Opinião Feminina #199 – Short & Sweet

Desde os tempos de Seth Rollins como campeão que elogio o território de desenvolvimento da WWE, NXT. A criação de Triple H tem sido um projecto bastante elogiado e dado esperança aos fãs para o futuro.

No NXT os fãs não receiam ver Sami Zayn, um dos candidatos ao Título e favoritos dos fãs, a envenenar o café de Triple H para que este depois fique indisposto e vomite em cima de William Regal. No NXT, Wrestling é apresentado de forma simples, consistente e sem insultar a inteligência dos fãs que estão a assistir.

É tudo tão diferente do roster principal. É refrescante. O cenário íntimo com fãs que, claramente, se querem divertir sempre que aparecem e estão investidos no que estão a ver. As histórias simples, mas bem construídas, sem recorrer aos apoios recorrentes que estamos habituados a ver no roster principal. Os combates com sentido e propósito.

O roster principal caiu numa rotina, onde o molde está feito e, salvo algumas excepções, só mudam os lutadores de história para história. Sente-se uma falta de esforço e de interesse enorme, ao passo que no NXT é diferente. Não se vêem os mesmos finishers na mesma noite, nem as mesmas histórias. O card, desde o primeiro combate ao último, interessa e tem uma história própria.

Isso não significa que não exista diversão, momentos mais relaxados com personagens excêntricas e diferentes. Muito pelo contrário. No NXT, a palavra de ordem é variedade. Existem os combates rápidos, normalmente para apresentar novos lutadores ou para evitar expor outros; combates de Tag Team; combates envolvendo as Divas e o main-event, entre outros.

Aliás, no NXT são apresentadas personagens de forma consistente, algo que é raro nos dias no roster principal da companhia. Qual será a primeira reacção dos fãs quando Tyler Breeze se estrear a sério no roster principal? Irá o interesse – ou falta dele – ser fruto da forma como a WWE simplesmente se aborreceu com Fandango?

E Bayley? Uma personagem tão doce, infantil e absolutamente adorável, poderá ter esperanças de ter um tratamento melhor do que Emma? Emma era relativamente parecida a Bayley, no sentido em que apenas precisava de um pouco de tempo e espaço para mostrar a sua personalidade. Com tempo, consistência e bons combates, os fãs iriam eventualmente tornar-se fãs.

Temo o dia em que Bayley se estreie no roster principal, pois não tenho qualquer fé que a WWE a saiba apresentar e proteger como o NXT o faz. A história que conduziu ao seu combate com Charlotte no Takeover foi tão simples, mas ao mesmo tempo uma forma fácil de conquistar e segurar os fãs de Bayley. Afinal, Bayley é apenas alguém ingénua, mas esforçada que adora o trabalho que tem, mas que também quer provar que o merece.

Esta personagem tem sido tão bem representada e protegida que a ideia de Bayley já não querer dar abraços causou choque aos fãs. Esta última frase, tirada do contexto do NXT, é absolutamente ridícula. Porque é que ter Bayley a dizer que não quer dar abraços teve tal impacto?

Pela mesma razão que os fãs perderam a cabeça e gritaram “Let’s go Swagger” quando Jack Swagger e Zeb Colter confrontaram Rusev e Lana. Quando as personagens estão bem estabelecidas e foram alvo de uma apresentação consistente, as histórias escrevem-se sozinhas.

Dar abraços é uma imagem de marca de Bayley, o que até já deu azo à criação do cântico “Bayley’s gonna hug you”. É algo que foi distinguido como uma característica sua, portanto os fãs entendem-no e tratam-no como tal.

O combate que ambas tiveram no Takeover não foi tão bom quanto os combates que Charlotte e Natalya tinham tido no último Takeover, ou que Emma e Paige tinham tido no NXT ArRIVAL. Essa é uma das razões para o Takeover II não ter sido tão bom quanto os outros dois eventos.

Quando Bayley foi anunciada como adversária de Charlotte tive este receio, pois é claro que nenhuma das duas tem ainda capacidades para estar à altura dos dois últimos combates femininos. No entanto, continua a ser melhor do que as Divas normalmente estão autorizadas a apresentar no roster principal.

