Smoke and Mirrors #148 – Patience is a Virtue

A paciência é uma arma importante para qualquer fã de wrestling. Porém, por vezes, existem tempos onde é complicado mantê-la e a saturação leva a pensar em desistir. Claro que nem todos nós temos que gostar de algo e temos direito à opinião crítica. Apenas discordo de quem condiciona diretamente essa opinião. E quando digo diretamente falo de manifestações pessoais e diretas para não ver determinado produto, embora tenha a noção de que o limite disso é muito curto.

Por isso, mesmo de modo indireto eu, ou qualquer outro cronista, podemos condicionar a opinião de outros, levando a gostar de um determinado produto ou criar expectativas positivas ou negativas para determinado evento de wrestling. Dessa forma, acaba por ser uma redundância analisar esta questão, porque todos nós influenciamos opiniões mesmo que por vezes não o queiramos fazer, daí que o processo de explicação entre influência direta ou indireta seja bastante complexo, não sendo isso a que me proponho esta semana no Smoke.

Assim sendo, esta semana o que pretendo fazer é inspirar-vos para uma reflexão, não para acabarmos com as críticas – caso contrário não tinha sentido ter o Smoke todas as semanas, que é a face visível da minha posição sobre o estado do produto. Esta semana o objetivo é gerar um debate autêntico e para isso vou fazer algo arriscado, ou seja, vou analisar as principais deficiências do produto atual.

Mas não o vou fazer como aquando do momento em que declarei a lógica da ilógica. Desta vez vou analisar a culpa da WWE e dos fãs na atual situação. Até porque a culpa dos problemas “desta relação” é igual a qualquer outra. Por outras palavras, todos temos um pouco de culpa, uns mais que outros, e é importante analisar onde é que existem erros no atual panorama da WWE. Para tal, vou tentar fazer o paralelismo com a era da paixão, ou seja a Atitude Era: não fazendo uma comparação qualitativa do produto, mas sobretudo uma visão de que existem mais condicionantes agora que dificultam a paixão dos fãs.

Desse modo, e antes de apresentar-vos a minha visão sobre o tema quero-vos apresentar uma carta aberta de um fã, carta essa que aborda este tema e onde é visível a paixão deste fã pela indústria mesmo nos dias difíceis que ela atravessa. Ele não é um fã qualquer, e alguém igual a todos nós mas cuja sua opinião eu respeito bastante, embora não vá revelar a identidade para vos deixar refletir quanto à mensagem da carta.

Desabafos de um fã

“Não é todos os dias que me apetece escrever. Há dias em que nem sequer vale a pena escrever. Há dias em que não há nada a dizer. Mas hoje há algo a dizer. Hoje algo deve ser dito o quanto antes. Não que vá fazer qualquer diferença para o mundo do wrestling. Mas talvez vá alegrar o dia de alguns de vós, fãs como eu.

Há muito que deixei de escrever. Hoje abro uma exceção. A WWE está num momento completamente estagnado. Rivalidades sem sentido, lutadores desmoralizados, comentadores irritantes, fãs alucinados. Escuso de comentar o booking. Não, vou mesmo comentar: fraquinho… Muito fraquinho.

A verdade é que os combates dos PPV nos deixam sempre com elevada ou considerável (para os mais exigentes) expetativa. São muito bons, ou aceitáveis, combates para PPV. E mesmo assim, parecem uma brisa: passam por nós e quase que nem sentimos nada. Isto, porque a construção das rivalidades é desinteressante, pobre e cansativa.

Diz a “lei maior” do wrestling que no PPV culmina a rivalidade entre dois, três, quatro ou mais lutadores. Diz que o ansiado combate entre eles ocorre finalmente no PPV. Regra essa que foi pela janela aos poucos e poucos, como uma brisa que desaparece e deixa o ar monótono, sem vida.

Em vez disso, o que se vê agora é cerca de quarenta e quatro combates no Raw, SmackDown, Main-Event, Superstars, WWE app, e incontáveis repetições no raio da WWE Network a 9,99, basicamente em todo o lado (!!!), entre os lutadores que estão a feudar. Algo que inevitavelmente leva a que o combate do PPV sofra as consequências. Nem todos os lutadores são Jerichos, para se reinventarem como quem muda de roupa interior.

E hoje dei por mim a ver vídeos desse senhor. Chris Jericho. O brilhantismo do trabalho deste lutador levou-me a escrever estas palavras: insignificantes para muitos, as suficientes para alguns. Jericho reinventou-se constantemente enquanto lutador e inspirou inúmeros companheiros de profissão. E creio que o mesmo se deve verificar connosco: os fãs.

