Smoke and Mirrors #159 – Is it a New Era?

Domingo foi um dia em que tudo mudou no mundo do Wrestling, ou talvez não, talvez não tenha mudado mesmo nada na WWE. Sim, o homem que nunca tinha estado num ringue da maior companhia de wrestling fê-lo pela primeira vez no Survivor Series, e tal como Undertaker, Stone Cold, Rock e Kurt Angle estreou-se na WWE naquele PPV. Mas mesmo assim, e por mais que a estipulação diga o contrário o fim do poder da Autority não foi um marco importante. E não foi porque ninguém acredita que mais cedo ou mais tarde eles consigam convencer o Cena a colocar em jogo esse poder, e provavelmente até conseguirão recuperar esse poder.

Porém, estes dias sem alguém no poder voltaram a trazer o pior do ano 2010, ou seja, o lado parvo de termos um GM anónimo que só contacta com o Michael Cole. E esse ângulo até poderia ter algum impacto, se na altura não tivesse sido revelado o Hornswoggle como o homem mistério, e mesmo que agora seja outra pessoa espero que esta situação ocorra na próxima Raw.

A WWE actual tem neste momento um roster capaz de grandes combates, mas não apresenta todos esses wrestlers capazes de o fazer como importantes, e isso faz com que a reacção dos fãs a alguns desses combate não seja a que deveria acontecer. Aliás, eu acho que a WWE actual está parecida com a da Atitude Era num aspecto: constantes trocas de títulos intermédios, mas sem o impacto das histórias da altura. E como as histórias na sua maioria tem menos impacto, ou em alguns casos inexistentes faz com que as trocas actuais acabem por ferir o produto, e sobretudo os wrestlers envolvidos que acabam por não ver valorizado o seu talento.

Por isso, o último Domingo não mostrou um “Dia Novo” ( e não falo da nova Stable), arrisco-me a dizer que o pró wrestling chegou a um ponto de estabilidade, mas uma estabilidade negativa. Porque temos uma WWE confortavelmente líder do mercado, e com uma distancia de impacto mediático do produto e audiência enorme em relação a todas as outras promoções. E isso acaba por colocar a indústria numa posição em que a WWE não está perto de falir, mas não aumenta o seu público, enquanto as restantes promoções lutam por conquistar pequenos nichos de mercado.

Esta é uma “Era” onde a TNA que poderia vir a ser a mais forte ameaça passa por temos de redefinição com a sua mudança para nova estação televisiva, e onde GFW e a Lucha Underground surgem como o “El Dourado” para muitos fãs. Ao mesmo tempo que Ring of Honor e NJPW lutam( por vezes em conjunto) para manter a sua importância. E é sobre estas companhias fora da esfera WWE e TNA que irei falar esta semana, fazendo o estado da situação dessas companhias e do que poderá vir a ser o seu futuro.

1. ROH e NJPW

A NJPW é a maior companhia de wrestling japonês, e provavelmente a segunda mais importante a nível internacional, por lá já passaram muitos dos maiores talentos que estão a fazer impacto na WWE, TNA e ROH, e mesmo algumas lendas do passado passaram por lá. É uma companhia com fãs fiéis, e com um respeito á modalidade enorme, e devido ao seu estilo único e qualidade tenho a certeza que o futuro será bem sucedido para esta companhia.

E apesar das tentativas de expandir o produto para os USA, não acredito que alguma vez consiga uma porção de mercado suficiente para ameaçar a WWE, e digo isto sobretudo devido ao estilo de wrestling. O estilo japonês poderá cativar alguns fãs mais indys, mas é um estilo tão especifico que nunca conseguirá cativar de forma abrangente o mercado americano. Claro que é uma empresa importante, mas uma possível ameaça ao monopólio da WWE nunca virá do NJPW.

