Top Ten #146 – Antes de Pegar: Velhas Gimmicks

E sejam bem-vindos a um novo Top Ten que se vai mantendo sempre igual a si próprio. Ou assim espero eu. Pelo menos é o que pretendo, que se mantenha reconhecível. Que não tenha a mesma sorte que muitos Superstars por nós admirados que não foram imediatos no encontro das suas identidades e passaram por gimmicks de curta vida e que nunca os levariam a algum lado. E pronto, logo assim salto para o tema do artigo. Isto é ser imediato.

Aqui olharemos a Superstars que se encontram actualmente no plantel. Inspirado um pouco por Cody Rhodes e por todas as suas diferentes facetas, foi a partir dessa mesma inconsistência que se formou toda a bola de razões para a sua saída. E já não o considero para a lista. Senão entrava logo o bigodinho! Vejam lá se ainda se lembram destes cromos todos!

10 – AxelMania

Este é recente e até suficientemente marcante para que seja recordado actualmente. Parece que foi ontem que o mais nervoso membro dos Social Outcasts decidiu abraçar o Hulk Hogan que há em si. Porque é o primeiro Hall of Famer que se associa a ele. A partir da Royal Rumble que nunca perdeu, quis clamar o seu lugar na Wrestlemania e começou a denominá-la… AxelMania. Automaticamente o seu tom de voz mudou, alteraram-se os maneirismos. Piscámos os olhos e o gajo já estava de lenço, bigode e pose a vigor. Alastrou-se e num instante nos trouxe os Mega Powers de volta ao encontrar em “Macho Mandow” alguém tão tolo quanto ele. Cortado à força quando tiveram que fazer de conta que não existia tal coisa como um Hulk Hogan ou lá o que era, após esse suposto indivíduo que diziam que tinha feito não-sei-o-quê para aqueles lados ter sido tramado por algo que dissera há um tempo. Bem à moda de um José Cid. Daí que nem seja gimmick que tenhamos esquecido. É mais algo que eles querem que nos esqueçamos.

9 – “Caddy” Nemeth

Kenny! Johnny! Mitch! Nicky! Mikey! And we are the Spirit Squad! Oh vá lá, todos bem nos lembramos dos Spirit Squad e de andar lá o Dolph Ziggler a batalhar para ser levado a sério e ser considerado como um verdadeiro membro do plantel e do card. Mais ou menos como agora mas com um fato-de-treino verde. É mais giro recordar antes disso. Quando já que se fala em Hogan na entrada anterior, traz-se racismo à baila com a bizarra personagem Kerwin White que Chavo Guerrero nos trouxe – “If it’s not White, it’s not right”? Auch!. O tipo adorava golfe porque era mesmo muito caucasiano. E esses entusiastas de golfe não podem andar sozinhos. E não me refiro a esposas-troféu mais novas, refiro-me ao caddy que lhe carrega os tacos e é abusado psicologicamente, entre outras coisas. Pronto, lá ia o menino Nick Nemeth carregar tudo às costas para não ter qualquer reconhecimento e ser apenas um moço que anda lá para o fundo. Caramba, era mesmo tal e qual como agora!

8 – Jamaica Kofi!

Não nos deixaram esquecer, porque ainda há bem pouco tempo, “viajaram no tempo” e revisitaram estes dias, com o próprio Kofi a atirar a piada de que 2009 foi o seu melhor ano – oh rapaz, estás tão bem agora! Mas não há melhor maneira de apresentar um jovem do Gana do que apresentá-lo como um jovem da Jamaica. Com sotaque, música de entrada, atitude relaxada e… Era basicamente isso. Dentro dos eixos da Wellness Policy, não deviam saber muito mais sobre o país Centro-Americano em questão. Aos poucos o sotaque foi-se perdendo e a nacionalidade também, algo que nos acontece a todos ali por volta da puberdade. A ele é que foi mais tarde. E ao Matt Hardy aconteceu no inverso. Com direito a reparo e comentário de Triple H porque é gajo com moral para apontar malta que perde sotaques falsos da noite para o dia. Mas de volta ao Kofi Kingston, lá se vão os dias Jamaicanos. É um “New Day” para ele!