É notório que a WWE está a construir uma nova geração. Uma geração que promete um futuro ao nível da excelência da companhia de wrestling que a WWE é. Nomes como Bray Waytt, Cesaro, Ziggler, Sandow, Barrett, Daniel Bryan… E claro, Dean Ambrose… Seth Rollins… Roman Reigns! São certezas do presente e trunfos para o futuro (entre outros à espera de uma oportunidade no plantel principal).

Agora vêm as vossas críticas quanto a essa construção, certo? “Olha só para o Cesaro! E as figuras tristes do Sandow!”. A construção tem muito que se lhe diga, não é fácil. Muito menos quando estamos a falar da equipa criativa da WWE! Porém, não foi esta paupérrima equipa criativa que nos deu excelentes momentos na WM30? Ou será que mudou por completo?

E tal como a WWE está a tentar fazer, aos poucos e progressivamente, reset do que temos assistido até à passada WM, nós devemos fazer o mesmo enquanto fãs. Devemos tentar nos recriar. Devemos tentar nos reinventar enquanto fãs. Porque devemos isso a todos os lutadores que, embora ganhem o seu dinheiro (como não poderia deixar de ser), passam duzentos e quase trezentos (alguns até mais) dias fora de casa. Longe da família. Longe dos amigos. E longe da sua cidade. Longe dos outros prazeres da vida, para além do wrestling.

Assim, não vos estou a pedir para deixarem de criticar. Porque as críticas são saudáveis, quando construtivas e com sentido. São as críticas que nos fazem melhor. Mas se errar é humano… Perdoar é divino. A WWE vai continuar a errar no futuro. Os lutadores vão continuar a errar. E nós, enquanto fãs, vamos continuar a dizer muita coisa que não devíamos.

No entanto, temos uma oportunidade para apoiar um pouco por todo o mundo (até porque o wrestling.pt abrange a comunidade brasileira), os lutadores que tentam dar o melhor espetáculo possível a todos nós. As coisas não estão boas, mas nós só as estamos a fazer piores. Querem vibrar outra vez com o wrestling? Querem markar outra vez como se fossem criança? Força!

Ser apaixonado não tem mal nenhum! Às vezes alguns fãs têm medo de se expressar como se fossem crianças e que a sua opinião não seja levada a sério. Eu peço-vos que não tenham medo de serem marks por nenhum lutador! Porra, quem me dera que o Christian ganhasse a Rumble e fosse Campeão Mundial na WM31! Quero lá saber se era injusto, se ele é velhote, se ele se volta a lesionar na noite seguinte e de quem mais merece! Quero é que o meu favorito ganhe! Não quero saber se faz sentido, se sou hipócrita, quero que ele ganhe! Ponto final.

Às vezes é bom voltar a ver o wrestling como víamos quando não percebíamos – ou agora pensamos que percebemos – tão bem esta indústria. É bom voltar a ser simplesmente um fã. Obviamente que o nosso lado mais racional vai estar sempre presente. Mas podem fazer o esforço por ignorar por algumas noites…

Está na altura de serem os adeptos a puxarem pela equipa. E, por isso, escrevo estas palavras. Não para vos iludir. Não para vos criticar ou elucidar. Mas para que desta vez, só desta vez… Sejam vocês a puxarem pelos lutadores. Sejam vocês a criarem a atmosfera tão entusiasmante que todos nós adoramos. Baixem a vossa exigência por alguns instantes. Ignorem algumas falhas. E talvez para a próxima já voltem a ser os lutadores a puxarem pelo “bichinho” de continuarem a acompanhar estas infinitas (esperamos nós) histórias que tantos momentos absolutamente inesquecíveis já nos proporcionaram e que se resumem numa só palavra: o wrestling.

Sejam tolos, sejam marks, sejam fãs.”

Assim, aproveitando e inspirado pelo que é referido na carta deste fã, eu vou passar para a análise dos principais pontos que considero que condicionam a análise do produto atual por parte dos fãs da WWE. Sendo que este exercício não é algo feito apenas com racionalidade e ponderação, mas igualmente com paixão, porque sem paixão seria muito fácil deixar este espaço e não partilhar a minha visão desta indústria com todos vós.

Excesso de horas e informação

Sim, um dos fatores que torna diferente a experiência de ver wrestling na atualidade é claramente o excesso de horas que é despendido a ver o produto ou, pelo menos, existe um exagero de horas de produção semanal em wrestling. Esse excesso, embora não seja determinante na qualidade do produto condiciona o produto: é impossível apresentar quase 8 horas semanais de produto e em todos esses momentos inovar.

