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The People’s Elbow #74 – Every Rose Has Its Thorn

https://www.youtube.com/watch?v=c56vEgA4fjU

Every rose has its thorn
Just like every night has its dawn
Just like every cowboy sings his sad, sad song
Every rose has its thorn

Ah, já estão aí? Vou parar a cantoria e iniciar novo artigo, desta feita sobre o Adam Rose que, aos 35 anos, não anda para a frente dentro daquilo para o qual foi projectado ou no sentido desejado pelos fãs.

Ray Leppan (nascido a 20 de Julho de 1979 em Joanesburgo-África do Sul) estreou-se como lutador profissional aos 16 anos pela World Wrestling Professionals.

Lá venceu o World Heavyweight Championship, mantendo-se de 1995 a 2010, até que conseguiu obter visto de trabalho nos EUA para ir para o território de desenvolvimento da Florida, a 25 de Fevereiro de 2010.

Na semana seguinte, alteraria o seu nome verdadeiro para o ring name Leo Kruger, como tributo ao seu parente e antigo presidente da África do Sul de igual apelido.

Nas gravações televisivas de 20 de Maio, desafiou o sul-africano Justin Gabriel para uma luta a ter lugar a 10 de Junho, quando perdeu, revertendo o resultado na desforra de 1 de Julho.

Logo de seguida, formou Tag Team junto a Derrick Bateman conhecido como Handsome Man Express, desafiando os Los Aviadores (Húnico e Épico) pelo Florida Tag Team Championship, a 2 de Julho, não tendo sucesso.

A equipa não duraria após este fiasco mas não foi isso que o fez desistir, constituindo duo com Tyler Rex contra os Aviadores pelos títulos, tendo igual desfecho.

Entraria numa onda vitoriosa, vencendo Big E Langston, Bateman, o agora Bray Wyatt, entre outros, até 9 de Setembro, quando perdeu para Bo Rotundo no que seria o seu último combate do ano, pois viria a descobrir ter o pescoço partido e perdendo a sensibilidade nos braços.

Enquanto recuperava, tornou-se comentador dos programas televisivos provenientes da Florida.

Depois de Bo Rotundo se lesionar, em Setembro de 2011, o seu Florida Heavyweight Championship ficou vago e foi elaborado um torneio para determinar o novo campeão.

Chegou à final ao derrotar Percy Watson, esperando-o uma Quadrilha Fatal contra o líder da Wyatt Family, Dean Ambrose e Damien Sandow, vencendo o cinturão.

A 20 e 27 de Setembro, apareceu para lutar antes das gravações da brand azul, perdendo para Trent Barreta e obtendo a vitória contra Johny Curtis.

Defendeu o campeonato contra Harris (Bray Wyatt) a 24 de Outubro e a 14 de Novembro sairia ileso duma Ameaça Tripla contra ele e Richie Steamboat para reter o cinto.

No final de 2011, depois de interferência de António Cesaro, defendeu outra vez contra Seth Rollins e apareceu em diversos house shows, perdendo para Alex Riley a 27 de Dezembro.

A 2 de Fevereiro de 2012, perdeu o título, recuperando-o 20 dias depois para o perder nessa noite para o Seth Rollins. No segundo episódio do rejuvenescido show da marca amarela, gravado na Full Sail University, derrotou Aiden English.

A 1 de Agosto, foi inserido no Gold Rush Tournament para coroar o primeiro campeão do NXT, sendo eliminado por Richie Steamboat nos quartos de final.

A sua personagem sofreria uma espécie de mutação para caçador e mercenário, fazendo aliança com Ohno, derrotando Tyson Kid e Justin Gabriel a 2 de Janeiro do ano passado.

A 30 de Janeiro, deram entrada no Tag Team Title Tournament, passando a primeira ronda com vitória sobre A-Ry e Bateman, sendo batidos na semifinal por Adrian Neville e Oliver Grey, a 6 de Fevereiro.

Seguir-se-ia a feud contra Justin Gabriel, saindo vencedor da série de lutas com o resultado de 2-1, alterando o seu alvo para Bo Dallas e o seu título.

