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The People’s Elbow #85 – Eat Sleep MMA Repeat

Boas tardes, nesta inauguração de ano irei virar o foco para as Artes Marciais Mistas. Têm corrido rumores e surgido novidades sobre o potencial regresso de Lesnar a este mundo.

Tanto a UFC quanto a Bellator têm demonstrado interesse na sua aquisição a partir do dia a seguir à Mania 31, no qual o seu actual contrato termina, não tendo ainda sido assinada a renovação.

As conversas poderão avançar de forma significativa, restando saber se a World Wrestling Entertainment irá entrar na disputa pelos seus contributos.

Durante espectáculo da UFC, CM Punk revelou ter assinado contrato pela organização de Dana White, tendo o acordo ficado finalizado a 22 de Outubro, quando ficou livre da sua carreira no Wrestling.

É esperado que se estreie no octógono durante 2015, tendo recebido, via site oficial, os desejos de boa sorte neste projecto por parte da sua antiga empresa.

Agora que CM Punk quer lutar MMA, o desafio está lançado: a 4 de Fevereiro de 2014, Jason David Frank, conhecido por ter interpretado o Ranger Verde na série, desafiou-o para lutar.

Enquanto isto, também a cobiça por Alberto del Rio será alvo de análise, ele que já teve experiências nestes desportos durante 9 anos.

Estando o diálogo a decorrer, é inevitável que assine pela promoção que lhe der mais dinheiro.

As Artes Marciais Mistas (conhecidas pela sigla MMA) são desportos de combate de contacto pleno onde são permitidas técnicas de luta de pé ou no chão.

É utilizada uma grande variedade de golpes utilizando os punhos, pés, cotovelos e joelhos, tal como submissões e imobilizações.

Teve como criador Carlos Gracie, brasileiro que desenvolveu o Vale Tudo no seu país e o trouxe para os EUA com a fundação da Ultimate Fighting Championship, a principal responsável pelos seus torneios.

Na opinião popular, MMA terá o significado da sua antecessora Vale Tudo, apesar de haver diferenças reconhecidas. O estilo mais perigoso do Vale Tudo foi suavizado com a implementação de regras adicionais, adoptadas pelos promotores para acrescentar segurança e promover a sua aceitação global.

Depois destas alterações, a sua popularidade vai crescendo a olhos vistos, incluindo descendentes do Boxe, Muay Thai, Jiu Jitsu, Judo, Capoeira, Luta Livre Olímpica etc

Isto origina que, de repente, apeteça a vários Wrestlers experimentar algo menos tingido para o entretenimento, podendo desdobrar-se nas vertentes da luta.

Não será alheia a esta vontade a mudança dos padrões catalogados ao Wrestling desde que o produto da sua maior difusora se tornou PG no final dos anos 00.

Isto irá coincidir com o afastamento da população adulta destas paisagens para outras que lhes faça valer a pena o investimento. A troca das lutas falsas pela porrada a sério fá-los recordar os melhores momentos passados enquanto adeptos do Wrestling a valer, esquecendo inclusive que qualquer dessas eras tinha coisas a fingir e que isso não é de agora.

A expansão do glamour e das super-estrelas do ringue para a alta sociedade através dos convites para participar de películas, passando a auferir salários astronómicos, causou a confusão.

Foi ludibriada a capacidade atlética daqueles homens apenas por terem outros interesses ou vida social e o Wrestler passou a ser visto de forma quase exclusiva como entertainer.

Havia que recuperar aquela brutalidade, obsessão e concentração única, e isso parecia despontar nas MMA, onde cada qual respirava aquilo e era considerado máquina de guerra.

No sentido inverso àqueles deslumbrados que tiveram no Wrestling a ponte para maiores voos, houve os que se recusaram a fazer a travessia.

Afinal, havia aquele sonho ou objectivo de cravar as garras no negócio e, se ele entrara num contexto proibitivo à apresentação do que fora aprendido para lá chegar, era altura de buscar alternativas a essas restrições. Que tal, então, seguir uma via que mistura muito daquilo por que a pessoa havia passado até ter escolhido o Wrestling?

Seria seleccionado o lugar onde poderia impor o seu físico e, pela primeira vez, não haveria resultados predeterminados, seria cada qual por si.

Este estimulante seria gigante a nível psicológico e da confiança, pois até aí havia sido travada uma batalha para justificar as derrotas e as vitórias combinadas, que aos olhares de muitos não são relevantes. Agora, tudo o que fosse alcançado era por mérito.

