Existem 2 vagas na Equipa do Wrestling PT para publicar notícias. Candidata-te!

Impacto! #56 – A promessa que ficou por cumprir (Parte 2)

Alguns meses depois regressa a segunda e última parte desta análise à carreira de lutadores que tiveram um inicio promissor na TNA, mas acabaram por não dar muitas razões para serem lembrado.

Relembro tentei elaborar uma pequena lista, com alguns nomes que eu considero que tiveram algum tempo na TNA para mostrar o seu valor, mas simplesmente não agarraram a oportunidade ou não lhes consideram o espaço necessário para isso, mesmo quando a sua estreia foi recebida de forma muito positiva. Não considerei nesta lista atletas que apenas tiveram algum dark match ou limitaram-se a participar em tryouts. Também não considerei nomes que vieram para a TNA em períodos mais conturbados em que a empresa necessitiva desesperadamente do reconhecimento dos seus nomes para dar o salto para um contrato televisivo, como foi o caso do Vader, Lex Luger, Rowdy Piper, Roadkill, Buff Bagwell, Jimmy Snuka entre tantos outros (que na sua maioria estiveram na TNA ao longo de 2003 e 2004).

Na Primeira parte deste artigo falei nos nomes de Desmond Wolfe, Pope, Matt Hardy, Scott Hall, Alissa Flash e CM Punk.

Estes são os nomes que fecham a lista:

Diamond Dallas Page

DDP foi um dos meus lutadores preferidos na WCW. Durante os anos 90, a popularidade de Page era tal, que era apelidado do People’s Champion, apesar da conquista do titulo mundial na WCW ter demorado a chegar. A sua conquista era suportada pelo facto, de Page (assim como Sting) ter sido uma das caras da resistência ao controlo da nWo sobre a empresa. Sendo eu um fã dos Cutter como finisher, o Diamond Cutter é uma manobra épica no meu imaginário. Com o fim da WCW, Page aceitou a mudança para a WWF e à semelhança de outros atletas acabou esquecido naquela organização, entre represálias e lesões. Em 2004 a TNA desenvolveu esforços para trazer DDP, mas o que prometia ser uma grande aquisição acabou por ser uma discreta passagem para a reforma. Nesse ano, DDP atacou Raven e iniciou uma rivalidade com este. Contudo, nunca se percebeu a escolha do alvo e pior ficou DDP quando a TNA lhe deu um combate pelo titulo principal (defendido por Jeff Jarrett) apenas para o fazer perder graças a um heel turn de Monty Brown. A estreia de DDP poderia ter sido uma interessante parceria entre alguém carismático, com boas capacidades de comunicação e uma empresa a precisar de reconhecimento. Mas DDP acabou por ser um figurante com pouca relevância.

Ric Flair

Depois de anunciar em 2009 que se iria retirar do wrestling, Ric Flair foi a cara de tudo o que estava errado com a TNA ao longo de 2010 e 2011. Com 60 anos de idade, Flair pegou em AJ Styles e tornou-se no seu mentor. Se a parceria ajudou AJ nas suas mic skills, a TNA perdeu totalmente a objectividade quando passou o foco das histórias para Ric Flair. Flair reuniu uma equipa de lutadores à sua volta como AJ Styles, James Storm, Bobby Roode e Desmond Wolfe e decidiu regressar à actividade. Em combates amplamente criticados pelos fãs, a TNA repetiu até à exaustão a fórmula: Flair, com a cara embebida em sangue após um combate. As imagens dos combates mostravam um homem de 60 anos, claramente em baixo de forma, a submeter-se a uma violência que não deixou ninguém satisfeito. Ainda para mais quando as noticias sobre as dividas acumuladas de Flair se sucediam. Pessoalmente penso que a grande motivação de Flair na TNA era justamente pelo desespero da necessidade de ganhar dinheiro e consta que a TNA pagava mais a Flair (e a Hogan) que a qualquer outro nome do roster. Resultados positivos? Nenhuns. Quem lutava contra Flair pouco ganhava em perder ou ganhar…afinal qual a glória de um combate perante aquela frágil figura? Para nomes como AJ Styles, os Beer Money e Wolfe, eram relegados para a sombra de uma lenda, até porque se há algo que Flair consegue fazer, é uma boa promo e ai ninguém conseguia tirar o microfone a Flair. Depois de ano meio entre stables, Flair abandonou a TNA em litígio com a organização. Para trás fica uma história entre duas stables, onde a TNA perdeu muito tempo a dar protagonismo a wrestlers já consagrados, quando deveria ter investido nos seus talentos.

