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The Bottom Line #90 – Wrestling Nostalgia (18)

Olá a todos e sejam muito bem-vindos a mais uma edição do “The Bottom Line”. Na edição desta semana, irei apresentar um novo capitulo da minha fase como mark, onde assistia Wrestling todas as semanas na televisão por cabo. Para quem não percebeu ainda, o meu objectivo é partilhar com vocês algumas das minhas histórias como “wrestling mark”, que durou desde o momento onde comecei a ver wrestling (Novembro de 2004), até ao momento onde comecei a ter acesso á Internet com regularidade (Finais de 2009). Irei dar a entender como eu via wrestlers, certos programas e wrestling em geral durante esta fase, comparando o que eu pensava na altura, com o que eu penso agora.

No artigo desta semana, irei analisar o Unforgiven de 2006, um PPV apresentado pela Brand vermelha, a Raw. Vou analisar este evento, pois na minha opinião é um dos melhores deste ano. 7 combates, sendo que 3 deles se destacaram mais e que construíram este PPV. O Main Event conta com um embate pelo título da WWE  entre o campeão da WWE, Edge e o nº1 Contender, John Cena. Esta é a desforra do combate do Summerslam, mas com novas variantes. Mas já lá vamos. Após o Summerslam e da vitória de Edge sobre Cena, o campeão comemorou ao modificar o seu título da WWE, fazendo com que o Spinner passa-se a ser o símbolo da Rated R Superstar. Cena não ficou parado e voltou ao ataque, tendo até atirado o Edge para o lago de Long Island, na Raw após o Summerslam. Edge, furioso, queria o Cena fora da Raw a todo o custo. O Cena aparece então com uma proposta, onde proponha que queria mais um combate pelo título, e se Edge o vencesse, ele iria abandonar a Raw e iria para a Smackdown. Edge aceitou, mas disse que escolhia o local e o tipo de combate. O local seria o Unforgiven, que iria acontecer em Toronto, a terra natal de Edge, enquanto que o tipo de combate seria um Tables, Ladders, and Chairs. O TLC era a especialidade de Edge e isso daria-lhe vantagem. Cena aceita e o combate é marcado, sendo isto um embate de alto risco.

Outro dos combate relevantes é um 2 vs 3 Hell in the Cell, entre os DX e os Mcmahons e Big Show. Após saírem vencedores do Summerslam, os DX continuavam a irritar Vince a cada oportunidade. Chegou a um ponto que Vince enlouquece e ele, com o seu filho e o campeão da ECW Big Show, atacam violentamente os DX, afirmando que os dois estariam no inferno pois teriam de os enfrentar num Handicap Hell in the Cell Match no Unforgiven. Com vantagem nos números e um reforço de peso, Vince espera acabar de vez com os DX.

Por fim, o outro combate relevante é um embate pelo título feminino, entre Trish Stratus e Lita. A Lita ganhou o título antes do Summerslam, ao vencer Mickie James na Raw. Trish, após o Summerslam, anuncia que se iria reformar. Lita começou a gozar com Trish e esta última desafiou a campeã a por o título feminino em jogo no seu último combate. A Lita aceitou pelo motivo de poder humilhar a Trish no seu último combate. Uma grande parte do build up para este combate, é que as duas wrestlers estrearam-se na WWE com poucas semanas de diferença e, desde cedo, mostraram-se como rivais.

