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Match of the Week #66 – Ric Flair vs Triple H

Todas as semanas há um estimado espaço que destaca um combate. Esse combate deve representar um ponto histórico a nível geral e a nível pessoal do escritor. E após muitas semanas a listar tudo em “Top Tens”, chega a minha vez de me estrear neste espaço, na edição 66 e acrescentar mais um bom combate à excelente lista que todos os meus colegas já desenvolveram. Para esta edição escolho um combate violento que, para além de ter sido um encontro entusiasmante, é significativo para mim a nível pessoal, especialmente no que diz respeito aos meus inícios no acompanhamento do wrestling.

Uma história muito breve. Enquanto corria o ano de 2005, toda a miudagem da minha escola via a WWE na TV e falava sobre o assunto, enquanto eu ficava de fora sem poder saber o que se estava a passar. Assim que tive a oportunidade de juntar-me à moda da qual não tornaria a sair, tinha poucas referências para além de alguns nomes. Um nome que mais se destacava na minha lista mental era “Triple H”, mas esse tal lutador não estava activo. Logo, fiquei entusiasmado com o anúncio do seu regresso, fazendo parceria com Ric Flair, enfrentando Carlito e Chris Masters. Estava ali eu em catraio felicíssimo por finalmente estar a ver esse lutador e estar a gostar. É na celebração da vitória que elas se dão. Num momento previsível, mas que o jovem mark em mim ainda não podia estar à espera, Triple h ataca Flair à marretada e proporciona o primeiro momento que me causa choque e entusiasmo. Confesso que um Flair ensanguentado – algo que até era o pão nosso de cada dia – a levar uma sova sem piedade, sensibilizou-me um pouco. Afinal de contas, eu tinha 12 anos.

Nas semanas seguintes, desenvolvia-se a minha rivalidade favorita daquele momento, com Triple H a justificar-se e Flair a tornar-se um insólito e a sangrar numa promo, enquanto rezava para que o público o colocasse numa jaula – era o Taboo Tuesday, o público votava no tipo de combate. E eu salivava por aquele evento que eu não ia poder ver porque a TV não transmitia PPV’s. Mas valeu a espera para ver o combate que representa a minha entrada no gosto por coisas deste calibre de violência.

Sem a necessidade de se tornar um spotfest ou um espectáculo técnico, foi um combate que levou bastante psicologia e muito storytelling entre dois lutadores com uma óbvia química. Daqueles que nem precisou de um desenvolvimento tão rápido para ser eficaz. Pode nem ser dos maiores combates da carreira de ambos, mas é algo que eu ache que valha a pena recordar. Principalmente para um mark que vê aqui o início do seu “bichinho”…

Fica então o espaço aberto às diferentes opiniões que receberão a minha estreia no “Match of the Week”. Que eu possa ter a oportunidade de apresentar ainda mais e melhores. Eu, para já, posso dizer que tive muito gosto em participar nesta minha estreia. Na próxima semana, estejam atentos, pois será o Roberto Barros, quem já vos habituou ao “Wrestling for All”, a marcar a semana com o seu combate. Tendo em conta a habitual qualidade do seu espaço, creio que esteja mais que bem entregue. Por aqui me fico e aguardo pelo feedback, pelas próximas participações e pela minha próxima visita. A todos vós deixo os meus cumprimentos e a gente vê-se já, que à custa disto, a semana foi mais “curta”…

Sobre o Autor

- Escritor do artigo “Top Ten”.

5 Comentários

  1. Ricardo Butakka - há 3 anos

    Esse combate foi mítico! Me lembro mto bem, e prova porque Ric Flair is “The Dirtiest Player in The Game” ao agarrar as bolas do HHH sem dó kkkkkkkkkkkkkkkk

  2. Kira - há 3 anos

    Na altura em que o titulo Intercontinetal significava alguma coisa…

  3. maidn - há 3 anos

    Em que PPV foi essa luta?

  4. MR Perfection André Santos - há 3 anos

    Boa escolha! Flair sangra abundantemente( como sempre)

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