Opinião Feminina #222 – Not Making a Change

Nos dias de hoje, fazer do apreço a uma nação a essência de uma personagem não é das tarefas mais simples. Vão sempre existir estereótipos capazes de suscitar reacções básicas e automáticas, mas no mundo politicamente correcto e, ao mesmo tempo, caricato que é o Wrestling Profissional, o complicado é fazer com que estas personagens sejam levadas a sério a longo prazo.

É bastante fácil criar um vilão imparável que idólatra a nação russa e, por consequente, causar reacções automáticas, bem ao estilo pavloviano. A WWE passou o último ano a fazê-lo com Rusev e Lana e tem resultado às mil maravilhas. É uma formula fácil e a dupla tem conseguido ultrapassar as expectativas. Rusev domina de forma convincente e impressionante, acabando com possíveis dúvidas que pudessem surgir sobre o seu potencial.

A WWE também fez a sua parte, certificando-se que este não é derrotado de forma decisiva. É certo que, pelo caminho, a companhia tomou várias decisões questionáveis, mas mesmo assim, Rusev tem sido protegido de forma incrivelmente consistente. Tendo em conta que a WWE apresenta cada vez mais dificuldades em proteger talentos a longo prazo, o facto de Rusev ainda continuar dominante é, sem dúvida, surpreendente.

Repito, a formula não é complicada, parece é que a companhia tem dificuldade em  aplicá-la semana após semana ao longo de um período considerável de tempo, mantendo-se sempre focada no objectivo. Ou isso, ou temos opiniões bastante diferentes, o que é perfeitamente legítimo.

Lana, por sua vez, cumpre o seu papel às mil maravilhas, mostrando uma destreza, naturalidade e instinto raro na Divisão feminina. Sim, as promos de Lana não são muito diferentes. Sim, a função desta pode ser vista como repetitiva. Mas não, ao contrário da esmagadora maioria das performers do sexo feminino, Lana transmite naturalidade e carisma. As suas reacções, seja a declamar o Pledge of Allegiance ou à falha técnica na exibição da bandeira russa, são as ideais.

Aliás, o improviso de ambos na falha técnica envolvendo a bandeira foi genial. Estes não têm dificuldade em manter as suas personagens vivas, seja onde for e tal é louvável. Especialmente porque, de outra forma, esta dupla não funcionaria.

Todos estes ingredientes funcionam para suscitar a reacção pretendida dos fãs. A reacção não é particularmente difícil de obter, a questão é estabelecer uma base consistente para transformar Rusev num main-eventer da companhia, ou pelo menos, numa estrela de midcard que os fãs levem a sério. Não é só o main-event que precisa de estrelas que importem e estar no midcard não deveria ser sinónimo de insignificância.

E para tal acontecer, esta primeira etapa da carreira de Rusev (a apresentação) precisava de ser bem executada. Dadas as circunstâncias e as capacidades que a companhia aparenta ter neste momento, parece-me que ultrapassaram as expectativas.

Digo dadas as circunstâncias, porque a companhia tem um péssimo histórico recente na forma como trata personagens deste tipo. Seja porque a própria gimmick tem uma esperança média de vida extremamente curta, seja porque o booking não ajuda, a verdade é que estereótipos como o “vilão russo” simplesmente já não são sinónimos de sucesso garantido e heat automático.  Não do género de heat que vende.

Existem algumas razões simples para tal.

Para começar, nos tempos que correm, estas estas personagens não vão ter o mesmo efeito ou relevância que tiveram em tempos. Antigamente, acontecimentos reais eram explorados de forma a fomentar a aversão dos fãs a lutador A ou B. Hoje em dia, isso não vai acontecer pelo medo de ferir susceptibilidades.

Basta relembrar o alarido que se fez em torno de Lana, alegadamente, fazer referência ao acidente com o avião comercial há meses atrás. Ou relembrar a chuva de críticas que surge sempre que a bandeira americana cai no chão ou se encontra em qualquer espécie de perigo.

Não estou a defender que se deva esticar a corda nesse sentido, nem defendo o contrário. Facto é que, nos tempos de hoje, tal já não se adequa, nem iria funcionar. Estamos na era do politicamente correcto que, por sua vez, funciona de duas formas.

