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One on One #103 – Especial: WWE Royal Rumble

Boas meus caros, sejam muito bem-vindos á 103ª edição do One on One, o artigo semanal do Wrestling.PT onde duas coisas relacionadas com wrestling serão postas em confronto e comparadas uma com a outra.

Mas desta vez, temos uma edição especial! O One on One desta semana é vos trazido um dia após o famoso PPV da WWE conhecido como o Royal Rumble, o início da estrada para o maior evento de wrestling de todo o mundo, a WrestleMania. Para celebrar este grande e muitíssimo antecipado PPV, o OnO que se segue vai pôr em confronto não dois, mas sim dez wrestlers num especial Royal Rumble! E a melhor parte é que esses dez foram todos escolhidos por vocês, os leitores do WPT! Iremos ver alguns confrontos que são interessantes mas que poderiam nunca acontecer senão numa ocasião destas, e iremos descobrir qual é potencialmente um dos incontestáveis melhores do mundo neste momento!

Royal Rumble

O Royal Rumble é um primogénito da mente de Vince McMahon, que nasceu em 1988 como um evento especial de televisão para a USA Network. O evento, que foi um grande sucesso esse ano, viria a tornar-se em PPV a partir do ano seguinte, 1989; e desde então, tem sido um constante no calendário de eventos anuais da WWF/E no mês onde começou, Janeiro. É conhecido como um dos Big Four (os quatro mais antigos e mais importantes PPV’s do ano) juntamente com o SummerSlam, o Survivor Series, e claro, a WrestleMania. E por falar em WrestleMania, é referido como o ponto inicial da direção que vai levar diretamente à Granddaddy of ‘Em All.

A maior atração do evento é, sem dúvida, o combate Royal Rumble, tipicamente o Main Event do espetáculo (apesar de terem havido algumas exceções). Este combate é uma variação da tradicional Battle Royal extendida a uma hora ou mais. Como é que isso acontece? Dois homens, os que sortearam os números 1 e 2 para o combate, iniciam. 90 segundos depois, entra aquele que sorteiou nº3, e assim sucessivamente até chegar ao último sorteado, que é, normalmente, nº30 – apesar de no passado já terem havido situações de um combate Rumble com desde 20 até 40 wrestlers. Eliminação dá-se ao atirar o oponente por cima da corda superior do ringue e ambos os seus pés tocarem o chão. O vencedor do combate é, por hábito, sagrado o candidato principal ao Título da WWE no Main Event da WrestleMania nesse ano; e aqui também houveram exceções, onde o próprio Título da WWE é que estava em jogo (como este ano).

As regras do especial foram adaptadas do combate Royal Rumble – 10 de vocês inscreveram-se à 2 semanas atrás como participantes no jogo. E cada um de vós se inscreveu com um representante da vossa escolha, sendo ele um wrestler no ativo hoje em dia, independentemente da promoção em que trabalhasse. Após isso, os vossos representantes entrariam no combate de forma aleatória, iniciando com aqueles que receberam os números 1 e 2. Esses dois entrariam em confronto OnO, com o vencedor a avançar para confronto com o nº3; e assim adiante até chegar ao final, com o que ganhar o último confronto a sagrar-se o grande vencedor do OnO Royal Rumble!

Relembremos aqueles que se inscreveram para o jogo, e os wrestlers que eles escolheram para os representar:

Pedro – AJ Styles
Coiso – Kevin Owens
Reigns one versus all – Shinsuke Nakamura
Henrique – Seth Rollins
RybackChampion2015 – Chris Jericho
Gonçalo”the best” – Bobby Roode
The Architect – Adam Cole
Deadman – Brock Lesnar
Rui Ribeiro – Dean Ambrose
Dr.MAnia – Finn Bálor

Desejo boa sorte a todos os concorrentes, e que as hipóteses estejam a vosso favor. Então do que estamos à espera? Avançemos para este OnO diferente, fresco e, espero eu, altamente do vosso agrado!

O sorteio da ordem de entrada dos participantes foi feito através da aplicação Fruit Machine, no website Classtools.net.

E o desafortunado que teve a pouca sorte de entrar em nº1, foi nada mais nada menos do que…

Pedro, representado por AJ Styles

O primeiro a inscrever-se foi, quase por ironia, o primeiro a entrar. Mas o wrestler que ele escolheu tem altas chances de chegar longe! AJ Styles iniciou a sua carreira nas indies do estado de Georgia, tendo sido treinado antes de 1998 (o ano em que se estreiou oficialmente) por Rick Michaels. Passou por várias companhias – incluíndo a WCW, e até por uma tenura de tryouts da WWE – até começar um legado de grande fama como Main Eventer na TNA em Maio de 2002, legado esse que durou 12 anos até á saída de Styles da companhia de Orlando. Styles também foi uma mais-valia na ROH desde 2002 a 2004, tendo-se afastado dela por 9 anos, até regressar em 2013, e voltar a sair em 2015. Mesmo após se desligar da TNA, continuou o seu rumo ao vencer o Título Mundial da IWGP no seu primeiro combate como membro do roster da NJPW, por quem lutou por 2 anos como membro da stable heel Bullet Club e deixou a sua marca como um dos melhores wrestlers do mundo. Styles está agora, após vários anos de espera, debaixo dos telhados de Triple H e Vince McMahon na WWE!

