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Top Ten #101 – Como bem estrear

Bem-vindos a uma nova edição do Top Ten! A primeira após a primeira centena! Isso significa, claro, que as coisas agora retomam o seu normal e partimos para um tema mais abrangente. E até pego num tema que encaixava na semana anterior e aí se dava se não fosse a especial ocasião numérica.

Algo que tenho a mencionar é que penso ter um leitor feliz neste momento. No meio de todas as congratulações pelo meu centésimo artigo – às quais não podia estar mais humildemente agradecido – foi-me sugerido como tema precisamente este. Nem de propósito, era um tema ideal para a semana passada, fomos surpreendidos e agradados com a fantástica estreia de Sami Zayn. Ainda vou a tempo e até satisfaço uma sugestão/pedido, aqui fica um olhar por algumas das melhores e mais impactantes estreias de que haja memória!

10 – The Giant/Big Show

http://dai.ly/x1wr2g6
https://youtu.be/pKO3en8HJLM

Este até teve um bom par de estreias. Se marcou impacto na WWE quando chegou como Big Show, vindo de baixo do ringue e ajudando Vince McMahon num combate de jaula contra Steve Austin – que Austin acabou por ganhar após Show o mandar pela parede da jaula fora – superior a isso só a sua derradeira estreia antes dessa, em 1995, na WCW. Vinha como The Giant e era vendido como filho do Andre the Giant. Foi introduzido por Kevin Sullivan como membro da Dungeon of Doom. Enfrentou Hulk Hogan no seu primeiro combate pelo WCW World Heavyweight Champion. Ganhou e tornou-se Campeão Mundial na sua estreia. Até pode ter sido por desqualificação com essa específica estipulação em vigor, mas é uma estreia bem melhor que os Spirit Squad!

9 – Tazz

https://youtu.be/blO5nQ012w8

Estreia em território WWE visto que já era uma figura conhecida. Já muitos estragos tinha ele causado na ECW e já muitas cabeças tinha virado na sua direcção. Tinha que trazer algum hype à sua aguardada chegada à WWE. Mas nem só de hype se fez esta estreia tremenda. Foi no Royal Rumble de 2000, no Madison Square Garden que, acontece, situa-se na sua terra-natal. Estreia a responder a um desafio de Kurt Angle que andava num gabarito de estar invicto e de ser o lutador mais técnico que ali andava – e tinha razão. Eis que responde ao desafio um gajo que também sabe qualquer coisa sobre wrestling técnico e que até sabe atirar um Suplex ou outro. A arena foi ao ar e rompeu-se a streak de Angle, após Tazz sair vitorioso. Pena que uma estreia destas nunca tinha sido verdadeiramente capitalizada. Permaneceu como uma das mais recordadas estreias e até das favoritas da própria WWE, como eles muito gostam de a destacar, mas a sua carreira na WWE nunca chegou a ter grande ímpeto, acabando por ficar recordado pelo seu anterior trajecto na ECW. E por dizer muitos disparates na mesa de comentários e digredir muito no processo. Também gostamos muito desse Tazz.

8 – Sami Zayn

https://youtu.be/IJa6QiPJavU

E já que se fala em grandes estreias na terra-natal, porque não aproveitar o grande acontecimento da semana passada em que tiraram também bom proveito da “open challenge” de John Cena – uma excelente medida, diga-se já – e nos trouxe um combate tremendo? Algum mais ingénuo lá deve ter pensado que ia o Bret Hart responder ao desafio – nem foi assim há tanto tempo que ele teve aquele título – e outros esperançosos se calhar até acreditaram no Heath Slater. Mas aquele bom povo de Montreal já esperava um grande nome do NXT por quem já cantavam antes: é Sami Zayn quem responde ao desafio, tem um combate de categoria, fica perto da vitória, consegue um “kick out” ao Attitude Adjustment e com a emoção até se magoou com simples movimentos para os fãs. Já aparecera no Raw e no Main Event anteriormente mas é este grande momento que parece oficializar a sua estreia. Se eu tivesse um momento e um combate destes, também eu queria considerar isto a minha estreia. Até vale a pena a lesão!

