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Top Ten #100 – Top… Fifteen?

Seja bem-vindos à tão quase-aguardada edição nº 100 do Top Ten! Que por cima disso traz o esquecimento do sentido e apresenta um Top 15, só porque me quis armar a fazer alguma coisa diferente. E realmente o tema é bastante diferente para esta edição. E deparando-me com tal marco no meu percurso aqui por estas bandas, é claro que tinha que assinalar algo diferente, para distinguir a edição. Então muito simples: não fazia a mínima ideia do que fazer para a “comemoração”.

Matutei e cheguei à conclusão que, para além de aumentar o número por alguma razão, podia fazer um Top mais pessoal. Ou melhor, totalmente pessoal. Não ser só a fazer pouco de tudo e todos e a enumerar história do wrestling. Passando para o meu lado e para a minha experiência de assistir a esta brincadeira do wrestling. Se ainda não estão desapontados por não ser algo estonteante e ser apenas algo mais pessoal, podem continuar a ler. Aqui enumero quinze razões que me fazem gostar tanto disto. Serão as vossas? Aqui vai.

15 – Ampla variedade

Com todos os encantos que cada um tenha, desportos acabam por ser muito iguais entre si, variando os níveis, calibres e qualidade de cada liga, divisão, companhia, etc. E, mesmo apreciando os encantos que todos os outros desportos tenham, sou um gajo de variedade. Em música, aventuro-me pelos diferentes espectros da música pesada e extrema, onde já tenho muita variedade por onde me movimentar e nem tenho quaisquer limites por aí, saindo desse campo com facilidade e regularidade. Até em filmes, gosto de ver filmes bons, mas tenho um encanto especial pelas obras “tão más que são boas” que não consigo deixar de ter o “The Room” como candidato a filme favorito. E não excluo o favoritismo por filmes de animação, filmes de culto e um terror sádico de vez em quando. Em TV também me divido por clássicos dos desenhos animados e algumas tremendas séries. Pelo meio também há muito wrestling, em fartura, que por si já apresenta uma variedade. Mas ainda existe muita dentro dele próprio. Desde o mais teatral da WWE que passa pelo tradicional, pelo violento e pelo parvo. Existem independentes para puristas e a Ring of Honor é uma relíquia nisso. Há a lucha libre com o seu género e mais outro género no Japão. A ultra-violência da CZW está lá, mesmo que não seja para todos e há sempre espaço para comédia e paródias. E ainda há o Lucha Underground que parece misturar isso tudo. Há de tudo e para todos. Se alguém se queixar com a falta de variedade, anda nisto há dois dias.

14 – “Desporto”

Confesso que já devo estar um pouco mal habituado ao estar tão exposto a isto. Se nalgum outro desporto alguém faz uma trafulhice ou batotice para ganhar, já nem lhe vejo tanto mal. O meu hábito ao wrestling anda a ver se tira a honra aos outros desportos e começo a ver Heels em todo o lado. Vá, pronto, ainda não cheguei a isso e essa minha visão só se dá de forma humorística. Porque há uma certa piada nisto. O que também tem piada é a bizarra pergunta em relação ao desporto favorito. Repito, vejo encantos em todos eles, mas quando apenas os acompanho de passagem e deposito muitas horas nesta “fantochada” aqui é porque há uma preferência. Mas é estranho dizer que o meu desporto favorito mal é um desporto, é uma abordagem teatral a atletismo ou uma abordagem atlética a teatro, com resultados pré-determinados e com guiões estudados. É, normalmente não é assim a coisa. Acho eu. Arranjo já aqui uma conspiração com o lacrosse. Mas tem o seu encanto. O meu é diferente, se pudesse, era possível ser escritor para este “desporto” enquanto treinadores de bancada não podem transferir as suas ideias para o campo de corfebol, pelo menos de forma infalível.

13 – Haja bom humor!