Para tal, defrontou António Cesaro e Sami Zayn numa Triple Threat para se tornar Number One Contender, perdendo o duelo, a 7 de Agosto.

Acabaria por rivalizar com o antigo El Genérico, culminando numa luta à melhor de três, a 1 de Janeiro de 2014.

É surpreendente (e nada benéfico) ter estado tantos anos a lutar no seu país e só aos 30 lhe ter sido apresentada a hipótese de ir para os USA.

Qualidade terá de ter, pois são poucos os que poderão orgulhar-se de ter sido lançados tão tarde. Isso ficou provado quando pisou o ringue e do resto encarregar-se-ia a escola de talentos da Florida.

Apesar de não ter sido explícito logo de início, o seu visual (cabelo curto ou longo e barbas de diferentes estilos) e sorriso maldoso ligou-o ao vilão da Marvel Kraven.

Isto foi adensado por adereços e roupas da selva, como colares de corno de rinoceronte ou dentes de elefante e fardas para andar na mata ou pele de animal.

Havia muito por onde explorar nesta relação ao inimigo do Homem-Aranha: tanto podia ser um sobrevivente de desastre que vivia do que retirava da selva, desbravando-a de catana ao alto, como lacaio à procura de ouro e espécies vendidas à Ciência para servir de cobaias.

Podia ser, de igual modo, caçador desportivo, o que levantaria a questão da superioridade humana sobre a animal e dos seus direitos.

Factor determinante para sublinhar esta imagem retorcida seria a união ao cavernoso Ohno, salientando as suas origens pouco civilizacionais e indo buscar algo ao filme “Welcome to the Jungle”.

Esta personagem parecia ser refrescante e nova prova de como a estrutura do NXT estava a trabalhar e a produzir novidades nunca antes vistas.

Pelas possíveis histórias criadas, poderíamos ter um heel destruidor da vida animal e da conservação de reservas naturais, um vigarista fornecedor de ouro ou um face de poucas palavras a quem a sorte não sorrira, por exemplo, por ter sido criado na selva ou ter sobrevivido a acidente.

Acontece que, como Vince não vê séries como “Perdidos” e pouco saberá de BD, as pernas de Leo foram cortadas para se apostar no que já se sabe…

No princípio deste ano, foi removido da TV e começou a actuar nos house shows com a caracterização de Adam Rose, retornando à programação a 6 de Março, sendo indicado como organizador de festas a bordo do seu “Exotic Express”, onde “it’s party time all the time”.

A 5 de Maio, fez a sua estreia no “main roster”, interrompendo os Real Americans Swagger e Zeb Colter. Ele continuaria a distrair o All American durante os seus combates, causando-lhe derrotas.

A 26 de Maio, teria a sua luta inaugural contra o “Intelectual Saviour of the Masses”. A 30 de Maio e 2 de Junho, derrotaria Swagger. A sua aparição no Money in the Bank seria para nova actuação perante Damien, seguindo-se o Pré-Show do PPV seguinte, no qual enfrentou Fandango.

Inactivo por opção dos criativos, retornou a 1 de Setembro, embaraçando Titus O’Neil. No NXT de dia 4, a sua corrente imbatível foi desfeita ao ser vencido por Tyson Kid via submissão.

A 22, fez dupla com o coelho dos Rosebuds, despachando Titus e Heath Slater.

Diferenças encontradas, pressupõe-se que esta rosa tenha muitos espinhos por arrancar. Não que eu não goste da personagem, apenas porque ela não vai dar nada de positivo ao seu representante.

Está destinada ao fracasso, se não repare-se: vitórias avulsas sobre quase todos aqueles a que não se liga cheta e única derrota para um atleta que outrora residiu no plantel principal e está a ganhar novos ares na academia de formação.

Eu gosto do seu sotaque britânico e o seu Party Foul (Snapmare Driver) é plausível só que isto terá de ser abandonado se há esperança de não ver Ray na lista de dispensas daqui a pouco.

