Smoke and Mirrors #103 – Análise à TNA (2013)

Sejam bem-vindos a mais uma edição do Smoke and Mirrors, esta semana as agulhas estarão apontadas para a TNA, até porque com o Bound for Glory concluiu-se o ano de 2013 na companhia no que diz respeito aos PPV´s. E por isso mesmo, nesta edição irei analisar o ano de 2013 da TNA, procurando apresentar de forma construtiva as minhas críticas, e sugestões para que o produto da TNA melhore durante o ano de 2014. Sendo que, este artigo surge em consequência do debate em torno do Bound for Glory que extremou posições, e acho que isso não beneficia em nada a qualidade do debate em torno desta companhia que viu a sua família crescer no último ano aqui no Wrestling.PT.

Desta forma, o que pretendo é colocar a minha opinião em relação ao produto da TNA durante ano de 2013, como um instrumento de reflexão, e debate sobre o que foram os aspectos positivos e negativos de algumas das apostas desta companhia durante este ano. Não quero que este texto seja visto como algo de hater, mas sim como a minha contribuição para um debate saudável com vista á melhoria da TNA. E para isso temos que largar os pré-conceitos de defesa da companhia até ao extremo, mas também os de crítica ao produto só porque sim.

Por outras palavras, esta é a minha resenha daquilo que considero serem os principais defeitos a serem corrigidos na TNA, conciliado com as minhas ideias para corrigir esses mesmos problemas. E, serão esses pormenores que eu irei de seguida apresentar de forma detalhada, e espero que seja alvo de debate construtivo porque é isso que pretendo com esta análise, ou seja, não é uma chama para a guerra (WWE vs TNA), e espero que não vejam este artigo dessa forma. Ou seja, basicamente o que farei é um memorando de análise do ano da TNA, e onde além de apresentar e analisar os problemas, irei igualmente apresentar o meu modelo de estratégia de produto para a TNA para 2014.

1. Falhanço da nova estratégia de PPV´s

Começo pelo ponto mais frágil da estratégia 2013 da TNA, que foi claramente a redução de 12 PPV´s para apenas 4 PPV´s anuais, que foi algo que desde do primeiro momento parecia-me ser bastante arriscado, e com grandes possibilidades de ser uma estratégia errada. Pois, passado um ano a estratégia nota-se que falhou, e falhou pelos motivos que eu apresentei desde do início. Ou seja, apenas quatro PPV´s exigiam um nível de exigência e qualidade máxima no produto apresentado nos eventos, uma vez que mais tempo entre PPV´s permitia que se desenvolvesse de forma diferente as rivalidades para esses mesmos eventos.

Porém, não foi isso que a TNA fez na maioria dos PPV´s (exceptuando o Lockdown), porque nos restantes eventos o que tivemos em algumas situações foram combates marcados com rivalidades construídas de forma muito rápida, e sem algum sinal que estas poderiam acontecer anteriormente. E, esse tipo de rivalidade é sempre muito arriscada, e os resultados poderão não ser sempre os melhores, porque não demos tempo para que a história se solidifique e mature da melhor forma. No entanto, gostaria de dizer que este erro é comum em qualquer companhia de wrestling, e talvez no caso da TNA o que não me agradou tanto não foi a rapidez de construção de histórias (ex: Roode e Angle), mas sim a forma como fizeram a decisão da vitória, todavia esta é uma opção pessoal e outras pessoas poderão gostar deste modelo de construção de rivalidades.

Mas, o maior problema desta estratégia foi claramente a qualidade dos eventos, ou seja, eu não nego a qualidade técnica dos combates nos PPV´s, o que questiono foi sobretudo a forma como os combates foram decididos e bookados em alguns dos PPV´s, porque em alguns casos foram vitórias muito mal desenhadas e contadas, pelo menos na minha perspectiva. E já tinha verificado isso no Slammiversary, mas o Bound For Glory espelhou esse defeito ao máximo porque na grande maioria dos combates, excepto o Main-Event, chegaram às suas decisões finais de forma estranha, o que não minha perspectiva não beneficiou a qualidade final do Evento. E como vimos isso afectou a ligação com o público com o restante evento, por isso nem sempre o problema é do público, talvez por vezes decisões esquisitas desliguem o público. Sendo que, este aspecto também acontece na WWE (não é exclusivo da TNA), aliás tal como se pôde ver esta semana, mas isso é assunto para outras núpcias.