Fiquei ainda com mais receio com os rumores que surgiram que Charlotte iria perder o Título para Bayley e transitar para o roster principal. Bayley não está pronta para ser campeã. Felizmente, o NXT não desiludiu e tal não aconteceu.

E como prova do talento do responsável pelo processo criativo do NXT, Bayley não perdeu nada por perder o combate. Esta história não revolvia à volta do Título, mas sim à volta da procura de respeito por parte de Bayley. Era isso que ela queria sempre que acusava Charlotte de não a levar a sério ou de lhe apertar a mão.

Daí a sua raiva para com Charlotte quando esta lhe ofereceu a mão no início do combate. Portanto, Bayley venceu. Porque no fim, quando Sasha Banks a atacou, Charlotte protegeu-a em sinal de respeito. Bayley ganhou, finalmente, o respeito de Charlotte como adversária, porque sobreviveu.

Esta foi apenas a primeira etapa da jornada de Bayley e o olhar de emoção que esta deu momentos antes do fim do combate, não só arrepiou, como contou toda a história até agora. Uma história de respeito, emoções, subtileza e doçura. Algo que duvido imenso que a WWE consiga replicar no roster principal, simplesmente porque hoje em dia já não existe este cuidado.

Esta atenção aos detalhes. A WWE já não sabe ser subtil. Tudo tem que ser óbvio e constatado repetidamente ao longo de um evento, ou de uma semana, para que não existam dúvidas na cabeça dos fãs. Penso que a WWE subestima a inteligência dos fãs que assistem, especialmente dos mais novos. O que é uma pena, porque se fosse bem executada, Bayley seria um sucesso com a pequenada.

Bayley não é a única personagem a quem grande parte da audiência torceria o nariz aquando a primeira apresentação. Alguma da comédia que o NXT faz iria causar o exasperação de muitos fãs que estão habituados a ver a WWE a abusar e falhar redondamente. Falo, por exemplo, do combate Hair vs. Hair que se realizou no Takeover II, envolvendo Enzo Amore e Sylvester LeFort.

O combate não foi bom, mas também ninguém esperava que fosse. Como evento diversificado que é, este foi o momento da comédia do evento. A energia de Enzo e a forma exagerada como este se apresenta tornam-no numa personagem divertida de assistir. E como se pode ver pelo seu discurso introdutório, os fãs presentes em Full Sail estão rendidos a Cass e Enzo, o que ajuda bastante a dupla.

No entanto, o que os ajuda mais é a curta duração da sua apresentação. Personagens do género precisam de ser protegidas e usadas com moderação em segmentos verdadeiramente engraçados. O tipo de comédia que, por vezes, a WWE emprega não tem nada de engraçado, o que apenas prejudica pessoas que são genuinamente engraçadas. Exemplo disso é Santino Marella.

O truque é entender perfeitamente o que faz com que uma personagem funcione e usá-la de forma consistente. Às vezes é preciso adaptar, mudar os planos e seguir outro caminho. Bo Dallas foi exemplo disso. Como babyface, este estava a falhar miseravelmente. Antes do NXT reverter a situação a seu favor, tive receio que os maus hábitos da WWE de combater a reacção dos fãs a ferro e fogo tivessem finalmente chegado.

Não foi isso que aconteceu. O aborrecedor e odiado Bo Dallas tornou-se assim num vilão dissimulado e iludido que toda a gente queria ver levar uma sova. A streak do limitado e vaiado Mojo Rawley chegou ao fim. Tyson Kidd evoluiu de apenas mais um excelente lutador que a WWE tinha no roster para um dos vilões mais interessantes que a WWE tem em televisão.

Há muito tempo que uma relação entre um casal – Natalya e Tyson Kidd – não era usada tão bem na WWE. Foi inteligente e tornou Tyson Kidd num vilão ainda maior, mostrando a todos o que a WWE estava a perder por não conseguir destacá-lo da forma certa.

Pessoalmente, fui grande fã da sua promo no NXT Takeover II, onde aparentava elogiar todos os envolvidos no main-event, quando na realidade apenas estava a falar de si. Tyson Kidd tem mostrado um lado seu que muitos fãs, por culpa da apresentação de que este tem sido alvo, não acreditavam que existia. Mas existe e consegue ser bastante interessante de ver.