Dessa forma, a nossa postura perante essa situação nunca poderá ser igual à de um fã da Attitude Era. Primeiro porque nós não temos tanto tempo quanto eles para digerir os acontecimentos de um show. No nosso tempo tudo é muito mais rápido e quanto mais informação em massa, pior. A nossa tolerância de esperar é menor que há dez anos atrás. Aliás, não é a primeira vez nem a última que algum de nós ouviu alguém dizer que não tem paciência para algo que dure mais que 5 minutos, o que é revelador da menor tolerância para digerir informação mais calmamente por parte do público de entretenimento na atualidade, sendo que o wrestling inclui-se nessa categoria.

Mas a WWE não é menos culpada nessa situação, porque perante uma audiência cada vez mais informada e com níveis de exigência elevada, não conseguiu totalmente renovar-se, sendo que em vez de diminuir a quantidade de informação do produto, fez exatamente o contrário, o que massificou ainda mais o produto. Atualmente, são demasiadas horas de produto semanal, porque essas horas não são rentáveis, tendo em conta a estratégia centralizadora e unificadora da WWE. Aliás, este excesso de horas joga contra a companhia que assim repete mais combates e nem sempre inova nas feuds, ajudando a desenvolver uma saturação e menor paciência nos fãs.

Diferenças de interpretação do booking

As diferenças de interpretação sempre fizeram parte da indústria, pois é impossível todos concordarmos com todas as decisões criativas de determinado produto, especialmente considerando o olhar parcial do fã. Não adianta negá-lo, até nos meus artigos existe essa parcialidade, por muito que a tente evitar.

E o mesmo acontece com todos nós quando vemos o produto, porque até não podemos ser tão inocentes quanto éramos no início desta aventura, mas é perfeitamente normal que as nossas reações sejam um misto de racionalidade e paixão, tal como refere o fã na carta. Sendo que a crítica ao booking sempre existiu, até mesmo na Era da paixão: sempre tivemos wrestlers que viram negados pushes ou mesmo reinados curtos demais e/ou pouco credíveis.

É inegável que nem todos os nomes que queremos no topo irão atingir esse patamar mais alto, mas é normal num fã reagir apaixonadamente a essas situações em que vemos negadas essas oportunidades. De facto, mesmo dentro da companhia as opiniões sobre quem deve ser valorizado nem sempre é unânime. Aliás, seria mau se assim fosse. No entanto, afirmo que o grau de tolerância da direção da companhia por vezes parece ser inversa à evolução da tecnologia.

Isto é, numa era em que a interação poderia e deveria ser maior, tendo em conta a evolução do entretenimento, os fãs querem conteúdos em que sentem que são representadas as suas opiniões: e não a opinião de dois ou três. Mas uma vez mais o fã da carta tem razão, e temos que ser nós, por vezes de forma apaixonada, a fazer ouvir a nossa voz, porque caso o contrário é impossível mudar algo.

Maior saturação e falta de paciência

Contudo, percebo que os tempos não sejam fáceis para esse tipo de reação, porque fruto de certas opções de direção do produto alguns fãs começaram a saturar-se, sendo isto em alguns casos o culminar de algo que já acontece há vários anos (a tal opção de centralizar nos mesmos e em part-timers). E isto não é um ataque ao Lesnar como campeão, até porque eu sou defensor que eles não devem ser o centro do produto. Porém, depois da vitória contra The Undertaker não restava outra opção à WWE que não fazer isto, levando ao ponto de alterar o tipo de contrato dele para estar presente em mais eventos.

A saturação advém da tal falta de aposta em determinados valores, ou seja, a WWE têm neste momento na sua mão um roster com um potencial imenso: nomes como Dean Ambrose, Ziggler, Reigns, Barrett, Rollins, Sheamus, Cody Rhodes, Sandow, Wyatt, Cesaro, mesmo o Miz, Daniel Bryan, e mais alguns dos NXT: tudo isto poderia dar um produto novo em que estes nomes seriam valorizados faseadamente, mas sempre com o objetivo de terem importância.

Sendo que a principal falha não está no facto de não estarem todos no topo, mas sobretudo pelo facto de em alguns casos terem promovido essa ideia, e acabarem por razão alguma (pelo menos significativa) acabar com essa promoção. E é isso que leva à tal saturação e falta de paciência dos fãs, porque os profissionais e alguns de nós até podemos pedir paciência, mas a ausência de representação da opinião do fã, em última instância, poderá levar à tal saturação e abandono do produto. Por mais que a comunidade influencie algumas das situações, no fim de contas o gosto por ver wrestling é pessoal e isso leva a que as nossas opiniões e posições sejam, por vezes, egoístas.

