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Opinião Feminina #283 – Um Ano de Lesões

Na semana passada, no início da tour que a WWE realizou pela Europa, os fãs não ganharam para o susto quando AJ Styles e Bray Wyatt fizeram notícia por receio de lesão. Antes de se juntar à companhia do outro lado do Atlântico, AJ protagonizou uma queda aparatosa nas gravações do SmackDown que, mais tarde, se revelou não passar apenas de um susto, enquanto Bray Wyatt sofreu mesmo uma lesão na perna durante o evento da WWE em Milão.

A quantidade de talentos que sofreu lesões desde o início de 2015 até agora é assustadora e tem, por razões óbvias, aumentado a paranóia e receio dos fãs com quedas aparatosas ou até angles normais. No Raw após a WrestleMania, Sami Zayn assustou os presentes na arena que acreditaram mesmo que este tinha voltado a sofrer uma lesão no ombro.

Desde o início de 2015 até agora, os nomes que sofreram lesões, com o tempo de recuperação a variar entre algumas semanas e vários meses, foram os seguintes:  John Cena, Nikki Bella, Bray Wyatt, Seth Rollins, Tyson Kidd, Cesaro, Luke Harper, Randy Orton, Jey Uso, Sami Zayn, Erick Rowan,  Neville, Rusev, Lana, Sheamus, Sasha Banks, King Barrett, Stardust, Sín Cara, Sting, Alberto Del Rio, Paige e Natalya – é possível que estejam a faltar alguns. No que toca a Bray Wyatt, antes de ter sofrido a lesão na perna, este já tinha sido afastado dos ringues como medida de precaução relacionada com uma possível lesão nas costas.

Tantas lesões num curto espaço tempo ressuscitam algumas questões sobre o calendário a que os talentos da WWE estão sujeitos e sobre a possibilidade da WWE criar uma off-season, como várias outras modalidades possuem. A verdade é que, embora algumas destas lesões se devam a acidentes bizarros, ossos do ofício ou sejam problemas recorrentes, como é o caso de Randy Orton e as suas lesões nos ombros, uma causa relevante é o desgaste físico dos lutadores.

E o desgaste físico faz parte, assim como a dor constante. Os lutadores estão habituados a estar sempre com dores ou, pelo menos, a esperar estar nessa situação. Não estar a 100% é um dado consumado quando se é lutador a tempo inteiro na WWE. É uma mentalidade que está demasiado enraizada na indústria, assim como esteve em tempos tentar acabar um combate, mesmo em caso de lesão.

Ao longo das últimas décadas, a indústria tem mudado em relação a vários aspetos. Aconteceu bastante recentemente um combate ser parado devido a uma lesão – Daniel Bryan vs Randy Orton em 2013, a WWE mudou radicalmente a sua política em relação ao uso de sangue e ataques à cabeça desprotegida dos lutadores. Hoje em dia, os talentos têm mais liberdade para tirar alguns dias pessoais, seja para casar, ter uma lua de mel ou simplesmente passar uns dias de férias.

Parece que é algo que deveriam ter tido desde sempre, mas a verdade é que há vários anos atrás a situação era bem diferente. Falhar datas era proibido ou simplesmente desencorajado através de castigos ou insinuações. No entanto, a indústria ainda não mudou o suficiente para assegurar o bem estar dos seus talentos e um dos aspetos que precisa de ser estudado é o calendário que estes têm de cumprir.

A implementação de uma off-season é demasiado improvável para considerar seriamente, porque envolve demasiadas variáveis e as vontades da USA Network. Não estou a ver a WWE a abdicar do estatuto de programação semanal ou ver a USA Network a abdicar de alguns meses de programação, especialmente agora que transmitem cinco horas de WWE por semana.

Mas, mais do que nunca, está na altura de pensar em implementar um sistema de rotatividade, dando a vários talentos tempo para descansar e recuperar de pequenas lesões, para voltarem revigorados. Esta estratégia, não só não prejudica a WWE tanto como teria prejudicado há uns anos atrás, como tem potencial de ajudar bastante a programação da companhia.

