado meses atrás do título depois de o perder só serviu para que os fãs se cansassem ainda mais dele e até o apupassem.

Agora, deu um passo atrás e está na rota do Título Intercontinental (tal como há um ano atrás), com as ovações dos fãs a voltarem aos poucos a ser o que eram, mas a meu ver a solução tem mesmo de passar por um heel-turn, mudança de visual e de tema de entrada. Dean Ambrose merece muito mais do que isto.

Momento do Ano

Podia ser o regresso de Shane McMahon, mas para mim foi mesmo a estreia de AJ Styles. Porque é que não a escolhi, então, como estreia do ano?

Na “Estreia do Ano” escolhi aquela que causou um impacto imediato, e por isso a escolha recaiu em Finn Bálor. AJ Styles teve uma boa estreia, com algum destaque no combate Royal Rumble, mas o seu impacto só começou a ser sentido mais tarde.

A sua estreia foi o momento do ano porque finalmente chegava à WWE um dos melhores lutadores de sempre, à procura da única coisa que lhe faltava para completar a carreira: o reconhecimento do grande público, do público da empresa mais importante do mundo. E conseguiu-o.

Manobra do Ano

Não me lembro de uma manobra do outro mundo como o “RKO” em Seth Rollins na WrestleMania ou o “Salida del Sol” do escadote em 2015. O “RKO” em Seth Rollins no Survivor Series deste ano e a “Elbow Drop” de Shane McMahon do topo da cela na WrestleMania seriam boas escolhas, mas vou escolher a combinação do “Zig Zag” com o “End of Days” da última SmackDown.

Foi um excelente momento de um grande combate de Wrestling e o efeito visual foi incrível (peço desculpa por a qualidade da imagem não ser a melhor mas não encontrei outra).

Tag Team do Ano

Tal como em 2015, os New Day levam o prémio. Desta vez, porém, tiveram alguma concorrência, sobretudo da dupla Enzo Amore e Big Cass. Este duo protagonizou excelentes segmentos e as capacidades de Enzo ao microfone vão continuar a ser um dos destaques da programação em 2017.

De resto, equipas como American Alpha ou Luke Gallows e Karl Anderson tiveram sucesso esporádico (os primeiros conquistaram os Títulos de Tag Team na última SmackDown do ano), mas nada que ameace mais um ano de excelência dos New Day, que bateram o recorde do maior reinado de sempre de campeões de equipas e merecem completamente esse feito.

Espero que não se saparem tão cedo porque ainda têm muito para dar juntos, devido à capacidade que têm de se reinventar a cada semana. E o Hall of Fame está já ali.

PPV do Ano

Aqui a escolha foi difícil. Desde a WrestleMania, todos os PPV’s tiveram coisas boas e outras de abanar a cabeça em sinal de desapontamento. Reduzi as opções ao Extreme Rules e ao TLC, escolhendo no final o primeiro.

O TLC foi bastante consistente e homogéneo, mas o Extreme Rules teve dois combates fantásticos (The Miz vs Cesaro vs Sami Zayn vs Kevin Owens pelo Título Intercontinental e AJ Styles vs Roman Reigns pelo Título da WWE) e os restantes bastante sólidos. Mesmo os piores combates tiveram boas decisões, como Rusev a ganhar o Título dos EUA. O “Asylum Match” também foi bom, embora tenha noção de que faço parte da minoria que gostou deste combate.

Rivalidade do Ano

Reduzi as minhas opções a AJ Styles vs John Cena, Charlotte vs Sasha Banks e Miz vs Dolph Ziggler. A primeira por ser uma rivalidade de sonho que finalmente se concretizou, a segunda por toda a História que foi feita e a terceira pela qualidade que teve até certo ponto.

No fim, escolhi a rivalidade entre Charlotte e Sasha Banks.

Sei que os fãs em geral se fartaram e eu compreendo-os perfeitamente. As constantes trocas de título também não ajudaram (no Roadblock, voltei a errar uma previsão…), até porque serviram apenas como razão (preguiçosa) para a feud se alongar, mas não devemos ver apenas o lado mau. Foi feita muita coisa boa com estas duas mulheres tão talentosas e o saldo final é francamente positivo.