Tal como são pessoais e, por vezes, totalmente egoístas as decisões da equipa da WWE, que revelam uma falta de paciência para construir de forma paciente uma estrela de topo, porque pretendem resultados imediatos e nem todos os grandes nomes crescem tão rápido como na Atitude Era. Até porque agora é mais difícil atingir o topo, porque é mais complicado manter uma personagem mais fresca aos olhos dos fãs sem que eles se saturem dele, mas é igualmente verdade que por vezes não existe essa mesma capacidade por parte dos bookers e dos decisores em manter apostas.

Basicamente, e em suma, todos nós temos responsabilidades na situação mesmo que neguemos esse facto. Claro que quem toma decisões de booking tem mais responsabilidade, mas em parte todos nós tivemos responsabilidade em ficarmos saturados do produto, cabendo a nós com a nossa paixão e alguma inocência a habilidade de nos reinventar como fãs e desse modo voltarmos a sentir paixão pelo produto, sempre sabendo que vamos ter desilusões porque elas fazem parte da vida. E assim, e antes de culminar o artigo volto a passar a palavra ao fã mistério para as últimas palavras deste Smoke and Mirrors.

Meus caros, como sabem, fazer o tempo voltar atrás é impossível. A Attitude Era não vai voltar, pelo que os “fãs à moda antiga” também deviam ficar no passado. Temos, sim, que nos ajustar à realidade presente para a podermos apreciar da melhor forma possível. Caso contrário, vamos não só estar a piorar o ambiente (surgindo o efeito “bola de neve”), como também vamos criar algo que não é real.

O tempo é o bem mais precioso do mundo: não pode ser comprado, nunca volta atrás e nunca deixa de correr. Espero que o tempo que vocês investiram a ler estas nossas palavras tenha sido bem empregue. Espero que este artigo tenha conseguido funcionar como uma espécie de “abre-olhos” para a realidade atual. Que pode não ser a melhor… Mas desta vez só cabe a cada um de nós, fãs, tentar contribuir para que cada show corra da melhor forma possível.

E é com estas palavras que concluo esta edição do Smoke and Mirrors, marcando encontro para a semana com nova edição deste vosso espaço, desta vez dedicado á antevisão do Night of Champions. Ah já agora, deverão estar a questionar-se quem era o fã mistério, pois esse fã era nem mais nem menos que o Ricardo Silva (membro da equipa do Wrestling.Pt e antigo autor do Long Horn Peep Show), e espero que tenham gostado desta participação especial no Smoke.

Figuras Da Semana

James Storm Revolution – Excelente performance da stable de Storm no Impact Wrestling demonstrando como ele conseguiu pegar no Sanada e no Manik e tornou-os algo que é motivo de interesse e curiosidade.

Jessica Havoc – Interrompeu em grande estilo a apresentação do calendário para 2015 das Knockouts, e graças a isso manteve todo o foco que conseguiu no seu debut, aguçando o apetite para o seu debut in ringue.

EC3 – Excelente na promo em que confrontou o Kurt Angle, mas sobretudo é destaque pela vitória contra o Rhino que provavelmente deverá ter dado a vitória ao sobrinho da Dixie na rivalidade.

Bobby Roode, Eric Young, Samoa Joe – Vitória da equipa face e de Roode uma semana antes do combate pelo titulo contra o campeão Lashley, sendo que essa vitória dá ímpeto ao contender para esse embate.

Hardyz – Mais um belo combate nesta Series pelo título, desta feita um Tables match, que foi ganho pelos Hardyz que empataram a série e irão determinar a próxima estipulação.

Bray Wyatt – Venceu o Steel Cage contra o Jericho naquilo que foi a abertura de uma edição de boa qualidade da Raw, e onde este combate foi um dos principais rebuçados. Bom Booking do combate e da forma como concluíram a rivalidade, mesmo que isso não tenha sido a constante durante a rivalidade.

Usos e Dust Brothers – Eu até podia destacar o segmento do Ziggler, mas achei ainda melhor o ataque aos Usos depois de mais uma vitória dos irmãos “Freaks”. O combate da próxima semana é dos mais interessantes e bem construídos até agora.

Fatal 4 Way – Na Raw tivemos o aperitivo daquilo que foi um combate memorável. Simplesmente fantástico e com um resultado surpreendente porque poucos acreditariam que o campeão fosse defender.

Seth Rollins – Excelente semana para o Arquitecto dos Shield, uma vez que esteve em grande destaque na Raw ao derrubar o Reigns( com ajuda do Orton e do Kane), e igualmente na promo no Main-Event.

Cena e Heyman – Sim o Cena disse mais do mesmo, mas desta vez dizer mais do mesmo era preciso mesmo que tenha significado recusar a oportunidade de fazer o heel turn e aceitar a sua raiva para com os fãs. Sobre o Heyman não é preciso adensar muito na explicação.

