Opinião Feminina #188 – Misleading Signs of Change

O produto apresentado pelo território de desenvolvimento da WWE, NXT, é bastante elogiado pelos fãs. Assim o é merecidamente. O NXT faz as delícias de qualquer fã de Wrestling que se preze com combates de qualidade, histórias simples e bem executadas e personagens bem construídas e promovidas.

Existe uma consistência e dedicação na apresentação do NXT que falta no roster principal. No NXT, existe a ideia de que tudo importa. Tudo é feito com algum objectivo e tem uma direcção. Não é perfeito, como é óbvio, mas sente-se que existe um esforço para que tudo faça sentido.

No roster principal, o caso muda bastante de figura. No roster principal, existe frequentemente a sensação que os únicos aspectos que interessam são os que interessam a uma ou duas pessoas chave dos bastidores e o absolutamente necessário. Devido a isto, 90% do roster e das histórias acaba por ficar na gaveta à espera do dia em que serão o alvo de interesse de alguém dos bastidores ou que consigam conquistar a atenção dos fãs.

É notório que existem mentalidades diferentes a gerir ambos os produtos. Existem inúmeros exemplos de tal, sendo que um dos mais óbvios é a divisão feminina.

No fim do mês de Maio, o NXT transmitiu o seu segundo evento especial: NXT Takeover. À semelhança do NXT ArRIVAL, foi um evento simples com três histórias principais e outros combates mais curtos. Em ambos os casos, os três combates corresponderam ou excederam às expectativas, tornando ambos os eventos um must para qualquer fã.

A particularidade destes eventos é que, em ambos, o combate pelo Título feminino foi um dos destaques. Não foram combates de cinco minutos colocados antes do main-event para que os fãs tivessem tempo de relaxar um pouco. Em ambos os casos, o combate pelo Título feminino foi promovido e apresentado como sendo um dos main-events.

No NXT Takeover, Charlotte e Natalya tiveram um combate fantástico, enaltecido pela construção que o antecedeu. Ambas foram retratadas como duas lutadoras que defendiam o legado de ambas as suas famílias que os fãs conhecem bastante bem. A apresentação deste combate não envolveu ataques de loucura, triângulos amorosos ou comportamentos infantis. Este combate não foi entre duas Divas, foi entre duas lutadoras que apenas queriam provar o seu valor.

Isto é uma anomalia. Normalmente, a WWE não apresenta histórias tão sérias envolvendo talentos femininos.

O que é uma pena, porque Natalya e Charlotte provaram, mais uma vez, que é possível fazer uma história séria entre duas lutadoras e apresentar um excelente combate, sem perder a atenção dos fãs.

A forma como este combate foi apresentado e executado deveria servir de catalisador para uma mudança séria na divisão feminina do roster principal. Não me refiro a pequenas mudanças como despedir meia dúzia de Divas e enviar outras tantas para o território de desenvolvimento.

Refiro-me a algo mais permanente e decisivo. Refiro-me, claro, a uma mudança de mentalidade, pelo menos neste aspecto. Tal como referi há meses atrás, as expectativas dos fãs para a Divisão feminina encontram-se baixas, portanto não existe qualquer risco em experimentar novas estratégias.

Esperei um mês por sinais de que tal pudesse acontecer, pois custa-me bastante, como fã, ver que um combate de tamanha qualidade não irá ter qualquer impacto naqueles que o viram e têm o poder para mudar as coisas. Até agora, ainda não vi nada que me levasse a crer que as pessoas com o poder de fazer mudanças estejam a pensar fazê-lo.

No entanto, tal poderá ser apenas uma questão de tempo. Natalya recebeu grande parte do crédito pela qualidade do combate, pois como veterana, todos esperavam que fosse ela a “carregá-lo”. Aliás, foi por isso que ela foi escolhida. A WWE tem confiança em Natalya para ter um excelente combate quando a ocasião assim o exige.