Um dos maiores problemas que os talentos da WWE enfrentam hoje em dia, para além do booking, é saturação. Ambos os problemas estão interligados, como é óbvio, mas mesmo com um booking brilhante, a WWE continua a disponibilizar demasiada programação e os talentos perdem bastante por estarem sujeitos a tanta exposição.

Um dos melhores exemplos é Brock Lesnar. Desde o seu regresso em 2012 que Brock Lesnar tem sido usado como o exemplo de um talento que é extremamente prejudicado por exposição a mais. O próprio Vince McMahon já o reconheceu publicamente. No entanto, facto é que as poucas vezes que Brock Lesnar aparece já se tornaram demais e já se tornou abundantemente óbvio que este estagnou. Exposição a mais aliada a booking desleixado garantiu que, embora seja teoricamente especial, o efeito de Brock Lesnar já não se verifica com a mesma certeza, visto que este só consegue vender meia casa de alguns house shows em que aparece.

No caso de Brock Lesnar, a exposição a mais é apenas um dos problemas – falta de promoção, falta de direção, etc – mas continua a ser uma questão relevante de discutir. Os talentos da WWE são prejudicados por serem tão acessíveis, seja pelas redes sociais, intermináveis vídeos de entrevistas e segmentos, ou na programação semanal. A saturação é um verdadeiro problema e começar um sistema rotativo, permitindo que os talentos vão tirando folgas para descansar e recuperar, pode beneficiar imenso a sua imagem, assim como refrescar o produto.

Olhemos para o caso de Randy Orton. O que é que Randy Orton pode fazer, nesta altura da sua carreira, todas as semanas no Raw? Orton é um talento que já alcançou tudo o que tinha a alcançar. Já tem carreira digna de Hall of Fame e já deixou a sua marca na indústria. Não há quaisquer metas ou objetivos óbvios que este tenha para alcançar. Além disso, este é alguém que consegue ser brilhante, quando motivado, mas quando não está facilmente deixa-se perder durante a multidão. Esta motivação depende da forma como é retratado e das histórias em que está envolvido.

O que quero dizer com isto é que Randy Orton chegou ao ponto da carreira dele em que não lhe acrescenta nada estar todas as semanas a fazer o mínimo sem motivação nenhuma. No entanto, se for usado com propósito, sem saturação, Orton consegue fazer a diferença na qualidade do produto e consegue revitalizar a sua imagem. Exemplo disso são alguns dos momentos que este teve com Seth Rollins antes e depois das filmagens do seu filme.

Como é óbvio, um sistema de rotação iria exigir muita organização, para não ter os nomes mais importantes todos de folga, e planeamento a longo prazo. Histórias, rivalidades e combates tinham que ser decididos com antecedência para organizar as ausências e decidir que talentos poderiam descansar o corpo e recuperar um pouco. Na eventualidade de uma lesão, poderia ser necessário chamar uma estrela que estivesse a descansar e tal seria compensado mais tarde.

Este sistema iria exigir, contudo, um investimento em mais talentos de forma a transformá-los em estrelas a sério – o que acho que todos concordamos que não é problema nenhum. Se bem estudado e bem organizado, um sistema de rotatividade poderia ajudar imenso o produto. Combates com potencial de serem especiais em pay-per-views deixariam de ser repetidos em Raw ou SmackDown, até ao ponto em que deixam de ter significado. E, claro, mais importante que tudo é que iria melhorar significativamente a saúde e longevidade das carreiras dos lutadores.

Voltemos a pensar nas entrevistas que CM Punk deu no podcast de Colt Cabana e no seu desespero em, simplesmente, querer recuperar e descansar. Mais do que tudo, ele estava desesperado para descansar! A nível de saúde, o que este pediu não foi nada fora do razoável, nem foi algo que a WWE não pudesse conceder.

