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Opinião Feminina #230 – A Lesson in Spontaneity

Este ano, ao contrário do que se tornou num hábito ao longo dos últimos anos, a atitude dos fãs durante a época mais importante do ano não foi recebida de forma positiva, não só pela WWE, como pelos restantes fãs.

Esta questão tem sido mesmo uma das mais debatidas, visto que pelo segundo ano consecutivo, este comportamento forçou uma mudança brusca e decisiva nos planos que a WWE tinha para a Wrestlemania. No ano passado, colocou Daniel Bryan no main-event e como campeão. Este ano, evitou que o Título fosse para Roman Reigns, deitando por terra um ano de planeamento.

A atitude dos fãs para com o suposto coroamento de Roman Reigns como a próxima grande estrela tem causado alguma revolta e discussão, visto que o mesmo grupo de fãs passa um significativo período de tempo a pedir uma novidade. Estas queixas não vieram apenas de outros fãs ou de veteranos da indústria, mas – ao que parece – são partilhadas por vários talentos da WWE.

Já foi mais que discutido neste espaço como a WWE tem apenas o seu próprio booking para culpar por Roman Reigns não ter estado ao nível do lugar em que o colocaram e por não ter sido tratado como tal. Ao longo de vários meses, a WWE falhou em dar aos fãs uma razão para escolherem Roman Reigns (o que era complicado, visto que este era adorado nos Shield) em vez de Brock Lesnar ou uma razão para verem Roman Reigns como um adversário credível de Lesnar.

O problema com a WWE e as reacções dos fãs mais fanáticos e, supostamente, inteligentes vai mais longe do que apenas os últimos eventos envolvendo Roman Reigns.

A realidade é que os comportamentos dos fãs são um reflexo da própria WWE. Da sua atitude, da sua mentalidade, do seu booking e, em geral, do seu produto. Como se costuma dizer, quem semeia ventos, colhe tempestades.

Quantas sondagens é que a WWE faz no seu site pelas mais variadas razões? A WWE fez uma durante a época de Wrestlemania, onde perguntava aos fãs quem é que deveria estar no main-event da Wrestlemania, entre Roman Reigns e Daniel Bryan, e Daniel Bryan venceu com mais de 85% dos votos.

Quantas sondagens são feitas no Twitter para os fãs escolherem estipulações ou lutadores em determinados combates?

Quanto tempo é que a WWE gasta em documentários, promos ou programas da Network a elogiar e valorizar o envolvimento dos fãs no produto? Seja como ajudaram esta ou aquela estrela a chegar ao topo, seja a, simplesmente, agradecer o fãs num vídeo após a Wrestlemania por fazerem parte deste mundo.

A WWE, repetidamente, valoriza o contributo e influência dos fãs, pedindo através de todas as formas possíveis e imagináveis que estes partilhem a sua opinião, usando a hashtag certa, como é natural.

E não há nada de errado nisso. No mundo ideal, tudo funciona como é suposto funcionar. A WWE alimenta o ego dos fãs ao fazê-los sentirem-se importantes, enquanto, num ambiente completamente controlado, e através de booking astuto e inteligente, consegue que estes apoiem quem a companhia quer no topo. A questão é que vivemos num mundo bastante diferente do ideal e a WWE está a tentar que os fãs façam a sua parte, sem fazer a sua.

Tudo isto piora drasticamente quando chegamos à época de Wrestlemania, ou a Nova Iorque, Chicago, Filadélfia, Canadá ou Reino Unido.

Estes fãs são os mais fanáticos. Estes não vão torcer pelos heróis perfeitos. Estes vão torcer por quem quiserem e, se estiverem aborrecidos, então vão arranjar forma de se entreter.

Mesmo assim, a WWE passa o tempo todo a apelidá-los de melhor audiência do ano seja através dos comentadores, John Cena ou de Slammy Awards. A WWE romantiza este comportamento e tenta apropriar-se dos cânticos que estes fazem sem compreender ou querer utilizar o que realmente lhes deu origem.