Assim sendo, poderão perguntar-se como é que eu definiria a minha estratégia de shows da TNA? Primeiro de tudo, eu não apostaria nos One Night Only como substitutos dos anteriores PPV´s, apenas como complementos que servem como apelo para a TNA dos fãs que gostam de combates sem rivalidade incluídas. Depois, voltava a aumentar o número de PPV´s para um número entre 8 a 10, mas preferencialmente escolheria 8 porque dessa forma a TNA poderia fazer a tal redução que eventos que pretendem, e simultaneamente apostar forte nos seus shows semanais. Shows que tanto podem ser estrada como no Impact Zone, o importante é concentrar-se no seu publico alvo, e cativar novos tipos de público para que o produto TNA se torne mais atractivo para cada vez mais pessoas.

E, isso não implica cedências no tipo de produto, e é algo que seja quem que controle o booking empresa no futuro terá que fazer, independentemente de quem esteja á frente da companhia, ela só crescerá atraindo novos mercados fora dos USA, mas sobretudo dentro do próprio país, e esse é um grande desafio da TNA para 2014. Um desafio, que eu gostaria que eles conquistassem, e para isso ajudaria muito       que voltássemos a ter um booking e PPV´s da qualidade do ano de 2012.

2. Necessidade de melhorar e renovar a divisão feminina

Mesmo não sendo um especialista no wrestling feminino, acho que parece indiscutível para todos nós que a Divisão feminina da TNA já foi mais forte, aliás tal como referi no Smoke and Mirrors nº100. Porém, numa edição dedicada á análise do ano de 2013 da TNA tinha que referir esta necessidade de melhorar a divisão, não que os combates durante este ano tenham sido maus, pelo contrário, porém a TNA não pode manter uma divisão somente com 5 wrestlers (Tapa, Velvet Sky, Gail Kim, Brooke, e ainda ODB). Claro, que têm ainda a Taryn mas esta estará afastada dos ecrãs durante alguns meses, e por isso urge a necessidade da TNA ir buscar novas wrestlers femininas.

Claro, que dentro do contexto deste ano, as histórias da divisão feminina foram das melhores coisas que foram construídas na TNA em 2013. Claro, que nem tudo foi um mar de rosas mas Feuds como Taryn e Kim deram-nos um brilhante combate de wrestling feminino, e mesmo o combate feminino do Bound For Glory foi dos melhores combates do evento, e dos que melhor história contou. Mas, também é um ano marcado pela perda de wrestlers como Tara, e Mickie James que mesmo não sendo TNA Originals acrescentavam valor á divisão, e não será apenas com a Lei D´Tapa que se garantirá o futuro da divisão.

Assim, é necessário ir recrutar cerca de 4 a 5 wrestlers femininas às Indys, preferencialmente ainda jovens para serem desenvolvidas pela TNA como talentos made in TNA, para que aos poucos se crie uma base de recurso com talento e jovem, para que no futuro a divisão feminina volte a ser forte como era há cerca de três anos atrás. Nesse projecto, até poderia incluir uma ou duas wrestlers mais experientes e com capacidade de entrar directamente em feuds com impacto, para que a divisão voltasse a ter um push de qualidade a curto prazo, deixando as mais jovens na OVW para desenvolver uma gimmick, e quando tivessem prontas a TNA poderia lança-las no roster principal com uma storyline definida. Quanto a nomes, eu não sou especialista no que diz respeito a wrestlers femininas das Indys mas se lerem os artigos do Roberto Barros por certo que encontrarão nomes das indys capazes de renovar a divisão feminina, mas eu destacaria a nossa Shanna e a Santana Garnett.

3. Melhoria da divisão de Tag Team

A Divisão de Tag Team é mais um exemplo da renovação que a TNA precisa de fazer no seu roster, já que nesta momento ela está enfraquecida com uns campeões que em nada valorizam a divisão, com uma equipa de Storm e Gunner que nunca chegou a ser verdadeiramente a ser seriamente testada, e onde a verdadeira Tag Team de classe são os EGO.

Assim, a divisão teve neste ano de 2013 um ano de estagnação e onde verdadeiramente não se criou nenhuma tag Team que garantisse a melhoria da divisão a curto prazo, e que simultaneamente fossem equipas com capacidade de permanecer durante algum tempo na divisão. Isto tudo, para que se garanta uma verdadeira melhoria qualitativa de uma divisão que já foi um dos pontos mais fortes da TNA, e que por mais agradável que tenha sido match no Bound For Glory não é com Bromans que a divisão voltará a ser relevante, e consequentemente retornar aos dias de Gloria.