Estou a escrever estas palavras na posição de seguidor das MMA (coisa que não sou), que na generalidade é ou foi defensor do Wrestling.

Quando invoco o mérito dirijo-me apenas na distinção que essa definição possui nas duas modalidades, porque é sabido que no que nos traz aqui ao site é preciso tê-lo para atingir o quer que seja, apesar de ser ensaiado na secretaria.

Toda esta lógica não é perceptível à maioria dos fanáticos pelas MMA e até os antigos fãs de Wrestling a dão por esquecida e ignorada.

Para eles, ganha o que der com mais força nas trombas do outro, não interessa cá nada a saber se certo Fenómeno esteve 20 e poucas WrestleManias invicto, dado que não o fez por opção ou iniciativa própria.

Posto isto, certos Wrestlers são levados a ter dúvidas das suas reais potencialidades por tudo estar “on script”, querendo desfazê-las noutros lados.

É perdida a noção do estado do seu corpo ao percepcionar como fica o colega que sai do octógono. As suas dores e queixas passam a ser “peanuts” quando comparadas àquilo.

Há a necessidade de provar algo e de superação física, pedindo ao esqueleto que ultrapasse esta prova dos 1000 metros quando este esteve até ali a resistir a tantas maratonas.

Treinado por César Gracie para ser cinturão púrpura de Jiu Jitsu, diria, no ano 2010, ter saído da WWE por não gostar da direcção que estava a tomar.

Tendo fracturado a espinha neste tau tau de brincadeira, qual o destino a seguir? Pois claro, é isso que estão a pensar! Em Agosto de 2012, assinou contrato pela Classic Entertainment and Sports para lutar MMA.
Saiu vencedor da sua estreia, a 6 de Outubro, derrotando Vince Lucero na primeira ronda.

Depois de ter deixado o Wrestling, a 16 de Junho de 2010, registou interesse nas MMA, anunciando ir enveredar nessa carreira.

Poderá dar-se por contente por, até agora, ter o cadastro a zeros: uma partida, uma vitória! Havia de ser bonito se tivesse continuado, notando-se a falta que uma bomba de oxigénio lhe fez aquando do seu retorno à base que o tornou famoso!

Acabou por ser mais uma crise de ego e masculinidade que outra coisa! Como um músico de sessão que acompanha cantores românticos quererá evidenciar saber tocar a abrir e actores de séries juvenis quererão os palcos do teatro, aqui houve reacção àquilo que não concordava fazer.

Bobby Lashley (16 de Julho de 1976, 1,91 metros e 112 quilos) debutou nas MMA no final de Dezembro de 08 no evento inaugural da Mixed Fighting Alliance.

Venceria aos 41 segundos do primeiro round e a sua luta seguinte dar-se-ia a 21 de Março de 2009 contra o veterano Jason Guida.

Assinaria pela Maximum Fighting Championship a 15 de Maio, conseguindo sair triunfante aos 24 segundos sobre o adversário que, na entrada para o ringue, usaria a máscara de Rey Mysterio, o que Lashley considerou insultuoso. A 27 de Junho de 2009, no evento Ultimate Chaos, aumentaria o recorde para 4-0.

A 16 de Março de 2011, na sua estreia pela Titan Fighting Championship, Lashley teve um segundo round lento e drástico, começando a ser afectado por problemas cardíacos.

A 22 de Julho de 2011, foi anunciado que, devido a motivos pessoais, não compareceria às lutas agendadas. Todavia, apesar de sofrer os efeitos da doença, prosseguiria nas promoções independentes.

Perderia contra James Thompson no evento indiano Super Fight League e, no mês de Julho de 2014, rubricou vínculo pela Bellator e competiria contra Josh Burns a 5 de Setembro.

A desforra para James Thompson está para ter lugar a 27 de Fevereiro de 2015.

No total de 14 confrontos, possui 12 vitórias, 7 delas por submissão, área na qual é considerado especialista. Dotado de corpanzil invulgar, parece ter nascido para isto.

Trabalhador incansável, dá a sensação de retirar prazer daquilo que faz. Na conferência de imprensa de Julho de 2009, aquando do lançamento do seu site social, destacou ir afastar-se dos Media (TV, Internet) para que pudesse alcançar o objectivo de ser lutador de topo das MMA.

A isso, não será estranho ter aberto loja de bebidas saudáveis e nutritivas e ginásio no Colorado (American Top Team Altitude), onde organiza Show Cases MMA.

Em Maio de 2010, inauguraria a Lashley Management, representando actuais e futuros artistas das Artes Marciais Mistas.

