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Top Ten #145 – Parvoíces em Família

Bem-vindos ao Top Ten que volta à vida após ter dado mais um passeio. Não é algo que pretenda que se torne hábito. Portanto cá marco presença de novo e espero que tenham vontade de ler mais uma lista de disparates e pachonchetas que tanto nos fornecem e que eu tanto listo.

Actualmente vemos no Raw um bizarro entendimento entre os irmãos McMahon no comando do Raw, o que apenas nos indica uma coisa: estamos perante uma história centrada nos McMahons outra vez. Mas nem é só na família deles que é tudo tolo. Isto do wrestling já requer que a loucura venha nos genes e esta malta por vezes se encontra nas maiores das encrencas. Com família à mistura. Quer seja a rivalizar com irmãos, casamentos disfuncionais ou uso de progenitores… A família é sagrada em qualquer ringue!

10 – Cuidado para não aleijar

E num instante estragam uma feud de sonho. Com o tease anual de colocar Cody Rhodes e Goldust num frente-a-frente em ringue, finalmente concretizam esse sonho após trabalharem a parceria entre Goldust e… Stardust. Parece que o Stardust andava a ficar demasiado esquisito e o Goldust começa a preocupar-se. Isso mesmo. Chega a isso. E o doido de outra galáxia vira-se ao irmão mais velho, de crina eriçada, enquanto o mano mais velho não o queria magoar. Assim foi o combate: um constrangimento de batalha em que um dos competidores não queria fazer mal ao adversário. Levou com cânticos de “boring”. Dois tipos bem bons e com química familiar em ringue. A dar nisso porque alguém achou que era boa ideia. A acrescentar a isso só o enorme desconforto e nó no estômago ao lembrar que a rivalidade envolveu Dusty Rhodes e a última coisa que o seu puto mais novo lhe disse em TV foi que, para ele, já não tinha pai e este estava morto. Até a nós essa dói…

9 – Saco de pancada oficial

Nem é uma storyline. É uma running gag. Se rivalizas com alguém e és muito reles e queres mesmo entranhar-te na pele dele, sabes bem que a família é um alvo fácil. Também é ir longe demais mas a intenção é mesmo essa. A não ser que o adversário seja o John Cena, aí o ataque à família torna-se mandatório. Não parece haver mais qualquer propósito para a inclusão do pai de John Cena na TV da WWE a não ser, fale-se um bom português, levar na boca. O Edge já lhe arrancou as papilas gustativas ao estalo. E o Randy Orton já deve ter andado à bulha com ele quase tantas vezes quanto andou com o Sheamus. Acho que só falta mesmo o próprio Cena deitá-lo com um Attitude Adjustment. O certo é que continua a levar o pai para assistir de perto. Muito perto. Primeira fila. A jeito de levar um bom selo.

8 – Tudo em jogo

Um dos muitos casos em que um drama real passa para a TV. Nada melhor que confusão doméstica e um matrimónio despedaçado para ter o tratamento novelesco de um ringue de wrestling. Foi o que aconteceu na TNA após o divórcio entre Kurt Angle e Karen Angle, após esta decidir enfeitar a cabeça do medalhista olímpico com umas antenas. Com uma ajudinha de Jeff Jarrett, que tratou da instalação. O certo é que a maldita feud foi demasiado longa mas até deu em muita coisa boa, pelo menos no que diz respeito à acção em ringue. Mas lutou-se por tudo, pela mulher, pela custódia dos filhos, pela carreira, pela medalha olímpica, etc. No final decidiram cometer a loucura das loucuras e colocá-los a lutar por uma candidatura ao título. Como é que lhes ocorre o absurdo de colocá-los a combater num ringue por uma coisa dessas. Mas teve de tudo. Sangue, Moonsaults falhados, mulheres a cair por escadas abaixo, rixas de parque de estacionamento, a Chyna. A sério, a Chyna – paz à sua alma – veio parar aqui. É uma alegria isto de destruir agregados familiares!

