The People’s Elbow #47 – O Golpe Final

Ora viva! Cá estou eu para mais uma dose de informação semanal com o vosso artigo da Segunda-Feira! A edição de hoje vai ser a mais visual de sempre, pois irei precisar de vídeos e imagens para traduzir aquilo que me propus fazer: mostrar alguns movimentos de finalização que são algo esquecidos aquando da atribuição aos lutadores duma manobra para encerrar as lutas.

Sabendo que a maior empresa de luta livre mundial proíbe certas técnicas por poderem tornar-se ofensivas à integridade física e pela limitação imposta pela sua classificação televisiva, muitas delas podem passar-nos ao lado, para além do mais se apenas assistimos ao produto da companhia de Stanford.

A imposição de regras de salvaguarda de quem actua no ringue é compreensível dentro duma WWE ou TNA, sendo elas o topo da luta profissional.

Se os lutadores acumularam experiência e currículo para lá chegar, arriscando a vida com tácticas que permitissem destacar-se dos outros e ser contratados, para quê massacrarem-se mais com golpes de difícil execução e perigosos agora que estão confortáveis onde queriam?

Os consumidores de música ao vivo sairão insatisfeitos dum concerto que acharam curto, pela pouca entrega no palco da parte dos músicos ou por estes não terem tocado umas canções da sua preferência.

Um nome consagrado, com uma ou outra excepção, entra no recinto, mete o piloto automático, toca o seu cancioneiro habitual, manda uma daquelas frases pouco sinceras de agradecimento, recebe o dinheiro e parte dali para fora.

Num espectáculo de entretenimento, pode acontecer a mesma coisa. A preparação dum combate pode-se cingir à estipulação duma duração curta para não haver cansaço, à sequência combinada de interacção entre os intervenientes igual para não haver enganos, o vencedor pode ser o esperado e a performance ficar a anos luz do desejado.

Isto sucede principalmente porque os artistas são pagos para se deixar ver, eles são figuras públicos que não terão de dar o máximo pela reputação que já alcançaram.

As pessoas vão vê-las e só o facto delas estarem ali vende o evento. Daí que muitos considerem que um dado grupo musical expunha tudo era na garagem e que certos lutadores se tenham esfolado todos num tapete de ginásio. Porquê? Porque ainda não eram ninguém e tinham de chegar lá acima!

Esta é uma situação hipotética e variável, não quero dizer que por alguém estar ao rubro se desleixe e durma à sombra da bananeira.

Numa indústria tão exigente, todos os dias se tem de dar no duro, contudo, a inovação é restrita, bastando comparar o arsenal disponível no circuito independente e aquele que entra nas contas dos líderes do ramo.

Esta foi a parte mais textual do artigo, de seguida apresento o lote de movimentos especiais que escolhi para esta publicação!

Brainbuster é um arremesso em que o oponente é colocado numa posição de vertical suplex, caindo o executante de costas e fazendo o adversário cair sobre a sua cabeça e pescoço.

As variantes são no modo Cradle, Double Arm, Inverted, Jumping, Norther Lights e Running.

Para que este ataque resulte, é exigido que se enfatize o pescoço de quem o sofre, pois se este cair de costas a manobra passa automaticamente a ser um simples Suplex.

Ao segurar o oponente, o executante terá de colocar a mão sobre a sua cabeça e, no acto da queda, fazer sobressair essa zona, alterando a posição vertical para uma dobrada.

Dessa forma, o adversário cai sobre o local pretendido, gerando impacto e veracidade. Os dois colegas terão de ter cuidado na preparação do move, visto que quem o sofre poderá partir o pescoço ou fazer uma concussão, e o executante terá de suavizar a sua própria queda de costas.

http://youtu.be/ngDNvroiF3Q

Widow’s Peak efectua-se numa altura elevada, com o atacante a erguer o oponente numa posição em que fiquem de costas voltadas, com a cabeça deste a ser levantada pelos braços do executante, exercendo pressão na coluna da vítima.

Segurada com os membros superiores do executante, a vítima, para auxiliar ao equilíbrio, encaixará os seus membros inferiores aos do parceiro. As pernas dobradas ajudarão a que caiam de joelhos, permitindo que seja o sofredor a sair com maior dano, dado que estará todo torcido da cabeça aos pés no momento em que for libertado num movimento abrupto.