Surpresa da Semana

Lucha Dragons – Sinceramente não contava que eles vencessem os títulos, mesmo que fosse previsível a possível subida dos Ascension para o main-roster em breve. Mas sem dúvida foi uma bela surpresa.

Desilusão da Semana

Feud Henry e RusevSinceramente não são com desafios arm wrestling na Smackdown, e ausência de interacções na Raw que me vão cativar para esse combate no Night of Champions

Perguntas da Semana

Qual a tua opinião sobre cada um dos pontos analisados no artigo como motivos da actual situação do produto?

Concordas com as figuras, surpresa e desilusão da Semana?

Sobre o Autor

- Escritor do artigo “Smoke and Mirrors”.

44 Comentários

  1. Yo! - há 2 anos

    Conquistaste-me com a parte do “Sejam tolos, sejam marks, sejam fãs.” Excelente artigo.

  2. MicaelDuarte - há 2 anos

    Gostei do artigo, mas já estou farto do assunto “Atacantes vs Defensores” do produto actual… Já “todos” deram a sua opinião sobre a qualidade do produto actual, portanto, acho que está na hora de avançar para outros temas. Cada um vê aquilo que gosta mais, ou, se não gosta, não vê. E quem achar que deve criticar algo, acho bem que o faça, desde que fundamente e não critique só porque sim.

    • Ricardo Silva - há 2 anos

      Amigo, este artigo tentou ser um bocadinho diferente do que essa discussão mais “básica”. E o que é publicado nos outros espaços não pode ter influência direta neste. Porque a opinião do José, pode ser diferente da opinião do kuj/Daniel ou da Salgado, entendes? Por isso é que existem mais espaços, como é lógico e tu bem sabes.
      Hoje foi neste grandioso espaço do S&M (aproveitando para deixar o meu agradecimento ao José por ter aceitado esta colaboração que creio ter resultado) e creio que, puxando a brasa à minha sardinha, foi um artigo diferente para melhor da típica discussão sobre o atual momento menos bom da WWE.
      #HEEL #PushZiggler #SomosTodosPeeps

      • MicaelDuarte - há 2 anos

        Amigo, eu sei disso e até percebo. Visto que este é o espaço do José, ele tem, aqui, todo o direito de dar a sua opinião e falar sobre aquilo que achar mais pertinente. Contudo, imagina o que seria todos os cronistas do site se lembrarem de escrever sobre o mesmo tema… Que vontade teria um leitor de abrir o artigo, sequer?… Isto lembra-me a altura em que a “streak” do Undertaker foi quebrada, e todos os artigos falavam sobre isso, sem acrescentar nada de novo.

        O José já tinha discutido o tema uma série de vezes com o pessoal que costuma frequentar o WPT, e, apesar de não ser a mesma coisa que escrever no seu próprio espaço, faz com que nós já tenhamos algumas ideias daquilo que ele poderá dizer.

        Eu gostei do teu contributo, sem dúvida, mas lá está, fiquei naquela do “come on, let’s move on…”. Ah, e deu para perceber que eras tu quando referiste o Christian e a sua vitória na WM 31! Sonhaste tãããão alto… Mas eu também não me importava nada que isso acontecesse, para que conste.

      • Ricardo Silva - há 2 anos

        Sim sim, eu percebo perfeitamente o que quiseste dizer, apenas pretendi ressalvar o facto de ser algo “diferente” neste espaço e que, na opinião do José e minha, não podia deixar de ser dito :)

        Aquele parágrafo do Christian foi bastante esclarecedor xD

        Obrigado pelo comentário :)

    • José Sousa - há 2 anos

      Não é bem isso que o artigo o fala totalmente. Eu disse deixemos disso, até porque em muitas das situações dei razão a quem critica, apenas coloquei a contraste com a dita Era da paixão a AE que sei que tu não referes sempre mas muitos sim.

      • MicaelDuarte - há 2 anos

        Eu gostei bastante da 2ª parte do artigo, digamos assim. Concordo totalmente com os pontos em que referes o excesso de horas semanal e as diferentes interpretações do “booking”. Quando ao último ponto, nem tanto.

        Como eu já tinha referido num dos artigos da Salgado, não existe ninguém mais preparado para o “main-event” do que o Dean Ambrose e o Bray Wyatt. Semana após semana, PPV após PPV, lá estão a eles a provar porque são os melhores do plantel. Mas a WWE continua a insistir em alguém que, na minha opinião, não está preparado para tal “push” (Roman Reigns).