O que ninguém esperava era a qualidade que Charlotte demonstrou ter. Charlotte estreou-se no NXT há menos de um ano e a evolução que fez foi absolutamente extraordinária. Charlotte ainda é bastante jovem nestas andanças e não se encontra em posição de “carregar” alguém, mas tal não lhe tira o crédito pela sua prestação neste combate. Para quem começou a lutar há tão pouco tempo, Charlotte foi fantástica.

Talvez a WWE invista mais na Divisão feminina quando Charlotte se estrear no roster principal. Não só porque a companhia possui talentos femininos perfeitamente capazes de contribuir com combates sólidos e histórias interessantes, como existe o facto de Charlotte ser filha de Ric Flair. Tal poderá garantir-lhe uma atenção especial.

Uma atenção especial que Paige, a campeã de Divas actual, não tem.

Paige é o mais próximo de uma lutadora séria que a WWE tem no roster principal. Não é louca, não se encontra envolvida em triângulos amorosos, nem se encaixa no estereótipo normalmente associado às Divas. Paige é diferente em todos os aspectos e isso joga a seu favor.

O que não joga a seu favor é o facto de estar a remar contra a maré. À excepção de um vídeo de apresentação e da forma como venceu o Título, os fãs pouco ou nada sabem sobre Paige. Provavelmente nem sabem o talento que esta tem e do que esta é capaz de fazer.

Paige não só não teve ainda oportunidade de o mostrar, como está a ser colocada em situações em que simplesmente não consegue triunfar. E não é só Paige, o mesmo aplica-se a todas as Divas da WWE.

A apresentação desta divisão não joga a favor da mesma. Os combates de Divas duram poucos minutos, não têm construção séria ou cuidada e são colocados nas piores alturas de um pay-per-view.

Resumindo, a WWE faz exactamente o oposto que o NXT, no que toca à Divisão feminina e por isso, obtém resultados completamente diferentes.

Desde a sua estreia que Paige tem enfrentado as mais variadas Divas, começando pelas menos usadas e destacadas. Gradualmente, a importância das suas adversárias tem aumentado.

Uma das suas mais recentes adversárias, Alicia Fox, tornou-se popular ao demonstrar comportamentos foram do comum e tresloucados. Não é a primeira vez que Divas se tornam populares de forma semelhante, sendo que AJ Lee foi o último exemplo de sucesso.

É uma faceta que os oficiais da WWE apreciam ver, mas infelizmente, nem sempre resulta nas melhores histórias ou combates. Tal como AJ Lee em 2012, o ponto forte de Alicia Fox passou a ser o seu comportamento errático, logo esta não tinha qualquer valor como candidata ao Título.

Por isso, a WWE tomou a decisão certa ao não mudar o Título de mãos e irá, provavelmente, continuar os comportamentos de Alicia Fox até se cansarem.

É uma pena que Paige tenha sido sacrificada por algo que não passa de um capricho dos oficiais da WWE, mas pelo menos, os danos resumiram-se a apenas uma derrota, sem o Título o jogo.

A sua adversária de hoje, do Money in the Bank, é claramente mais importante que todas as outras que enfrentou até hoje. Naomi, juntamente com Natalya e as Bellas, faz parte do elenco do Total Divas e é vista como uma das mais importantes da Divisão graças a isso.

Naomi é bastante atlética e mais capaz que a sua parceira, Cameron, portanto o combate de hoje tem tudo para ser um pouco melhor do que os que Paige tem tido ultimamente. No entanto, os fãs de Paige poderão não ter tanta sorte, graças a um problema chamado Cameron.

Cameron é uma das Divas menos talentosas que a WWE possui e uma das personalidades mais irritantes e detestáveis – não no bom sentido – que passaram pela WWE nos últimos anos.

A WWE parece querer separar o duo e, graças a isso, Cameron tem estado bastante envolvida nesta rivalidade. A tensão entre Cameron e Naomi tem recebido mais destaque que o combate pelo Título, deixando bem claro que Paige é apenas o catalisador da separação. Isto significa que um combate de qualidade superior ao que normalmente é apresentado é a última coisa na lista de prioridades da WWE.