7 – The Shockmaster

https://youtu.be/75CrD5xmbnw

Só aceito que me chamem tolo se for por acharem que isto devia estar na primeira posição. Aí até vos dou razão. Porque se não concordarem que esta foi uma estreia épica, os tolos são vocês. Nem sequer é a dar uma de “Worst of” que eu muito gosto de fazer aqui por estes lados, o Shockmaster é uma lenda, têm que o admitir. Pronto, pode não ser pelas razões que eles inicialmente queriam mas hoje é mais recordado que muitos grandes momentos planeados e bem sucedidos! Foi em 1993, num segmento do “A Flair for the Gold”, que Sting anuncia o parceiro surpresa da sua equipa que iria chocar o mundo! Entra o tal. De cabeça. Para o chão. A perder o capacete e a tentar recuperar a postura sem sucesso. Comentários como o “Who is this motherfucker?” de Booker T ou “He fell flat on his fucking arse!” de Davey Boy Smith foram audíveis. Outros integrantes do segmento tiveram que sair daquele palco para se desfazer em gargalhadas. E, pasmem, foi Sid Vicious o único capaz de manter a postura e prosseguir com a promo. Nasceu ali uma lenda, não como um super-herói que ia chocar o mundo – a alma com que o Sting vendeu aquele anúncio – mas como o maior “flop” da história do wrestling. Mas pensem, era um gajo com um capacete de Stormtrooper coberto de brilhantes. A sério que isto ia longe e seria recordado se não acontecesse da forma que aconteceu?

6 – The Nexus

https://youtu.be/vVVtqoqzgNw

Passemos de um indivíduo para todo um grupo. E o único “flop” neste foi a sua continuação e não a sua estreia que foi genial e surpreendeu todos. Permanece ainda como um dos mais memoráveis momentos do iníco desta década que já vai a meio. Antes de ter este seu formato e qualidade actuais, o NXT teve uma “cara” diferente, como bem se lembram, em que rookies competiam por um lugar no plantel principal. Com apenas um vencedor. A ideia era boa mas a coisa não devia estar muito bem feita. Afinal, o Daniel Bryan até foi dos primeiros eliminados… Pelo público! O vencedor foi Wade Barrett e com a vitória vinha o tal contrato e uma oportunidade pelo WWE Championship. Ou então não. Ou então vão todos para parecer muitos e exigir um contrato para cada um. E causar impacto. Interrompendo um combate entre Cena e Punk – se fosse um daqueles que eles já souberam dar, o povo não ia levar muito a bem – não se contentam com atacar lutadores e atacam comentadores, staff, destroem o ringue, deixam a arena em pantanas. O Daniel Bryan até foi despedido por ser demasiado violento ao estrangular o Justin Roberts com a própria gravata. Deram nas vistas e formaram os Nexus, grupo que viria a arrecadar um punhado de títulos Tag Team e meter-se com toda a gente – lá fizeram por deixar o Vince McMahon, o Undertaker e o Bret Hart de baixa. Acabaram por desvanecer progressivamente, com falta de atenção, troca de líderes desnecessárias e com uma maior percentagem dos seus integrantes a ver as personagens remodeladas. Mas a estreia ficará na memória de todos.

5 – Kane

https://youtu.be/ASmdxXaOzd4

Apareceu de fato e gravata, como Director de Operações, a dar ordens e a lutar ocasionalmente com a sua roupa formal. Ou então não. Mas depois de tentar ser o Diesel e um dentista – todos na nossa vida passamos por uma fase em que somos o Diesel ou um dentista – lá veio a sua derradeira chance como meio-irmão de Undertaker. Já andava Paul Bearer a ameaçar e a avisar Undertaker que tinha um enorme segredo dele para lhe revelar. E era referente a um fogo que Undertaker atiçara, quando era miúdo, que matou toda a família, à excepção do seu meio-irmão que sobreviveu com as cicatrizes, queimaduras, problemas psicológicos e fanatismo pela Halle Berry. Undertaker sempre se defendeu, dizendo que foi o próprio Kane que causou o incêndio. Confessou o crime mais tarde mas aí já era Heel e líder dos Ministry of Darkness, logo aí já era conveniente. Com todo esse dramatismo e toda essa história “over the top”, faltava o raio do irmão aparecer e foi no Badd Blood: In Your House em 1997 que Kane, mascarado, custou um combate Hell in a Cell ao seu meio-irmão, contra Shawn Michaels. Claro que com isto, era apenas uma questão de tempo até que ele tivesse uma posição autoritária na companhia…