Sendo que a Ring of Honor encontra-se numa situação muito similar á sua “parceira” japonesa. Claro que temos lá excelentes talentos, até porque eles sempre tiveram lá dos melhores do ponto de vista técnico. Mas salvo raras excepções, os melhores sempre acabaram por saltar para a WWE ou mesmo para a TNA, e não acredito que seja diferente no caso da geração do Elgin e do Adam Cole.

Mais cedo ou mais tarde, e depois de brilharem ao mesmo alto nível nesta companhia será inevitável o salto para uma companhia com maior impacto mediático. Até porque, se o nome que todos diziam que não o iria fazer( Kevin Steen) o fez, acho que é óbvio que todos sabem que a possibilidade de um dia vermos no NXT Cole e Elgin é elevada.

Assim, e como falei anteriormente quando dediquei um artigo á ROH, eu acredito que ela é uma empresa formadora de talentos, que acaba por os perder para outras companhias com mais mediatismo. E não duvido que o futuro da ROH seja com excelentes novos talentos, mas dificilmente aumentarão o seu impacto mediático para níveis superiores aos actuais.

2. Global Force Wrestling

Esta companhia é no mínimo estranha, porque nem sabemos bem o que é, e mesmo assim está a criar o maior hype dentro da IWC que vi em algum tempo. E em parte acho que toda esta expectativa é exagerada, porque não sabemos nada sobre o que consiste esta companhia, se ela é verdadeiramente uma promotora de eventos de wrestling. Porque sejamos sinceros, o que sabemos até agora é que esta irá difundir de alguma forma para os Estados Unidos o Wrestling Kingdom da NJPW, com comentários em americano do mítico JR.

Porém, e na minha opinião não basta o nome do JR e do Jarrett para que este projecto seja um sucesso, até porque em principio o JR só tem contrato para aquele evento. E por isso, o mítico projecto de sucesso de uma nova companhia poderá vir a ser algo apenas aparente. Ou seja, é impossível prognosticar um futuro brilhante para algo que não sabemos exactamente o que é, até porque poderá nem ser uma companhia de wrestling.

O que quero dizer é que infundada toda esta fé que este será um projecto de sucesso, quando o que sabemos é muito pouco, e mesmo isso não é o suficiente para fazer disto um sucesso. Sejamos sinceros, se a GFW é uma companhia de wrestling então deveríamos saber já nomes de elementos do roster, porque é impossível fazer de um projecto novo algo com sucesso sem nomes com impacto. Porém, tenho muitas dúvidas que a GFW não passe de uma companhia que irá transmitir eventos internacionais de wrestling fazendo comentários em americano.

Dessa forma, pelo menos na minha opinião acho que a GFW não marcará nenhuma nova era no wrestling, nem nenhuma revolução. E por isso mesmo, acabará por ser apenas mais uma proposta de wrestling( ou espécie de proposta), que teve muita antecipação devido aos nomes envolvidos, mas que acabou por defraudar expectativas. Gostaria de estar errado sobre isso, mas infelizmente tudo indica para mais um caso “ Falsa nova terra prometida” para os membros da IWC.

3. Lucha Underground

Ao contrário da GFW, no caso da Lucha já é possível fazer uma breve análise do seu produto, principais qualidades e defeitos do produto, e quais as correcções que necessita fazer caso queira verdadeiramente ter um aumento de seguidores do seu produto. Mas começo por dizer que dificilmente vejo o Lucha como uma verdadeira ameaça para a WWE, e só será para a TNA caso esta fracasse na renovação do produto.

Isto porque a Lucha é basicamente um produto centrado na Lucha Livre, apresentando esse produto de muito eficaz fruto da experiencia de Robert Rodriguez enquanto realizador, sobretudo nesse estilo badass latino. E esse estilo é bem patente no estilo dos segmentos que a Lucha apresenta, sendo claramente um dos pontos fortes do produto nestes primeiros episódios. Porém, não nos podemos esquecer que tudo isto é transmitido por um canal de TV cabo latino( El Rey), ou seja, o público televisivo deste produto é muito segmentado e dificilmente crescerá para fora desse nicho de mercado. Pelo menos não de forma significativa, a tal forma que os tornaria um verdadeiro caso sério no mundo wrestling, porque não basta ter impacto nos fãs latinos e alguma IWC para ser importante.