AJ Styles vs Dean Ambrose foi uma rivalidade longa mas enfadonha e Kevin Owens vs Sami Zayn e AJ Styles vs Chris Jericho foram bastante consistentes, mas nunca tiveram aquela atmosfera de main-event. São estas as seis  rivalidades que mais destaco deste ano, mas a feminina leva o prémio.

Combate Feminino do Ano

Vou ser um eterno fã do combate Triple Threat ente Charlotte, Sasha Banks e Becky Lynch na WrestleMania. Acho até que, tecnicamente, foi o melhor do ano. Mas o mais simbólico e marcante foi mesmo o primeiro “Hell In A Cell” feminino da História, ainda para mais com duas mulheres a fecharem um PPV pela primeira vez.

A própria qualidade do combate foi boa, como é óbvio. Todos os combates entre Charlotte e Sasha Banks eram, de resto, fortes candidatos a vencer nesta categoria. Resolvi destacar o mais histórico deles todos.

Combate Masculino do Ano

Não só o combate masculino do ano, como o combate do ano em geral: Kevin Owens vs Sami Zayn no Battleground.

Tal como na divisão feminina, também a masculina teve imensos combates de grande qualidade (o que esperar de um plantel com AJ Styles, Kevin Owens, Sami Zayn, Roman Reigns, Seth Rollins ou Cesaro?), mas o que os dois canadianos ex-amigos fizeram foi uma obra de arte.

A química entre eles é imensa e seria de esperar que a WWE não banalizasse os combates entre eles, mas afinal de contas é da WWE que estamos a falar e quem manda foi lesto em repetir este combate demasiadas vezes. Ainda assim, espero vê-los um dia a lutar um contra o outro por um dos títulos de topo em mais um capítulo desta grande (em duração e em qualidade) rivalidade.

Wrestler Feminina do Ano

É óbvio, certo?

Não só é a melhor de 2016 como para mim já é das melhores de sempre. Nunca vi ninguém melhor do que Charlotte e tiro-lhe o meu chapéu por tudo aquilo que mostrou este ano.

Começou por ser (no plantel principal, entenda-se) uma babyface genérica e com o pai constantemente associado a si, mas depois de virar heel e de usar essa herança em seu proveito (aí sim, de forma justificada) voou para a História.

Podia falar do facto de ter vencido todos os combates históricos e nos eventos mais importantes em que participou – WrestleMania, SummerSlam, primeiro “Hell In A Cell” feminino de sempre e o “IronMan” do Roadblock -, mas os resultados dos combates é a WWE que decide e não é por isso que a considero a melhor do mundo.

É mesmo porque mostrou ser a melhor do mundo. Dou todo o mérito a Sasha Banks (de certeza que o facto de ter vencido o Título Feminino por três vezes na Raw vai ser falado durante alguns anos como algo histórico), mas enquanto não virar heel não conseguirá chegar ao nível da “Queen”. Basta comparar as promos e, até, as performances em ringue. Charlotte está acima de todas as outras.

Wrestler Masculino do Ano

Não só foi o lutador masculino do ano, como foi o melhor em geral.

Estreou-se no Royal Rumble (vendo o vídeo da sua estreia, é notório que se sentia deslocado desta realidade, parecia até demasiado “pequeno”), entrou numa mini-rivalidade com um dos melhores ao microfone e que o protegeu imenso porque ele não precisou de falar muito nos segmentos (e falar ao microfone é, ou era, a sua maior lacuna), de seguida teve uma rivalidade com um dos melhores de sempre e venceu a maioria dos combates (mesmo tendo perdido na WrestleMania) e logo a seguir entrou na rota do Título da WWE, da qual só saiu para ter uma rivalidade com a maior estrela da companhia na última década, e mesmo essa rivalidade foi retomada mais tarde por duas vezes com o título em jogo.

Além disso, todos os seus combates foram um must see, e, mesmo tendo a WWE sabotado o seu reinado, mostrou sempre que é o melhor elemento do plantel da SmackDown.