Tommy Dreamer

A estreia de Tommy Dreamer foi simplesmente um erro desde o início. Em 2010 Eric Bischoff assumiu abertamente que a estratégia de crescimento da TNA passava por chegar aos fãs que assistiram à época dourada do Wrestling quando WWF e WCW ombreavam pelo topo da indústria e a ECW arrastava um culto de fãs apaixonados. Na minha opinião, este foi um dos maiores erros (senão mesmo o maior erro) que a TNA cometeu em toda a sua história – em vez de se preocupar com o desenvolvimento da marca TNA e dos talentos originais que garantissem o futuro sustentável da organização, a equipa criativa liderada por Vince Russo, com Bischoff como principal produtor executivo, optou por privilegiar uma reciclagem flagrante de histórias e por resgatar uma série de talentos que na sua maioria já estavam perdidos na memória do wrestling. Para dar um propósito a tudo isto, a TNA transformou um dos seus PPVs – o Hard Justice, em Hardcore Justice, dando o mote para a estreia ou regresso de uma série de nomes associados à ECW. Numa história com muito pouco sentido, Dreamer liderou o regresso de atletas como Raven, Sabu, Rhino, Stevie Richards, entre outros, num stable chamado de EV 2.0. A ideia falhou redondamente e como qualquer tentativa de regresso ao passado através de um esforço nostálgico, a realidade bateu de forma dura para a TNA. Não só a tentativa de imitar a ECW foi largamente criticada por atletas que estiveram na organização, como os fãs que inicialmente aplaudiram a invasão de Dreamer e companhia, rapidamente perceberam que 20 anos mais tarde a TNA precisava de ter os seus próprios talentos a liderar. Dreamer nunca acrescentou nada ao produto da TNA. Chegou com promessas de experiência e de saber fazer, mas entre meia-dúzia de combates aborrecidos e um falhanço claro em entusiasmar o público para este stable, Dreamer saiu pela porta pequena, sem deixar saudade e na minha opinião, que nunca descubra o caminho de volta.

Jack Evans

Evans é um dos mais bem cotados lutadores na cena indy. A sua carreira começou em 2000 e ao longo de três anos teve oportunidade de aprender com nomes como Samoa Joe, Sonjay Dutt ou TJ Perkins. Já na Ring of Honor em 2004 Evans juntou-se a Austin Aries, Alex Shelley e Rodrick Strong numa das mais famosas stables da organização – os Generation Next. Evans teve ainda oportunidade de rivalizar com CM Punk, Colt Cabana e Homicide entre outros. Apesar de ser Americano, Evans estreou-se na TNA na World X cup como parte da Team Canada. Evans acabou por ser substituído na história por Eric Young e acabaria por assinar pela AAA, como resultado da parceria entre a TNA e a organização Mexicana. Evans só regressaria à TNA em 2011, conquistando uma oportunidade de lutar pelo titulo da X division e um contrato com a TNA. No Destination X 2011 Evans acabou por perder para Austin Aries. O caso de Evans é um enigma. Um lutador altamente atlético, um high flyer extremo, que curiosamente nunca foi aproveitado, mesmo estando à mão de semear. Aliás, Evans é dos atletas independentes que mais parece estar constantemente com um pé na TNA mas nunca chega a assinar contrato. Consta que em 2011 Evans recusou assinar pela TNA dado que os valores oferecidos foram baixos. Se é este o caso, a TNA deveria reconsiderar abrir os cordões à bolsa para garantir o talento de Evans.

