Impacto! #115 – Conference Call com EC3

O Wrestling.PT é o representa Português no TNA Conference Call que todos os meses traz uma entrevista em exclusivo com um lutador da TNA. Este mês foi a vez de Ethan Carter III estar presente e responder a algumas questões!

Na Quarta-feira dia 5 de Fevereiro, o WPT voltou a ser convidado para o TNA Conference Call, uma iniciativa mensal onde vários órgãos de informação da Europa, Ásia e Oceania, são convidados a estar “presentes” por via de chamada telefónica e assim podem colocar algumas questões a alguns dos nomes mais importantes da TNA. Este mês, dada a proximidade ao TNA One Night Only “Old School”, foi EC3 a marcar presença.

Posso dizer-vos que fiquei com a sensação que esta terá sido a Conference Call mais concorrida de todas as que já participei. Este evento tem uma duração aproximada de uma hora e durante esse tempo houve sempre diferentes orgãos de informação a colocar questões, acabando por não haver tempo para um segunda ronda. Quanto ao EC3 ele apesar de ter respostas curtas, foi talvez o participante mais descontraído até hoje, respondendo de forma muito informal, foi dizendo algumas piadas e conversando com os entrevistadores, sem se limitar ao formato pergunta-resposta. Um dos aspectos mais curiosos e que podem observar pelas respostas que eu vos apresento a seguir, é que ele consegue mudar do personagem EC3 para a pessoa Michael Hutter de uma forma muito natural, às vezes na mesma resposta. Se recuarmos às excelentes Conference Calls do Bully Ray ou do Magnus vemos que as respostas deles são bastante pensadas e as palavras são bem medidas. O Ethan, talvez por ainda ser “verde” nestas andanças parecia estar a brincar com a sua gimmick enquanto tinha uma conversa de amigos. Estas foram as pergunta WPT:

Perguntas Wrestling.PT

Eu vou deixar de lado, por alguns momentos, as storylines e as gimmicks e vou-me centrar no personagem EC3. Quem esteve por detrás desta criação e qual o teu envolvimento no personagem que é o Ethan Carter III?

“Olá Jorge. Bem este personagem foi criado quando Ethan Carter II e a sua adorável esposa tiveram um filho, que sou eu e quando chegou a altura da minha querida tia precisar de usar as minhas capacidades e os meus doces músculos ela fez exatamente isso e trouxe-me para junto dos talentos da organização em que ela manda. Um pouco mais a sério, quanto às ideias e aos conceitos que prevalecem no EC3, penso que posso dizer que é um esforço combinado entre mim e as pessoas que criam criativamente”.

Destes 6 meses de TNA, como avalias o teu trabalho e o que alcançaste até agora?

“Estou muito muito contente, muito orgulhoso do trabalho, sejam promos ou seja no ringue e é excelente ter oportunidade de trabalhar com nomes que nunca pensei encontrar como o Samoa Joe, Sting ou o Kurt Angle. Por tudo isto, o que estás a ver agora é apenas a ponta do icebergue”

Deixo-vos agora alguns dos melhores momentos desta conference call:

Sobre o destaque que está a receber na TNA:

“É fantástico o que se pode fazer quando se tem uma oportunidade a sério. É revigorante e eu estou orientado para o sucesso, quer o meu, quer o desta organização e o céu é o limite”.

Sobre a pressão de ser associado à família Carter:

“Em termos de pressão, quando te preocupas com o que estás a fazer da mesma formo como eu me preocupo, vais sempre sentir pressão e ansiedade para fazer um bom trabalho. Talvez no início eu sentisse algum stress pós-traumático, mas com as oportunidades que tenho tido vou-me sentindo mais aliviado e não sinto tanto a pressão, sinto-me preparado para ser eu próprio, ter sucesso e sinto-me abençoado pela oportunidade”.