Como expliquei no artigo da semana passada, a WWE tornou 90% dos seus talentos dispensáveis, 95% se estivermos a falar apenas dos que estão em regime a tempo a inteiro. Ao colocar a promoção e consolidação da imagem da companhia à frente da promoção individual de estrelas, a WWE está a certificar-se que uma porção dos fãs vê WWE por ser WWE, vai aos live events apenas para passar um bom bocado com a família. A audiência dos live events é, na maioria, constituída por famílias e sem brand split as tours são indistinguíveis. Há poucos nomes que fazem a diferença e com um sistema de rotatividade, a WWE poderia organizar isso de forma a não sofrer com a ausência de alguns talentos.

Se acho que vai acontecer? Não. A WWE está farta de provar que organização criativa e planos a longo prazo não são noções que consegue compreender ou sequer aplicar na vida real e um sistema destes iria requerer bastante disso. Além disso, este método funcionaria melhor com a criação de mais estrelas, algo que a WWE não parece estar interessada em fazer, visto que já escolheu o seu novo porta-voz. Mas, a verdade é que os seus talentos precisam de algo do género, assim como o seu produto.

É completamente ridículo o calendários dos lutadores da WWE. Basta olhar para as tours pela Europa como exemplo. Estamos a falar de mais uma semana seguida de eventos, com os únicos dias que têm de folga a serem aqueles em que viajam de e para os Estados Unidos. E, quando chegam aos Estados Unidos, ainda têm mais dois dias de gravações pela frente, antes de poderem ir a casa e, quando chega ao fim de semana, estão de volta ao regime normal.

Como se não bastasse o calendário ridículo, hoje em dia, os combates são consideravelmente mais longos, bastante atléticos e, por isso, mais perigosos. Hoje em dia, o ritmo é extremamente acelerado, com várias manobras impressionantes, numa tentativa de ter uma performance notável sem, por vezes, dar o ênfase necessário à história. É frequente ver os lutadores a fazer várias manobras desnecessariamente arriscadas num combate, a uma velocidade alucinante, na tentativa de compensar pela falta de história e drama.

Não só isso é mais perigoso e propício a lesões, como é vazio. Não tem qualquer substância ou emoção. É algo que ganha uma ovação no momento, mas não irá causar aqueles arrepios que todos carregamos no coração quando  estamos a assistir a uma história que compreendemos e nos envolve. Isto tudo sem falar das de todos os combates com estipulações perigosas ou arriscadas que não têm história ou rivalidade à altura para as suportar, como foi o caso do combate de escadote pelo título Intercontinental na Wrestlemania.

Infelizmente, esta é uma indústria que precisa de sustos a sério e o medo de má publicidade para ser forçada a mudar.

Todavia, é preciso compreender uma coisa – tradição ou hábito não são motivos fortes o suficiente para continuar a fazer algo. Só porque é assim que sempre foi, não quer dizer que é assim que tem de continuar a ser. Embora a WWE tenha melhorado imenso em vários aspetos, a verdade é que as suas mudanças parecem ser apenas causadas para manter boas aparências, em vez de ser por verdadeira preocupação com os seus talentos.

Daniel Bryan admitiu ter sofrido um traumatismo no seu último combate transmitido para televisão, nas gravações do SmackDown em 2015, e mesmo assim, este viajou para a Europa para participar na tour tradicional da companhia. Pode-se dizer que Daniel Bryan mentiu e afirmou estar bem, mas a verdade é que os membros de produção receberam ordens para editar o momento que causou o traumatismo de Bryan, segundo o Wrestling Observer. Se os membros de produção receberam essas ordens, quem é que as deu e porque razão? Para quê arriscá-lo numa tour? Mesmo que este fosse apenas fazer combates de equipas, onde raramente aparecia em ringue?

