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Opinião Feminina #186 – Why, Seth, Why?

Costuma-se dizer com frequência que na WWE tudo pode acontecer. É uma velha máxima que justifica todos os momentos mais chocantes ou caricatos, assim como as histórias mais arrojadas e atrevidas. É também uma forma da companhia se promover, pois os fãs estarão mais tentados a seguir o produto religiosamente se acreditarem que tudo pode acontecer.

A separação de The Shield, um dos grupos de maior impacto dos últimos anos, é o que, desta vez, nos faz recordar essa máxima, especialmente quando temos em conta a forma como foi apresentada.

Há meses atrás, a separação de The Shield parecia ser iminente. Dean Ambrose, o membro claramente mais volátil, dava cada vez mais provas de que estava perto de se virar contra os seus dois colegas. Era o caminho esperado e também a aposta mais segura.

Todavia, para alívio de muitos fãs, a WWE decidiu adiar a separação, preferindo dar uma oportunidade ao grupo como babyfaces. E, como seria de esperar, estes superaram as expectativas e conseguiram adaptar-se na perfeição. Esta decisão revelou ser bastante útil a longo prazo, pois com a saída de CM Punk e a lesão de Daniel Bryan, a WWE tinha voltado a contar apenas com John Cena como top babyface.

The Shield vieram, não só dar mais segurança à companhia nessa frente, como também salvar o main-event do Payback, tal como têm salvo muitos eventos desde a sua estreia. No Payback, The Shield pareciam estar melhor do que nunca e eram os babyfaces ideais para compensar os fãs pela ausência de Daniel Bryan.

A segunda vitória decisiva contra os Evolution era exactamente o que precisavam para cimentar ainda mais a sua superioridade e qualidade, não só como grupo, mas como indivíduos. Tal como em todos os seus combates, cada elemento teve o seu papel a desempenhar e brilhou à sua maneira.

Três jovens lutadores que se estrearam no roster principal há menos de dois anos lutaram com três futuros Hall of Famers em dois eventos consecutivos, sem nunca parecer que não mereciam ou que tal era cedo demais para eles. Essa é a prova de como a WWE fez um trabalho tremendo ao promover e usar o grupo. E no fim, a celebração dos três de uma vitória complicada, com esses três Hall of Famers absolutamente arrasados, foi um momento bastante especial.

Exactamente por isso é que não havia razão aparente para o grupo se separar. Estavam na sua melhor fase, depois de duas das maiores vitórias das suas carreiras. Não existiram desentendimentos durante o combate e a forma como se apoiaram após o toque final da campainha apenas reforçou os laços entre os elementos do grupo.

Foi exactamente por não existir qualquer razão plausível, em teoria, para justificar esta separação, que a mesma foi tão chocante. Tal pode ser bom ou mau, dependendo de como a WWE justificar a mesma e o que fizer com ela.

Chocar, apenas pelo prazer de chocar, e criar alguma polémica é bastante fácil. A famosa Attitude Era é conhecida exactamente por isso. E graças a ela, os fãs tornaram-se um pouco imunes ao choque e era preciso cada vez mais para os chocar, visto que tinham assistido a alguns momentos chocantes recentemente.

Ao longo da última década, a WWE começou a ter mais cuidado na escolha dos momentos para chocar os fãs e na forma como o fazer. E nos últimos anos, a companhia desenvolveu também o hábito de começar o Verão com uma grande história que dure até ao Summerslam, de forma a manter a atenção dos fãs durante esses meses e de promover um dos seus eventos mais importantes do ano.

Em 2010 foi a estreia dos Nexus, em 2011 foi a polémica promo de CM Punk, em 2012 foi o regresso de Brock Lesnar e em 2013 podemos considerar a traição de Paul Heyman e a ascensão de Daniel Bryan. Em todos os casos, momentos chocantes foram proporcionados e culminaram no Summerslam (e não só).

