Opinião Feminina #141 – Suspension of Disbelief

“Daniel, I chose you for this match because this gentleman right here and the dumbasses that he works for, a lot of times are afraid to see God-given talent and ability, even when its beard is staring them right in the face. (…) Ok, if size is everything that makes a WWE Champion, here… Run to the back and you give that to The Great Khali. You know why? ‘Cause I got names like Shawn Michaels. I got names like Rey Mysterio. And I got names like the late Eddie Guerrero that prove that ability and passion make a WWE Champion, not just size and strength.”

John Cena, WWE Monday Night Raw 22 de Julho de 2013

WWE, o território dos gigantes, onde as personalidades grandiosas e extraordinárias dominaram grande parte da sua história. Aliás, não só grande parte da história da companhia, mas da própria história da indústria. O Wrestling Profissional não tem só os termos “falso” e “brincadeira” a si associados, mas também lutadores de físicos impressionantes e encorpados. É a sua imagem de marca.

Tal associação não surgiu por acaso. Anos de hábito a ver indíviduos com estas características a dominarem tudo e a serem idolatrados pela sua vasta legião de fãs. No fundo, eram – e ainda são – super-heróis, embora num contexto diferente. E não me refiro a super-heróis no sentido cliché e natural que nos habituámos a fazer comparações. Não me refiro a super-heróis individuais e à forma como as suas características poderão coincidir com as características de certas personagens.

Refiro-me sim ao papel e influência que super-heróis possuem na vida das pessoas, independentemente da fase da vida que for afectada, e de como muitas personalidades do Wrestling conseguiram ter o mesmo papel. Conseguiram ser inspiradoras, protagonizar momentos inesquecíveis e marcar a vida dos seus fãs.

Ora, tal não aconteceu apenas devido forte carisma dos indíviduos em questão, resultou também devido à sua aparência pouco usual. De certa forma, estes aparentavam mesmo ser verdadeiros super-heróis. E foi assim, foi com a influência desta imagem que fortemente marcou uma indústria e moldou mentalidades, que nasceu uma máxima segundo a qual a WWE se regeu ao longo dos anos.

E, tal como a citação que deu início a esta edição deu a entender, esta velha máxima ainda é bastante debatida nos dias que correm. Aliás, mais do que nunca, agora é altura em que se fala, ou se possui mais motivos para falar, da mesma. Agora que duas estrelas que em nada se encaixam no perfil que descrevi estão agendadas para lutar nos dois combates mais importantes – os main-events – da edição de 2013 do Summerslam.

É certo que o Summerslam não é a Wrestlemania, mas está bem lá perto. É um evento com um passado impressionante e um dos eventos mais importantes do ano.

As duas estrelas de que falo são, obviamente, CM Punk e Daniel Bryan. Cada um na sua fase de carreira na WWE e cada um com o seu grande desafio pela frente. Ora, há muito para falar sobre estes embates, pois são capítulos das suas carreiras de grande importância e extremamente marcantes. Sejam quais forem os resultados, ninguém irá esquecer o que irá acontecer nessa noite. Estamos a assistir a história a ser feita.

Contudo, Daniel Bryan e CM Punk não são os primeiros a fazer história. Antes deles, vieram vários outros indíviduos que ultrapassaram a mesma barreira. Os nomes deles são conhecidos e bastante mencionados quando este assunto vem à tona em televisão. Bret Hart, Shawn Michaels, Rey Mysterio e Eddie Guerrero, entre vários outros, atingiram níveis de sucesso que ninguém previa quando foram vistos pela primeira vez. Cada um, à sua maneira especial conseguiu vencer os moldes estabelecidos para a companhia.

Bret Hart era mais do que absolutamente brilhante em ringue. Bret era uma figura respeitada, de confiança. Alguém que poderia representar a WWE – naquela altura WWF – nos momentos de maior necessidade. E foi exactamente isso que aconteceu. Enquanto a WWE era assolada pela controvérsia do caso legal de esteróides que envolveu Vince McMahon, Bret Hart tornava-se campeão principal.

Uma estratégia extremamente inteligente por parte da companhia. Além disso, Bret era extremamente respeitado pelos e adorado pelos seus fãs, cujo apoio foi notável ao longo dos anos. Feito conseguido com talento, trabalho e personalidade.