Sobre a Tour Britânica:

“Foi uma tour fantástica. Por exemplo no show de Glasgow estive no ringue com o Kurt Angle que é algo de surreal. O público foi excelente, a atmosfera estava fantástica e penso que todos os shows que a TNA produziu foram muito bons e não posso esperar por ver como vão resultar na televisão, até porque me conheço e conheço todos os talentos e estou muito orgulhoso de toda a gente”.

Sobre o seu tempo na WWE e o trabalho com Jonathan Curtis e Daniel Bryan:

“Quando estive no território de desenvolvimento eu e o Johnny estávamos no mesmo barco, ele talvez estivesse há mais algum tempo lá que eu e ganharmos os títulos de tag-team foi…bem…era a terceira temporada do NXT e sentíamos que ia ser o nosso momento e de repente substituíram-nos pelas Divas e acabámos por não ter nenhuma oportunidade na quarta temporada. Mesmo assim foi muito bom trabalhar com aquelas pessoas e com o Johnny que era sempre alguém que competia comigo para fazermos melhor. O Daniel Bryan é um dos melhores lutadores do mundo e foi fantástico trabalhar com ele e fazer algumas coisas diferentes e engraçadas naquele tempo, que nos permitiu ficar debaixo do radar, sobretudo nos segmentos de bastidores. Foi fantástico.

Sobre as transição da WWE para a TNA:

“Se foi difícil fazer essa transição? Não foi necessariamente difícil, no sentido em que no final do dia o que estou a fazer é entreter pessoas em frente às câmaras e dentro de um ringue. A diferença é que a TNA me deu a possibilidade de assumir este personagem e explorar diferentes possibilidade e potencialidades em vez de me dares diretrizes muito especificas. Estou a diverti-me muito e espero que as pessoas também se estejam a divertir com a liberdade que tenho hoje por oposição ao controlo que nunca me era dado”.

“Estou disposto a provar que sou merecedor do destaque que estou a receber agora na TNA. É muito difícil passar algum tempo sem ser utilizado, por isso quaisquer que sejam as razões para não me serem dadas oportunidades, hoje quero mostrar que mereço o destaque e que consigo agarrar as oportunidades e quero continuar a merecer a confiança enquanto for humanamente possível”.

Sobre se o mundo realmente precisa dos Carter:

“É um sentimento que se pode generalizar ao mundo inteiro. Sem um sistema financeiro não haveria empregos certo? Dizer que o mundo precisa dos Carter é como dizer que o mundo precisa dos ricos e precisa sim”.

Sobre a nova era da TNA e um possível movimento de juventude:

“Eu acredito plenamente que existe um novo movimento na TNA, mas apenas cá estou há seis meses e apenas posso falar do que sei. É único aquilo que fizeram comigo e sinto-me afortunado pela forma como me apresentaram quando cheguei, o que é algo que nem sempre aconteceu a talentos novos no passado e estou grato por isso. Depois temos a estreia do MVP que é um veterano e um homem que não precisa de introdução, um grande talento e que vai causar muitas histórias e muitos desenvolvimentos. Temos os Wolves a chegar e eles são dois dos melhores talentos que estavam por ai fora e vão causar grandes momentos e certamente algumas surpresas”.

Sobre quando irá enfrentar adversário mais complicados:

“Bem irá acontecer em breve, mas não tenciono sair muito do abrigo da minha carinhosa tia, mas irei certamente em breve fazer alguns combates mais desafiantes…esperem para ver”.

“Eu já enfrentei tantos oponentes complicados como o Curry Man, Shark Boy, Nerv Fernum, Dewey Barnes…mas sem o Dewey Barnes não haveria EC3 e sem EC3 de certeza que não haveria Dewey Barnes. Por isso, há que ter em conta que as rivalidades fazem parte do desporto, basta ver os Yankees com os Red Sox ou os Lakers com os Celtics. Eu e o Dewey Barnes não é diferente e apesar de o ter derrotado talvez 31 vezes de seguida, isso não esconde que somos muito competitivos e que ambos conseguimos trazer ao de cima o melhor de nós”.

