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Smoke and Mirrors #156 – O “Bound For Glory” Ideal

Parece que foi ontem que comecei com este espaço no Wrestling.PT, mas a verdade é que já passaram três anos de Smoke and Mirrors, e acho que já o disse várias vezes que nunca esperei que tivesse tido o impacto que teve, e sobretudo não acreditava que três anos depois ainda estaria no activo com este espaço. Mas a verdade é que ainda cá estou, e enquanto eu sentir que a minha opinião acrescenta algo para o debate deste tema, aqui continuarei neste espantoso projecto que é este site e ao qual agradeço o voto de confiança do “Boss” Luis Salvador desde do primeiro dia.

Mas, não estou para ficar aqui um dia a falar da história deste espaço, até porque não teriam paciência para aturar isso, nem isso faz parte do “estilo” deste espaço, por isso passemos para o tema desta semana. Sendo que, como era uma edição especial deixei-vos escolher o tema desta semana, e determinaram que o tema seria a minha visão do Bound for Glory deste ano e qual seria o card que escolheria para o evento.

Assim, começo por dizer que apesar de perceber o conceito do Bound for Glory deste ano não concordo com ele, e não porque acabou por não ser verdadeiramente um PPV. E sendo este o maior evento do ano da TNA, acho que ele não deveria ser usado para promover a companhia no Japão, mas sim para aproveitar o bom momento de algumas feuds e superstars e apresentá-las como “o produto TNA”.

Porque o melhor incentivo a ver o produto era apresentar os melhores argumentos que a companhia tem, e os melhores argumentos são as suas histórias, não basta colocar alguns wrestlers em confrontos com outros (de outra companhia), e é isso faz de um show algo fantástico. E este ano da TNA merecia ter tido outro Bound For Glory, um que potenciasse as historias que tornaram a companhia de novo interessante de ser acompanhada.

Deste modo, podem desde já prever que as minhas escolhas para o card do Bound For Glory serão bem diferentes das que a TNA escolheu, e não digo que seja o card ideal mas pelo menos parece-me que será respeitador do evento em questão. Mas deixemo-nos de conversas e passemos á apresentação do card alternativo do Bound For Glory, aquele que eu faria caso tivesse poder criativo dentro da companhia.

Assim começaria a noite com o combate entre Low Ki e Samoa Joe pelo título de X-Division Championship, naquele que até seria o combate que seria o mais próximo do que aconteceu na realidade. Apenas retiraria o elemento não TNA do combate, porque mesmo que ele tenha talento e qualidade, acredito que o Low Ki e o Joe tinham capacidade suficiente para sozinhos dar um excelente combate.

Dessa forma, o título seria defendido na mesma e aproveitava-se um confronto que estava a acontecer nos shows, e fazendo por isso todo o sentido que acontecesse num evento com aquela importância. Quanto ao vencedor sinceramente acho que manteria o título no Samoa Joe, muito embora não fosse vergonha alguma caso ele mudasse para as mãos do Low Ki porque ele representa aquilo que é aquela divisão.

O segundo embate da noite seria o primeiro Tag Team match que colocaria no card, e assim eu marcaria um combate de equipas entre a Team Storm Revolution( Storm e Great Sanada com o Manik a acompanhar) contra Gunner e Samuel Shaw. Eu sei que me vão dizer que eles não estavam em rivalidade antes do evento, mas o Storm podia pedir um desafio que seria respondido pelo Gunner e pelo Shaw.

Com isto, tínhamos um momento com relevância para a Stable de Storm e simultaneamente poderia usar-se os conflitos entre o Gunner e o Shaw para dar algum interesse ao combate. Não sendo claramente um clássico, até poderia ser um combate interessante e onde a vitória iria para equipa heel, e onde o Gunner e o Shaw poderiam finalmente colidir (como veio acontecer). Com isto deixaria o Aries e o EY para outras andanças que mais á frente irão descobrir, mas que acredito que dariam uma dinâmica interessante ao PPV.

De seguida teríamos o combate mais hardcore da noite, ou um dos mais Hardcores, porque eu teria feito um Hardcore Match entre o Bram e o Magnus. Eu sei que vão dizer que a parceria ainda têm potencial para continuar, e eu concordo, mas tivesse arrebentado antes do Bound For Glory dando origem a um confronto entre os britânicos, por certo que seria um combate e rivalidade de boa qualidade, e que garantia um lugar que ambos mereciam neste evento.