Shawn Michaels, por sua vez, não inspirava a mesma estabilidade e confiança, mas o seu talento era inegável e ninguém conseguia resistir à magia que este criava quando entrava em ringue. Nem os seus maiores detractores o negavam. Mais do que ninguém envolvido nos famosos jogos políticos de bastidores, Michaels provava o que valia em ringue, tornando a sua presença na indústria marcante e garantida, independentemente dos seus defeitos.

Ora, se há uma coisa que Sín Cara veio confirmar para quem ainda tinha dúvidas é que Rey Mysterio só há um. É verdade que parte da carreira de Rey Mysterio foi influenciada pela tragédia que acabou com a vida de Eddie Guerrero e que sem a mesma, dificilmente teria sido vencido o Royal Rumble e tornado-se campeão na Wrestlemania.

Contudo, mesmo com tal situação, facto é que os feitos de Rey Mysterio continuam a torná-lo numa figura incontornável. A sua capacidade de adaptação e de estabelecer uma ligação com o público é absolutamente inata e nem todos conseguem fazê-lo. Facto é que Rey Mysterio se tornou indispensável à WWE pela sua sólida qualidade dentro de ringue, como pela sua ligação com o público. Rey Mysterio é único e alguém que nunca se sonhava que entrasse num ringue de Wrestling.

E por fim, Eddie Guerrero. Ora, Eddie não criava só magia dentro de ringue, ou estabelecia apenas uma ligação com os fãs. Eddie conquistava o coração dos fãs de uma forma que poucos fazem. Eddie conseguia ser o desfavorecido e reunir apoiantes como ninguém, como também conseguia ser um heel extremamente inteligente que forçava todos a odiá-lo.  Desta forma única e versátil, Eddie conquistou tudo e todos, garantindo o seu lugar nos corações dos fãs.

Nem todos os lutadores referidos tiveram carreiras cheias de títulos e com reinados marcantes. Mas todos os lutadores referidos conseguiram marcar os seus fãs, inspirá-los, mexer com as emoções e proporcionar-lhes momentos que nunca irão esquecer. Conseguiram, da mesma forma que todos os outros super-heróis conseguem, ser grandiosos. Conseguiram ser maiores que o seu tamanho físico indicava que pudessem vir a ser.

E tudo isto aconteceu devido às suas personalidades única, dedicação, trabalho e imenso carisma. É por isso que eles conseguiram. Foi por isso que Daniel Bryan e CM Punk chegaram tão longe. Tal como os seus antecessores, são extremamente carismáticos e conseguem estabelecer essa mesma ligação com os fãs.

Neste meio, não são sempre os mais brilhantes dentro de ringue que conseguem singrar na indústria. São acima de tudo aqueles que conseguem mover os fãs. São aqueles, independentemente da forma como são rotulados ou vistos, conseguem ultrapassar todas as barreiras e terminar com todos os preconceitos. São aqueles que conseguem encontrar o seu lugar dentro da indústria e tornar-se indispensáveis ao conquistar o seu lugar. Ao conquistar os seus apoiantes.

Graças a estes indíviduos e aos seus feitos, tal máxima da WWE ganhou péssima reputação junto de um grupo selectivo de fãs. Este tipo de lutadores que não se encaixa na velha regra conquistou o seu pequeno nicho de fãs que lhe é bastante fiel. E como tudo na vida, existem sempre consequências negativas e positivas de tais situações.

Enquanto lutadores como CM Punk e Daniel Bryan podem sempre contar com o apoio do tal grupo selectivo de fãs até conquistarem as massas, lutadores como Ryback logo à partida são mal recebidos pelo simples facto de se encaixarem no protótipo de lutador que a WWE idealizou.

O sentimento de apreciação pela dedicação dos lutadores vistos como desfavorecidos deu azo, não só à crítica automática a lutadores encorpados, como também à crítica automática aos indíviduos escolhidos pela companhia de forma clara para serem as estrelas. Exemplo de tal é Sheamus que, mesmo depois de ter recuperado a sua popularidade após o fiasco que foi o seu combate na Wrestlemania 28, continua com uma posição desfavorecida junto a este grupo.

No fundo, não culpo nenhuma das partes por tal situação. Ao contrário de muitos fãs, consigo perceber a posição da WWE e o porquê desta regra que gerou tantas opiniões controversas. O Wrestling é, como tantas outras áreas, o mundo do faz-de-conta. Para o produto funcionar como é suposto, os fãs precisam de acreditar, precisam de se deixar envolver e é preciso que todos os mais pequenos detalhes trabalhem nesse sentido.

