Top Ten #130 – Campeões da ECW de Rodapé

E é tempo para mais um Top Ten e dou-vos as boas-vindas! Já o aclamado Maffew da Botchamania o disse: a memória da ECW já dura mais anos que a própria ECW teve de vida. É que estamos perante mais um pedaço de nostalgia no panorama actual da WWE. Os Dudleys já voltaram há um tempo e foram-nos recordando das suas falcatruas que também passaram muito pela WWE. Quando vem a Wyatt Family obrigá-los a ser… Extremos… Eles chamam uns amigos. Tommy Dreamer já veio na semana passada e esse dispensa apresentações, já é sinónimo de ECW. Esta semana brindaram-nos com mais um grande nome: Rhyno. Esse jovem rookie do NXT que teve finalmente a sua subida.

Mas esses são os bens conhecidos. Fixe é lembrar aqueles que ninguém se recorda. Melhor que isso, recordar aqueles que já foram Campeões e que nem assim servem para reforçar a memória. Aqui listo dez mas são todos de níveis diferentes. Vão dos cromos “onde é que foram desencantar isto?” aos subvalorizados que nunca foram maus mas não conseguiram marcar muito o seu lugar na história. É do tipo de coisa com que gosto de brincar. Só incluo da ECW original e não existem casos da WWECW. Nem acho que existissem casos que dessem. Mas recordemos. Ou tentemos:

10 – Mikey Whipwreck

Começo com um nome que pode não ser muito familiar ao fã mais casual mas que não será estranho para fãs mais dedicados da ECW. Foi lá que ele fez a sua carreira praticamente toda. Esteve lá durante quase toda a sua duração, com apenas uma breve passagem pela WCW em 1999 na divisão Cruiserweight, mas sem sucesso. Um veterano, original, staple da companhia, talentoso que impressionou Paul Heyman de imediato com os seus talentos aéreos… Por que razão não é listado entre os lendários ECW Originals? Talvez por subvalorização. Falta de títulos? Ele foi um Triple Crown Champion, o que indica que ele já teve todos os títulos! O que talvez condicione um pouco o seu estatuto seja o pouco envolvimento nas reuniões mais famosas. Participa nas mais independentes mas teve um papel muito vago nos One Night Stands da WWE, sendo apenas um reforço exterior para Tajiri na primeira edição e como um mero figurante a celebrar a vitória de Rob Van Dam na edição seguinte. Nem se quis envolver sequer na invasão da TNA em 2010. Hoje podia falar-se mais de Mikey Whipreck. Um empurrãozinho? É uma personagem disponível para jogar no WWE 2K16!

9 – Danny Doring & Roadkill

Nomes que talvez não sejam tão familiares mas que não foram assim tão de passagem. Tiveram uma parceria longa nos últimos anos da ECW e duraram lá bem até ao fim da companhia. Ao ponto de apenas vencerem os títulos Tag Team perto do fim da companhia, tornando-se os últimos Campeões da história. Mas já eram uma parceria desde 1997 e essa parceria era fruto de mera improbabilidade e do engraçado que era ver esses dois lutadores juntos. Donny Doring era um “womanizer” flamejante e com umas manias meias à Tyler Breeze, enquanto Roadkill era um Amish gigante. Tudo a ver, realmente. Curiosamente, muito do seu percurso foi ocupado foi uma rivalidade on-e-off com Nova – Simon Dean!! – e Chris Chetti. Porém, os títulos foram conquistados em 2000 aos Full Blooded Italians de Little Guido e Tony Mamaluke. O que mais se deve sublinhar no percurso desta equipa é o tempo em que tinham a Miss Congeniality como manager. No caso de dúvidas… Essa é a Lita…

8 – Masato Tanaka

E aqui está um exemplo de um grande lutador, um bom representante de lutadores Japoneses que tenham passado pela ECW. Mas que fica sempre atrás de outros nomes aos quais está longe de mim tentar tirar-lhes merecida grandeza, como é o caso do grande Tajiri. Muitos feitos teve ele. Logo depois de ser vítima da praxe do primeiro combate mal recebido, num instante convenceu todos e dava combate aclamado atrás de combate aclamado. Mesmo que por pouco tempo, ainda foi Campeão de Tag Team com Balls Mahoney e nesse processo, fez história ao tornar-se o primeiro lutador a conseguir um “kickout” de um 3D dos Dudley Boyz. Depois de uma ausência e regresso, o seu foco era no World Heavyweight Championship. E conseguiu-o! Pena que tenha sido apenas por uma semana, mas foi o primeiro Campeão da ECW de cidadania estrangeira. O seu percurso na companhia só se deu a partir de 1998, logo já apanhou ali os últimos suspiros. Mas fugiu para o Japão em 2000, antes de se afundar juntamente com a companhia. Seria visto outra vez com as cores nas duas edições do PPV One Night Stand. Um grande nome da ECW, que raio está ele aqui a fazer? Não devia estar aqui e sei que muito bom fã tem bem consciência de quem ele é. Os restantes… Lembrem-se do nome “Masato Tanaka”, mesmo que vos soe esquisito. Porque vale a pena lembrar.