Tyson Kidd tem sido essencial para manter a elevada qualidade que o NXT frequentemente apresenta dentro de ringue, tendo sido um dos envolvidos no main-event das últimas duas edições do Takeover. E no fundo, é aí que reside o grande sucesso do NXT.

Não interessa se vemos Enzo Amore a querer rapar o cabelo de LeFort ou alguns squash matches pelo meio, pois estamos habituados a esperar o melhor dos combates mais promovidos, especialmente do main-event.

Tal como referi, é por isto que o Takeover II não foi tão bom quanto o ArRIVAL e Takeover I. No ArRIVAL assistimos ao Ladder Match entre Bo Dallas e Adrian Neville, Emma vs. Paige e Cesaro vs. Sami Zayn. No Takeover I, Neville vs. Tyson Kidd foram o main-event, enquanto Natalya e Charlotte arrebatavam os fãs com o potencial do Wrestling feminino e Sami Zayn voltava a ser um dos destaques, juntamente com Tyler Breeze.

Tanto no ArRIVAL, como no Takeover, Sami Zayn encontrava-se fora do main-event, onde continuava a presenteava os fãs com performances excepcionais.

Desta vez, Ascension vs. Lucha Dragons foram o terceiro grande combate da noite. E o combate foi bom, apresentando um excelente exemplo da dinâmica que opõe a velocidade à força bruta, mas a qualidade não é comparável ao combate que Zayn teve com Cesaro ou com Tyler Breeze.

Mas, mais uma vez, ninguém esperava que fosse. Quem tem acompanhado os combates dos Ascension sabe que estes possuem limitações e nunca tiveram numa situação de risco ou num combate mais longo que o habitual. Era por isso extremamente improvável que fossem protagonistas de um combate arrebatador. Porém, tal não impediu Kalisto de brilhar com a sua ofensiva.

Ora, a descida na qualidade do Takeover I para o Takeover II não é, de todo, um problema. Primeiro, é uma prova da elevada qualidade que os outros eventos que o NXT realizou tiveram. Segundo, o evento conseguiu ser melhor do que vários pay-per-views que a WWE realizou este ano. E, o main-event, foi definitivamente um dos melhores combates do ano, não só pela incrível performance de todos dentro de ringue, mas também pela história contada. Mais uma vez, a subtileza e a arte de contar uma história são o destaque.

De um lado, temos o campeão, Adrian Neville. O campeão que, tal como disse anteriormente, Daniel Bryan deveria ter sido. Um campeão sério, bem protegido (não sofreu nenhuma derrota em 2014) e que constantemente prova a sua qualidade dentro de ringue. A sua credibilidade é forte, assim como a sua popularidade.

Do outro, temos Sami Zayn. Não há muito que se possa dizer sobre Sami Zayn que não se possa resumir a fantástico. Zayn nunca precisou de passar pelo NXT e desde o primeiro dia que é evidente que está mais que pronto para entrar no roster principal e encantar os milhões de fãs da WWE.

Não foi isso que aconteceu, mas tal não o impediu de deslumbrar os fãs ao longo dos últimos meses com excelentes performances contra vários adversários.

Nos seus dois melhores combates do ano, Zayn perdeu. No entanto, os combates foram tão bons que ninguém o viu dessa forma. A sua qualidade impulsiona e mantém viva a sua popularidade, assim como o seu evidente carisma.

Na Fatal Four, Zayn é o herói que há meses que tenta alcançar a meta, ainda sem sucesso. Na meta, à sua espera, está Adrian Neville. Ora, mas como Zayn é o derradeiro herói, por quem os fãs têm sofrido para ver vencer o Título, a dinâmica seria ainda mais dramática e emocionante se Adrian Neville não fosse tão popular.

O seu estilo e impressionante finisher são dificilmente aspectos que os fãs iriam vaiar. Este seria um problema, se não estivéssemos a falar do NXT.

Tyler Breeze e Tyson Kidd estavam presentes no combate, não só para serem os vilões da história, mas para evitarem que o grande confronto entre Zayn e Neville ocorra cedo demais. O confronto que, como se pode ver pelo combate, os fãs estão ansiosos por ver. E, por isso, foi o confronto mais evitado do combate.