Desta forma passará por credível, porque dá a sensação que a queda de joelhos ocasiona uma dor crescente, subindo desde as articulações até à cabeça.

A mais famosa utilizadora deste finisher é Tara (TNA).

http://youtu.be/1LBp5w-ZdIc

Saving Grace é um Lifting Inverted DDT usado por D-Von Dudley. Este coloca o antebraço por baixo do queixo do adversário, com o qual aplica a força necessária para o levantar sobre o pescoço e deixando-o cair a uns bons metros sobre o mesmo.

O problema dele é que quando não transmite a noção de que o oponente está a uma altura razoável do solo transparece que ele apenas foi derrubado sem grande rigor ou precisão.

Tem a desvantagem de D-Von ter de se fazer valer quase exclusivamente do braço que põe no queixo do adversário para o levantar, embora se sirva do braço livre para dar projecção nas costas do oponente.

Para resultar, é preciso que ele consiga levantá-lo no ar e deixá-lo cair com estrondo, para isso socorrendo-se das cordas, como visualizamos no vídeo abaixo.

http://youtu.be/yM8aCB89DCo

Curtain Call é quase igual ao exemplo anterior. Foi durante anos o finisher principal de Goldust, que agarrava o lutador por trás, dando balanço com um Reverse Headlock.

Puxando os calções do adversário e flectindo as pernas, tomava impulso para pôr o colega numa área vertical a meio do ar e bem elevado, para que a queda prejudicasse toda a parte de trás do oponente.

A diferença para com o finishing move de D-Von talvez seja a forma mais em “Slam” de deixar cair o sofredor, visto que este cai direito e com o “Saving Grace” fá-lo curvado.

Claro que isto depende da situação em que quer um quer outro apliquem o respectivo golpe e da maneira como quem sofre ajuda a destacar os pontos que os diferenciam.

http://youtu.be/NiH6wrRpVrw

Eye of the Hurricane ou Nightmare on Helms Street é o Spinning Elbow Drop Driver a que o Hurricane Shane Gregory Helms recorria para acabar com as contendas.

Sendo tecnicamente dotado, transformou este ataque em algo excitante, para que muito contribuiu a sua agilidade e rapidez. Ele agarrava a cabeça do adversário por trás, girando e mantendo o cotovelo contra o oponente enquanto este caía.

É uma manobra violenta que leva o adversário ao chão com o peso do cotovelo em cima do peito ou pescoço.

http://youtu.be/fzJcGui1lxo

Complete Shot, também chamado Reverse STO, é quando um lutador segura a cabeça do oponente, colocando um pé à frente deste, fazendo-o tropeçar e embater no solo.

O pescoço do inimigo é apanhado com um braço em forma de dobradiça, fazendo um arco, e as suas mãos conduzem o seu rosto ao chão.

Na versão Lifting, o oponente é levantado, dando mais impacto, tendo sido usado pelo Carlito, enquanto na “Leaping”, o usuário salta e realiza a técnica, usada pelo Gold Standard e pelo R-Truth.

http://youtu.be/J-x60_joLVk

Diamond Dust é um movimento proveniente da terceira corda que começa como Facelock e pode acabar como Bulldog, Jaw Breaker ou Face Buster.

O aplicante sobe ao canto e deixa o oponente de pé no chão, colocando-lhe o ombro sobre a mandíbula e aplicando um Stunner numa cambalhota frontal.

O executante refugia-se na vítima para se proteger da cambalhota, amparando-a quando o queixo daquele lhe toca no ombro. A impulsão aérea torna este movimento vistoso e espectacular.

http://youtu.be/Nh3UrzJu3Lk

Downward Spiral é um Reverse STO que Edge teve como finisher até 2001. É algo atabalhoado para se entender minimamente como se faz, tudo o que se percepciona é um indivíduo a ir de cara ao tapete.

É como que um embrião do seu Edgecution, mas menos nítido e desenvolvido. Serve para uma superstar recuperar fôlego e se restabelecer, podendo aparecer num momento de aflição e quebrando o momentum do inimigo. O combate fica parado uns segundos com esta iniciativa ou pode originar assentamento.

http://youtu.be/9CQHDRFk8js

Gourdbuster é uma simulação de Suplex em que o executante levanta o companheiro no ar e o projecto horizontalmente no ringue, caindo de barriga para baixo.

