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The People’s Elbow #88 – It’s a Beautiful Day

https://youtu.be/ghihTDNuMDA

Não se acreditando no sucesso do trio, a separação dos New Day poderá estar próxima, querendo os oficiais, por sua vez, mantê-los juntos para os reconstruir e providenciar histórias.

Estando a contratar lutadores e tendo Alberto del Rio recusado oferta milionária, Jack Swagger está na lista de observações da Total Non Stop Action.

São estas duas notícias que irão dividir o presente artigo: da pretensão de querer consertar o que está partido à insegurança do Real American no Card.

A 21 de Julho de 2014, depois de derrota sofrida por Big E e Kofi Kingston enquanto equipa, Xavier Woods confrontou-os, sendo os seus conselhos aceites.

No dia seguinte, no Main Event, a sua vigia foi decisiva para a vitória frente a Titus O’Neil e Heath Slater e, no episódio de 29 de Julho, no papel de comentadores, assistiram a luta dos campeões Usos.

Para bom entendedor, meia palavra basta, contudo, o grupo desapareceu e cada qual continuou nos seus afazeres separados.

Apesar da debandada, a aliança seria mantida nos eventos ao vivo, estratégia revertida quando se falava de programação televisiva.

Indo por partes, há dois atletas que pouco ou nada de significativo têm acrescentado e que vão vivendo às margens da predilecção dos espectadores.

A eles quis juntar-se outro, esse ainda pior quanto à falta de moral para lhes dar raspanetes e que se devia preocupar consigo, visto estar arredado das vias da fortuna.

Qual o benefício de ter como manager uma criatura que ainda não soube o que era vencer por si próprio para estar a mandar palpites acerca das carreiras alheias?

Esquecendo isso (e até podendo implementar os seus cursos de Psicologia e Filosofia para o enaltecer), não é por tê-lo ao lado que os seus associados vão logo atrás dos títulos.

O pior cego é aquele que não quer ver, e aquele olhar sobre os então triunfantes Usos fazia arriscar haver ali novos candidatos a guardar os cintos.

Nada feito à pressa resulta a longo prazo e riscou-se os planos para televisão, ainda por amadurecer e arestas por lapidar.

Entre as dúvidas por desfazer contava-se à época as seguintes: antes dos 30 anos, iria o antigo Consequences Creed ser apenas gerente ou continuar a lutar?

Iria aquilo ficar-se entre o Big Ending e o ganês-jamaicano, o Ranger negro seria treinador-jogador ou viria a entrar mais alguns para a constituição da facção?

É que chegou a cogitar-se ter aqui a segunda vida da Nation of Domination e cada membro fosse de cor escura, projectando-se vir a ser convidados R-Truth e Henry.

Ponto assente é que a stable seria face, não só pelas facetas de todos os visados, mas também pela estupefacção que provocaria esta mudança no Trouble in Paradise.

Seria precisa minúcia para que isso desse certo e não seria esta a fase propícia para algo tão delicado, dado o projecto estar no estágio embrionário e sem a certeza de avançar.

Ainda que não se dando por eles, as suas iniciativas a solo não deviam ter seguido para a frente, não quando não houve qualquer menção ao curto percurso colectivo.

Eu percebo que o que veio a ser os “Novo Dia” pouco terá de relação ao feto que se quis gerar ali, só que mais valia ter sido logo abortado.

A partir de Novembro, a stable foi propagada através de vídeos, nos quais pareciam aqueles líderes religiosos africanos agitadores de coros de igreja.

No final do mês, dava-se a sua estreia no ringue, na vitória contra os Slater Gator e Curtis Axel. Na edição da Raw de 1 de Dezembro, Xavier Woods e Kofi Kingston competiriam numa Turmoil Match para determinar os Nº 1 Contenders pelo Tag Team Championship.

No Pré-Show do TLC, Big E e o eterno Mid Carder derrotaram Gold and Stardust, contra os quais o trio iniciara feud. A 5 de Janeiro, durante o conflito opondo Big E a Adam Rose, Tyson e Cesaro, mascarados de Rosebuds, atacaram-nos.

Pelos vistos, não se obrigou Xavier Woods à reforma antecipada à la David Otunga e Alex Riley, pelo que vai ser possível vê-lo por entre lutas adaptadas à tripla ou fazendo par junto a qualquer dos dois.

De resto, o esperado: uns estereótipos aqui e ali, uns penteados e barbas à humorista afro-americano e passeios pelas avenidas preenchidas por equipas desocupadas.

Este pequeno trajecto poderá findar daqui a pouco, todavia, querer-se-à que não saia em vão e vai-se tentar individualizar as personagens.

Não julgo a insistência neles, são integrantes do plantel, têm a sua qualidade e são apostas perceptíveis, só não creio que, dê-se as voltas que se der, vá sair algo excitante daí.

Pode ser que fique surpreendido, não lhes quero mal e gostaria de testemunhar a recuperação do prestígio da antiga metade dos Lethal Consequences e Truth and Consequences.