4 – The Shield

https://youtu.be/T8ukgZ8opBI

Mais um grupo. E outro que também estreou com um berro bem alto. A diferença para com os Nexus? É que estes nunca se chegaram a estragar. Retiraram-se numa altura em que ainda estavam em alta e dominantes, deixando um bom legado como um dos trios mais perigosos de que haja memória recente – ali com os New Day ou os 3MB à perna, claro. Com uma posição bem alta mas que considero merecida. O que eu saltei quando isto aconteceu! Não só porque eu ainda andava a markar e bem para CM Punk e o seu reinado longo que já andava ali na altura de completar um ano, mas porque identifiquei os seus integrantes. Confesso que agi com indiferença para com Roman Reigns mas isso foi só porque ele era o menos conhecido e até mesmo no NXT ele tinha aparecido pouco. Os meus entraves de respiração deram-se quando vi uma horrível madeixa loira – só este gajo para me deixar entusiasmado ao ver uma coisa dessas – e um gajo com cara de psicopata. Porque por esses dois já se markava há um bom tempo. Começava ali uma “besta” que viria a dominar toda a WWE no ano e meio seguintes, causando delícias a qualquer fã que assistia ao Raw para os ver. Já dizia eu quando eles eram ainda um trio em ascensão: se estes três não são o main event no futuro, fizeram asneira da grossa. E pronto, a coisa ainda pode estar fresca e tal mas olhando para o main event actual… Estão mesmo lá os três todos!

3 – John Cena

https://youtu.be/10ivQ3ogO1M

Este aqui eles muito gostam de o lembrar. Mais por ser quem é mas há que admitir que foi uma boa estreia e é possível que nessa altura não sonhassem com o que ele se viria a tornar. Temos que nos lembrar que antes de sair o Doctor of Thuganomics de uma mera piada de Halloween e a ficar tão over como muitas piadas passageiras que acontecem recentemente – Axelmania, Mizdow como exemplos – ele andava perdido e tinha um futuro na companhia muito incerto. Logo ainda não se via nada do actual John Cena neste John Cena que respondeu a um desafio de Kurt Angle e quase ganhava, chegando até a arrancar-lhe algum respeito. Em visual, isto andava longe de se parecer com qualquer coisa sequer, quanto mais o Cena. Mas já se via uma espécie de protótipo – HA! – do Doctor of Thuganomics aqui. Diga-se que, se existisse algum desenho animado sobre o Vanilla Ice em criança e ele tinha um irmão mais velho que lhe fazia a vida negra, este Cena parece-se com esse. Foi o mais próximo que arranjei. Já quanto à estreia em si, foi uma boa maneira de trazer um miúdo e colocá-lo à prova contra os “grandes”. Uma observação inteligente por parte de Triple H no Twitter: muitas semelhanças entre a estreia de Sami Zayn no Raw já aqui mencionado e esta. Cena nos dois planos. Haverá aqui algum simbolismo?

2 – Chris Jericho

https://youtu.be/DGsBRImD0po

Mais um caso de alguém que não era visto a primeira vez. Mas esta é que foi uma estreia realmente a valer. Carreiras anteriores na ECW e na WCW não o tinham levado muito longe. Talvez porque não havia muita vontade para glammers naquela altura. E alguém que diga isso ao Dolph Ziggler, já agora. Foi na WWE que chegou às alturas e tinha que entrar com barulho. Pegando na loucura, pânico e umas quantas teorias de conspiração à volta do bug Y2K da passagem do ano 1999 para 2000, no Raw Is War também havia uma contagem para alguma coisa. Acontece que este não era o Y2K, mas sim o Y2J, Chris Jericho que anunciara que “Raw Is Jericho”, frase que para sempre ficou, e que vinha salvar a WWF. Só não podia estrear sem armar barraca e teve que fazê-lo com alguém no ringue. Se Jericho, um maestro ao microfone, tinha que se manifestar, então que a contagem acabasse quando outro ás estivesse no ringue: The Rock. Bate-boca de sonho ali a acontecer e uma figura lendária a iniciar o seu percurso. Se nada obteve nas anteriores companhias, foi depois de uma estreia tão excêntrica como esta que Jericho se tornou o tão galardoado lutador que é agora: entre tantos títulos, conta-se um recorde de reinados como Campeão Intercontinental e uma histórica noite em que bateu The Rock e Steve Austin para se tornar Undisputed Champion. Não é para quem quer…

