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The Bottom Line #57 – Análise: Paul Heyman DVD Set

Olá a todos e sejam muito bem-vindos a mais uma edição do “The Bottom Line”. Na edição desta semana, trago-vos uma Análise do último Set lançado pela WWE, que analisa a vida e carreira de um dos homens mais controversos deste “Mundo” do entretenimento, Paul Heyman. “Ladies and Gentlemen My Name Is Paul Heyman” é o nome deste Set e hoje irei apresentar-vos a minha Review sobre esta “Colecção”. Eu vi a versão DVD, e será essa versão que irei analisar. Sem mais demoras, vamos então começar a Análise!

Disco 1 – Documentário

A primeira coisa que salta á vista é o fantástico nº de pessoas que aparecem a dar a sua opinião sobre Paul Heyman, seja como pessoa, promotor, manager, entre outros. Isto acaba até por fazer sentido, pois Heyman ao longo da sua vida, teve influência em muitas pessoas. Pessoas como Larry Zbyszko, Dusty Rhodes, Jim Ross, Joey Styles, Tommy Dreamer, Rob Van Dam, Raven, Tod Gordon, Stephanie McMahon, Brock Lesnar e CM Punk dão a sua opinião neste documentário. As imagens de CM Punk são diferentes das outras, pois foram claramente filmadas antes de Punk abandonar a WWE.

O documentário começa com pequenos fragmentos da promo de Heyman após a Wrestlemania 30, onde Brock Lesnar quebrou a Streak do Undertaker. Isto mais tarde não é credibilizado no documentário e acredito que só está no DVD para dar uma ideia de quando o documentário foi filmado. O documentário, em si, começa com Paul Heyman a explicar que viu primeiro wrestling, quando andava a passar os canais e encontrou uma promo de Billy Graham na WWWF. Desde então, Heyman tornou-se num fã de wrestling.

Com apenas 14 anos, Heyman torna-se fotógrafo e encontra Vince Mcmahon Sr. num café e engana-o, dizendo que trabalha para um jornal local e que faria reportagens com os wrestlers e tiraria fotos dos combates. Assim sendo, desde muito cedo, Heyman entra em contacto dentro do mundo do wrestling, tentando absorver o máximo possível de informação. Outra história engraçada que acaba por ser contada é de quando Heyman invade uma reunião da NWA de forma a aprender com o Booker da altura, Dusty Rhodes. Com isto, dá para perceber que desde muito cedo, Heyman faz tudo para atingir os seus fins, neste caso, de aprender o máximo que consegue.

O Documentário transita para o primeiro evento promovido por Heyman, que lhe iria valer uma proposta para ser manager, no território da Florida. Porém, os primeiros anos de Paul como Manager, são analisados ao pormenor, quando se começa a falar dele no território de Memphis. Jerry Lawler, na altura o Booker e wrestler principal do território, admirava as qualidades de Heyman na altura, mas admite que Paul podia ser demasiado provocativo para o seu próprio bem. Após Mephis, Heyman vai até á AWA e a sua qualidade como Manager continua a aumentar. Nesta altura, Heyman começa a aliar-se a mais wrestlers, o que significa que passa a aparecer mais em promos e seguementos na televisão. Porém, a sua estadia na AWA não dura muito, pois numa altura em que muitos wrestlers andavam a sair da AWA, Heyman decide abandonar e ir para a NWA.

A partir daqui, Heyman entra numa rivalidade que lhe abre as portas para ser considerado um Top manager. Jim Cornette, um dos melhores Managers de sempre, tinha como seus clientes, os Midnight Express, uma das maiores Tag Teams de sempre. Contudo, Heyman aliava-se a outra Tag Team, que se auto intitulava como sendo os verdadeiros Midnight Express. Esta rivalidade foi muito boa e Heyman tornou-se num “Top Manager” graças a isso.

De seguida, entramos na minha fase preferida, no que toca a Heyman na NWA/WCW. É revelado que Jim Crockett foi a inspiração para criar o grupo “The Dangerous Alliance”, onde a Companhia procurava fazer uma Stable igual aos Four Horsemen. Nesta stable, onde os nomes mais sonantes eram Rick Rude e Steve Austin, Heyman aumentava as suas promos, em termos de qualidade, e existiram grandes seguementos, graças a isso. Porém, esta Stable não durou tanto como podia ter durado, pois Heyman não era muito adorado pelos responsáveis da WCW e não durou muito até Paul sair da companhia, por mutuo acordo.