Em vários momentos do combate a luta de Zayn pelo Título parecia estar terminada, mas no último momento, Neville perdeu o controlo e tirou o árbitro do caminho. Depois de tantos momentos em que parecia que Zayn tinha finalmente conseguido, este foi o balde de água fria que os fãs não esperavam. O balde que tornou o finisher de Neville vaiado. O impossível tinha acontecido. E, a não ser que esteja mesmo muito enganada, vai continuar a acontecer.

A questão que se coloca agora é, depois de um ano a falhar constantemente nas suas tentativas de atingir o seu objectivo, irá a frustração dominar Sami Zayn? Julgo que não, mas tudo pode acontecer e este tem, certamente, muitas justificações para essa frustração.

Facto é que, mais uma vez, o NXT tinha apresentado um main-event de elevada qualidade, com significativa carga emocional e uma história subtil, mas provocante que deixa os fãs ansiosos para ver o próximo evento.

Esta é outra grande vantagem do NXT. O próximo evento ainda não está marcado. Aliás, a frequência com que é realizado um evento especial é uma das razões que os torna, de facto, especiais. Também os ajuda bastante a ter a qualidade que têm. Graças ao calendário que têm, sabemos que é pouco provável que tenhamos dois eventos especiais seguidos de fraca qualidade ou desinspirados. Ainda nem nos foi apresentado um assim!

Isso e o facto de apenas existir uma transmissão semanal do NXT com a duração de uma hora garante que os fãs nunca ficam saturados, seja do programa, seja dos lutadores. Até as edições mais disinspiradas e medianas são visualizadas com outro espírito, pois sabemos que não é um hábito do programa e que é apenas uma hora. Não são três por semana. Ou seis.

O NXT é um símbolo de esperança para muitos do que, um dia, a programação principal da WWE pode começar a ser ou melhorar, quando estiver sob o controlo total de Triple H. Para mim, o NXT é o exemplo mais simples do que se pretende de um bom programa de Wrestling, ou seja, bom wrestling, boas personagens e histórias cativantes.

Não deixo que o se torne num símbolo de esperança porque, por muito bom que seja para os fãs terem este doce ao longo da semana, não é isto que os oficiais principais da WWE vêem como sendo aquilo que nós queremos. Aquilo por que estamos dispostos a pagar. Não é esta a visão de Vince McMahon e não sei até que ponto é que a visão de Vince e a visão de Triple H coincidem.

É fácil deixar o NXT ser o que é quando este não tem nada a depender de si, com a excepção do merchandise dos talentos do NXT e alguns live events. A WWE não depende da marca para ter rendimento significativo. Nem no que toca à Network. O que vende a Network é o arquivo que a WWE dispõe e os seus pay-per-views actuais. O NXT é um bónus. Um belo bónus, mas nada mais que um bónus.

Através do NXT, a WWE mantém os talentos que contrata ocupados, ao mesmo tempo que cria nova programação. Se o NXT fosse usado para render, à semelhança que a Raw ou Smackdown fazem, duvido muito que Vince McMahon não tivesse mais a dizer sobre o projecto e não só de forma criativa.

Se for para se tornar num programa à semelhança da Raw e Smackdown, iriam adicionar, pelo menos, mais uma hora de programação e o evento seria realizado em arenas maiores, perdendo a atmosfera íntima e investida que apenas um tipo de fãs trás. Só essas duas mudanças corriam o risco de arruinar a essência do programa.

Não digo que Triple H não mude algumas coisas quando tomar controlo da WWE – que faça desaparecer os vestígios de humor infantil de Vince, por exemplo – mas tenho sérias dúvidas que este olhe para o que o NXT apresenta, e pela forma que o faz, como algo em que possa basear o seu império, como é actualmente feito com a Raw, sem fazer várias alterações.

Só o seu envolvimento pessoal na Raw, como figura de Autoridade, já é uma razão para o NXT ser bastante mais fácil de ver. Só existe uma figura de Autoridade e raramente interfere ou tem destaque.