É preciso que haja coerência e seja realista o que está a ser contado, portanto por muito que seja ofensivo para alguns fãs compreender, facto é que as dimensões dos lutadores são factores importantes que condicionam as histórias contadas e a forma como são aceites.

Uma das características cruciais que tornou várias personalidades da indústrias famosas era exactamente a excentricidade da sua aparência. O facto de serem diferentes e de se destacarem por entre a multidão trabalhava a seu favor e ajudava a consolidar as fantasias das quais faziam parte.

A questão é que, como nem tudo é preto ou branco, é preciso trabalho e bastante inteligência para promover algo nestas condições. Não significa que se deva tomar uma posição extremista e nunca apostar em lutadores de dimensões não desejadas.

A meu ver, significa adaptar as histórias e rivalidades às suas condições, de forma a que as mesmas continuem a ser realistas. Uma prova de fogo a esta mesma situação irá ocorrer no Summerslam com CM Punk vs. Brock Lesnar. Numa situação real, não há quaisquer dúvidas que Brock Lesnar é um indíviduo perigoso e capaz de arrasar com qualquer pessoa que se atravesse no seu caminho.

Brock Lesnar possui a verdadeira aura de uma besta imparável. A prova de fogo a que me refiro é a qualidade da história que o combate vai contar para justificar o facto de CM Punk não sair do combate directamente para um cemitério – leia-se a ironia. É bastante importante não esquecer que, acima de tudo, está uma história a ser contada.

São essas mesmas provas de fogo que atestam a qualidade destes lutadores, pois por várias vezes CM Punk e Daniel Bryan lutaram como desfavorecidos e conseguiram fazer o combate funcionar. Aliás, prova disso foi o combate de Ryback com Daniel Bryan numa edição recente do Smackdown. Facilmente o melhor combate de Ryback. Além disso, é uma fórmula excelente para criar uma situação dramática e mais propícia à manipulação de emoções.

É nessa altura que se vê a inteligência da WWE. É também quando a WWE manipula as posições dos fãs, até mesmo as dos grupos de fãs mais selectivos, que se pode confirmar tal inteligência, como referi numa edição recente deste espaço. A mais recente construção e promoção de Daniel Bryan como candidato ao Título principal no Summerslam é prova disso mesmo.

Pode também constatar-se que, embora acredite que é uma barreira que irá sempre existir, a WWE cada vez mais mostra uma flexibilidade em relação à mesma. Lutadores que, originalmente não se acreditava que tivessem direito a boas oportunidades, estão a tê-las.  É verdade que muitas oportunidades podem ser os famosos presentes envenenados que já discuti neste espaço, mas outras tantas são legítimas. Veja-se o caso de CM Punk com um dos reinados mais longos de sempre. Veja-se o que a WWE tem feito com Daniel Bryan nos últimos meses.

A verdade é que, a par de Bret Hart e Shawn Michaels, de Chris Benoit e Eddie Guerrero, também CM Punk e Daniel Bryan marcaram e ainda marcam a sua geração. Desde plateias de 30 pessoas em eventos independentes aos milhares de pessoas presentes em eventos da WWE, tal como os seus antecessores, CM Punk e Daniel Bryan fizeram uma longa viagem para chegarem até aqui. Para chegarem aos combates mais importantes das suas carreiras. É certo que CM Punk já possui uma vantagem, relativamente a Bryan, mas este combate não deixa de ser histórico e bastante marcante na sua carreira.

E, assim como outros fizeram, também eles provaram que tamanho não é tudo. No Wresting, o tamanho condiciona histórias e rivalidades, mas não impede a criação de estrelas e de momentos. Não impede que dois lutadores estabeleçam ligações com os fãs e se tornem os fenómenos da indústria dos últimos anos. O território continua a ser de gigantes, mas hoje é dominado por gigantes talentos. Este é o primeiro capítulo de três que irão ser publicados ao longo das próximas edições. Da minha parte é tudo, desejo uma excelente semana a todos, até à próxima edição!

Sobre o Autor

- Administradora. Publico parte das notícias, faço a gestão da League, dos Passatempos e ainda sou escritora do artigo “Opinião Feminina”.

24 Comentários

  1. Rubinho16@ - há 3 anos

    Excelente artigo, mais uma vez! Estou pasmado com este texto, disseste mesmo tudo o que havia para dizer e concordo contigo a 100 % !

    O tema foi algo inédito, nunca antes abordado neste site (pelo menos que eu me lembre) e muito bem abordado!

    Excelente trabalho Salgado, continua assim e estou ansioso para ver os próximos dois capítulos!