E o seu oponente, o pouco sortudo que entrará em nº2 é…

Rui Ribeiro, representado por Dean Ambrose

Um dos melhores que a WWE tem para oferecer tem o cargo de entrar em segundo. Mas considerando o seu estado mental, pouco lhe importa isso. Jonathan Good iniciou a sua carreira sob o nome Jon Moxley nas indies, onde começou o seu trabalho como wrestler na Heartland Wrestling Association. Desde 2004 a 2011, ele passou por várias companhias, desde a CZW (inspirada altamente pela ECW) à Dragon Gate USA, onde continuou a desenvolver uma personagem de cariz lunática e imprevisível, e a ganhar fama pelas suas competências no microfone. Moxley foi contratado em 2011 pela WWE, e passou a chamar-se Dean Ambrose. Rondou pela FCW, depois NXT, por um ano, até finalmente estreiar-se no Survivor Series 2012 como um membro da poderosa stable The Shield, juntamente a Seth Rollins e Roman Reigns. Ambrose eventualmente viria a tornar-se um dos babyface mais populares da companhia, sendo atualmente o seu Campeão Intercontinental, e uma mão que, de vez em quando, está a ser posta na cena do Main Event.

Iniciemos então este especial Royal Rumble!

Mic Skills/Promos: Ambrose vence isto com pouca dificuldade. Styles nunca foi um falador totalmente incompetente, mas até pouco recentemente com o seu heel turn na New Japan, tampouco alguma vez se mostrou como alguém excepcional no microfone, como Ambrose tem sido desde o início, desde os seus dias como Jon Moxley até. Styles tem algumas boas promos no seu rumo, mas nunca o achei algo de grande coisa. Algumas das promos de pseudo-comédia que a WWE escreveu para Ambrose conseguiram ser melhor executadas do que talvez a maioria das melhores promos que AJ alguma vez deu. Styles 0-1 Ambrose

Carisma: Aqui também não é nenhuma corrida chegada. Apesar de Styles ser carismático, eu sinceramente acho que o Ambrose é dos mais carismáticos no mundo neste momento. Styles tem o seu charme, mas não tem tamanha capacidade de agarrar o público com as suas excentricidades para se considerar um igual a Ambrose neste departamento. AJ tem o seu tom de mais reservado para si. E sim, claro, podemos dizer que ele demonstra personalidade apenas baseado na sua agilidade dentro do ringue, mas mesmo com isso, não consigo dizer que no geral, não apenas no ringue como fora dele também, ele é um performer mais chamativo do que Dean Ambrose, e ser chamativo é a ideia de carisma no final do dia. Ponto para o Lunatic Fringe. Styles 0-2 Ambrose

Gimmick(s):  Aqui é um bocadinho mais complicado. Isto porque Styles teve gimmicks variadas com o passar do tempo: desde o The Phenomenal Styles, onde ele era apenas nada mais do que um showman ágil, aos seus últimos dias na TNA como um tweener solitário (o Lone Wolf), até á recente mudança para líder da Bullet Club. Todas elas pelo menos competentemente interpretadas por Styles, especialmente as últimas duas, cujo ele claramente fez um bom trabalho. E também há que ver: a gimmick de Lunatic Fringe de Ambrose não resulta muito bem com as circumstâncias em que se encontra, com uma equipa criativa bastante má e limitada ás restrições da programação PG da WWE. Porém, ele também tem os seus dias como membro dos Shield, os seus dias como Ambrose na FCW, e todos os anos passados como Jon Moxley nas indies, onde podia explorar o seu potencial ao máximo. Todos eles ótimos momentos para o wrestler. E em termos de conceito, eu diria que a gimmick geral de Moxley/Ambrose é mais interessante e melhor interpretada por ele do que a(s) de Styles e pelo Styles. A batalha vai para o louco. Styles 0-3 Ambrose

Momentos: Já é outro bocadinho mais complicado, pois não acho que nenhum deles teve uma grande coleção de grandes momentos nem nada disso. Eu diria que Styles teve alguns bons momentos, como as suas primeiras vitórias dos Títulos da NWA, da IWGP e da TNA respetivamente, a sua promo sobre o desrespeito que a TNA lhe dava em 2013, e a sua junção à Bullet Club após ter ganho o Título da IWJP, já para não falar da sua agilidade dentro do ringue. Ambrose, por outro lado, tem praticamente todos os momentos dos The Shield à sua disposição, incluíndo alguns momentos exclusivos a si, como a vitória do Título dos EUA, o seu famoso “Nope” durante a 1ª promo da stable, e o seu combate contra o Undertaker (sendo ele o único membro, durante e pós-Shield, a ter lutado com ele um para um). Porém, após o fim dos Shield, Ambrose nem teve assim grandes momentos – os da feud com Seth Rollins, as centenas de vezes que ele saltou de um escadote para matar o Bray Wyatt, a sua vitória do Título Intercontinental. E nada mais. Talvez Ambrose tenha mais momentos, mas eu diria que as grandes vitórias de títulos por Styles são mais bem feitos que os melhores momentos de Ambrose, que para ser sincero, aconteceram na sua maior parte enquanto ele era membro de uma stable, não enquanto ele estava sozinho, o que faz desses momentos mais facilmente olvidáveis. Portanto, acreditem ou não, o ponto vai para o Phenomenal One. Styles 1-3 Ambrose