Além disto, outros dos pontos positivos do produto é o próprio estilo de luta que é apresentado, mas que tal como referi não é suficiente para que um produto seja bem sucedido no futuro. E é aqui que começam os pontos negativos do produto da Lucha, ou seja, se é cativante o estilo de luta, a verdade é que as gimmicks são todas muito unidimensionais( excluindo o Boss, o Morrison e o Zeke), e sobretudo cartoonizadas nos casos dos mascarados. Não questiono o talento deles( sobretudo do Prince “Ricochet” Puma), mas a verdade é que um produto tão estilizado e com personagens muito gráficas é cativante nos primeiros tempos, mas se com o tempo não definirem características definidoras e diferenciadoras o que inicialmente era cativante pode-se tornar maçador.

E por isso é que acho que não deviam ser todos os “heels” tão badass, porque não podemos ter um produto onde todos os vilões são tão badass mas com estilo. Porque uma vez mais, e como no caso das personagens cartoonizadas, o excesso poderá vir a jogar contra a Lucha Underground. Eu sei que não sou ninguém para dar indicações ao Robert Rodriguez, mas se existe defeito que posso apontar aos filmes dele é esse excesso de estilo cool nas cenas de acção, que por serem tão abundantes acabam por tornar muitos dos filmes que faz muito parecidos. E isso com o tempo faz com que o que era um estilo cativante seja aborrecido, e espero que não cometam esse erro com a Lucha Underground.

Além disto, eles precisam de encontrar um modelo de apresentar momentos de decisão das rivalidades que forem criando ( seja PPV´s ou episódios especiais), mas isso é importante para que os fãs tenham a noção que determinado ângulo terá um momento especial onde será culminado. Sendo igualmente importante que criem pelo menos um titulo principal para o produto, isto para que os fãs saibam que determinado wrestler é a “cara” da companhia. Não quero com estas observações destruir o Lucha Underground, apenas quis apresentar a minha perspectiva e opinião construtiva sobre qual deveria ser o caminho da companhia para o futuro. Porque sei que o deslumbre inicial poderá acabar em desilusão caso não saibam encaminhar de forma correcta o produto desta nova companhia.

É deste modo que concluo mais uma edição do Smoke and Mirrors esperando que esta tenha sido do vosso agrado. Para a semana prometo regressar para abordar uma invasão “especial”, e por isso mesmo é uma edição imperdível deste vosso espaço,  e na qual conto com a vossa participação.

Figuras da Semana

Lucha Dragons- Bom combate e vitória para os campeões de Tag Team do NXT, quando estamos a apenas duas semanas do PPV do NXT.

Bayley- Mesmo sem lutar a promo da Bayley foi muito boa, e a promessa que irá enfrentar “as Bullies” é interessante para o que poderá acontecer no pós-especial.

Finn Bálor e Itami vs Ascension- Esta rivalidade promete ser um dos momentos mais especiais do próximo especial do NXT, e sem dúvida que foi o destaque desta edição do NXT.

Miz e Mizdow– Os novos campeões de Tag Teams estiveram em alta esta semana, e o reinado deles promete ser bastante interessante, pelo menos por causa das picardias entre eles.

Dolph Ziggler- Foi o grande “herói” da noite de Domingo, e por isso mesmo a performance dele no Survivor Series fez dele uma das figuras da Semana.

Sting- Foi o momento da “semana” aquele no qual o Ícone finalmente pisou os pés num ringue da WWE, e por isso sem duvida que é uma das figuras da semana e só não é a surpresa da semana porque……

Surpresa da Semana

CM Punk fala da saída WWE– Se esta entrevista não acontecesse a surpresa seria o Sting, mas como aconteceu sem dúvida que esta foi a surpresa da Semana, nem que seja pela polémica que suscitou e irá suscitar.