É empregue pela WWE que, embora esteja constantemente à procura de uma forma de se inserir na cultura popular, tenta evitar a qualquer custo uma situação que lhes possa trazer má publicidade e, por consequência, afastar actuais patrocinadores.

E é empregue pelos fãs. Enquanto noutros tempos, fãs estavam mais que dispostos a descarregar a sua frustração, fúria e emoção com a realidade nas personagens que via no mundo do Wrestling, hoje em dia, a meu ver, muitos fãs não querem ter comportamentos que possam ser entendidos como xenófobos.

Em muitos casos, é uma questão de manter as aparências. Mas, no fundo, a conclusão é a mesma. Seja ou não uma ofensa real, este tipo de história precisa de ser absolutamente excepcional para resultar nos dias de hoje e, mesmo assim, como é executada no âmbito do Wrestling Profissional, será garantidamente alvo de críticas.

E, por muito crédito que se possa dar à WWE pelo booking de Rusev até ao momento, a verdade é que a ascensão deste não é excepcional. Este ainda não é ninguém. Tem o potencial para ser, mas até ao momento é apenas o décimo-quinto monstro imparável  e oitavo vilão estrangeiro dos últimos anos.

Portanto, como nem a WWE, nem os fãs, estão interessados em ir mais além, a personagem resume-se  defender que a Rússia e Vladimir Putin são superiores e os americanos são uns idiotas. Mais uma vez, não defendo que deva ir mais além, mas este não é o tipo de abordagem que vai ser levado a sério ou diferenciar Rusev de todas as versões falhadas do passado.

Especialmente quando as falhas da sua personagem são expostas pela falta de credibilidade que o roster tem e da capacidade da WWE de contar uma história natural entre este e os seus adversários.

Sim, Rusev foi protegido, mas a única rivalidade que teve (no espaço de um ano) que significou alguma coisa foi com Jack Swagger, uma das figuras mais irrelevantes e desvalorizadas da companhia. Big Show e Mark Henry são bestas que a WWE frequentemente usa numa tentativa de promover outros talentos, mas foi Jack Swagger que tornou Rusev interessante. E porquê?

Porque era uma história natural. Era o embate mais natural do roster. O estrangeiro contra o derradeiro americano. A versão mais recente de Jack Swagger com Zeb Colter surgiu há poucos anos, mas desde que se estreou que Swagger usa a sua nacionalidade e apreço ao seu país como características essenciais da sua personagem.

Quando Jack Swagger e Zeb Colter apareceram para confrontar Rusev pela primeira vez, os fãs sentiram que, mesmo estando Swagger completamente desvalorizado, Rusev tinha encontrado alguém à sua altura. Não porque Swagger o ia derrotar, mas porque Swagger era alguém que entendia os sentimentos patriotas melhor do que ninguém. No mundo em que Rusev existia, Swagger era autêntico e fazia sentido.

Por outras palavras, Swagger e Zeb Colter eram os únicos no roster capazes de falar a língua de Rusev e responder-lhe à letra. E assim o fizeram.

Big Show e Mark Henry (assim como vários outros adversários) foram apenas um processo de rotina. E todas as outras estrelas no roster que Rusev enfrentar, se as rivalidades começarem única e exclusivamente pelo respeito que este sente pela nação russa, vão – quase de certeza – transmitir a mesma ideia. Porque é forçado. Porque os lutadores, à excepção do Tribute to the Troops, não possuem esta característica.

É exclusiva de Rusev. E de Swagger. Tornando-os perfeitos um para o outro. E é esta exclusividade que isola Rusev e torna as suas rivalidades um pouco mais complicadas de contar de forma a que os fãs invistam e paguem para ver.

Outra razão é evolução. A personagem não pode ficar estagnada para sempre e com a quantidade de exposição a que todos estão submetidos, é cada vez mais importante que uma personagem evolua e se adapte. Rusev, por muito bom que seja neste momento, nesta versão, não poderá ser assim para sempre. Para o ano iremos ter, quase de certeza, um Rusev diferente. Isso pode ser bom, ou mau.