        E isto não se prende com o facto de serem, ou não, os meus favoritos. O Rollins era/é o meu favorito dos Shield, mas se o Ambrose chegar ao “main-event” primeiro, eu ficaria extremamente contente. Porquê? Porque a WWE estaria a reconhecer o enorme talento do Ambrose, mesmo que não apostasse logo no meu favorito. Trata-se, portanto, de reconhecer o enorme talento de alguns e elevá-los a sério, ao invés de apostar num ou noutro lutador, por quem o McMahon decidiu ter uma “paixoneta”… Ou seja, é natural que os fãs percam a paciência quando só assistem a “pushes” naqueles que agradam ao McMahon, e não àqueles que os fãs querem ver no topo.

        Pode acontecer o caso de a WWE apostar em alguém em quem nós também o reconheçamos como material de “main-event”, mas isso é algo que acontece com muito pouca frequência. O último caso foi o de Daniel Bryan e nem é verdade… Só lá chegou porque a WWE foi forçada a agir numa direcção. Receio que o mesmo terá que acontecer a talentos como o Ziggler, etc.

      • José Sousa - há 2 anos

        sim isso é verdade. Eu não tenho favorito nos Shield( vá lá tenho é o Ambrose), mas o Rollins está quase igual por isso. Eu não acho que o Ambrose vá chegar primeiro que o Rollins até porque o Rollins tem um arma ( a mala) que garante isso, aliás a próxima semana vai elucidar e muito isso.

  3. CarecaPT - há 2 anos

    Porra esto a acompanhar este site e a minha pergunta é como nao o descobri antes? Excelentes artigos btw qual é a formaçao que o staff do site tem? É que escrevem tão bem…

    Realmente nao entendo o objetivo de fazerem arm wrestling na minha opiniao nao faz nada pela feud ja nem me lembro a ultima vez que me interessou. Tendo em conta que tem sempre o mesmo fim.

  4. CMelo - há 2 anos

    Adorei o artigo! Realmente, tudo era mais bonito quando não percebíamos nada de nada e que tudo podia acontecer! Obrigado pelo excelente artigo.

    • José Sousa - há 2 anos

      Sem dúvida. Aliás eu acho que a força da Atittude Era era essa, os fãs eram todos mais ingénuos, e não levavam com as doses que levamos de wrestling o que por si condiciona.

  5. Tiago Correia - há 2 anos

    Estou de acordo com o Micael. O artigo foi bem conseguido mas considero que o tema já está esgotado, pelo menos aqui no WPT. Foram 3 edições consecutivas do BTM a abordar o assunto, que originou um monte de debates, portanto seria sempre dificil acrescentares algo de novo.

    “Sejam tolos, sejam marks, sejam fãs”. Eu realmente acho estúpido dizer a alguém “não vejas a Raw porque foi péssima”. Simplesmente não faz sentido “aconselhar” alguém dessa forma. Porém, a frase que começou este parágrafo também não me parece muito aceitável. Cada um olha para o Wrestling com o grau de exigência que bem entender. Claro que se formos 100% marks o produto vai ser mais agradável. Mas isso é o mesmo que um marido, cuja mulher lhe é infiel, ser 100% ingénuo. Ele vai ser feliz porque acredita que ela lhe é fiel, mas no fim do dia os cornos estão lá. Posto isto, não estou muito de acordo com essa frase e com a mensagem que lhe está subjacente.

    De qualquer forma, fizeste uma análise interessante à actualidade e, sem dúvida alguma, a última Raw foi boa e, quando comparada às últimas duas, pode mesmo ser considerada excelente. Agora não é uma boa Raw que muda a minha visão de que 2014 está a ser um ano bastante mau para a WWE. No entanto, veremos como ficam as coisas depois do NOC.

  6. Excelente trabalho, José! Um “desabafo” e mostra vários fatores que podem sim ser melhorados à veras

  7. Don_Ricardo_Corleone - há 2 anos

    Sinceramente não concordo muito com alguns pontos.
    Quando se fala dos bookers da Wrestlemania, lembro que são os mesmos que provocaram o heel turn do Daniel Bryan, a sua ausência na Royal Rumble, a vitória do Batista no mesmo combate e que depois perante a burrada que fizeram tiveram de corrigir tudo em cima do joelho. Depois afastaram os main eventers e colocaram o Daniel Bryan contra o Kane, com ataques constantes, o que provocou a lesão do Daniel Bryan. Por isso, não, a equipa critiva não é boa, é péssima mesmo!
    Quanto à saturação dos fãs, acontece em alguns casos mas na maioria das vezes é a WWE que se satura o dia a seguir à estreia do wrestler, como aconteceu com o Damien Sandow, ou se satura no dia a seguir a um push, como aconteceu com o Dolph Ziggler e sempre apenas e só porque sim. Provavelmente devido à senilidade do Vince McMahon que muda de opinião todos os dias.
    A equipa criativa deve motivar os fãs a ver o produto, o que não acontece. É sistemático e demonstra a incompetência da mesma equipa, apenas conseguir criar histórias minimamente interessantes por alturas da wrestlemania e fazer tudo em cima do joelho no resto do ano. Da parte da critica aos fãs não concordo até porque pouco ou nenhuma influência existe.
    Concordo com os destaques da semana mas o não heel turn do Cena, a constância da sua personagem por toda uma década, mostra o comudismo e medo de arriscar da WWE. Claro que neste feud não dava mas têm de começar a tratar disso.

