Opinião Feminina #148 – New Alliances

A edição de 2013 do Summerslam foi uma das melhores edições dos últimos anos. É certo que teve os seus momentos menos belos, mas ambos os main-events e o combate pelo Título Mundial de Pesos Pesados foram de excelência. Já passou mais de um mês desde o Summerslam e até já tivémos a oportunidade de assistir a outro evento, Night of Champions.

Ora, um dos main-events do Summerslam envolveu CM Punk e Brock Lesnar, num combate extremamente antecipado e, como mencionado acima, não desiludiu. A intensidade e brutalidade deste combate contrastou com o outro main-event com John Cena e Daniel Bryan que, por sua vez, se destacou pela qualidade e cuidado técnico. Ambos foram extremamente diferentes, mas de grande qualidade.

Não só Lesnar e Punk foram capazes de ultrapassar a intensidade e brutalidade que tinha caracterizado a construção da sua rivalidade, como também tiveram atenção aos inúmeros pormenores que apoiaram a rivalidade entre Heyman e Punk.

Tal reflectiu-se na forma como o combate acabou. Punk perdeu devido à sua ânsia de se vingar de Heyman, o que fez todo o sentdo e foi apropriado. Ao invés da possibilidade de perder credibilidade, Punk terminou o mesmo com a certeza de que poderia ter ganho, caso o seu desejo de vingança não tivesse sido mais forte. Dessa forma, é mais fácil construir e promover uma desforra, pois Punk terá o argumento perfeito para justificar a derrota.

Este combate trouxe de volta tudo o que Brock Lesnar tinha conseguido no seu embate com John Cena, pois tal como tinha acontecido então, Lesnar foi promovido como sendo absolutamente imparável e especial, ao invés de apenas mais um monstro a abater como tinha sido na sua rivalidade com Triple H.

Ao passo que vários momentos de ambos os combates com CM Punk e John Cena foram marcantes pelo poder de Lesnar e a forma como parecia estar numa vantagem inigualável, contra Triple H a balança encontrava-se mais equilibrada dificultando a criação de tais momentos.

Conclui-se assim que a forma violenta e agressiva como Lesnar e Punk fizeram este combate, não só estabeleceu ainda mais CM Punk como babyface, como também o lado mais violento de Lesnar que leva tantos fãs ao delírio.

Após o mesmo surgiu um relato, no qual foi noticiado que Vince McMahon se teria apercebido que tinha começado a história de Brock Lesnar, Paul Heyman e CM Punk pelo fim devido à sua pressa de ter o combate de Brock Lesnar e CM Punk no Summerslam.

Como é natural, não existe confirmação de tal relato, mas com o desenvolver da rivalidade ao longo das últimas semanas, a ideia principal deste relato tem a sua lógica.

O fim da história da traição de Paul Heyman consiste em finalmente CM Punk obter a sua vingança. Contudo, como vilão manipulador e genial que é, Heyman continua a usar os seus fiéis aliados na tentativa de impedir que CM Punk chegue até si. Sendo Brock Lesnar o aliado mais valioso, mais popular e com maior credibilidade para arrasar com CM Punk, seria apenas natural que este fosse o grande trunfo final de Heyman.

Quando, após o Summerslam, a demanda de CM Punk continuou, mas o trunfo que Brock Lesnar é já tinha sido jogado, e apenas existia Curtis Axel no seu caminho, a lógica referida acima tornou-se flagrante e impossível de ignorar.

A disparidade entre Axel e Lesnar é tão grande que dificultou a dinâmica da história levando, não só ao regresso dos rumores de quem seria o próximo aliado de Paul Heyman, como à escolha de mais um indivíduo para o papel.

Contudo, tal apenas aconteceu no Night of Champions, pois até lá a construção e promoção desta rivalidade ficou a cargo das interpretações absolutamente brilhantes de Paul Heyman e da intensidade de CM Punk. Ambos fizeram o melhor que podiam para disfarçar o impacto que a ausência de Brock Lesnar tinha na história e foram bem-sucedidos.