Quanto aos outros dois, está na hora do mamute ficar na retina e o SOS passar o teste definitivo sobre o quanto se pode apostar nele.

A 30 de Junho do ano passado, Jack Swagger viraria face pela primeira vez, contra Lana e Rusev. Disputada a invencibilidade do búlgaro, a verdade é que perdeu.

Nunca se tinha ouvido tal reacção da audiência para com ele e a storyline encaixava na perfeição, não tendo forçado o turn.

Apesar da boa resposta, a prioridade era o Super Athlete, o que é compreensível e aceitável, não tanto como o seu adversário seguinte ter sido Bo Dallas.

Para o difusor do Bolieve, o All American havia desapontado milhões de pessoas pelos seus desaires frente ao Bulgarian Brute.

Nesta perspectiva, ele seria gozado e enxovalhado, beliscando o trabalho feito pouco antes e que pareceu encomendado apenas para se bater contra o russo.

Daí para cá, anda nos altos e baixos consoante o que é posto a realizar, estando naquela posição perigosa de não conseguir subir e poder descer.

Seria penoso que, ao menos, não estabilizasse e que se desistisse dele da noite para o dia, ele está a precisar de ser ajudado, falta-lhe ser a cara duma rivalidade.

Ele ajudou Rusev e saiu favorecido, aquela recepção apoteótica apaga os desfechos, necessita-se agora, por exemplo, de Chris Jericho.

Nos dias actuais, há poucas almas caridosas dispostas a perder e a engolir o ego e o Y2J não chega para tudo, aliás, ele não pôde ou não conseguiu prestar auxílio contra alguns camaradas.

O seu horário apertado vai pedindo a condição de face porque é mais difícil trabalhar nestes obstáculos sendo vilão e não se pede de todo que Swagger volte a sê-lo.

Estou a imaginá-lo contra Wade Barrett pela robustez idêntica, o problema é que a WWE terá muitos lutadores para fazer render e o patriota não se perfila para conquistar rivalidades.

Para não falar que o inglês acabou de voltar e outros lesionados o farão, tal como promoções do território de desenvolvimento, visitas esporádicas de lendas ou veteranos etc…

É o mal que traz esta preparação do futuro tantas vezes adiada, que agora permite este desfilar de jovens talentosos que engole os que cá estão.

A chuchar no dedo há uma eternidade, continuará ele à espera? Não receio que vá para a TNA, isto não é o mercado de transferências do futebol, a ir só meses após a rescisão.

É sabido que para os lados de Abril se varre o balneário, e isso é urgente para englobar novatos, só que ele já passou desse estado.

Foi esta a redacção desta semana, de mais fácil digestão pelo seu tamanho, daí não haver queixas para a sua leitura e troca de opiniões.

Sobre o Autor

- Escritor do artigo “The People’s Elbow”. Nascido a 25/2/90 na margem Sul, fã desta modalidade desde 2009.

3 Comentários

  1. Matheus V. - há 2 anos

    Meu maior problema com o New Day é a covardia da gimmick, dado o contexto socio-racial nos EUA. Não é surpreendente que uma “enfadonhice” dessa tenha saído, vista a dificuldade da WWE em elaborar faces, mas um grupo que parece um bando de convertidos da Igreja de Santo Bo Dallas é absurdo, mais esteriótipo eles explodem…

  2. Damien Mizdow - há 2 anos

    Sinceramente nao gosto nada da gimmick dos new day nao considero que tenha qualquer interesse e as reacções do publico aos mesmos são a prova disso. Tudo foi muito mal planeado e a meu ver nao possuiu qualquer futuro. A solução obvia é a separação e sinceramente em relação ao Kofi e ao Big E consigo até encontrar solução para ambos. Penso que Big E deveria começar a ter um manager que fizesse algo parecido ao que Heyman faz com Lesnar (sem querer comparar!) e em relação ao Kofi acho que está na hora de virar heel de uma vez para podermos perceber do que ele é capaz nesses moldes. Para o Xavier Woods fica dificil sem ideias para ele.

    Swagger – Continuo a achar que deveria ser vencido Rusev naquele summerslam em que estava com um pop incrivel. Agora nao vejo grande solução. Nao gosto dele facto mas acho que se tivessem feito bem as coisas poderia ter tido sucesso. Agora acho dificil voltar ao que foi ate porque nao e propriamente dos favoritos do publico.

  3. danielLP21 - há 2 anos

    Excelente artigo, Miguel.

    O Jack Swagger podia ter chegado muito longe e foi pena não aproveitarem melhor o seu face-turn. Depois de perder a feud com o Rusev, podia ter vencido o Bo Dallas de forma clara e partir para outra. Não me parece que vá sair da WWE tão cedo…

    Quanto aos New Day, são apenas mais uns 3MB, mas um pouco mais credíveis e menos jobbers. Não vai dar em nada.

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