Após falar sobre o build up do evento, vamos ao PPV em si. O evento aconteceu a 26 de Setembro de 2006 e contou com Jim Ross e Jerry Lawler como comentadores. O primeiro combate é pelo Título Intercontinental, entre o campeão Johnny Nitro e o candidato principal, Jeff Hardy. Johnny Nitro chegou á Raw, juntamente com Melina, depois de este se separar do seu parceiro de Tag Team da Smackdown, Joey Mercury. Em pouco tempo, Nitro ganhou o título Intercontinental, em Junho. Já Jeff Hardy regressou após o Summerslam, confrontando o campeão da WWE, Edge, tendo até o defrontado num combate. Rapidamente torna-se no nº1 Contender ao título Intercontinental e o combate acontece neste PPV. Sempre achei que estes dois wrestlers tinham bastante química entre si. O combate começa com ofensiva básica por parte de Jeff Hardy, mas rapidamente Nitro ganha vantagem com tácticas de Heel. O Hardy apesar de ter regressado á poucas semanas, já se encontra bastante “Over” e isso é de realçar. Nunca gostei do Hardy como Main Eventer, mas como Midcarder nunca tive nada de mal a apontar. O combate dura cerca de 17 minutos. O final acontece quando Melina usa uma das suas botas para atingir a cara de Jeff. Nitro aproveita e faz o pin para a vitória e manter assim o seu título. Este não é o fim da rivalidade e os dois lutariam mais vezes durante os próximos meses. Bom Opener.

No backstage, a Team Xtreme (Jeff, Matt e Lita) cruzam-se e forma uma situação peculiar. Porém, a Lita sendo a Heel, goza com os dois irmãos e vai embora.

Agora temos o segundo combate da noite: Kane vs Umaga. Passados 6 meses depois da estreia, Umaga está bem mais over. Este combate foi marcado após Kane ajudar os DX no Summerslam, ao atacar Umaga. Este combate durou tempo demais e ainda foram uns 7 minutos. Digo que durou demais, pois estes 2 wrestlers não tinham química nenhuma. Combate lento e aborrecido. Ainda por cima acaba em No Contest. Perda de tempo e o público não quis saber do combate.

O terceiro combate é pelos Títulos Mundiais  de Tag Team. Os Spirit Squad, o grupo masculino de claque, ganharam os títulos na noite após a Wrestlemania. Este é o primeiro PPV em que defendem os títulos, apesar de já terem aparecido antes e tendo os cinturões á 6 meses. Os seus adversários são os The Highlanders, dois escoceses bastante estereotipados. Foi um combate razóavel, onde os intervenientes até estiveram bem, mas não foi nada de especial, sendo o típico combate de Raw, que acaba por estar num PPV. Após 10 minutos, os Spirit Squad ganham e mantêm os títulos.

Depois tivemos o Hell in the Cell Match, um dos grandes combates da noite. O combate teve muitos momentos altos. Os DX começam em vantagem, com um golpe baixo no Big Show e focando-se depois nos Mcmahons. Mas assim que Show regressa, a vantagem dos números começa a se fazer notar. Os DX sofrem durante largos minutos, especialmente Michaels. Mas assim que conseguem uma abertura, os DX, miraculosamente, conseguem uma reviravolta. Lesionam o Shane e deixam-no fora de combate. Quanto a Big Show, este fica inconsciente e vê o seu rabo a ser mostrado a nu, enquanto se apoia na cordas. Isto leva a que HHH e HBK empurrem a cara do Vince contra o rabo de Show, num grande momento de entretenimento. Os dois aplicam os seus finishers em Vince e depois mais um golpe com a marreta para selar o combate e a vitória dos DX. Isto marca o fim da rivalidade de HBK com Vince e dos DX com os Mcmahons, algo que durava à 9 meses. O combate durou 25 minutos, e na minha opinião foi bastante bom.

De seguida temos um promo packade da carreira da Trish. Depois disso, vamos então para o combate pelo Título Feminino. A Trish tem uma entrada muito boa, claramente emocionada pelo apoio do público na sua terra natal. O combate tem grande carga emocional por aquilo que representa e com false finishes, coisa rara em combates femininos. A Trish depois de aplicar o seu finisher, não consegue a vitória, recorrendo ao Sharpshooter, e faz a Lita desistir. A Trish reforma-se assim, como campeão feminina pela sétima vez. Olhando para trás, se a WWE soubesse que nunca mais teria 2 lutadoras como estas (no roster principal), talvez isto fosse um maior momento do que foi. Mas não deixa de ser um grande momento num que acabou por ser um bom combate.