Todavia, não deixa de ser um facto que, actualmente, o produto apresentado semanalmente pelo NXT é mais interessante do que a WWE tem apresentado, salvo algumas excepções. A meu ver, o NXT é a recompensa que todos precisamos em algumas semanas por aguentarmos o que às vezes temos de aguentar. Uma bela recompensa, não haja dúvida. Enfim, deixo a todos o conselho de verem o Takeover II. O Takeover I e ArRIVAL também, caso ainda não tenham tido oportunidade. Da minha parte, desejo uma excelente semana a todos e até à próxima edição!

Sobre o Autor

- Administradora. Publico parte das notícias, faço a gestão da League, dos Passatempos e ainda sou escritora do artigo “Opinião Feminina”.

24 Comentários

  1. JoãoRkNO ® - há 2 anos

    Gostei do artigo .

    Sem dúvida que nos show´s desta últimas 3 semanas , apesar que a última Raw até foi razoavelmente boa , o NXT foi uma levada de ar fresco . Concordo no que dizes sobre a Bayley , e para te ser sincero , não descartando o talento da Charlotte , também não acho de todo que esta esteja preparada para a ascensão . Pessoalmente , quero ver uma feud entre a Sacha e a Charlotte , isso sim , talvez as catapulte para outro nível .

    O Zayn é dos casos que mais me entristece ao vê-lo no NXT . Mas aqui surge a pergunta . O que será do NXT sem estes 4 wrestlers que lutaram no Takeover II ? Quando emergirem para o Main Roster , quem ficará a segurar o ME no NXT ? Claro que temos o Kenta , o Devitt ou o Steen , mas não acredito que se tornem já Top Star´s no NXT , pois terão uma longa jornada pela frente .

    • Salgado - há 2 anos

      Ainda bem :)

      Também não acho que Charlotte esteja pronta para o roster principal, embora seja melhor atleta do que a maioria que lá está.

      Não acredito que o Tyson Kidd saia do NXT. Relativamente à ausência dos outros três, o NXT tem Devitt, Steen e KENTA. Talento não falta para continuar a fazer excelentes eventos. Não sei como será a introdução deles os três, mas não tenho receio.

  2. MicaelDuarte - há 2 anos

    Muito bom, Salgado.

    Confesso que gostei bastante do combate entre a Bayley e Charlotte. Ainda que não tenha atingido o nível dos outros dois combates, gostei, sobretudo do “storytelling” apresentado. No que diz respeito ao NXT, acho que a melhor “wrestler” é a Sasha Banks. Além da qualidade no ringue, também tem boas “mic-skills”.

    Quanto ao restante conteúdo do artigo, concordo totalmente.

    • Salgado - há 2 anos

      Obrigado!

      Foi isso que tentei dizer. A nível técnico não foi tão bom quanto os outros dois, mas o “storytelling” foi excelente e dramático.

      Ahaha está quase!

  3. Tiago Correia - há 2 anos

    Não acompanho o NXT (embora tenha visto o Takeover II) mas sempre que leio este género de artigo fico com vontade de passar a assistir assiduamente. Parabéns :)

    Ah, e o Zayn merece estar no main roster até ao final do ano. Só de imaginar ele a combater com o Ziggler *_*

  4. Francisco Correia - há 2 anos

    Mais um grande artigo como sempre.
    Depois das raws que se seguiram ao summerslam terem sido tão más, ver o nxt takeover foi mesmo uma lufada de ar fresco.

    De todos os casos que falaste penso que o Tyler Beeze vai ser mais dificil de se impor no main roster porque é uma personagem que o Vince farta-se com facilidade. É um grande talento e sempre critiquei o facto do Miz estar a fazer o que faz no raw e não estar o Tyler Breeze no seu lugar.

    A Bayley penso que vai ser fácil ao grande público gostar porque é facilmente adorável. A Sasha é neste momento a minha preferida no nxt e a melhor no ringue e depois da Paige se consolidar como heel, a Sasha merecia ascender ao raw. A Charlotte ainda precisa de mais um ano no nxt.

    Não sei se concordam comigo mas imagino o Sami Zayn ser uma especie de Daniel Bryan quando estiver no raw. Acho que ele podia fazer muito bem esse papel.

    A história do Tyson Kidd podia estar perfeitamente no raw.