Infelizmente para tantos outros que vieram antes de Rusev, normalmente a evolução natural da maioria dos lutadores do midcard é um breve momento que aparente glória que se transforma em vários segmentos de comédia, possivelmente a participação em competições de dança com outros lutadores, até que finalmente termina numa situação sem rumo ou futuro, no fundo do card.

Aliás, este foi o destino de grande parte dos lutadores do roster e da grande maioria do midcard actual, portanto é necessário a WWE ir mesmo mais além para garantir aos fãs que com Rusev vai ser diferente, porque os fãs não esperam mais do que aquilo a que têm assistido.

É preciso fazer com que os fãs acreditem que vai ser diferente. Um ano de invencibilidade não basta. Vencer John Cena não basta. Para os fãs verem Rusev, ou qualquer outro lutador, com outros olhos, este precisa de ser tratado de forma diferente, para ser visto de forma diferente.

Nas pequenas oportunidades que surgem para a companhia marcar a diferença, tal acaba por não acontecer. Um exemplo referido em edições anteriores, mas crucial para este argumento, é a forma como a Autoridade tratou Rusev antes do Survivor Series. Ver Stephanie McMahon a humilhar e comandar esta dupla, sem que estes se revoltassem, sem que estes se insurgissem contra os idiotas dos americanos que passaram o ano insultar, foi terrível.

Não prejudicou Rusev. Este continua sem perder, continua com um combate agendado com John Cena, a estrela da companhia. Mas reforçou a ideia que este é só mais um, entre muitos peões. A WWE tirou Rusev da bolha em que este se encontrava, a bolha criada pela exclusividade da sua personagem, colocou-o no panorama da WWE e disse, alto e bom som, que este continuava a ser apenas mais um peão, no mundo de Stephanie McMahon e Triple H e que, no fim do dia, a sua dominância não valia de nada.

O que andou a defender durante o ano inteiro não valia de nada.

A WWE colocou Rusev em perspectiva e, por esse ângulo, este não era diferente de todos os outros que vimos passar pela companhia nos últimos anos.

Parecendo que não, são estes pequenos momentos que marcam a diferença. Porque uma série de combates sem perder de forma decisiva já provou não ser uma forma garantida de sucesso, que o diga Ryback. Porque nos dias de hoje, a nacionalidade não é, nem poderá vir a ser, um factor relevante.

Como a WWE, e a situação actual, esgotou abordagens que deveriam ter sido protegidas, de forma a continuarem a ter significado, resta recorrer a todos e aos mais ínfimos detalhes possíveis para chamar a atenção dos fãs.

Outros exemplos que foram desperdiçados e tornaram Rusev vulgar é a forma como a WWE trata este tipo de personagens. A WWE não é capaz de fazer uma história excepcional desta natureza, porque simplesmente já não é capaz de respeitar aquilo que cria e levá-lo a sério. Rusev e Lana são extremamente sérios naquilo que fazem e, embora sejam insultuosos e desnecessariamente agressivos em certas situações, a verdade é que vencem de forma honesta, são dominantes e defendem ferozmente o que acreditam.

A última coisa que se deve fazer é responder com comédia ou insultos vulgares. Porque um babyface que recorre a golpes tão baixos, apenas mostra insegurança perante a dominância e talento de Rusev. E apenas faz com que os babyfaces fiquem mal na fotografia.

Falo das implicações que Rock, Cena e Jericho fizeram sobre Lana, visto que esta é uma das Divas mais bonitas que a WWE alguma vez teve. Em televisão, Lana não se encontra envolvida com Rusev, nem mostrou qualquer tipo de intimidade com qualquer outro lutador. No entanto, no Universo que a WWE cria, a única forma que a WWE encontra de tratar uma vilã bonita é insultá-la usando a sexualidade. “Communist tramp” e “Soviet street walker” são alguns dos exemplos que causaram gargalhada.