 

Este também é referente à escrita aqui no WPT. Todos gostamos de ter alguma piada, no mínimo, nem que seja para espalhar boa disposição. Alguns levam isso longe demais e viram palhaços mesmo, mas isso não é para todos. Já nem falo em tomar a comédia a sério, mas confesso que me dá um certo gosto em ver que por vezes causo algum riso em alguns de vocês. E é uma característica muito curiosa no mundo do wrestling. É muito propício a humor. Nesta nossa era da internet, encontra-se uma página humorística para basicamente tudo. O wrestling não é excepção. Mas não só não é excepção como parece o mais propício e parece mais raro encontrar páginas dedicadas inteiramente a wrestling com abordagens sérias! Culpa a atribuir? Talvez a facilidade actual em fazer asneiras. Como boa malta que somos, em vez de nos chatear, gozamos. De uma forma ou de outra, a malta diverte-se sempre. Quem diria que o wrestling seria uma fonte tão boa de humor? E não, não me refiro a muitos segmentos de “comédia” que às vezes nos aparecem!

12 – A grandeza dos eventos

Este é mais referente à WWE. Simplesmente porque é a que consegue fazer disso, entenda-se, é a que consegue pagar isso. Olhem para uma Wrestlemania e reparem no quão grandioso eles conseguem fazer o evento de uma arte/modalidade que ainda é considerada um pouco “marginal”. Olhem para as suas actividades fora do ringue e digam se não vos enche de vontade de constar num Axxess? Olhem para aquele palco e para o hype que envolve cada evento, cada acontecimento daquele card e neguem que eles não fazem um trabalho estupendo em engrandecer o seu já enorme evento. Até o raio das musiquinhas que me costumam irritar sempre, eles conseguem dar-lhes um “feeling” diferente e até lhe dão um tom épico à coisa. Levante a mão quem tem uma ida à Wrestlemania na sua lista de sonhos!

11 – Não há fim!

Todos temos séries televisivas predilectas. E todas elas – à excepção dos Simpsons, graças a todos os santos – eventualmente acabam. Depois temos a WWE que já tem os anos todos e anda a dar-nos um Monday Night Raw há mais de 20 anos. O cast e as histórias vão mudando mas o programa está sempre lá. É aqui que entra o momento “Oh crap” ao apercebermo-nos de que é assim que funciona uma novela. Não propriamente das Portuguesas e Brasileiras a que estamos acostumados porque essas também têm o seu fim, mas lá as “soap operas” Americanas funcionam assim. E, temos que admitir, esta é a nossa novela. Não tem o Anselmo Ralph a acentuar todas as sílabas de cada palavra, felizmente, e é uma novela muito diferente. É à nossa maneira. E podemos alegrar-nos ao pensar que não tem fim à vista. É-nos sempre garantido um Monday Night Raw ou um Impact Wrestling ou qualquer outra coisa, pelo menos para já. Nem sempre nos é garantido um bom Raw, mas pronto, não se há de ter tudo sempre!

10 – Os conhecimentos “inside”

Esta é mesmo só para nos armarmos em espertos. Quando alguém “de fora” passa e vê algo disto, poucas vezes resiste à tentação de nos avisar e informar daquela novidade que nos choca e abala: aquilo não é bem a sério. E todos nós choramos em descrença e esperneámos em negação porque estamos convencidos de que aqueles enredos, acontecimentos coincidentes nos finais do combate eram reais e que eles tinham uma técnica especial de lançar o adversário às cordas ou ao canto de modo a que ele se vire mal chegue ao destino. Ou então já recorremos àquilo que nos sobra: sarcasmo. O certo é que entendemos um mínimo do quanto funciona – não estamos por trás da cortina para saber mais, sabemos a ponta do iceberg que já não é mau – e podemos estar confortáveis em relação a isso. Dizer uma data de palavras da terminologia de wrestling só para impressionar, isso sim já é armar em esperto demais. Só um ou outro por aqui e ali, toda a gente gosta de se armar um bocadinho.

