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The People’s Elbow #58 – One More Match

Olá, gente! Mais uma semana e novo tema neste vosso espaço das Segundas-Feiras!

A discussão de hoje andará à volta das novidades sobre a situação do “Capitão Carisma”. O futuro do Mister “One More Match” tem sido discutido nos bastidores, devido ao facto de este se retirar constantemente para recuperar. Desta vez, é uma concussão que o atormenta.

A incógnita poderá passar por ele se tornar treinador ou agente, levando-o à reforma. No sentido oposto, fala-se que esta não é a altura ideal e que pode continuar a lutar na TNA quando o seu contrato acabar. Irei esclarecer as suas incidências futuras baseando-me nos seus últimos 5 anos na companhia.

No ano 2009, durante uma entrevista com a presidente da TNA – Dixie Carter – foi confirmado que o seu contrato havia expirado e que ele assinara novamente pela World Wrestling Entertainment.

Reapareceu a 10 de Fevereiro, confrontando o campeão da ECW Jack Swagger, derrotando-o nessa noite, falhando a conquista do campeonato a 24 de Fevereiro, permanecendo Number One Contender a 26 de Abril e vencendo o desejado cinturão. No evento Extreme Rules de 7 de Junho, perdê-lo-ia para Tommy Dreamer.

Não conseguiu recuperar o título a 15 de Junho, sendo bem sucedido a 26 de Julho no Night of Champions, retendo a 4 de Agosto e começando uma rivalidade com William Regal, encontrando-se no SummerSlam e no Breaking Point, com o título a não mudar de mãos.

Nos meses seguintes, defendê-lo-ia contra Zack Ryder, Yoshi Tatsu e Shelton Benjamin, tendo o seu reinado sido quebrado a 16 de Fevereiro de 2010 no episódio final da brand para Ezekiel Jackson.

O “Capitão Carisma” havia-se tornado no atleta a deter o maior reinado como campeão da ECW após a compra desta. A morte anunciada desta reencarnação que durava desde 2006 podia ter feito dele o último possuidor do seu representante material.

Se não gostei da sua primeira “tomada de posse” por ter sido contra um novato que precisava de ser coerente, menos ainda quando o prestigiado troféu falece nos segundos ou minutos que esteve sob a guarda de Ezekiel Jackson.

Os criativos preferiram emular o acontecido com o Campeonato de Pesos Plumas em vez de ofertarem alguma glória tanto ao prestigiante troféu quanto ao seu detentor.

A 22 de Fevereiro, foi anunciado que seguiria para a brand vermelha, não tendo papel significativo até ao seu draft para a marca azul, onde foi colocado num torneio pelo Intercontinental Championship.

No mês de Setembro, uma lesão no músculo peitoral deixou-o de fora durante 6 meses, algo disfarçado numa storyline contra Alberto del Rio.

Retornou no Elimination Chamber de 20 de Fevereiro de 2011, tendo a sua primeira prova física contra o guarda-costas do mexicano aristocrata, Brodus Clay, a 7 de Março, onde obteve a vitória.

A 11 de Março, houve a reunião dos E&C numa Tag Team Match contra Alberto e Brodus Clay, seguida duma Steel Cage individual entre o mexicano e o canadiano.

Na Mania 27, esteve no canto do seu amigo no combate pelo World Heavyweight Championship. Mais tarde, foi derrotado pelo Alberto num combate para Number One Contender.

Depois da súbita retirada de Adam Copeland, Christian seria vencedor duma Battle Royal para determinar o adversário de Alberto pelo título vago, obtendo-o no Extreme Rules.

Inesperadamente, 5 dias depois, perdê-lo-ia para Randy Orton, falhando a recuperação no Over the Limit. Foi Special Guest Referee na defesa da Víbora contra Sheamus, atacando o Assassino de Lendas no final da contenda, tornando-se heel e falhando a captura novamente, no Capitol Punishment.

No Money in the Bank, garantiria o ouro de volta. No entanto, seria por pouco tempo, pois no SummerSlam despedir-se-ia dele numa No Holds Barred.

A 26 de Agosto, o Special Guest General Manager da Raw Bret Hart anunciou que se enfrentariam numa Steel Cage, na qual perderia e terminaria a feud.