E seria porque teria um cariz pessoal, e apesar de tudo penso que o regresso do Magnus ao lado face não seria mau caso acontecesse por discordância com o Bram. O que quero dizer é que a TNA facilmente poderia colocar o Bram a dizer que como “ Rei do Harcdore” ninguém é capaz de ser tão agressivo e brutal como ele, e que seria impossível de o derrubar. E seria nessa situação que o Magnus poderia discordar dando origem ao fim da parceria e ao combate.

O combate com aquela estipulação seria muito interessante, e acredito que ambos têm o talento suficiente para dar um combate de boa qualidade naquele tipo de Ambiente. Sendo que novamente tenderia para dar a vitória ao Heel, ou seja ao Bram, e não porque o Magnus não pudesse vencer posteriormente a feud, mas porque seria importante dar mais heat e valorizar o Bram enquanto especialista do Hardcore da TNA.

Segue-se o combate entre a campeã Havok e a ex-campeã Gail Kim, servindo este combate como rematch da Kim contra a nova campeã, o que tendo em conta a forma como esta conquistou o título faria todo o sentido. E além de fazer sentido, seria claramente o modo ideal da TNA valorizar a nova campeã, até porque se existe wrestler capaz de demonstrar o talento que Havok tem como wrestler é a Gail Kim.

Dessa forma, e num cenário ideal este seria o combate que melhor representaria a divisão Knockouts da TNA, e isso é o mais importante num evento da dimensão do Bound For Glory. E por isso é completamente um combate entre Havok e Velvet Sky, de um Havok vs Gail Kim, mesmo que o motivo pelo qual não aconteceu o tal combate seja válido. Mas, como estou a apresentar aquele que seria o meu card ideal para este ano escolhia este embate, e daria a vitória á Havok num bom combate onde ela sairia valorizada enquanto campeã.

Depois do combate feminino da noite, eu colocaria o embate entre MVP e Austin Aries, com Kenny King ao lado do seu parceiro de Stable. Este combate serveria para culminar uma feud onde Aries teve sempre um papel de aliado de Roode na luta contra MVP, até porque ele também foi prejudicado por ele. E como nunca teve verdadeiramente a sua vingança a solo contra ele, acho que faria todo o sentido que a tivesse no grande evento da TNA, até porque um talento da qualidade e da importância de Aries não deve ficar de fora de um PPV desta importância.

Sendo que este combate era uma forma de o valorizar pelo trabalho feito durante este ano na X-Division, mas sobretudo porque penso o próprio MVP merecia algo melhor neste evento, sobretudo depois da importância que a sua stable teve, nem que seja pelo facto do Lashley ser o campeão á data do evento. Assim, sem dúvida alguma que era melhor para o próprio evento ver este embate e sobretudo ver o Aries vencer o MVP, dando origem á queda da aliança do ex-Director de operações da TNA.

De seguido viria aquele que na minha opinião teria sido um combate épico deste PPV, ou seja, o combate final do torneio pelos títulos de Tag Team entre os Wolves, Team 3D, e Hardyz seria neste evento. E acho que quase todos concordarão que um combate com a qualidade que aquele teve se fosse num PPV como o Bound For Glory seria mais épico ainda, e seria porque o Impacto de um Full  Metal Mayhem daquela proporção num PPV seria enorme.

Este combate tinha que acontecer num PPV desta qualidade, até porque isso daria ainda mais visibilidade ao que foi uma performance de excelência por parte de todos os intervenientes. Além, que daria mais impacto á TNA o facto de ter o melhor combate de Tag Team do ano num PPV, e até poderia ajudar á venda do próprio evento. Quanto ao resultado final, este seria exactamente igual ao que aconteceu, ou seja, venceriam os campeões Wolves para saírem valorizados, aliás tal como aconteceu na realidade.

Antes do main-event, eu faria um embate entre EC3 e Eric Young, onde o EY estaria ali como representante do Rockstar Spud. Eu passo a explicar a minha ideia: Quando o EC3 estava a atacar o Spud semanas antes do Bound For Glory teria colocado o Eric Young a defender o inglês. Desse modo, tanto o EC3 como o Young teriam tido um combate digno no grande evento do ano da TNA, sendo que ambos mereciam esse reconhecimento.

E ao confrontarem-se num evento como o Bound For Glory, conseguiríamos ter um bom combate, e sobretudo duas das personalidades mais marcantes do ano da TNA teriam tido o reconhecimento merecido do seu talento e impacto no roster da companhia. Quanto ao vencedor, eu escolheria sem dúvida alguma o EC3 para o valorizar ainda mais ao vencer um ex-campeão Mundial.