Heyman diz que após a sua estadia na WCW, ele estava completamente cansado de wrestling e estava a considerar abandonar definitivamente e continuar a sua carreira na rádio. Contudo, Jim Crockett desafiou Heyman para regressar ao mundo do wrestling. A parceria com Crockett não levou a lado nenhum, mas “abriu” as portas a Heyman no que toca a vir para a Eastearn Championship Wrestling. Tod Gordon, dono da ECW entre 1992-1995, contrata Heyman para ser, primeiro, Manager na ECW e, um pouco mais tarde, Booker e produtor da ECW. E é aqui que começa o “Reino” de Paul E. na companhia mais Extreme de sempre.

Chegamos á minha parte preferida do Documentário. Heyman diz que o crescimento da ECW foi imediato, pois na altura (1994 e 1995), a WWE e a WCW andavam a apresenta Storyline, na sua maioria, aborrecidas, e Gimmicks ridículas. A ECW fazia o contrário, apresentando Storylines mais reais, Gimmicks que nunca antes tinham sido feitas, tendo ao seu dispor grandes talentos e um público incrível. No documentário podemos ver muitas filmagens do Backstage da ECW nessa altura, algo que é mostrado ao público pela primeira vez em 15 anos, algo que eu considero excelente para este Set.

É revelado algo que já circulava na Internet á bastante tempo. A WWE ajudava financeiramente a ECW, em troca de talentos. Se a WWE quisesse alguns lutadores da ECW, a companhia de Heyman receberia em troca dinheiro ou outros wrestlers que a WWE queria desenvolver, algo parecido a um território de desenvolvimento. Contudo, Heyman assegura que a WWE só deu dinheiro á companhia em si, afirmando que ele próprio nunca recebeu um cheque da Empresa de Vince Mcmahon, algo que eu duvido muito.

O tema “ECW” é encerrado com o facto de a empresa ter ido á falência. Heyman afirma que não estava á espera quando isto aconteceu, pois acreditava que tal como nos últimos 5 anos, ele poderia de alguma forma ultrapassar as dificuldades. É de conhecimento público, que Heyman não pagou o que devia á grande maioria das Superstars que trabalhavam na ECW. Heyman defendeu-se, afirmando que nenhum dos wrestlers tinha contracto com a Companhia, afirmando que se algum wrestler estivesse insatisfeito, poderia á vontade assinar por outra companhia. Joey Styles também defende Heyman, dizendo que os últimos cheques passados, no fim da ECW, tinham um prazo de 90 dias para serem levantados e, quem não o fizesse, não receberia o dinheiro. Curiosamente, os últimos cheques passados, foram as quantias mais altas alguma vez vistas na ECW. Esta informação vem pela primeira vez a público, algo que é bastante interessante.

Após a ECW, Heyman vai para a WWE, como todos nós sabemos. É abordado a dupla de comentadores Heyman/Jim Ross e a parceria de Paul com Brock Lesnar em 2002. Isto não é muito aprofundado como poderia ter sido. Lesnar diz que sem Heyman não teria chegado onde chegou, algo que penso que todos podemos concordar. Contudo, o documentário chega a um ponto que não esperava que fosse tocado e que adorei.

Agora chega o momento onde se fala de Heyman na Brand Smackdown. Eu pensava que iam falar de Paul como General Manager da Brand. Mas não, invés disso, é abordado Heyman como Booker da Smackdown, entre 2002 e 2004. Heyman fala da Smackdown como sendo a “Cabra” da WWE. Sempre vista como a segunda Brand, Paul procurava fazer da Smackdown a nº1. Isso acabou mesmo por acontecer. Durante aqueles 2 anos, a Smackdown teve mais audiência que a Raw, fazia mais público em House Shows e vendia mais Merchandise. É também dito que Heyman deu oportunidade a wrestlers talentosos de brilharem, como Eddie Guerrero, Edge e Rey Mysterio. Contudo, foi apartir deste período que a relação de Vince e Heyman começou a piorar, visto que nenhum dos dois queria perder a razão, no que toca ao rumo das coisas.