Porém, tal era de esperar. Brock Lesnar, por muito intenso e especial que seja, não iria ser este a fazer as interpretações de Heyman ou a construir o combate de forma verbal. Tal como foi visto na história que promoveu o combate no Summerslam, apenas a violência e as ocasionais vignettes gravadas em estúdio faziam parte da lista de tarefas de Lesnar, pois o resto seria a cargo de Heyman.

Onde a ausência de Lesnar foi mais crucial foi, como mencionado acima, quando chegou a altura de fazer o papel que Heyman não conseguia fazer: dar luta a CM Punk.

Já referi como a diferença entre Lesnar e Axel se tornou óbvia nas semanas que antecederam o Night of Champions e tudo começou logo na primeira edição após o Summerslam, quando Punk e Axel tiveram uma brawl após Punk recusar voltar unir-se a Heyman.

Foi nesse momento, no rescaldo de um dos combate mais violentos e marcantes dos últimos anos, que Lesnar assombrou Axel e ofuscou as suas capacidades. Foi então que se percebeu que Axel não iria servir como único representante de Heyman a tempo inteiro.

Embora talentoso e capaz de produzir combates de qualidade com o parceiro certo, como provou com Chris Jericho mais recentemente e Tyson Kidd no NXT, a falta de carisma de Axel não melhorou e as poucas vezes que fala não deixam que tal escape à atenção dos fãs.

Ser o único aliado de Heyman contra CM Punk simplesmente não funciona, pois este não possui a credibilidade e capacidade suficiente de enfrentar alguém do renome de Punk e ser o sucessor de Lesnar nesta batalha. Tal situação apenas expôs ainda mais as suas fraquezas e o desequilíbrio que existe entre este e os outros envolvidos.

É verdade que se avaliarmos de forma justa, ninguém seria capaz de preencher requisitos tão especiais, portanto acaba por ser uma situação injusta para o próprio Axel, contudo continua a ser inevitável que este precise de apoio e foi exactamente isso que a WWE promoveu a caminho do Night of Champions.

A ideia que Axel não conseguia proteger Heyman foi cultivada ao longo de semanas, tornando-se ridiculamente óbvia ao longo do pay-per-view, onde por momentos foi dado a entender que nem o próprio Heyman acreditava neste.

Tal começou numa promo absolutamente desnecessária no Night of Champions. Embora seja a favor do Título Intercontinental estar em jogo no Night of Champions e de dar tempo de antena a Heyman, sou completamente contra a promos no ringue durante pay-per-views, excepto raras excepções. Ora, esta promo em questão por parte de Heyman, Axel e Triple H não foi só dispensável, como podia ter sido encurtada sem perder muito do seu conteúdo.

Creio que o combate com Kofi Kingston no Night of Champions e a vitória do mesmo foram destinados a dar uma réstia de credibilidade a Axel contra CM Punk, contudo não acredito que tenha resultado por várias razões. Primeiro, a incapacidade de Axel contra Punk já era bastante clara antes do pay-per-view e não havia muito que a WWE pudesse fazer para mudar a situação.

Segundo, não creio que seja através de Kofi Kingston que a WWE poderia conseguir atingir o seu objectivo. Kingston está eternamente destinado a ficar no midcard e, embora não haja nada de mal nisso, pois não creio que tenha capacidades para mais, não é o indivíduo mais indicado para ajudar alguém a tornar-se credível num combate contra um main-eventer estabelecido.

Vencer Kingston é tudo menos impressionante ou notável, portanto a sua inclusão neste combate e derrota contra Axel não beneficiou este último em nada. De qualquer das formas, teria sido extremamente incoerente e prejudicial para Axel se tivesse perdido, pelas mesmas razões referidas acima, portanto elogio o resultado, embora tenha sido óbvio.