E para chegar a esse estatuto é necessário que recrutem equipas talentosas, e se poderem fazer isso recorrendo às melhores equipas das Indys, então isso era claramente o ideal para que a divisão tivesse a tal melhoria e renovação que eu referi. Nesse processo equipas como Taven e Bobby Fish Campeões de Tag da Ring of Honor, American Wolves, os Briscoe Brothers, os Young Bucks, AR Fox e Cima da Dragon Gate USA, os Piece of Hate, os 3.0, e os The Colony (as 3 da Chikara) seriam boas escolhas para uma renovação com qualidade da divisão de Tag Team da TNA.

4. Inicio de uma renovação geracional do roster masculino da TNA

Tal como nos dois anteriores ponto, também a divisão masculina da TNA precisa de novos nomes que comecem a construir o futuro da TNA, sobretudo porque apesar do talento do Main-Event da TNA ele já se encontra na sua grande maioria com mais que 30 anos, e isso com o tempo jogará contra o produto da TNA até porque só tem o Gunner, Magnus, Jay Bradley, e talvez EC3 como possíveis nomes de main-event da nova geração.

Além, esta renovação seria importante igualmente para a X-Division, já que este têm que voltar a ser a porta de partida para os novos talentos da TNA, e por isso mesmo é necessário que esta divisão seja renovada com o ingresso de novos talentos que tenham as qualidades necessárias para o estilo específico que a X-Division possui. Mas, esta renovação é fundamental sobretudo para que Divisão possa voltar a ser aquilo que já foi, que é a bandeira de qualidade e diferenciação da TNA, e para isso a TNA necessita de recrutar os melhores wrestlers das Indys que se ajustariam ao estilo da companhia. Desse modo, nomes como Jack Evans, Prince Devitt, Adam Cole, o regresso de Sunjay Dutt e Jay Lethal seriam nomes interessantes, e sobretudo que acrescentariam qualidade a uma divisão sedenta de novos nomes.

Mas, não só de X-Division vive a TNA e por isso nomes como Eddie Kingston, Okada, Kevin Steen, e Michael Elgin seriam nomes de excelência e que não sendo velhos poderiam ser nomes muitos fortes do Main-Event da TNA. A estes nomes acrescentaria o regresso de Crimson, e a TNA ficaria com uma base forte e mais rejuvenescida para o seu main-event nos próximos 4 a 5 anos. E, isso seria altamente positivo para o produto da TNA, que também precisa de apresentar aos fãs 5 ou 6 nomes que sejam apresentados como o futuro da empresa, e que sejam nomes em que eles inegavelmente confiam e vêem de forma credível como possíveis main-eventers.

 5. Construir de forma mais eficaz as principais histórias da companhia

Este ponto final é bastante importante dado que são as principais histórias que cativam os fãs para o produto, que gostando da histórias centrais acabam por ficar presos às histórias secundárias caso estas sejam bem contadas. E, nesse ponto que a TNA falhou durante este ano porque apostou todas as cartas em duas histórias, e essas mesmas histórias acabaram por não ser desenvolvidas da melhor forma. Ou seja, as histórias dos Aces and Eights e do AJ Styles que poderiam ter sido brutais e diferentes, acabaram por ser tornar mais frágeis com o passar dos meses, e ficaram frágeis pela forma como essas histórias acabaram por ser contadas.

Começando pelos Aces and Eights, a história foi contada de forma brilhante até ao Lockdown sempre de forma paciente e sem pressa para nos contar toda a verdade, como se fosse um thriller com suspense e com a revelação final feita de forma genial. Mas, a partir daí os problemas começaram a surgir, e as derrotas que tinham tido anteriormente em PPV´s demonstraram-se como um factor de fragilidade, porque excluindo o campeão Mundial Bully Ray, a stable nunca chegou verdadeiramente dominante. E uma stable como os Aces deveria ter sido mais dominante, mas também para isso precisava de ter tido membros mais fortes, porém com a saída de DOC a situação deles ficou ainda mais débil.

