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Top Ten #124 – O menos memorável de Alberto Del Rio

Bem-vindos a uma nova edição do Top Ten porque abro isto sempre com a mesma conversa! O que não abriu com a mesma conversa foi o Hell in a Cell! Uma das maiores surpresas que se podia ter na Open Challenge de John Cena. Zeb Colter – para nos surpreender ainda mais – apresenta… Alberto Del Rio! Não é que tenha regressado uma lenda ou um daqueles nomes que toda a gente pede. Mas alguém esperava mesmo que uma saída ainda relativamente recente e em maus termos voltasse e logo com ouro?

Possivelmente o maior pop da sua carreira e constará sempre como um dos mais marcantes momentos da sua carreira. Carreira que não chegou a ser assim tão longa dada a sua rápida ascensão. Mas existem vários momentos que não ficaram tão memoráveis como este e outros dos seus mais altos marcos. Sim, é normal que se lembrem da maioria dos que aqui estão. Mas com certeza não com a mesma força que outros momentos e não há garantia que ainda se lembrem daqui a uns anos.

10 – Feud interminável com Sheamus

Ao falar em Del Rio e Sheamus, muitos de vocês se lembrarão facilmente de alguns momentos marcantes. Sabem que já existiu feud pelo World Heavyweight Championship. Lembram-se de um segmento com Sheamus a roubar o carro de Del Rio e a destruí-lo – e dentro desse caso, lembram-se do Tout? – e também se devem lembrar do Brogue Kick banido e de um divertido segmento com David Otunga. O que pode falhar é que foi tudo atafulhado para uma feud só. E “atafulhado” é só maneira de dizer porque tempo tiveram eles. Andaram à bulha desde Abril até Setembro! Começou a tornar-se a rivalidade mais enfadonha por tão repetitiva que era, começava a ser frustrante ver sempre aqueles dois ali no card de qualquer PPV, que começou a ser esquecido enquanto decorria. Com vários desenrolar diferentes na história, Del Rio e Sheamus ocuparam o card dos PPVs Over the Limit, No Way Out, Money in the Bank, SummerSlam e Night of Champions com mais alguns campeonatos soltos em episódios do Smackdown. Se o Randy Orton não se metesse ao barulho e implicasse com Del Rio, se calhar ainda hoje teríamos Del Rio vs Sheamus pelo World Heavyweight Championship em todos os PPVs!

9 – Atropelar o Big Show

Com um gajo que se gabava de ter mais carros do que eu tenho pares de meias – e muito mais! – era de esperar que fizesse asneiras com eles eventualmente. Tecnicamente até foi o Ricardo Rodriguez, mas não foi ele que foi rivalizar com Big Show, claro. Pouco sabor nesta feud despachada e que acabou por ser a primeira rivalidade a sério que Del Rio teve em mãos após a sua derradeira tentativa de caça ao World Heavyweight Championship na Wrestlemania XXVII, da qual ele sairia Campeão se não fosse a retirada inesperada de Edge. Com pouco a fazer, vimo-lo a ficar irritado com Big Show a sentar-se num dos seus carros. Sim, foi basicamente isso que deu o pontapé de saída, pouco mais. Lá aproveitou a sua língua materna para soltar ali umas asneirolas em TV – “carajo” não é palavra de TV-14 sequer… – e pouco depois víamos Big Show atropelado por Ricardo Rodriguez. Originou um combate de pouco interesse no paupérrimo e esquecido PPV Capitol Punishment em que Del Rio venceu por contagem. E tudo para permitir um início de uma nova feud em que Mark Henry atacava Big Show. Frequentemente na perna errada. E lá tínhamos que vê-lo a vender as duas alternadamente. Tinha as pernas tão confusas como as suas Turns, arre…

8 – O guarda-costas Brodus Clay

É verdade, o Tyrus não se estreou agora como guarda-costas. E sim, sempre foi terrível nisso. Ainda como Brodus Clay, vinha como excluído da quarta temporada do NXT no seu formato antigo, onde tinha Alberto Del Rio como seu pro. Isso permitiu-lhe uma subida ao plantel principal como guarda-costas de Del Rio que, muito frequentemente, estorvava mais do que ajudava. Foi à Wrestlemania com esse cargo mas não durou muito tempo nessa posição. Assim que, durante o combate entre Del Rio e Christian no Extreme Rules, leva um estouro que o deixa a ver passarinhos ensanguentados, fica de baixa e é colocado na prateleira por tempo indefinido. Regressou como um Heel monstruoso a squashar jobbers locais… No Superstars. Até aí durou pouco tempo e voltou a ser “arquivado”, levando semanas a estrear no Raw como o “Funkasaurus”. Já nessa altura não tinha qualquer ligação com Alberto Del Rio. E também não era muito bom nisso. Definitivamente, ele está melhor a combater pelo Heavyweight World Championship of the World…

7 – Face Turn contra… os 3MB?