9 – Internautas

Misto, no entanto. Por vezes andar pela internet também é irritante porque muitos se queixam, têm sempre razão e são uns chatos. Ainda se vê demais aquele fã que nunca está satisfeito e sabe mais que os outros e ainda é triste ver homens adultos a levar tudo demasiado a sério e a injuriar miúdos que se divertiram com algum evento que não gostaram ou por serem fãs de um determinado performer. Nisso aí, a parte internauta é uma chatice. Mas esses estão em todo o lado, em todas as áreas. Porque ainda existe uma base de fãs internauta bem divertida. E tem o seu valor que seja uma comunidade online com o seu próprio nome: Internet Sports Entertainment Community! É o que todos lhe chamamos, não é? Em ligação ao ponto 13, também é graças à internet que temos muita boa piada em relação a isto, quer seja a tirar proveito de algo mau ou até mesmo a aproveitar o bom. Não é difícil arranjar meme a partir de qualquer coisa que aconteça a cada Raw e existe muita malta de boa cabeça para fazer as piadas para a nossa boa disposição. O raio da internet veio dar-nos jeito para muita coisa. E quanto a isso, devo mencionar… Este e todos os outros grandes espaços que aqui lêem não estão propriamente numa gazeta impressa a preto e branco!

8 – O bichinho da curiosidade

Muitos pensam nisto, apenas alguns o concretizam. Refiro-me a ver o ringue um pouco mais de perto. E não me refiro só a ver um evento ao vivo, isso devia estar na “bucket list” de qualquer forma. Refiro-me a ver o ringue por dentro. Que ninguém o negue, já todos imaginamos como seria e têm um inevitável bichinho de saber como é. Existem por aqui alguns felizardos que já o concretizaram e por aí haverão alguns que até o concretizaram mas não gostaram muito. Porque afinal aleija. E também não vou mentir, é claro que eu próprio também penso sempre em como será a sensação. A concretização fica um pouco dificultada a olhar para factores secundários como o facto de pesar cerca de uma arroba e causar bocejo a moscas a tentar intimidá-las. O meu lado mais positivo pensa que um dia ainda pisarei um ringue. Para montar as cordas é o mais plausível mas não é por aí que reclamo.

7 – Memórias dos videjogos

Este título é muito pessoal. Simplesmente pela palavra “memórias” quando a WWE ainda lança videojogos assiduamente e com certeza que muitos de vocês ainda os jogam. Pronto, a minha confissão, fiquei-me pelo Smackdown! vs Raw 2007. As razões: não sou muito virado para os videojogos e a minha inserção no mundo actual de gaming é 0. No SVR08 mudaram os controles e eu chateei-me com ele, dêem-me as coisas simples ou não mas dêem sequer. Mas qual é ainda o favorito? Ora, o último antes da série se virar para o “vs Raw”, o “Smackdown!: Here Comes the Pain”, obviamente com Brock Lesnar na capa e com um plantel riquíssimo e extenso. Para mim a perfeição, o melhor “Season Mode” que joguei entre os jogos que experimentei, um gameplay fantástico. É tudo muito bom e já são enormes contribuições para o meu favoritismo para com o jogo, mas há um factor que se sobressai: as tardadas de jogatana com amigos. Objectivo: ver quem era o melhor? Nada disso, ver quem fazia mais palhaçadas. Qualquer gajo que subisse à escada de um helicóptero e se atirasse para o cimento, de cabeça, a muitos metros de altura, morria na vida real. Neste jogo, no Times Square, não, portanto lá estava eu sempre a voar. Com frequência se perdia e não se queria saber. Uma borga. E partilho isso convosco porque parece que é para isso que este Top Ten que nem é Top Ten serve!

6 – Tema de conversa

Conversa de tasco. Em todo o grupo de amigos há tópico corrente de conversa. Nos bons grupos fala-se de tudo mas há aquele que não falha. Em todo o canto se fala de bola. No meu meio fala-se muito de música. Lá haverão sempre os grupos de outro meio que falam muito da novela e na altura em que os reality shows ranhosos estão no ar, também há muito povo a falar disso com a maior das seriedades e devoção. E existem alguns cantos menos frequentes em que há lá um aglomerado de gajos a discutir assuntos recentes de wrestling, a comentar a semana que passou, a reagir a eventos chocantes e sempre a recordar algum clássico. Não é comum? Não precisa de o ser. E se existem olhares esquisitos ao captar-se algumas palavras e reconhecê-las como referentes a essa indústria e acharem que estou preso em 2006, não há problema. Estou “preso” nisto porque quero. Interrompam lá mais uma disputa clubística sem sentido de algum tasco a tresandar a tinto a mostrar o contentamento que têm pela inserção do Dean Ambrose no main event e com a estreia do Sami Zayn no roster principal e digam lá se não é um espectáculo!