Está mais do que na altura de tratar da saúde dos lutadores que empregam porque é a coisa certa a fazer, não porque estão à espera de aplausos. Dean Ambrose admitiu recentemente em entrevista aquilo que já todos sabemos – está sempre com dores. É normal, como comecei por dizer no artigo, tal é algo que, como se costuma dizer, “vem com o território”. Os lutadores são ensinados a esperá-lo e não reclamar demasiado até subirem no card.

Sasha Banks admitiu, numa entrevista recente, que já tem problemas de memória devido a todos os bumps que já fez. Sasha Banks tem 24 anos e já tem problemas de memória!

Aliás, esta constou na lista de recentes lesionados que precisou de algumas semanas fora dos ringues em janeiro. E não é que essas semanas a ajudaram? Antes de desaparecer por umas semanas, Sasha andava a receber cânticos negativos como “boring” em combates com Becky Lynch, visto que era membro da Team B.A.D e não estava a fazer absolutamente nada de relevante ou interessante com o grupo. Quando regressou no Royal Rumble, os fãs perderam a cabeça e, meses mais tarde, esta lutou num dos combates mais importantes da WrestleMania.

Ausências organizadas nunca irão resolver o problema que o booking desleixado da WWE se tornou, mas poderão ajudar. São vários os talentos que, neste momento, poderiam beneficiar de uma ausência para revitalizar a imagem – Dean Ambrose é um deles. É preciso ter em conta que o desgaste físico de fazer carreira no Wrestling durante vários anos vai facilitar lesões e, por si só, causa problemas. E isto vai-se tornar ainda mais relevante com alguns dos talentos que a WWE tem neste momento.

Temos que nos lembrar que o corpo de Daniel Bryan começou a falhar de forma séria quando este estava na fase mais popular da sua carreira – 2013/2014. Convém lembrar que Bryan deveria ter sido operado depois do combate com Randy Orton, no Raw em junho de 2013. Imaginem como poderia ter sido diferente a sua carreira se tal tivesse acontecido.

Durante vários anos, CM Punk era a pessoa que nunca tinha sofrido grandes lesões ou se ausentado por muito tempo, mas no fim da carreira dele na WWE, quando este já era um nome estabelecido, este tinha vários problemas. Não teria sido tudo diferente se Vince lhe tivesse dado o tempo que este precisava para descansar e recuperar? O que é que CM Punk estava a fazer, depois do reinado de 434 dias e derrota para Undertaker, a tempo inteiro que tornava a sua presença tão necessária? Este tinha acabado de atingir o estatuto de Randy Orton, onde aparecer todas as semanas não lhe acrescentava absolutamente nada ao currículo.

Em muitas formas, a sua saída da WWE foi um grito desesperado por ajuda. Se o tivessem deixado tirar uns meses para descansar e recuperar, se tivessem mostrado que se importavam com o estado físico e mental dele, CM Punk ainda estava na WWE neste momento.

O desgaste físico de vários anos de Wrestling em cima pode atrasar e atrapalhar as carreiras de vários membros do roster de hoje – Sami Zayn, Kevin Owens, Seth Rollins, AJ Styles, Finn Bálor, Cesaro, Neville Dean Ambrose, entre outros. Estes talentos precisam de ser bem usados, de forma a terem uma hipótese legítima de fazer a diferença, não precisam de sofrer lesões que podiam ter sido evitadas com algum descanso e compaixão, quando estavam prestes a entrar na melhor fase das suas carreiras.

Infelizmente, por, em grande parte, serem dispensáveis, os lutadores da WWE não têm qualquer argumento para negociar ou mudar as suas condições de trabalho. Um sindicato serviria este propósito, mas no passado tentativas de criar um sindicato foram um falhanço. A verdade é que os lutadores com mais influência e vantagem, como John Cena, seriam essenciais para gerar essa mudança e, regra geral, esses são os lutadores mais bem tratados pela WWE, portanto não vão fazer nada para prejudicar as suas condições de vida. Os restantes mortais terão que se sujeitar ao que lhes é dado e, se não gostarem, sempre podem tentar outra companhia.