Wrestling Skills/Combates: Agora sim, temos uma luta. Como disse na semana passada, o que importa não são as próprias manobras, mas sim como um wrestler as incorpora nos seus combates, de forma a introduzi-las de forma natural e com sentido na história do combate. Ambos Styles e Ambrose fazem isto muito bem, seja Styles com a sua agilidade, ou Ambrose com a sua capacidade de brawler. E aqui o que importa é: qual deles incorpora esses movesets melhor? Bem, Styles tem uma capacidade camaleónica de usar o seu moveset de acordo com a situação em que se encontra, seja ele face, heel, tweener ou o que for. E o mesmo digo a Ambrose. Ambrose mostra mais facilidade no que toca a selling e expressões faciais, elementos absolutamente cruciais no wrestling, mas Styles também é perfeitamente apto em ambas as frentes. E no que toca aos movesets, Ambrose tem um interessante na minha opinião, mas ele não é quem a executa da forma mais eficaz. Os punhos dele deixam a desejar, se me perguntarem. Styles tem um estilo mais técnico e voador, e como ele o incorpora no combate de forma acertada, só fica a impressionar. E sejamos honestos: Ambrose teve alguns excelentes combates durante a sua carreira, como por exemplo com William Regal, Seth Rollins e Bray Wyatt, mas o seu catálogo não é propriamente o de AJ Styles. E finalmente, a finisher principal de Styles, o Styles Clash, é bastante mais apelativa que o Dirty Deeds, tanto em termos visuais, como de impacto. AJ Styles leva esta. Mesmo assim, não muda o vencedor. Styles 2-3 Ambrose

Infelizmente Pedro, foste eliminado! Styles deu luta e provou que é melhor no ringue, mas as outras categorias levam o Lunatic Fringe á segunda ronda! E quem é que Ambrose se irá defrontar a seguir? O nº3 é nada mais, nada menos do que……

Dr.MAnia, representado por Finn Bálor

O Demónio chegou ao One on One pela primeira vez de sempre! Será que o NXT será bem representado?

Mic Skills/Promos: Mais uma vez, aqui não há grandes problemas para Ambrose, de todo. Finn Bálor não só não é ao nível dele neste aspeto, mas eu acho que ele nem está ao nível de AJ Styles. Bálor é, de facto, fraquito no microfone, e não se compara ao louco. Ambrose 1-0 Bálor

Carisma: E, de novo, Ambrose vence sem dificuldades. Bálor tem o seu charme, charme esse que foi mais evidente durante os seus dias como Prince Devitt na NJPW, e quando faz entradas alá Demónio (tanto as do NXT, como as entradas baseadas em personagens de BD na NJPW), mas tirando isso, pouco ou nada se sobressai nestes termos em Bálor, que enquanto babyface e sem pintura no corpo, nunca mostrou ter assim grande personalidade. Ambrose 2-0 Bálor

Gimmick(s): Aqui é um bocado difícil. Pois apesar de Ambrose interpretar a sua personagem, personagem essa interessante em conceito, muito bem, o booking atual dela é muito hit ou miss. Por outro lado, Bálor/Devitt e as suas personagens de dupla personalidade e/ou heel convencidíssimo líder de uma stable de forasteiros anti-Japão foram e são bem construídas e boas ideias… se bem que Bálor como babyface não tem resultado devido à sua já mencionada falta de personalidade. Ambos têm maus momentos, mas no geral, interpretam bem as suas gimmicks, gimmicks essas as quais são ótimos conceitos. Ambrose tem as excelentes mic skills e o carisma – que ele usa em força total para o bem da sua gimmick – a seu favor, mas se pensarmos bem, o lado demónico e heelish de Bálor precisa disso pouco ou nada de todo. Mesmo assim, atribuo o ponto a Ambrose, pois ele consegue vibrar com a sua personagem de uma forma mais única e dinâmica que Bálor alguma vez conseguiu com as suas identidades. Ambrose 3-0 Bálor

Momentos: Bálor teve, como exemplos dos seus melhores momentos, todas as suas entradas especiais (desde os seus dias como Prince Devitt), a formação da Bullet Club, a sua vitória do Título Júnior de Pesos-Pesados da IWGP e também do Título do NXT. Uma boa seleção de momentos, que eu acho que pode fazer frente à de Ambrose, que eu já referi em cima. Esta é difícil de selecionar uma vez de novo, mas acho que desta vez, apesar da força das entradas e das vitórias de título, os momentos que Ambrose teve só como membro dos Shield foram mais memoráveis e mais impactantes. Ambrose 4-0 Bálor

Wrestling Skills/Combates: Bom, eu acho que ambos estão praticamente ao mesmo nível em termos de wrestling skills. Portanto, este ponto decide-se em combates, e história volta a repetir-se. Digo o que já disse: Ambrose tem alguns combates muito bons, ou excelentes mesmo, mas Finn Bálor tem um catálogo de pouca brincadeira. Desde os seus confrontos com PAC/Adrian Neville, ás desavenças com Shinsuke Nakamura, a guerra épica com Kazuchika Okada, as batalhas com Low Ki, os combates com Kevin Owens… são muitos os bons combates na carreira do Real Rock ‘N Rolla. Ambrose 4-1 Bálor

Dr.MAnia, foste atirado para fora! Apesar de por pouco não ter sido a 0, Finn Bálor tampouco se aguentou frente ao Lunatic Fringe, e Dean Ambrose vai em força após eliminar 2 de seguida! Mas quem será o próximo? Nº4 é nada mais, nada menos do que…

Deadman, representado por Brock Lesnar

Bem, nem tudo o que é bom dura para sempre, e para Ambrose, há um bilhete de avião diretamente para Suplex City! Ou será que não?