Exemplos: criar Los Matadores porque os fãs gritam Olé! e tentar forçar os fãs que não se encontram neste círculo a aderirem ao movimento associado a Fandango ao forçá-lo, em vez de deixar que cresça naturalmente. Ambos os projectos falharam miseravelmente, porque foi a WWE a tentar seguir o caminho mais fácil para se aproveitar de algo, em vez de investir algum esforço e energia em tentar perceber o porquê do que aconteceu e como deverá explorá-lo melhor.

Não foram apenas os fãs que aparecem na Raw após a Wrestlemania que tornaram o evento numa das noites mais antecipadas do ano. A WWE tem a sua quota parte de culpa neste aspecto e ao tornar o assunto em algo ainda mais importante e digno de nota, a companhia acaba por ter fãs a aparecer com vontade de corresponder às expectativas do que aconteceu em anos anteriores.

Isto significa que no primeiro segundo em que sentirem aborrecidos vão começar com a onda, com os cânticos pelas mais variadas pessoas que não estão em ringue e por aí fora. Por outras palavras, vão tomar as rédeas do evento e, nos piores casos, nem a edição de som vai conseguir fazer muita diferença.

É um facto é que estes fãs conseguem ter um comportamento verdadeiramente rude. É um facto que nem todas as suas acções são dignas de elogio ou divertidas. Mas, todas as reacções são uma consequência das acções da WWE. A forma como a companhia encoraja a que os fãs se expressem e como depois elogia e destaca grande parte dos seus comportamentos são apenas algumas razões.

A WWE cedeu e tornou a audiência numa das estrelas da noite, portanto não podem reclamar quando estes fazem por sê-lo.

Um dos comportamentos mais rudes e criticados que os fãs tiveram recentemente surgiu durante o combate de Divas, na Raw após a Wrestlemania. Durante um combate que envolvia AJ Lee, Paige, Naomi, Natalya e as Bellas, os fãs escolheram uns cânticos curiosos.

De acordo com o que foi transmitido e com os relatos dos fãs e jornalistas presentes, os fãs não se ficaram pelos cânticos inocentes como “We want Bayley” ou “Lets go Divas”. Ao que parece, “You suck Cena”, “You suck Bryan”, “You suck Tyson” e “You suck Uso” foram os cânticos menos PG da noite. Isto vindo da mesma audiência que noites antes tinha sido responsável por uma ovação ensurdecedora quando um combate pelo Título entre Charlotte e Sasha Banks foi anunciado soou, na opinião de muitos fãs, um pouco hipócrita.

Afinal, não são os fãs casuais que andam a pedir que as Divas tenham uma oportunidade de mostrarem que são capazes de produzir algo interessante.

Sim, os fãs tiveram um comportamento sexista e repreensível, mas não foi de todo surpreendente. O que, por sua vez, deveria chamar ainda mais a atenção para o problema em que a situação das Divas se tornou.

Os fãs tiveram um comportamento sexista para com as Divas do roster principal, porque a WWE as retrata de forma sexista.

Tenham estas 30 segundos ou 13 minutos, as Divas continuam sem ter tempo significativo para desenvolver as suas histórias e continuam a faltar histórias interessantes e adequadas a atletas femininas. Continuamos na fase de pré-adolescentes fúteis. Faça o que fizer, a WWE acaba sempre por reverter aos ciúmes, inveja e futilidade.

Não é com comportamentos e histórias destas que a Divisão vai inspirar respeito junto da população masculina, especialmente quando é exactamente assim que os fãs acham que algumas das Divas são na realidade. Os fãs respeitam as Divas que julgam ser talentosas e que trabalharam para lá chegar. Não as que acham que estão lá por quinze minutos de fama ou porque são apenas mais umas caras bonitas.

Este tipo de comportamento não se vê no NXT. Acontece exactamente o contrário. Aliás, na mesma noite em que Hideo Itami faz o GTS pela primeira vez e que estrelas como Kevin Owens, Sami Zayn, Finn Bálor e Neville aparecem, é o anúncio do combate pelo Título feminino que tem uma das maiores (senão a maior) ovação da noite, de acordo com os presentes.

No NXT, os talentos femininos são respeitados porque são atletas que estão numa luta para serem as melhores das melhores. Mesmo quando este não é o centro de uma história em específico, facto é que já se tornou numa das imagens de marca da Divisão, o que ajuda a promovê-la. No NXT, os nomes dos finishers não são inspirados em atributos físicos e os talentos femininos são tratados como sendo um elemento importante da programação.