Acredito que tenha sido por isso que a WWE separou The Shield, embora corram rumores que tenha sido a resposta de Vince McMahon às baixas audiências. Correm também rumores que Roman Reigns irá enfrentar Triple H no Summerslam, o que apenas corrobora a primeira teoria.

Portanto, acredito que a separação do grupo não possui uma história bem estudada e delineada, tendo apenas acontecido porque a companhia precisava de algo empolgante para começar o Verão. E isso deixa-me deveras preocupada.

A motivação de Rollins e o objectivo desta separação precisam de fazer jus ao grupo, não só para honrar o investimento que a companhia fez no grupo do último ano e meio, mas também para compensar o que a WWE perdeu.

The Shield estavam a começar a provar a sua qualidade como babyfaces de topo e a WWE arriscou imenso ao não lhes dar mais tempo para começarem, verdadeiramente, a render. Basicamente, a WWE atribuiu duas vitórias decisivas a um grupo cuja popularidade estava a crescer de semana para semana, apenas para acabar com tudo no dia seguinte.

A reacção dos fãs à separação do grupo foi de revolta, especialmente para com Seth Rollins, mas poderia ter sido bastante melhor daqui a três ou quatro meses, quando os fãs tivessem tido mais tempo para apoiar e adorar ainda mais o grupo nesta sua nova fase.

Vou esperar mais umas semanas para ver como os fãs reagem a Seth Rollins, pois não se deve julgar nada apenas pelo comportamento de uma audiência, mas não fiquei terrivelmente impressionada com a forma como os fãs o vaiaram na última edição da Raw.

Sinto que foi a impaciência da companhia em apostar em Roman Reigns como lutador individual que causou a quase separação de alguns meses atrás e tinha ficado aliviada quando cancelaram os planos, pois pensei que tinham percebido que a separação do grupo precisava de ser especial, memorável e, acima de tudo, bem feita.

Embora a prioridade tenha sempre sido Roman Reigns, a WWE passou o último ano e meio a certificar-se que os três eram valorizados e promovidos de forma igual. Aliás, essa é uma das razões que vai ditar o sucesso de Roman Reigns. Os fãs não sentem que a WWE o está a impor e a sobrepor aos outros, pois cada um se destaca de forma diferente e é tratado como igual.

E tal precisa de continuar durante e após a separação do grupo, para a WWE ficar com três novos main-eventers, ao invés de apenas um.

Portanto, por todas as razões explicadas até agora, a separação ocorreu, de facto, demasiado cedo, na minha opinião.

No entanto, reconheço que é preferível ver o grupo acabar quando está em alta, após duas vitórias contra os Evolution, do que quando já perdeu algum do seu balanço e ímpeto. Apenas tenho confiança no grupo como babyfaces para se manterem relevantes e conquistarem ainda mais os fãs. Afinal, até hoje, nenhum dos três desapontou ou deu razões para duvidar das suas capacidades.

Outra grande prova do talento e trabalho do grupo é o facto de poucos fãs terem desejado a sua separação. A grande maioria ficou aborrecida, não porque Seth Rollins tinha traído os seus colegas, mas porque o grupo simplesmente tinha chegado ao fim, depois de ano e meio de excelentes performances.

Os fãs tinham mesmo acabado por gostar bastante do grupo. Havia algo intangível no grupo que conquistou os fãs. Não era apenas a excelente produtividade dentro de ringue, mas a forma como funcionavam e interagiam. Havia uma química bastante natural entre os três elementos que os tornava bastante interessantes de assistir.

As personalidades, embora bastante diferentes, encaixavam e complementavam-se bastante bem. Não é com frequência que tal acontece na indústria. Especialmente sem que um dos membros, ou vários, arruíne tudo. É um grupo que, sem dúvida, vai deixar saudades.

Relativamente ao futuro de cada um, tal tornou-se um pouco mais difícil de prever, depois de ter sido o membro mais improvável a trair os parceiros.