  2. Miguel Silva - há 3 anos

    Simplesmente fantástico! Concordo com tudo!

  3. MicaelDuarte - há 3 anos

    Excelente artigo Marta!

    Gosto muito quando alguém consegue derrubar estes preconceitos, tal como Punk e Bryan ainda o fazem.

    Pessoalmente, tenho alguma dificuldade em gostar de wrestlers bastante musculados ou de grande porte. Pegando no exemplo que deste do Ryback – ele já deve ter as orelhas vermelhas de tão “bem” que falo dele -, não vejo talento algum nele, nem no micro, nem no ringue, nem em coisa nenhuma. Não consigo gostar dele, quando a única coisa que vejo nele é uma camada de músculos interminável! Poderia ter este físico, mas que pelo menos tivesse algum talento, tal como Batista.

    Mas depois quando se olha para uma besta como o Brock Lesnar, onde apenas se vê ausência de trabalho no micro, é normal que se dê o benefício da dúvida e algum tempo até esse wrestler provar o que vale.

    Considero o Sheamus alguém de grande porte, no entanto, é talentoso (bastante bom em ringue e decente no micro). Veja-se o Cesaro que é extremamente talentoso em ringue e, também este, outro wrestler que satisfaz os moldes impostos pela WWE.

    Enfim, o tamanho, segundo o meu ponto de vista, está longe de ser o factor determinante para o sucesso de um wrestler. Espero que, tanto CM Punk como Daniel Bryan no dia 18 provem, mais uma vez, que existem condicionantes muito mais importantes que tamanho e músculos!

    Venha de lá o próximo capítulo Salgado! :D

  4. danielLP21 - há 3 anos

    Excelente tema. Fico à espera das restantes duas partes. Em relação à 1ª parte, nada a acrescentar, até porque não ficou muito por dizer…

  5. José Sousa - há 3 anos

    Excelente artigo, não tenho nada a acrescentar assino por baixo é impressionante como o Bryan e o Punk quebraram preconceitos na WWE.

  6. Tibraco - há 3 anos

    Como já foi dito, excelente artigo e boa escolha de tema. Apenas dizer que se Bryan e Punk, só para citar estes dois, estão a quebrar os preconceitos “de antigamente” não é menos verdade que os preconceitos “do presente” são com os lutadores musculados e com corpos imponentes. Se és um gajo com grande caparro é porque não tens talento. E nem sempre é assim…O Lesnar que o diga.

    • José Sousa - há 3 anos

      Sem dúvida Tiago,nesses casos acho que conjugam os preconceitos com pré-conceitos. Ou seja, mesmo antes de os verem acção já tens um conceito prévio do que esse wrestler vale.

      Nos dias que correm admitir talento no ringue a Brodus Clay, Wyatt, Sheamus, Luke Harper e mesmo ao Big E é difícil. E é porque a IWC prefere wrestlers do estilo Bryan menosprezando o talento de algumas “bestas” que por vezes não mostram mais devido á más gimmick que possuem.

      • Tibraco - há 3 anos

        E não é só isso. Como a Marta disse, e bem, Wrestling é, na sua essência, contar uma história. Todos têm o seu lugar desde as “bestas” aos mais técnicos. Adoro ver os combates do Bryan mas, só para dar um exemplo, acho que um gajo como o Big E também tem o seu lugar em determinados contextos. Mas o que não falta aí são criticas a este ou aquele porque têm um move set limitado. Como disse, na minha visão há lugar para todos.

        Ah, e o Sheamus é super talentoso. Está com uma gimmick enjoativa mas dentro do ringue apresenta quase sempre combates bem interessantes.

  7. Evandro Monari - há 3 anos

    E foi bem a calhar que fosse a Salgado a abordar esse tema, pois assim como esses pequenos lutadores conseguiram derrubar barreiras, não podemos esquecer que o mundo do wrestling é maioritariamente dominado por homens e assim como os lutadores citados acredito que a Salgado também conseguiu derrubar algumas barreiras . Até porque com certeza ela é a autora dos melhores artigos do WPT .