7 – Mike Awesome

Um caso muito semelhante ao anterior Tanaka. Este até chega a ser um bi-Campeão Mundial da ECW mas raramente é enumerado no meio dos principais. E quem era o seu derradeiro rival, aquele com quem tinha feuds on-e-off, aquele para quem perdeu o título para o recuperar a seguir? Ora nada menos que Masato Tanaka, outro ex-World Champion já aqui destacado e com quem dei início a este texto. Foi com ele que rivalizou quando por lá passou em 1998 antes de se ausentar e foi a ele que voltou quando para lá regressou em 1999, ano em que venceu os dois títulos. Ainda melhor, no One Night Stand de 2005, não se pouparam e fizeram mais um Awesome vs Tanaka, recebido com uma ovação de pé por parte dos fãs. Esse combate também ficou marcado por uns certos comentários bem negros por parte de Joey Styles que durante todo o combate insultava Mike Awesome, chamava-lhe Judas e acusava-o de virar as costas à ECW quando saiu. Chegou ao ponto de comentar um suicide dive do lutador, dizendo que tinha pena que ele realmente não cometesse mesmo suicídio como a manobra indica. Dois anos depois, Awesome foi encontrado morto e alega-se que tenha acabado a própria vida. Cuidado com o que dizes, Styles…

6 – Jason

Jason Knight era o seu nome na sua forma mais completa e teve um início de carreira soberbo como jobber na WWF em 1992 e ’93. O mais notável que fez foi jobbar na estreia de Lex Luger. Tecnicamente, isso é importante. Fartou-se dessa vida e partiu para a ECW. Teve uma passagem curta mas voltou, abreviando o seu nome para apenas Jason – se acham que a WWE e a TNA têm a mania dos lutadores com um só nome, então o que dizer deste corte para um nome tão simples e genérico? Jason rapidamente se tornou ECW Television Champion e foi a Mikey Whipreck que venceu o título. O título seria perdido para 2 Cold Scorpio, mas a rivalidade anterior com Whipreck tinha sido suficientemente boa para ser retomada, desta vez com o tal World Championship de Whipreck em jogo – que Jason falhou em conquistar. Viria a sair em 1995, para voltar dois anos depois e manter-se num entra e sai e em passagens pelas independentes. Nunca conseguiu estabelecer muito bem o seu nome e recentemente encontrava-se semi-retirado e com pouca força no nome para ser um “ECW alumn” de maior respeito. Ou então quando se fala no Jason da ECW, há sempre alguém que pergunta “Jason quê?” à espera do resto.

5 – Johnny Hotbody

Este é que é um nome daqueles. De luxo, quando se fala em ECW fala-se em Johnny Hotbody. Quando se fala em ECW, com certeza que se falará sempre de algum gajo com o nome Hotbody. Reformou-se em 2001 e deixou um tremendo legado. Perguntem a todos os fãs de wrestling que conhecem, onde estavam quando o grande Johnny Hotbody se reformou. Nada contra o senhor ou os seus feitos em ringue, é tudo pelo bom humor. O certo é que Johnny Hotbody é uma mera sobra do que era a Eastern Championship Wrestling, embrionária e irrelevante, durante o ano de 1993, sem chegar sequer a ver a transformação da companhia. E é às custas disso que se vê um currículo tão aparentemente impressionante. O primeiro Triple Crown Champion! O primeiro Television Champion! O segundo World Heavyweight Champion, ao vencer Jimmy Snuka! Parece estar aqui uma lenda, olhando para essa colecção de troféus. Mas depois olhamos para o nome do cabeçário do tal currículo e vemos que afinal é só “Johnny Hotbody”…

4 – The Pitbulls

No que diz respeito a tag teams, os Pitbulls foram uma tag team normal. Nada de especial mas que iam fazendo a sua cena. É algo que tem a divisão de equipas, é que nem sempre todas as equipas são recordadas. Nem mesmo quando são Campeões, até na WWE, se olharem para todos os Campeões Tag Team, aparecem sempre alguns que vos farão puxar um pouco mais pela cabeça. Uma equipa não precisa de todos os atributos que um Superstar individual precisa para receber um push para título. E no caso dos Pitbull, sim, foram Tag Team Champions em 1995, tirando os cintos a Raven e Stevie Richards. O reinado só durou um mês. Mas nem é isso que destaco. É mesmo o facto de ambos terem sido Television Champions. Não propriamente como lutadores singulares e conseguiram-no simplesmente como Pitbull #1 e Pitbull #2. Já nem digo que os Pitbulls fossem grandes hoje em dia, mas que ao menos tivessem nomes e personalidades jurídicas para serem Campeões singulares mais credíveis. Novamente, em tom triste, é de notar que apenas o Pitbull #1, Wolfe, continua entre nós, com Durante, o Pitbull #2 a falecer em 2003. Que fique a memória, mesmo que não sejam os Pitbulls das equipas mais memoráveis. Ou dos TV Champions mais notáveis.