O combate em si foi aceitável, mas na minha opinião, bastante difícil de seguir e uma escolha duvidosa para ser a seguir de uma promo de meia-hora que abriu o evento. A meu ver, era necessário um combate mais rápido, animado, e com lutadores mais carismáticos. Na realidade, o estilo de Kingston é perfeito para estas situações, mas neste caso específico não ajudou.

Após a vitória contra Kingston, Axel perdeu de forma previsível contra CM Punk. Qualquer resultado além deste era absolutamente inaceitável, pois como referido, Axel não só não está preparado para tal aposta, como a forma como o combate tinha sido promovido não dava espaço a outro desfecho.

Depois de Axel, chegou a vez de Heyman lidar com CM Punk e este último aproveitou bem os breves momentos que teve para se vingar. Não foi o auge da rivalidade, pois o objectivo da mesma ainda não foi cumprido, mas Punk foi assim capaz de se vingar um pouco, antes de lidar com o próximo obstáculo que Heyman vai meter no seu caminho.

Com os seus maneirismos, expressões faciais e comportamentos, Heyman foi capaz de tornar uma brawl potencialmente aborrecedora num segmento interessante e extremamente divertido de assistir. Mais uma vez, em cada promo que faz, em cada segmento que participa, em cada pequeno gesto, Heyman prova vezes sem conta a qualidade do seu trabalho. Mais uma vez, Heyman continua o seu trabalho brilhante.

E, como seria de esperar, pois tal foi promovido de forma evidente, estreou-se um novo aliado de Paul Heyman. Ryback, agora na sua versão bully, encontrava-se escondido debaixo do ringue até escolher o momento ideal para atacar. Após Punk se ter vingado um pouco de Heyman, Ryback surgiu e atacou-o, ajudando Heyman a obter a vitória.

Primeiro, devo dizer que gostei de Heyman vencer. Além de dar mais motivos a CM Punk para continuar a persegui-lo e de não prejudicar Punk de forma alguma devido ao ataque de Ryback, a vitória de Heyman garante que este não se irá ausentar de televisão e das histórias actuais, como o mesmo tinha referido que iria acontecer caso Punk conseguisse obter a sua vingança.

É certo que a WWE poderia ter arranjado uma forma de trazer Heyman de volta rapidamente, mas da forma como a história e a vingança tão desejada de Punk está a ser construída, ou Heyman se ausenta após Punk conseguir vingar-se, de forma a promover a vitória de Punk, ou a WWE terá que usar a desforra com Lesnar e a vitória de Punk para tirar as atenções de cima de Heyman.

Julgo que apenas uma vitória contra Lesnar poderá compensar a ausência de uma vingança mais determinante e da consequente ausência que teria de ocorrer para a validar.

Segundo, embora não seja uma opinião popular, é um facto que Ryback poderá beneficiar imenso da sua junção com Heyman, pois é extremamente óbvio que o mesmo precisa de alguém o proteja e comunique por ele.

E por fim, tal como referido ao longo do artigo, Axel já tinha feito todas as contribuições possíveis e era necessário mais um obstáculo para CM Punk já no Battleground. Ryback pode não ser a novidade que todos idealizavam, mas a sua situação justifica a escolha.

Inicialmente, a ideia de Paul Heyman ter mais um aliado era algo com o qual não concordava inteiramente. A pompa e circunstância com que Axel foi apresentado e toda a conversa de possíveis novos aliados fez com que me preocupasse com a credibilidade do conceito “Paul Heyman Guy”. Heyman é brilhante e consegue fazer verdadeiras maravilhas, portanto seria de lamentar se a distinção que os lutadores possuem para se considerarem seus aliados fosse banalizada e, eventualmente, perdesse o seu significado.

Porém, tal como já referi, Ryback realmente precisa de uma oportunidade deste género e Heyman precisava de mais um obstáculo para CM Punk.

Desde que se estreou no ano passado nesta sua nova versão que Ryback tem tido vários infortúnios e, na grande parte das vezes, a culpa não foi sua.