Como referi na introdução, ele não está a tapar o buraco da saída de Santino como “comedy act” porque a empresa tem vastas soluções para encher chouriços nesse domínio, o que justifica o afastamento mensal.

Pior ainda, ele não está a concretizar os desígnios esperados pelas plateias esfomeadas pelo seu valor, ainda que repartindo a culpa com os guionistas.

A sua existência prende-se ao misterioso coelho que, Deus queira, se espera não ser nenhuma estrela do NXT mas Darren Young, pelos seus conflitos aquando da dissolução dos Prime Time Players.

Aqui estaria uma excelente oportunidade para acabar com isto ao surgir de novo o salvador intelectual. Se fosse eu a mandar, matava dois coelhos numa só cajadada ao dar push ao hoje parceiro do Miz, que iria salvaguardar a ética e os bons costumes ao identificar promiscuidade dentro do célebre autocarro.

Aqui a actualidade social iria ter papel importante: o clima festivo 24 horas por dia seria a denúncia da juventude dos nossos dias, regada a álcool e drogas para aguentar todas as horas de festa.

Eu quero tanto que isto acabe que até diria que os chupa-chupas teriam aditivos na sua constituição! A homossexualidade do Mister “No Days Off” poderia suscitar suspeitas de actividade sexual, sendo tudo o que acontece entre eles equiparado ao que se vê nos concertos da Miley Cyrus e os Rosebuds o equivalente aos “Monsters” da Lady Gaga.

Seria uma excelente crítica à indústria musical ou cultural, Damien voltaria a ser o que nunca devia ter deixado de ser e Rose seria descoberto, desaparecendo para se poder pensar no resgate do Leo.

Está-se a desperdiçar de forma teimosa e estúpida este atleta nisto quando ainda se pode salvá-lo no recurso àquilo que estava certo.

Foi esta a crónica do vosso espaço das Segundas-Feiras, que voltará com novo assunto para a semana.

Sobre o Autor

- Escritor do artigo “The People’s Elbow”. Nascido a 25/2/90 na margem Sul, fã desta modalidade desde 2009.

7 Comentários

  1. Don_Ricardo_Corleone - há 2 anos

    Por mim seria daquelas coisas que acabam e não se fala mais nisso. :P Vamos fazer de conta que nada aconteceu.
    Mas claro que se puxa o Sandow na mesma.

  2. Malco Canedo - há 2 anos

    Ei, você aí, está cantarolando? Mas e o art…ah, aí está ele, já posso começar a ler.

    10 minutos depois…
    Excelente artigo, Miguel.
    Eu acho que deveriam tê-lo mantido como Kruger, a gimmick tinha potencial para ele ser um heel.
    A gimmick do Adam Rose serve apenas para o midcard e ainda assim está falhando, é uma pena, não o vejo com um futuro brilhante.

  3. ygor - há 2 anos

    Pra mim só mudar isso quando Vince Mcmahon se aposentar do wrestling e viver a sua na sua casa e deixar Triple hhh ou voltar Shane Mcmahon para cuidar desses assuntos que incomodam qualquer amante desse esporte

  4. Andre Santos - há 2 anos

    Gostei muito dom artigo, especialmente da introdução. A musica dos POISON.

    Em relação ao visado: O Kruger era um dos meus favoritos na NXT e agora simplesmente acho dispensável…Como tudo muda….

  5. Kurt Rocker - há 2 anos

    Fazer o quê né… Lhe tiram uma gimmick promissora e dão a ele uma gimmick que obviamente não vai dar em nada, além de ser uma daquelas partes ridículas que pulamos no Raw…

  6. World Citizen - há 2 anos

    Volta, Leo Kruger…O Adam Rose tem de passar a ser uma memória remota do passado o quanto antes…

  7. danielLP21 - há 2 anos

    Excelente artigo.

    Até agora, ainda não consegui gostar do Adam Rose. A música dele fica na cabeça, mas é só isso. Adorava a personagem do Leo Kruger, e vê-se pelo percurso dele na FCW que a WWE tinha planos para ele, mas, com as voltas que a vida dá, chegou-se a este ponto…

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