5 – “Don’t try this at home”

Eles bem dizem. E nós fazemos de conta que ligamos ao que eles dizem. Acuso de mentiroso desavergonhado aquele que disser que nunca tentou uma manobra num amigo que também teve a sua vez logo a seguir. Uma das mais fáceis e em que não se corresse risco de magoar. Porque todos somos tolos mas não tão tolos e, ou o colchão é pequeno ou aquele areal é tão duro como qualquer chão. E porque ainda existe uma fenda longa entre este ponto e o ponto 8. Do tipo de coisas que nos são mais propícias quando somos mais novos. Depois de crescidos só nos fica na cabeça a ideia de que a vida seria muito mais desfrutável se manobras funcionassem no dia a dia. Receber pessoas desagradáveis com Super Kicks ou aplicar um RKO a alguém que esteja a chatear muito. Uma pequena confissão: nesta brincadeira entre amigos, eu era o que mais levava. Diziam eles que eu era um bom seller. Nada melhor que saber que um gajo já é um jobber nato sem sequer exercer a profissão…

Nota: A notícia chegou-me momentos antes de escrever este parágrafo. Um qualquer energúmeno matou um bebé com a aplicação de um Last Ride. Sim, isto aconteceu, senhores, está registado neste mesmo site. E para as “pessoas de fora”, peço por favor que deixem o wrestling e os seus fãs fora disto. Um gajo que ache boa ideia fazer disso a uma criança de 18 meses não é influenciado pelo produto, é apenas muito estúpido.

4 – Dá-me esta oportunidade

Já devem supor pelos textos que escrevo por aqui e por aí fora que sou capaz de achar piada a esta coisa da escrita. Não é mercado para o qual me possa atirar de cabeça e tomar um lugar remunerado mas já estou felicíssimo com o que posso fazer. Comecei com um mero blog de música onde fazia textos críticos de determinados discos acabados de sair. Fiz muitas experiências, falei dos que gostava, aventurava-me fora do meu campo e comentava coisas que não gostava de um ponto de vista imparcial, descobri coisas novas, etc. Alguém me andava a ler e lá me cataram para um site muito mais bem aperaltadinho e com muitos mais leitores, onde ainda me mantenho contentíssimo. Exactamente o mesmo trajecto com outra área que me interessava: gajos em trajos menores a lutar oleados. Também com um bloguezinho pessoal em que pouco me virei para os artigos por perder demasiado tempo com os shows semanais – não podia dar só os resultados, tinha que fazer resumos inteiros – e até teve curta vida. Um outro blog também mais aperaltadinho e com muitos mais leitores tinha ali umas abertas, aproveitei e instalei-me para aclamação dos leitores. Não se ficou por aí porque outro blog me catou a partir dali e, fundindo-se aqui com o estimado e dominante WPT, trouxe-me aqui. E cá estou eu, a gastar teclado para vários sítios onde gosto de saber que lêem e apreciam os meus textos e que não se importam com as minhas parvoíces e opiniões. Não descarto a possibilidade de escalar destes projectos para algo maior e mais “a sério”, nem escondo o desejo disso mesmo mas até lá não tenho qualquer queixa desta oportunidade fantástica. Na eventualidade de qualquer coisa assim, acreditem que devo tudo a isto. Não dando em nada, também podem crer que me divirto imenso com estes meus trabalhos que, dando todo o trabalho que dão, são um bom alívio para o stress e para desanuviar um pouco da chatice do dia-a-dia. Pronto, um parágrafo muito bonito por parte de um gajo que se calhar até já se acha algum escritor, apesar de ter quase a certeza que ainda aplica algumas vírgulas mal…