Poder-se-ia, porventura, pensar que todo este sucesso o deslocaria do Wrestling, o que não é de todo verdade, para gáudio dos seus apoiantes nesse âmbito.

Depois de ter sido dispensado da WWE no início de 2008, apareceria na TripleMania da AAA e variadíssimas indies, como a World League Wrestling, a Fusion Pro Wrestling e outras no Japão.

A 19 de Abril de 2009, iniciaria a sua ligação à Total Non Stop Action. A 4 de Janeiro de 2010, pediu a sua libertação para se concentrar nas MMA e, a 10 de Fevereiro, o seu perfil foi retirado do site oficial

A 25 de Setembro de 2010, retornaria ao Japão e, a 9 de Março de 2014, à TNA. Entre as suas etapas corpo a corpo, vai arranjando espaço para algo que se vê que gosta de fazer.

É de louvar o sacrifício que pratica e, sendo doente, vai exibindo alta determinação no que vai fazendo. Atleta íntegro e de compleição corporal estrondosa, vai exigindo respeito no octógono ao que executa nos Sports Entertainment, tendo estofo para aguentar tudo.

Brock Lesnar (nascido a 12 de Julho de 1977, 1,91 metros e 130 quilos) anunciou, a 29 de Abril de 2006, a sua intenção de se juntar à Liga MMA.

A 12 de Agosto, acordaria o seu contrato pela UFC, perdendo na primeira vez que calçaria as luvas. A 15 de Novembro, o seu adversário seria Randy Couture pelo Heavyweight Championship.

Tornar-se-ia o seu novo representante até que, a 4 de Novembro, foi confirmado que sofria de Mononucleose, doença infecciosa e contagiosa provocada por vírus encontrado na saliva.

O diagnóstico fê-lo requerer cirurgia intestinal, para fechar perfuração no intestino. A defesa do seu cinturão seria contra o candidato invicto Cain Velasquez, sendo derrotado.

A 30 de Dezembro de 2011, seria surpreendido pelo Alistair Overeem, retirando-se.

Nas menos de 10 disputas de que foi coadjuvante, superiorizou-se no total de 5 vitórias, sendo uma tremenda sensação na UFC.

Foi parte de cinco dos mais vendidos PPV da História, sendo a figura principal de três. Devido aos bónus e aos objectivos atingidos, foi o lutador mais lucrativo de 2010.

A 2 de Abril de 2012, retornaria à WWE, após hiato para perseguir carreira na National Football League. Rumor acertado e que deixou muita gente chateada, até porque ele só jogaria durante a pré-época.

A sua incapacidade de assegurar lealdade nas relações e negociações e o seu envolvimento interesseiro são factores desmotivadores para o querer ver a prolongar a sua estadia para os lados de Stanford.

Nestes quase três anos, ele só efectuou um único belíssimo combate. Se era evidente que as citações ao seu historial na UFC não ião ficar por ali e seria transpostada para o ringue, depressa fiquei farto de tantas pêras e tão pouco daquilo que havia oferecido de 2002 a 2004.

Acrescente-se a isto a sua personalidade de “Beast Incarnate” e “Conqueror” para explicar os 16 Suplexes no John Cena, ou seja, a falta de sujeitos para se bater de igual para igual contra ele.

Das poucas vezes que saiu do sofá observou-se de tudo, desde braços partidos a outros métodos macabros de prevalecer sobre a concorrência, menos lutas que se diga ter enchido as medidas.

Este handicap mancha sobretudo a magnitude que ele poderia adquirir se se portasse doutra maneira, ele é dos meus preferidos e teria tudo para ser ainda melhor do que é.

Anda ali contrariado e se for preciso repete todos os escândalos que se lhe conhece. Se fosse eu a decidir, não lhe renovava a continuidade.

Aos 37 anos, estando curado do que o apoquentou, deverá aceitar voltar para o pé de Dana White e, se pode realizar isso, poderia de igual modo entregar-se mais para o que está a ser pago.

Alberto del Rio (nascido a 25 de Maio de 1977, 1,96 metros e 96 quilos) decidiu tentar as MMA no ano 2000. Depois de ser treinado por Marco Ruas, estreou-se pela organização japonesa Deep.

Lá, teria cinco lutas, totalizando no restante do percurso 14 contendas e 9 vitórias, 7 das quais por submissão. Não seria provável que voltasse a este tipo de trabalho, ele que confidenciou tê-lo feito por dinheiro, contudo, poderá estar prestes a partir para nova jornada.