Independentemente de nunca mais vir a ganhar o Título da WWE depois de o perder no Royal Rumble, AJ Styles já garantiu o seu lugar no Hall of Fame e junto aos grandes nomes da História do Wrestling. Lutou por todo o mundo para chegar ao topo dos topos, tal como Chris Jericho, Chris Benoit ou Eddie Guerrero e o ano de 2016 foi o ponto alto da sua recheada e grandiosa carreira.

As suas promos nem parecem feitas pela mesma pessoa tal é a diferença para aquilo a que habituou quem o acompanhava, por exemplo, na TNA, e a sua qualidade em ringue é… fenomenal. Credibilizou o reinado de Roman Reigns com dois clássicos e elevou quase toda a gente que entrou no ringue consigo. Basta ver que Dean Ambrose tinha, antes do TLC, uma credibilidade quase nula, e nesse combate AJ tratou de “bumpar” por todo o lado para credibilizar o rival. E resultou. Ambrose pareceu mesmo uma ameaça séria. O mesmo pode ser dito de Dolph Ziggler e Baron Corbin depois da última SmackDown.

Parece-me justo atribuir o prémio de melhor lutador do ano na WWE a AJ Styles e estou bastante curioso para ver o que se segue para ele em 2017.

2016 foi, pois, um ano de mudanças na WWE. Muita coisa boa foi feita – para mim, até foi o melhor ano da companhia desde 2008 – mas ainda há coisas por melhorar e há erros que vão ser sempre cometidos (sim, aqui o chato refere-se aos part-timers).

Ainda assim, prefiro destacar as coisas positivas e este foi o ano em que vimos mais lutadores a ganharem títulos mundiais além de John Cena, Randy Orton, Roman Reigns e Seth Rollins, com Dean Ambrose a conseguir o que os ex-parceiros já tinham conseguido em 2015, Finn Bálor a chegar, ver e vencer, Kevin Owens a aproveitar a lesão do “Demon” (e infelizmente a ter um reinado muito aquém do que merece) e AJ Styles a completar a sua enorme carreira.

Mas foi, sobretudo, o ano em que o Wrestling Feminino deu finalmente os passos que já devia ter dado há muito tempo. Pode discutir-se se foi forçado ou não, mas os combates e os momentos estão lá e a História foi feita. Isso ninguém pode negar. E a partir daqui tem de ser sempre a subir.

Pedindo desculpa pela ausência de artigo na semana passada, despeço-me com votos de boas entradas em 2017. Que os vossos desejos se concretizem e que a WWE mantenha o que fez de bom e melhore o que fez de mal em 2016. Até para a semana!

Sobre o Autor

- Autor do espaço "Cutting Edge".

37 Comentários

  1. "Awesome" Hater - há 4 meses

    Me impressiona o quanto concordo com esse artigo. Tirando “para mim, até foi o melhor ano da companhia desde 2008”, uma afirmação que eu não posso opinar sobre, concordo com o resto todo.

  2. RFBM - há 4 meses

    Grande, grande artigo Daniel. Opinião muito bem estruturada. É claro que não concordo com tudo o que referes nem a quem atribuíste o prémio em todas as categorias. Destaco apenas duas, uma em que estou em total desacordo e uma em que concordo absolutamente:

    – Combate Feminina do Ano – Nunca na vida escolheria o Hell in a Cell match entre a Charlotte e a Sasha, na minha opinião, é um combate muitíssimo Overrated, não que fosse mau, até contou de forma importante para a história. Mas o combate em si é mau a meu ver, foi um combate com o qual o público nunca se investiu, e em termos técnico, pareceu-me apenas uma “cambada” de spots “fraquicos” e sem qualquer sequência entre as manobras. Até começou bem, mas acabou de forma “ah…já acabou!”;

    – Lutador Masculino do Ano – Concordo e até digo mais. Tal como o Hiroshi Tanahashi (lutador e lenda da NJPW) diz, “AJ is the best wrestler ever”. Eu começo a concordar, talvez mais um ou dois anos, terei a certeza disso, o Styles é absolutamente Fenomenal, nunca vi um mau combate dele, ganhou quase tudo o que havia para ganhar fora da WWE e agora é o campeão da maior companhia de wrestling da actualidade. Ele consegue com que toda a gente brilhe ao mesmo tempo que o mesmo consegue brilhar. Tem um arsenal de manobras incrível, e será certamente lembrado como um dos melhore de sempre.