Desilusão da Semana

Derrota da AJ- É verdade que teve a “boca da semana na WWE”, mas não é menos verdade que perdeu os combates com as Bellas esta semana.

Perguntas da Semana

Qual a tua opinião sobre as companhia analisadas? Quais os principais pontos fortes e fracos?

Achas que alguma dela será uma verdadeira ameaça no sector?

Concordas com as figuras, surpresa e desilusão da semana?

Sobre o Autor

- Escritor do artigo “Smoke and Mirrors”.

37 Comentários

  1. Excelente artigo José, já vou comentar com mais calma, mas apenas para lançar um dado para discussão, as audiências da Lucha estavam a rondar os 30 mil espectadores.

    • CarecaPT - há 2 anos

      Isso não é bem verdade pois no evento transmitido em ingles houve 30 mil espectadores mas na transmissao em espanhol houve cerca de 100 mil e tendo em conta que não é uma grande “network” acho que até é positivo.

    • José Sousa - há 2 anos

      Mas eu percebo o que o Jorge quer dizer e acaba por confluir no que dizes Careca. Ou seja, em espanhol, o nicho de mercado deles vai ser sobretudo o publico latino, já que o pessoal indy da europa não conta para as contas.

      • Claro e penso que até o teu José tenta fazer essa comparação em termos de peso de mercado, mas mercado Norte-Americano. Da mesma forma que analisamos as audiências da TNA pelo resultado Americano, sem nunca misturar a realidade, por exemplo, Europeia.

        Por isso, analisando pela mesma lente, 30 mil espectadores é um bom resultado para o canal El Rey, mas assim se vê a receptividade para produtos de wrestling actualmente.

        E que não se pense que estou de alguma forma a defender algum tipo de superioridade da TNA, pois na Destination America será uma sorte se as primeiras audiências ultrapassarem a fasquia dos 100 mil.

      • José Sousa - há 2 anos

        Claro que não. Quando o produto da WWE nos USA não sai da fasquia dos 2.5 no máximo 3.2, já diz muito do alcance actual do wrestling. Um produto novo de wrestling actualmente é quase impossível que consiga atingir números de visibilidade enormes. E como dizes não é defender TNA ou WWE é apenas a realidade.

      • BrunoBSXBelo Horizonte, Brasil - há 2 anos

        Mas aqui, olhe o produto que a WWE propõe…. é difícil mesmo ter grande alcance de ratings. A WWE(WWF na época) atingiu o seu auge e estabilidade com a Attitude Era. Ela salvou a WWE da eminente falência e ainda pôs ela na frente de novo da WCW. E ela alcançava ratings de 8.0 pra cima, pra vc ter uma ideia rivalizava com jogos do principal esporte do país, o futebol estadunidense(isso msm estadunidense não é só eles que são americanos se é que vc me entende, mas isso não vem ao caso) até depois na TV-14 a WWE tinha rating menores, mas era ratings altos de 5.0, 6.1… de acordo como a qualidade ia baixando consequentemente os rating baixava também.

  2. JustAnAhole - há 2 anos

    Artigo muito bem feito. É pena a ROH não conseguir chegar a um patamar mais alto. Gostava de poder acompanhar a ROH com mais frequência mas é difícil.

  3. Don_Ricardo_Corleone - há 2 anos

    Concordo com tudo, principalmente na análise ao Lucha Underground, apenas dicordo que o excesso de heels badass seja prejudicial, mas aí já é uma questão de gosto pessoal. Espero que evitem os faces incorruptiveis e santinhos, isso sim irrita-me.

    • José Sousa - há 2 anos

      Sim é uma questão pessoal. Quando falo de excesso é o caso do Zeke que não tem claramente perfil para tal, mas isso é a minha opinião.