E ficou débil porque apenas Anderson e Bully Ray, eram verdadeiramente wrestlers dignos de uma stable que deveria ter sido mais forte, e com um maior domínio na TNA do que o que os Aces atingiram. Por outras palavras, os Aces são daquelas forças que sentimos que poderia ter sido ainda mais poderosa, e que não chegou a atingir o potencial que poderia ter atingido. E, isso reflecte-se na qualidade do reinado de Bully Ray que poderia ter sido ainda mais épico, sendo que os Aces acabam por ser prejudicados pelo falhanço da feud Aces vs Main Event Mafia. Sendo que, o mínimo que se pede para o final da stable é que a feud entre Anderson e Bully Ray seja bem-feita e que a destruição desta stable seja feita de forma inteligente.

Quanto á história de AJ Styles, eu na altura do inicio da história abordei-a como sendo interessante a perspectiva de ele ser apresentado como “lobo solitário”, mas com os meses a TNA mudou essa atitude de AJ Styles, e aproximou o estilo do “Phenomenal One” do de CM Punk na WWE, envolvendo-o numa história em tudo similar com a que Punk teve em 2011. E, isso tal como referi na antevisão do Bound For Glory expôs a TNA a comparações que deveria evitar, até porque mesmo sendo o Wrestling reciclagem, neste casos os actores não são os mais indicados para esta mesma reciclagem.

Ou seja, se a TNA pretendia uma história deste tipo adequava-se mais a alguém como o Austin Aries que é alguém credível para passar como um Best in the World, já que as promos dele permitem que as pessoas acreditem-se nisso. Mesmo assim, as citações que utilizaram da WWE eram dispensáveis, e acenderam comparações e guerras entre os fãs das duas companhias que eram perfeitamente evitáveis, caso utilizassem outro tipo de história para recuperar Styles para o Main-Event.

Sendo que, as comparações continuarão durante esta história porque mesmo depois do Bound For Glory continua muito próxima da história de CM Punk. E, o facto de termos uma “saída” de AJ Styles da TNA para lutar em Indys torna ainda mais evidente o final desta parte desta história, ou seja, após defender em uma ou duas indys, Styles deverá voltar á TNA no momento em que se coroar o novo campeão da TNA no torneio que começará para a semana.

Dessa forma, a TNA continuará a expor-se á comparação com a história da WWE, e isso era perfeitamente evitável porque se a TNA quer-se apresentar enquanto alternativa não devia ter como história central, uma história em todo similar a de outra companhia, sobretudo quando sabem que se sujeitam a comparações que a própria companhia procura evitar. Claro, que me poderão dizer que o Punk não defendeu em indys, e é verdade. Mas, não deixa igualmente de ser verdade que a ideia inicial era essa, e foi essa a premissa que Punk defendeu junto da WWE, porém ela optou por evitar essa situação. No entanto, ninguém pode desmentir que as histórias são parecidas demais, e que a TNA deveria ter fugido a esta exposição às comparações com a WWE através desta storyline.

Em suma, o ideal para 2014 é que a TNA tenha histórias centrais mais fortes que este ano, potenciando ao máximo wrestlers como Anderson, Roode, Bully Ray, Aries, Magnus, e mesmo AJ Styles (depois do fim desta feud contra Dixie Carter). Ou seja, construindo feuds para os PPv´s com tempo, e evitando ao mesmo situações que exponham a TNA a comparações, como aconteceu com a actual história de AJ Styles.

Deste modo, concluo esta edição do Smoke and Mirrors esperando que a minha análise contribua para o debate construtivo sobre o que foi o ano de 2013 da TNA, tendo a expectativa que as minhas opiniões e sugestões sejam vistas de melhor maneira. Ou seja, enquanto propostas que defendo para a melhoria do produto da TNA, e faço-o enquanto apreciador do produto da companhia. Assim, despeço-me e para semana regresso no mesmo dia e no mesmo local no Wrestling.PT.

Figuras da Semana

John Cena- Goste-se ou não dele, ele é uma das figuras desta semana. O regresso do Cena trouxe polémica, e acendeu a chama do hate de muitos, e de adoração para outros. Mesmo eu consigo admitir(passada a raiva de segunda e terça), que ele foi uma das figuras da semana, e com ele é garantido: Debate, polémica, e mediatismo.

Divisão de Tag Team da WWE- Shield, Usos, Real American, e os irmãos Rhodes são quatro equipas de luxo, e esta semana no PPV, na Raw e na Smackdown demonstraram a altíssima qualidade da actual divisão de equipas da WWE. Por isso, mesmo escolhi as quatro porque esta semana tiveram todas em altissimo nível, e não quis destacar nenhuma das quatro, e com quatro equipas como estas as expectativas para o combate no Survivor são altíssimas.