Quando começou, poucos foram os que acreditaram no seu sucesso. Críticas choviam devido aos seus repetitivos combates com jobbers e à falta de qualidade da sua catchphrase. Contudo, a consistência da sua apresentação rapidamente conquistou alguns fãs que, não só se faziam ouvir, como gritavam a sua catchphrase acompanhando os seus movimentos.

Contudo, depois foi posto na rota do Título da WWE, numa situação impossível que não podia ganhar. O Título estava destinado para The Rock, num combate com CM Punk. Duvido seriamente que Ryback alguma vez tivesse feito parte desses planos, tornando-o apenas numa história para empatar até Janeiro.

Para uma personalidade recente que, além de perder de forma injusta frequentemente, nunca mais via forma de chegar a sua inevitável vitória nestes casos, tal é uma situação complicada.

Com isto foram-se acumulando derrotas em pay-per-view e situações complicadas que o acabavam por prejudicar. Após a luta infrutífera pelo Título da WWE, vieram as batalhas com os The Shield, as estrelas recém-chegadas que precisavam de todo o apoio possível para se consolidarem como grupo perigoso e sério.

Meses depois de batalhas com os The Shield, parecia que finalmente tudo iria acabar quando enfrentasse Mark Henry na Wrestlemania, onde a possibilidade de aplicar o seu finisher o poderia voltar a lançar como babyface sério e imparável. É verdade que Ryback aplicou o seu finisher, mas perdeu numa decisão que nunca se veio a entender o porquê.

Na noite seguinte, com uma das maiores ovações da noite, Ryback atacou John Cena, tornando-se o seu próximo adversário pelo Título. E, mais uma vez, parecia que estava tudo a voltar ao lugar quando Ryback se tornou num vilão. A personalidade desejosa de competição e desafios que tinha sido apresentada um ano antes  e que agora parecia ideal para lutar pelo Título tinha sido oficialmente trocada por um vilão.

Na explicação da sua história, Ryback fez observações interessantes e oportunas, mas as mesmas não foram o suficiente para salvar a sua inexistente credibilidade. Os combates que se seguiram com John Cena e a forma como foi descartado de imediato também não.

Na altura, indignei-me, pois defendi a ideia de reconstruir a credibilidade de Ryback, devido à necessidade de criar estrelas, mas agora, meses depois, podemos observar que a WWE pode não ter apostado em Ryback, mas não deixou de pensar em investir na criação de estrelas, levando a que o debate se resuma entre a criação de Daniel Bryan ou de Ryback.

E por fim, Ryback começou a desenvolver uma personalidade de bully que, até ao Night of Champions, não passava de muito mais do segmentos de bastidores, onde aparecia a intimidar vários indivíduos, e um combate desapontante com Chris Jericho no Payback.

Enfim, é óbvio que o percurso de Ryback desde a sua estreia tem sido extremamente atribulado e repleto de dilemas que o acabavam por prejudicar.

Outros aspectos que prejudicaram bastante Ryback foram as suas várias mudanças de personalidade num curto espaço de tempo. Em pouco mais de um ano, Ryback já se foi três personagens diferentes e não conseguiu fazer nada notório com nenhuma delas. Ryback não teve uma jornada impressionante como herói, onde depois se tornou vilão chocando tudo e todos, ou vice-versa. As mudanças de Ryback foram causadas pela falta de resultados e pelo booking que constantemente o prejudicava.

Embora muitos não sejam fãs e não tenham ficado convencidos com a mais recente personalidade de Ryback, quis dar-lhe uma oportunidade, pois não só já me tinha provado errada no passado, como o mesmo merecia tempo para tentar tornar a nova personalidade num sucesso. Poderia não conseguir, mas merecia tentar e sem uma construção consistente e por vezes repetitiva, tal não seria possível.

Contudo, nada poderá ser mais eficaz que a ajuda de Heyman e o segmento que ambos tiveram na Raw foi prova disso mesmo. Heyman não só tornou Ryback mais relevante do que este tem sido nos últimos tempos, como conseguiu cultivar o ódio dos fãs, até daqueles que já não se importavam com Ryback. A própria hipocrisia do mesmo ao chamar Punk de bully é perfeita para o seu papel e só irá causar mais irritação e ira.