      • Don_Ricardo_Corleone - há 2 anos

        O Zeke não tem perfil para nada. :P

      • Don_Ricardo_Corleone - há 2 anos

        O que me faz mais confusão no Lucha nem são os personagens cartoonizado, embora aquela gente da Lucha Libre sempre me tenha feito confusão, arranjam nome que não lembram ao Diabo e o Diabo até já se lembrou de Bradon Walker, o que me faz confusão é ver homens contra mulheres, homens saudáveis contra anões, tudo misturado, o que não me parece boa ideia. É o mesmo que ver John Cena contra Brie Bela pelo titulo da WWE.

  4. "The Architect" - há 2 anos

    Grande artigo Jorge!

    Tal como tu também acho o “fim” da Autoridade um marco não muito importante porque em breve eles irão certamente voltar a mandar.

    Em relação ás companhias que falaste também não podia estar mais de acordo. Acho a NJPW uma grande companhia, e este ano tem estado em altas! Tenho é pena de não poder ver todos os “shows” que ela realiza, simplesmente porque não encontro vídeos.

    Admito que este ano não tenho acompanhado muito a ROH, mas com certeza também é uma grande companhia, mas não acredito que algum dia seja uma ameaça para a WWE, e também não acho que tenha intenções disso.

    Estou a criar grandes expectativas para a GFW, e espero que não saia desiludido! Mas tens razão quando dizes que as expectativas são exageradas, pois não sabemos muito sobre esta companhia. No entanto se tudo correr bem acho que pode chegar a “intimidar” a WWE.

    Por fim, o Lucha Underground, acho que não tem qualquer hipóteses de chegar ao nível da TNA ou até mesmo da WWE, pela simples razão de as personagens serem todas muito cartoonizadas, tal como as referiste. Têm um grande roster é verdade, e até tenho gostado do que tenho visto, mas não acredito de forma algum que seja uma ameaça para grandes promoções de Wrestling como a WWE.

    • "The Architect" - há 2 anos

      Enganei-me no teu nome, desculpa, estava a pensar no Jorge Rebelo xD

    • José Sousa - há 2 anos

      Não acho pelo simples motivo que GFW não tem sequer rostero. O evento com a NJPW é apenas retransmissão do maior ppv deles, e isso não é suficiente para se intitularem de companhia de wrestling.

  5. Miguel Carlos - há 2 anos

    Bom artigo, José. Quanto ao tema não tenho nada a dizer, eu só acompanho WWE e TNA, mas gosto muito quando tu e os outros escritores falam do NXT, da ROH, etc, para ter uma noção dos lutadores principais e de como funciona o seu produto.

    Quanto à surpresa da semana, para mim foi o facto do Ziggler ser sole survivor, até porque teve impacto no produto, mas como ainda não vi a entrevista do Punk, não posso falar muito.

    • José Sousa - há 2 anos

      Sobre o NXT não falei, mas como deduzes não falta muito para isso. Sim isso foi positivo ver o Ziggler a ser valorizado nesse combate.

      • Miguel Carlos - há 2 anos

        Até porque nem faria sentido falares do NXT tendo em conta o tema, mas mesmo assim apresentaste as figuras da semana (como já é habitual) e isso permite-me também saber quem é que se destacou em cada semana. Sim, deduzo que fales do NXT em breve.

      • José Sousa - há 2 anos

        Sim muito em breve. ;)

  6. Diogo7 - há 2 anos

    Bom trabalho, José.

  7. José penso que tiveste uma excelente ideia em abordar estes novos “projectos” que se desenham actualmente. Claro que nenhum deles, incluindo a TNA, está sequer perto de se tornar um concorrente para a WWE. Para tal seria preciso muito, mas muito dinheiro. Com dinheiro colocas o teu produto a transmitir onde bem entenderes, gravas nas arenas que desejares, fazes toda a publicidade que precisares e ainda tens tempo para criares todos os projectos que conseguires imaginar. O dinheiro é a diferença entre a WWE e tudo o resto e a WWE neste momento tem um alcance e um valor de produção que nenhuma promoção pode igualar.

