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The Death of TNA #4 – General Managers (1)

Olá portugueses e brasileiros de meu coração, estava aqui eu a procrastinar por mais uma vez enquanto pensava no tema deste capítulo. Ao rever o show da semana passada me deparei com o segmento final onde Matt Hardy grita com Dixie sem essa fazer merda alguma. Logo, eu pensei: Pronto, aí esta! A culpa de a TNA estar um caos é porquê não há autoridade. Wrestlers a marcarem seus combates, porradaria nos six-sides e até pernas de plástico em mãos de um World Class Maniac. Podemos começar este artigo descrevendo o que é uma autoridade hoje no wrestling business: é o cara que marca combates, resolve uma ou outra treta com o seu poder e que deixa as storylines se resolverem entre os protagonistas em vez de se meter no meio. Ao longo dos 4 anos em que Dixie tornou-se um personagem para a televisão, houveram inúmeras autoridades à mandarem e desmandarem, e é isso que iremos explorar hoje.

Por anos na TNA houve um título desconhecido por muitos, mas que já foi por mais vezes defendido que tantos outros, o TNA Management Championship. Era uma bela noite de Bound For Glory e algumas tretas já estavam armadas. Abyss, ainda relevante na época, havia brutalizado RVD com a sua Janice e em consequência ele fora demitido e RVD sacado do Bound For Glory, por não poder defender o seu World Heavyweight Championship. Entretanto, contudo, todavia, Dixie, influenciada por Hogan e Bischoff, haveria de assinar um contrato ditanto ali que Abyss seria recontratado para enfrentar RVD no Bound for Glory, o mesmo que não poderia defender o title por estar quase morto no hospital… No main event Jeff Hardy, Mr. Anderson e Kurt Angle iriam se degladiar para descobrirmos o novo campeão, porém com um screwjob de Hogan-Bischoff, Jeff Hardy terminou o show ‘standing tall’.

No iMPACT Wrestling seguinte, com todos os famigerados heel-turns feitos, Bischoff revelou que Dixie não havia assinado um contrato para Abyss competir, e sim que os seus direitos como presidente haviam ido diretamente para Hulk Hogan. E o que é mais chocante nesta história? Dixie, aparentemente, não sabe ler e portanto é uma idiota. A primeira era de Hogan como General Manager, foi usada principalmente para enaltecer a stable Immortal, e claro, prejudicar a imagem de Dixie. Treta lá, treta cá, Dixie retornou no ReAction e disse que havia um processo contra Hogan e que até lá ele estaria suspenso. No final, Hogan venceu o processo e continuou com o seu poder e Dixie continuaria com a cara de taxo por mais algumas semanas – afinal, está é sua gimmick. A aquela altura, Hogan e Bischoff tinham controle majoritário da TNA e comandavam duas stable. Houve-se um barulho: Bang! Bang! Mick Foley retornou para atrapalhar os planos da dupla, sendo o novo Network Consultant… por 3 semanas. Puro desinteresse por parte dos writers, que preferiram sumir com Foley e começar a construção do main event para o Bound for Glory entre Sting e Hulk Hogan. Tenho de dizer que foi uma história até que interessante, levando em conta que o espectador da época fosse um fã da outrora número um, WCW. No final do combate Sting continuaria campeão e os poderes de Dixie haviam voltado para a mesma.

Naquela mesma noite de Bound For Glory, Hogan e Sting juntaram-se para derrotar os Immortal, tornando Hogan um babyface novamente. Dixie Carter finalmente era a presidente da TNA, porém, como a sua gimmick consiste em ela ser uma idiota nos termos do negócio, os seus poderes logo passariam adiante. Na semana seguinte foi anunciado que Sting estaria no controle da programação. A sua passagem não obteve grandes destaques em termos de storylines, mas foi muito positiva em tira-lo um pouco do ringue para dar destaque a novos talentos (ao contrário de Hogan). Em destaque, o primeiro reinado de Bobby Roode como World Heavyweight Champion e a sua longa feud com James Storm. Depois de algumas aparições esporádicas em dezembro de 2011 e fevereiro de 2012, Sting decidiu largar a sua posição e nomear nada mais nada menos que Hulk Hogan como a nova autoridade. Por mais uma vez, Dixie foi feita de idiota.