3 – A nostalgia

Mas existem assim tantas sensações melhores que a de sentimento de nostalgia, uma boa recordação de uns tempos aos quais, infelizmente, já não podemos voltar? Muita da manifestação internauta negativa a queixar-se do estado das coisas de agora tem a ver com isso e nem se apercebem: as coisas vão sempre parecer melhor na nossa memória nos tempos em que algo nos encantou do que no presente que é uma chatice e temos que levar com ele. E agora lá vou eu armar-me em vosso avô outra vez e contar-vos uma história. Aproximava-se o final de 2005. Já tinha eu as minhas noções de wrestling como um fenómeno bem espalhado por toda a escola, com todos os miúdos a falar do Batista, do Eddie Guerrero, do John Cena e do Undertaker. Só tinha uma TV em casa, dificultando a possibilidade de conseguir uma oportunidade de virar para a SIC Radical para uma espreitadela às porradas, ainda para mais quando desconhecia o horário. Mas lá consegui um e compreendi o alarido todo à volta daquilo. Colei e juntei-me à moda. Começou o meu 7º ano – que tempos! – e eu tinha um horário esquisito que, às 5as, me fazia ir para a escola às 8 da manhã para uma aula inútil, para sair as 10 e apenas regressar às aulas depois do almoço. A vantagem: permitia-me chegar a casa e ver o Monday Night Raw que dava a essa hora, perdendo apenas o primeiro segmento, que acabavam por repetir. Assim fiquei espectador assíduo apenas do Raw, aquele que conseguia ver. Chega o Verão, chegam as férias e chegam mais umas fantásticas memórias que tenho desse Verão de 2006. Algo que me fazia levantar o traseiro da cama cedo. Para ver o Raw às Quintas, o Smackdown às Sextas, e quando havia PPV, ficava para a Quarta-Feira. Tudo às 10 da manhâ e tudo pretextos para eu colar ali a ver os D-Generation X ou o King Booker, citando um exemplo de cada brand naquela altura. E sim, a nostalgia que sinto ao lembrar-me desses dias é indescritível. Entretanto a moda passou e o meu interesse acabou por desvanecer com ela também. Mas será que eu tinha perdido mesmo o interesse ou apenas a passagem da moda não permitia que eu saciasse essa minha paixãozinha? Pendo para a segunda opção porque assim que me lembrei que já não tinha problemas com o conflito de uma TV, até porque tinha um computador com um perfeito acesso à interminável Internet… O que é que me impedia de voltar a ver? Assim o fiz, assim ficou, já não vejo nada a tirar-me este gosto. Só vejo cada vez mais, rais’parta à doença! Pronto, chega de “storytime”, mas até que soube bem recordar isto. Falem lá dos vossos inícios a ver disto também!

Nota: Outra coisa que fazia nesses tempos era bookar a minha própria WWE. Ligava o tal Smackdown!: Here Comes the Pain e marcava os combates, deixando os CPU a combater entre eles, ficando eu a assistir. Depois escrevia as histórias de acordo com os resultados. Quase igual, apenas não determinava os resultados. Apontava tudo num guião escrito à mão e de vez em quando até partilhava com uns amigos. Podia dar-me para pior, sinceramente. E que tremenda saudade que me tornou a dar daquele tempo!

2 – Os performers

É claro que esta é daquelas razões que não justificam muito para alguém que venha “de fora”. Mas é claro que todos nós assistimos para vermos os nossos performers favoritos, os talentosos lutadores que dão cabo do couro, lesionam-se, arriscam-se e dão espectáculo, tudo para nos entreter. Não se faria um show de wrestling ao nosso agrado sem pessoas para o concretizar e não teria grande piada pegar num padeiro qualquer e colocá-lo contra o jardineiro da Junta de Freguesia num ringue e esperar grande coisa. Que sejam performers de alto calibre, atletas de respeito, mesmo que nem sempre sejam assim vistos. E é claro que aqui me refiro aos favoritos de cada um. Não posso despejar apenas os óbvios que toda a gente adora e que estão no topo da cadeia, mas é claro que enumero qualquer Daniel Bryan, Seth Rollins, Sami Zayn, Dean Ambrose, Cesaro, Neville, AJ Styles, Austin Aries, Finn Bálor, Samoa Joe, Johnny Mundo, Adam Cole, Kevin Owens , Dolph Ziggler ou até um CM Punk. Nem só das lendas incontornáveis como algum Shawn Michaels, Undertaker, Ric Flair, Stone Cold, Triple H, Bret Hart, Hulk Hogan, Randy Savage, The Rock, Edge, Sting, Mick Foley ou Ultimate Warrior. Se o vosso favorito for o Great Khali, então que o devam a ele. Se assistem ao Raw para ver o Erick Rowan, então todos os louvores vão para ele. Caramba, que seja o Michael Tarver! É subjectivo, todos estão lá para nós, é aos vossos favoritos que o devem. E eu cá sei que não tenho poucos!