Resumindo, os lutadores estão dependentes da boa graça dos oficiais da WWE e da vontade da companhia de garantir a sua boa imagem. Está na altura de fazer o que está certo, porque é o que está certo, e recusar mudar, ou adaptar, a indústria às necessidades das pessoas que a tornam possível, apenas porque é “tradição”, não só não é válido, como é completamente ridículo.

Não digo que a minha ideia é a melhor. Se calhar, não é nada de especial e, na prática, não iria funcionar. Todavia, é importante procurar e implementar uma solução, porque com muitas ou poucas lesões, a verdade é que estas condições de trabalho não se justificam. Nem com décadas de tradição.

Este é mais um dos vários aspetos desta fantástica indústria que deveria ser exposto e analisado, de forma a chamar os responsáveis à atenção – mas, não, o mundo ainda está na fase em que se tenta decidir se Wrestling é verdadeiro falso. Pode ser que não demore muito mais.

Desejo uma excelente semana a todos e até à próxima edição!

Sobre o Autor

- Administradora. Publico parte das notícias, faço a gestão da League, dos Passatempos e ainda sou escritora do artigo “Opinião Feminina”.

22 Comentários

  1. BRRM - há 7 meses

    Excelente artigo!

    Estas lesões são realmente muito preocupantes e a situação pode tornar-se ainda mais grave no futuro, não só para a companhia mas para os próprios atletas.

    Na minha opinião duas coisas que deviam acontecer com mais frequência eram as “kayfabe injuries” e histórias em que um performer decide “afastar-se” da companhia por um tempo por estar num momento menos bom da carreira. Isto ia não só dar tempo aos lutadores para descansar mas ia ser também uma oportunidade para estes refrescarem as suas personagens (outro assunto sobre o qual falaste muito bem neste artigo).

  2. Excelente Artigo, dos melhores que ja vi da Salgado!

    a maior parte da malta tem de descansar , como falaste , como rollins, balor, ambrose , owens etc etc, ja tem muitos anos de wrestling em cima, o punk, não podia dizer melhor, se o vince lhe tivesse dado o que ele precisava, actualmente ainda estava na wwe, e muito provavelmente ja tinha ganho outro wwe champ.

  3. Filipe - há 7 meses

    Gostei do artigo… Penso que primeiro para nao haver tanta saturação da imagem de um wrestler é brand split. Shaow diferentes, wrestlers diferentes e nao sempre os mesmos ha aparecer nos 2 shows, e tornar assim a smackdown pouco vista… saudades da smackdown de Undertaker e Edge… A Saturaçao seria menor e poderiam fazer storylines mais agradaveis e com mais calma… Reigns ja se torna insuportavel ve-lo em tds os shows: mau no micro e razoavel no ringue, tdos os shows com as mesmas falas e mesmo ring skills torna-se um campeao horrivel, e voces ainda se queixavam do Rollins, mas mta gente vai querer que Reigns largue o titulo o mais rapido possivel…
    Orton poderia ter um longo reinado como campeao dos EUA como cena fez com o titulo, com rivalidades novas e sem a pressao do titulo maximo…
    E claro que o sistema de rotatividade de ferias deveria ser implementado como se faz com as mulheres (esta mais por falta de criatividade dos bookers): CM punk apos undertaker deveria ter tido umas ferias… Dp de uma rivalidade longa e exaustiva dar um tempo de ferias nao é mau e nao satura o wrestler e a sua imagem… Falar de Orton e bem e outros como por exemplo ziggler que nao passa daquilo? ter feuds de meia tabela. Dao-lhe umas ferias e façam-lhe um heel turn por exemplo..
    mas brand split precisa-se urgente

  4. Anónimo - há 7 meses

    Como sempre, excelente artigo. Eu mesmo falo há meses sobre isso e o argumento que usam é de que “antigamente os lutadores competiam no mesmo ritmo e não se lesionavam tanto”, obrigado, pois você acabou de provar o meu ponto. Os de hoje lutam muito mais e com muito mais intensidade, como todos os esportes profissionais que evoluem, o ritmo é outro se comparado a antigamente.

