The People’s Elbow #34 – Desejos Para o Ano Novo

Ora viva, estimados leitores! Chegada a última edição deste ano está na hora de fazer um balanço e a projecção do que poderemos esperar no mundo dos desportos de entretenimento daqui para a frente. A análise que farei terá doses de consciência e alguns desejos pessoais de difícil realização. Será, portanto, um artigo mais liberto este que vos aparecerá de seguida.

Depois de reter com sucesso o seu título da WWE no Survivor Series contra Big Show, o seu rival e campeão mundial dos pesos pesados John Cena sugeriu que houvesse um único campeão indiscutível, a 25 de Novembro. Com isto, houve um combate pela unificação dos títulos no TLC, onde Orton derrotou Cena, a 15 de Dezembro, criando o WWE World Heavyweight Championship.

Sendo quase impossível que o senhor “Hustle, Loyalty and Respect” se contentasse com o segundo maior título da companhia e que se lhe pedisse que o reerguesse, esta volta do Undisputed Championship cheira a obrigação. Assim como uma equipa de futebol com um avançado na área tem de jogar para ele, Vince e seus súbditos encarregam-se de fazer o mesmo em torno da sua cara bonita, dependendo dele e mexendo no que for preciso para que ele “concretize as situações de golo”. Para alguém que nunca desiste a uma submissão e que, por causa disso, fez Daniel Bryan escolher uma joelhada como golpe final para que pudesse perder, não é novidade nenhuma nem choca ninguém…

Quando Cena voltou duma operação e foi destacado como candidato ao cinto do mexicano aristocrata, muitos pensaram que ele pudesse abanar esse título e valorizá-lo, pondo-o até a defendê-lo em diminuição física e a ganhar o confronto com Damien Sandow. Pelos vistos, essa valorização não constava do “bloco de notas” dos “dirigentes”, a razão para ele estar sobre o ombro de quem estava era porque isso garantia motivo para confrontar o campeão soberano. Não era fácil olharmos para esses dois campeões e não acharmos que os títulos estavam trocados, Cena tem cara de “WWE belt” e essa foi a vantagem para assumir mais um desaguisado com Orton.

Não julgo estar aqui a fazer uma tempestade num copo de água só porque foi a víbora que saiu do PPV com os dois cintos, porque o que se passou foi algo grave e que mostra dependência e subserviência devido a objectivos financeiros. Nem o atleta recuperou e repousou como deve ser, nem Damien Sandow retirou o proveito que merecia, sendo o mais penalizado com esta decisão, visto que podia ter ostentado um título que, ficando com quem ficou, deixou de existir.

Duvido que mais alguém tivesse poder dentro daquela empresa para invocar uma unificação. Tenho pena do “Salvador Intelectual”, a quem prevejo um outro título qualquer como compensação. Expresso a minha vontade de que o Apex Predator vá à WM com o novo campeonato e que lute contra o vencedor do RR, que na minha opinião seria ou Punk (para um tira-teimas da WM de há uns anos) ou Daniel Bryan (voltando tudo ao ponto de partida). Não sei se quando a história da corporação acabar (o que deve coincidir com a perda do título da “face da WWE”) esta união dos cintos perdurará, se tal ocorrer acaba-se com a hipótese de escolha do vencedor do RR (a menos que queira lutar pelo USA ou Intercontinental title, o que não faz sentido) e o MITB passa a ser unicamente por uma mala, abrindo novamente as WM.

Eu penso que com esta medida ficamos com um main event mais restrito e um mid card mais competitivo. Potenciais number one contenders aos títulos inferiores (que podem beneficiar com a existência dum título absoluto) serão ADR, Curtis Axel, Damien Sandow, Dolph, Fandango, Justin Gabriel, Miz, Kofi, Truth, Sheamus, Wade Barrett e Tyson Kid, sabendo-se que daqui também se pode contar com eventuais competidores ao agora título exclusivo aos maiores da indústria.

Em Novembro, Big E Langston recebeu uma luta pelo título Intercontinental de Axel, derrotando-o e retendo no Survivor Series, começando depois uma feud com o number one contender Damien Sandow, contra quem reteve o título no TLC. Sendo eu um apreciador das suas qualidades que, quanto a mim, ainda não foram todas expostas, muito me agradou que tenha tirado o campeonato ao antigo protegido de Paul Heyman, que estava a definhar e que se adivinhava que perderia algo mais que o seu manager.

Creio que, mais tarde ou mais cedo, será mesmo o segundo homem a falhar o cash in o próximo detentor deste título, com o qual poderá ter o face turn de que se fala para rivalizar com ADR ou Miz. Permanecendo vilão, Sheamus, quando retornar, pode começar por aqui. Será mau demais se não se aproveitar o apagamento do World Heavyweight Championship para começar a criar histórias válidas para os outros títulos. Se continuar como de costume, veremos combates sem razão prévia com os intervenientes habituais – Kofi, Dolph, Truth, Tyson Kid e Justin Gabriel.

