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The Bottom Line #91 – Wrestling Nostalgia (19)

Olá a todos e sejam muito bem-vindos a mais uma edição do “The Bottom Line”. Na edição desta semana, irei apresentar um novo capitulo da minha fase como mark, onde assistia Wrestling todas as semanas na televisão por cabo. Para quem não percebeu ainda, o meu objectivo é partilhar com vocês algumas das minhas histórias como “wrestling mark”, que durou desde o momento onde comecei a ver wrestling (Novembro de 2004), até ao momento onde comecei a ter acesso á Internet com regularidade (Finais de 2009). Irei dar a entender como eu via wrestlers, certos programas e wrestling em geral durante esta fase, comparando o que eu pensava na altura, com o que eu penso agora.

No artigo desta semana, irei analisar o Survivor Series de 2006, um PPV apresentado pela a Raw, Smackdown e ECW. Vou analisar este PPV, pois penso que possui um card interessante e tem alguns acontecimentos importantes do final deste ano de WWE. Decidi não analisar o No Mercy e o Cyber Sunday, pois na minha opinião, não foram assim tão relevantes que merecessem uma análise. 7 combates, sendo que 3 deles se destacaram mais e que construíram este PPV. O Main Event conta com um embate pelo Título Mundial, entre Batista e King Booker. Depois de 2 oportunidades falhadas de recuperar o título, Batista teria no Survivor Series a sua última oportunidade, ou seja, caso o “Animal” não conseguisse tirar o título a Booker, ele nunca mais teria outra oportunidade. Também de referir que se Booker fosse desqualificado ou perde-se por contagem, o título seria de Batista.

O Co-Main Event é um dos 3 combates tradicionais de Survivor Series anunciados. Num lado temos a equipa de John Cena, o campeão da WWE, que se junta a  Kane, Bobby Lashley, Sabu e Rob Van Dam. Do outro, temos a equipa de Big Show, o campeão da ECW, juntamente com  Test,Montel Vontavious Porter, Finlay e Umaga. Cena nesta altura tinha como Umaga o seu próximo obstáculo para manter o título, enquanto que Big Show estava a assistir o Samoan Bulldozer, tendo também de se preocupar com os Faces da ECW que procuravam destrona-lo como campeão.

Por fim, o último combate de grande destaque neste PPV é outro dos Survivor Series Tradicional 5 on 5. Desta vez, a equipa dos DX, juntamente com CM Punk e os Hardy Boyz, enfrentam a equipa dos Rated RKO ( Edge e Randy Orton), juntamente com Johnny Nitro, Gregory Helms e Mike Knox. Após o Unforgiven, Edge e Orton juntaram forças de forma a acabarem com os DX, que segundo eles, eram a causa do seu insucesso na WWE (depois de analisar acontecimentos passados e rivalidades, eles chegaram a essa conclusão). Assim, a rivalidade entre as duas equipas começou, com o primeiro combate a ocorrer no Cyber Sunday. Os Rated RKO ganharam o combate de forma controversa. Este Survivor Series Match seria mais um capitulo nesta rivalidade que viria a ser longa.

Após falar sobre o build up do evento, vamos ao PPV em si. O primeiro combate é um dos Survivor Series 4 vs 4 Elimination. Temos a Team Legends (Ric Flair, Dusty Rhodes, Ron Simmons e Sgt. Slaughter, com Arn Anderson como Manager) enfrentam a Team Spirit Squad. Esta rivalidade começou a ser construída após o Unforgiven. Sem grandes adversários na divisão de Tag Team, Flair entrou em confronto com o Spirit Squad, muito por este estar envolvido com os DX. Depressa, o problema com Flair tornou-se num problema com as Lendas da WWE, quando alguns futuros Hall of Famers juntaram-se à festa. No Cyber Sunday, Flair e Roddy Piper venceram os Spirit Squad e tornaram-se nos novos campeões de Tag Team. Com Roddy a ter de se retirar devido a um cancro, os dois perderam rapidamente os títulos para os Rated RKO. Porém, a rivalidade entre as Lendas e os Spirit Squad continuou, tendo a sua conclusão, mais ou menos certa, neste combate. Uma das particularidades interessantes neste combate é Arn Anderson marcar presença como manager, ele que muito raramente aparecia na televisão. Outra novidade é a inclusão de Ron Simmons como um membro da equipa. Contudo, Simmons é eliminado em 2 minutos por contagem, pois ele praticamente não conseguia fazer nada no ringue. Com um membro a menos em pouco tempo, o combate continuou com as Lendas a tentarem eliminar membros dos Spirit Squad. Arn, tentando interferir no combate, é apanhado pelo árbitro e é expulso. Do nada, em poucos minutos, as grandes surpresas neste combate desaparecem. As Lendas acabam eventualmente por ser bem sucedidas, ao eliminarem Nicky, depois de um Elbow de Dusty Rhodes.