Ao fazê-lo, será pela antiga razão, não abrindo mão dos seus direitos depois da fama internacional ou de ter expressado querer aposentar-se.

Para já, está confirmado que irá ter como oponente na ROH Christopher Daniels e a TNA não desistiu da corrida, por isso, prevê-se que o cheque mais carregado de zeros levá-lo-à.

Ou então será nómada, não se estabelecendo por inteiro por qualquer delas, sendo agente livre e honrando compromissos consoante a sua disponibilidade ou localização.

Apesar da sua proeminente escalada ao Main Event, a insatisfação profissional de CM Punk dirigiu-o à debandada no princípio de 2014.

O facto de não estar cogitado para Headliner da WrestleMania terá feito transbordar o copo, causando a sua retirada do Pro Wrestling e o acordo pela UFC planeado para 2015.

A 26 de Janeiro de 2014, foi o primeiro participante da luta Royal Rumble, não aparecendo na noite seguinte ou às gravações da brand azul na Terça.

Apesar de advertido, foi resistindo até ser noticiado pelo Wrestling Observer que teria saído e antes avisaria Paul Levesque e Vince McMahon de que iria para casa.

Numa entrevista publicada em Maio, replicou que sabia bem estar reformado aos 35 e que não iria regressar, citando a sua saúde como a razão principal para a saída, descrevendo que estivera a actuar sob uma infecção não tratada, costelas partidas, múltiplas concussões, perda de apetite e sono.

Sentiu pressão para lutar antes de estar recuperado quando não era sequer proposto para Main Event da WrestleMania e não lhe estava a ser pago o devido, pelo contrário, o seu salário estava a ser afectado.

Finalizou descrevendo que tudo isto o fez sair com a sua paixão pelo Wrestling a zeros. A 6 de Dezembro de 2014, anunciou que iria lutar MMA, aos 36 anos, treinando Jiu Jitsu.

Ao seu estilo, acabou por chocar no início e no final de 2014, sendo esta revelação inesperada. Ter ficado este ano parado será o suficiente para superar o que é pedido neste tipo de competição?

Julgo que fará presenças aleatórias e não prevejo aliança duradoura a este espectáculo, pode ser que esteja enganado. O que é evidente é que esta é a conclusão da novela que durou o ano todo e se ele for fiel às suas palavras não haverá santos aos quais rezar para o fazer alterar as ideias.

Este foi o artigo mais extenso desde que voltei e aceito críticas, opiniões ou sugestões. O teclado não se estraga, quero comentários! Saudações a todos e até Segunda-Feira!

Sobre o Autor

- Escritor do artigo “The People’s Elbow”. Nascido a 25/2/90 na margem Sul, fã desta modalidade desde 2009.

6 Comentários

  1. Vitor Oliveira - há 2 anos

    Belo artigo, Miguel. Concordo com seu ponto de vista

  2. igorabsolute - há 2 anos

    Bom artigo não julgo a opção deles de tentarem uma carreira em outra modalidade mas no caso do CM Punk esse estava no auge da carreira nada me faz sentido na sua saída

  3. Mr. Money In The Bank - há 2 anos

    Excelente artigo! Apesar de não gostar de MMA, respeito quem gosta e os que praticam.

    PS: Na segunda foto do Brock Lesnar, eu pensei que fosse o Jack Swagger, são bem parecidos! xD

  4. ddray - há 2 anos

    Não dúvido que tenha sido um artigo bem pesquisado e bem escrito, o pouco que li pareceu estar porreiro. Mas a sério que vão continuar a falar de MMA e do CM Punk?
    Isto não é o wrestling pt?

    • Miguel Rocha - há 2 anos

      Obrigado pela tua avaliação e tens razão, este site é de Wrestling, só que concordarás que a contratação sonante da UFC no final de 2014 fez estrondo nesta comunidade do Pro Wrestling.
      O que tentei exprimir foi o porquê das trocas entre Wrestling e MMA e tens aqui os expoentes disso.
      De resto, volta quando quiseres e agradeço a tua leitura!

  5. danielLP21 - há 2 anos

    Excelente artigo, Miguel.

    Também não renovaria o contrato com o Brock Lesnar. Gosto bastante dele, mas não se pode tornar um hábito um part-timer pago a preço de ouro ter o destaque que ele tem tido. Que vá para a MMA e que seja feliz. Nada baterá a sua rivalidade com o Kurt Angle…

    Não sabia que esse tal adversário do Bobby Lashley tinha aparecido com uma máscara do Rey. Ainda bem que o Lashley lhe deu um enxerto em poucos segundos eheh

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