  5. Frederico_WWE - há 7 meses

    “Hoje em dia, o ritmo é extremamente acelerado, com várias manobras impressionantes, numa tentativa de ter uma performance notável sem, por vezes, dar o ênfase necessário à história. É frequente ver os lutadores a fazer várias manobras desnecessariamente arriscadas num combate, a uma velocidade alucinante, na tentativa de compensar pela falta de história e drama.”

    “Não só isso é mais perigoso e propício a lesões, como é vazio. Não tem qualquer substância ou emoção. É algo que ganha uma ovação no momento, mas não irá causar aqueles arrepios que todos carregamos no coração quando estamos a assistir a uma história que compreendemos e nos envolve. Isto tudo sem falar das de todos os combates com estipulações perigosas ou arriscadas que não têm história ou rivalidade à altura para as suportar, como foi o caso do combate de escadote pelo título Intercontinental na Wrestlemania.”

    Concordo a 100 % com isto que dizes! Hoje vejo muita gente a dar enfase a bons combates e a boas prestações individuais dos lutadores… mas muitas vezes aonde fica a emoção?

    É por isso que eu coloco a história e as personagens em primeiro plano e depois sim a qualidade dos combates.

    “Temos que nos lembrar que o corpo de Daniel Bryan começou a falhar de forma séria quando este estava na fase mais popular da sua carreira – 2013/2014. ”

    É tipo o Eddie Guerrero que em 2004 por ser o campeão máximo da SmackDown foi mais pressionado a vender e tudo mais e isso desgastou o imenso quer fisicamente quer psicologicamente porque a sua responsabilidade aumentou.

    Mais um artigo fantástico… nem no WON de Dave Meltzer se vê um artigo melhor que este!

  6. danielLP21 - há 7 meses

    Muito bom!

    Não acho que a WWE tenha de implementar um sistema de seasons, basta ir dando meses de férias aos seus lutadores, nesse tal sistema de rotatividade.

    O único ano que se compara a este em termos de lesões é o de 2007. Alguma coisa vai ter de mudar.

  7. RFBM - há 7 meses

    Excelente artigo Salgado. Não acho que paragens entre seasons sejam necessárias, apenas basta lutadores que não estão envolvidos em nada de especial irem descansando, como por exemplo, a tua referência ao Orton.

  8. Lucas - há 7 meses

    Uma coisa que vi no Twitter esses dias, era a quantidade de luta dos lutadores atual da WWE, vendo aquilo percebe-se o motivo de tanta lesão.
    Ambrose e Owens já tem 60 combates em 4 meses, lembrando que o Ambrose durante a rivalidade com Lesnar, quase não lutou nos programas semanais, enquanto o reigns tem 44 ,se eu nao me engano.
    Isto demonstram a rotatividade da WWE não é muito grande, dois dos maiores “babyfaces” da companhia tem diferença de 16 combates, que é muito, praticamente um mês, contando um live events e o raw e SmackDown

    • Filipe - há 7 meses

      tens que ver o estilo de combate… Reigns é so clothelines e pouco mais… ambrose ja tem manobras mais perigosas, qq uma da terceira corda basta falhar a aterragem ja foste (Rollins)

  9. principalmente as atletas femininas que tem os corpos mais “frágeis” e são muitas vezes colocadas em uma calendário mais pesado como não tinha antes, antes lesões femininas era raríssimo hoje não.

  10. Fábio Peres - há 7 meses

    Se nos EUA existisse uma legislação trabalhista semelhante ao Código do Trabalho português, ou à CLT brasileira, jamais os “wrestlers” seriam submetidos a um regime de trabalho tão massacrante que levaria o joelho de um homem são a romper-se pelo desgaste de trabalhar sete anos sem férias (como o que ocorreu com Seth Rollins).