    Ainda assim, é fantástico ver novas ideias a tomarem forma. Concordo quando dizes que a NJPW não conseguirá vingar no território Americano. Aliás, o público americano raramente aplaude e acolhe o que não é produzido lá, com pessoas de lá, basta ver o caso das série de televisão britânicas…

    Eu devo sublinhar que o melhor periodo do wrestling enquanto indústria ocorreu quando existia concorrência de mercado. Foi a WCW (e de certa forma a ECW) que mostrou que um monopólio pode ser arrasado e que obrigou a que a indústria se reinventasse. Como tal, eu apoio plenamente todos os novos projectos que possam trazer concorrência ao que já existe, desde que criem algo novo, diferente e que não sejam apenas uma repetição de tudo o que já foi feito e que já existe.

    Da parte da GFW é um projecto estranho. Se por um lado admiro a coragem do Jarrett em pôr o seu próprio dinheiro em jogo para abrir um promoção, por outro lado, a GFW é uma promoção? Sem roster? A única coisa que anunciaram de concreto é que vão transmitir um PPV da NJPW com o Jim Ross a fazer os comentários em Inglês. Mas eu pergunto: Essa não é a função das cadeias de televisão? Em Portugal a SportTV não passa PPVs da TNA e da WWE comentados por portugueses? Então a GFW é uma distribuidora de conteúdos da NJPW? É de facto estranho e mais estranho ainda quando surgem algumas vozes a considerar a GFW como a próxima grande empresa, quando ainda não são nada.

    A ROH está neste momento nas mãos do grupo Sinclair e dificilmente irão encontrar outro parceiro. O grupo Sinclair garante a transmissão da ROH a um nivel algo regional, ainda assim interessante, mas com alcance muito muito limitado. É uma pena, porque mantém uma base de fãs muito sólida e conseguiu fazer aquilo que a TNA tem falhado em 12 anos – serem capazes de se distinguir, de serem conhecidos por algo único, como os americanos dizem “to brand themselves”. A ROH é conhecida como a melhor promoção de wrestling puro e duro e é isso que eles dão todas as semanas e por curiosidade, em 2015 vêm ai umas parcerias muito interessantes com a NJPW.

    Por fim, o Lucha Underground é um projecto que já tive oportunidade de falar no Impacto! e está a cumprir. A fórmula de misturar elementos de uma série de televisão, com um bom valor de produção, com o wrestling Mexicano funciona para mim, apesar de por vezes parecer que estamos a assistir a universos paralelos.

    Só para concluir, uma pergunta…será que a PWG ou a Chikara não conseguem chegar também à televisão?

    • José Sousa - há 2 anos

      Tenho dúvidas disso porque as duas tocam em nichos abordados pelas outras companhias abordadas, lá está só conseguiam broadcast em televisões menores

      E acredita que a WWE precisava de competição real, para os espicaçar a mudar a postura do produto. Porque talento eles tem, mas precisam de um abanão para começar a olhar para alguns nomes a sério.

      Sobre a GFW subscrevo, não consigo perceber todo este entusiasmo quando o que temos é quase 0.Quando me mostrarem o que é verdadeiramente o projecto poderei vir a ficar interessado ou não. Até lá não o consigo fazer.

      A ROH é uma fábrica de talentos. É impressionante como com esse contrato tão pequeno, sempre conseguiram projectar talento para palcos mais altos: TNA e WWE.

      Ah! No final do ano acontecerá uma edição dedicada á revista do ano 2014 para a TNA. Dai eu não falar dela como concorrência, porque vou abordar tudo isso nessa edição.

  8. MicaelDuarte - há 2 anos

    Excelente artigo. A meu ver, dos melhores artigos que escreveste nos últimos tempos.

    Concordo com tudo, incluindo aquilo que disseste acerca do Lucha Underground.

    PS: segundo a Wikipédia, a fonte mais fidedigna do planeta, já existe um campeão do LU (já deves saber quem é, muito provavelmente). Se é verdade ou não, isso já não sei.