A escolha de Rollins para vilão é inteligente e extremamente arriscada. É inteligente porque, primeiro, apanhou todos os fãs de surpresa e segundo, porque protege Rollins. Durante muito tempo, Rollins foi visto como o membro que iria ficar pelo caminho, quando comparado com os outros dois. Ambrose tem mais carisma do que aquele que sabe usar, enquanto Roman Reigns, por sua vez, tem “estrela” escrito na testa.

Rollins, embora extremamente talentoso, era sempre a grande dúvida. Este nunca deu razões aos fãs para duvidarem dele, destacando-se frequentemente e nunca ficando atrás dos parceiros, mas segundo a história, há sempre alguém que fica pelo caminho e parecia que seria ele.

Esta mudança poderá protegê-lo, pois irá mantê-lo relevante e dar-lhe uma oportunidade de singrar sozinho. Se Ambrose tivesse sido o membro a causar o fim do grupo, como sempre se pensou que iria acontecer, Rollins poderia ter perdido destaque na sua parceria com Roman Reigns.

Por sua vez, a mudança é arriscada porque tira a Seth Rollins algumas das características que fizeram os fãs apoiá-lo no grupo. Como vilão, Seth Rollins não pode saltar de bancadas ou fazer manobras áereas impressionantes, porque isso irá fazer com que as pessoas não tenham qualquer vontade do vaiar, muito pelo contrário.

Nos The Shield, Seth Rollins era a versão ajuizada, consistente e inteligente de Jeff Hardy. Era quem tomava todos os riscos e deslumbrava os fãs com a sua rapidez e manobras. Ele não pode ser um vilão e continuar com essa faceta, porque se o fizer, arruina a separação do grupo por completo.

Os fãs não quererão vaiar alguém que causa tanta excitação e adrenalina e no momento em que Rollins, o vilão que traiu os parceiros, deixar de ser vaiado, a história morre.

É um grande risco a correr. Tirar a um lutador tudo o que o tornava especial e ver se sobrevive pode ser fatal para a sua carreira.

Na passada Raw, Seth Rollins teve a oportunidade de se explicar e foi confrontado pelos antigos camaradas.

Gostei bastante da forma como Rollins teve uma oportunidade para se explicar, sem interferências e sem ter de partilhar o foco com Triple H e Randy Orton. Seth Rollins teve a sua oportunidade de ouro para brilhar e safou-se bastante bem. Elogio também as suas observações sobre os seus antigos parceiros, onde Ambrose foi descrito como um lunático e Reigns como o “menino de ouro”.

O que não apreciei tanto foi mesmo a sua explicação para ter atraiçoado os seus parceiros. Não querer partilhar crédito é uma justificação aceitável, mas não justifica a aliança de Rollins a Triple H e Randy Orton, dois lutadores que ajudou a derrotar em dois eventos consecutivos. Porque razão iria Rollins ouvir Triple H, então?

Rollins não pode ser apenas mais um lacaio de Triple H que lhe faz as vontades, apenas porque este diz que é o melhor. Isso não pode acontecer depois de Rollins ter ajudado a derrotar Triple H. Precisa de haver mais qualquer coisa, como, por exemplo, uma recompensa.

Se Triple H tivesse dado a Rollins a oportunidade de lutar no combate de Money in the Bank, esta justificação teria feito mais sentido. Aliás, qualquer recompensa teria ajudado.

Rollins poderia participar no combate de Money in the Bank e ser atacado por Ambrose e Reigns durante o mesmo. A rivalidade entre ambas as partes continuava, apenas com as motivações de Rollins melhoradas e mais convincentes.

Tal como já referi, quando se faz uma mudança destas tão repentina, é necessário que seja bem justificada. A WWE precisa de ter bastante cuidado com a forma como apresenta Seth Rollins. Não só porque este merece um lugar no topo da companhia, mas também porque é ele o centro da história, visto que foi ele que traiu os parceiros.

