The People’s Elbow #92 – Samoan Submission Machine

A 17 de Fevereiro de 2015, Samoa Joe anunciou que decidira separar-se da TNA, encerrando a sua caminhada de quase uma década, para retornar à ROH.

Completadas as datas pela companhia, diz-se que assinará pela WWE, estando HHH por trás das negociações. Depois de duas Segundas-Feiras de interregno, pelas quais peço desculpa, estou de volta para abordar este acordo que será assinado a breve prazo.

Joel Seanoa (nascido a 17 de Março de 1979, 1,91 metros e 131 quilos) foi nascido e criado na Califórnia, debutando em Dezembro de 1999 e assinando pela afiliada da World Wrestling Federation – Ultimate Pro Wrestling – onde teve feud contra John Cena.

A 12 de Dezembro de 2000, capturou o Heavyweight Championship, tendo o reinado mais longo de sempre, e conheceu Jim Ross e Bruce Pritchard, que não lhe anteviam futuro no Pro Wrestling.

Nisto, foi a caminho do Japão, lutando pela promoção Pro Wrestling Zero nos PPV e nos torneios anuais Burning Heart. Ao longo de 2002, continuou a trabalhar lá, tornando-se o 1º detentor do Intercontinental Tag Team Championship e escolhendo sair para voltar aos Estados Unidos.

Na Costa Oeste, juntou-se à base da Ring of Honor, fazendo a sua estreia no Glory By Honor como o assassino contratado do Christopher Daniels.

Impressionou os fãs pela sua dureza e estilo stiff das Mixed Martial Arts, cedo se tornando campeão, erguendo o World Championship por 21 meses, até perdê-lo para Austin Aries a 26 de Dezembro de 2004, no Final Battle. Durante este período, ele teve uma trilogia de defesas do título contra CM Punk, com o segundo combate a receber as 5 estrelas da Wrestling Observer de Dave Meltzer.

A 7 de Maio de 2005, derrotando Jay Lethal, tornou-se Pure Champion por três meses, antes de perder o cinto para Nigel McGuiness a 27 de Agosto, no Dragon Gate Invasion.

Por volta de 2006, era dos lutadores principais, representando a ROH na guerra contra a sua rival de Filadélfia – Combate Zone Wrestling – culminando no Death Before Dishonor, no que foi uma Cage of Death de 5 para 5, onde foi atacado pelo Bryan Danielson.

Na caça pelo título mundial, achou oponente formidável naquele que o atacara e, dentre os diversos tira-teimas, estão incluídos alguns de 60 minutos e o final numa Steel Cage.

A 4 de Março, bateu Homicide na sua derradeira luta a tempo inteiro pela ROH, com o seu finisher Muscle Buster da segunda corda.

Faria várias aparições pela Pro Wrestling Guerrilha, tendo notável rivalidade frente a Super Dragon, desafiando-o pelo campeonato a 12 de Fevereiro de 2005.

A 25 de Outubro de 2007, debutaria pela Pro Wrestling Noah e, no decorrer da sua carreira, daria cartas pela Europa na International Pro Wrestling e Westside Extreme Wrestling.

A 14 de Junho de 2005, assinava contrato pela Total Non Stop Action, estreando-se 5 dias depois sob a denominação que intitula este artigo.

Foi participante no Invitational Super X Cup do Christopher Daniels, avançando para as finais do torneio no Sacrifice, onde teve a sua ajuda para vencer AJ Styles.

O resultado da sua interferência seria a defesa do seu X Division Championship numa Triple Threat contra Joe e AJ Styles. A sua senda invicta manter-se-ia intacta, dado que o sofredor do pin foi o Fallen Angel, nesta disputa que é até à data a única privilegiada pelas 5 estrelas de Dave Meltzer.

No Genesis, deu tap out para a submission hold de Angle, o que encerrou a sua onda invencível de dezoito meses, continuando a feud na desforra no Turning Point.

No Final Resolution, a 14 de Janeiro de 2007, Angle vencê-lo-ia numa 30 Minute Iron Man Match. Não sendo espectador da empresa da Dixie Carter, as minhas memórias são cingidas até aqui.

Entre elas, recordo a 1ª vez que me deparei com a Samoan Suplex Machine: era 2009 ou 2010, eu estudava na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e o meu conhecimento do Wrestling não era profundo, tendo eu iniciado o gosto que se prolonga até agora pouco antes de ser caloiro.

Todas as manhãs antes de apanhar o autocarro comprava o jornal A Bola e consultava a página sobre o que ia dar na TV. Já era conhecedor da existência deste site, mas continuava (não sei porquê) a preferir o canal de desporto por cabo onde a Raw era narrada pelos portugueses Jorge Botas e Bruno Almeida.

Enquanto alimentava o vício do futebol, ficava a saber o que ia dar de Luta Livre naquele dia e as horas (eu que nunca faltava às aulas, cheguei a sair mais cedo duma para vir para casa ver não sei qual PPV).

Certa vez, a informação era escassa: li que ia ser transmitido Wrestling à noite, só que não dizia que era da WWE. Não satisfeito, naquele horário lá estava eu sentado no sofá da sala para saber o que raio ia sair dali: era a TNA e a entrance do Samoa Joe.