    • danielLP21 - há 4 meses

      Obrigado!

      Compreendo a opinião, mas não acho que tenha sido assim tão mau. Sei que não foi o melhor combate entre elas, escolhi-o apenas pelo simbolismo.

  3. KILL OWENS KILL - há 4 meses

    Excelente artigo. Por incrível que pareça, concordo com todos os momentos que escolheste e também gostei da Asylum match, na real espero ver essa luta novamente com um Ambrose Heel.

  4. BRRM - há 4 meses

    Excelente artigo.

    As minhas escolhas para combate feminino do ano e manobra do ano seriam diferentes das tuas. Percebo a razão pela qual escolheste o HIAC e para além disso é um combate do qual gostei bastante mas a minha escolha iria recair mais sobre a triple threat na WM. Quanto à manobra, o Leap of Faith do Shane do topo da cela, talvez seja uma resposta cliché mas nada me deixou mais incrédulo do que isto. Não sei bem qual PPV escolheria para melhor do ano (tendo em conta que, como disseste, depois da WM houveram muitos de qualidade) e estou também indeciso sobre o combate do ano (quer dizer, quanto ao main roster tenho a mesma opinião que tu mas overall, considero que #DIY vs Revival no TakeOver: Toronto está ao mesmo nível de KO vs Sami). De resto, concordo contigo.

    • danielLP21 - há 4 meses

      Obrigado.

      O “Leap of Faith” foi das coisas mais previsíveis que já vi. Não me deixou nada incrédulo.

      • BRRM - há 4 meses

        A meu ver, uma coisa não impede a outra. Há sempre coisas que sabes que vão acontecer mas que quando acontecem mesmo ficas surpreendido, como por exemplo os “jump scares” em filmes de terror, sabes que vão haver alguns (e, muitas vezes, quando vão haver) mas não deixas de te assustar. Com isto foi igual, desde a marcação do combate que eu sabia que era uma possibilidade mas não deixei de ficar boquiaberto, é que, independentemente da previsibilidade, foi um gajo de 46 anos a saltar de 6,1 m de altura!

  5. Anónimo - há 4 meses

    O único “prémio” que discordo realmente é o da “Desilusão do Ano”. Pessoalmente daria esse “Título” ao Lesnar. O Dean, entre altos e baixos, não teve um ano tão abaixo de, por exemplo, um Rollins que está a ter um face turn bem abaixo das expetativas.

    De resto, também acho que 2016 foi melhor do que os últimos anos. Espero, e acredito, que em 2017 os efeitos da divisão do plantel serão ainda mais evidentes e que o produto irá melhorar (embora, tenho a certeza, com os vicios do costume).

    Já que estamos a terminar o ano, e esta é uma altura propícia para balanças, deixo-te aqui a minha homenagem como, indubitavelmente, o melhor espaço de opinião de 2016 do WPT e, do que eu conheço. da comunidade de Wrestling. Parabéns.

    • danielLP21 - há 4 meses

      Wow, muito obrigado por esse elogio!

      Também pensei no Lesnar, estive indeciso entre ele e o Ambrose mas optei pelo segundo porque é alguém que me diz mais do que um mero part-timer.

  6. Tomohiro Ishii - há 4 meses

    Ainda que você disse mudança para o mal, as unicas pessoas que pediam a brand
    extension eram as viuvinhas do Smack Down pois já sabiamos não há plantel para
    dividir a WWE em duas brands e olha só o que aconteceu? O obvio o Smack Down
    das viuvinhas ficou com plantel reduzido não há NINGUÉM para disputar o titulo
    mundial do SmackDown a situação e tão critica que assim que terminou a rivalidade
    pelo titulo mundial do Smack Down o Dean Ambrose teve que ir disputar o
    Intercontinental e você vem me falar que ele deu um passo pra tras? NÃO, o obrigaram
    a fazer isso porque não tem ninguém para disputa-lo. A brand extension foi um
    pedido egoista de pessoas que não pensaram sobre o plantel reduzido e agora tem que
    se limitar a ver um rodizio de rivalidade repetidas em ”PPVs” pifios e desnecessários.