HBK- É verdade que não lutou, mas é igualmente verdade que foi ele o responsável pela vitória de Randy Orton no Hell in a Cell, ao atacar e trair o seu pupilo Daniel Bryan, quando poucos acreditavam nessa traição. Além disso, ainda esteve em alta no segmento da Raw onde foi atacado por Daniel Bryan, e por isso mesmo o “velho” Showstopper é uma das figuras WWE desta semana.

Wyatt Family- Esta semana a Familia continua em alta, aliás ainda mais que na semana passada porque na Raw atacaram dois mais importantes faces da actualidade(Punk e Bryan), a mando do “Diabo”. Pelos segmentos dos ataques e pela importância dos atacados, eles são das figuras da semana, mesmo que tenhamos ficada com muitas dúvidas sobre os objectivos desses ataques.

Damien Sandow- É verdade que perdeu a sua oportunidade na Segunda, mas a sua performance durante o combate e no ataque ao Cena foi brilhante, conseguindo conquistar muitos fãs junto do backstage da WWE. Se segunda foi o inicio do fim do Sandow ou não, isso é uma questão que não é possível descortinar, mas pelo menos no próximo mês deverá manter-se na rota do título, e agora importa é que ele se apresente e seja bookado como Main-eventer, e não somente como um jobber.

Bobby Roode- O It Factor venceu novamente o Kurt Angle, num combate brilhante entre dois excelentes performers, e com combates desta qualidade o produto da TNA poderá ter melhores dias em 2014, e espero mesmo que Roode esteja na final do torneio pelo título Mundial.

Magnus- O inglês venceu o Gauntlet, numa performance de altíssima qualidade e onde acabou por eliminar Sting para vencer e garantir uma vaga no torneio pelo título Mundial da TNA. Só espero que participe no torneio enquanto face, e que não estejamos a assistir á sua ascensão ao Main-Event enquanto heel.

Surpresa da Semana

Heel turn de Kane no seu regresso- E, quando todos esperávamos que Kane voltasse face para continuar a feud com os Wyatt, a WWE surpreendeu-nos a todos com um turn de Kane , que dessa forma tornou-se membro da Autority ao entregar a máscara a Stephanie.

Desilusão da Semana

Cash-in falhado de Damien Sandow-Este foi o momento baixo da semana, sobretudo pela forma como o cash-in foi bookado, ou seja, pela forma como a WWE colocou o Sandow superior ao Cena durante o ataque e combate, para posteriormente perder com um comeback e AA com uma só mão, num momento á Jeff Hardy contra o Bully Ray no No Surrender de 2011.

Perguntas da Semana

Qual a tua opinião sobre os pontos analisados nesta análise da TNA no ano 2013? E que propostas farias para melhorar em cada um dos factores analisados? Quais seriam os nomes que escolherias para reforçar cada divisão abordada?

Concordas com as figuras, Surpresa e desilusão da Semana? Ou escolhias outras opções?

Sobre o Autor

- Escritor do artigo “Smoke and Mirrors”.

14 Comentários

  1. Dolph Ziggler - há 3 anos

    Concordo com todos os pontos que referiste, mas vou apenas falar de dois que acho serem mais graves. Falo da urgência da TNA em criar uma divisão de equipas credível e de criar estrelas para o futuro.

    Para começar, os Bromans como campeões não são a melhor solução para uma melhoria na divisão. Isto agora está um pouco como quando o Santino foi campeão dos Estados Unidos e só espero que o reinado dos Bros não demore tanto como o do Santino. Eles precisam de perder os títulos o mais rapidamente possível e de preferência para os Bad Influence pois são a única tag team na TNA que eu acho talentosa e credível. Quer dizer, não me interpretem mal pois eu gosto do James Storm e do Gunner, mas não gosto de os ver como equipa pois acho que não combinam muito bem. Seria, sem duvida, essencial contratar algums tag teams da ROH ou da Chikara. Numa pequena nota, não é o Taven que é campeão com o Fish mas sim o O’Reilly. Sim, essa tag team seria uma boa adição para a TNA visto que têm qualidade em ringue e trabalham bem juntos. Os Young Bucks vêm logo a seguir na lista assim como equipas como os Briscoe Brothers, American Wolves ou até Forever Hooligans. Há muito por onde ir portanto espero que a tag team division seja algo de uma aposta mais séria daqui para a frente.