O “Guerreiro Celta” seria o seu próximo oponente, numa feud em que perdeu os dois combates no Hell in a Cell e no Vengeance. A 4 de Novembro, ficou impedido de competir por causa duma lesão no pescoço.

A 9 de Novembro, durante a tour europeia, foi posto fora do Survivor Series devido ao seu tornozelo. Voltaria a aparecer em Dezembro no Tribute to the Troops.

O abandono do Rated R Superstar podia ter tido o efeito generoso, mas acabou por ser uma expectativa defraudada. Estava subentendido que não contava para mais do que elevar os títulos secundários ao entrar nos torneios de acesso a eles e servir de ponte para a entrega dos principais.

A satisfação do amargurado Orton gerou mais uma humilhação a Christian e prejudicou Alberto, porque se era para o antigo campeão de equipas andar com o cinto duas vezes em televisão e perder, mais valia que tivesse sido o latino beneficiado e inclusive a sair por cima da feud com o retirado lutador.

Ele poderia gabar-se de ter originado a razão da triste despedida e ter sido mais esperto que o “Derradeiro Oportunista”, talvez criando heat pela sua hipocrisia e sentido de oportunidade.

Por outro lado, Christian poderia alterar a atitude por não ter honrado a chance que involuntariamente o amigo lhe dera e ter ido atrás dela por mais uns meses.

Outra alternativa seria desprender-se de qualquer laço afectivo e ir à guerra por ele, mudando para vilão ao dizer que sem a “Estrela Irreverente” no seu caminho tudo seria mais fácil, que este nunca mereceu o reconhecimento que teve e que agora o público teria ocasião de ver um campeão a sério.

Tentando salvar o face Orton, a feud foi mal distribuída para Christian. Primeiro foi a lengalenga da cortesia e do respeito, com os dois a trocarem galhardetes e elogios pela exibição nos combates.

Estava tudo apontado para que aquela falsa amizade não durasse e lá se proporcionou uma viragem pouco espontânea e calculada fazia tempo.

Depois, da única vez que recuperou o cinto, foi quando a Viper tinha tudo contra si no que toca a qualquer desqualificação. O “batoteiro” e provocador lá levou de vencida sem qualquer crédito, pois quando a balança se voltou a equilibrar, perdeu logo.

Com o usuário da “Celtic Cross” foi vira o disco e toca o mesmo, com duas derrotas e muitas dificuldades para ser credível.

De notar que tanto Orton quanto Sheamus não privilegiaram nada com esta obsessão de enterrar o veterano e, vistas as coisas, foi este que teve o script à sua volta numa toada negativa, quase sem olhar aos que seriam postos ao redor dele. Não foi por certo o confronto com o loiro que acabou com a estagnação e aborrecimento dos dois, sendo por demais visível a sua supremacia em relação a ele.

A 19 de Fevereiro de 2012, voltou após lesão na Elimination Chamber, apoiando John Laurinaitis, que lhe concedeu lugar na sua equipa para o combate de 12 elementos na WrestleMania.

A 26 de Março, lesionou-se uma vez mais, agravando a condição do seu pescoço durante combate com CM Punk, riscando-o do Biggest Stage of them All.

Apesar do contratempo, apareceu na cerimónia do Hall of Fame para a indução do seu amigo Edge.

O seu retorno deu-se no Over the Limit, onde recebeu uma “Title Match” à sua escolha: ou pelo Campeonato Intercontinental ou pelo dos USA, preferindo enfrentar Cody Rhodes do que Santino, tornando-se face no processo e vencendo o título Intercontinental.

Mais tarde explicaria que se apercebeu que a sua carreira poderia acabar a qualquer instante e que, quando tal acontecesse, queria ter o apoio da plateia.

Foi uma surpresa não ter percorrido o caminho mais curto para ir atrás de Cody e do seu reinado reestruturado. Para alguém que é tantas vezes afastado da ambição do título e que tem tanta dificuldade a chegar lá, seria de prever que, voltando heel, retirasse num piscar de olhos o USA Championship ao italiano que, pela sua personagem, não daria muito que fazer e era considerado frágil como campeão.

Só que a pressão do antigo “Dashing” levou-o a mudar de ideias e a virar-se para ele, tendo o prémio de qualquer forma. É aqui que devia haver maior compreensão:

Cody estava-se a reabilitar depois do que para muitos foi uma vergonha – ter sido concedido finalmente um momento Mania ao Big Show pela captura do cinto.