    Destaca a saida de varios atletas da empresa como se eles fossem alguém agora quero
    que me diga aonde esta o Cody Rhodes agora? Fez aquela lista cheia de nomes das
    indys e do Japão deixou todos com expectativas sobre o que realmente era capaz e o
    que ele fez? NADA,fez umas lutinhas medianas com varios adversários que estão voando
    como o Chris Hero, Del Rio não preciso nem comentar só tem nome e ainda tem a audacia
    de dizer que e o orgulho do Mexico e esse Damien Sandow? Fizeram tanto alerde de que
    a WWE tava perdendo um grande talento e agora ele não empolga nem a crowd da TNA.
    Dos outros eu nem preciso falar o que importa e que diferente dos haterzinhos da internet
    Vince provou que entende do negócio e deu pé na bunda de quem não agragava nada a
    empresa e eles comprovação sua incapacidade fora da WWE.

    Surpresa do ano foi o The Miz? O Miz só roubou o destaque que devia ser do Zack Ryder
    finalmente quando a empresa reconhece seus anos de trabalho vai este wrestler mediano
    de mid-card e o toma tudo que conseguiu.

    E quase no fim finalmente um acerto Braun Strowman se confirma como grande talento
    tiveram que reconhecer a duras penas depois de não puxar o saco dele por não ter
    vindo das indys.

  7. RexxarHs - há 4 meses

    Bom artigo.

    Não concordei com o facto do Dean Ambrose ser a desilusão do ano. Ele teve boas prestações em praticamente tudo o que participou, só teve azar durante o reinado dele. Se reparares, ele sempre foi apoiado pelo público mas ao ganhar o título teve uma rivalidade aborrecida com o Dolph Ziggler o que virou um pouco o público contra ele. Mas depois de ele perder o título voltou a ter boas ovações. Para isso o Seth Rollins era grande desilusão também. Eles não têm culpa do booking que é dado…

  8. BRUNOju. - há 4 meses

    Excelente artigo Daniel. Concordo em grande parte do seu artigo, apenas ressalto dois pontos como por exemplo, a passagem em que você deixa uma certa incerteza em relação a WWE e Aj Styles.

    Claro que não posso confirmar a 100%, mas não acredito que Aj Styles venha a descer do Main Event nos próximos anos. Para mim, graças ao Vince McMahon (que é um fã dele) e do WWE Universe, ele deve permanecer em alta até se aposentar. Espero que seja assim mesmo, sem dúvidas o wrestler do ano!

    Só não lhe dou o prêmio de “OMG moment of the year”, porque sou fã da Sasha Banks e ver ela vencendo o cinturão pela primeira vez é inesquecível.

    Falando sobre ela, também discordo em relação ao Heel turn. Não acho, que no atual cenário que a divisão do Raw se encontra, isso seria benéfico para ela. Caso, fosse para o SmackDown sem duvidas seria a melhor escolha, mas, não vejo a WWE colocando Charlotte a segundo plano e nem mesmo Nia Jax e Emmalina. Resumindo, há heels de mais na Brand vermelha, e o que eu sinto, é uma tentativa de sabotagem (proposital ou não), com ela. Desde a forma como é retratada nos combates, quase sempre apanhando, até as suas promos, seus textos são horríveis. E não precisam ser assim. Para mim, uma mudança na forma como levam a sua personagem é a melhor opção, algo semelhante aquela Sasha Banks do Road To Wrestlemania é o ideal.

    Te desejo um feliz ano novo! Abraços.

  9. Rui Ribeiro - há 4 meses

    Excelente artigo.

    Para revelação do ano escolheria a Alexa Bliss, mas sem dúvida que o Braun Strowman também merece o prémio pela notável evolução nestes últimos meses. Óbvio que o bom booking também tem ajudado, aliás, estes dois são dos poucos que se pode dizer que estão a ser verdadeiramente bem “bookados”.