O combate das Divas, normalmente, seria a famosa “pausa para a casa de banho”. Porém, dado os acontecimentos peculiares deste PPV, outro combate teve essa honra. Falo do Randy Orton vs Carlito, que não tinha qualquer heat. Ao que parece, o Randy insultou a Trish, a actual namorada de Carlito (kayfabe) e este combate está a ocorrer com base nisso. Este combate foi razoável, mas sofre daquilo que já disse várias vezes, ou seja, é um típico combate de Raw. Porém, o final do combate foi particularmente bom, com um RKO, out of nowhere, quando o Carlito aplicava uma manobra aérea. Se não me engano, está foi a primeira vez que o Orton usou o seu finisher desta maneira, por isso, ao que parece, este combate é um marco histórico.

Finalmente, temos o Main Event da noite: um TLC match pelo Título da WWE. Edge é o primeiro a entrar, tendo uma grande ovação. Cena entra num ambiente hostil, mas menor do que aquele que viveu no One Night Stand. A um certo ponto, o Edge controla-se para não chorar. O que dizer deste combate? Disse no passado que este combate é o melhor TLC Match onde apenas 2 wrestlers participaram. Já vi este combate muitas vezes e, na minha opinião, continua a ser excelente. Talvez, a maioria dos fãs, torne este combate algo “Overated”, mas penso que apesar de não ser perfeito, não deixa de ser muito bom. Os dois wrestlers estiveram no seu topo de forma e Edge fez um grande trabalho ao esconder as debilidades que o Cena tinha nessa altura. O ponto alto do combate é mesmo o final, quando Cena aplica um F-U ao Edge do topo de um escadote e o Rated R Superstar atravessa 2 mesas. Cena retira o título e torna-se pela terceira vez no campeão da WWE na terra natal de Edge. Este não é o último combate dos dois e da rivalidade (até porque eles teriam mais um Steel Cage 1 semana depois e mais uns combates em 2009), mas acho que este acabou por ser o melhor embate até hoje. Grande maneira de terminar o PPV.

Concluindo, acho que este foi um bom PPV. Começando pelas coisas boas, acho que o Opener foi bem pensado e acabou por abrir bem o show,  o Trish vs Lita foi bastante emocional e também foi bom, o Hell in the Cell teve bom entretenimento e drama. e um Main Event excelente para fechar o PPV. O único ponto negativo deste PPV foi mesmo o Umaga vs Kane, que foi aborrecido e sem história. Se tivesse que dar uma classificação de 1 a 10, daria um 7. Recomendo os 3 combates que construíram o evento, para quem estiver interessado. Da minha parte é tudo, até uma próxima e boa semana!

Sobre o Autor

- Escritor do artigo “The Bottom Line” e Ex- escritor do artigo "One on One". Acompanha Wrestling à 10 anos.

5 Comentários

  1. alexandre - há 1 ano

    ótimo artigo e sem dúvida o edge elevou o cena.
    volte o quadro one one queria ver quem ganharia um one one do edge vs punk

  2. Marques - há 1 ano

    Ver pai e filho ensanguentados e a levar uma tareia daquelas pode ter sido entretido mas também foi um bocado doentio. Eu quando vi o Shane a sangrar pela boca daquela maneira eu pensava que ele tinha alguma lesão interna grave ( das duas uma, ou foi isso mesmo que aconteceu ou então fez um sell espetacular à manobra).

    Aquelas calças da Trish…

  3. The Chosen One - há 1 ano

    Parece ter sido um bom PPV , já vi o final desse main event, é bastante conhecido.

  4. Vitor Oliveira - há 1 ano

    Excelente artigo, muito bom

  5. RFBM - há 1 ano

    Excelente artigo, esse foi um dos melhores PPVs de 2006, teve um bom opener, um Hell in a Cell bastante bom, um dos melhores combates femininos de sempre e um main-event quase excelente.

    O combate pelos títulos Mundiais de Equipas e o combate entre o Carlito e o Orton não foram nada de mais, foram razoáveis. Já o combate entre o Kane e o Umaga foi mau, na minha opinião, são dois wrestlers bastante bons para o tamanho que têm, mas como tu dizes não têm química nenhuma.

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