    Quanto á criação de estrelas para o futuro, penso que seja essencial visto que a maioria dos main-eventers da TNA neste momento, ou já estão nos seus 40 anos ou a caminho disso. Neste momento estão a fazer a coisa certa em apostar no Magnus como uma estrela do futuro. É, sem duvida, talentoso e só espero que dê tudo certo. Depois temos o EC3 que ainda está a começar e depois não há muito por onde ir. Penso que atletas como Kevin Steen, Eddie Kingston, Adam Cole, Michael Elgin e por aí fora seriam boas apostas. A TNA poderia ter feito isso quando em vez de terem ido buscar atletas como Bryan Danielson, Claudio Castagnoli e El Generico, preferiram ir buscar gajos como Kevin Nash, Scott Hall e por aí fora. É esperar que a TNA comece a apostar em mais pessoal das indies pois há muito e muito talento por lá.

    Excelente artigo, José. Continua :)

    • José Sousa - há 3 anos

      Concordo totalmente contigo Dolph as Tags e as superstars do futuro são os maiores problemas da TNA que precisam de resposta o mais rapidamente possível. Eu gosto muito dos Briscoes, e dos champs da ROH(sim é o O´Reilly), já que os american Wolves também vao para WWE.

      A nível individual eu apostava mesmo nesses 4, são nomes capazes de fazer impacto em muito pouco tempo.

  2. danielLP21 - há 3 anos

    Bom artigo José. Apenas acho que não devias justificar-te tanto o que toca ao facto de seres ou não um “hater” da TNA. Quem lê os teus artigos e comentários, sabe muito bem qual é a tua posição em relação à empresa. Não precisas de dizer que a WWE também comete os erros “x” ou “y”, porque este artigo é sobre a TNA.

    No que à TNA diz respeito, não acho que seja assim tão alarmante o facto de ainda não terem muitos lutadores que possam assumir o “main-event” daqui a uns anos. Falas de 4 ou 5 anos? A meu ver, durante esses 4 ou 5 anos Magnus, Bobby Roode, James Storm, Austin Aries, Samoa Joe e AJ Styles são mais que suficientes para o “main-event”, não esquecendo o Mr. Anderson e o próprio Bully Ray, apesar de, neste caso, duvidar que ele volte a ser campeão Mundial. Ainda assim, pode muito bem lutar pelo título, mesmo não o ganhando, e ajudar alguns jovens lutadores a afirmarem-se.

    Claro que eu defendo que a TNA vá buscar lutadores às “indys”, isso nem se discute, apenas acho que não é assim tão urgente como pode parecer à primeira vista.

    • José Sousa - há 3 anos

      Eu compreendo-te mas pelos menos nas Tags e na X-Division acho que é mesmo importante Daniel. só tens verdadeiramente um grande equipa, e na X-Division está alimentada por alguns main-eventers. Dava jeito ir buscar alguns wrestlers ás indys nos próximos anos.

  3. akujy - há 3 anos

    Excelente análise. Concordo com muito do que disseste e destaco mesmo a necessidade de uma renovação do roster masculino, em especial o main event, onde é preciso criar novas estrelas, algo que não tem sido feito. Claro que há muitos outros pontos, como tão bem mencionaste, mas este é um dos menos discutidos, até pq já nos habituamos à qualidade de alguns desses ME’s e talvez algumas das suas performances nos vão fazendo esquecer (como quem diz) que o tempo vai eventualmente passar e que há que pensar no futuro. Mais um excelente S&M. E embora concordo com o que o Daniel diz, que não precisas de te justificar, entendo porque o fizeste. Acho que não preciso dizer mais. Again, well done my friend!

    • José Sousa - há 3 anos

      Eu percebo, e também percebo que falando da TNA que sabia que teria menos comentários ou debate neste artigo. Mas o importante para mim foi deixar a minha colaboração para um análise construtiva sobre a TNA.

  4. Roberto Barros - há 3 anos

    ótimo artigo José, muito desses pontos já tinha apontado em um topo e fundo ou em algum comentário, eu particularmente concordo com tudo.