Shannon Moore

As passagens de Moore na TNA foram sempre prometedoras no seu inicio, mas Moore nunca conseguiu dar razões aos fãs para se importar com a sua história. É esta a principal razão do falhanço de Moore. É um caso flagrante de alguém que tem talento, que é criativo, mas que pensa o seu gimmick fechado nele próprio, sem ter em conta que se os fãs não “comprarem” a ideia que ele está a tentar promover, não vão dar relevância. Moore teve uma primeira passagem pela TNA entre 2004 e 2005 onde se apelidou como Prince o Punk. Moore apontou armas a AJ Styles, mas nunca foram claras as suas intenções, nem sequer o público percebeu se deveria torcer por ele ou não. Em 2010 Moore conseguiu repetir o mesmo erro, voltou à X division e novamente apresentou o seu visual Punk sem nada mais acrescentar à sua personagem. Moore passou ao lado da divisão e acabou numa parceria com Jesse Neal chamada Ink inc. No entanto, o look genérico de ambos e incapacidade de se ligar com o público tornou-se óbvia, quando em 2011 Neal e Moore (graças a uma série de lesões e rescisões) chegaram a ser uma das poucas tag-teams legitimas no roster da TNA e mesmo assim nunca detiveram os títulos. Moore tem habilidade, mas foi na comunicação com o público que falhou. Sem conseguir mostrar emoção, Moore acabou por se retirar da TNA juntamentecom Jesse Neal, supostamente para se dedicar às suas lojas de tatuagens.

Bobby Lashley

A estreia de Lashley na TNA foi das mais aplaudidas nos últimos anos. Lashley tinha passado por uma carreira prometedora na WWE, sempre considerado subvalorizado. Quando em 2008 Lashley abandonou a organização, choveram rumores que a TNA estava a tentar a sua contratação. Em 2009, confirmaram-se os rumores e Lashley fez duas aparições na TNA, supostamente alinhado com a stable heel Main Event Mafia. A quando da estreia de Lashley, este acabou por atacar os MEM e assim ganhou o afecto do público. Lashley começou um série de vitórias consecutivas, que elevaram uma onda de entusiasmo em relação a si. Lashley conciliava os treinos de MMA com a sua carreira na TNA, de tal forma que Dixie Carter chegou a afirmar que Lashley seria o primeiro campeão de MMA e da TNA em simultâneo. Contudo, a euforia esvaziou-se. Lashley perdeu um combate frente a Scott Steiner e desde essa altura a sua carreira na TNA caiu a pique. O público distanciou-se de Lashley e reagiu mal à tentativa da TNA de misturar wrestling e MMA. Eventualmente, Lashley forçou a sua saída da TNA para se dedicar exclusivamente aos treinos da MMA. Numa entrevista, ele revelou que a sua história na TNA tinha chegado a um impasse e simplesmente sentiu-se confortável com a sua saída. Pessoalmente, a estreia de Lashley foi das que obteve mais reacções positivas nos últimos anos e é um caso flagrante de como a TNA não soube gerir a atenção positiva que recebeu, misturando dois mundos que não precisavam de se fundir – o wrestling e a MMA.

Fica fechada esta lista, sabendo que alguns nomes ficaram certamente de fora, mas talvez pela sua passagem ter sido tão discreta que não me ficou na memória. Obrigado desde já a todos os que me têm deixado sugestões para futuras edições do Impacto, irei certamente tê-las em conta com os devidos créditos!

Até ao próximo Impacto!

Sobre o Autor

- Colaborador do Wrestling.PT para os conteúdos da Total Nonstop Action!

20 Comentários

  1. André - há 4 anos

    De que e feito o Bobby Lashley? onde ta ele? ainda luta?