A segunda parte da Hulk Hogan Era começou em meio a ascensão dos Ace’s and Eight, que foram talvez um dos grupos mais trabalhados da TNA. Sting fora atacado por três homens mascarados em meio ao seu discurso de introdução ao TNA Hall of Fame. Em julho de 2012, os Ace’s and Eight atacaram Hogan levando o então General Manager a entrar de cabeça na storyline. Sim, o mesmo erro praticado duas vezes pela TNA, colocar a sua figura de poder aprofundada em demasia em suas storylines. Em Dezembro do mesmo ano Hogan descobriu que Bully Ray estaria de namorico com a sua filha, Brooke Hogan, levando a sua suspensão inderteminada. Porém, quando Bully salvou Brooke de um sequestro dos Ace’s and Eight este foi trazido de volta. Para coroar este belo romance nada melhor que um casamento. Não um casamento qualquer ora pois, mas sim um casamente de wrestling, daqueles que nunca tem um final feliz. Ao meio do segmento, Taz, um dos padrinhos de casamento, tiraria o seu colete revelando ser um dos membros dos Ace’s and Eight e comandando um ataque a todos no ringue. Vale lembrar que Taz não pode realizar sequer um bump, pois está lesionado desde os seus dias de WWF. Foi posto na storyline apenas para ser o heel commentator, lembrando-nos da decadência da NWO. A treta estava feita, Bully Ray recebeu a benção de Hogan para enfrentar Jeff Hardy pelo World Heavyweight Championship no Lockdown. Mal esperava Hulkster que este lhe faria um grande swerve. Ao meio do combate os Ace’s and Eight, com figuras já reveladas como: Garrett Bischoff, Wes Brisco, Devon, DOC, Knux, D’Lo Brown e Mr. Anderson, invadiram a cela. Todos pensaram que mais um main event seria estragado em um No Contest, mas hei que o herói Bully Ray pega o martelo, vira-se contra Jeff e nocauteia-o para vencer o combate. Enfim, main event estragado na mesma (sou fã de vitórias limpas, crucifiquem-me).

Nas semanas que se seguiram Sting e Hogan trocaram acusações pela ascensão dos Ace’s and Eight ao posto máximo da TNA. Tudo indicava um novo heel-turn de Hulk e a história se repetindo. De uma hora para a outra Hogan e Sting resolveram se dar bem e na semana seguinte este recusou a proposta de Dixie para ser o seu parceiro no controle da companhia. Esta foi a última aparição de Hogan na TNA desde então, e também a última grande personalidade a ocupar o posto de autoridade. Mas e as outras autoridades desde 2014? Não me esqueci delas jovem padawan, mas vamos deixar para o próximo artigo, pois fortes emoções estão por vir. Um abraço! Parabéns ao wrestling.pt pelos 10 anos!

TNA Impact Wrestling Review (09/02/16)

Pontos Altos:

– A crowd da TNA esteve em grande neste show, pena que a crowd americana não se porta assim em Orlando. Fora que é bom para a TNA, pois conseguem uma boa grana.

– O combate Mosnter’s Ball marcado para o episódio do dia 16 será provavelmente um Must-See. Bom para balançar a tag team division que estava um pouco parada.

– Mais uma prova de que a TNA sabe distribuir funções para quase todos na TNA. O retorno de Grado foi bom de ver, pois este pode ficar a distrair outros talentos, como Eli Drake. Só não entendi a razão de este não ter entregado o papel para Billy Corgan, visto que tinha alguns segundos antes de Eli Drake e a segurança chegarem.

– Kurt Angle está por se despedir da TNA, mas ainda assim consegue dar grandes combates como o contra Drew Galloway. Ambos homens saíram fortes do embate, principalmente Drew, que venceu Kurt Angle em UK. É bom ver a TNA a construir um talento.

Pontos Baixos:

– Eu já disse aqui que Trevor Lee não lembra-nos em nada um lutador da X-Division. Personagens que não façam nada e agem como retardados já estão ultrapassados. Precisamos ver uma nova faceta desde gajo que caiu de paraquedas pelo título, tirando oportunidades de bons nomes como DJ Z e Rockstar Spud, que já se encontram lá faz um tempo.

– Vamos falar sobre o segmento entre Matt Hardy e Dixie Carter que me levou ao tema de hoje. Dixie Carter começou o seu papel na telinha como uma idiota que confiava em incompetentes. Passou a ser uma especie de Stephanie McMahon da TNA, e com sua mão de ferro acabou “traída” pelos membros do roster, sendo colocada contra uma table por Bully Ray. Em seu retorno se demonstrou extremamente sem sal e com aquele mesmo papo de Hogan para Scott Hall e Sean Waltman de que deveriam fazer as coisas de maneira diferente. Nesta semana Big Money Matt falou e gritou para Dixie demitir EC3 e ela simplesmente fez nada! A única pessoa que pode colocar ordem na bagaça fez exatamente nada. Eu não sei se ela pretende algo para a sua personagem, mas se nem o World Heavyweight Champion berrando aos seus ouvidos lhe fez tomar alguma atitude, eu não sei o que irá acordar essa mulher.

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2 Comentários

  1. TNA Best Wrestling - há 10 meses

    Bom Artigo com relação ao Trevor Lee vou esperar mais um pouco dps da feud com Uno terminar espero que enfrente Andrew Everett.
    Sobre GM para mim falta alguém nesse papel na TNA que fosse bom em Mic Skill e poderia ser alguém que não tem passado no wrestling.

  2. RFBM - há 10 meses

    Bom artigo. Conheço o Trevor Lee já desde os tempos da PWG e sempre me pareceu um lutador que casava (não perfeitamente) com a X-Division, gostava muito da sua equipa com o Andrew Everett na PWG, quando o seu reinado acabar poderia ser uma boa solução para a divisão de Equipas.

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