A falta de desenvolvimento de Paige e a forma como é constantemente colocada de parte em benefício de terceiros impede-a de mostrar aos fãs aquilo que é capaz de fazer.

De início apoiei a ideia de apresentar Paige com calma e progressivamente, pois contava que o grande nome da Divisão – AJ Lee – fosse o grande objectivo e, por isso, a WWE tivesse a tentar dar Paige a conhecer aos fãs, deixando-a dominar algumas estrelas menos importantes, antes do grande choque.

Ora, não é nada disso que a companhia está a fazer. Muito à semelhança do que costuma acontecer com os vencedores da Mala de Money in the Bank, a WWE está a agir como se o facto de Paige ser campeã fosse suficiente para os fãs se investirem e acreditarem nele. Mas não é, especialmente da forma como Paige foi apresentada.

Os fãs ainda não sabem nada sobre ela e não possuem quaisquer razões para se importarem, o que é uma pena, porque Paige é uma estrela cheia de talento e alguém em quem a WWE pode confiar toda a divisão feminina.

Paige pode ser a grande estrela da Divisão, especialmente agora que nem se sabe quando AJ irá voltar. E mesmo na ausência de AJ, Paige possui Divas no roster com quem pode ter bons combates que conquistem os fãs. Emma e Natalya são os dois nomes imediatos e com resultados garantidos.

Hoje em dia, não é nada difícil para as Divas impressionar os fãs, pois estes não têm qualquer espécie de expectativas criadas. Basta fazer o que foi feito no NXT. Dar a ambas as lutadoras uma razão séria para lutarem e um quarto de hora em pay-per-view. Em apenas quinze minutos, Paige consegue mudar a ideia que muitos fãs têm dela neste momento. Só é necessário um pouco de dedicação e cuidado.

Infelizmente, como tem sido apontado repetidamente ao longo do artigo, dedicação e cuidado é algo que a WWE não tem com a divisão feminina. Olhando para a Divisão neste momento, existem vários indícios supostamente positivos. Paige, uma das Divas mais talentosas, é campeã e existem dois combates envolvendo Divas no pay-per-view de hoje.

A WWE raramente se investe numa história entre Divas, quanto mais em duas. Dois combates entre Divas em pay-per-views poderia ser um sinal de que a WWE decidiu investir na Divisão. Todavia, tal não é o caso. Todos estes indícios são bastante enganadores.

Há uns meses, defendi que não existiam problemas em usar histórias do Total Divas para desenvolver rivalidades entre as Divas, visto que a WWE raramente se investe nessa tarefa.

Isto não teria quaisquer problemas se fossem fornecidas informações suficientes na programação tradicional da WWE para que os fãs que não seguem o Total Divas conseguissem compreender as rivalidades. E, claro, se o uso do Total Divas para construir histórias fosse consistente e bem feito.

Primeiro, as histórias precisariam de ser interessantes e cativantes. Uma luta na Raw entre Nikki Bella e Natalya, porque Nikki não gostou do quadro que Natalya pintou para ela é uma história infantil e sem justificação para gerar um combate. Não é algo que irá cativar a atenção e interesse dos fãs.

Porém, uma rivalidade entre Summer Rae e Natalya, gerada a partir do estalo que Summer Rae deu em Natalya, devido ao choque de personalidades de ambas, já parece mais aceitável. Com uns retoques e melhorias, até poderia surpreender.

Em segundo lugar, e mais importante, a WWE não pode construir algumas rivalidades com base em acontecimentos do Total Divas e esperar que os fãs ignorem o que se passa no resto do programa. Ou seja, é preciso que exista consistência no uso do Total Divas para as histórias entre as Divas.

E é aqui que o triângulo amoroso entre Fandango, Summer Rae e Layla entra. Summer Rae e Fandango decidiram, no Total Divas, que seriam amigos, após terem tentado uma relação. No entanto, na programação regular da WWE, Fandango terminou a sua relação com Summer Rae e trocou-a por Layla.