    Ver a comédia que o Enzo faz e ver depois o anão ou o Adam Rose com o coelho a tentarem fazer-nos rir, não tem mesmo nada a ver. O Enzo quando fala parece que dá tudo de si e que ele é mesmo assim na vida real. O video do Enzo e do Big Cass a ir comprar ao HAIR foi para mim o melhor video de comédia da wwe este ano xD.

  5. Tunes9 - há 2 anos

    Excelente artigo, como já nos habituaste, já estava à espera que o NXT Takeover II fosse o tema e não me enganei, e foi muito bem escolhido, gostei de ler e fizeste uma excelente análise, muito bom.

    Como sempre, vou dar a minha opinião.

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    A NXT é simplesmente fantástica, lá temos combates de qualidade, feuds interessantes e bem construídas e os jovens talentos são aproveitados, além disso temos um pouco de tudo, público que gosta de Wrestling e está lá para apoiar e vibrar, bons comentadores e pessoas competentes, que mais podemos pedir??? às vezes até é mais divertido e emocionante ver a NXT que a RAW ou Smackdown, o que demonstra a qualidade do território de desenvolvimento e a má fase que o Main-Roster está a passar, concordo.

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    Quanto à Bayley, tem talento e potencial, a sua “gimmick” é esquisita, mas pode funcionar e ela faz o seu papel na perfeição, isso é certo, na NXT resulta perfeitamente, os fãs adoram e eles trabalham bem sobre a “gimmick”, mas compreendo as tuas preocupações e eu tenho as mesmas e até aposto que dificilmente terá sucesso no Main-Roster, não sei porquê mas esta “gimmick” cheira-me que não vai ser bem aproveitada quando ela subir e vai perder o interesse rapidamente e ser arrumada no roster, e depois é uma incógnita se a Bayley tem capacidade para triunfar com outra “gimmck” (qual???) e parece-me que não vai ter sucesso no Main-Roster, mas posso estar enganado e quero estar, mas duvido.

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    O Tyson Kidd é mais um exemplo de um lutador desaproveitado, ele em ringue é muito bom (excelente high-flyer), tem escola (Hart Foundation), tem presença, e depois ele é melhor em termos de ring-skills e carisma do que aparenta, mas a WWE nunca apostou a sério nele como lutador a solo e nunca lhe deu uma oportunidade e liberdade de demonstrar o seu valor, na NXT está a tê-la e está a provar que é capaz de muito melhor, a surpreender, acho que deve continuar a elevar a qualidade da NXT mais uns tempos e a evoluir, mas espero que tenha uma nova oportunidade e um “push” no Main-Roster num futuro próximo, ele merece e pode triunfar, que pena a Cruiserweight division já não existir…

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    Pouco a dizer sobre o Enzo Amore e o Sylvester LeFort, é como dizes, foi o momento de comédia do show e serviu para descontrair, acho que o Enzo no Main-Roster não passará de um jobber cómico, estilo Santino Marella, até mais parecido com o Heath Slater, conhecendo a WWE, é o mais provável, já o LeFort não vejo futuro nele e, caso suba (duvido), deve ser um manager ou um lutador de low-card, mas não gosto assim muito dele, sinceramente.

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    Concordo que o NXT arRival e o NXT Takeover I foram superiores a este último, mas se há dois PPV´s que são excelentes e depois um que é menos bom, mas continua a ser muito bom, penso que isso não é um problema e só demonstra que há muita qualidade e competência na NXT e não é fácil elevar o nível de PPV para PPV, mas vai acontecer, e sempre foi mais interessante, emocionante e divertido que muitos PPV´s do Main-Roster, concordo.

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    Por fim, concordo que o Main-Event foi excelente, houve qualidade, emoção e rivalidade, assim como uma história bem contada, depois os intervenientes são jovens cheios de talento e potencial, o que ajuda bastante e com dois faces e dois heels a NXT trabalhou bem o combate, fizeram muito bem em evitar o confronto Neville/Zayn, isso só vai fazer com que os fãs anseiem ainda mais essa feud e combate depois será ainda mais entusiasmante, acredito que um deles vai fazer o “heel turn” em breve.