  8. Guest - há 2 anos

    #be patient

  9. Galloway - há 2 anos

    Bom artigo.

    Vou-me focar num ponto, no que acho que é o mais importante: o facto de sermos nós, os fãs, a, de alguma forma, indicar o caminho à WWE.

    O caso mais gritante e flagrante foi o de Daniel Bryan. Foram os fãs a levá-lo ao topo, foram eles que, semana após semana, programa após programa, levaram ao desfecho que tivemos na WM 30.

    Que se faça o mesmo a Dean Ambrose, a Bray Wyatt, a Cesaro, a estes principalmente, os quais a WWE parece reticente em dar de vez o push para o Main-Event.

    Outros irão lá parar de acordo com a vontade da WWE, como Seth Rollins e Roman Reigns, mas estes que mencionei, principalmente, têm tudo para irem lá parar também, e se não for por vontade da empresa, tem que ser pela dos fãs.

    Não concordo com a parte da crítica, isso tem sempre que haver para não se cair (ainda mais) no marasmo, mas concordo a 100% com a parte de termos que apoiar.

    É isso mesmo, não há que ter receio de dizer: “É este que queremos como campeão, é este que queremos como Main-Eventer e como cara da companhia”.

    Lembrem-se de Daniel Bryan.

    • José Sousa - há 2 anos

      Mas eu refiro-me á critica como aceitável. Acho que têm que dinstrinçar a minha parte da do Ricardo( não estando a criticar), porque apesar dos pontos coincidentes, também existe ligeiras variações e diferenças. O que criticamos é aquela critica barata: Isto era bom com arame farpado

  10. John_3:16 - há 2 anos

    Gostei bastante do artigo, o que normalmente não foge há regra, acho que as coisas têm de ser feitas espontaneamente para meterem mais piada, não sendo a vontade claro, mas acho que as feud´s são muito feitas ao milímetro e muitas vezes são mal sucedidas, acho que os fãs têm sempre certa influência nas decisões da wwe claro.

    • José Sousa - há 2 anos

      Acabam por ter. Imagina que a Austin 3:16 não tinha resultado junto dos fãs, o Austin não tinha chegado ao topo, ou pelo menos seria mais difícil.

      • John_3:16 - há 2 anos

        Sim, mas lá está naquele tempo as coisas também eram levadas ao extremo, e o não era preciso cá super-heróis.

      • José Sousa - há 2 anos

        Sem duvida mas o Rock era de topo, e numa era de realismo por vezes ganhava matches com um Elbow, que por mais popular que seja não é nada realista vencer assim.

      • John_3:16 - há 2 anos

        O foley gostava muito de representar esse realismo :-)

      • José Sousa - há 2 anos

        Sem duvida alguma.

  11. Damien MIZdow - há 2 anos

    Só não estou de acordo na parte do “mesmo o Miz”. Porquê o mesmo quando se trata dentro de toda essa lista do wrestler que mais conquistas de respeito teve na wwe? Supostamente é ele o principal nome de entre todos esses pelo que já ganhou.

  12. Zé Tomé Dias - há 2 anos

    Isto foi o melhor artigo que alguma vez vi no wrestling.pt. Excelente, fez-me pensar em muita coisa sobre coisas que eu escrevia ou sobre a wwe.

    De facto é verdade, criticar é bom, mas ao menos podíamos reconhecer mais alguns pontos positivos e mostrar apoio aos nossos favoritos.

    Sobre os pontos falados sobre o produto da wwe, digo isto:

    -A atual programação que eu conheço da wwe é raw, smackdown, main event, nxt, slam, superstars, os ppv’s e os reality shows. Acho que é de facto muita coisa para apresentar o produto.
    -Este site mostra bem que existem diversas opiniões sobre a mesma coisa, por isso foi justo apresentar essas divergências como um dos pontos a discutir
    -Eu próprio vi lutadores a emergir no plantel, a falhar ou a acontecer tudo o que pode acontecer numa carreira. Essas mudanças influenciaram os fãs de várias maneiras. Mas é certo que em vez de ser isso a influenciar as carreiras, devia ser o apoio que lhes damos.