Chegamos assim ao main-event da noite que seria o combate pelo título Mundial entre Bobby Lashley e Bobby Roode, o mesmo que aconteceu na edição da semana passada do Impact Wrestling. Os motivos pelos quais ele deveria ter acontecido no Bound For Glory são diversos, mas um deles é claramente porque uma rivalidade como estas precisava de acabar num evento com esta importância.

Desse modo a TNA mostrava o Lashley como um World Champion credível e com um reinado sério e com importância, até porque de facto ele foi um campeão surpreendentemente muito bom. E um reinado como estes merecia acabar num evento da dimensão do Bound For Glory, e isso era importante para a própria companhia para valorizar o seu produto, logo agora que a situação se encontra mais complicada para encontrar TV para se apresentar.

Aliás, acho que uma troca de título como estas merecia que tivesse acontecido ali no maior PPV da Companhia. Até porque o regresso do Bobby Roode ao título mundial da TNA merecia que tivesse acontecido num palco de maior importância, e a vitória no Bound For Glory seria o ideal para o coroar desta reabilitação do It Factor como campeão Mundial.

Para concluir, eu gostaria de dizer que espero que a situação da TNA se resolva muito em breve, porque sinceramente seria mau para indústria que ela acabasse desta forma, até porque o sinal para outras promoções menores seria péssimo. Assim concluo a edição especial do 3º aniversário do Smoke and Mirrors, prometendo regressar para a semana para mais uma edição que analisará a realidade do pró wrestling actual.

Figuras da Semana

Hardyz – Venceram o torneio para serem contender pelos títulos de Tag Team, no que foi um bom combate e por isso mesmo merecem algum destaque esta semana.

Devon e Dreamer – Os veteranos venceram a dupla britânica, e compreendo esta vitória como parte da última participação dos veteranos no Impact Wrestling.

Bobby Roode – O novo campeão continua em bom nível desta vez ao vencer o parceiro do ex-campeão (MVP).

Sami Zayn – O caminho da redenção contínua, e o Zayn voltou a vencer um combate desta vez contra o Tyler Breeze num combate de excelente qualidade. Veremos se para a semana vencerá o title Match como Neville.

Sasha Banks – A BOSS do NXT continua em alta, e a vitória desta semana coloca-a claramente na rota do título de Charlotte.

Finn Bálor – Excelente debut do ex-Prince Devitt, a presença e a qualidade dele fizeram alguns estragos, mesmo que tenha tido muito pouco tempo para mostrar o que vale.

Dolph Ziggler – Teve muito bem no segmento da Raw com o Triple H, assim como no combate contra o Rollins, e culminou a semana com uma grande vitória contra o Kane num Steel Cage Match.

Dean Ambrose e Wyatt – Depois de um momento morno na Raw, na Smackdown a rivaldade aqueceu e ganhou contornos bem mais interessantes.

Seth Rollins – A construção notável que tem tido continua, e não posso deixar de valorizar a forma brutal como tem sido apresentado como Mr. Money in the Bank. E nesta Raw foi novamente um dos destaques ao “eliminar o Orton”.

Surpresa da Semana

Regresso do Vince á TV – Goste-se ou mais ou menos do seu regresso, a verdade é que mudou as regras do jogo para o main-event do Survivor Series e isso foi a surpresa da semana.

Desilusão da Semana

Troca de título na Network – Nada contra a vitoria do Rusev, até porque é claramente a decisão certa, apenas acho que merecia que tivesse acontecido no PPV. Ou seja, a desilusão não é com a troca mas sim com o timing.

Sobre o Autor

- Escritor do artigo “Smoke and Mirrors”.

15 Comentários

  1. Gabriel Siston - há 2 anos

    Realmente é um ótimo card, melhor que o meu kkk Acharia interessante colocar Tommy Dreamer ou Abyss na rivalidade com Bram diferentemente de coloca-lo em atrito com Magnus, mas emfim a TNA pecou bastante nesse PPV começando pela wrestle-1

    • José Sousa - há 2 anos

      Concordo contigo. Acho que a parceria não correu da melhor forma, até porque não garantiu a TNA aquilo que ela mais precisa neste momento: Contrato televisivo.