Sobre um possível ataque ao World Heavyweight Championship:

“Estou com os olhos naquele titulo desde que cheguei. Claro que tenho de dar os parabéns ao Magnus por ser o campeão agora e merece-o pelo trabalho que tem feito na TNA e é ele que segura o titulo agora. Há situações em que se está melhor a ser o perseguido”.

Sobre o que irá fazer com o seu title shot aos títulos de Tag-team:

“Bem a melhor estratégia é nunca revelar a estratégia. Um bom estratega tem enganar, tem dar a entender que vai atacar por uma frente e acaba por atacar por outro lado, por isso quais são os meus planos para esse title shot? Indeterminado. Contudo, posso dizer honestamente que apesar de o Spud ser engraçado e bonitinho e feroz como um leão, eu preciso ao meu lado de alguém que destrua os adversários sempre que fossemos competir”.

Sobre as estrelas que o inspiraram a ser wrestler:

“Bem quando era criança o Sting foi uma forte influência. Ele está no topo ao lado de nomes como Rick Rude e Mr. Perfect. Durante a chamada Attitude Era nos anos 90, claro que seguia nomes como o The Rock e o Austin, aliás o Austin é uma grande inspiração e quando me lembro dele hoje, em perspectiva, ele era tremendo em tudo o que alcançou. Na era de 2000, o Kurt Angle é excelente. Tipos como ele, o Edge e o Christian a lutarem contra o Eddie Guerrero, era incrível…mas no essencial qualquer lutador que mostrasse muita paixão e orgulho, que se preparasse bem e trabalhasse bem seriam uma boa fonte de inspiração para mim”.

Sobre se beneficiaria em ser Television Champion:

“Bem nós temos um campeão mundial o Magnus, um X Division champion o Austin Aries e campeões de tag-team os BroMans. Penso que todos estes são alvos adequados para qualquer lutador no roster tentar alcançar. Parece-me que mais um titulo apenas iria diluir este cenário…os títulos devem ser as coisas mais importantes a alcançar no wrestling, por isso e para mim, menos é mais neste sentido. Não quer dizer que se o TV title for ressuscitado que seja má ideia, mas ás vezes ter mais gente a lutar por menos gera mais fome e mais vontade alcançar esses títulos, em oposição a que se caiam em divisões por assim dizer”.

Sobre quem o ajuda e aconselha nos bastidores:

“Sim, cada vez que faço uma promo e cada vez que tenho de ir para o ringue, seja para lutar ou para um segmento, há uma pessoa a quem eu sempre recorro nos bastidores…eu procuro-o e tento ver onde está ele, onde está ele e de repente lá o encontro…no espelho…eu. Eu pergunto: «Ethan como me saí?» e ele responde: «Ethan estiveste fantástico!»”.

Sobre a sua relação com o Rockstar Spud:

“O Rockstar Spud que vocês observam na vossa televisão é exatamente o mesmo Rockstar Spud que podem ver nos bastidores, que podem ver num restaurante, que podem ver no aeroporto, que podem ver no ginásio (se ele lá for…não sei…). A qumica que existe entre nós é fácil de obter quando se trabalha com um tipo carismático que consegue actuar como ele, ele é provocativo, ele é feroz e é um uma excelente pessoa”.

Sobre a TNA permitir aos fãs um acesso mais fácil aos lutadores:

“Boa pergunta. Penso em que todos os aspectos do wrestling a acessibilidade, seja nossa ou deles (fãs), está num ponto alto por causa das redes sociais. Antigamente havia uma certa mística em torno dos atletas, eu nunca iria conseguir enviar um tweet ao Hulk Hogan ou o Ultimate Warrior, aliás nem havia twitter nos anos 90. Aquilo nós fazemos hoje, todos o fazem e temos de o fazer. Os fãs gostam de se envolver, gostam das personagens, gostam de conhecer as pessoas e por isso esse contacto e acessibilidade é uma prioridade e pode ser bastante positivo”.