No fim do dia, é isso que faz a diferença e é exactamente isso que Vince não tem mudado no roster principal. Sim, os cânticos foram sexistas e simplesmente horríveis, mas a verdadeira hipocrisia é ficar chocado por ver os fãs a gritar aquilo que a maioria dos que lá estavam já estava farto de debater online.

As audiências fanáticas e entusiasmadas conseguem ser verdadeiramente inconvenientes, mas são também as que proporcionam os aspectos mais divertidos do Wrestling como imprevisibilidade e espontaneidade.

Por cada combate de John Cena e Randy Orton que os fãs arruinaram, tivemos momentos arrepiantes como o cash-in de Dolph Ziggler ou o regresso de Brock Lesnar. Esses momentos tornaram-se ainda mais especiais do que já eram, porque milhares de pessoas estavam a perder a cabeça com o que estavam a ver. É semelhante a quando um golo é marcado num jogo importante e se vêem adeptos espalhados pelo estádio exuberantes de alegria.

Estes fãs fanáticos, com todos os seus defeitos e problemas, são os que criam momentos únicos e tão absurdos quanto o Wrestling consegue ser, como Fandango a dançar perante milhares de pessoas que cantavam a sua música. São os que gritam a Sheamus que o seu novo visual é estúpido. São os que gritam “Sexual Chocolate” a Mark Henry, gozando com a própria WWE pelas ridículas histórias que tinha durante a Attitude Era.

Wrestling consegue ser, nos seus piores momentos, algo tão ridículo. E estes são o tipo de fãs que são reconhecem isso de bom agrado e mesmo assim fazem uma piada à custa da situação e tornam-na em algo especial. Transformam momentos potencialmente embaraçadores em algo que vai causar gargalhadas durante anos e anos.

São estas interacções que diferenciam o Wrestling do teatro, cinema ou televisão. É esta relação verdadeiramente interactiva que nenhuma outra arte possui. Não é porque tem meia dúzia de tópicos entre a lista dos mais falados no Twitter. Não é porque conseguiu milhares de votos numa sondagem qualquer nas redes sociais.

Simplesmente não se consegue manufacturar estes momentos que variam entre o arrepiante, o hilariante e o emocionante.

Momentos como um Daniel Bryan emocionado a ouvir os fãs a gritar “You deserve it”, depois do terem colocado no main-event da Wrestlemania, numa das melhores histórias que a WWE nunca planeou fazer. Momentos como os fãs a cantarem “He’s got the whole world in his hands” enquanto a Wyatt Family luta.

Isto não se cria, especialmente no ambiente incrivelmente controlado que é a WWE, onde 90% das pessoas tem que fazer exactamente o que está no guião e ninguém que não tenha sido escolhido a dedo se pode atrever a tornar-se popular.

São momentos que fogem à rotina como estes que fazem os fãs antecipar a Raw após a Wrestlemania, ou qualquer evento em Nova Iorque, Chicago, Canadá, Reino Unido e Filadélfia.

Este ano, sinto que a maioria dos fãs e críticos esqueceu isso. Não digo WWE, porque a companhia não tem qualquer interesse em que os fãs tenham vontade própria e se os talentos/veteranos não conseguem ver como Roman Reigns foi sabotado pelo próprio booking, não os fãs, então não há nada que se possa dizer fazer quanto a isso.

Agora culpar os fãs por embirrarem com Roman Reigns, em vez de alinharem, quando na realidade ninguém alinha mais nas histórias e invenções associadas ao Wrestling que os fanáticos. Sim, ocasionalmente usam “What?” demais, chamam estrelas pelos nomes antigos ou têm comportamentos verdadeiramente frustrantes que qualquer fã teria vergonha de ver. Todavia, também tratam os Lucha Dragons, Neville e Paige como enormes estrelas quando estes se estreiam.