  2. Tibraco - há 2 anos

    Parabéns pelos 3 anos! Quanto ao artigo já sabes que pouco ou nada tenho a acrescentar :) Espero que continues a presentear-nos com o teu fabuloso trabalho.

  3. RODRIGO - há 2 anos

    Eu no WWE SUPERCARD joguei contra um smokeandmirrors será que foi contra alguem que ve este artigo?

  4. MicaelDuarte - há 2 anos

    Bom trabalho, José.

    Concordo com tudo, excepto no combate Aries/MVP. O que disseste acerca do combate fez sentido, mas eu teria feito do main-event uma Triple Threat: Austin Aries vs Bobby Roode vs Lashley. O vencedor seria, como é óbvio, o Austin Aries.

    Teremos tempo para ver o Bram vs Magnus…

    • José Sousa - há 2 anos

      Espero que tenhamos tempo Micael. Não te esqueças que o contrato de TV ainda não foi renovado, e já não restam muitos episódios gravados para transmitir. Mas espero claramente uma solução positiva disto tudo.

  5. Miguel Carlos - há 2 anos

    Excelente artigo. É um ótimo card. Eu comprava o PPV, principalmente porque para além de um main-event que é o culminar de uma das melhores fueds da TNA este ano, o Full Methal Mayhem trazia um combate que é o auge do Tag Team wrestling dos últimos anos. Eu mudava algumas coisas: o Storm e o Sanada lutavam e derrotavam o Muta e o Aires, o EC3 lutava e derrotava o Dreamer (em vez de culpar o Spud por a Dixie ter atravessado uma mesa, deixava essa história para mais tarde), e o Eric Young lutava e derrotava o MVP para terminar com o seu grupo.

    • José Sousa - há 2 anos

      Sim. Esta seria a minha ideia, mas outras pessoas poderão ter outras ideias. Aliás qualquer uma delas seria melhor que o card real, o que de si é preocupante.

      • Miguel Carlos - há 2 anos

        Não podemos culpar só a TNA, porque a WWE ao vender 6 PPV por 10$ obriga todas as outras companhias a baixar os preços dos PPV’s ou mesmo no caso da TNA a acabar com a ideia original dos PPV’s. Mas a verdade é que esta redução de PPV’s já vem desde 2013, por isso não é de agora esta crise da TNA com os PPV’s, mas este Bound for Glory foi o limite, pois os outros eram o culminar de história interessantes, e este verão a TNA destruiu por completo a ideia de PPV.

      • José Sousa - há 2 anos

        Mas a decisão já vem de trás. Mas o problema não é só os PPV´s, acho que eles revelam apenas parte do problema. E honestamente o ano passado só o Lockdown é que foi um bom PPV, os restantes ficaram um pouco aquém. Uma vez mais espero que as noticias sobre o contrato de TV venham mesmo em breve.

  6. Vinícius Nunes - há 2 anos

    Parabéns José pelos 3 anos de espaço, e achei interessante esse card, apesar de não acompanhar TNA já a algum tempo, acho que é sempre bom ver um talento nato como o Bobby Roode no topo…

    • José Sousa - há 2 anos

      Sem dúvida. Caso a TNA “acabasse” e espero que não, penso que ele poderia perfeitamente ser um bom reforço para um GFW, ou mesmo para ROH. Ele até teria tudo para a WWE, mas a idade dele não ajudaria em nada.

  7. DiogoPunk - há 2 anos

    Antes de mais adorei o tema a ser tratado neste artigo.

    Quanto ao card vou dizer o que acho que devia ter sido.

    No combate da X Dvision eu mantinha o tipo da W-1 (esqueci me o nome dele) porque o combate foi muito bom e sempre o promovia o titulo.

    No combate em que mudas os oponente da Storm Revolution eu discordo contigo mas conocordo que devia ser um 6-man tag team. Storm, Manik e Sanada vs Muta e um tag team da W-1. Este combate tinha uma historia para ambos os países devido ao turn do Sanada ao atacar a Muta e seria um desperdício não ser usado no BGF.

    Na situação do Bram e do Magnus eu mantinha os como uma team contra o Abyss e o Dreammer num Hardcore Match

    A idea do TLC é muito bom mas um problema.. O Davey Richards estava lesionado durante o PPV e ainda está. Como irias remediar a situação? O Eddie lutava sozinho?

    O resto eu concordo, talvez colocava o EY numa team com AA contra o MVP e o KK e o EC3 lutava com o Angle. Adoro a feud entre eles os 2, mas como não sei o estado do Angle concordo com o resto do card

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