    Bem agradeço pela citação do meu nome no artigo, quando se tratou de wrestling feminino, a divisão da TNA necessita urgentemente de novos nomes, se fosse para escolher 5, pegaria Mia Yim (23 anos), Santana Garrett (25 anos), As Blossoms (22 anos), Shanna e Alissa Flash vulgo Cheerleader Melissa, considerada a melhor wrestler feminina de 2013 de acordo com a PWI, na lista teríamos wrestlers experientes como Melissa e Shanna, que já estariam prontas para feuds na companhia, como também teria novos nomes para desenvolver como As Blossoms e Mia Yim, mesmo a segunda sendo excelente no ringue, vejam a prestação da mesma nas indys e inclusive no One Night Only, o circuito independente tem vários nomes de destaque que também poderiam vir, como Madison Eagles, Jessicka Havok, Mercedes, Alpha Female entre outras.

    O outro ponto urgente para se desenvolver seria o do aumento do número de PPV´s, e quem sabe ficando alguns One Night Only, acho que os da Knockouts foi muito bom e gostaria que o mesmo se repetisse.

    As divisões de tags também precisa-se de uma reformulação com novas contratações e mandava o chavo embora também, particularmente gostaria de ver Gen Me de volta. Briscoe Brothers, e qualquer uma das citadas no artigo seriam de grande acréscimo.

    Sobte os novos Main Events, o circuito independente estar cheio deles, nomes como Kevin Steen, Adam Cole, Eddie Kingston, entre outros, mas também não vejo com urgência, mas como e bom trabalhar eles, então o ideal seria ter tempo para o mesmo.

    • José Sousa - há 3 anos

      Concordo contigo sobre as Tags e os wrestlers individuais das indys. Não é que seja uma urgência, mas o Cesaro, Daniel, Ohno, Sami Zayn, Harper também não eram e acabaram por ir para outras paragens, o que quero dizer é que se a TNA não contrata algum desses talentos das indys, ele ainda acabam por ir parar á WWE.

      Sobre as wrestlers femininas, é sinal que leio o teu artigo, mas também que o teu trabalho nesse campo é tão bom que nunca poderei fazer algo a esse nível.

      • Roberto Barros - há 3 anos

        Sim, obrigado pelo elogio, por esse ponto concordo com você, também acho que era bom contratar, muitos deles já estão pronto para estrear.

  5. MR Perfection André Santos - há 3 anos

    Uma analise muito boa, e destacaste e bem as fragilidades neste momento na TNA.

    Em relação aos PPV, foi uma aposta, que acho que quase todos nós achamos arriscado…bem correu mal…

    Analisaste muito bem os pontos José, acrescentava smente o TV Title, que anda perdido com o Abysm, pois é um titulo já com uma histótia bastante grande e não merece este esquecimento…

    Não sou um especialista nas indys, mas gosto muito do Kevin Steen, e não percebo como a TNA ainda não contratou os serviços dele.O regresso de lethal era outro boa aquisição, mas não queria ver regressados (old WWE Guys), para vir tinham que ser de qualidade extremamente boa e não medianos…

    Em relação ao roster feminino, faço as palavras do Roberto, minhas.

    Concordo Com as figuras da semana.Uma boa analise construtiva do que a TNA pode melhorar.

    • José Sousa - há 3 anos

      Sem duvida concordo contigo em tudo, o TV Title está esquecido ou mesmo abandonado. Quanto ao main-event eu falo em buscarem nomes das indys para o futuro por uma razão: conseguirem recrutar os bons antes que parem noutras paragens.

      Vejamos American Wolves, El Generico(Zayn), Cesaro, Bryan, Luke Harper, Sami Callihan, Samuray del Dol, são exemplos de grandes nomes das indys que foram parar a outra companhia. Por isso, é que digo que a TNA tem que jogar por antecipação antes que seja tarde demais.

  6. FAlmeida_10 - há 3 anos

    Mais um excelente artigo José. O Ano que se passou na TNA acaba por ser inferior ao de 2012. Da maneira como o ano começou de maneira extremamente boa, a partir do Slammiversary a coisas começam a decair, e isto em parte porque expuseram demasiado a fraqueza aos Aces and Eights, que como história principal, a qualidade do show dependia em algo do avanço na respetiva (daí o Lockdown ter sido tão bom). Até ao Slammiversary tivemos um produto muito bom na minha opinião, o que se deveu em parte á boa construção dos Aces até aí. Relativamente aos pontos:

    Com 4 PPVs por ano a TNA tem a obrigação de apresentar esses 4 PPVs como muito bons, não se pode arriscar a ter um PPV mau com apenas 4. E isso não aconteceu. Tirando o Lockdown os outros estiveram todos no Mediano na maior parte dos casos, ou não acabaram por ter o impacto que deveriam ter (Eu nem me lembrava do Genesis se não fosse ver á Wikipedia por exemplo). Com isto a TNA era obrigada a construir as histórias com calma e muita antecedência antes do PPV de maneira a vender melhor os PPVs, isto so acontece no Lockdown e é bem notória esta falha na construção do BFG, em que a TNA com 4 meses entre o Slammiversary e o Bound For Glory só começa a construir o mesmo com 3 semanas de antecedência. A melhor solução seria mesmo essa que tu disseste dos 8 PPVs (Bound For Glory, Lockdown, Genesis, Slammiversary, No Surrender, Destination X, Hardcore Justice, Turning Point. Na minha opinião seriam estes)

    A Divisão feminina reflete o produto da TNA na minha opinião. No início do ano começámos por ter boas Knock Out Division, bons combates, boas surpresas, a revelação de Taryn Terrel como uma Knock Out a sério, os Combates dela com a Gail Kim… A Divisão feminina começa a decrescer depois do Ladder Match da Tarren e da Kim. A partir daí mesmo a atenção dada ás Knock Outs diminui, o facto de a ODB ter ganho o título também não foi o melhor que podia acontecer, a saída de muitas Knock Outs que fragilizaram a divisão… A TNA precisa de renovar a mesma tal como tu dizes. Nada melhor que ir “abastecer” ás Indys como o ROberto explora e muito bem , varios e diferentes nomes nos seus artigos.

    A Divisão de Tag Team é outra que reflete o ano da TNA. Temos uma divisão de Tag Team muito boa para o que era possível, com grandes equipas, grande atenção dada aos títulos, equipas credíveis para valorizar os títulos, isto numa altura dos Dirty Heels, Bad Influence e afins. Contudo esta reflete na TNA orque tal como o produto da mesma, começou muito bem, e veio a decair com o tempo, neste caso a partir do Slammiversary. As Inyds têm equipas muito boas, e caso a TNA tenha possibilidades deveria apostar nesses mesmos nomes, pois são nomes que encaixam na Divisão de Tag Team da TNA, que valoriza acima de tudo a Qualidade Técnica e a Química entre os mesmos. American Wolves, Briscoe Brothers, o regresso dos Generation Me…

    A Divisão masculina a que vende principalmente os bilhetes, sim precisa de novos nomes. Os Main Eventers da TNA teem idades muito identicas, quase todos (se nao todos) a partir dos 35. Logo a TNA precisa de apostar em novos nomes (donde o Magnus é o unico que começa a ser construído). A TNA tem Main Eventers para os proximos 5 anos no máximo, a partir daí só vejo o Magnus e mesmo o EC3 a afirmar-se. Nomes que encaixam no estilo de Main Eventers da TNA (Wrestlers com porte nao muito grande e técnicos): Adam Cole (encaixa muito bem apesar de o preferir num outro sítio), Kevin Steen já não sei por causa do físico, O Elgin discordo, é mais estilo WWE, Okada… Vários Nomes. Mas não só no Main Event mas também a X-Division. Aos nomes que sugeres (Jay Lethal, Sonjay Dutt, Jack Evans, Prince Devvit não sei porque parece que a WWE anda dee olho nele, e o Cole mandava o para o Main Events no futuro, acrescentava o retorno do Petey Williams e o Low Ki se nao estivesse reformado pelos vistos.

    A Questão das histórias principais ja dei a minha opiniao lá em cima.

    • José Sousa - há 3 anos

      Eu concordo contigo em tudo o que dizes só quero sublinhar a importância de novos nomes vindos das indys, ela é importante para se jogar por antecipação. A TNA já perdeu grandes nomes das indys por não o fazer, e se confiar no mesmo Main-Event para mais de cinco anos poderá ter um problema: Os grande talentos das indys irem parar á WWE. E os American Wolves já parecem perdidos para WWE, por isso toca a ir buscar os Briscoe ou os GenMe porque aquela divisão precisa de um upgrade.

      • FAlmeida_10 - há 3 anos

        A Confiança da TNA nos Indy Guys pode ter baixado devido ao “falhanço” de alguns (Kenny King). Mas concordo, Generation Me seria o nome mais sonante, e os Briscoes tambem seriam grandes aquisições, e podem atingir facilmente o Main Event da TNA já que os Main Eventers da TNA vêm bastantes de Tag Teams quebradas. E os Briscoes já provaram qualidade individual.

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