Sejamos francos, isto é um detalhe absolutamente irrelevante. Quer os fãs sigam o Total Divas ou não, ninguém está interessado na rivalidade ou combate. Não seria isto que faria a diferença. A história simplesmente não é interessante o suficiente, assim como nenhum dos envolvidos.

No entanto, é esta falta de atenção ao detalhe que vitimiza outras histórias e outras personalidades. Esta atitude despreocupada é completamente contraproducente e frustrante.

A WWE não pode apresentar este tipo de inconsistências e esperar que os fãs desculpem as lacunas no seu produto, apenas porque percebem o que eles estão a tentar transmitir. É uma atitude preguiçosa e pouco professional da sua parte.

Mais uma vez, assim o é porque a WWE não tem qualquer interesse na divisão feminina. Ou no midcard. Ou em qualquer coisa que não envolvam as cinco ou seis estrelas em quem estão decididos em apostar. Ou seja, em 90% do produto que apresentam.

O Total Divas poderia servir como simplesmente mais um reality show, ou poderia dar a conhecer mais sobre as Divas e as rivalidades que se passam na WWE. Não pode ser um meio termo. Não pode, no mesmo episódio, dar azo a uma rivalidade entre duas Divas, e tirar a credibilidade e razão de ser a outra rivalidade existente.

Ou o uso do Total Divas é bem pensado e estruturado, ou não é usado de todo e passa a viver num mundo à parte. Esta é uma decisão que a WWE devia ter tomado há imenso tempo, mas que provavelmente nunca irá tomar.

Como é natural, não é apenas esta inconsistência que trama o triângulo amoroso. Aliás, é uma inconsistência que poucos fãs devem ter notado.

Esta história falha por várias outras razões. Para começar, Fandango não é relevante no panorama da WWE. É apenas mais uma personagem espalhafatosa em quem a WWE apostou durante uns tempos, até que se fartou e seguiu para a próxima. Os fãs não têm quaisquer razões para se investirem em Fandango, muito menos em quem o acompanha ao ringue.

Segundo, a relação de Summer Rae e Fandango nunca foi alvo de grande destaque e ambos sempre foram apresentados como vilões de midcard. Por defeito, pode-se dizer que Summer Rae é a babyface da história, visto que foi ela que foi abandonada, mas isso é apenas em teoria. Na realidade, Summer Rae não lhes deu qualquer motivo para a apoiarem ou sentirem pena dela. Ou seja, a separação não suscita qualquer emoção junto dos fãs.

E terceiro, Layla e Fandango não possuem qualquer química e não têm feito nada juntos que leve os fãs a detestarem Layla.

Resumindo, todos os envolvidos desta história são absolutamente irrelevantes e os fãs não têm qualquer razão para preferirem uma das Divas como parceira de Fandango. A história existe por mera formalidade. Summer Rae teve de se ausentar, Fandango precisava de parceira e apenas fazia sentido haver uma luta entre as duas aquando o regresso de Summer Rae.

Isso e o facto da WWE adorar ver as Divas a sujarem-se umas às outras, seja com o que for, são os únicos pretextos que a WWE precisa para realizar a rivalidade, mas não são suficientes para convencer os fãs.

Mesmo que continuasse a ser um fracasso autêntico, teria gostado muito mais desta rivalidade se a intenção da WWE em querer criar mais histórias entre as Divas fosse genuína. Mas não é o caso. É uma formalidade e um resultado de caprichos e preferências. Portanto, será recebido pelos fãs como isso mesmo e como todos os combates envolvendo as Divas são.

Depois da estreia de Paige, a Divisão de Divas encontra-se exactamente na mesma. Sozinha, Paige não consegue fazer nada. Acompanhada de outras Divas, como Charlotte, poderá gerar grandes combates e rivalidades, mas não será permanente. Daqui a uns anos estamos a ter novamente o mesmo debate, porque Paige e várias outras já não fazem parte do roster.