Mic Skills/Promos: Ambrose arruma mais um. Brock Lesnar não é exatamente um mestre da conversa, e ele pouco ou nada diz no microfone. Quando o diz, ou é a coisa mais estupidamente hilariante no mundo, ou é simplesmente… estranho. As únicas verdadeiramente boas promos de Lesnar foram aquelas gravadas nos bastidores e mostradas em promos para os seus combates (como por exemplo a infame “Blood, Urine and Vomit” contra John Cena). Ambrose 1-0 Lesnar

Carisma: Aqui já é um combate. Pois Lesnar, ao contrário do que se possa imaginar, é verdadeiramente carismático. Ele transcende apenas um monstro silencioso. Ele é uma máquina atlética, que adora demonstrar as suas capacidades. Qualquer coisa que ele faz, tu vais olhar. E vais admirar. E potencialmente, vais-te até assustar. Ambrose tem a seu favor as mic skills, sem dúvida, mas eis o que os separa: Lesnar nem precisa delas para ser uma atraír o público. Mesmo se Paul Heyman não existisse, Lesnar era suficientemente bom e dinâmico para fazer todos prestar-lhe atenção (basicamente, vejam entre 2003 e 2004 para provar isso). Mas não nos esqueçamos que este é Dean Ambrose de quem estamos a falar – um tipo que é capaz de fazer qualquer promo e segmento funcionar com a sua excentricidade, até mesmo os mais ridículos (como por exemplo a “tortura” do boneco de Seth Rollins). Acho que os dois estão confortavelmente nivelados aqui. Portanto, dou o ponto a ambos. Ambrose 2-1 Lesnar

Gimmick(s): Neste não há grande dúvida. A gimmick de Lesnar é uma aberração genética de músculo e capacidade atlética que pouco fala, muito destrói e adora fazer suplexes. É uma gimmick com o seu interesse, sim, mas não tem a complexidade que Dean Ambrose teve em algum ponto da sua carreira, tanto com o nome Ambrose como com o de Jon Moxley. O que é o que define este ponto, já que em termos de interpretação, eu diria que ambos estão exímios. Ambrose 3-1 Lesnar

Momentos: Este também é fácil. Dean Ambrose, por mais bons momentos que ele possa ter, não tem nada que sequer esteja na mesma galáxia de momentos como vencer The Rock no seu primeiro SummerSlam para ganhar o Título da WWE, destruír completamente nomes como Hulk Hogan e John Cena, vencer um Royal Rumble, e claro, potencialmente o momento mais chocante na história de wrestling: pôr um fim à Streak do Undertaker. A Besta leva o troféu. Ambrose 3-2 Lesnar

Wrestling Skills/Combates: Lesnar também é superior neste aspeto. Ambrose é forte na sua capacidade de selling, expressões faciais e incorporar o seu algo limitado moveset excelentemente numa história, mas Brock Lesnar teve bons combates com praticamente toda a gente com quem lutou (excepto Goldberg… e Hardcore Holly, mas exceptuando esses), e faz qualquer coisa que é suposto fazer funcionar às mil maravilhas. É um excelente seller, é um excelente controlador – tanto que consegue fazer bem uma gimmick em que ele atinge centenas de suplexes aos oponentes – e usa o seu atletismo de forma perfeita para fazer-se a si próprio ainda mais perigoso do que já é. E o seu catálogo de combates? The Undertaker, The Rock, John Cena, Eddie Guerrero, Kurt Angle, Rey Mysterio, CM Punk, Chris Benoit, The Big Show, Rob Van Dam… todos eles tiveram pelo menos um excelente, potencial grande de todos os tempos combate com Lesnar. Ambrose 3-3 Lesnar

Então o que é que nós temos aqui? Um empate final, visto que estas são as 5 categorias que definem o OnO! E em caso de empate, temos uma dupla eliminação! Ambos Rui Ribeiro e Deadman estão eliminados, mas nenhum de vocês se deve envergonhar – especialmente tu Rui, pois o teu wrestler eliminou ambos AJ Styles e Finn Bálor!

Mas o show deve continuar, e as próximas duas entradas são quem se enfrenta a seguir. Nº5 apresenta-se como…

Reigns one versus all, representado por Shinsuke Nakamura

“Yeah Oh”! Uma das mais recentes contratações da WWE, e uma das maiores estrelas de wrestling japonesas do mundo! Mas quem é que ele irá enfrentar? Nº6 é….

Henrique, representado por Seth Rollins

Pouca ou nenhuma forma há de entrar na 2ª metade do especial Royal Rumble do que com o Arquiteto dos Shield! Quem sobreviverá para mais um dia?

Mic Skills/Promos: Seth Rollins vence aqui por default. Apesar de saber que Nakamura fala bem inglês, não recordo de alguma vez ter ouvido uma promo deste em inglês. Não percebo japonês, portanto não consigo julgar as suas promos de língua mãe. E apesar de ser injusto atribuír o ponto a Rollins mesmo sem saber se Nakamura é bom numa promo ou não, tampouco vou dar um empate pois acho que isso era ainda mais injusto para Seth. Nakamura 0-1 Rollins

Carisma: Este não me traz dores de cabeça. Rollins obviamente tem o seu charme, mas Nakamura vive do seu carisma, carisma esse que é potencialmente o maior que um wrestler no ativo hoje em dia tem em todo o mundo. Ele é provavelmente uma definição de carisma no dicionário. A sua habilidade de transmitir excentricidade ao público e de fazer o público tomar a sua gimmick a sério, graças à sua ferocidade nas suas performances, são as caraterísticas de como ele é carismático. Rollins também o é, mas não neguemos o óbvio. Nakamura 1-1 Rollins