São também os que dão o benefício da dúvida nos piores momentos e os que transformam momentos ordinários em extraordinários. Se os fãs tivessem alinhado cegamente em tudo o que a WWE propõe, Daniel Bryan nunca teria tido a história que teve e a WWE tinha acabado de ver uma das promoções mais ineficazes de um combate dos últimos anos terminar com uma nova mega-estrela.

Seria isso mesmo o melhor para a indústria? Ter a maior companhia do mundo a construir novas mega-estrelas desta forma? Que tipo de problemas é que isto iria criar?

No fim do dia, é impossível viver num mundo ideal, onde toda a gente vai sempre adorar tudo o que os fãs fazem. Nem é isso que se pede. Agora, pensar que todos os fãs fanáticos se vão comportar e pensar de uma certa forma só porque se inserem no grupo em questão é uma generalização que, pelos vistos, muitos fazem e, este ano, saíram desiludidos.

Na realidade, deveriam simplesmente aceitar que, tal como tudo na vida, nada é perfeito e esta peculiar interacção que o Wrestling tem com a sua audiência é apenas mais um exemplo de tal. Ou seja, tem as suas vantagens e desvantagens. Aprendi essa lição quando gritaram Husky Harris a Bray Wyatt na sua estreia.

Ora, enquanto a WWE não reeduca a sua audiência e faz o que lhe compete na área que ainda controla, celebremos os pequenos grandes momentos em que os fãs dão à companhia exactamente o que esta precisa, mas se recusa a ter a qualquer custo: espontaneidade.

Desejo uma excelente semana a todos, até à próxima edição!

Sobre o Autor

- Administradora. Publico parte das notícias, faço a gestão da League, dos Passatempos e ainda sou escritora do artigo “Opinião Feminina”.

15 Comentários

  1. reigns one versus all - há 2 anos

    Excelente artigo,Salgado.
    Bem,falaste de um tema muito interessante e,em geral,concordo com o que escreveste.
    A WWE constrói certas historias que o publico não gosta,seja da personagem que esta para vencer ou mesmo da própria historia.
    Quando a WWE vê que da para o torto,eles mudam os planos feitos ha muito tempo à ultima da hora só para agradar ao publico.
    Basicamente a WWE faz o melhor para o negocio,mesmo que não seja o que eles tenham planeado.

  2. José Sousa - há 2 anos

    Excelente artigo. E não tenho nada a dizer

  3. MicaelDuarte - há 2 anos

    Bom artigo, Salgado.

  4. Miguel Carlos - há 2 anos

    Excelente artigo!

  5. Awesome_Mark - há 2 anos

    Artigo muito bom como habitual. Nada a acrescentar. Para a semana, espero que falas do Rollins, que desde que fez o cash-in, ainda não foi falado neste espaço por ti.

  6. Tunes9 - há 2 anos

    Excelente artigo, mais um tema interessante e muito bem analisado e debatido, perfeito.

    Em geral concordo com o que escreveste.

    Só tenho a dizer que alguns fãs fanáticos ultrapassam as marcas e excedem-se, ser fanático é positivo mas apenas se não for em exagero, os cânticos que fizeram às “Divas” não foi apenas uma revolta ou ideia própria dos fãs, demonstrou também o caracter dessas pessoas porque são profissionais que estão no ringue e esses fãs estão a falar ao respeito às “Divas” mas também aos Superstars e logo ao Tyson Kidd que é tão apoiado e os mesmos fãs se calhar querem vê-lo a ter um push, por vezes há demasiada hipocrisia, desrespeito e falta de bom senso nesses fãs, há vezes em que é engraçado, espontâneo e inteligente mas também há outras que apenas é estúpido, eu sou fã há bastantes anos e até um pouco fanático mas era incapaz de fazer aqueles cânticos às “Divas” e era incapaz de vaiar o Batista e o Rey Mysterio como aconteceu no ano passado, etc, etc, mas são mentalidades diferentes e há que aceitar.

    Em todo o caso em nada invalida o que disseste sobre a WWE e que os fãs têm razão na maioria das vezes, aí estou 100% de acordo contigo.

    Bom trabalho Salgado. :-)

  7. CenaLunaticFringe - há 2 anos

    Artigo muito bom! 5*

  8. 434 Days - há 2 anos

    Muito bom artigo Salgado.