3 – The Super Destroyers

Estes é que são um espectáculo. Dos meus favoritos de todos os tempos. Também ainda daqueles infames tempos da Eastern Championship Wrestling. Não só constam aqui como Campeões mas constam com duas importantes marcas: a dos primeiros Campeões de Tag Team da ECW e a de reinado mais longo. Com o célebre Hunter Q. Robbins III – era um gajo esquisito, pronto, é o~que dá para explicar e que basta saber – como manager tiveram um espectacular percurso durante dois anos. Em que eram dois gajos grandes com máscaras pretas e com um nome tão imaginativo como “Super Destroyers”. Era isso, basicamente. Tiveram um final abrupto quando o Super Destroyer #1 e o Super Destroyer #2 se viraram um ao outro – essem eram os nomes – e deu numa feud em que ninguém mudou de nome ou de equipamento, ficando dois gajos iguais no ringue, sem que alguém conseguisse perceber por quem torcer. Resolveram os problemas com uma estipulação de que o perdedor teria que retirar a máscara para a chocante revelação de que era um gajo que ninguém conhecia. Lendas. Por mim eram estes que estavam agora em feud com os Wyatts e a trazer nostalgia da ECW. Agora estes Dudleys ou lá quem são…

2 – Glen Osbourne

E mais uma vez, contradições. Sim, é alguém que detém marcas importantes como ser o segundo ECW Television Champion da história e sim, deteve o recorde de mais jovem portador daquele cinto. Mas não, não passava de mais um nome perdido nos confins da Eastern Championship Wrestling e que nem sequer passaria do ano de 1993, tendo todo o seu auge em ’92, ainda a paupérrima companhia nem tinha o seu também paupérrimo programa de TV num canal de três dígitos patrocinado por joalharias locais. Mais interessante, apenas a sua perda de título, em que este lhe foi retirado e deixado vago por razões que ainda hoje se mantêm por saber. Competiria num torneio para o recuperar mas perderia para o vencedor Jimmy Snuka. Muito do seu percurso no ano de ’92 seria marcado por uma equipa com Max Thrasher, de seu nome Nightbreed, que romperia e daria em feud entre ambas quase-estrelas durante vários meses e com uma boa dose de violência à mistura. A cereja no topo desse bolo: o manager deles era aquele Hunter Q. Robbins III!

1 – Tony Stetson & Larry Winters

O quem e o quantos? É claro que tinha que preencher o pódio com pérolas da Eastern Championship Wrestling que fizeram maravilhas em 1993. Os segundos Campeões de Tag Team da história, os que acabaram o histórico reinado dos Super Destroyers… Para terem um deles de apenas um dia. A combinação de Tony Stetson, lutador que devem lembrar de lado nenhum e Larry Winters, lutador que devem lembrar de nenhum lado. Formaram a sua parceria, ganharam, perderam os títulos e não tardava nada já se estavam a virar um ao outro. Deu em uma feud azeda que culminou num First Blood. Larry Winters viria a ter alguma longevidade e tinha tratamento de veterano da Tri-State Wrestling Alliance até ao seu triste falecimento em Janeiro deste ano. Tony Stetson continuava ali a ganhar nome na boa e velha Eastern. Lá conseguiu vencer o prestigioso Pennsylvania Championship, título esse que se não se lembram dele, é porque ele só durou uma meia dúzia de meses. Stetson foi o segundo e último Pennsylvania Champion. Ainda voltaria a ser Tag Team Champion, já na companhia desse lendário Campeão Mundial que era Johnny Hotbody e até viria a provar um pouco da já Extreme Championship Wrestling, integrando brevemente os Raven’s Nest e apresentando uma gimmick de jogador de hóquei violento. Não muito diferente do The Goon. E igualmente rentável e duradouro. Por aí ficou. Vão lá procurar por estes no Hall of Fame.

É por aqui que fico e espero que vos tenha apresentado uma boa caderneta. Sei que não dei o artigo a expor as caras mais reconhecíveis – mas ainda há aqui alguns que se reconhecem – mas o propósito era esse. Que tenham gostado na mesma. Como sempre, fica a vossa vez de comentar o assunto, apontar algum que conheçam, comentar a curiosidade de outros, acrescentar algum que achem que se adequa. É a história do costume, é como a memória da ECW, não tarda nada e já temos algum veterano de lá a fazer alguma e a chamar a família toda de lá para mais uma sessão de nostalgia. É sempre disso também. Por esta altura já se passou um TLC e esperamos que tenha sido algo a gosto ou minimamente decente. Até à próxima semana, fiquem bem e comecem já a aproveitar esta época pré-natalícia!

Sobre o Autor

- Escritor do artigo “Top Ten”.

3 Comentários

  1. Ri F - há 12 meses

    Só me lembrava do Awesome e do Tanaka, como campeão só mesmo o Mike Awesome.

  2. WyllerB - há 12 meses

    n sei quem são

  3. RFBM - há 12 meses

    Mike Awesome e Masato Tanaka eram dois wrestlers bastantes bons e embora sejam recordados por alguns fãs, a WWE não costuma referenciá-los, mas lá que mereciam, mereciam.

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