1 – The Undertaker

https://youtu.be/c_ZW8vExvdw

Ele podia ter saído de um ovo, sabem disso. Foi no Survivor Series de 1990 que Ted DiBiase tinha um parceiro surpresa para arrasar com a “Dream Team” liderada por Dusty Rhodes. A introdução em TV de uma personagem que já tinha sido experimentada em house shows como Kane the Undertaker. Aproveitaram metade do nome, a outra depois via-se se aproveitavam para alguma outra coisa. Veio um gajo gigante com ares de morto-vivo e difícil de manter deitado. Uma gimmick surreal que tinha tudo para dar para o parvo. Mas é um caso de ser dado ao performer certo, porque nasceu ali um dos maiores de sempre e uma das lendas mais reconhecíveis por qualquer fã de wrestling, indo ao mais novato. É a estreia mais espalhafatosa e grandiosa que aqui consta? Não, nem por isso. Mas marcante em termos históricos? Nasceu aqui uma das maiores lendas da história da WWE, como já disse. E a sua estreia ainda é um evento bem recordado.

Vá, agora o zerinhas. No mesmo evento tinha o tal ovo. Claro que saiu de lá mais uma personagem mítica, o inigualável Gobbledy Gooker que eles talvez esperassem vir a usar para mais alguma coisa após aquela noite. Só voltou muito tempo depois para aparições esporádicas que normalmente envolviam cóboiada. Um Hall of Famer da mesma ala que ali o nosso amigo Shockmaster.

E aqui estão dez grandes estreias que acho que valeram a pena recordar. Mas é claro que existem muitas mais e muitas excelentes que deixo para vocês acrescentar, normalmente é das minhas partes favoritas, o vosso feedback e participação. Só não conta a minha estreia aqui no WPT, quando apareci aqui a limpar tudo com uma lista de dez coisas enumeradas para marcar o meu lugar e estar aqui agora a listar dez coisas enumeradas. Isso é que é impacto! Fora de brincadeiras, estejam à vontade para enriquecer a lista e espero que tenham gostado, especialmente quem já sugeriu a ideia! Para a semana é para haver mais, que nada se coloque no meu caminho então. Até lá comportem-se, cá deste lado, aproveitem que parece que já há calor a sério e, numa nota acrescentada à última da hora: os meus azulados parabéns ao Benfica pelo merecido campeonato!

Sobre o Autor

- Escritor do artigo “Top Ten”.

8 Comentários

  1. Reigns one versus all - há 2 anos

    Excelente top ten,Chris.
    Gostei do tema,estreias,é quando podemos estar a ver novas estrelas ou grandes fracassos.
    O top ta bem composto,não me estou a lembrar de outras estreias marcantes.

  2. GFG - há 2 anos

    É a do Santino ?
    foi uma grande estreia tambem ou não?

  3. MR Perfection André Santos - há 2 anos

    Faltou o Santino. Excelenete TOP!

  4. 434 Days - há 2 anos

    Bom top com o lendário Shockmaster XD

    Pessoalmente metia o Jericho em 1º, mas a estreia do Undertaker também teve um grande impacto.

  5. Pirikito - há 2 anos

    falto o Carlito que venceu o Cena em seu debut valido pelo USA title

  6. Brock Lesnar - há 2 anos

    Embora acho o Sting profundamente overrated e que já se deveria ter reformado em no inicio dos anos 2000 e que desde aí só esteve a roubar espaço e destaque a gajos que poderiam brilhar na TNA, a sua estreia “oficial” na WWE ( o último show da WCW foi praticamente um evento já realizado pela companhia do Vince) a verdade é que o seu debut no Survivor Series foi muito bom.

    Assim como faltou o debut do Brock Lesnar

  7. Sorlei Rui Oltramari - há 2 anos

    Excelente artigo, Chris!

    Desconfio ter sido eu a dar a ideia do Top Ten de Debuts mais marcantes (não li os outros comentários), mas em todo caso, muito obrigado por ter levado em conta uma sugestão minha. Eu sentia falta desse tema no seu quadro, pois um debut tanto pode alavancar a carreira de um wrestler (Chris Jericho), ou arruinar por completo (Shockmaster, se observarmos um caso mais radical). E se tomarmos como referência a sua estréia, o Zayn tem tudo para tornar-se uma estrela, ao contrário do que o Vince Russo diz.

    Quanto ao Top Ten em si, concordo com quase todas as posições. Só acho que o debut do Santino poderia ter sido adicionado. Tudo bem que ele se transformou no personagem menos credível e no bobo da corte da WWE, mas a forma como tudo ocorreu e o pensamento de várias pessoas que ele realmente era um cidadão qualquer que desafiava o monstro Umaga foi bem original.

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