    Em geral concordo com o que disseste. Eu adoro sempre estes públicos, porque por vezes animam um produto muito monótono por parte da WWE. Realmente este ano excederam-se um pouco com os cânticos para as divas, no entanto espero que aprendam um pouco e que se contenham quando estão prestes a desrespeitar os profissionais no ringue.

  9. danielLP21 - há 2 anos

    Artigo e argumentação muito bons, embora discorde de várias coisas.

  10. Better Than Perfect - há 2 anos

    Concordo com boa parte do texto, mas vejo que a wwe está começando a reagir contra os fãs, o exemplo mais claro foi a censura dos cânticos no raw passado em London e as edições do Smackdown(que mistério é este de um wrestler ser vaiado na segunda e logo na terça ´ovacionado ?).Sem contar também que andam confiscando cartazes.

  11. Stone Cold - há 2 anos

    Mesmo que o Roman Reigns fosse construído de forma melhor apenas iria fazer mais sentido e logicamente que levaria mais algumas pessoas a apoia-lo. No entanto não acho que o erro tenha sido apenas esse. Acho que o exagero patente na construção do mesmo como se a wwe nos quisesse obrigar a gostar dele é que conduziu a essa rejeição e claro como é óbvio a preferência do publico por outros lutadores e acredito que ainda beneficiando da melhor construção Reigns continuaria a nao ser uma unanimidade. Pessoalmente não tenho nada contra ele mas também não sou grande fã dele nem agora nem nos The Shield. É certo que para o negócio era melhor o Roman Reigns dos The Shield eu consigo entender isso mas no que me diz respeito como fã não é essa diferença que me faz mudar de opinião em não o querer ver no main-event. Claro que inverteria muitos males mas nem tudo é por aí porque continuaria a ter pessoas a não gostar dele, aliás Roman Reigns nem de longe nem de perto conquistou os fãs como John Cena, Randy Orton, Stone Cold, The Rock ou Hogan fizeram “nos seus tempos” e o numero reduzido de fãs que tinha em comparação com estes nos seus inicios jamais poderia antever um sucesso de proporções grandes aliado a uma má construção que possivelmente fará inclusivamente a wwe desistir dele igual fez com o Ryback. E eles perceberam isso no momento em que tentaram elevar Ryback de forma errada e este foi rejeitado. Acho que Roman Reigns deve fazer o mesmo percurso que Ryback está agora a fazer de forma a que mostre ao publico que teve de esforçar-se para lá chegar, que não foi algo forçado e sim espontaneo e acima de tudo que não goze com a inteligencia dos fãs. Com Ryback este push mais moderado só tem sido benefico para ele e tem levado o publico a a aceita-lo finalmente e com Roman Reigns acho que seria igual. Não bastava te-lo construido de outra forma, acho que a rejeição de Reigns vai para além disso e acredito que se ele fizer esse tal percurso similar ao que Ryback tem vindo a fazer só somara pontos a favor para quem sabe daqui a dois ou tres anos estar no main-event e ser apoiado.

    Em relação aos fãs sinceramente não me parece que esses fãs, os ditos smarks, sejam a fonte do sucesso da wwe. Contribuem imenso é certo mas não são a essencia da wwe nem nunca o foram. Para alem deles e dos marks existe uma grande diversidade de fãs de mentalidade muito mais aberta e que conseguem valorizar os talentos sem serem tão radicais, fãs com uma opinião propria onde me incluo e que não se aliam a nenhuma das duas fações anteriores apenas para não ser criticado, estar na moda ou possuir opiniões que divergem da maioria do wwe universe. Acho que esses é que são os verdadeiros fãs de wrestling. Enquanto os smarks entram nas arenas e vão à loucura com Daniel Bryan, Dolph Ziggler, Cesaro ou Bray Wyatt eu entro numa arena e deliro quando entram Brock Lesnar, Randy Orton, BNB ou The Miz. E pouco me importa se os meus gostos de talento vão ser rejeitados pela maioria é aquilo que eu gosto de ver e isso é a unica coisa que realmente me importa. Só porque actualmente esses fãs que se acham inteligentes passam a vida a enxovalhar o miz não vou deixar de o apoiar e não vai deixar de ser um dos meus favoritos. E claro depois são atitudes desses proprios fãs que se dizem tão inteligentes que acabam por ser totalmente incompreensiveis: acusam o Roman Reigns de ser mau no microfone, acusavam o Del Rio de ser boring mas apoiam o Cesaro que em termos de habilidades no microfone é muito fraquinho. Claro que no ringue é bom mas o Del Rio também era! E agora? O mesmo digo de um Jack Swagger fraquissimo no micro mas bom em ringue e porque é rejeitado e reune o consenso de Cesaro? É este genero de questões que retira alguma credibilidade a este movimento smark porque no fundo eles apoiam apenas aquilo que querem ver e não aquilo que é justo e isso só demonstra que muitos deles só o são por conveniência nada mais. Pelo menos é a minha forma de pensar.