A minha primeira reacção à traição de Seth Rollins foi de choque, pois já me tinha mentalizado que a WWE tinha dado ao grupo mais uns meses de duração. A minha segunda reacção foi de preocupação com Dean Ambrose. Se Seth Rollins seria o vilão do grupo, o que é que seria feito de Ambrose?

Dos três, Ambrose é claramente o mais dotado para ser vilão. No entanto, na última Raw, este provou que não havia razões para preocupação e que também havia uma grande vantagem em mantê-lo como babyface e essa vantagem é a protecção de Roman Reigns.

Este último não pode falar durante longos períodos de tempo. Precisa de ser preciso e directo. As promos não são o seu forte e falar muito não é o que o vai ajudar a tornar-se numa grande estrela. Quem melhor para suportar Reigns do que Ambrose, o mais dotado do grupo nesse sentido?

Desta forma, ambos podem fazer aquilo que sabem fazer melhor, Ambrose a falar e Reigns a destacar-se pela sua presença e atitude.

Na Raw, Ambrose deu apenas um pequeno cheirinho daquilo que é capaz de fazer com um microfone na mão. E, embora seja um vilão natural, Ambrose consegue comportar-se com um babyface, sem destoar, nem parecer forçado.

Aliás, não acho que Ambrose possa ser catalogado como herói ou vilão, pois a sua personalidade é demasiado versátil para ser apenas preto ou branco. Daí ser tão fácil para ele simplesmente mudar de direcção. Os seus instintos são impecáveis e sabe perfeitamente como comportar-se, dependendo da situação em que se encontra, dando-lhe assim a liberdade necessária para ser o que a WWE precisa que ele seja no momento.

A sua execução é formidável e a forma como foi capaz de controlar a audiência durante a sua promo é apenas um pequeno sinal daquilo que este vai ser no futuro. A escolha de Rollins para vilão poderá ter deixado, a início, Ambrose à deriva, mas não tenho quaisquer dúvidas que tal não o irá afectar a longo prazo.

Só o tempo dirá se esta separação veio em boa altura e se foi bem executada. A não ser que imprevistos como lesões ou problemas pessoais interfiram, Ambrose e Reigns parecem-me ter o futuro decidido. De uma forma ou de outra, não consigo imaginar o main-event da WWE daqui a uns anos sem os dois presentes.

Seth Rollins, por sua vez, encontra-se extremamente vulnerável de momento, onde precisa de todo o apoio criativo que a WWE lhe pode dar para conseguir dar sentido e razão de ser a esta separação.

Se correr mal, acredito que a qualquer momento, Seth Rollins pode tornar-se babyface novamente e deslumbrar novamente os fãs. Rollins possui carisma e intensidade suficiente para se promover e as suas promo skills estão a melhorar de dia para dia.

Acredito mesmo que a única verdadeira consequência a longo prazo que pode sair desta separação é a possibilidade da mesma não valer nada. E depois do ano e meio que este grupo nos proporcionou, tal seria bastante desapontante e frustrante. É uma questão de esperar para ver. Desejo um excelente Slammiversary a todos, não se esqueçam de apostar na League, e até à próxima edição!

Sobre o Autor

- Administradora. Publico parte das notícias, faço a gestão da League, dos Passatempos e ainda sou escritora do artigo “Opinião Feminina”.

28 Comentários

  1. MicaelDuarte - há 2 anos

    Excelente artigo.

  2. José Sousa - há 2 anos

    Excelente porém não acho que o Seth esteja menos protegido que os outros. Precisam de melhorar as justificações, mas já se via que isto ia acontecer. Porque os Shield já não tem mais nada para fazer, depois dos Evolution já tinham rivalidades, era lógico que a quebra estava para acontecer, pelo menos para mim.

    Sinceramente, acho que o Ambrose no máximo depois do Summerslam deve também dar o turn no Reigns, o Reigns vai chegar ao Survivor e ao Rumble como nome em ascensão no Main-event e a solo.