7 – Charlotte Macho

Dizem que filho de peixe sabe nadar. E que aqui pelos nossos ringues é frequente associarmos o desempenho ao seu nome, se a sua herança pesar. Actualmente vemos Ric Flair a acompanhar a sua filha Charlotte, talentosa atleta que tem sido uma estupenda Women’s Champion e que carrega o nome Flair com honra. Mas isso não tem piada. Piada tem o David Flair, Flair favorito de todos os fãs! Obviamente bem agarrado que nem lapa ao nome do pai, David Flair brindou a WCW com a sua presença, perto dos penosos fins da companhia. E claro que sempre que fazia algo que envolvia o pai não podia ser nada de bom. Quer fosse a trair o pai e a fazê-lo perder combates por títulos, com um taser (!) ou a rapar-lhe a cabeça após derrotá-lo. Foi sempre uma jóia de filho. Até hoje o seu legado permanece como o de um paupérrimo Flair, que se serviu apenas do nome e nada mais. Pode dizer-se que fosse um bom menino-do-papá, incluindo nos seus dotes em ringue. Não porque saía a ele mas porque era daqueles que faz um pai sorrir e colá-lo no frigorífico, qual desenho tosco.

6 – Novela Mexicana

Já sabemos que estes assuntos são sempre muito complicados. Infelizmente nem sempre os agregados familiares se entendem da melhor maneira e por vezes a vida dá muitas estranhas voltas, obrigando a lutas por custódias de um filho. Quer seja entre pai e mãe ou entre dois que reclamem a sua posição de pai. É uma situação muito difícil e lida com as mais profundas emoções de um homem, enquanto este se submete a dias, semanas, meses de papelada e tribunais, tudo para decidir algo em prol do bem-estar e desenvolvimento da criança. É algo delicado. Ou então que se lixe isso tudo e que se coloque a papelada por cima de um ringue e os gajos que andem à porrada para subir a um escadote para os ir buscar. Assim é que é! Apesar de tudo, temos boas memórias desta feud entre Rey Mysterio e Eddie Guerrero por razões muito simples. A sua química em ringue era um mimo, estava aqui um trabalho de Heel por parte de Eddie Guerrero digno de um Top 5 geral e de todos os tempos, à vontade e o combate foi uma delícia. Mas olhando à sua base, é mesmo isso. Lutavam pela custódia de Dominick, filho de Mysterio, com Eddie a afirmar ser o pai verdadeiro. Um excelente combate intenso e era tudo para reclamar um irmãozinho para a Raquel Diaz. Boas memórias, ao menos. Especialmente a parte do combate em que a Vickie se esquece de aparecer a tempo e Eddie vai aos arames. A verdade mais verdadeira: tudo isto foi belo.

5 – Não é mais tolo que o Scotty!

Todos os irmãos se pegam, não falha. Não há equipa de irmãos que não se desentenda e os únicos que ainda fogem à regra e que assim espero que se mantenha são os Usos. Espero que se mantenha por óbvias razões de conveniência, nem queiram imaginar a dor-de-cabeça que será tentar acompanhar por razões óbvias. Também os Steiners, irmãos e constituintes de uma das grandes equipas de todos os tempos, se desentenderam na WCW e pegaram-se. E meteram mais gente ao barulho. Mas note-se que em 1998 a WCW já começava a dar uns tropeções que resultavam em tombos dolorosos. Logo o aliado que o Scott Steiner foi arranjar não podia ser lá muito fino. Após um riso assombroso ecoar sobre a arena, o autor das mesmas revela-se perante Rick Steiner durante uma entrevista de Mean Gene a este mesmo. E era ele… Chucky. Esse mesmo Chucky, o boneco da franchise de filmes de terror-que-virou-comédia. Apareceu na WCW e foi abordado como uma pessoa, onde promoveu o seu filme “Bride of Chucky” e deixou o seu endosso a Scott Steiner, deixando o recado ao irmão Rick. Mais um momento para a lista do fã da WCW a justificar ao amigo que aquilo melhora mais para a frente.