    Nos campeonatos realizados no Brasil, jogadores de futebol são obrigados, por lei e acordos firmados na categoria, a respeitar 66 horas de descanso entre um jogo e outro. Na WWE, regra semelhante provocaria um surto em Vince e na tropa que tenta tirar dos lutadores o máximo de esforço em troca de … nada, se querem saber.

    Muito bom texto, Salgado.

    • Acho 66 horas muito pra wrestling, lembrando que muitos deles sentem prazer nisso, e querem participar o máximo possível dos eventos, simples descansos frequentes resolveriam o caso.

    • Filipe - há 7 meses

      tb n pode ser assim pk um jogador joga 90 min a alta intensidade… um wrestler deve lutar em media pouco mais de 10 min por combate… uns sao bem menos, combates de tag n estas sempre la dentro, etc… um limite por semana de combate (e min) e impor um sistema de rotatividade de ferias conforme as storylines…

  11. Half man half amazing - há 7 meses

    “Este tinha acabado de atingir o estatuto de Randy Orton, onde aparecer todas as semanas não lhe acrescentava absolutamente nada ao currículo.”

    Nunca na vida. Jamais cm punk chegou sequer perto da liga onde se encontra Randy Orton. cm punk teve uma fase dominante depois de ser ate descartavel durante varios periodos e de nao ser mais que um midcard como outro qualquer fora que nunca foi alvo da aposta que foi Randy Orton desde a sua estreia. Randy Orton atualmente só está atrás de John Cena e até vou mais longe ao dizer que é o unico lutador a tempo inteiro atualmente que lhe faz sombra. cm punk teve uma turn la por cima como teve o sheamus. Tinha muito que fazer para morder os calcanhares ao the viper.

    • danielLP21 - há 7 meses

      A única coisa que faltou ao CM Punk foi o main event da WrestleMania.

      O CM Punk foi a maior aposta na ECW (durante uma altura foi até a única), ao fim de dois anos já era World Champion (tal como o Orton), feuds com gente de topo… Acho que tens de rever melhor o trajeto do Punk.

      • Anónimo - há 7 meses

        Isso é a pior parte: Roman Reigns já tem 2 ME, CM Punk provavelmente nunca terá um e isso nunca será apagado da história.

      • Filipe - há 7 meses

        @ Anónimo… lutar contra o undertaker na Wmania e qdo a streak ainda estava por conquistar é o k para ti?!? nao teve foi a sua grande vitoria na WM como bryan ou rollins

  12. gian - há 7 meses

    Excelente opinião.
    Não ocorre apenas a Wwe… Empresas de Pro wrestling estão castigando seus praticantes de forma brutal.

  13. Gabriel Taker - há 7 meses

    Ótimo artigo, concordo com tudo menos uma observação que tu fizestes.
    ” Este tinha acabado de atingir o estatuto de Randy Orton”.
    Não tem como comparar Randy Orton com Cm Punk, Orton foi 12 vezes WWE World Heavyweight Champion enquanto Punk foi 2 vezes. Eu sei que em um dos reinados de Punk, ele ficou 434 dias como campeão mas o top star de Punk foi 2 anos enquanto Randy passou quase uma década a liderar com John Cena aquela geração de ( 2005 – 2012).

  14. This Is My House_Paige_ - há 7 meses

    Principalmente as mulheres, algumas pessoas iriam achar que seria dahora ter um combate money in the bank para as mulheres mas só neste combate ia ter várias lesões, como na triple treath na WM, foi demorado e talvez Sasha teve uma suposta lesão e Becky q ficou com o olho roxo aparentemente acho q é por isso q ela não teve nenhum combate na TV, pq não fica bem uma mulher lutando com o olho roxo e por algum acidente a outra bater no olho dela. Ia ser uma inovação incrível se as mulheres tivessem combates desses tipos como extreme rules, tables, ladder, MITB, mas com este calendário não dá, até pq as mulheres tem corpos frágeis, tds podem achar uma maravilha esses tipos de combates, mas temos q levar em conta as lesões q podem encurtar a carreira.

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