    O Neville já deu indícios disso e o Zayn pode ser o escolhido pela sua frustração (que seria justificada, com tantos combates em que deu espectáculo e acabou por perder no fim), é uma decisão difícil porque ambos são populares e muito bons faces, mas parece que a WWE talvez escolha o Neville para ser o heel e pode resultar, mas também a qualidade e emoção estão garantidas com estes dois a confrontarem-se e depois a lutarem num singles match, sem duvida.

    Qualquer um dos 4 podem subir ao Main-Roster e triunfar, mas principalmente o Neville e o Zayn, acho que vão ser estrelas se forem bem aproveitados, assim espero.

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    No fim tocaste no ponto-chave, o que vai acontecer no futuro, o HHH parece ter ideias diferentes do Vince e querer dar um novo rumo à WWE, assim como apostar nos jovens talentos, mas é uma incógnita saber se ele pensa mesmo diferente ou se no futuro será mais do mesmo, eu quero acreditar que vão haver mudanças para melhor e a NXT será um ponto de partida, mas não tenho certezas disso, agora este formato de um show por semana, um PPV de x em x tempo e com anúncio a qualquer momento e surpreendente e depois a arena pequena, são aspectos que valorizam a NXT e a tornam diferente e muito mais interessante.

    No entanto, é verdade que serve para os jovens talentos evoluírem e se afirmarem para depois darem o “salto” para o Main-Roster e serve para entreter os fãs com qualidade e consistência, mas há poucos riscos envolvidos e os NÚMEROS conta muito, muito menos, a duvida é o que acontecerá no Main-Roster, onde se pensa mais em NÚMEROS e expansão que nessa tal qualidade e consistência, acho que vai ser mais do mesmo, mas espero estar enganado.

    Temos ainda Kenta, Devitt e Kevin Steen que são mais jovens talentos e com potencial a entrarem no roster e estou ansioso por vê-los em acção com frequência, acho que a médio prazo vão triunfar e brilhar na NXT, são valores seguros para o futuro e a NXT vai aproveita-los e trabalha-los bem, depois veremos no Main-Roster.

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    (Once again!) Bom trabalho Salgado. :-)

    • Salgado - há 2 anos

      Muito obrigado :) Sou muito previsível :P

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      De acordo!

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      Não tenho qualquer fé na WWE para tratar bem da Batley. Nenhuma! Depois do que aconteceu com a Emma e de terem andado às aranhas com a Paige que, de longe, era a mais fácil de apresentar, não acho que a Bayley tenha qualquer hipótese.

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      O NXT está a mostrar à WWE que a culpa de Tyson Kidd não ter ido mais longe é deles.

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      Também não considero um problema. Especialmente quando Sami Zayn estava no main-event. Nos outros dois eventos, ele tinha participado no terceiro grande combate da noite.

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      O talento que Neville e Zayn têm é demasiado para ser ignorado. É preciso a WWE esforçar-se muito para os desperdiçar.

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      (Once again!) Muito obrigado :)

      • Tunes9 - há 2 anos

        Atenção que não foi uma crítica, não me interpretes mal, apenas quis dizer que costumas fazer artigos sobre temas pertinentes, interessantes e actuais, e o NXT Takeover II encaixa nesse perfil, portanto acreditava que ias escolher e assim foi, mas gostei muito do artigo, continua assim.

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        Pois, a Bayley não tem qualquer hipótese, também é a minha convicção, mas é esperar para ver.

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        Exactamente, o talento e potencial está no Tyson Kidd, mas a WWE insiste em desaproveita-lo, esperemos que desta lhe dêem uma oportunidade séria e um “push” à sua medida, vamos ver.

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        Sim, não há problema, desde que o Zayn participe no evento e dê espectáculo, para mim já vale a pena ver, e assim tem sido, espero que ele e o Adrian Neville continuem a sua evolução e o seu percurso na NXT e depois dêem o merecido e inevitável “salto” para o Main-Roster e sejam aproveitados da melhor maneira e triunfem que há talento e potencial suficiente para tal e eles merecem, esperemos que sim.

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        Não tens de quê. :-)

  6. CarecaPT - há 2 anos

    Excelente artigo
    Em relaçao ao Sami Zayn espero que ele apareça no raw a seguir a wrestlemania, quandos os part timers sairem e, tendo em conta que ha 2 anos(se nao estou em erro) durante um combate no raw after wrestlemania se ouviram canticos do sami zayn(ole ole), o que por acaso gostava de ver incorporado no tema de entrada, como acontecia no ROH, penso que ele iria ter uma grande reação dos fãs.