  8. Luis - há 3 anos

    Eu acho que a WWE já não tem um preconceito assim tão grande com tamanho. Agora, para haver um lutador pequeno eles consideram (e eu também) que tem de ser alguém com uma capacidade enorme in-ring mas também de ligação com o público (tal como disseste) e esse tipo de lutadores simplesmente não aparece todos os dias. E “bestas” poderosas há muito mais. Penso que é só isso, porque como podemos ver pelos nomes que enunciaste a WWE já tem apostado em vários atletas “pequenos” ao longo dos anos… Desde que sejam mesmo mesmo bons. Mas é um excelente argumento para histórias que o Vince e companhia digam que os wrestlers de proporções pequenas envergonham a companhia. Só nos faz gostar mais deles! heheh

    E num assunto à parte. Nós estamos a assistir a um momento histórico. FINALMENTE, depois de anos a queixar-mo-nos por aqui, a WWE está a apostar no futuro e construir as estrelas actuais, e está a fazê-lo claramente e com sucesso desde o Money in The Bank. O RVD voltou e foi agradavel, mas não foi ele o CENTRO das atenções e dos Main Events. E assim é que deve de ser – tragam os “velhos” que todos gostamos de os ver, mas não se baseiem nisso.
    Parece-me que finalmente podemos encontrar no Daniel Bryan, CM Punk, Dolph Ziggler entre alguns outros finalmente um grupo de lutadores que vai criar uma nova era na WWE. Para ser tudo perfeito só falta o Cena ser heel ver se eu volto a gostar dele, mas isso era muita fruta xD

    De qualquer forma, excelente artigo, como sempre.

  9. akujy - há 3 anos

    Salgado, adorei o artigo. Ainda bem que continuamos a ter a oportunidade de ler linhas escritas por uma mulher neste site. Ajuda sempre a vencer o estereótipo de que nenhuma mulher gosta de wrestling. Primeiro que tudo há algumas pontos que gostava de frisar:

    – Alguns erros ortográficos, ou seja, faltam palavras aqui e ali e nalguns sítios tens algumas a mais. Mas isso é mais do que normal em textos desta dimensão. Escapa sempre alguma coisa, mas nada que estrague o artigo.

    – O título do artigo: Eu gostei da forma como usaste a suspension of disbelief como catalisador de muitas dos factos em questão. Era necessário e não poderias abordar tal tema sem recorreres a isso. Mas fiquei um pouco chateado por, num artigo que que tanta pede o uso da suspension of disbelief, o tenhas feito sem nunca falares no conceito propriamente dito a maior parte do tempo. Não me faz diferença a mim, porque tenho esses conhecimentos, mas tenho a certeza que algumas pessoas poderão ter tido dificuldade em relacionar o título com o resto do artigo. Não é um deal breaker, em nada torna o artigo mau, mas penso que seria algo que o poderia tornar ainda mais completo e só ficava melhor. Mas é apenas a minha opinião.

    De resto, adorei o tema, a eloquência com que o retrataste e o conteúdo que escolheste. Sem sombra de duvido um belo artigo, um daqueles que dá sempre gosto de ler e reler e que ainda tem o bónus de mencionar os meus 2 actuais wrestlers favoritos (Punk & Bryan), bem como o meu favorito de sempre, Shawn Michaels. E também lendas como Rey e Eddie. Se essas lendas nos fizeram sonhar e ajudaram a aspirar a mais, também as tuas palavras o vão fazendo por estes lados. Não duvido que continuarás a ser uma leitura excelente semanalmente e é com toda a naturalidade que estarei de volta para reler a 2ª e 3ª parte desta odisseia.

    Obrigado por todo o trabalho e dedicação. Foi um belo artigo. Keep up the good work.

    • ThaGr8One - há 3 anos

      Antes de comentar o artigo propriamente dito, tenho algo que tenho de dizer-te akujy. Quero congratular-te pelo facto de teres mudado de atitude desde aquele Long Horn Peep Show polémico em que ficaste numa espécie de handicap match, ou seja, tu contra todos. É de louvar a forma como agora te diriges às pessoas e comentas os seus artigos, e é bom ver que aos poucos vens a mudar a tua maneira de estar neste site. Sabes que já tivemos os nossos desentendimentos e que trocámos umas palavras mais amargas, mas espero que agora isso fique de lado e possamos tratar-nos bem daqui para a frente!
      Como nota à parte, já que me estou a dirigir a ti, boa sorte para o concurso CUW :)

      PS: Agora sim vejo a verdadeira escrita do akujy que ganha a vida a escrever ahah ;)

      • akujy - há 3 anos

        Tudo numa boa. E obrigado pelo boa sorte. De resto já sabes como é. Isto há dias bons e maus. Nunca deixarei de ser alguém que prima pela sinceridade acima de tudo, mesmo sabendo que isso possa ser incómodo, mas não significa que tenha de ser dito como naquele dia. E um dia não são dias. Aquele foi um caso isolado que já passou e até já falei disso com o autor em questão. Tudo numa boa. E se por acaso vencer o concurso e ganhar um espaço semanal, conto contigo para estar lá a comentar.