Admito que, embora tivesse noção que Ryback precisava de um apoio como Heyman, tive as minhas dúvidas quando este apareceu no Night of Champions. Contudo, as mesmas dissiparam-se na Raw seguinte no segmento referido acima.

Na Smackdown seguinte, Ryback voltou a atacar jobbers e, pessoalmente, não tenho nada negativo a apontar. No ano passado, Ryback provou que consistência e uma construção lenta são dois dos aspectos principais para o sucesso de uma personagem e se esta for a forma que a WWE considera para começar de novo, então tem o meu apoio.

Ryback e as suas múltiplas personalidades precisam de paciência por parte dos fãs, pois embora não seja um estilo bastante apoiado por grupos mais selectivos de fãs por não ser extremamente técnico em ringue, continua a ser um estilo necessário.

A WWE não pode estar repleta de monstros, pela mesma razão que não pode ter 40 lutadores como Daniel Bryan. É preciso variedade, caso contrário ninguém se consegue destacar, pois são todos iguais e fazem todos as mesmas coisas.

Embora aprove esta aliança, receio o que poderá acontecer a Ryback daqui a uns meses, quando Lesnar regressar e com ele os combates de milhões. Tal como se pode observar no passado de Ryback, sempre que era colocado numa situação semelhante, Ryback nunca era a escolha da WWE – o que é absolutamente compreensível.

Caso a aliança com Heyman falhe, antes de Ryback conseguir atingir alguma forma de sucesso considerável, gostaria imenso que a WWE tentasse aliá-lo a Vickie Guerrero. Por momentos, acreditou-se que a WWE tivesse perto do fazer, mas tal não aconteceu, o que na altura foi uma desilusão para mim.

Até lá, estou ansiosa para ver mais desta aliança entre ambos e o objectivo de arranjar mais um obstáculo para CM Punk no Battleground pode-se considerar cumprido. Enfim, da minha parte é tudo, desejo uma excelente semanas a todos e até à próxima edição!

Sobre o Autor

- Administradora. Publico parte das notícias, faço a gestão da League, dos Passatempos e ainda sou escritora do artigo “Opinião Feminina”.

14 Comentários

  1. MicaelDuarte - há 3 anos

    Bom artigo Salgado.

    Nunca fui fã do Ryback e duvido que alguma vez venha a ser. Quando este chegou à WWE, na sua versão de Ryback, pensei dar-lhe uma oportunidade como faço com todos os recém-chegados, pois todos têm o direito a ter tempo por parte dos fãs para mostrarem aquilo que são capazes, mas, a meu ver, o Ryback acabou por não provar nada. Sim, é verdade que a WWE resolveu “pushá-lo” nos momentos que eram cruciais para a valorização de outros lutadores/grupos, acabando este por ser prejudicado, também, devido a isso. No entanto, a minha pergunta é: Onde fica aquela ideia de que “por pior que seja a situação em que nos encontremos, devemos sempre fazer algo para que nos destaquemos dos restantes”? – Por isto, digo que o Ryback mesmo nesses momentos, não fez nada que me impressionasse ou me levasse a confiar nele e nas suas capacidades. Talvez não seja uma comparação muito justa, mas o Ziggler quando estava em situações que lhe eram menos propícias, arranjava sempre qualquer pormenor que o fizesse sobressair do resto dos lutadores, o que motivava os fãs a lembrarem-se dele e a apoiá-lo. Bem sei que são lutadores com características totalmente diferente, mas a vontade de se destacarem dos restantes tem que ser semelhante ou não passarão de mais um que lá está…