A verdadeira mudança precisa de ocorrer nos bastidores, na mente dos que têm o poder para a implementar. Até lá, só resta aos fãs desfrutar as pequenas dádivas que o NXT vai fornecendo e esperar pelo melhor no roster principal. Desejo a todos um excelente Money in the Bank, não se esqueçam de apostar na League e até à próxima edição!

Sobre o Autor

- Administradora. Publico parte das notícias, faço a gestão da League, dos Passatempos e ainda sou escritora do artigo “Opinião Feminina”.

17 Comentários

  1. José Sousa - há 2 anos

    Excelente artigo. Nada mais a acrescentar concordo com tudo o que disseste.

  2. JoãoRkNO ® - há 2 anos

    Excelente trabalho , nada a apontar .

  3. Rodrigo Anjos - há 2 anos

    Grande artigo.

  4. Alexandre Romano - há 2 anos

    Excelente artigo não tenho nada a acrescentar.

  5. Henrique YES! - há 2 anos

    Excelente artigo, nada a apontar

  6. GonRodri - há 2 anos

    Grande artigo, Parabéns. Nada a acrescentar, simplesmente PERFEITO!!

  7. Malco Canedo - há 2 anos

    Excelente artigo.
    Eu acho que a WWE se encontra num período de estagnação completo, a divisão de tag team (que não tem mais recebido tanto destaque), a das divas, o midcard e até mesmo o main-event, todos com os mesmos sinais de falta de consistência e preocupação nas storylines, talvez essa situação seja resolvida com o tempo, mas até lá, é só esperar.

  8. ViniciusRodriguesS - há 2 anos

    Excelente artigo. Tenho os mesmos pensamentos que você, nada a acrescentar.

  9. John_3:16 - há 2 anos

    Creio que falas-te tudo salgado bom artigo

  10. Julio - há 2 anos

    Excelente Artigo :)

    Acho que não tenho nada a acrescentar

  11. Hildo - há 2 anos

    Excelente artigo, Salgado.
    O Problema é que no NXT não tem tantos nomes para ter grandes ”feuds” de topo ou seja, as divas suprem (e muito bem isso) tal como você citou, Emma vs Paige e Charlotte vs Natalya simplesmente foram combates fantásticos, a WWE deu uma apresentação seria e decidiu dar as divas destaque, algo que raramente ou quase nunca faz, a feud Kaitlyn vs Aj Lee ano passado deu um novo folego para as divas mas depois que acabou a feud começou com as divas do total divas, o que poderia ter sibe bem melhor que foi, pois a Aj poderia ter feito mais, mas como eu disse a WWE simplesmente não quer saber da divisão de divas, é só levar a sério parar de fazer essas cpisas estupidas e infantis que poderíamos ter feuds e combates muito bons, alem dos nomes que você citou, uma feud entre a Summer Rae e a Paige poderia ser muito boa, pois a Summer já está em destaque, e como teriam que ”ressuscitar” a Emma, e voltar a Natalya para a televisão, não imagino outro nome para rivalizar com a Paige no momento.

  12. Edjandro Martins - há 2 anos

    Artigo espetacular, nada a acrescentar, infelizmente o tratamento da divisão feminina no roster principal da WWE e muito ruim.

  13. Tunes9 - há 2 anos

    Excelente artigo, realista e interessante, Parabéns! Salgado. :-)

    Concordo a 100%, disseste tudo.

    Começo por dizer que o Total Divas deve passar a ser um reality show da WWE Network e não ter nada a ver com a WWE (em especifico) ou então deve acabar de vez, concordo.

    Depois concordo com o que dizes sobre a Paige, está a ser mal aproveitada e parece que é campeã só para desenrascar para ver se a AJ aparece ou outra “Diva” acaba por ser campeã, não tem segmentos, não tem “promos”, faz combates sem objectivo nenhum, as feuds são fracas e sem credibilidade e às vezes nem aparece na RAW ou Smackdown, parece que o titulo é um objecto e isso não é positivo, até estão a dar mais destaque às feuds Summer Rae/Layla e entre as Funkadactyls, o que é ridículo.
    Eu falo por mim, acompanho a Paige (e outras “Divas”) desde da FCW, passando pela NXT e agora pelo Main Roster, portanto sei bem o talento e a qualidade que ela tem, é muito completa e tem tudo para levar a divisão “às costas”, mas desta maneira não dá e ela não pode fazer nada sozinha, se quem realmente manda não quiser, nada feito, é pena.