    Eu acho que os 3 se tudo correr bem serão parte do main-event. O Rollins e o Ambrose com menos títulos de topo que o Reigns, mas igualmente com destaque.

    • Salgado - há 2 anos

      Pois, para mim ainda não fazia sentido.

      É provável, mas tal como disse noutro comentário, não sei se outra traição seria a melhor forma dos separar.

      • José Sousa - há 2 anos

        Não sei. Mas também como amigos e na boa também não é. O objectivo é o Reigns ser um grande face dai esta ideia. Já agora o Dean e o Seth devem lutar no Money in the Bank, com o Seth a vencer. E se o combate for tão bom como os da FCW são claramente algo que promete.

      • Salgado - há 2 anos

        Claro que não, mas não se pode resolver tudo com traições, senão vão perdendo o significado e os fãs já não as levam a sério. Esta foi a mais essencial porque significou o fim do grupo.

  3. JoãoRkNO ® - há 2 anos

    Excelente trabalho . Não tenho nada a acrescentar , realço apenas que o futuro de ambos os 3 , com um booking adequado , deverá passar pelo Main Event . Está mais que visto que são três wrestlers distintos , mas com uma qualidade fantástica .

  4. John_3:16 - há 2 anos

    Gostei bastante do artigo.

  5. Julio - há 2 anos

    Belo Artigo :D

  6. danielLP21 - há 2 anos

    Excelente artigo.

    Eu não estou preocupado com o Dean Ambrose. A “promo” que ele fez na Raw foi a melhor desde que está no “main-roster” e foi apenas um cheirinho daquele que ele é capaz de fazer. Acho que, no futuro, ele pode trair o Roman Reigns e ficar, talvez, numa equipa com o Seth Rollins, ou então separam-se mesmo todos e vai cada um para seu lado (aqui, era bom haver Brand-Split).

    O Seth tem mesmo melhorado. Ainda bem que o não vão deixar cair.

    • Salgado - há 2 anos

      Ainda tive uns momentos de preocupação com ele, mas passou rápido..

      Coitado do Reigs, duas traições? Fazia dele um babyface ainda maior, mas acho que a do Ambrose perdia um pouco a importância, por ter acontecido depois da do Rollins…

      Espero bem que não. Ele não merece.

  7. 434 Days - há 2 anos

    Excelente artigo.

    Concordo que a aposta no Rollins como vilão é arriscada, mas tenho esperança que ele consiga sobreviver a este risco. Desde que a equipa criativa da WWE não meta agua, acho que está tudo controlado.

    Em relação aos outros dois acho que estão em boas condições para chegar ao topo. O Ambrose é simplesmente fenomenal em tudo o que faz e ainda tem muito tempo para mostrar tudo do que é capaz. Quanto ao Reigns, a não ser que aconteça algo drástico, é o main eventer do futuro.

    Espero muito sinceramente que todos estes indivíduos brilhem no futuro, pois eles merecem pelo excelente trabalho que têm feito neste último ano e meio.

  8. Tunes9 - há 2 anos

    Excelente artigo, muito interessante, Parabéns! Salgado. :-)

    Concordo com praticamente tudo, é uma pena ver os The Shield a acabar, mas tudo tem um fim e foi a altura certa.

    – Quanto ao Ambrose tem talento, era apontado como o melhor e mais completo dos três no inicio, mas a verdade é que o Seth Rollins evoluiu muito e o Roman Reigns surpreendeu e deu um “salto” incrível, de repente, o Ambrose é o que tem menos destaque e o menos falado, é assim que as coisas funcionam, não sei se concordas comigo, mas também ele passou a ser mais um lunático, um maluco, que precisa de alguém a lidera-lo para não exagerar, nem cometer erros excessivos (estou a falar em termos de storyline, obviamente), mas no inicio ele parecia mais sério e fazia “promos” mais conscientes e dava a entender que ia ser o líder do grupo, até tinha uma presença mais de líder e calma, basta ver como apareceu no Survivor Series, mas foi mudando e passou a ser o elemento menos.