Dean Ambrose é há muito tempo o campeão dos EUA, facto que poderá mudar em 2014 e que depende duma quantidade de situações, principalmente o final de vida dos Shield, de onde não duvido que Roman Reigns sairá como uma espécie de Batista na Evolution. Este é mesmo aquele que eu destaco como possível futuro possuidor do título de Dean, caso a facção faça as malas nos primeiros meses do ano que aí vem. Se o desmantelamento da stable se der já com Dean destituído do seu reinado, gostaria que fosse Fandango, impulsionado por uma viragem para face, a conquistar esse privilégio.

A WWE tem vindo a adiar a alteração de postura do bailarino, que desde cedo começou a ser ovacionado. Vitima duma lesão que o impediu de ganhar o Intercontinental Championship, seria uma prenda merecida. Certamente veríamos bons combates se fosse, por exemplo, o veterano Christian a voltar e a pegar no cinto, mas, com todo o respeito e admiração que lhe tenho, prefiro um superstar mais recente.

Nas divas, onde o foque é a campeã AJ, não acho que possa haver um aumento de qualidade, a não ser que a promoção de Paige se concretize rapidamente. Um conflito entre elas as duas, seja quem for o quê, seria bastante agradável de assistir. Podia-se usar a idade da actual NXT para a juntar a AJ e daí sairiam muitas hipóteses para desenvolver storylines. De inicio, AJ podia ajudá-la e, ao aperceber-se de que a sua “aluna” é exemplar, faz tudo bem e tem bons resultados, revoltar-se e batalhar por ser a diva número um novamente. Por outro lado, podia ser Paige a traí-la quando tivesse alcançado o conforto desejado dentro da empresa, não precisando mais da tutora.

Podia acontecer também Paige surgir do nada numa luta de acesso à candidatura pelo título e sair number one contender. A campeã rir-se-ia com base na pouca idade da adversária, ao que esta contra atacava, declarando não ser muito mais nova que ela e ter passado anos a treinar para agarrar o seu lugar.

De resto, as poucas boas lutadoras que sobram são Natália (que teve um ano ruim, com alguns falhanços em ringue e com pouco carisma e promos), Tamina (que tem vocação para vilã e de quem eu espero mais), Alicia Fox, Layla (que dá conta do recado), Naomi e Cameron. Por minha vontade, o cinturão não muda de mãos nos próximos tempos, porém, há aqui quem seja capaz de usufruir dele.

A divisão de Tag Team está bem e recomenda-se, acredito que não faltam sucessores aos irmãos Rhodes ou mesmo rivalidades que se possam criar sem o título à mistura, que é o que tem sido a desgraça de muitas que nunca o ganharam. As facções servem aqui o propósito de ceder membros à divisão e, depois dos Shield, serão Rowan e Harper dos Wyatt os seguintes a provarem a sensação do ouro aos ombros.

Tal poderá levar a um último confronto entre as stables, pois nenhum de nós quer que uma termine sem uma disputa oficial entre elas. Não tem de haver turn para nenhuma, ambas funcionam como são e as características poderiam perder-se. Basta que os Shield vençam alguma eliminatória para serem candidatos ou que a conquista dos Wyatt desperte esta ânsia por um confronto.

Uma coisa é certa: o duelo de irmãos originar-se-à através da perda dos cintos. Cody contra Goldust pedia-se ainda este último era frequente habitual da casa. A sua inclusão aquando da feud de Cody com Booker T não deu em nada, somente numa interpelação em ringue. Eis que este ano os irmãos formam um par e têm direito aos Tag Team Titles! Tendo sido do agrado de Cody, após não ganhar a mala no MITB, para Goldust terá sido ainda mais, com os anos disto que leva, dos quais uns quantos sem fazer nada de relevante. Colou-se um bocado às costas do irmão neste regresso que se prevê temporário e derradeiro, mas tem-nos presenteado com óptimas exibições e uma forma admirável, mostrando o que andámos a perder com a sua retirada dos grandes cenários.

Esta foi a maneira arranjada para nos darem o esperado combate na WM: primeiro juntam-nos, satisfazendo-lhes a vontade legitima de trabalharem juntos, depois irão afastá-los para que se possam desentender. Não sei quem será o heel, talvez os Hardy possam ter peso aqui. Passo a explicar: Goldust poderá ser o Matt, o mais velho que vive à sombra dos êxitos do outro e de quem ninguém se lembra, querendo demonstrar que é o melhor acima de tudo. Por outra via, Cody pode-se queixar de Goldust se ter pendurado à fama dele e não o querer mais perto de si. Deixo isto a quem de competência, aguardando por um grande espectáculo no Biggest Stage of them All e, calculo, uma despedida para o mais velho.