Gimmick(s): A carreira de Nakamura tem sido consumida principalmente pela sua personagem de rockstar com um agressivo strong style no ringue, personagem essa que parece um bocado ridícula mas que poderia funcionar com o performer certo. E Nakamura provou ser mais do que o performer certo – é o performer perfeito para a gimmick. Nem todo o seu percurso tem sido igual (metade ou mais da sua carreira foi passada apenas como nada mais do que um wrestler com fortes habilidades técnicas, sem muito de personagem por detrás dele), mas o trabalho mais recente dele consegue compensar isso. Por outro lado, Rollins também passou a maior parte da sua carreira como uma personagem bem ao estilo de Jeff Hardy, desde os seus dias como Tyler Black, como os passados no NXT – um high-flyer que toma riscos sem pensar… e nada mais. Portanto, nada novo aí. Passado algum tempo, ele estreia-se como membro dos The Shield, e eventualmente, torna-se num ‘menino da mamã’ convencido e cobarde que se uniu às figuras de autoridade do programa para ter o que quer. Ambos bons conceitos, e bem executados (em termos do próprio performer, o booking nem tanto… pelo menos para o último). Neste caso, pode-se mesmo dizer que o que realmente quebra o gelo são as performances, e eu acho que não há nenhuma sombra de dúvida que Nakamura faz a sua personagem melhor. Nakamura 2-1 Rollins

Momentos: Apesar de Nakamura ter vários bons momentos, como as múltiplas vitórias do Título Mundial da IWJP e a vitória do G1 Climax de 2011, acho que Rollins pode afirmar com pouco ressentimento que a carreira dele teve maiores momentos, desde a sua vitória do Título da ROH, a muitos dos momentos associados com os The Shield, à sua vitória do Título da WWE na WrestleMania no ano passado. E se no caso de Ambrose eu poderia usar a desculpa da carreira não-Shield dele não ter muitos desses grandes momentos, Rollins já teve vários, mesmo antes da stable. Nakamura não é nenhum rookie que começou antes, vá que se lhe diga, mas acho que a escolha mais sensata seria o The Man. Nakamura 2-2 Rollins

Wrestling Skills/Combates: Ambos têm uma capacidade inata de transformar as suas personagens em guerreiros de combate com zero dificuldades. Rollins impressiona-me pelo facto que ele podia ser muito á lá Jeff Hardy, em que maior parte daquilo que ele faz não deveria fazer sentido nenhum se pensarmos bem nisso, mas recusa-se a ser assim. Sim, ele é um arriscador, mas ele toma riscos que sabe que valem a pena. E nunca deixa de fazer o selling e o trabalho facial e de jogos psicológicos apropriados para a situação. Mesmo como heel, quando eu pensava que ele não ia resultar devido ao seu estilo high-flyer (pensemos bem: se um heel se puser a fazer mortais e pinos detrás para a frente, não vai conseguir muito heat do público… pelo contrário, vai excitá-lo, o que é exatamente o contrário do que ele devia fazer), ele conseguiu manter-se com os pés em terra, tanto figurativamente como literalmente. Ele é indubitavelmente um grande wrestler. Mas Nakamura é melhor. Não só o estilo dele, um estilo violento de punhos, pontapés e agressão profunda (strong style) apela mais para o fã que eu sou – o tipo de fã que prefere ver uma briga stiff a uma festa de acrobacias do circo – como no geral, ele pega na sua personagem, transfere-a para um combate e interpreta-a de forma expressiva e contínua para com a história a ser contada de melhor e mais dinâmica forma do que Rollins. Quando ele está num combate, ele consegue puxar todos a olhar para ele, seja pelas suas spots comédicas, seja pela sua agressividade. E no que toca a grandes combates, eu diria que Nakamura tem mais bons do que Rollins, e é mais consistente também. O Rei do Strong Style leva a batalha. Nakamura 3-2 Rollins

E aí está, é o fim para ti, Henrique! Com a eliminação de Seth Rollins, o Rumble começa a aproximar-se da conclusão! E para Nakamura, há pelo menos mais quatro homens que o querem derrubar! Nº7 é nada mais, nada menos do que…

Gonçalo”the best”, representado por Bobby Roode

O “It Factor” do wrestling profissional chegou! Um dos não muitos originais da TNA mas sem dúvida um dos melhores, e será que isso chegará para o levar longe?

Mic Skills: Pelas mesmas razões pela qual não poderia escolher Nakamura frente a Seth Rollins, aqui também não o poderei fazer contra Bobby Roode. Para além de que, numa comparação desviante mas de qualquer maneira, Roode é melhor no microfone do que Rollins, portanto era mais difícil no final do dia. Nakamura 0-1 Roode

Carisma: Roode é sem dúvida muito carismático. Ele não é chamado de “It Factor” do wrestling profissional para nada – para se ser/ter um It Factor, é necessário ser-se bom em tudo, com um toque de arrogância, e Roode conquista isso perfeitamente. Com tudo isso dito, Nakamura continua a ser o rei do carisma no wrestling atual, e apesar de, mais uma vez, Roode ser um maior desafio do que Rollins, aqui não restam nenhumas dúvidas. Nakamura 1-1 Roode

Gimmick(s): A gimmick principal de Bobby Roode, a sua gimmick de It Factor, parece-me como uma mistura de ‘Assassino Cerebral’ Triple H e ‘Ravishing’ Rick Rude. O que é uma ótima combinação. E ele é ótimo a transmiti-la para o seu público. Já para não falar do seu lado como o “enforcer” da Team Canada, em que ele tomou grande inspiração do lendário Arn Anderson. Como heel, ele é muito bom. Mas Roode também é inato no que toca a fazer de babyface, seja como membro dos Beer Money junto de James Storm, ou como um humilde perseguidor ao Título da TNA. Roode é camaleónico na sua apresentação. Porém, Nakamura é também bom como babyface, e supremo como heel. E apesar da sua gimmick de um tipo com muito Swag, ainda que bem mais original, seja também mais ridícula que a(s) de Roode, ele consegue pegar nesse conceito over-the-top e fazer dele a coisa mais absurdamente lógica do mundo. Ver Nakamura interpretar a sua gimmick é magia em si. Algo que, por mais que goste dele, não posso dizer que Roode consegue com toda a certeza. Nakamura 2-1 Roode