Esta “rivalidade”, leva a que Heyman seja afastado da Smackdown e que seja movido para a OVW, território de desenvolvimento da WWE. Paul afirma que não viu isso como um castigo, mas como uma oportunidade, pois ele sempre adorou trabalhar com novos talentos e ajuda-los a evoluir. CM Punk e Beth Phoenix dão o seu contributo nesta parte do documentário, dizendo o quanto bom foi ter Heyman por perto.

Daqui partimos para o regresso da ECW em 2006, versão da WWE. Heyman revela que Shane Mcmahon esteve perto de comprar a ECW em 2000, algo que não chegou a acontecer. Não só isso, mas Shane, agora em 2006, teve a ideia de fazer a nova ECW um programa que só daria no site da WWE, sendo uma grande alternativa ao produto actual. Contudo, a companhia decidiu fazer da ECW simplesmente mais uma Brand. Todos concordam quando afirmam que a ECW, versão WWE, foi um desastre. Heyman odiava todo isto e não queria fazer parte desta ideia da WWE. Heyman fartou-se passado alguns meses e, após o PPV December to Dismember, Paul e Vince têm uma grande discussão que, nas palavras de Heyman, ninguém imaginaria que ele voltasse á WWE um dia. Pena que Paul não tenha entrado em detalhes sobre esta discussão.

Com Paul fora da WWE, o documentário parte para o período de 6 anos de Heyman fora da companhia de Vince Mcmahon. A parceria com Lesnar na UFC, a criação dos Web Episodes de Heyman Hustle e a criação de Looking 4 Larry são assuntos abordados. A família de Heyman também é trazida a público e Paul fala dos seus filhos como sendo a sua “salvação”. Heyman voltaria á WWE em 2012, como todos sabemos. Paul admite que só voltou pois adorava trabalhar com Lesnar. O período de Heyman com CM Punk é muito pouco falado, sendo uma pena. O documentário conclui que Heyman ao longo dos anos mudou como pessoa e profissional, estando sempre ciente que só assim poderia ter uma personagem que durasse muitos anos no mundo do wrestling. Heyman ainda hoje ajuda os jovens wrestlers, ajudando-os a aprender, tal como no passado, Heyman foi aprendendo de outros wrestlers.

Assim acaba um excelente documentário. Foi pena alguns assuntos mais “picantes” não terem sido totalmente explicados, mas não deixa de ser um fantástico documentário de uma das maiores mentes da história do wrestling. Nem parece que durou 2 horas.

Classificação do Documentário: 9/10

Disco 1 – Extras

– Aqui vemos algumas histórias engraçadas e interessantes que devem ter sido cortadas do Documentário. Aqui ouvimos mais histórias contadas pelo próprio Heyman de quando ele era fotógrafo no Madison Square Garden, uma viagem de carro com Freddie Blasie (hilariante), disputa com Jerry Lawler, um “bufo” na ECW, disputas com Networks de Televisão, a razão que o tirou da equipa criativa da Smackdown, “Paul Heyman Guys”, entre muitas outras coisas. Bastante informação e grandes extras em termos de tempo e de qualidade.

Disco 2 e 3

No segundo e terceiro disco estão, na sua maioria, promos e seguimentos de Heyman ao longo dos anos. Também contém 3 combates. No que toca ás promos, não vou falar de um a um, mas sim dividi-los em fases da carreira de Heyman no Wrestling. Nos combates, iria falar um pouco sobre cada um.

Período na AWA: O período onde Heyman começa a ganhar impulso. Vemos promos dele como Manager onde faz promoção aos seus clientes, a si próprio e algumas indiretas a Wrestlers de outras companhias de Wrestling. Cada promo dura cerca de 1/2 minutos e não vemos muito desenvolvimento graças a esse facto. Porém, Heyman desde cedo que tem grande controlo ao microfone.

Período na NWA/WCW: Um dos meu períodos preferidos de Heyman, no que toca a promos. Aqui vemos seguimentos da rivalidade entre Paul E. e Jim Cornette, um momento Heel de Ric Flair com Heyman, Paul a gozar com o boneco de brincar de Sting, a formação da Dangerous Alliance, os prémios Paul E. Dangerously, entre muitas outras coisa. Seguementos muito bons que dão qualidade a este Set. Notasse claramente a melhoria de qualidade das promos de Heyman.

