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Top Ten #108 – Combates da Marca TNA

Bem-vindos a uma nova edição do Top Ten que até vai buscar a ideia ao polarizador evento da infame companhia que tem criado tópico de conversa e não propriamente pelas melhores razões. Foi no passado Domingo que a TNA apresentou o Slammiversary com uma bizarra construção de card devido a gravações de episódios importantes já previamente efectuadas.

Mas várias coisas conseguiram voltar as atenções para o seu lado e isso inclui o main event que trouxe de volta o combate “King of the Mountain”, utilizando um novo título desse mesmo combate como prémio. Foi um regresso a brilhar para Jeff Jarrett, o homem que criou o combate, regressou e venceu-o.

O que devem saber é que esse “King of the Mountain” não é algo que vejam noutras companhias. Coisa que a TNA sempre teve foram coisas que podia clamar como sendo mesmo suas. Este combate é um exemplo, mas eles têm outros combates da “marca TNA”. Suficientes para listá-los aqui:

10 – Reverse Battle Royal

https://youtu.be/mi9KP6aQmW4

Pois, mas nem todos são bons e começo logo com uma nota podre. A infame “Reverse Battle Royal” que aconteceu no Bound for Glory de 2007 e que deixou muita boa gente a pensar quem raio tinha tido aquela brilhante ideia. Como parte de um confuso torneio dividido em três partes que começava nisto, ia dar a uma battle royal normal e acabava num combate normal one-on-one. Um bom combate em que temos uma data de lutadores fora do ringue. E o conceito sugere-nos que o propósito seja, por ser uma “battle royal” ainda, colocar os adversários dentro do ringue. Nem isso. O objectivo é entrar no ringue. De 16 competidores, apenas 8 podiam avançar para o torneio. E para tal… Tinham que entrar no ringue. Nem consigo pensar em combate mais entusiasmante que gajos a tentar entrar no ringue. O Paul London a entrar por um lado e deslizar até sair do outro conta como quê?

9 – Hangman’s Horror

https://youtu.be/v3Ys9Lj4CzY

Na categoria dos combates raros, alguns se justificam por serem simplesmente sádicos e não apresentarem algo que se possa fazer regularmente ou com qualquer competidor. O “Hangman’s Horror” tem que constar em qualquer lista que enumere alguns dos combates mais horríveis e doentios que alguma mente doente possa pensar. E que muitos gostam por isso mesmo. Com regras hardcore, o objectivo do combate é colocar uma corrente à volta do pescoço do adversário e pendurá-lo, pelas cordas, no exterior do ringue até que o árbitro o considere inconsciente e pare o combate. Não temos coisa leve quando há um combate cujo objectivo é, praticamente sem tirar nem por muito, enforcar o adversário. Muito perigoso e não é para qualquer um. Compreende-se perfeitamente porque é que aconteceu tão poucas vezes e porque é que contou com nomes como Raven, Sabu ou Abyss. Não vejo propriamente o Robbie E e o Jessie Godderz a ajustar contas num destes…

8 – Clockwork Orange House of Fun

https://youtu.be/IZaCKionmX4

E por falar naqueles tolos, o Raven também tinha que inventar alguma coisa esquisita. Com um nome a fazer referência a um dos melhores filmes de todos os tempos, o combate baseia-se na esquisitice e a sua peculiaridade está mais assente no cenário do que na estipulação. Mas que aquilo se vê assustador, isso vê-se. Seria um mero combate hardcore se armas estivessem dispostas de forma regular e arrumada com uso normal. Mas não. Existe uma parede de jaula num dos lados do ringue, de onde saem correntes ligadas a vários pontos do ringue, com um vasto leque de armas à disposição. O seu uso é praticamente obrigatório. E é no meio daquela esquisitice, daquela teia de armas que têm que lutar. Criação de Raven, logo foi ele o mais assíduo. Inicialmente, para finalizar o combate era necessário atravessar duas mesas. Entretanto foi alterado para simples pin ou submissão. Dizem que de génio e de louco todos temos um pouco, mas Raven como membro da Mensa e com ideias como esta é um gajo que abusa de ambos!

7 – Cuffed in a Cage

https://youtu.be/NS01b8xdfUI

Mais esquisitices que inventam. A TNA também sempre mostrou um certo apreço por brincar com jaulas. Jaulas eléctricas são algo que já existe noutras companhias voltadas para o wrestling extremo, daí que a que a TNA tenha experimentado não se qualifique para aqui. É verdade que era diferente, não causava choque ou qualquer ilusão de tal, apenas fazia as luzes piscar, originando um efeito apatetado. E acho que as jaulas das outras companhias não causavam cantos de “Fire Russo!”, portanto há diferenças. Mas a TNA já soube como fazer joguinhos diferentes dentro de uma jaula. Menos perigosos. Como é o caso deste “Cuffed in a Cage” em que o objectivo é algemar o adversário à parede da jaula. Dá uma acção estranha e confusa, pois normalmente envolve um monte de lutadores dentro da jaula e não tem um objectivo que puxe muita acção entusiasmante. Combate de se fazer poucas vezes, de facto. E para causar algum pânico a competidores que já tenham cadastro.