Momentos: O trabalho de Main Event que Roode está ligado proporciou-lhe alguns ótimos momentos, principalmente o seu heel turn que levou à vitória do Título da TNA; mas não só Nakamura tem mais grandes momentos (entre os quais os já referidos acima), eu diria que eles são melhores também. Mais uma vez, nada contra Roode, mas Nakamura vence de novo. Nakamura 3-1 Roode

Wrestling Skills/Combates: Como já referi, Roode é muito bom tanto como heel ou como babyface, e a maioria das suas performances são no mínimo competentes, ainda que o seu catálogo de combates não seja excelente nem nada disso. Sinceramente, não acho que ele tenha assim uma enorme seleção de excelência. Eu diria que os melhores combates em que ele esteve envolvido foram alguns dos que teve com Austin Aries e James Storm em 2012. Grandes eles. Mas nada que se compare ao catálogo de Nakamura. E apesar de em termos de interpretação, a comparação já não seja tão unilateral, Nakamura continua a reinar nestas andanças pela sua consistência em todos os aspetos. Nakamura 4-1 Roode

Nope, Roode não conseguiu manter a TNA de pé, e Gonçalo”the best”, foste atirado para fora! E com isto, estamos oficialmente nos Final Four do Royal Rumble! Nakamura, Adam Cole, Chris Jericho, Kevin Owens… um deles será o grande vencedor! O concorrente que sorteiou o Nº8 é…

RybackChampion2015, representado por Chris Jericho

Welcome to… OnO… is… JERICHO!!! O Ayatollah do Rock n’ Rolla já tem muita experiência em Royal Rumbles, mas será que vai vencer este? Por outro lado, Shinsuke Nakamura só tem de cumprir mais uma eliminação para empatar o recorde de 3 por Dean Ambrose (sim porque, graças ao empate, ele eliminou Brock Lesnar, apesar de Lesnar também o ter eliminado ao mesmo tempo, portanto são 3)! Quem conseguirá o seu objetivo?

Mic Skills: Se com Rollins era dado, e com Roode mais ainda, então a fasquia sobe até ao topo com Chris Jericho na equação. E mesmo que Nakamura seja um excelente falador, nunca é fácil deparar-se com Jericho neste campo. Nakamura 0-1 Y2J

Carisma: Oh oh, entre os dois, este é talvez o campo mais forte de todos no Royal Rumble até agora. Ambos poderiam ser facilmente considerados para uma lista dos wrestlers mais carismáticos de todos os tempos. E sem dúvida que ambos definem o que carisma quer dizer, não só em wrestling profissional, como em entretenimento no geral, na minha opinião. Mas eis o que os difere: ao passo que Nakamura, ainda que nunca fosse menos expressivo que uma pedra, só começou a realmente mostrar o seu carisma desde 2009 (e principalmente com a gimmick que tem agora), o Y2J já é um ninho de carisma desde os anos 90, e nunca o deixou de ser. E se neste momento há alguém no mundo que consegue rivalizar Nakamura em termos de carisma, e que para além disso já é assim tão carismático desde os princípios da sua carreira há 20 ou mais anos atrás, esse é nada mais do que Chris Jericho. Parte de mim desejava muito dar um empate porque Nakamura é assim tão bom, mas simplesmente não consigo, e por mais que pessoalmente eu admire Shinsuke mais do que Jericho, acho que só estaria a tentar negar o inegável. Nakamura 0-2 Y2J

Gimmick(s): O génio de Jericho no aspeto criativo demonstra-se pelos vários anos de carreira que ele tem, e como desde então, a sua gimmick tem sido geralmente a mesma – um filho da mãe convencido e arrogante – mas ele tem sempre dado um retoque adequado a tal personagem para que ela seja sempre um bocadinho diferente. Desde os seus dias como o Lionheart na ECW, ao Homem das 1004 Holds na WCW, ao Y2J comediante, ao Y2J ‘salvador’, ao Y2J heel que chamava a toda a gente de “parasitas” e “hipócritas”, ao Y2J troll, o homem criou um pouco de tudo para si. E esse todo foi sempre impecavelmente interpretado. Claro que na gimmick base, não há nada de novo, mas a maneira em como Jericho adequa essa base para a geração em que ele vive é brilhante. Nakamura é também um exímio performer da sua gimmick, mas o seu brilho dura bem menos do que mais do que 20 anos. Nakamura 0-3 Y2J

Momentos: Nakamura pode ter muitos grandes momentos no seu bolso, mas Jericho é considerado uma lenda, um dos maiores de sempre por muitos, e para isso, é necessário ter-se uma grande lista de momentos. Oh, e se ele a tem. Nem preciso de ir muito em detalhe, basta dizer que só apenas momentos como talvez a melhor estreia de sempre (na WWF em 1999) e a vitória do Título Indiscutível em 2001 dão baile a maior parte, senão todos os momentos que Nakamura interpretou. Nakamura 0-4 Y2J