Os Real Americans seriam eventuais candidatos caso não fossem uma equipa com pouca expressão no panorama desta divisão. Está-se a construir muito mais Cesaro, que vai obtendo estofo, do que uma parelha que esteja disposta a lutar pelos títulos, sendo um pretexto para a reviravolta do suíço. Ele é outro que me parece estar a caminho dum face turn, ele que já pede apoio e reacção ao seu Giant Swing, que espero não ser um substituto do Neutralizer. Jack não entra nas contas depois de desperdiçar chances e pisar o risco com substâncias proibidas. Gosto imenso do Colter e era bom que ficasse como manager doutra pessoa (ou só do Jack) ou ir para os bastidores orientar aquilo com o Paul Heyman. A separação está eminente e não deixará saudades, cumprindo a missão se Cesaro vingar a partir daqui.

Brodus Clay e Tensai, no sentido inverso, podem sofrer uma revitalização com o heel turn que se anuncia, ambos são bons lutadores, daqueles que não incomodam ninguém quando bem utilizados. Húnico e Camacho estão por um fio, com o primeiro a vestir o fato de Sin Cara. A minha preferência era que marcasse pontos por ele mesmo, porque melhor que o verdadeiro toda a gente sabe que é, mas mais vale isto do que nada. Punk e Daniel Bryan juntaram-se com um interesse em comum, mas bem que podiam apostar, se não neles, noutras ligações entre os maiores da empresa.

Ryback e Curtis Axel começam a receber aquilo que merecem, isto é, menos atenção. Desde que se vá poupando tempo de show com os dois a surgir duma vez, não há problema. Os Prime Time Players e os Usos serão aqueles desfavorecidos a quem é concedida uma ou outra oportunidade, sem que a levem de vencida. O incremento de credibilidade nas duas foi um dos pontos altos deste ano e não ficava nada mal a continuação desse projecto com a atribuição do título a qualquer uma delas, que tem o valor suficiente igualmente para realizar um heel turn quando for preciso.

Os 3MB, Los Matadores, Truth e Xavier Woods estão lá mais para divertir do que outra coisa e, tirando estes últimos por terem um estreante, não os consigo ver como assumidos candidatos. Com semelhanças e diferenças estão Tyson Kid e Justin Gabriel – os International Airstrike – a quem nunca foi dada atenção e que combatem maravilhosamente. A vinda duma lesão e casamento de Tyson colocam Justin Gabriel em perigo e um futuro como equipa mais afastado.

Outras fusões mais ou menos óbvias poderiam ser ADR a Ricardo Rodriguez, Big E a Mark Henry, Curt Hawkins a Zack Ryder, Kofi a Evan Bourne. HHH apoia a formação de equipas entre aqueles que não estão a fazer nada e, se assim podem recuperar as carreiras, é algo a não fechar os olhos. Para não falar que varreria o mid card e abriria portas a quem saltará do território de desenvolvimento sem que haja recurso a despedimentos.

Dentro do balneário, alguns dos nossos favoritos estão pelas ruas da amargura. Mesmo sendo complicado que suceda na realidade, vou aqui exigir alguns pushs. Alex Riley está na mesa de comentadores a fazer o quê? Reformou-se? Está a descansar a seguir a anos de muita competição? Ele pode ser bom a falar, então porque não ele voltar a fazê-lo dentro de ringue? E, não querendo pedir muito ou abusar, que tal ocorra antes ou depois dum combate? Não sei, digo eu, esta é a minha ideia… Uma coisa é pertencer a uma determinada parcela do plantel, outra é ser totalmente afastado da sua profissão.

Curt Hawkins é talvez um dos maiores mistérios do Pro-Wrestling. Porque diabos não pegam neste homem, lhe enfiam uma personagem e o põem a lutar? Está bom para o Zack Ryder, só os guionistas é que não vêm que está tudo a favor deles voltarem a ser uma equipa. Se tiram da cartola duplas por dá cá aquela palha, porque não fazem o mesmo com eles? Estes até têm uma explicação que se entende.

Drew McIntyre está de castigo desde quando? 2011? Não chega? Tirem-no dali e acabem com aquilo. Não digo que ressurja como Chosen One, mas as pessoas têm saudades de ouvir a Broken Dreams. Encaixa perfeitamente no “meio da tabela”, para não pedir mais. Um caso a rever e com alguma urgência.

Sin Cara (Húnico) pode vir a ter participação activa no próximo ano. Não sei o que é feito do outro coitado, deve estar lesionado ou ter sido afastado, sei é que esta mudança de actor pode fazer muito bem ao carachter e quiçá salvá-lo, bem como mete um fabuloso lutador de novo em acção. Com ele a desempenhar o papel, quem sabe se não temos Rey contra Sin Cara? É que se o querem é para breve.