      • Ricardo Silva - há 3 anos

        Ouvi dizer que o autor em questão até é um gajo porreiro xD
        Mas agora a falar a sério, o TheGreatOne não tem o nick que tem por acaso! Tem toda a razão no que diz no seu “PS”. Resta saber se tu akujy o consegues demonstrar durante o Concurso :)

      • ThaGr8One - há 3 anos

        Epa, olha que não sei.. Ouvi dizer aí umas coisas.. Nahh, estou a brincar, és um porreiro sim ahah : ) Obrigado pela comparação que fazes relativamente ao meu nick e à minha pessoa, é muito bom saber que achas tal coisa! Bem, e agora fico-me por aqui porque senão o Ricardo chateia-se comigo ahahah :c

      • ThaGr8One - há 3 anos

        E como vês akujy, há males que vêm por bem, e este no teu caso foi um deles, continua assim! E quanto ao espaço semanal, se fores tu a ganhar, com certeza que estarei lá para te dar os parabéns e ver aquilo que tens a dizer pronto para concordar ou discordar sempre de forma respeitadora, mas veremos o que acontece até ao final :)

      • LuisMPBO - há 3 anos

        Adorei esta altercação! xD

      • ThaGr8One - há 3 anos

        E tu que não tivesses algo a dizer, não é Luis? Ahahahah :)

  10. ThaGr8One - há 3 anos

    Salgado,

    Não há muito a dizer sobre o que tu fazes aqui semanalmente porque os adjectivos positivos estão mais que gastos no que a ti diz respeito e é dificil de eleger um que realmente esteja à altura da tua escrita. Talvez fenomenal se adeque bem! Mal posso esperar pelas partes que a esta sucedem, e espero que(já é um dado adquirido, mas é sempre bom salientar) o nivel se mantenha como tem acontecido sempre. Continua com o bom trabalho!

    PS: Já lá vão 141 edições do Opinião Feminina, é obra!

  11. Ricardo Silva - há 3 anos

    Não digo que é excelente, não digo que adorei. Já foi dito e é óbvio.
    Digo que é um artigo simplesmente lindo. Quero um lugar na fila da frente para os próximos dois capítulos de uma trilogia que promete ser… memorável. Muito obrigado por esta enorme fonte de inspiração.

  12. MR Perfection André Santos - há 3 anos

    Deliciei-me com este artigo!

    E que melhor altura para fazer este artigo!Simplesmente Brutal!

    Como fá de supertars de baixa estatura…não é um principio de gosto, mas normalmente eles são os mais técnicos e os melhores performances em ringue!
    Como mencionas no artigo, Bret Hart, foi talvez o lutador que quebrou essas barreiras, muito pelo escândalo que foi o uso de esteróides por parte dos lutadores da WWF.Um deles foi Hulk Hogan, que fazia promos para os mais pequenos tomarem as vitaminas e blá blá…
    Rey Misterio é caso mais evidente.Um lutador com estatura tão pequena, mas que mostrou, quando deram essa oportunidade, que podia mudar a imagem que um campeão devia ter!

    Wonderfull Salgado…

  13. LuisMPBO - há 3 anos

    Os meus comentários neste artigo são do mais repetitivo que há, mas o problema é que eu já não sei o que hei de dizer.
    Fabuloso Salgado, mais uma vez, e não me estendo muito mais que isto, até porque o tema não podia estar melhor tratado no artigo.
    Estou cá, de certeza absoluta, para as próximas duas partes, e também para todos os “Opinião Feminina” que se seguirem, porque este espaço é imperdível.
    Continua assim! (sei que vais continuar)

  14. Luiizzz - há 3 anos

    Melhor artigo seu para mim até agora.
    Foi tão bom que nem percebi que era um artigo gigante(Considere isso como um grande elogio xD)

  15. Miguel Carlos - há 3 anos

    Excelente trabalho! Parabéns! Desde que acompanho o WPT (Outubro de 2011), reparei que tu falas mais do que se passa fora dos ringues e do que os smarks pensam, o que faz deste artigo único e especial, apesar de também gostar muito de outros artigos. Sobre esta edição, das melhores de sempre, quase tão boa como a soberba 139º edição “Signs of Pure Manipulation”. Espero que esta semana passe depressa para ler os próximas capítulos.

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