    Vamos ver a situação actual: O Punk já não ganha um PPV desde o Payback, sendo que este não foi um combate de grande importância. Os restantes combates e aqueles de grande importância, o Punk perdeu sempre ou saiu sempre por baixo. Sim, eu sei que o estatuto do Punk é algo que dificilmente será abalado por estas derrotas, mas também não fica muito bem a um lutador do calibre do Punk estar sempre a sair derrotado. Será mesmo esta a altura certa para o Ryback, ou o “booking” irá vitimizá-lo uma vez mais? Tenho as minhas dúvidas…

    Outro pormenor que me preocupa e o qual referiste e muito bem: a credibilidade do que significa ser um “Paul Heyman Guy”. Jericho, RVD, Show, Punk e Lesnar são alguns PHG e, ao olharmos para estes nomes, vemos que todos eles são de grande importância e só necessitaram de uma “ajudinha” do Heyman, pois já eram nomes consolidados (dos que referi, apenas retiro o Punk porque não precisava do Heyman para nada em TV). Contudo, outros como Axel e Ryback necessitam de uma grande ajuda por parte do Heyman e, mesmo assim, temos o Axel que, em meses, ainda não deixou de ser o Michael McGillicutty. Veremos como se vai sair Ryback…

    Nos programas desta semana, confesso que achei o Ryback algo tolerável, pois não me incomodou muito vê-lo ao lado do Heyman e esteve bem no (pouco) que fez. Agora, veremos como se irá sair quando estiver em ringue com o Punk e tudo o que esta “feud” implicar. Se o “Deus” do Heyman conseguir tornar o Ryback relevante, então cá estarei para lhe fazer (mais) uma vénia.

    • don_ricardo_corleone - há 3 anos

      Eu discordo quanto ao Axel, acho que ele tem aproveitado muito bem o Paul Heyman. Tem tido tempo de antena, bons combates, boas promos, boas interacções com o Heyman e com o Triple H, um bom reinado (dentro do possivel nos dias de hoje com aquele titulo), está muito à frente do que era o Michael McGillicutty.

      • MicaelDuarte - há 3 anos

        Eu quando digo que o Axel não deixou de ser o Michael McGillicutty, refiro-me ao seu carisma, promos e a sua capacidade de se destacar, porque no que às suas capacidades “in-ring” diz respeito ele é bom (já o era antes de ser PHG). É óbvio que o Axel tem mais tempo de antena, mas ele está com o Heyman, logo, é natural que esteja mais exposto. Ele ganhou o título, mas já não o defendia há muito, sendo que este título nas mãos dele tem caído no esquecimento, mesmo estando ele ao lado do Heyman…

  2. FinoRewWWE - há 3 anos

    Finalmente alguém que concorda comigo, em que se deve dar uma oportunidade ao Ryback. Criticam-no por ser muito musculado e isso, mas por exemplo quando aparece o Brock Lesnar ( que tb gosto ) dizem que é muito bom mas já não falam dos “esteróides”. Tb não compreendo o ódio ao Cena ( ñ sou fan dele, mas ele é importante na wwe ), mas isso é outro assunto.

  3. danielLP21 - há 3 anos

    Excelente artigo.

    Gostava de ter esse optimismo todo em relação ao Ryback. Eu sei que o Paul Heyman, por vezes, faz milagres, mas, neste caso, fazer do Ryback algo de credível seria algo mesmo do outro mundo. Veremos se isto resulta… mas eu acho que não.

    Sinceramente, não percebo quais são as razões de queixa do Curtis Axel. Claro que não é a pessoa mais carismática do universo, mas também não é assim tãããão mau. Ainda assim, concordo que é insuficiente para uma história destas, principalmente quando essa história já contou com o Brock Lesnar.

    Uma ideia que me assusta é termos, na próxima WrestleMania, um combate entre o Ryback e o Brock Lesnar. Que pesadelo…

    • don_ricardo_corleone - há 3 anos

      Ou pior ainda, o tão aclamado Ryback contra Goldberg…

      • danielLP21 - há 3 anos

        Isso acho que não… Falei de um Ryback vs Lesnar por serem dois PHG e tal… A minha esperança é que o Lesnar lute com o Undertaker, CM Punk ou um jovem que seja realmente bom.