    No melhor combate feminino, embora tenha gostado do Hell In A Cell, com a “finish” confusa (o “spot” das mesas a não correr como era suposto) e o resultado, não consigo dar o prémio a este combate. Aqui o meu prémio vai para a Triple Threat na WrestleMania.

    No combate masculino, contando com o NXT, para mim o melhor foi os Revival vs #DIY no Takeover Toronto. Contando só com o main-roster também acho o Kevin Owens vs Sami Zayn no Battleground o melhor do ano.

    Na manobra do ano, por muito bons que tenham sido o “Zig Zag” e “End Of Days” no SmackDown e/ou o “RKO” no Survivor Series, aqui o prémio tem que ir para a “Leap Of Faith” do Shane no topo da cela. Para além das manobras já referidas, destaco também o “450 Splash” do AJ Styles no TLC.

    Nos restantes prémios estou totalmente de acordo contigo.

    • danielLP21 - há 4 meses

      Obrigado!

      A Alexa já se sabia que tinha talento, pelo Strowman é que ninguém dava nada.

      Eu sabia que me tinha esquecido de um spot importante… Sem dúvidas que “450 Splash” do AJ é uma óptima escolha, eu próprio mudaria a minha escolha para essa caso ainda fosse a tempo.

  10. Carlosilva - há 4 meses

    Excelente Daniel.

    Como já te disse em vários artigos partilho muito da tua visão em relação à maneira como olhamos para o produto, e por isso muitos dos prémios que atribuíste, eu também atribuía, tirando algumas excepções.

    Para mim a desilusão do ano é o Seth Rollins. Nunca criei grandes expectativas em relação ao Ambrose, é um bom lutador, mas esteve sempre longe de ser daqueles que me faz gostar de acompanhar o produto, acredito que para fãs dele este ano tenha sido uma desilusão, mas para mim foi quase indiferente.
    Seth Rollins acho que acaba por ser a desilusão devido àquele botch face turn. Bastantes erros de booking, uma mudança tão repentina de personagem e a aliança ao Roman Reings sem qualquer explicação depois de tudo pelo que passaram, apenas pelos dois serem babyfaces, fez-me perder muito interesse na personagem dele, quando há 1 ano era o meu favorito e só o queria ver a recuperar rapidamente da lesão que o fez ter de ficar sem o título em 2015.

    Apesar de concordar que o combate feminino do ano também tenha tido Charlotte e Sasha Banks como intervenientes, não acho que foi aquele que elas tiveram dentro do Hell in a Cell. Obviamente esse combate ficará imortalizado, pois foi o primeiro Hell in a Cell e o primeiro PPV Main Event entre mulheres. Ainda assim gostei muito mais de acompanhar o combate na Wrestlemania, que também envolveu a Becky Lynch.

    • danielLP21 - há 4 meses

      Obrigado.

      Eu tenho gostado minimamente do Seth, mas nota-se que não está a ser explorado todo o seu potencial como babyface (nem metade, se calhar). Vê-lo ao lado do Reigns de forma constante tem feito doer a alma.