    Há fãs que só vêem a divisão feminina para ver mulheres bonitas e sensuais, ainda bem que a maioria dos fãs não vê com esse objectivo (único), podem ver também por essa razão, mas não pode ser a prioridade, para ver mulheres assim há a “vida real” ou então outro tipo de sites, há em abundância, a divisão feminina pode ter mulheres bonitas e sensuais e é agradável de se ver, obviamente, mas a prioridade deve ser o talento delas, a qualidade dos combates e das feuds/histórias, o booking, isso deve ser o mais importante e só assim a divisão pode ter credibilidade e interesse, eu confesso que vejo os combates da Paige (é a minha “Diva” preferida, apenas por isso) porque os combates não têm sido muito interessantes, mas prefiro ver combates femininos da NXT do que ver combates do Main Roster, isso é certinho, eu vi o combate Natalya vs Charlotte e gostei bastante, já outros combates do Main Roster como Alicia Fox vs Aksana, entre outros, são fraquinhos e aborrecidos e às vezes nem tenho interesse em ver.

    É preciso apostar em “Divas” talentosas, a WWE tem algumas (Paige, AJ, Natalya, Emma, Charlotte, a própria Summer Rae, entre outras), e é preciso dar destaque à divisão e criar feuds/histórias decentes e com interesse, que originem combates de qualidade, caso contrário a divisão feminina cada vez será pior e vai perder fãs, digo isto porque já gostei mais da divisão e agora vejo mais por alguma “Divas” que aprecio, pouco mais, espero que melhore e a WWE comece a olhar para a divisão com outros olhos, que também merece.

    Obrigado e Bom trabalho. :-)

  14. Brian - há 2 anos

    Excelente artigo!

    A divisão de Divas está muito pobre, não existe nada que podemos ressaltar e no fim do dia comentar sobre ela. Os bookers não sabem o que fazer com elas, o Total Divas até agora não acrescentou nada de especial por essa divisão, no máximo existem duas Divas com personagens bem construídas que são a de AJ e Paige, sendo que está última no Roster principal não teve uma boa construção quando ao seu Debut (tirando claro os Cheers do público).

    Ousadia é o que talvez mais falte nesta divisão. Combates com estipulações (eu sei porque não existem combates desse tipo para as mulheres na WWE), tempo ao microfone pode nos surpreender como foi com a AJ, e não descarto situações de envolvimentos com Superstars, desde que sejam grandes nomes para nos dar interesse.

    É gritante a diferença das Divas do roster principal quanto as atletas do NXT. Enquanto no NXT tivemos um combate com duas famílias lendárias envolvidas, no Raw e Smackdown temos um triangulo amoroso (pela 1089108392 vez) entre Low Cards.

    Mostrasse bem a situação atual das mulheres da WWE, e a solução me parece bem clara (subir Divas do NXT para o main roster e ousar). O que falta é o investimento, pois penso que a WWE tem divas capazes de trazer coisas boas para a divisão.

  15. 434 Days - há 2 anos

    Excelente artigo. É mesmo frustante ver o pouco investimento da WWE não so nas divas, mas também no rest do card, com exceção do main event.

  16. danielLP21 - há 2 anos

    Excelente trabalho.

    Sinceramente, interessei-me pela história do triângulo amoroso. Acho que o Fandango tem o papel ideal para isto, e até houve momentos interessantes. Em relação ao resto, 100% de acordo.

  17. AnonnyXXX - há 2 anos

    Excelente artigo, tenho certeza que se a WWE investisse na Paige, poderia se tornar uma das melhores divas da história. Basta a WWE querer.

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