1 – Os combates!

Mas para quê estar a gastar tanta letra quando se podia resumir tudo a isto? A menos palavras e a mais acção. Não explica muito a alguém que não esteja no assunto, porque se não gostam, simplesmente não gostam. Mas é o que nos hipnotiza a nós. Para quê perder tempo a explicar tanta coisa quando se resume a coisas como isto, isto ou isto? Que podemos ficar de olhos trocados com isto ou saciar a mais saudável sede por violência com isto? Saber que nunca se apagarão clássicos como isto, isto ou isto e saber que ainda nos dias mais actuais temos coisas como isto, isto ou isto. Enfim, é preciso estar a explicar coisas quando podemos sentar-nos, relaxar e ver isto? Disparates, um gajo fica tudo menos sossegado quando apanha boa acção como esta!

Bem, parece que chega ao fim esta edição minimamente diferente do Top Ten. Se esperavam algo melhor para a edição número 100, peço desculpa, nem sempre funciono muito bem sob pressão. Se gostaram, óptimo. De facto, quis fazer este número algo especial, então virei um pouco o conceito da coisa e tornei isto algo totalmente pessoal. Se não tem interesse suficiente para vocês, então coloquem algum: digam lá vocês o que é que vos move nisto, o que vos faz ver, o que vos dá gosto e orgulho como fãs. Com quais destes quinze factores se identificam? Lá porque este é o artigo mais pessoal, não tem razão para deixar de ser vosso! Fica um agradecimento pelo vosso constante apoio ao longo destas cem edições, foram vocês que tornaram esta centena possível. E que venham muitos mais que isto é para retomar já para a semana, de forma normal. Até lá fiquem bem e não se esqueçam de partilhar as vossas experiências até lá!

Sobre o Autor

- Escritor do artigo “Top Ten”.

17 Comentários

  1. Pedro F - há 2 anos

    “Nada melhor que saber que um gajo já é um jobber nato sem sequer exercer a profissão…” hahahahaha muito bom xD

    Adorei o artigo, parabéns :)

  2. Sorlei Rui Oltramari - há 2 anos

    Excelente artigo e parabéns pelas 100 edições, Chris!

    Me revi quase em todos os pontos, exceto no sexto. No meu grupo de amigos, pode ter um cara que só fale do seu programa preferido, outro que só fale do seu time e outro que só fale de sua novela favorita, é só eu querer iniciar o assunto sobre wrestling que todos se viram e começam com as clássicas respostas: “Tu ainda assiste isso?”, “isso é tudo falsidade”, “o ringue é macio e não dói nada”, “eles ganham uma fortuna só para fingirem que estão se batendo”, “qual é a graça de ver algo ensaiado?”, “olha esse soco, nem acertou ele”. Então, o único jeito que eu tenho para resumir a minha opinião sobre o wrestling é on-line.

    Concordo com o primeiro lugar. Por mais que tenhamos vontade de não assistir mais, que não nos agrade ver tal wrestler no topo enquanto outro bastante bom sofre em um midcard que a WWE as vezes faz de conta que não existe, essas obras-primas que você apresentou no artigo justificam o porque de sempre ligarmos a televisão na Segunda a noite, mesmo após um PPV horrível ou algum combate que não nos agradou.

    Sugestão para futuros Top Tens: Os Debuts mais impressionantes.

  3. Cronos HHH - há 2 anos

    eu comecei a gostar quando passava no sbt ai eu gostava do Undertaker mas depois quando eu comprei o jogo de 2011 ai eu encontrei o Triple H entao eu ganhei um computador e comecei a pesquisar e ver as lutas historicas do HHH

  4. Mr.Ambrose - há 2 anos

    Parabéns por esta centésima edição Chris.