Período na ECW: Este é o meu Período preferido do Heyman, muito graças ás suas promos. A maioria destas promos são Shoots. Aqui, Paul E. ataca a WCW, anuncia que a ECW é a melhor companhia do Mundo, anuncia o primeiro PPV da história da ECW, Críticas a estações de televisão, entre outros. As promos são excelentes e o facto do público da ECW o adorar como um “Deus” também ajuda.

Período na WWE (2001-2006): Período igualmente muito bom de Heyman. A sua primeira passagem pela WWE trouxe tantas boas promos, nas mais diversas vertentes e papéis. Podemos ver uma Shoot contra Vince Mcmahon, a apresentação de Brock Lesnar á WWE, confronto com Bischoff em 2005, as 2 promos de Heyman nos dois One Night Stands e promos já na ECW de 2006. Interessante verificar a evolução no espaço de 5 anos.

Regresso á WWE (2012-2014): Estas promos já são mais conhecidas aos leitores aqui do site. A qualidade continua lá, mas verificamos um Heyman igualmente agressivo, mas também um pouco “cortado”, pois a Era é completamente diferente das outras. Podemos aqui ver seguimentos com Vince, CM Punk, a sua Pipebomb em Chicago neste ano, entre outros.

Combates

– The Original Midnight Express vs The New Midnight Express – 29 Janeiro de 1989 – Combate onde penso que os dois managers eram as figuras centrais desta rivalidade. As picardias entre Cornette e Heyman são Ouro. O combate até que foi bom, mas perdeu-se em certos momentos. Não teve uma qualidade constante, oscilando muito. Porém, bom embate para destacar esta rivalidade. Classificação: 6.5/10

– Hardy Boyz vs Brock Lesnar e Paul Heyman – Judgement Day 2002 – Combate muito curto, que só aparece aqui, pois foi um dos poucos combates onde Heyman participou. Durou quase 5 minutos e na sua grande maioria, Lesnar destrói os Hardy Boys. No final, Heyman faz o Pin, sem fazer nada durante tudo o combate, como um grande Heel. Classificação:4/10

– CM Punk vs Curtis Axel e Paul Heyman – Night of Champions 2013 – Eu gostei bastante desde combate, sendo bastante divertido. O Heyman foi simplesmente ouro, ao conseguir vender brilhantemente durante todo o combate, o seu medo em enfrentar CM Punk. Axel foi mais como um corpo estranho neste combate, pois aqui só interessava Punk e Heyman. Classificação: 7/10

Classificação Disco 2 e 3: 9/10

Conclusão

Devo dizer que gostei bastante deste Set. O documentário é um dos melhores de sempre produzidos pela WWE. O Disco 2 e 3 também são excelentes. O Seguementos e Promos são fantásticas, mas os combates não passam o nível do muito bom. É normal, visto que Heyman não sendo um wrestler, não consegue dar qualidade a combates. Num tudo, o Set é Excelente e merece ser visualizado. Caso algum de vocês queira comprar, aconselho a versão DVD, pois a versão Blu-Ray tem coisas exclusivas, mas que não valem a meu ver o pagamento de mais dinheiro.

Classificação Final: 9/10

Espero que tenham gostado do artigo de hoje. Deixem a vossa opinião sobre o mesmo. Caso tenham visto o documentário de Heyman, adorava saber a vossa opinião. Até para a semana!

Sobre o Autor

- Escritor do artigo “The Bottom Line” e Ex- escritor do artigo "One on One". Acompanha Wrestling à 10 anos.

6 Comentários

  1. DX Rules - há 2 anos

    É sem dúvida um grande DVD e claro uma grande análise

  2. Ftant - há 2 anos

    como posso ver o dvd?

  3. Miguelfcarlos - há 2 anos

    É um DVD muito bom, acabei de vê-lo antes de ler o artigo, e concordo absolutamente com tudo o que disseste.

    • Miguelfcarlos - há 2 anos

      E aproveito, já que não tive oportunidade na semana passada, para dizer que foi um Re-booking brutal, fantástico mesmo, e que gostei de o fazeres em vídeo. Se por um lado por palavras consegues ser mais seguro e ter um booking mais elaborado e organizado, por vídeo consegues expressar melhor o objetivo de cada fued e e cada combate, sendo também algo diferente dos outros espaços do Wrestling.PT, tornando-o único e original.

      • Rúben Rosa - há 2 anos

        Obrigado pela tua opinião miguel.

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