Mas no espaço de 2 minutos, 2 das lendas são eliminadas, deixando Flair sozinho contra 3 da equipa Heel. Aqui começa a única parte razoável deste combate. Flair elimina os 3 membros dos Spirit Squad, fazendo o último desistir com o Figure 4 (coisa rara) e consegue a vitória, sendo o único sobrevivente. Este combate durou 10 minutos e achei que foi um mau combate. O facto das surpresas desaparecerem rápido, sem qualquer influência, é marcante na classificação. Não só isso, mas o facto de este combate não ter uma grande ideia planeada à partida, condena tudo. Flair elimina 3 jovens, mas o que se ganha com isso? Isto marca uma morte lenta dos Spirit Squad, que em poucas semanas seriam mandados de volta para a OVW.

O próximo combate é pelo Título dos EUA. Chavo Guerrero terminou a sua rivalidade com Rey Mysterio numa edição da Smackdown, ao vence-lo num I Quit Match, lesionando gravemente o ex-campeão mundial. Com Vicky ao seu lado (agora heel), Chavo parecia estar livre de problemas, mas entraria em confronto com Chris Benoit. Benoit regressou no PPV No Mercy, ao vencer William Regal. Em pouco tempo, conquistou novamente o Título dos EUA. Benoit não gostou da forma como Chavo e Vicky se comportaram com o Rey e envolveram-se numa rivalidade. Este é o primeiro combate deste confronto, com o título de Benoit em jogo. É verdade que temos dois grandes wrestlers do ponto de vista técnico, por isso só coisas boas podem acontecer. Porém, este combate não foi nada de especial, ficando-se apenas pelo razoável. O combate não é muito longo, durando pouco mais de 8 minutos, o que não ajudou. Mas na minha sincera opinião, não acho que estes dois tivessem muita química entre si. Porém, gostei do final do combate e que iria prosseguir a rivalidade. Isto porque sem querer, Benoit atinge Vicky com um golpe antes do final do combate. Benoit depois faz Chavo desistir com um Crippler Crossface e mantém o título.

No backstage, Lita faz uma promo antes do seu combate, dizendo que após hoje a sua carreira terminava e que estava feliz por já não ter de ver os fãs da WWE à frente. Quando ela desaparece, os Crime Tyme invadem o seu balneário. Pergunto-me o que será que vai acontecer…

Partimos então para o combate pelo Título Feminino. Mickie James enfrenta Lita, a actual campeã. Após o Unforgiven, Trish termina a sua carreira como campeã feminina da divisão e o título fica vago. Assim, é realizado um torneio para coroar uma nova campeã. A final, ocorre no Cyber Sunday num Lumberjill Match entre Mickie James e Lita. Com batota, Lita vence e torna-se campeã outra vez. Com o passar das semanas, Lita, tendo o Coachman (que na altura era o manda-chuva da Raw) do seu lado, a heel tentaria humilhar Mickie de todas as maneiras. pondo-a em combate em que teria de lutar com uma mão atrás das costas, por exemplo. É depois anunciado um combate normal entre as duas, pelo título, para o Survivor Series. Nesta altura, Lita estava a ficar farta dos fãs, que durante o último ano lhe chamavam tudo e mais alguma coisa. Lita, querendo imitar e ter uma saída ainda mais grandiosa que a Trish, anuncia que no Survivor Series teria o seu último combate e que iria se retirar como campeã. A história está bem construída, mas é uma pena que o combate não tenha sido o melhor. No contexto da divisão, não foi nada de especial e não existia um grande heat com o público. Após quase nove minutos, a Mickie vence o combate e torna-se campeã depois de aplicar um Tornedo DDT. Após o combate, a Lita pega no microfone e insulta os fãs, até que a Tag Team Cryme Tyme aparecem. Eles fazendo a personagem de criminosos do bairro, roubaram coisas privadas da Lita e estavam a vender ao desbarato aos fãs da primeira fila. A parte mais engraçada é quando o JBL tenta comprar umas cuecas da Lita, paga 100$, mas nunca recebe aquilo que pagou. Final de carreira um pouco infeliz, mas para uma heel, um pouco adequado.