O que nos lembramos bem é de um curto período como Face em que era um herói Latino a representar o povo Hispânico. E até o fazia bem. E foi uma Turn boa, refrescante, fez-lhe bem. Mas como nos habituais azares de Del Rio durou pouco tempo e acabou por cair. Mas por vezes pode falhar a memória do momento exacto em que a Turn se deu. Alberto Del Rio virou Face em defesa do seu assistente e melhor amigo Ricardo Rodriguez… Contra os 3MB. É estranho mas assim foi. E não só o fez contra os 3MB, como o fez com The Miz como parceiro. E o Brooklyn Brawler! Parece surreal mas foi esse o angle e combate que decorreu inteiramente no TLC de 2012. Teve direito a rematch no dia seguinte no Raw, trocando Brooklyn Brawler por Tommy Dreamer. Não tardaria nada até que Del Rio encontrasse o seu rumo e até se tornasse World Heavyweight Champion rapidamente, mas foi aqui que começou o seu percurso como Face. Alguns podem já ter apagado isso da memória!

6 – The “Big E” Series

Isto foi exaustivo. E mais uma exposição da falta de ideias com que a equipa criativa se encontra frequentemente. Isto pode estar meio esquecido por não ser propriamente uma história ou um angle, mas também já devia estar a ser avançado na altura. Um momento extremamente memorável é o cash-in de Dolph Ziggler em Del Rio a valer-lhe o World Heavyweight Championship. Outra grande memória é a do “double turn” que se deu no rematch do Payback. Mas alguma coisa teve que acontecer pelo meio, para além do “I Quit” entre Del Rio e Jack Swagger no Extreme Rules. E foi uma série sucessiva e cansativa de combates que Del Rio teve contra Big E (Langston). Por semanas seguidas, no Raw, Del Rio enfrentava o mesmo wrestler, chegando a contar-se no mínimo cinco combates. Em semanas consecutivas. Para a malta que assiste ao Raw posteriormente pergunto, com honestidade, quem é que já não avançava esta parte. Tudo isto foi fruto de um imprevisto, com o World Champion Dolph Ziggler a sofrer uma concussão que o obrigou a afastar-se dos ringues por um fulcral mês. Ele fazia parte dos planos iniciais. Sem Ziggler, o único que ocorreu foi colocar Del Rio e Big E por muitas mais vezes que as que o público aguentava.

5 – Atrás do United States Championship

A parte engraçada é que isto não é referente à sua situação actual. Essa está fresquíssima e acredito que seja lembrada sempre. É aí que pode estar a surpresa e o esquecimento. Ele já andou atrás desse cinto antes. Não foi no seu início. A sua ascensão foi imediata. Foi mesmo mais perto do fim, pouco antes do seu despedimento. Das últimas coisas que concretizou – ou melhor, não conseguiu concretizar – antes de sair. Era Sheamus o United States Champion e Alberto Del Rio conseguiu uma candidatura ao título. Que falhou. Levou essa caça ao cinto muito a sério ao ponto de derrotar Dolph Ziggler para se qualificar de novo. Mas não conseguiu a vitória na mesma e perdeu outra vez para Sheamus, desta vez num Last Man Standing que decorreu no Main Event. Nos tempos em que esse programa ainda importava. A ver se conseguem lembrar-se disso sequer!

4 – Atropelar o Pai Natal!

Eu bem disse que com aquela mania de andar a exibir carros que era propício a atropelar gente. Mas gente pronto, até aí tudo bem – “tudo bem” no sentido de ser possível e não “tudo bem, não faz mal”. Esquisito é quando atropela o Pai Natal! Num episódio especialíssimo de Natal em 2012, o Monday Night Raw decide sair um pouco da história e apresentar-nos um episódio sem avanços e até um pouco não-canónico. Só para a galhofa. Como um episódio “Treehouse of Horror” dos Simpsons, que todos os fãs estamos fartos de saber que são num “Universo à parte” mas ainda assim a comunicação social noticia a morte do Bart Simpson e diz-nos que ele regressa vivo no episódio seguinte, como se a série não tivesse 27 anos e nenhum fã sabe como funciona! Pronto, aqui neste Raw celebrava-se o Natal e a vinda do Pai Natal que era real e adorado por todos. Mas tinha que vir o “Grinch” que era Alberto Del Rio e atropelava o velho São Nicolau! Isso colocou todo o balneário contra ele e só podia ser resolvido numa Street Fight de comédia com John Cena, onde se revela que o Pai Natal ainda estava vivo – a sério, o Matt Striker andava no backstage a actualizar-nos – e ainda podia atacar Ricardo Rodriguez com manobras muito semelhantes às de Mick Foley, de forma muito suspeita. Sim, foi parvo. Mas foi de propósito, para descontrair na época Natalícia e, lá está, foi fora do cânone e do habitual Universo da WWE. Notava-se que os lutadores integrantes estavam simplesmente a divertir-se. E deu para algumas risadas fáceis. Admito que quando o Cena gritou “Saint Nicholas is a saint!”, até eu me ri a sério. Agora a nota curiosa: isto foi a seguir à sua tal Face Turn inesperada. Primeiro junta-se ao Brooklyn Brawler e depois já anda a atropelar o Pai Natal. Oh, Del Rio… De herói a Grinch!