  5. JoãoRkNO - há 2 anos

    Muitos parabéns por esta centésima edição Chris . És o verdadeiro exemplo de como ser criativo , e espero que nos brindes com mais 100 edições .

  6. WWEdge - há 2 anos

    “Levante a mão quem tem uma ida à Wrestlemania na sua lista de sonhos!”
    Sim, é verdade :P

    “E, temos que admitir, esta é a nossa novela. Não tem o Anselmo Ralph a acentuar todas as sílabas de cada palavra, felizmente, e é uma novela muito diferente.”
    Parti-me a rir!

    Gostei muito deste Top Ten…Fifteen.
    Muitos parabéns pelo Nº100!

  7. Reigns one versus all - há 2 anos

    Antes de mais, os meus parabens pela centésima edição de um espaço que gosto muito que é o top ten.
    Gostei imenso,para ver-mos wrestling tem de haver algo que nos cative e que gostemos.
    O que escreveste aplica-se a mim também,não em tudo claro,mas no geral idetifico-mo.
    Bem,o que me cativou para o wrestling foi os combates,obviamente,os wrestlers,são tipo super heróis mas na vida real e ha sempre aquele que torcemos mais.
    Ao ainda tenho aquela tendencia para os videojogos,afinal de contas tenho 14 anos.
    Para terminar,desejo que venham mais top ten e continua com o excelente trabalho Chris.

  8. 434 Days - há 2 anos

    Muitos parabéns pelas 100 edições. Que venham mais e cheias de qualidade e interesse

  9. João Paulo - há 2 anos

    Ótimo edição do Top Ten, parabéns pelas 100 edições, que tenha muito mais

  10. Mr. Money In The Bank - há 2 anos

    “Levante a mão quem tem uma ida à WrestleMania na sua lista de sonhos!”

    Um dia eu chego lá!

  11. gonçalo"the best" - há 2 anos

    Enorme!Sublime! Ca P*ta de artigo xD
    Muitos parabéns que venham mais 100

  12. Wrestling Life - há 2 anos

    Parabéns pelas 100 edições.

    Identifico-me com tudo o que disseste. Dá mesmo gosto ser fã de wrestling xD.

  13. heel owens - há 2 anos

    Sobre temtar golpes em amigos ,eu era e sou um dos que mais faz isso , aplico holds como o sharpshooter ,DDT’s e piledrivers alem dos superkicks

  14. Awesome_Mark - há 2 anos

    Absolutamente soberbo! Identifiquei-me com tudo. Como já tinha dito neste mesmo espaço (o site), a história desta nossa geração de wrestling (15-30) é muito semelhante pelo que é fácil sentir-se um “eu”, neste que é o teu percurso como fã deste desporto. Depois és um escritor nato, juntas as doses ideais de qualidade (conhecimento e habilidade literária) e excentricidade, e se não te importares, gostaria de ver os teus trabalhos noutros blogues como referiste no texto.

    Mereces o elogio por atingires esta marca centenária, algo sempre prestigiante. Depois da Opinião Feminina, divides com o Smoke & Mirrors as minhas principais atenções no que se refere aos artigos do Wrestling.PT. No entanto, reparo que muito raramente respondes aos comentários aos teus artigos. Eu bem sei que isto não tem que ser regra e que muitas vezes o tempo para escrever escasseia, mas gostaria que houvesse maior interação. Se te pudesse sugerir algo, mesmo sabendo que não estou no direito de exigir nada seja a quem for, este é mesmo o único ponto que gostaria que melhorasses. Talvez assim já marcasse presença mais assídua aqui nos comentários. Mas repito. Tu és o responsável por isto e estás no direito de ter a atitude que bem entenderes.

    • Chris JRM - há 2 anos

      Ora essa, agradeço o reparo e a sugestão. De facto, reduzo-me a responder quando são questões ou correcções mais directas. Mas posso muito bem passar a ter mais em conta a interacção com os leitores! E claro, obrigado por todas essas palavras! :D

  15. Jorge de Almeida - há 2 anos

    Como assim “alguém” te andava a ler? É o muy digníssimo senhor Alguém, para ti.

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