    – Why Seth, Why?!, simplesmente porque é “Best for Business” e é a altura certa, eheh.
    O Seth Rollins foi tornando-se o líder do grupo, o Roman Reigns passou a ser o “Power-house”, onde as suas acções falam pelas palavras, o Dean Ambrose tornou-se num lunático e maluco (não estou a criticar, estou a falar na storyline) e o Rollins foi visto como o “Arquitecto dos The Shield” e nunca houve um líder, é verdade, mas o Rollins destacou-se como tal, claramente, e foi melhorando muito, agora com este “heel turn” vai ficar muito credibilizado e vai ficar em grande, de repente, quando se pensava que só o Roman Reigns teria um futuro assegurado, a WWE demonstrou que acredita no Seth e que ele terá igualmente um futuro brilhante na companhia, tem muito potencial.

    – Quanto ao Roman Reigns, tem tudo que é preciso para ser uma “estrela” e vai ser aposta da WWE, acredito que no fim vai sair por cima neste feud e ser lançado definitivamente para o Main Event, sem duvida.

    Bom trabalho. :-)

    • Salgado - há 2 anos

      Obrigado :)

      Compreendo o que dizes, embora não tenha sentido isso. Logo a promo de apresentação deles, após o Survivor Series 2012, tornou-se bastante claro quais seriam as funções de cada um. Rollins era o elemento consistente e inteligente, quem explicava e justificava as atitudes do grupo. Reigns a força bruta do grupo, enquanto Ambrose era o membro mais volátil e descontrolado.

      Tal como dizes a seguir, foi isso em que cada um se tornou, mas a meu ver, tal já era claro na primeira entrevista deles. Os trejeitos e maneirismos estavam todos lá, talvez apenas não tão evidentes.

      • Tunes9 - há 2 anos

        De nada. :-)

        Concordo com o que disseste, mas talvez mesmo por não estarem tão evidentes, eu tenho tido outra perspectiva, mas admito que esteja errado, mas que depois assumiram esses “papéis”, isso é certo.

  9. Hildo - há 2 anos

    Excelente artigo, Salgado.
    Não estou muito preocupado com o futuro dos 3 , pois acho que todos serão estrelas de topo o Rollins claramente evoluiu muito no Micro, acho que é algo que o Reigns deverá melhorar com o tempo, já o Ambrose.. nem sei o que dizer, ele está pronto! seja como Heel ou como Face, basta a WWE saber usá-lo. sinceramente, eu ainda acho que Ambrose e Rollins estão mais ”prontos” que o Reigns…

    • Salgado - há 2 anos

      Obrigado :)

      Acho que tanto o Rollins, como o Reigns, têm aspectos que precisam claramente de melhorar. A meu ver, o mais preparado, no geral, é Ambrose.

      • Hildo - há 2 anos

        O Ambrose pra mim já está pronto, mas o Rollins está muito bem ao micro, algo que não era tão bom por isso acho que ele também já está pronto.

  10. Salgado - há 2 anos

    Obrigado :) De acordo!

  11. Salgado - há 2 anos

    Obrigado :)

    Também tenho esperanças que sim. Exacto, ele vai precisar bastante deles.