    Desejo força á wwe para mudar a situação, porque eu sei (e muita gente também) que o staff que lá trabalha pode e sabe mudar

    Por fim agradeço a ti, José, e ao Ricardo. Já há algum tempo que gostaria que ele dissesse alguma coisa

  13. IMTH3L3G3ND - há 2 anos

    Adorei o artigo, falaste de algo que é critico e bastante discutido na IWC(Internet Wrestling Community).E F**** YEAH TAMBEM QUERO VER O CHRISTIAN CHAMPION AGAIN!

    ONE MORE MATCH o/
    #4thepeeps

  14. Roberto "THE VIPER" - há 2 anos

    Excelente artigo José, parabéns.
    Ao Ricardo Silva, que belo desabafo, concordo com tudo que dissestes.

  15. José Sousa - há 2 anos

    Sim seria, mas se eles têm o direito a falar sobre isso, eu também tenho o direito de falar. E se repares na verdade, na essência não é exactamente sobre isso de os defensores vs contra. Eu falo dos erros dos fãs e da WWE que condicionam o actual produto, apesar de ter ligações não considero ser totalmente a mesma coisa, até porque não existiu posicionamento.

  16. José Sousa - há 2 anos

    Mas eu refiro isso, que existe falta de paciencia com wrestlers, querem resultados por vezes mais rápidos que o será imaginável ou possível, por isso nesse ponto tens razão.

  17. José Sousa - há 2 anos

    Mas não é claramente o mais talentoso deles, e sobretudo quando digo mesmo o Miz digo para os fãs. Para os fãs, nomeadamente os da IWC o Miz não é tão significativo quanto os outros nomes referidos.

  18. José Sousa - há 2 anos

    Muito obrigado. E tens razão, a WWE teve culpa na situação do Wyatt mas será que nós ao assumirmos que tinha sido enterrado pelo Cena( no Battleground) também não ajudamos no processo ao desistir da tal “luz” que ele tinha?

    • Zé Tomé Dias - há 2 anos

      Exato. Eu próprio assumi isso e está mal. Claro que nem sempre está bem, mas ao ver sempre o lado negativo da situação, não o estou a apoiar. Basta puxar por ele para evitar outro despique, porque é um dos meus lutadores favoritos e o de muita gente.

  19. JoãoRkNO ® - há 2 anos

    Bom trabalho José . As criticas desde que sejam construtivas não tem mal algum . O produto está estagnado , o único show importante é a Raw , o resto só serve para repetir o que foi mostrado . Em relação ás figuras , surpresa e desilusão da semana concordo sobretudo na desilusão , visto ser algo que nada enriquece uma feud que começa a ser aborrecida .

    Ah , Ricardo , e um return não ?

    • José Sousa - há 2 anos

      Sem dúvida. Concordo contigo, depois da Raw o Main-Event vai tendo momentos interessantes, e depois é o NXT.

    • Ricardo Silva - há 2 anos

      Concordo JoãoRkNO.

      Um return tem de ser a 100% e este ano não deve haver tempo para isso, mas de qualquer forma agradeço imenso essa pergunta ;)

  20. Miguelfcarlos - há 2 anos

    Muito bom artigo. Gostei do contributo, e acho que apesar de este tema ter sido usado muito nas últimas semanas, tu conseguiste torná-lo original ao falar da Atitude Era.

  21. Vinícius Nunes - há 2 anos

    Belo artigo José, sinceramente todos esses contras me fizeram desistir de ver a WWE com regularidade, não tenho estímulo algum de ver todos esses mil programas de maneira religiosa, são 8 horas semanais para acompanhar toda a programação da WWE e eu não tenho saco para ver essas horas, nem as 3 da Raw consigo me comprometer, muito menos com o resto, tenho lido e apenas vejo o que é mais importante, as principais Raws e os principais PPVs, os erros deles vão prejudicando interesse de fãs como eu e eu sinceramente não vejo uma solução para essa equipe criativa, fizeram uma bela Mania 30, mas duvido que façam um evento tão bom nos próximos tempos, muito menos recuperar esse interesse que foi recuperado na Summer Of Punk de 2011… Enfim, vamos ver como isso continua…

  22. José Sousa - há 2 anos

    Sem duvida. Acho mesmo que com a unificação que não fazia sentido tantos programas. O melhor era mesmo termos o NXT, Raw e no máximo um programa tipo o Main-event, a Smackdown é inútil neste momento.

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