    • Ricardo Fonseca - há 4 anos

      Tanto quanto sei, André, o Lashley está na Strikeforce (uma organização de MMA), e não tem intenções de voltar ao pro-wrestling nos proximos anos.

  2. Tiago WWE - há 4 anos

    Esta na Strike Force

  3. Vinícius BullyMiz Nunes - há 4 anos

    Desses aí os únicos que não deveriam ser contratados seriam o Dreamer e o Flair, os outros foram a TNA que não soube gerir esses talentos, além do fato de que alguns deles não conseguiram se ligar com o público, fazer com que tivessem uma importância, e esses casos acontecem muito no pro-wrestling, o que torna esse meio tão difícil, a pessoa além de ser bom tecnicamente, tem que saber falar no microfone, deve ter noção da maneira certa de interagir com o público, e tem que contar a história de ter um bom booking em volta dele, fora que a pessoa tem que saber como funciona o ‘biz’… ou seja isso é bem complicado.

    • Jorge Rebelo - há 4 anos

      Esta lista de lutadores (de ambas as partes do artigo) refletem aqueles talentos que, na minha opinião, por culpa própria ou por culpa da própria TNA não chegaram ao patamar que era esperado.

      De entre os vários exemplos, penso que está mais que provado que não é só o talento que determina o sucesso, mas também outros factores como o booking, os gimmicks, o timing, etc…

      • Vinícius Nunes - há 4 anos

        Exatamente esse artigo mostra que muitos talentos não conseguem o estrelato por fatores que vão além da capacidade técnica, realmente é muito complicado ser um wrestler de sucesso, por isso que temos que valorizar aqueles que conseguem se consolidar na indústria.

  4. valugi - há 4 anos

    Pensei que não ia rolar mais ess parte 2 hehe, mas concordo com todos os nomes citados pelo Jorge, todos geraram grandes expectativas e não cumpriram por diversos motivos

    • Jorge Rebelo - há 4 anos

      A parte 2 demorou mais um pouco dado que se aproximou o BFG e considerei mais urgente escrever sobre o evento, além de tentar olhar para o passado da TNA e mostrar o que foi feito e o estado actual da organização, ajudando a que quem estivesse interessado em descobrir a organização o pudesse fazer de forma mais informada.

      Mas esta “ponta solta” que era o de analisar algumas promessas que ficaram por cumprir, fica por agora concluída.

  5. Enigma - há 4 anos

    Concordo com cada palavra do seu artigo Jorge.

    Aliás ja estava sentindo falta do Impacto.

    Do início de 2010 á meados de 2011 a TNA esteve em um péssimo perído, ainda mais pela tentativa falhada de competir com o RAW e por fazerem absurdos nas Storylines onde um Wrestler fazia o Turn e 20 dias depois ja era Face novamente.

    Mas 2012 foi um Grande Ano pra TNA, parabéns a direção do Bruce, estão a fazer o iMPACT um show sensacional.

    Ric Flair não acrescentou absolutamente nada.

    • Jorge Rebelo - há 4 anos

      Enigma de facto os anos de 2010 e 2011 foram um exagero de más escolhas e falta de coerência nas histórias que estavam a ser contadas. Resultado de um Vince Russo que não tinha qualquer filtro para as suas ideias e de uma direção incapaz de ter uma visão de futuro para o produto que a TNA pretendia vir a ser.

      O balanço de 2012 é extremamente animador, sobretudo porque eu vejo muita coisa em que a TNA ainda pode melhorar. Ora se algo já é positivo e é possível fazer melhor, 2013 é um ano de grandes expectativas para a TNA.

      • Enigma - há 4 anos

        Certamente se continuar assim, o ano de 2013 será ótimo para a TNA.

        Mas mudando o assunto, ja está confirmado, Bobby Roode vs Hardy no Main Event do Final Resolution.