4 – “Balls deep”

O subtítulo é uma referência que podem, ou não, recordar. Não é uma boa referência mas é associada a Hulk Hogan, daí nem saber se ainda há alguma boa referência que lhe diga respeito. É que essa infame frase veio de um tweet e trouxe a filhota à baila. Só coisa boa ao juntar esse léxico todo. Mas Hulk é um pai babado e gosta muito da sua princesa, ao ponto de a trazer para a TV do Impact Wrestling. Porque era isso que todos os fãs queriam e andavam a pedir. O que, inicialmente, era só para controlar a divisão de Knockouts, começou a envolver relacionamentos com Bully Ray, os Aces & Eights, heat entre Hogan e Ray, casamentos falsos com a Brooke a soltar as marufas e a segredá-lo ao pai, sogros e genros a entender-se, traições, revelações e muita coisa esquisita de se ver. E estarei eu enterrado antes de me cansar de arranjar onde inserir esta história só como pretexto para utilizar a célebre imagem do convite de casamento com que vos volto a presentear. E o melhor disto tudo é que tenho a certeza que isto nem é o mais bizarro que já tenha acontecido no conturbado seio da família Hogan.

3 – Sra. Bagwell, a Lenda

Houve um breve trabalho de verificação para tirar a dúvida: tratava-se mesmo da autêntica mãe de Buff Bagwell, pelo que vi. Portanto isto conta, mas aquele angle muito bizarro em que Shelton Benjamin era acompanhado pela “mãe”, um aglomerado de estereótipos Afro-Americanos capaz de fazer qualquer um pensar que o Tyler Perry entrou pela sala onde se reunia a equipa criativa e apoderou-se, já não. Sim, a mãe de Buff Bagwell, a Sra. Judy Bagwell, já foi parte fulcral na WCW. Sim, Buff já lutou com Kanyon por ela. Claro que tinha que ser feito como deve ser e um “Judy Bagwell on a Pole” parece algo saído dos confins de um fórum satírico a listar piadas. E só não foi isso porque não dava jeito pendurar a velha num varão, logo emendou-se para um “Judy Bagwell on a Forklift”. Assim sim! Sim, é um combate por uma senhora de idade numa empilhadeira. Bem-vindos à WCW em 2000!

2 – Tortura a dobrar

As nossas maninhas gémeas favoritas também já andaram às turras, claro que andaram. E ainda temos isso bem guardado nas nossas memórias e nem é só por ainda ser recente. Há muita coisa dali que ainda ecoa nas nossas cabeças. E nem foi a primeira vez. Mas isso de desavenças de irmãs, especialmente gémeas, já é normal e tradição. A coisa ficou mais feia num particular momento há dois Verões atrás. E o que se seguiu foram belas memórias para todos nós. Desde desejos de aborto – à própria mãe – ao Jerry Springer, segmentos de ranger os dentes e representação de envergonhar até os Razzies banharam toda esta história. E nós que levássemos com a banhada. Para resolver problemas tão azedos e irreversíveis, foi necessário algo tão complexo como tempo. E não muito tempo.

1 – Pai do Ano

O velho e batido troféu que funciona como recipiente para baba de qualquer pai que queira onde depositar tanto orgulho. Uma caneca de “Pai do Ano” que não passa de um mero símbolo fabricado às paletes. Mas devia ir uma para o nosso Vince McMahon. O retrato com o pequeno Shane ao colo, que este mantém com carinho não chega. Não faz juz às batalhas e combates violentos que esses dois já tiveram. O pai e o filho. E mesmo essas batalhas não fazem juz a outras batalhas ainda melhores entre Vince e Stephanie. Entre pai e filha. Num “I Quit” onde o estrangulamento com um tubo era algo normal para o Papa Bear McMahon executar para demonstrar amor pela sua princesa. Qual caneca, dêem um jogo inteiro de porcelanas e uma taça gigantesca de Pai do Século ao homem!

E é com estes dez exemplos reconfortantes que vos deixo a sentir-vos bem com o vosso lar e o vosso ambiente doméstico. Vistam lá aquele casaco e cheguem a casa mais cedo quando a vossa mãe vos pede porque estão muito bem! Espero então que tenham gostado e que vos tenha reduzido as razões de queixa. É para voltar na próxima semana e não aparecer aqui de vez em quando, feito Brock Lesnar. A ver se me recebem. Até lá já sabem, dêem um abraço à vossa família!

Sobre o Autor

- Escritor do artigo “Top Ten”.

1 Comentário

  1. RFBM - há 7 meses

    Bom Top Ten.

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