    • José Sousa - há 2 anos

      Muito obrigado. E sim sei, mas até ver não apareceu on screen, e não convem analisar com spoilers. E o que disse sobre eles é apenas para melhorar o que já está bem.

  9. PPKinha - há 2 anos

    kkkkkk A WWE só tem um titulo importante que n é posto em jogo legal por, que massa

  10. MR Perfection André Santos - há 2 anos

    Os meus parabéns pela tua analise!

    Claro que tenho que falar do LUCHA! Eu sou um fá muito emocional e, o LUCHA despertou em mim o que mais gosto ao ver wrestling. Claro a emoção mas todo o hype e sentido que fazem as histórias. Concordo que um excesso de personagens pode ser prejudicial para a expansão, mas é de lucha que estamos a falar e só isso é sem duvida a essência do produto!

    Com grande fá da old wwf e de bom wrestling, consigo dar toda atenção a todo o produto global. Neste momento vejo a RAW e os outros shows pelo youtube e basta para perceber que algo não está bem…falta emoção…novidades e por ai fora, não pode ser a NXT a salvar sempre!

    A TNA melhorou muito e as restantes que mencionaste podem acrescentar sempre alguma coisa positiva!

    Excelente José!

    • José Sousa - há 2 anos

      Não mas o NXT dá-me esse lado emocional que falas, até mais que o Lucha mas isto é a mim que consigo relacionar-me mais com o Zayn, Balor, Kalisto, SAWFT, Breeze entre outros. A lucha é bom, é entusiasmante pelo estilo, em wrestlers quem me convence é o Morrison e o Puma(Ricochet).

      Mas sobre o NXT falo mais e melhor para a semana( acho que fui claro quando deixei a pista do tema).

  11. danielLP21 - há 2 anos

    Excelente trabalho, José.

    Subscrevo o que tem sido dito nos restantes comentários.

  12. DanielBR - há 2 anos

    Discordo na questão da Lucha,o fato é o que torna o produto com um diferencial é justamente o aspecto dos heels badass ,gimminicks cartoonizadas,estilo de filmagem,se retirar isto teremos apenas mais uma compania de wrestling como tantas outras.A questão do titulo nem faz tanta falta assim agora no inicio,talvez daqui a algum tempo eles coloquem um.
    É um show de 45 minutos bom para assistir ,diferente de outros q tem uma hora e meia até mais e geralmente com pouco ou nenhum atrativo.

    • José Sousa - há 2 anos

      Lá está mas o NXT também tem 45 Minutos e para mim e igualmente um produto cativante. Mas isto sou eu que adoro NXT.

      • José Sousa - há 2 anos

        E eu não critiquei a Lucha, apenas disse aspectos que colocaria para melhorar o produto. E falo por mim eu não consigo ver um filme onde todos os actores são uns durões, mas ´lá está é uma questão de gosto.

      • DanielBR - há 2 anos

        NXT é um produto bom,mas ao querer modificar demais o LU não iriamos ter mais um show de wrestlers com ex wwe’s,ou entao um NXT versão latina?
        O fato é que hoje em dia para um show de wrestling se destacar não basta ter bons wrestlers ,boas historias e combates,ela precisa ter um diferencial para atrair o publico,e nisto a Lucha esta conseguindo acertar.
        Há tempos que não ficava assim tão ansioso a esperar pelo próximo episodio de um show de wrestling.A Lucha conseguiu despertar isto em apenas algumas semanas,sendo que outras grandes companias há anos isto não ocorre.

    • Essa questão dos heels já é o sal e a pimenta de um produto de wrestling. Eu gosto do meu comer com bastante picante, mas há quem não o tolere. Mas são detalhes ou “peaners”.

      • José Sousa - há 2 anos

        Claro. São os pequenos pormenores, eu gosto de sentir que existe alternativa, outras pessoas gostam só de duroes, e outros de outro género. ~´E gostos pessoais.

  13. vitorxd - há 2 anos

    Muito bom o Artigo José.

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