Depois de uma entrevista um pouco estranha com Batista, passamos ao próximo combate. E é um dos destaques da noite. Team DX vs Team Rated RKO. Este combate também foi promovido como um regresso único dos Hardy Boyz (apesar de o futuro nos mostrar que isso não viria a ser a verdade). Nesta altura, Jeff é o campeão Intercontinetal, tendo vencido Johnny Nitro. CM Punk já se tinha estreado na ECW à poucos meses, sendo este o seu primeiro PPV na WWE. Ele recebe uma boa ovacção, devido ao facto do evento ser em Philadelfia e um grande número de fãs da Ring of Honor ser de lá. Triple H faz menção a esse facto antes da entrada dos Heels. A única novidade em relação à equipa contrária que ainda não mencionei é Mike Knox, que nesta altura era um dos novos wrestlers da ECW e que estava em rivalidade com Punk. Ele trás consigo a sua “namorada”, Kelly Kelly, que nesta altura com apenas 19 anos encontrava-se na companhia. A campainha toca e logo sem tempo para respirar, HBK aplica um Super Kick em Knox e elimina-o logo. De forma a mandar uma mensagem à WWE sobre se Mike Knox estava a “funcionar ou não”, Michaels pergunta aos seus companheiros: “Quem era aquele tipo?”. Acho que a WWE percebeu a mensagem. De seguida, HBK e Nitro lutam entre si, e o combate começa a animar. Finalmente existe mais do que um heat mediano no quarto combate do card. Esta noite não era do Nitro, que depressa sofre grandes moves dos Faces, até desistir num Anaconda Vice, o finisher de Punk. Depois, os heels conseguem um pouco de heat e mérito é dos Rated RKO. Mas não dura muito, pois na vez que Helms está no ringue, a vantagem volta aos Faces e depressa é eliminado. Edge e Orton reparam que as coisas não se encontram nada boas para os seus lados. Eles tentam fugir, mas mais de metade da equipa dos DX vão atrás deles e trazem-nos de volta. Grandes moves em Edge e um Sweet Chin Music eliminam o Edge. Orton tenta fugir novamente mas em vão. Super Kick e um Pedigre ditam o fim do combate e uma “limpeza” completa por parte da equipa dos DX, algo raro na história dos Survivor Series. Foi um “enterro” completo da equipa Heel? Foi sim senhor, mas foi um “enterro” bastante divertido. Em termos de storyline, Edge e Orton mereciam esta “humilhação”, depois dos DX saírem por baixo em quase todas as intervenções anteriores. É pena pelos restantes membros da equipa heel. Em termos de combate foi razoável, mas foi bom entretenimento e este segmento/combate é positivo, na minha opinião.

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No backstage, Mr.Kennedy esta a preparar-se para o seu combate. MVP aparece (falarei dele quando chegar ao seu combate mais tarde) e diz que irá ajudar Kennedy, caso este precise. É notado que o Kennedy tem vaselina na cara, de forma a prevenir a probabilidade de sangrar (o combate é First Blood). Grande psicologia, mesmo antes do combate começar.

Temos então o combate First Blood entre Mr.Kennedy e Undertaker. Tudo começou numa edição da Smackdown, em que Kennedy afirmava que queria ir para a Raw, pois já tinha derrotado toda a competição da brand azul. Teddy Long aparece e afirma que existe uma pessoa que ele ainda não defrontou e esse é Undertaker. É então marcado um combate entre os dois no No Mercy. Kennedy vence o primeiro embate, depois de Undertaker se desqualificar. Kennedy, sendo um fala barato, viria a desafiar o Taker para mais um embate, mas Long mudou-lhe uns planos ao fazer do combate um First Blood Match. Antes de sequer o combate começar, Kennedy mostra uma cara de concentração que nunca se tinha visto na sua personagem até então. Psicologia muito boa mais uma vez. Este é o típico combate do Undertaker, mas com a particularidade de se ter um heel que se adaptou ao Deadman e que cada vez mais leva o combate a sério contra o Taker. A uma certa altura, Kennedy sofre um Big Boot e vai para fora do ringue. Este repara que está a sangrar do nariz e tenta esconder do árbitro. MVP aparece com uma toalha e limpa o sangue ao Kennedy. Quando parecia que isto se tornaria um Handicap para o Undertaker, MVP manda Kennedy para dentro do ringue, traindo-o. O combate continua com o Taker na ofensiva. O final do combate ocorre quando MVP atinge, sem querer, Taker na cabeça quando queria acertar no Kennedy. O Deadman fica a sangrar e Kennedy ganha o combate. Após o combate, Kennedy volta ao seu modo convencido, mas Taker recupera o Heat e aplica o Tombstone. Acho que este foi um bom combate, muito pela psicologia do combate, apesar do público não se ter apercebido. O Mr.Kennedy, nesta altura, estava a melhorar bastante e a tornar-se em alguém viável para atacar o Main Event no futuro.