      • João Jordão - há 3 anos

        Lesnar contra Undertaker seria o chamado “mandar a casa abaixo”

  4. don_ricardo_corleone - há 3 anos

    Que é óptimo para o Ryback esta aliança com o Heyman é óbvio, como seria para qualquer um, provavelmente o Ryback será uma estrela muito graças ao Heyman, que é mais do que capaz de arranjar a asneira feita com a WWE com a criação o Ryback. Eu pessoalmente detesto o Ryback, mesmo como power house, é dos piores que já passou pela WWE. O personagem eu considero patético, é grande e forte e pronto. É mau no micro, usa roupas que lhe ficam bastante mal, o move set é constituído por finishers, o que faz com que lhe seja impossível ter combates aceitáveis, bons então é impossível e tem um péssimo finisher. Teria mais qualidade como Skip Shefield, pelo menos seria mais credível e realista, o que considero importantíssimo. Para mim o Ryback é mais um Cena mas sem o carisma e mic-skills deste último. Mas pronto, o Khali também tinha fãs quando era um monstro temível, mas seja como monstro seja como palhaço, não vejo nada nele. É um problema que a WWE terá de solucionar, a busca por um power house de qualidade, porque deste o Batista só vejo o Roman Reigns, para mim nem o Ryback nem o Mason “Batistwo” Ryan nem o Big E. Lagnston (não percebo o que vêm nele)…Preferia o Drew McIntyre, mas percebo a ideia de um Power House como Heyman Guy, infelizmente teve de ser este porque o bom Power House da WWE está nos Shield.
    Quanto ao Curtis Axel, eu gosto dele e considero que ele é bom no micro e que tem carisma, e discordo no que diz respeito ao Night of Champions. O Heyman quis uma última tentativa de se salvar, o Axel fala de mais, o Triple H marca mais um combate em cima da hora, frente a um wrestler que embora no mid-card, sempre foi vendido como um competidor duro e difícil, tiveram um bom combate e assim o Axel pôde perder com o CM Punk sem ser vendido como um competidor fraco, ou tão fraco, foi, para mim, a melhor solução.

  5. Rubinho16@ - há 3 anos

    Muito bom artigo! Acho que este artigo sofreu um ligeira descida de qualidade em relação aos outros, afinal, o “Opinião Feminina” habituou-nos a edições excelentes e esta, embora muito boa, não chegou lá (na minha opinião, claro).

    Sinceramente preferia ver o Ryback com a Vickie do que com o Heyman, o que até vinha justificar aquele abraço quando ela foi despedida, mas enfim, são estas pontas soltas que a WWE por vezes se esquece que me irritam.

    O Axel a mim não me convence, em ringue é muito bom, o carisma não é muito, mas pelo menos esforça-se xD e o pouco que diz ao micro, costuma desiludir.

    A credibilidade de um PHG é algo que não se precisa de ter à primeira, aliás, eles só são cliente do Heyman para este poder trabalhar essa mesma credibilidade, coisa que considero quase impossível com o Ryback.

    Não me parece que tenhamos um Lesnar vs Ryback na Mania, até porque isso teria de ser automaticamente um dos Main-Event´s e não parece que o Ryback tenha potencial para tanto.

  6. DanielBR - há 3 anos

    Sério não consigo entender o “hate” que a galera tem com o Ryback,em quase todas as feuds que se envolveu conseguiu proporcionar bons combates,ele pode não ser o mais talentoso ou ter a melhor mic skill ,mas ele tem aquele “look” de Powerhouse agressivo que mete medo em qualquer um.

    • don_ricardo_corleone - há 3 anos

      Dou a minha opinião sincera, ainda não vi um bom combate dele.

      • DanielBR - há 3 anos

        ryback and team hell no vs the shield TLC,
        as lutas com estipulação contra o cena,contra o Punk…Cada um tem sua opinião.

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