Quanto aos regressos e contratações, muitos deles estarão guardados para o RR. RVD voltará para mais 90 dias de trabalho e, podendo ter sido melhor usado nos primeiros meses, estou à espera que continue a afirmar lutadores e a ganhar combates de exibição, sem desprestigiar ninguém. Christian pode-se inserir na disputa pelo USA championship, algo mais é pouco plausível, e elevar talentos ao topo como ele sabe. Evan Bourne está inactivo há anos, do meu ponto de vista só fará falta para reunir os Air Boom. Sheamus virá com pujança, resta saber se como heel (pretendido pelos fãs) ou como estava. Eu tenho medo que volte com o visual daquela foto em que tirou a barba e estava com uma boina e roupas de menino bem comportado, parecia um hipster e a WWE pode pegar nisso que está na moda.

Undertaker é esperado para retornar na altura da WM e os oponentes que podem acrescentar alguma coisa à streak são Kane, John Cena, Brock Lesnar e Chris Jericho. Com o Dead Man a não aguentar com Lesnar e Y2J a vincar o motivo das suas idas e vindas com a projecção das camadas jovens, sobra o Devil’s Favourite Demon e o líder da Cenation. Para acabar a carreira, Kane seria o eleito. Para promover um frente a frente lendário, Cena seria o ideal.

Estando confirmado o regresso de Batista a 20 de Janeiro, espero que não seja para vencer o RR. Estou convicto que o main event ninguém lhe tira, mas, em troca, que beneficie alguns superstars nas feuds que for tendo. Ele até pode enfrentar Randy Orton pelo título, mas na WM parece-me demais. Ele tem 44 anos e está de regresso após não singrar no cinema e nas lutas da pesada. Deve ter andado a besuntar-se com Clearasil, pois a PG não lhe fará comichão…

Não acredito que Bill Goldberg aceite negociar no mínimo uma aparição na WM, ele está com 46 anos e há 10 longe das lutas profissionais. De todos os referidos é o que tem menor probabilidade de acontecer. Também para enfrentar o seu “sósia” mais vale estar ocupado com o que faz agora, que muito me orgulha.

Hogan vai regressar ao “planeta natal”, presumo que para um debate aceso com os Real Americans no maior evento do ano. Ele tem, para todos os efeitos, gosto pelo ringue, e um combate ainda aceito. Se, num dado momento, fizesse o heel turn, eu punha-o a competir com Cena.

Abreviando um pouco os derradeiros desejos, quero que no MITB Cody adquira a mala que o posicione no topo onde ele deve estar. Também não me desagradaria que o vencedor fosse Wade ou Drew, mas dada a conjuntura em que eles se encontram o “Dashing” perfila-se como a melhor opção.

Ao longo dos próximos 12 meses, poderemos ter notícias de Adrien Neville, Aiden English, Alexander Rusev, CJ Parker, Chase Donovan, Corey Graves, Richie Steamboat, Ascension e American Wolves.

Há anos que peço que Rey se retire e, pela sua saúde e para não desiludir todos a quem encantou, era bom que o fizesse rapidamente. Esse pode ser o ano das retiradas de Big Show, Goldust, Kane, Mark Henry, HHH e do “Fenómeno”, que não durarão para sempre.

Este foi o meu primeiro ano aqui no Universo, a quem agradeço, juntamente a todos vocês que lêem e comentam semanalmente. Escrever-vos é um passatempo que muito orgulha e continuarei até poder. Um ano grandioso para todos!

Sobre o Autor

- Escritor do artigo “The People’s Elbow”. Nascido a 25/2/90 na margem Sul, fã desta modalidade desde 2009.

2 Comentários

  1. danielLP21 - há 3 anos

    Muito bem, excelente artigo. Estás cada vez melhor.

    Partilho dos teus desejos para 2014 e não compreendo como é que a WWE inventa uma equipa como Ryback e Curtis Axel e não o faz com Zack Ryder e curt Hawkins, que estiveram anos juntos… Sim, o Ryder construiu um pequeno legado com esta personagem e é difícil deixá-la, uma vez que rende algum dinheiro à WWE. Mas se rende à WWE, não lhe rende a ele… Um “heel-turn” e regresso dos Major Brothers (sem ser com este nome, claro) seria o ideal e já havia aqui mais uma equipa para segurar a divisão de Tag Team.

    “Deve ter andado a besuntar-se com Clearasil, pois a PG não lhe fará comichão…” Ahahah, muito bom xD

  2. The Mentalist - há 3 anos

    Não seria mais bonito os Rhodes conquistarem juntos uma vitória na Mania, do que se enfrentarem ?

    Infelizmente parece que não vamos ter esse combate tão desejado entre Wyatt Family e Shield.

    Artigo de primeira classe

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