6 – Sadistic Madness

Este, que ainda me conste, é criação da TNA mas já se estendeu para outras independentes que queiram recorrer a umas tácticas mais violentas. Sim, mais outro dos violentos porque já devem ter percebido pelo nome que este não é um combate que usufrua muito de submissões e de wrestling de tapete. Apesar de tudo, este ainda tem regras bastante simples. A vitória obtém-se da mesma maneira, só há uma condição: para sofrer o pin, o lutador tem que estar a sangrar. Algo trabalhoso e agressivo, um combate que obrigue a fazer o adversário verter sangue para lhe conseguir o pin. Regras simples mas não é qualquer gajo simples que se quer meter num destes. Suponho que só fosse utilizado em feuds muito acesas e pessoais. E, muito sinceramente, acho que o Ric Flair não aguentava nada num destes.

5 – Feast or Fired

https://youtu.be/4phDWP_1fkw

Pronto, já entramos em território mais familiar. Este combate já o vimos recentemente e já vimos os seus frutos. Também é mais seguro para o corpo mas não é propriamente mais seguro para o emprego. Um combate tão heterodoxo que consegue colocar lutadores a dar o litro e a lutar para serem despedidos, sem saberem. Já devem conhecer bem o combate mas cá vai a explicação: existem quatro malas, uma pendurada em cada canto. Vários lutadores lutam para conseguir uma qualquer que consigam, visto não saberem qual contém o quê. Três delas incluem campeonatos – World, X Division e Tag Team – e a outra manda-te embora com as trouxas. O da X Division calha sempre coincidentemente a um gajo da X Division e o de despedimento dói sempre porque o seu portador lutou bastante por aquela mala e arriscou-se para ver se tinha uma boa recompensa. Só que não. Uma táctica: mandem uma Knockout pegar na mala por vocês. O recente caso de Velvet Sky provou isso mesmo, foi ela a despedida e se fosse por uma oportunidade a um título, ela não tinha muito que fazer com aquilo. Mas devia.

4 – Monster’s Ball

https://youtu.be/rEwNDip5C-0

Mais um dos quais já estamos bem familiarizados e mais um dos violentos. Agora até é um combate simples mas já foi mais maluco. Com o tempo foi sendo banalizado e tornou-se um mero combate hardcore que envolva o Abyss. Mas nos seus primórdios era muito mais interessante. Esquisito e questionável também. Mas se formos a tirar tudo o que é questionável no wrestling, ficamos com uma arena vazia, logo aceitamos tudo. O combate constumava envolver mais que dois competidores e tinha um conceito pouco usual. Era-nos vendida a ideia de que os integrantes da luta eram, até à hora, trancados num quarto escuro, privados de comida, água e luz para lhes causar desgaste físico e mental e soltar um lado animalesco e selvagem para o combate. Não me parece muito plausível que gajos depois de um dia inteiro sem ingerir alguma coisa consigam força para fazer os desastres que aí fazem. Mas lá vão eles. Mais curioso ainda: Rhyno já participou num destes e na mesma noite ainda foi ganhar o título Mundial. Sem comer durante um dia? Homem rijo!

3 – Lethal Lockdown

https://youtu.be/nP-NJKSX7u8

Um já bem conhecido e que é uma tradição anual. Já se banalizou lá dentro como algo de que estamos sempre à espera mas ainda não saiu dali e pertence só a eles. Todos os anos vemos algo a acontecer nas histórias que faz com que chegue àquela altura do ano e haja um grupo de gente às cabeçadas com outro grupo de gente. O que acaba por dar um jeitaço porque vem o Lockdown que traz consigo o combate “Lethal Lockdown” que é feito de encomenda para grupos em rivalidades – pronto, houve aquela vez que até o fizeram no Bound for Glory, para mostrar que não são só eles que se adaptam ao tempo. Trancam-se dois pombos numa jaula e, a cada período de tempo, entra um membro de cada grupo alternadamente. Como é para a festa, cada um pode trazer um brinquedo. Quando todas as equipas estiverem em ringue, um tecto desce sobre a jaula, fecha-a e traz mais brinquedos ainda. A partir desse momento já começam a contar falls. Não é um conceito complicado e até o devem conhecer de cor e salteado porque é combate bem conhecido e tradicional. Dada a sua assiduidade e numerosa quantidade de integrantes, já entrou de tudo aqui. Main eventers, midcarders, lowcarders, jobbers, Garrett Bischoff, toda a categoria de lutadores competiu aqui. Quem acha/quer que o próximo vai ser contra outra companhia?