  11. Foto de perfil de Facebook

    Bobby Roode Glorious - há 4 meses

    Ótimo artigo Daniel e um feliz ano novo
    Regresso do ano: Shane McMahon, fez toda a diferença para o 2016 da WWE, só não gostei de seu resultado da luta com o Undertaker na WM32 ter sido jogado no lixo e ter assumido o controle do RAW mesmo que interinamente.
    Saida do ano: Em termos de talento Cody Rhodes, em termos de polemica empate entre Ryback e Del Rio
    Estreia do ano: Finn Balor, pena que se machucou senão seria wrestler do ano também.
    Surpresa do ano: The Miz, realmente conseguiu se reinventar quando ninguem esperava mais nada dele, na divisão feminina fico com a Alexa Bliss
    Revelação do ano: Alexa Bliss, evoluiu e se superou em todos os pontos, e não está sentindo o peso do cinturão (tudo bem que está dividido entre as brands, mas…) não me convenceu ainda o Strowman, mas tem potencial
    Desilusão do ano: Dean Ambrose, nem tanto por culpa dele mas precisa dar uma repaginada mesmo, na divisão feminina fico com a Pai
    Momento do ano: A vitoria do Goldberg no Survivor Series, ninguém em sã consciência imaginava que o Lesnar seria destroçado como foi, só espero que a WWE não se esqueça disso
    Tag Team do ano: Os New Day fizeram um grande trabalho mas ficaram um tanto quanto enjoativos por isso escolho Enzo Amore & Big Cass, que mantiverem suas essencias intactas mesmo subindo ao MR, espero que sejam os próximos RAW TTChamps
    PPV do ano: Battleground, foi intenso em grande parte, no Big Four fico com o Survivor Series, e o pior pra mim foi o Payback
    Rivalidade do ano: AJ vs Cena foi interessante do começo ao fim, diferente de Charlotte vs Sasha Banks, que se perdeu na parte final pelos maus books
    Combate feminino do ano: Sasha Banks vs Charlotte no HIAC, foi simbólico e marcante, e a rivalidade tinha que ter acabado ai.
    Combate masculino do ano: Kevin Owens vs Sami Zayn no Battleground, acredito que vou ficar anos sem ver uma luta tão intensa com dois lutadores tão soberbos como os dois estavam neste dia
    Wrestler Feminina do ano: Charlotte, conseguiu se soltar de tudo que lhe prendia e conseguiu calar a boca de muitos que não acreditaram nela, mas também contou com o declínio de Bayley e da Sasha Banks
    Wrestler Masculino do ano: AJ Styles, conseguiu ficar acima da media em todas as lutas, também destaco Ricochet e os Hardy Boyz, fizeram um bom ano na medida do possível

  12. Muito bom artigo.
    Só discordo na rivalidade e no melhor combate feminino, rivalidade melhor está entre Aj Styles vs Cena, Aj Styles vs Reigns e Miz vs Ziggler. No melhor combate feminino é Charlotte Flair vs Sasha Banks vs Becky Lynch, também gostei muito do combate no raw de 25 de julho Charlotte vs Sasha e Asuka vs Mickie(sei que não foi nada por ai além mas gostei muito)

  13. 434 Days - há 4 meses

    Excelente artigo Daniel. E concordo contigo em principalmente três coisas.

    Charlotte foi sem dúvida a figura feminina do ano. Combates brutais, trabalho heel notável. Tal como o pai na sua divisão, está a caminho de ser uma das, senão a melhor de sempre. Depois The Miz a reemergir-se quase do nada e a provar porque merece reconhecimento na WWE. Confesso que nunca tinha sido tão fã dele como em 2016 e a maneira como tornou o IC Title um dos mais importantes do panorama actual da WWE deu me imenso orgulho como fã de wrestling. Para terminar, o fenomenal AJ Styles que teve talvez o melhor primeiro ano de WWE de sempre. Certamente o melhor wrestler do ano. Ainda a destacar os Revival que foram sublimes no NXT e que tiveram para mim o combate do ano em Toronto com os DIY. Que 2017 traga ainda mais coisas boas na WWE. Feliz Ano Novo e que continues com o excelente trabalho que efectuas aqui Daniel.

    • danielLP21 - há 4 meses

      Muito obrigado!

      Não sei se o ano do AJ foi o melhor primeiro ano de alguém na WWE. O primeiro do Lesnar foi incrível, com o acréscimo de ter derrotado imensas lendas que o AJ não pôde defrontar porque não há estrelas para além do Cena.

  14. BreninhoSF10 - há 4 meses

    Ótimo artigo.

    Acompanho a WWE desde o final de 2014,então pra mim,entre o ano passado e esse,gostei muito mais de 2016. Pelos grandes acontecimentos (com maior destaque a divisão feminina que deu um grande salto se comparado aos anos anteriores,e com merecimento) e pelos grandes combates também feitos (como Styles vs Cena,Miz vs Ziggler,Owens vs Zayn e Sasha vs Charlotte).

    Tenho alguns pontos para ressaltar: Sobre as saídas de alguns wrestlers neste ano,acho que se todos eles ainda estivessem na WWE talvez poderiam ter tido maior destaque com o regresso das brands (como você mesmo disse) e além do que seria um ponto negativo a menos quando fôssemos nos referir a este assunto (já que um dos problemas do SmackDown,é a escassez de wrestlers,sobretudo com credibilidade).