É um dos meus preferidos e tenho pena que raramente permita a vitória a quem o incluiu no conjunto de técnicas (R-Truth e Cody Rhodes).

Talvez se se encontrar um novo chefia deste tipo de “maneuvers” como fora Goldberg tenha espaço para se consolidar como uma escolha convincente.

http://youtu.be/DJDX1rbwZyQ

Possuo muitos mais moves que vos quero trazer e fá-lo-ei em semanas que não tenham notícias que mereçam artigos sobre elas, abrindo caminho a este género de temas interactivos.

Prometo voltar com isto no futuro, entretanto cá vos espero para a semana com um assunto da actualidade… ou talvez não!… Não experimentem isto em casa, resguardem-se!

Sobre o Autor

- Escritor do artigo “The People’s Elbow”. Nascido a 25/2/90 na margem Sul, fã desta modalidade desde 2009.

9 Comentários

  1. GonRodri - há 3 anos

    Excelente artigo Miguel :)

    Sao todos finishers excelentes, mas o Gourdbuster n é finisher do Cody e nunca foi, ja foi so um signature

  2. Don_Ricardo_Corleone - há 3 anos

    Para mim um bom finisher deve ser realista, ou seja, aplicável na vida real o adversário ficaria mesmo KO, ou então provoca uma dor tão grande que o adversário desiste num combate real. Se poder ser rápido melhor ainda. Os que exigem muita preparação devem ser precedidos de um bom sgnature move que o permita de forma realista. Por isso, entre os piores coloco o do Cesaro, entre os melhores o Spear, apenas como exemplos. Além disso, convem não “aleijar” tanto quem sofre como quem faz como aqueles de salto da terceira corda. Desta lista só gosto do Brain Buster e do Complete Shot, mas mesmo assim, o primeiro é daqueles que exigem um bom signature move que torne realista que o adversário fique na posição de suplex o tempo suficiente que permita executá-lo. Confesso que sempre vi o Widow’s Peak com maus olhos, sempre que o vejo fico: meh.

    Os meus favoritos serão: spear, super kick, gogoplata, fireman’s carry cutter, ankle lock, pile driver (embora exija alguma preparação), brain buster, cross arm breaker, kimura lock, cross face e pedigree.

    • THE_WOLVERINE - há 3 anos

      concordo com sua opinião até certo ponto, pois preferir pedigree ao invés do golpe do Cesaro não faz sentido

      • Don_Ricardo_Corleone - há 3 anos

        O problema é que o golpe do Cesaro é deitar o adversário, não tem credibilidade nenhuma. Já o Pedigree é embater com a cara do adversário no chão com força. Admito que o Pedigree exija um signature move que permita ao executante ter a cabeça do adversário por baixo das pernas sem que este facilmente o contrataque mas no final acaba por ser realista tendo em conta o embate da cara do adversário no chão com toda a força, após um salto, levando com o peso do corpo do adversário em cima.

  3. danielLP21 - há 3 anos

    Icchh, o “Nightmare On Helms Street”… Good times…

    Excelente artigo.

  4. Micael Duarte - há 3 anos

    Bom artigo Miguel.

    O “Brainbuster” é um dos meus “finisher’s” favoritos, especialmente quando feito pelo El Generico (agora, Sami Zayn) ou pelo Austin Aries.

    O “Widow’s Peak”, a par do “Glam Slam”, devem ser os dois “finisher’s” que mais gosto no que diz respeito ao Wrestling feminino.

  5. Antonio Roberto - há 3 anos

    Eu acho o ”The Voodoo Drop” de Roxxi Laveaux/Roxxi irado!!

  6. Ótimo artigo, Miguel ;)

    Sempre gostei muito do Canadian Destroyer e vou deixar aqui 3 dos mais épicos que já pude ver.

    https://www.youtube.com/watch?v=M96_FmnLf4U

    https://www.youtube.com/watch?v=fQl7Xvj0hWg

    https://www.youtube.com/watch?v=PBpvkPRPc5Q

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