Este “ultraje” que foi a perda de Cody para um “acabado” não teve um décimo da recepção quando foi o “Capitão Carisma” a derrubá-lo.

Se ele é dos mais perseguidos dentro da empresa e qualquer coisa boa que lhe aconteça é motivo para festa, de igual modo Big Show é alvo de autênticas atrocidades e vítima de vexame há anos.

Só que quando o “Gentle Giant” está com alguma vitalidade, é logo criticado porque não anda ali a fazer nada e só está a distrair os mais novos.

Quando é outro dos 30 para cima, não há problema algum. Devia haver igual tratamento, sabendo eu que Christian armazena muito mais admiração e sentimentos positivos do que o “World’s Largest Atlete”.

Dizer que foi ele que estragou todo o reinado Intercontinental de Cody quando o devolveu partindo uma mesa ao pisá-la pouco depois e, na consequência, voltando à mesma parvalheira, não é muito acertado.

Sabemos lá se o irmão de Goldust não faria mais e melhor da segunda vez? O mais lógico seria prejudicar o mínimo possível e aí o “Cobra” não saía desvalorizado.

No No Way Out, defenderia com sucesso numa desforra, perdendo para o Miz e falhando a reconquista no Verão, ausentando-se devido a lesão no ombro, regressando a 17 de Junho do ano passado, 10 meses depois. A 29 de Julho, derrotou o World Heavyweight Champion Alberto del Rio e tornou-se Number One Contender ao derrotar RVD e Randy Orton numa Triple Threat.

A 9 de Agosto, voltou a sair vitorioso contra Alberto, falhando o desafio no SummerSlam.

Retornaria a 31 de Janeiro de 2014, voltando a ser heel a 17 de Fevereiro, atacando Daniel Bryan por trás. Recentemente, havia-se qualificado para desafiar Big E Langston pelo Campeonato Intercontinental, não sucedendo devido a ter sofrido uma concussão, parando de aparecer em televisão.

Aos 40 anos, terá maturidade suficiente para perceber que não andará longe disto: ser candidato a títulos e nunca os ganhando, ou apenas num curto período até os passar ao próximo.

Vivendo em Tampa – Florida, e casado desde 25 de Maio de 2001 com a modelo Denise, de quem tem uma filha nascida a 9 de Dezembro do ano passado, deverá querer despertar o instinto paternal e aliviar a sua situação pouco sortuda no âmbito das lesões.

Somando o interesse da TNA, onde esteve de 2005 a 2009 e foi tratado com várias feuds clássicas, dá que pensar… O prestígio que lhe é devido pelas duas empresas é desigual e demonstrado pelos “Home Videos” a si dedicados.

A TNA libertou em 2007 o DVD intitulado “The Instant Classic: Christian Cage”, apresentando como bónus o seu início no circuito independente.

Pela WWE, foi apresentador do DVD sobre combates de escadote “Crash and Burn”…

.

É nesta especialidade que mais deixa o seu contributo, tendo sempre presença garantida nos Money in the Bank, muito pouco comparado com o que Total Non Stop Action lhe poderia dar.

Aliás, a embirração de Vince poderá vir daí: nunca vendo qualidade na concorrência, deverá ter ficado espantado com a sua prestação na rival e querido desmontar isso rapidamente.

De qualquer modo, foi pela World Wrestling Federation e Entertainment que a Pro Wrestling Illustrated o nomeou para os “Match of the Year 2000 e 2001” contra Dudleys e Hardys e como sétimo lutador da lista dos 500 melhores do ano 2007, e a Wrestling Observer “Tag Team of the Year 2000”.

A felicidade dos seus anos na concorrente e a saudade que lá deixou fez com que regressasse por uma noite em 2012 como parte dum acordo, no qual a WWE pôde usar Ric Flair na programação de antecipação à sua indução no Corredor da Fama como membro da stable 4 Horsemen.

A confiança e a importância que a organização de Dixie Carter deposita nele ficou aqui vincada, visto que ele foi pedido como moeda de troca pelo Nature Boy.

Pelo contrário, entende-se o complexo de superioridade e a falta de receio numa aproximação do atleta à antiga casa, considerado um passo atrás, principalmente por ele já lá ter estado e ter voltado.

Foi, de igual modo, um gesto descarado de despreocupação para com a sua utilização e descredibilização.