Todavia, a primeira coisa que Zeb Colter disse no seu primeiro confronto com Lana e Rusev foi sobre a liberdade de expressão que estes usam em território americano. Colter respondeu à letra a tudo o que Lana e Rusev dizem e no fim da história, os fãs tinham todas as razões do mundo para odiar ainda mais Rusev.

Essa é a diferença. Não precisamos de transformar todas as rivalidades de Rusev num debate político intenso e complexo. Apenas precisamos de tratar o assunto com seriedade e de forma directa. Porque, para babyfaces, estes comportamentos são terríveis. No entanto, estamos a falar de estrelas estabelecidas, portanto, no fim do dia, os únicos prejudicados são Lana e Rusev.

E depois de um ano de surpreendente consistência e oportunidades desperdiçadas, aconteceu o que fazia mais sentido, na mente de todos. Rusev, o eterno vilão estrangeiro, vai enfrentar o defensor da moral e bons costumes: John Cena.

Quando John Cena está envolvido, é normal esperarmos alguma tentativa de comédia desnecessário. Também é normal vermos um talento a não conseguir recuperar de uma rivalidade com John Cena, porque a forma como a WWE retrata e protege John Cena prejudica severamente o seu adversário.

Por isso é que esta rivalidade vai ser o maior teste de Rusev e apenas depois dele, se Rusev sobreviver, os fãs poderão começar a acreditar que este tem potencial para ser um main-eventer fixo. Porque agora, mais uma vez, a WWE tem a oportunidade para provar que Rusev é diferente. Claro que depois existe a evolução a que a personagem será submetida a ter em conta e consequente relação com Lana. Alberto Del Rio, por exemplo, perdeu o pouco interesse que tinha quando se separou de Ricardo Rodriguez. Conseguirá Rusev sobreviver sem Lana?

É uma questão de esperar para ver, mas as probabilidades não estão do lado de Rusev.

A polémica da actual rivalidade entre Rusev e John Cena, por curioso que seja, não tem sido a veia cómica de Cena, mas sim a forma como a WWE o tem retratado como um veterano ultrapassado, incapaz de estar à altura do desafio.

Não tenho problemas com Rusev a fazê-lo. Fisicamente, John Cena não mudou significativamente nos últimos anos, por isso este tipo de ataque vindo de vilões apenas irá dar aos fãs, particularmente os mais novos, razões para apoiarem Cena.

Ter o próprio Cena e a WWE a reforçar este aspecto é algo com o qual já não me sinto muito confiante. Pessoalmente, não acho que o vá prejudicar a longo termo, mas concordo que retratar o herói das crianças como “velho” não é a estratégia mais lógica.

Com o público mais velho, esta abordagem não irá fazer muita diferença. Mas, como grande parte das receitas do merchandise de John Cena vem das crianças, acho que esta estratégia deveria ser melhor estudada. Queremos mesmo que as crianças comecem a ver o seu herói como ultrapassado, sabendo que não conseguimos garantir que escolham outro da companhia e não que percam o interesse por completo?

Repito, não acho a WWE vá sofrer com isto, porque eventualmente John Cena pode vencer e provar que Rusev está errado, mas não acho que é o tipo de coisa que se quer que uma criança comece a questionar.

Não espero finais decisivos no Fastlane por causa da Wrestlemania. Se a streak de Rusev vai acabar às mãos de John Cena, ao menos que seja feita na Wrestlemania, onde será lembrada para a posteridade. Num mundo ideal, Rusev venceria, mas quando John Cena está envolvido, sabe-se para que lado pende a balança em termos de resultado.

A única razão que me leva a crer que Rusev poderá vencer na Wrestlemania é o Título de Estados Unidos. Não vejo, de todo, John Cena a tornar-se campeão de Estados Unidos. Não é algo que, de momento, consiga visualizar, mas é verdade que tal se deve aos anos e anos de desvalorização que o Título sofreu.

Um reinado de John Cena iria, de facto, tornar o Título relevante, mas apenas enquanto este o tivesse. Apenas a forma como a WWE trata o Título depois do reinado de Cena terminar é que vai determinar se a forma como os fãs vêem os Títulos secundários vai mudar ou não.