Wrestling Skills/Combates: Aqui já vou finalmente atribuír… parte do ponto a Shinsuke Nakamura. Apesar de Chris Jericho ter uma carreira de 20 e tal anos, e apesar de ele ser, sem dúvida, uma lenda, eu nunca achei que a consistência dele fosse espetacular como performer. Houveram várias ocasiões em que eu achei que a sua capacidade de contar uma história de jeito foi sobreposta pela sua vontade de “meter um grande espetáculo”. Se querem que vos diga, e esta eu tenho a certeza que vai ser uma opinião muito controversa mas enfim, eu acho a feud que ele teve com o Shawn Michaels em 2008 como sobreestimada. Algumas das coisas foram ótimas, outras… nem tanto. Como um performer no ringue, Jericho, mesmo no seu melhor, não é tão bom como Nakamura (no seu melhor). E Nakamura também não era grande coisa ao princípio, mas evoluíu e evoluíu até ser o que é hoje, portanto consigo perdoar isso. Mas apesar de tal, é inegável que Jericho tem muito mais bons combates do que Nakamura. Ainda que ache que Nakamura entrou em alguns melhores combates (por exemplo contra Kota Ibushi no G1 Climax 2013 e no Wrestle Kingdom 9), Jericho tem espalhado grandes combates por toda a sua carreira, incluíndo alguns clássicos como as batalhas com Chris Benoit e Rey Mysterio no Royal Rumble 2001 e The Bash 2009 respetivamente. Nakamura só começou a espalhar esse tipo de clássicos não há muito tempo atrás. No final de contas, este é um empate. Nakamura 1-5 Y2J

Reigns one versus all, 2 eliminações depois, foste despejado! Mas Nakamura teve uma performance estrondosa… simplesmente não estrondosa o suficiente para enfrentar uma lenda como Jericho. Mas agora, o fim aproxima-se! Quem será Nº9?…..

Coiso, representado por Kevin Owens

Mr. Powerbomb! Mr. Wrestling! Mas será ele Mr. Royal Rumble no final?

Mic Skills: Owens é bastante competente no microfone, conseguindo transmitir a emoção que deseja com facilidade, apesar do casual problema de dicção. Porém, apesar dele provavelmente aguentar-se bem caso fizessem uma batalha de promos, nada me indica que Owens em alguma ocasião da sua carreira fosse um melhor falador do que Jericho. Y2J 1-0 Owens

Carisma: Mesma coisa que acima: Owens é sem dúvida um wrestler que demonstra carisma com frequência, mas ele não é exatamente um candidato a um top 10 de lutadores mais carismáticos de sempre, ao passo que Jericho sem dúvida é. Y2J 2-0 Owens

Gimmick(s): A gimmick de Kevin Owens, anteriormente Kevin Steen (o seu nome real), de bastardo cobardolas mas forte que luta por prémios, adora distribuír Powerbombs e troçava da ROH (nos dias em que andava nela) é uma gimmick simples mas totalmente eficaz tanto em conceito como em execução. Tem grande potencial que já foi demonstrado, e que ainda está à espera de ser abrangido. Mas como já referi, Jericho também tem uma gimmick muito simplística no papel, mas que ele esticou de uma forma extremamente dinâmica por mais de 2 décadas através das várias evoluções da sua personagem. E sim, talvez o conceito em si não seja tão complexo e interessante como o de Owens, mas de qualquer forma, considero a sua interpretação bem mais potente que a de Owens. Y2J 3-0 Owens

Momentos: Owens tem vários ótimos momentos durante a sua carreira, desde a vitória do Título da ROH, às promos contra Jim Cornette e a SCUM, à feud com El Generico/Sami Zayn que se extendeu até á WWE, até mesmo vencer John Cena no seu primeiro PPV como membro do roster principal desta. Nada mau de todo! Mas…. mais uma vez, Chris Jericho é Chris Jericho. Os momentos que ele proporcionou, muito poucos igualam. Y2J 4-0 Owens

Wrestling Skills/Combates: Pelas mesmas razões pela qual atribuí o ponto a Nakamura no que toca a wrestling skills, dou esse ponto a Kevin Owens também, já que também o acho um performer superior a Chris Jericho. O seu estilo metódico, calculista mas carismático, por vezes engraçado, e sempre brutal é um sonho para mim. E mesmo ao contrário de Nakamura, Owens tem sido assim por grande parte da sua carreira, não só desde há uns anitos atrás. Mas também acho que ele tem uma seleção de grandes combates que é melhor que a de Jericho. Sim, eu digo-o. Jericho pode ter um catálogo de mais de 20 anos, mas apesar disso, na minha opinião, o catálogo de mais de 15 de Owens proporcionou uma quantidade de combates excelentes tão grande ou maior que o de Jericho, incluíndo alguns clássicos quase perfeitos contra El Generico na PWG (Steen Wolf 2011, Battle Of Los Angeles 2011) e na ROH (Final Battle 2010) ou contra Tyler Black (ROH Salvation 2010), todos eles melhores que o melhor de Jericho. É uma opinião controversa, mas acho que não me estaria a ser justo se vos dissesse o contrário só para agradar à opinião da multidão. Kevin Owens ganha o ponto, ele no seu todo. Mesmo assim, o vencedor não muda. Y2J 4-1 Owens

E lá está, Jericho a arrumar mais um! É o fim para ti, Coiso, apesar de Owens ser um excelente wrestler. Mas pronto, a atmosfera muda quando se tem de ir contra uma lenda como Jericho! E por falar nisso, só há uma última alma que se defrontará com Y2J nos Final Two do OnO Royal Rumble!! Nº10 é nada mais, nada menos do que…

The Architect, representado por Adam Cole

O One on One acabou de receber um bocadinho do Nascer-do-Sol do Panamá! Jericho e Cole são os últimos dois, um estará a provar que vencer o OnO Royal Rumble não foi apenas uma questão de sorte (por ter sorteado nº10) ao derrubar uma lenda, o outro vai tentar vencer e empatar o recorde de mais eliminações com Dean Ambrose! Qual deles prevalecerá! QUAL VENCERÁ O ESPECIAL ROYAL RUMBLE?