3 – As surpresas de Sin Cara

Mais um que ficou perto da sua saída e que corresponde à altura em que já havia menos ideia ainda do que fazer com ele. E não passou de umas poucas semanas em que fizeram um angle a partir de combates filler. Sin Cara regressava e enfrentava Alberto Del Rio no Monday Night Raw num combate que não parecia ter qualquer propósito à vista. E afinal era para surpreender todos e dar a vitória a Sin Cara, como uma tremenda “upset”. Já sabíamos que o Sin Cara era tão credível como a Lilian Garcia para ganhar combates mas não é preciso fazer uma festa como se o Heath Slater tivesse vencido o WWE Championship. Mas levaram a coisa para a frente e houve um rematch na semana seguinte porque acreditava-se que tinha sido uma “fluke”. E não é que o sacana ganha outra vez? Com aquele impressionante 2-0, Del Rio não se deixa ficar e tem novo rematch. Vá lá, já ganha desta vez. Virou-se logo para outros assuntos e isto foi só para o manter ocupado algumas semanas. E também para introduzir o novo e renovado Sin Cara, agora permanentemente interpretado por Hunico. Pena que não tenhamos visto Del Rio a colocar over esse seu grande amigo que respeita tanto que é o original Sin Cara…

2 – Mentor de Conor O’Brian

Esse mesmo, o Konnor dos Ascension. Quando ainda tinha um nome que ainda considero dos piores já atribuídos a um Superstar. Qual é a piada de dar um nome demasiado semelhante ao de uma outra celebridade bastante conhecida e da qual, por acaso, sou um tremendo fã? Fazia-me imensa confusão falar dele. Felizmente reduziram para apenas “Konnor” nos Ascension mas ainda demorou. Por muito tempo que uma tag team com uma gimmick tão sinistra tinha integrantes com nomes comuns… E familiares. Mas não é isso que interessa agora. Conor O’Brian – argh! – deu os seus primeiros passos fora de territórios de desenvolvimento na quarta temporada do NXT e tinha Alberto Del Rio como pro. Podia dar para alguma coisa mas não chegou. Um combate com Ricardo Rodriguez é o que se aponta. Foi o segundo concorrente eliminado. Foi a partir daqui que se deu o tal combate a permitir a um rookie escolher o seu pro e deu a Brodus Clay a chance de escolher Del Rio. Quanto a Conor, voltaria na temporada “Redemption” com Vladimir Kozlov a seu pro. Entre dance-offs e partir tábuas com a cabeça, sempre se fizeram coisas mais divertidas nesta sua “run”. Também tiveram mais tempo. E vejo Del Rio a combinar mais depressa com Zeb Colter do que com Konnor.

1 – Matt Hardy para a choça

Para quem realmente não se lembra de pormenores, este aqui pode causar um mínimo de confusão. Podem ter duas cronologias na cabeça, a do tempo em que Matt Hardy esteve na WWE e a do tempo em que Alberto Del Rio esteve na WWE. Se parecem não coincidir, ainda se encontraram mesmo que por muito pouco. E esse “descruzamento” está relacionado com o encontro entre os dois. É lembrada a forma como Del Rio causou o seu impacto inicial, lesionando veteranos como Christian e Rey Mysterio, com quem viria a ter rivalidades mais tarde. O que já não é tão enumerado assim é que antes desses, o primeiro veterano, a primeira derradeira vítima foi Matt Hardy. E não só foi um dos lesionados por Del Rio como foi assim que foi retirado de TV. Foi o seu último combate na WWE e, no papel, ficou “retirado” por Alberto Del Rio. É obra. Portanto se são dos que se opunham frequentemente a Hardy no seu percurso na Ring of Honor e dos que ficaram indignados com as suas desventuras à volta do TNA World Heavyweight Championship… Podem culpar o Del Rio!

E são estes os dez momentos menos recordados que pude enumerar da carreira de Alberto Del Rio. Ele que está de volta e que esperamos que não seja para criar momentos destes mas sim daqueles que nos lembramos bem como este seu regresso já o foi e em grande. Tenho a certeza que se lembram da maioria do que aqui está, mas duvido que constem entre favoritos e frequentemente citados. E se calhar até há momentos mais esquecidos que estes e convido-vos a utilizar a vossa memória para isso. Comentem que eu cá conto estar na próxima semana. Ainda vos vejo antes e até lá só quero é que fiquem bem e que guardem lá o vestuário de Verão de vez porque parece que já se tem que aceitar a chegada definitiva do frio!

Sobre o Autor

- Escritor do artigo “Top Ten”.

6 Comentários

  1. Silveira9 - há 1 ano

    Sempre muito bom!

  2. danielLP21 - há 1 ano

    Muito bom. Não fazia ideia sobre o número 1.

  3. RybackChampion2015 - há 1 ano

    Um dos melhores Top Ten

  4. RFBM - há 1 ano

    Bom Top Ten.

  5. Vitor Oliveira - há 1 ano

    boa edição

  6. Kira - há 1 ano

    Boa edição :)

    O pro do Brutus Clay não era o Ted DiBiasi?

    Boa

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