Não tenho grandes expectativas para esta rivalidade, porque vi como a rivalidade com John Cena afectou Bray Wyatt. E Rusev tem a fasquia ainda mais elevada do que Bray Wyatt tinha, porque além de ter de sobreviver aos possíveis erros cometidos durante a construção de uma rivalidade com John Cena, terá que aprender a tornar-se relevante com uma gimmick incrivelmente exclusiva e uma série de vitórias terminada.

De qualquer das formas, os confrontos entre John Cena e Rusev têm sido interessantes e causado o interesse do público. É tudo uma questão de resolver o futuro.

Da minha parte, desejo uma excelente semana a todos e até à próxima edição!

Sobre o Autor

- Administradora. Publico parte das notícias, faço a gestão da League, dos Passatempos e ainda sou escritora do artigo “Opinião Feminina”.

13 Comentários

  1. José Sousa - há 2 anos

    Excelente artigo. Eu acho que ele ainda é relevante, mas sim a personagem será diferente daqui a um ano. Se será para melhor ou pior não sabemos, e como dizes a tarefa que o Bray teve para voltar a ter atenção foi enorme( e mesmo assim ainda está frágil). A tarefa do Rusev é bem maior porque é uma gimmick unidimensional.

    Num mundo ideal o Rusev vencia hoje, e espero bem que sim. Até para que a tal derrota na WM tenha o verdadeiro impacto que pretendem.

  2. MicaelDuarte - há 2 anos

    Excelente artigo.

    Pessoalmente, não sou fã deste tipo de personagens, nem do tipo de rivalidades que se criam com base nas mesmas. Sou fã do Rusev e da Lana, mas sinto que as rivalidades, em geral, giram todas em torno do mesmo.

    Quando à rivalidade entre o Rusev e o Cena, esta não me diz absolutamente nada. Tenho grandes dificuldades em interessar-me por rivalidades que têm por base uma guerra entre nações, daí não ter o mínimo interesse nisto (tal como não tive grande interesse nas outras feud’s que o Rusev teve, apesar de Rusev/Swagger ter sido mais agradável). Além disso, o facto de o adversário ser o Cena leva-me a ficar de pé atrás, dado o que vi acontecer com o Bray Wyatt e tantos outros.

    Enfim, no fundo, só quero saber se o Rusev é mais um nome a riscar na lista do John Cena, ou se poderemos dizer que temos um novo main-eventer. Oxalá que seja a última hipótese.

  3. danielLP21 - há 2 anos

    Essa do “communist tramp” escapou-me… Quem disse isso? O Rock?

    Excelente artigo. Tenho esperança que o Rusev vs John Cena não passe de hoje e que façam outra coisa na WrestleMania, seguindo caminhos diferentes. Seja como for, gostava que o Rusev vencesse o Cena, seja de que forma for.

  4. Tunes9 - há 2 anos

    Excelente artigo, simplesmente genial, adorei.

    Depois do que escreveste não tenho nada de relevante a acrescentar, confesso que não sou fã deste tipo de “gimmicks” mas sei ver o potencial que têm e o Rusev tem um talento e pode tornar-se num Main-Eventer de topo (viu-se logo nos primeiros tempos de NXT) e agora cabe à WWE escolher os caminhos certos e valoriza-lo para tal, a feud com John Cena pode ajuda-lo e lança-lo mas também pode prejudica-lo e a WWE tem sempre aquela tentação de proteger o Cena e dar-lhe a vitória, só espero que hoje o combate acabe com uma vitória do Rusev ou até num DQ mas não faz sentido dar a vitória ao Cena, só se for para o Rusev sair vitorioso na Wrestlemania, agora se o Rusev tiver que perder que seja num grande combate e em plena Wrestlemania para ter mais impacto.

    Quanto às piadas sem nexo, é o costume, quando há babyfaces como Cena, The Rock e Y2J contra hells há sempre o vicio parvo de humilhar os heels e fazer dos babyfaces porreiros e os maiores com os fãs a apoia-los mas concordo que descredibiliza os hells e o assunto deve ser sério e não de gozo, sobretudo com uma “gimmick” como a do Rusev, até agora a feud com o Cena tem sido boa e espero que assim continue, o caso da Lana ser gozada foi uma estupidez e espero que não se volte a repetir.