      • Jorge Rebelo - há 4 anos

        Já estive a ver as promoções iniciais da TNA ao evento, mas não será nenhuma surpresa se o combate se transformar num three way. Não seria a primeira vez que a TNA alterava a estipulação de um combate de PPV, depois de este estar anunciado.

        http://youtu.be/I3XTySrs8-Q

      • danielLP21 - há 4 anos

        Se não for marcado um thrre way pelo Título Mundial eu ficarei muito surpreendido.

      • danielLP21 - há 4 anos

        three*

      • Jorge Rebelo - há 4 anos

        Se repares no vídeo promocional que te mostrei, o foco está todo em Hardy.

  6. danielLP21 - há 4 anos

    Se o Ric Flair não voltasse a aparecer no meu ecrã eu não só não me importaria como até agradecia.

    Olha Jorge, temos que tirar um lado positivo da tentativa falhada por parte da TNA quando trouxe de volta as lendas da ECW e algumas da WWE e da WCW: foi a prova de que não se devem repetir histórias que aconteceram há 20 anos e é uma lição para todos aqueles que pedem que velhas histórias seja trazidas de volta só porque têm saudades.

    • Jorge Rebelo - há 4 anos

      daniel essa nostalgia que muitas vezes sentimos em relação a um determinado periodo ou uma determinada ideia é perfeitamente natural, mas como disseste não se devem repetir histórias. Um dos melhores comentários que ouvi em relação a este tema veio do Paul Heyman quando ele afirmou que se se quiser ter uma série de lendas em destaque absoluto, há uma série de promoções e eventos dedicadas a essa vontade de reviver uma organização ou uma storyline.

      A TNA que procura um crescimento sustentável, tem que apostar naquilo que é seu.

      Para mim foi um erro que a TNA poderia ter evitado, sobretudo com os EV2.0 que claramente foi uma tentativa de pegar na ECW (como se a “falecida” promoção tivesse ficado suspensa no vazio) e reeditar algumas rivalidades à letra.

  7. Vince It Factor - há 4 anos

    Na minha opinião tirando o Flair e o Dreamer, foram todas boas contratações, onde o falhanço para além de ser deles também, foi sem dúvida da TNA ao geri-los…

    E claro, a TNA ficou a saber que ao reciclar WCW, ECW.. Só se afundava. E agora com Bruce Prichard estamos a ver totalmente o contrário daquilo, o que tem levado a TNA ao crescimento e ao sucesso. Ou seja, a companhia está agora finalmente no caminho certo e este ano de 2012 foi fantástico mesmo !

    Só tem que continuar a ser feito este tipo de trabalho que tem sido feito e acredito que a companhia irá continuar a crescer imenso.

    Jorge, excelente artigo mais uma vez !

  8. MGS - há 4 anos

    Excelente artigo Jorge, os meus parabens. Concordo contigo em relação a estes wrestlers. Não por serem maus mas por outras razões. No entanto a TNA já aprendeu com o erro e finalmente tem um roster muito bom….
    TNA!!! TNA!!!! TNA !!!!

    • Jorge Rebelo - há 4 anos

      MGS até iria um pouco mais longe, mais do que a qualidade do roster, hoje acredito que a TNA está a tomar melhores decisões em relação aos seus talentos originais. Temos Daniels e Kazarian a fazer um trabalho excelente na divisão de tag-team, o AJ Styles deve ter um “refresh” muito em breve, o Samoa Joe novamente implacável, o Storm/Roode/Aries a lutar pelo titulo de Hardy…há um futuro muito interessante para todas as ideias que hoje correm na TNA.

      Espero num impacto futuro falar um pouco sobre as diferentes histórias que se estão a desenvolver actualmente.

Comentar

Login com Facebook

Editar avatar »

Notificações por email:

Wrestling.PT © 2006-2016 / Política de Privacidade / Disclaimer / Sobre Nós / Contactos / RSS Feed / Desenvolvido por Luís Salvador