Temos agora o Semi-Main Event. O último combate promocional da noite entre a Team Cena e Team Big Show. Faria mais sentido se fosse Team Umaga, mas percebo o facto de quererem um nome “maior” para representar a equipa como capitão. A ECW uma semana após este PPV, teria o December to Dismember, e este combate é utilizado também para promover o Main Event desse show. De referir que Bobby Lashley mudou-se para a ECW à pouco tempo. Quanto à equipa de Show, existe um novato na equipa, sendo ele MVP. MVP estreou-se no roster principal no No Mercy. Apelidado de o lutador mais valioso da Smackdown, a Gimmick de MVP era a de prometer muito, mas no final pouco mostrava, defrontando de inicio só jobbers. Porém, isso mudou rapidamente, tendo entrado em rivalidade com Kane. Este é o combate do card onde as eliminações menos importam mencionar. Bem, algumas são importantes. A primeira e a mais importante ocorrer antes de se completar um minuto de tempo de combate. Umaga ataca o Cena fora do ringue e desqualifica-se. Isto é bem pensado, pois a rivalidade entre os dois continua e porque não magoa Umaga, que ainda se encontrava invicto na altura. O resto do combate é um pouco esquecido até restarem 2 membros em cada equipa. De um lado, Cena e Lashley. Do outro, Show e Finlay. Os heels bem tentam, mas o trabalho de equipa dos Faces é mais forte e elimina os dois heels. Vitória da equipa Face. Dos 3 combates de Survivor Series, este acaba por ser o menos interessante, apesar de não ser o melhor. Foi razoável, mas algo previsível. Este tipo de resultado podia ser possível hoje, bastando apenas trocar Lashley por Reigns.

Finalmente, chegamos ao Main Event e à suposta fim de rivalidade que já dura desde o Verão. Batista vs King Booker pelo Título Mundial. Batista ataca Booker antes deste entrar no ringue. Isto mostra que o combate é de vida ou de morte para o Animal. O que dizer do combate? Bem, nada que eu já não tenha dito na minha análise ao Summerslam. Este é capaz de ser o melhor combate dos dois, mas não chega ao patamar do “bom” na minha opinião. É decente, mas desde o inicio que os dois mostravam que não tinham química entre si. Os estilos não combinavam e ambos os wrestlers precisavam de ser carregados. Por um lado, o Batista já não era o mesmo desde a lesão e levaria ainda tempo para recuperar a sua “chama”. Por outro, Booker estava numa fase da carreira onde também precisava de ser carregado algumas das vezes. Também não gostei particularmente do final deste combate. Batista usa o título na cara de Booker para conseguir o Pin e a vitória, depois do heel tentar fazer o mesmo sem sucesso. Percebo a história, mas acho que ficaria melhor se Batista vencesse com o seu finisher. Se à algo de positivo neste combate é o storytellling (o que conseguiu existir) e o facto de se ter novo campeão e de abrir portas para a divisão Heavyweight (Booker não tinha praticamente adversários face na brand azul).

Concluindo, este PPV até podia prometer no papel, mas em execução, não foi bem assim. Penso que isto tem haver com muitas das decisões tomadas durante os combate. Também o facto de alguns combates terem sido algo curtos, quando tinha potencial para serem melhores, se dado mais tempo. O combate entre Taker e Kennedy foi o melhor do PPV, apesar de não ter deslumbrado. Mas é positivo, juntamente com o Team DX vs Team RKO. Os pontos mais negativos do evento é o Legends vs Spirit Squad e o combate da divisão feminina. Se tivesse que dar uma classificação de 1 a 10, daria um 4.5 ou um 5. Apesar de nada ter sido deslumbrante, recomendo o “enterro” (caso gostem disse tipo de coisa) e o First Blood (pela psicologia). Da minha parte é tudo, até uma próxima e resto de uma boa semana!

Sobre o Autor

- Escritor do artigo “The Bottom Line” e Ex- escritor do artigo "One on One". Acompanha Wrestling à 10 anos.

3 Comentários

  1. RFBM - há 1 ano

    Óptimo artigo, quanto ao PPV, não me deslumbrei, por isso de 1 a 10 era capaz de dar um 4. Destaco obviamente o combate entre o Taker e o Mr. Kennedy, que embora não tenha sido bastante bom, foi bom. O combate entre o Benoit e o Chavo esteve quase ao nível do anterior, mas como referiste estes dois não têm muita química entre si.

    Team DX vs. Team RKO foi digamos, aceitável, mas muito divertido e o main-event, acho eu, foi o combate possível entre estes dois na altura. Não gostei dos outros combates Tradicionais do Survivor Series, porque acho que não tiveram muito interesse. Talvez o combate feminino tenha desiludido um pouco, visto que no ringue estavam nomes como Lita e Mickie James.

    • Rúben Rosa - há 1 ano

      Uma coisa que tenho reparado ao rever estes eventos é que a Mickie, nesta altura, não era tão boa in-ringue como eu pensava. Acho que vou ter de esperar até 2007 e 2008, em rivalidade contra Melina e Beth Phoenix, para ver o melhor dela

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