    Bom trabalho Salgado. :-)

  5. Lúcio Márcio Targino - há 2 anos

    Eu gostei de ver como o personagem se desenvolveu, derrotando alguns jobbers, depois caras como Big E e Swagger, Henry e até Show. Sem ser derrotado por pinfall ou submission em nenhum momento.

    Esperava bastante da feud dele com Ryback, oq valorizaria bastante o US, mas ela foi estupidamente interrompida. Vou parafrasear uma frase de um artigo que vi nesse mesmo blog que era: “Uma streak só serve pra ser quebrada!”

    E é isso mesmo, o personagem de Rusev foi assim concebido e construído para criar uma streak que já tinha tempo de vida definido antes mesmo de se tornar uma streak forte e convincente, só não queria que fosse o Cena a quebrá-la, pois ele, simplesmente, não precisa disso.

    É esperar pra ver oq vai acontecer a Rusev após a quebra da Streak. Provavelmente, uma mudança parcial da gimnick. Gostaria que ele passasse um tempo fora e fizesse um bom retorno, quem sabe no final.

    E como faz falta o World Heavyweight Championship, ele seria o campeão Monster Heel perfeito pra o Title.

  6. reigns one versus all - há 2 anos

    Excelente artigo!
    A personagem do rusev,na minha opinião,foi bem construida por parte da WWE e a streak do rusev só deve acabar mesmo na WrestleMania.

  7. zeze - há 2 anos

    Bom texto. Se repararem, nesta rivalidade, o Rusev já se começa a vender como o futuro da WWE e não apenas como um defensor da Mother Russia. Desde que começou a feud com o Cena, não me lembro de nenhuma referência forte à guerra “Russia vs USA”. A personagem vai mudando aos piycos e o Rusev vai-se libertando um pouco dessa gimmick. Quanto ao combate, tenho receio, por tudo o que aconteceu com o Bray. De sonho era o Cena vencer hoje o Rusev vencer na Mania. Se o Rusev vencer hoje, que seja limpo e não por DQ, o cena vence na Mania e depois o Rusev volta a vencer o titulo no Extreme Rules.

  8. vitorxd - há 2 anos

    Gostava que fosse assim:

    No Fast Lane acabava em DQ.Na WrestleMania faziam um 2 out 3 falls match em que ficava Rusev 2 e 1 Cena.Cena perdia mais acabava com a streak do Rusev.

  9. Ratazana - há 2 anos

    Não gosto do Rusev lutando, a maioria das vezes só enfrenta jobbers em matches de 2 minutos, sem contar que seus moves se repetem muito. Sua gimmick é bem enjoativa ao meu ver (brasileiro) mas para um americano aparentemente é interessante. Só espero que também a wwe de um push igualmente grande para caras como adrian neville,kevin owens,etc.

  10. Sorlei Rui Oltramari - há 2 anos

    Excelente artigo, como de costume, Salgado!

    Gosto da ideia por trás dessa gimmick, mas, normalmente, todas saem a mesma coisa. Um heel estrangeiro a falar como os EUA são um país ruim e a exaltar o seu país natal. Eles tem um ímpeto inicial e depois caem no ostracismo. Creio que somente Muhammad Hassan teve propósitos claros na sua gimmick. E com Rusev, infelizmente, não creio que será diferente.
    Ele tem a invencibilidade e tal, mas não sei se essa proteção a ele durará por muito tempo. Para mudar esse panorama, só se, como falaste, ele mudasse aos poucos a sua gimmick. Gostaria que ele se focasse mais na sua habilidade, não tanto no fator político, a exemplo do que está fazendo nessa rivalidade com o Cena. Falando nisso, essa rivalidade permitiu que Rusev falasse mais e, sinceramente, prefiro que Lana faça as promos. Não que ele seja um desastre total no microfone, mas acho que ele não se saiu muito bem.

    Mas, enfim, espero que ele tenha um bom futuro pela frente, pois percebo que ele é um bom wrestler e, se bem aproveitado, poderá se dar muito bem.

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