  12. Gabriel Martins - há 2 anos

    Parabens pelo artigo salgado

    Voce tinha falado um pouco do Roman Reigns .e eu me lembrei de algo que estive percebendo de uns shows pra cá ….e impressao minha ou o Roman tem sido menos odiado pelos fãs ultimamente parece que ele vem recebendo mais cheers do que boos

  13. Sorlei Rui Oltramari - há 2 anos

    Mais um excelente artigo, Salgado!

    A WWE pode ter controle sobre o que os talentos fazem, quem recebe push, etc, mas não podem ter controle sobre a reação dos fãs. E editar os sons não é uma solução.

    Para mim, a última grande grande história da WWE foi entre Cm Punk e John Cena, quando o primeiro iria sair com o título. Desde então, não vi histórias dignas de WWE. O que eu quero dizer é que ultimamente as rivalidades são um tanto quanto genéricas e só existem por “existir” mesmo. Apenas, como você citou, a cruzada da Authority contra o Bryan que foi uma história que foi embelezada pelos fãs que fizeram sua voz ser ouvida.

    Não há muito o que eu possa dizer que já não tenha sido dito no artigo, mas, para mim, os fãs sabem que há produtos melhores que o da WWE, mas não deixa de assistir. Arrisco-me a dizer que muitos fãs (inclusive eu) só assistem WWE por ser a WWE, a mesma companhia que nos deu Shawn Michaels, The Rock, Steve Austin, a Attitude Era, entre outros. Acho que os melhores produtos atualmente são Lucha Underground, NXT, TNA e só depois WWE.

    Não adianta editar sons no Smackdown, confiscar cartazes, ou fazer qualquer coisa. A melhor maneira de evitar os cânticos idiotas contra as divas ou contra qualquer pessoa, exceto quem está no ringue é fazer melhores histórias e fazer os fãs assistirem o produto por prazer e não como “obrigação moral”.

  14. Luis Ziggler - há 2 anos

    Eu continuo a dizer que me irrita a WWE (e os lutadores aparentemente) não compreenderem o erro no push do Roman Reigns. Toda a gente gosta (ou gostava) do Roman Reigns, a única coisa que não gostamos é em ver programação na qual já sabemos o fim. De repente tens o Roman Reigns por todo o lado no genérico do programa, tens tudo demasiado óbvio e como se não bastasse chegamos ao final 10 do Royal Rumble e temos a certeza absoulta de quem vai ganhar (qualquer pessoa que tenha acreditado no Big Show, Kane, Rusev, Miz, e sei la mais quem não percebe absolutamente nada da indústria).
    Claro que odiamos isso, não é nada contra o Roman Reigns ser o escolhido da companhia ou até contra ele não ser (ainda, porque até acredito nele) melhor wrestler.
    Foi APENAS isso que falhou: a previsibilidade. A verdade é que o Bryan resultou porque nunca acreditámos que fosse possível ele vencer o Cena, o Orton, O Triple H, o Batista, ser campeão… Por isso é que resultou. Ou a vitória do Ziggler no Survivor Series. Não nos dêm as coisas de bandeja.
    O ano passado, no Rumble anterior a este, toda a gente adorou o Roman Reigns porque não se esperava. Tem de ser essa a prática e pasma-me a estupidez do Vince e companhia para não entenderem isso.

  15. Cronos HHH - há 2 anos

    otimo artigo

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