Mic Skills: Adam Cole tem naturalidade no microfone, sem dúvida nenhuma, mas eu não acho que as suas promos tenham grande variedade. Podiam ser muito piores, mas também podiam ser aperfeiçoadas em alguns termos. Mas mesmo que ele fosse um mestre da promo, como já disse antes, Chris Jericho é Chris Jericho. Dos mais talentosos de sempre no microfone, ponto final, parágrafo. Cole não tem grande maneira de enfrentar esse facto. Y2J 1-0 Cole

Carisma: Cole é indubitavelmente carismático, e traz para as suas performances a excentricidade necessária para fazer a sua gimmick de playboy funcionar. Mas volto a repetir: Chris Jericho é Chris Jericho. Y2J 2-0 Cole

Gimmick(s): Gosto bastante da gimmick de Panama City Playboy que Cole interpreta desde 2011. Que ele interpreta bastante bem, devo dizer. Talvez é ajudada pelo facto que o look dele é perfeito para a gimmick, mas no fim de contas, o look não chega para esticar uma gimmick ao seu potencial máximo (ex. Alberto Del Rio), e Cole soube disso desde cedo, criando um aura tanto comédico como agressivo na sua personalidade. Porém, já referi várias vezes porque é que a personagem de Jericho é genial. E devo dizer que, quando nos apercebemos do fundo da questão, a gimmick de Adam Cole é basicamente a gimmick de Chris Jericho por volta de 1998 e afins. Realmente, Jericho inventou tudo. Y2J 3-0 Cole

Momentos: Cole tem alguns bons momentos abancados, como a vitória do Torneio Battle Of Los Angeles da PWG em 2012, o seu bladejob épico contra Kyle O’Reilly no Best In The World 2012, ou a vitória do Título da ROH. Mas CHRIS JERICHO É CHRIS JERICHO. Y2J 4-0 Cole

Wrestling Skills/Combates: Ambos estão num patamar não muito distante no que toca à sua consistência geral como performers no ringue durante todas as suas carreiras, mas acho que este é um caso em que, mesmo contando com os seus dias mais fraquitos, Jericho pode dizer que tem mais boas performances e mais consistência do que Adam Cole, que apesar de ter alguns ótimos combates (como contra Kyle O’Reilly no BITW 2012, ou contra Sami Callihan num combate Iron Man de 60 minutos), realmente não se compara ao Y2J neste aspeto. Y2J 5-0 Cole

E o vencedor do OnO Royal Rumble é…

RybackChampion2015, e o seu representante, “Y2J” Chris Jericho!!! Apesar dele ter uma vantagem injusta, em que ao contrário de todos os outros wrestlers que podem dizer apenas que são alguns dos melhores hoje em dia, ele pode dizer que é um dos melhores de sempre, o resultado é bastante evidente. Para além da vitória, Jericho também empatou o recorde de mais eliminações no geral com Dean Ambrose a 3, e conquistou os recordes para mais eliminações singulares (descontando eliminações duplas), e para a maior diferença num confronto OnO desde o início do “reboot” escrito por mim (5-0 contra Adam Cole)! Muitos parabéns a ti, RybackChampion2015, e para os outros, parabéns e obrigado pela participação de qualquer maneira!

Pergunta Bónus: Achas que o OnO Royal Rumble se deveria tornar uma tradição anual, ou bastou desta vez?

Abraços e até para a semana, pessoal! ;)

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10 Comentários

  1. RybackChampion2015 - há 11 meses

    UHUUUUUUUU, sou demais, CHUPEM SOCIEDADE.

    Agora falando sério, o oNo Royal Rumble devia se tornar anual. Obrigado Killswitch.
    Parabéns a todos que competiram, gostei dessa edição, Parabéns Killswitch.

  2. The Architect - há 11 meses

    Adorei! Achei muito interessante, e acho devias voltar a fazer algo do género, mas com outros tipos de combate.

  3. Coiso - há 11 meses

    Obrigado pelo 3º lugar.
    FIGHT OWENS FIGHT!
    Adorei a ideia, vamos ver o que se segue.

  4. ThiagoTG - há 11 meses

    No Ambrose vs Lesnar, acho que o Lesnar ganha no carisma. Gostei muito, deveria sim ser anual.

  5. Gonçalo"the best" - há 11 meses

    Lindo!

  6. danielLP21 - há 11 meses

    Muito bom!

  7. Dragoking - há 11 meses

    Brutal!! Tens que fazer artigos deste gênero mais vezes. :)

  8. simba - há 11 meses

    muito bom, original e divertido bota mais rumbles my friend

  9. Reigns one versus all - há 11 meses

    O wrestler que escolhi eliminou 2 e foi eliminado pelo Jericho.
    Deves fazer mais torneios destes

  10. RFBM - há 11 meses

    Muito bom, isto deve ter dado cá um trabalho!

    Talvez não concorde com todos os aspectos em todos os confrontos, mas isso já é algo subjectivo e tal como referes, o Y2J estaria sempre em vantagem em relação a outros wrestlers. Adorei a ideia e acho que isto deveria ser uma tradição anual.

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