    • Joao Filipe - há 2 anos

      Na raw after wrestlemania 29 randy orton vs sheamus houve canticos sobre tudo: jbl, michael cole, jerry lawler, mike chioda, ole ole ole, boring…há um ideo no youtube sobre isso

    • Salgado - há 2 anos

      Muito obrigado!

      Podem esperar até lá, se bem que não acho que é preciso. Alguns fãs irão continuar a gritar Olé sempre que ele estiver presente, mas não acredito que a a WWE reconheça essa associação.

  7. John_3:16 - há 2 anos

    Bom artigo.

  8. danielLP21 - há 2 anos

    Excelente artigo.

    Não há muito a dizer, apenas pergunto o que é que leva a maioria dos fãs a concluir que o Triple H tem uma visão diferente daquela que o Vince McMahon possui em relação à indústria. Além disso, não é de descartar que a Stephanie McMahon – por ser uma McMahon – tenha tanto ou mais poder que o marido quando o pai se retirar de vez. Acho que é melhor irmos com calma antes de ter estas esperanças todas.

    Ainda assim, sem dúvida que a abolição do humor ridículo que o Vince apresenta seria uma grande melhoria. Espero que os fãs dêem oportunidades aos wrestlers verdadeiramente engraçados e não se deixem influenciar pelo que viram nos anos anteriores, mas é difícil. Os fãs, muitas vezes, conseguem ser mais idiotas que o próprio Vince McMahon.

    PS: Adorei a promo do Tyson Kidd. Finalmente a mostrar algo mais do que apenas o típico lutador genérico :D

    • Salgado - há 2 anos

      Obrigado!

      Foi isso que tentei dizer.

      Já fazia uma festa com isso! Mas depois, ganhamos o quê? Promos de Triple H depois de um pay-per-view mais falhado a gozar com os fãs?

      Também adorei! Acho que foi mesmo uma prova espectacular do que a WWE falhou com ele. Nem todos precisam de estar no ringue a fazer promos de dez minutos! Usem estes vídeos assim, semelhante ao que fazem com Lesnar, para proteger os lutadores mais limitados nesse campo.

  9. CarecaPT - há 2 anos

    sim eu sei mas o facto de terem feito um cantico ao sami zayn acho que é algo fora de serie comparado com os outros

  10. Roberto "THE VIPER" - há 2 anos

    Mais um excelente artigo, Salgado.
    WOW! Estas quase a chegar a edição #200 :)

  11. Galloway - há 2 anos

    Excelente artigo mais uma vez.

    Estou a começar a entrar no mundo da NXT e cada vez gosto mais.

    Gostei muito do Takeover II, não posso fazer comparações com os PPV’s anteriores pois não os vi.

    Mas foi muito bom mesmo, tudo bem feito, com combates pelos títulos muito bons, momentos cómicos excelentes, e um Main-Event absolutamente fenomenal.

    Cada vez mais gosto da NXT, como disse antes, e vou acompanhar religiosamente daqui para a frente, sem dúvida nenhuma.

  12. Salgado - há 2 anos

    Muito obrigado :)

    O Tyler Breeze e a Bayley! A Bayley é que não vai ter mesmo sorte nenhuma…Se não lhe derem tempo de antena para mostrar a sua personalidade e não tiverem paciência, esta não irá ter sorte nenhuma. Foi o que aconteceu com a Emma…

    Penso o mesmo!

    Em vez do Bryan e da Brie!

    Nada mesmo! É só energia! Também me ri bastante!

  13. Salgado - há 2 anos

    Muito obrigado :)

    Pois, tá quase! :P

  14. Hildo - há 2 anos

    Excelente artigo.

    Vejo o NXT como um lugar onde acontece o que gostaríamos,claro que nem tudo e perfeito, mas tendo em conta a qualidade que a WWE apresenta na Raws de ultimamente não é dificil dizer que o NXT é a melhor coisa que a WWE tem na atualidade, e vai continuar sendo por um bom tempo…

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