Já tarde e estando eu envolvido pela teia WWE, não quis saber e à pergunta da minha mãe sobre se eu ia ficar a ver respondi que não estava a dar o que eu queria.

Na opinião que retirei daqueles segundos, estava ali o gajo a imitar o Umaga, mentira que havia de ser retratada lá para a frente.

Certo dia, lá fui eu pesquisar sobre aquele charlatão a querer fazer-se passar pelo original feito na WWE. Visualizei tudo na linha cronológica e estagnei a seguir ao desfecho contra Angle.

Até lá, fui esponja de tudo o que ele fazia: fiquei derretido nas épicas batalhas frente ao Straight Edge e ao fundador do movimento Yes.

Nunca tinha presenciado duelos de tão grande duração, aquilo era quase tudo diferente do que eu estava habituado. Ele deve ter sido dos primeiros não WWE que eu fiz questão de acompanhar.

A entrega que eu lhe tinha era tanta que fui abrindo espaços nos afazeres diários para autorizar que a TNA viesse intrometer-se na agenda carregada e de baterias apontadas à WWE.

Não tendo seguido no tempo real, foi uma complicação armazenar tudo o que envolvera a sua interacção contra o medalhado olímpico.

Por coincidência ou não, é fácil constatar que a minha dependência Vince McMahoniana prosseguia fora das suas instalações: todos os seus adversários era provenientes de Stanford.

Isto dava o sabor especial, pois enquanto ia apreendendo novas realidades e sendo ensinado a gostar de algo fora dos padrões, tinha aquela zona de conforto.

Talvez por causa disso não tenha continuado a estar ao corrente da sua situação, pois quando ele passou a fronteira dos antigos (ou presentes) WWE, desliguei a ficha.

Assisti àquela Ameaça Tripla porque era inevitável, não tê-lo feito seria igual a ser apreciador de bandas e não adquirir os CD.

A sua invencibilidade foi detalhada ao mínimo pormenor, lendo-a fico a tentar adivinhar de onde veio este Rusev, que não seria nada mal pensado para seu inimigo.

Este triângulo é deveras curioso: o The Most Celebrated Real Athlete in History foi cogitado para contratação sonante e para quebrar a inquebrável estabilidade do russo.

Não se proporcionando, é possível que Joe ocupe esse lugar no que toca ao poderio que trará e na hipótese de inverter o que lhe aconteceu contra o careca.

Por entre desconhecidos, dará de caras com Daniel Bryan e terá concorrentes directos entre Cesaro, Dean Ambrose, Dolph Ziggler, John Cena, Randy Orton, Roman Reigns e Seth Rollins.

Aos 35 anos e tendo treinado Jiu Jitsu, Judo e Muay Thai, ingredientes não faltarão para caprichar o caldo que se antevê picante.

Não sei se lhe será possibilitado o exercício do Muscle Buster, de qualquer modo, sobra o Island Driver (Sitout Side Slam ou Over the Shoulder Reverse Piledriver), Coquina Clutch e o Death Valley Driver.

Requisitará maiores cuidados as abordagens que se lhe faça no que toca à caracterização, não lhe seja pedido nada fora dos seus meandros, ele não é apologista de personagens.

Apesar de novo, é ou virá a ser considerado veterano, não estou a imaginá-lo no NXT (por melhor que lá se esteja) ou a enveredar pelas pegadas do Owens, Finn Balor ou Adrian Neville.

Até será melhor para ele não andar para ali feito novato quando o povo precisa da criação de sucessores para Big Show e Henry. Ele possui a composição física adequada para, quer face quer heel, ser o obstáculo intransponível que se quer fazer passar o Maior Atleta do Mundo ou o monstro insensível à dor alheia que se tenta adornar o Homem Mais Forte do Mundo.

Nunca estive tanto tempo parado desde o regresso, ainda estou a resgatar rotinas, contudo, dou por concluída a crónica feliz.

Para a felicidade ser maior, o melhor tónico é o vosso comentário, fiquei triste por quase não ter tido reacção à edição anterior, na qual esfalfei o coiro.

Não é que tenha tirado a motivação, só não vos custa nada dizer de vossa justiça, não vos vou obrigar, fica ao vosso critério.

Let the nation of violence begin!

Sobre o Autor

- Escritor do artigo “The People’s Elbow”. Nascido a 25/2/90 na margem Sul, fã desta modalidade desde 2009.

4 Comentários

  1. JL Paes - há 2 anos

    Tbm não acho que ele deva ir pro NXT, pelo menos não agora, que já está dominado, penso que ele merece destaque.
    Ele poderia ser o desafiante para o WWE WHC? Eu, particularmente, acho que ele possui qualidade pra isso.

  2. Luis Reis - há 2 anos

    Espero que faça impacto imediato, que não lhe criem barreiras de restrição na sua performance! Não há nada melhor que ver “manobras” de wrestling brilhantes e empolgantes!

  3. Kaminero86 - há 2 anos

    Excelente artigo!!!

  4. reigns one versus all - há 2 anos

    Excelente artigo.
    Acho que ele vai para o main roster logo de inicio.
    Também já tem provas dadas

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