No entanto, observando do ponto de vista empresarial, será prudente qualquer uma delas apostar num desportista que anda constantemente lesionado?

Não será uma medida de protecção de interesses da WWE quando não o consolida no main event?

A sua participação nas histórias importantes não poderia ser arriscado quando, a todo momento, podia ter de ficar na enfermaria por período indeterminado, dificultando o desenvolvimento delas?

Uma última estadia na TNA ou trabalho de bastidores no desenvolvimento de novo talento está quase certo para o seu futuro, resta esperar para saber durante quanto tempo mais ouviremos a “Just Close Your Eyes”. Convido-vos a participar no debate promovido por este artigo, até para a semana.

Sobre o Autor

- Escritor do artigo “The People’s Elbow”. Nascido a 25/2/90 na margem Sul, fã desta modalidade desde 2009.

5 Comentários

  1. John_3:16 - há 2 anos

    Pois de facto é uma pena, e gostav que ele voltasse pelo menos mais uma vez nem que seja pra entrar no HOF

  2. Hildo - há 2 anos

    Excelente artigo Miguel. Christian pra mim é muito injustiçado na WWE, infelizmente sua carreira não deve durar muito tempo, gostaria muito de velo como WHC mais uma vez, mas acho que não será possível…

  3. Mr. W0LF - há 2 anos

    Grande artigo Miguel.E não é que acertaste na minha pergunta questionada para o proximo perguntas e respostas? :D
    Christian na minha opinião, é um grande technician, talvez um dos melhores no desporto. O que infelizmente aconteceu com a sua carreira foi que a WWE preferiu usá-lo como um ursinho de peluche.Isto porque na WWE eles querem é que ele seja conhecido como o parceiro de Edge.O amigo de Edge. O isto e aquilo de Edge… E depois para piorar a sua carreira acabam fazendo esses scripts em que todas essas tentativas dadas para conquistar os titulos quase todas elas acabam falhadas.Nunca o vi na TNA, mas com toda a certeza que ele lá ao menos merece o respeito que merece…gostaria de vê-lo um dia voltar ao Impact Zone :)

  4. Ricardo Silva - há 2 anos

    Bem, até parecia mal eu não comentar!

    Acho que o momento crucial
    da carreira dele foi quando ele tripou com o Cena logo na noite em que o
    “johnny boy” foi para o Raw, apresentado pelo Jericho. Depois de uma
    oportunidade pelo WWE Championship de Cena, o Christian perdeu com o
    todo poderoso FU que já tinha terminado um curto e fraquinho reinado de
    JBL, Christian acabou a lutar no Heat ou no Velocity.

    Nessa
    altura o Christian enchia literalmente plateias. Quando a WWE foi ao
    Canadá, ele estava em casa tal como o Punk em Chicago. “Take a look
    America, that’s a reaction you give to a superstar like me!”. E era
    mesmo.

    Enfim, o Tio Vince não gostava dele, disse que tinha cara
    de rato e gostava de lhe por um ponto azul na cara. Entretanto o Cena
    andava com o WWE Title nas mãos e vestido à street thug ou à rapper,
    como preferirem. Muita lógica. O look do Cena devia ser “cool” e o do
    Christian foleiro.

    Mesmo quando voltou para a WWE o Christian era
    suposto (segundo o que li por aí na web, vale o que vale) ter entrado
    em feud com o Jeff Hardy, sendo ele que tinha causado aquele acidente
    dos foguetes que acertaram o Jeff aquando a sua entrada. Quem é que a
    WWE optou por escolher e divulgar como autor desses ataques? Matt Hardy
    :)

    Acabou por tornar a ECW minimamente interessante. A melhor
    feud dele foi com o Shelton e o combate que deram, Ladder Match pelo ECW
    Championship.

    Gostava honestamente de ver o Christian, mais uma
    vez, campeão mundial. Nem que fosse por segundos! Mas adorava. Se for US
    Champ antes de se reformar, já fico muito contente.

    Obrigado por este artigo, não há muitos que tenham a “coragem” de lhe dedicar tanta atenção, por isso, enquanto peep, thank you!

  5. danielLP21 - há 2 anos

    Excelente artigo. Apenas uma correcção: em 2007, o Christian já não estava na WWE, pelo que não foi por esta companhia que ficou em 7º lugar na lista dos 500 melhores lutadores.

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