2 – Ultimate X

https://youtu.be/RoK4QhC26FI

Outro bem conhecido e que representa a companhia suficientemente bem para quase ter o seu nome em letras pequenas por baixo do logo. Confesso, até podia estar na primeira posição, mas isto já está tudo falcatruado para destacar o factor que deu a ideia. É um combate já com uma riquíssima história e é um dos mais notáveis, mais memoráveis, que mais fez para colocar a companhia no mapa e um dos favoritos dos fãs. O que coloca aqueles malucos todos da X Division a subir a postes nos cantos para andarem a pendurar-se em cordas, por vezes de cabeça para baixo, para recuperar um prémio no centro e topo do ringue já trouxe muita coisa de fazer virar o olhar e captar a atenção ao mesmo tempo. Os spots mais loucos aconteceram aqui. E tirando aquela vez mais desastrosa em que o sacana do título estava sempre a cair e a obrigar os oficiais a parar o combate para o colocar no sítio, há sempre espectáculo veloz garantido. Frequentado por todo o tipo de lutador da X Division, é um combate que sofreu alterações muito ligeiras. Como exemplo, por norma, antigamente, escadas eram banidas para obrigar a fazer aquelas maluqueiras. Agora já se utilizam escadas de vez em quando e é considerado “estratégia inteligente”. Consistência, minha gente!

1 – King of the Mountain

https://youtu.be/i_pJBs1U-ik

Eu disse que isto tinha arranjo. Talvez os dois anteriores sejam ainda mais representativos da companhia do que este mesmo mas pronto, está de volta, com um pouquinho de história a ser feita e é do mais exclusivo que pode haver. Porque também é esquisito, com regras que até se tornam confusas ao serem explicadas mas que até se tornam mais fáceis de acompanhar ao assistir ao combate. Mete escadas, jaulas como castigo, apuração para poder vencer, muitos gajos e a velha obsessão de fazer as coisas ao contrário para encontrar algo diferente: pendurar o cinto em vez de o retirar. Foi o combate que vimos Jeff Jarrett a vencer no seu retorno ao ringue da TNA no passado Slammiversary e foi para vencer um título referente ao próprio combate. Deixa-me com algumas questões por responder: vai ser um título a sério, a ser defendido? Vai ser sempre em combates “King of the Mountain” e torná-lo mais regular? Vai durar algum tempo ou vai virar porta-chaves como o TV Championship? Ou mais, aquele não é o TV Championship com alguns arranjos? Mas não estou cá para fazer perguntas, desta vez estou cá para falar nos combates de marca TNA e não deve haver coisa mais exclusiva que este que veio mesmo da cabeça de Jeff Jarrett.

Dez combates, uns mais familiares e regulares que outros. Mas em todos procuro a marca de exclusividade. Porque ninguém pode culpar a TNA de falta de criatividade no seu tempo, mesmo que nem sempre fosse boa, aquela malta procurava ser diferente e conseguia sempre fazer umas coisas. E até podem haver mais e estão completamente à vontade de adicioná-los, assim como de comentar estes aqui. Memórias, preferências, razões para desgostarem. De tudo isso. O Top Ten agora é vosso e já sabem o tema. Só não sabem o da próxima semana, mas isso nem eu. Espero sabê-lo na próxima semana quando cá estiver para o dar. É a minha intenção. Até lá portem-se bem e aproveitem as férias, quem as estiver a desfrutar. Até à próxima!

Sobre o Autor

- Escritor do artigo “Top Ten”.

8 Comentários

  1. Gonçalo "The best" - há 1 ano

    Muito bom!

  2. Reigns one versus all - há 1 ano

    Otimo top ten,gostei.

  3. Bully - há 1 ano

    Bom top ten!

  4. rhynos - há 1 ano

    nao ah nada mais violento que um barbarian massacre 2

  5. Vitor Oliveira - há 1 ano

    Excelente top 10. Penso que essa lutas são muito confusas e não em um bom desenvolvimento

  6. JL Paes - há 1 ano

    Devo ser meio sádico, curto os combates violentos, inclusive senti falta do Barbed Wire Massacre

  7. Sorlei Rui Oltramari - há 1 ano

    Mais um bom trabalho, Chris.

    A TNA sempre teve esta marca de criar bons combates. Os que mais se destacam são mesmo o KOTM e o Ultimate X, os quais não se vê nada parecido nas outras companhias.

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