    Completamente de acordo :)

  12. David Silva - há 2 anos

    Excelente artigo como sempre.
    Mais cedo ou mais tarde o grupo teria que acabar isto é algo inevitavel para qualquer formação,já tive o prazer de ver o inicio e o fim de grandes stables.
    O problema como anda sendo discutido foi a forma como isto ocorreu,na noite anterior os 3 fazem um grande trabalho e se sobresaem vitoriosos pela segunda vez contra a Evolution e na noite seguinte um dos membros trai o grupo e se junta ao rival.
    Pode ter causado algum choque más não convenceu e nem de longe foi o final épico que o The Shield merecia ter quando chegasse a hora.
    Na minha opinião qualquer um dos 3 pode se virar muito bem em carreiro solo e desde que seja bem bookado e a WWE não faça besteiras.
    O problema em questão é que o The Shield era a valvula de escape da cia quando precisavam salvar uma Raw e um payperview lá estavam eles e não me recordo de um unico combate ruim deles não importa quem fosse os adversários eles sempre interagiram bem o que os tornam especiais.
    As razões não foram claras e as desculpas não me convenceram e concordo contigo eles estavam indo bem como faces e poderiam ter ficado mais alguns meses.
    A direção da WWE preferiu outro caminho veremos o que o futuro nos reserva só torço para que o book da wwe não os estrague.

  13. joaop - há 2 anos

    “Relativamente ao futuro de cada um, tal tornou-se um pouco mais difícil de prever, depois de ter sido o membro mais improvável a trair os parceiros … Este nunca deu razões aos fãs para duvidarem dele”

    O moço já tinha abandonado os colegas a meio de um combate tag team. Não era assim tão improvável e na altura muitos fãs ficaram a duvidar dele, até aqui no wpt. Inclusive deu artigo de BTM.

  14. Leonardo Mendes - há 2 anos

    Ambrose pareceu ser quem mais depressa ia trair os shield? corrijam me se estiver enganado porque ja nao seguia a wwe a muito e recomecei a ver a pouco tempo, mas a mim pareceu ser o seth depois de tentar eliminar o Reigns na Royal Rumble, mostrou que nao se “importava” de os “queimar” para ter o que queria, uma coisa era ficarem os 3 ate ao fim e lutarem entre si, outra e apanhar o Reigns desprevenido e tentar elimina-lo

  15. THE_WOLVERINE - há 2 anos

    na minha humilde opinião este foi o melhor artigo que eu lê neste site até hoje, parabéns fez um excelente trabalho :)

  16. PANK JAMAICA - há 2 anos

    Não sei se concorda comigo mas, não tem mais o que a SHIELD provar, não tem mais inimigos a sua frente, eles já impuseram sua “JUSTIÇA” que quiseram mostrar desde seu debut. Em 1 ano e meio ganharam mais destaque do que os próprios main eventers. Seth está com um ótimo futuro garantido como cachorrinho do Lavesque, Roman vai ser o fuderoso da vez, e o Dean vai vagar por aí, mas não será esquecido, até por que a SHIELD deve 70 % de suas feuds a ele e antes de tudo ele era o cara dito como o futuro da WWE quando subisse ao roster principal.Voltando, eu sempre quis que isso durasse pra sempre, mas não tem mais nada pra fazer, só se eles voltassem a ser heel.

  17. João Morgado - há 2 anos

    Tanta coisa para dizer, bom artigo Salgado, como sempre aliás. No entanto discordo em tanta coisa.
    Em primeiro lugar, essa ideia de que os fãs sempre acharam qe Rollins iria ficar pelo caminho é uma generalização que para mim não tem nexo. Quem os viu aos 3 no NxT, nunca diria que o Roman Reigns teria mais sucesso que o Ambrose nem que o Rollins, ainda hoje eu olhos para os três e por muito que digam que o Reigns tem tudo para ser uma estrela, eu vejo muito mais uma estrela no Rollins do que em qualquer um dos outros. Outra coisa que nao concordo é o facto de dizer que agora que é Heel o Rollins não poderá usar o mesmo estilo de luta, com moves de alto risco e etc, só porque é heel não pode? O C.M.Punk foi heel, e nao foi por isso que deixou de colocar o corpo constantemente em perigo. Para finalizar creio que os Shield Não acabam cedo, eles ja ganharam tudo o que podiam juntos, já quando eram Heels eram apoiados pelo publico e como faces mais do mesmo, mas isto claro é só a minha opinião.

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