Sobre o seu combate com Sting:

“Eu desde que comecei nesta indústria e até hoje já aprendi uma coisa: quando te dizem que algo vai acontecer é melhor esperar para ver, porque muitas vezes te prometem coisas que nunca chegam a acontecer e isso já aconteceu inúmeras vezes. Quando aconteceu, penso que eu estava no ringue a falar e o Sting apareceu para me confrontar e por breves segundos foi surreal estar a olhá-lo nos olhos, mas tive de acordar e pensar que aquele é o meu lugar, foi para aquilo que trabalhei, era aquele o meu sonho e tinha que cumprir a minha parte”.

Sobre quem gostaria de trabalhar no futuro:

“Estou a ter uma oportunidade enorme agora com o Kurt Angle e não posso esperar para ver o que o futuro me traz depois disso”.

Sobre o MVP o ter acusado de roubar o logótipo:

“Podem dizer ao senhor Montel que eu tive uma equipa de designer gráfico a procurar exaustivamente formas de plágio na internet e garanto que em nenhum momento há qualquer semelhança entre as minhas letras e as dele. Podem passar essa mensagem”.

Sobre um possível combate contra o Kurt Angle no Lockdown:

“Tenho todas as intenções de lutar contra o Kurt Angle no Lockdown. Eu vou para Miami, vou calçar a minhas botas, vestir o meu equipamento e vou entrar no ringue preparado para lutar com o Kurt Angle. Se ele não aparece, bem talvez ele seja apenas um cobarde…mas vamos deixar a TV contar a história”.

Sobre o que esperar de EC3 no futuro:

“Talvez mais 12 a 20 combates com o Dewey Barnes e terei o meu melhor ano de sempre, o que pode ou não acontecer…Claro que este confronto com o Kurt Angle deve ser muito bom e se o Jeff Hardy alguma vez voltar a decidir mostrar aquela sua ridícula cara de amendoim no Impact eu adoraria aplicar 17 murros na boca dele, para que ele não possa voltar a cantar e depois preciso de alguns meses para construir o meu reportório e atacar o topo da montanha. Eu tenho toda a intenção em ser campeão mundial, não quero saber e vou dizer, quero ser campeão e quero carregar esta empresa aos ombros”.

Video da Semana

Rockstar Spud ajuda as Knockouts…

Até ao próximo Impacto!

Sobre o Autor

- Colaborador do Wrestling.PT para os conteúdos da Total Nonstop Action!

9 Comentários

  1. MR Perfection André Santos - há 3 anos

    Muito Bom Jorge!

    Sem duvida que nas respostas temos a personagem EC3 e noutras o homem!

    • Jorge Rebelo - há 3 anos

      Muitas vezes até na mesma resposta e ele é um tipo divertido. Durante a conferência chegou mesmo a ser ele a fazer breves perguntas a quem falava com ele. Numa das minhas intervenções tive de pedir desculpa pela minha voz, mas estava bastante constipado nesse dia e no final ele teve aquele gesto sempre cordial de desejar as melhoras. Pequenos apontamentos…

  2. danielLP21 - há 3 anos

    Excelente trabalho Jorge! Tirando o facto de escreves “Daniel Bryant” duas vezes lol

  3. danilo'-' - há 3 anos

    até mesmo nessas “misturas” de respostas ficou mesmo bem de boa, também fiquei impressionado com a forma que ele brincou com a gmmick dele, esta é minha conference c favorita pela naturalidade que houve, parabens Jorge :D

  4. THE STEPFATHER - há 3 anos

    Essa conference call foi muito legal. O cara parece ser gente boa, e está fazendo um excelente trabalho como EC3. Gostei das respostas dele, hora EC3, hora Hutler. Valeu, Jorge!

  5. FranciscoAP - há 3 anos

    Grande trabalho, Jorge. Acho que foi a conference call que mais gostei até agora.

  6. Brock Bryan - há 3 anos

    bom trabalho Jorge Rebelo, orgulhoso desse site que mesmo não sendo do país que eu moro,é um grande site de lingua portuguesa, então parabens a você Jorge Rebelo e pra toda equipe(familia)wrestling.pt saldações do brasil

    e o CR7 é o melhor do mundo

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