    A surpresa do ano claramente foi o The Miz,que ressurgiu das cinzas realmente. Se o Money in the Bank voltar a possuir duas maletas,diria que ele poderia até se tornar o Mr.Money in the Bank do SmackDown,assim ele entraria na rota do título principal e possivelmente vencendo-o.

    E sobre a manobra do ano que ocorreu no último SmackDown de 2016,a combinação do “Zig-Zag” com o “End of Days” me lembrou muito um dos últimos combates do próprio SmackDown de 2015 (o combate triplo pelo título Intercontinental),em que o “Zig-Zag” do Dolph se juntou com o “Dirty Deeds” de Dean Ambrose sobre Kevin Owens.

  15. Gonçalo" the best" - há 4 meses

    Excelente artigo Daniel!

    Vou so nomear aqueles que discordo.

    Revelação do Ano: Excelente escolha a do Brawn. Mas para mim quem merece esse “prémio” é a Alexa. As promos dela e as suas expressões facias são muito boas. O seu trabalho em ringue é bastante solido e ainda bem que a WWE lhe deu o titulo.

    Desilusão do Ano: Aqui aceito o Ambrose mas eu escolho o Lesnar. Depois de um ano em que deu dois dos combates do Ano (Cena vs Rollins vs Lesnar e Reigns vs Lesnar) e ate os dois combates com o Taker foram bons ( Eu gostei muito do Hell in a Cell), este ano todos os combates deles foram uma deceção.

    Combate feminino: Discordo. O Hell in a Cell foi bom mas para mim nem o melhor entre elas é. O Falls count anywere, o combate do SummerSlam e o combate na primeira Raw depois da Brand Split. No entanto, o combate feminino na Mania é excelente, Lindo. Esse sim historico e que correpondeu as expectativas.

    Move do Ano: Nada bate o elbow drop do Shane, mas gostei da escolha.

    PPV do Ano: Boa escolha mas gostei mais do Royal Rumble. Todos os combates foram bons, muito bons ou excelente. O Vencedor da rumble é duvidoso mas o combate em sim foi muito bem estruturado ( tirando a saida do Reings).

    Tag Team: No que toca a WWE os New day sem duvida. No entanto, no NXT os Revival são soberbos. Não sei se ainda vês os especias do NXT mas o DIY vs Revival deve ter sido o melhor combate de Tag team que já vi.

    Bom Ano Novo Daniel e volta em força em 2017!

  16. Wesley - há 4 meses

    Ótimo artigo, só discordo do combate feminino do ano, mesmo gostando muito da Hell in a Cell e por todo o seu significado histórico, acho a luta que tiveram no Raw, no segundo reinado da Sasha foi bem melhor em todos os quesitos.
    Acrescentando em alguns pontos, a Charlotte ser considerada como Wrestler feminina do ano é justo, ela teve um ano fantástico, é a mulher que esteve mais próxima de se consolidar no main event desde da Chyna, e isso sem precisar lutar contra homens.
    O Dean Ambrose pra mim também é a minha grande desilusão do ano, e ele já chegou até ser o meu wrestler preferido da atualidade, junto com O Bray Wyatt e o Rusev. Mas desde do fim da feud com o Rollins em 2015 vem se tornando cada vez mais chato ver suas lutas e segmentos.
    Sobre a saída do ano, na época a que mais mim deixou triste foi a do Sandow, mais ver a sua atuação na TNA so me mostrou que a WWE estava certa em não dar um push in para ele. E o Cody ainda não me empolgo nas indys, mas agora que ele estar na NJPW como heel, estou curioso como vai ser sua pefórmace em 2017.
    O retorno, ou regresso , do ano mesmo sem ter sequer aparecido, foi o Shelton Benjamin, mesmo sabendo que o máximo que deve conseguir na WWE é ser tag team champion, estou ansioso para ver ele voltar, ainda mais porque estou curioso para ver como está sua técnica depois destes anos no Japão, coneiguir achar pouca coisa dele na NOAH pela internet.

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