7 – Skip Sheffield

Ah bons tempos. Primeira temporada do NXT com o seu antiguinho formato. Transitou para o Monday Night Raw com os Nexus. Por lá já víamos Ryback. Mas com o nome Skip Sheffield, tinha uma outra gimmick. Era… um Skip Sheffield. Pode descrever-se como um Ryback com outro nome e um chapéu de cowboy. Aprofundou a personagem mais tarde, já nos Nexus, como o gajo que o John Cena distinguiu como o mais burro do grupo. Realmente nunca foi gimmick muito explícita quanto ao conceito e era muita coisa envolvida numa bola de nada. Com um chapéu. Mas viam-lhe potencial e apostaram nele remodelado como apenas Ryback. E o outro nome que era tão apelativo. Mesmo como Ryback chegou a passar por outras gimmicks passageiras como a de bully – ou “bowlly” – com alguns segmentos que me divertiam. E aidna houve aquele momento em que estava doido e ele apenas invadia o Main Event no final de cada combate ou segmento para andar à volta do ringue a disparatar baboseiras sem sentido ao público. Esbardalhei-me a rir e fui fã tremendo dele nesse momento. Mas não durou. Actualmente, não desgosto de todo da sua gimmick de “CM Punk mais inchado e com menos fôlego”.

6 – Smackdown Host

Coisa que o Smackdown sempre precisou. Um anfitrião barulhento com intermissões à moda de um TRL da LigaPro. Quais transmissões ao vivo com plantel exclusivo, é isto que deve voltar! Mas sabem o que é mesmo mesmo preciso? Um Miz a fazer esse barulho. Actualmente o nosso astro de Hollywood favorito está mais que bem estabelecido e já passou por todas mas o seu início foi turbulento. Não queriam largar as suas ligações à TV foleira e ao reality show que o lançou à “fama” e fizeram dele um mero anfitrião do Smackdown. Eventualmente transitou para o ringue mas era um jobber cómico que não dava para levar a sério. Agora o meu contar de história. A minha atenção sobre wrestling dispersou um pouco após isto. Apanhei-o na equipa com John Morrison e gostei de ver que ele já era um wrestler mas ainda tinha na cabeça a imagem dele com calças à Aladdin, com uma crista parva, a caminhar para os lados. Cheguei a desligar-me deste belo mundo do wrestling por um bocado até me deparar com ele a WWE Champion. É, devia ter andado mais atento. Magoava-me menos nos queixos. Agora já defendo Miz, já me tornei fã, já é um Superstar legítimo, muito sólido com a sua gimmick de pseudo-estrela de cinema. Mas como não olhar para ele e não o ver como o “Smackdown Host” magricela que irritava toda a gente? HOORAH!

5 – Big E “5! 5! 5!” Langston

Foi uma boa passagem, ficou over e fez coisas boas com isto em mãos. Apenas é visto como algo mais longínquo dada a distância que já vai desde esta imagem destes dias aos dias actuais em que é o carismático e cómico grandalhão de ancas hipnotizantes dos New Day. Quando Big E ainda se apresentava ao NXT como Big E Langston, era um indivíduo grande, forte, atlético, talentoso… E aparentemente obcecado com o 5. Ganhava os combates e exigia contagens até 5. O 3 não lhe chegava. Quase enchia a arena de pó talco de tanto bater palmas e apontava o 5 ao público como se acabasse de decifrar algum código do sentido da vida. E era uma marca engraçada. Como o “Perfect 10” de Tye Dillinger. Mas este focava-se mais nas contagens, que preferia que fossem até 5. Porque os adversários eram suficientemente “Booty” para isso. Prefiro destacar esses bons dias àquela estranha fase já no plantel principal em que era um patriota devoto por alguma razão. Porque o Rusev precisava de adversários. Isso também é “Booty”. Prefiro recordar quando foi NXT Champion. Nem sei se irónica ou propositadamente, mas foi Campeão por 5 meses e pouco!

4 – South Beach Party Boy

Sabem o que é isso? Nem eu. Se nos orientarmos pela vista, podemos assumir que seja alguma espécie de faroleiro bronzeado com um penteado terrível. E olha, nem é uma gimmick pior que o Max Moon. Mais um retirado da elite do NXT inicial. E não sei o que raio pode vir das suas actuais desventuras com Bob Backlund, mas não era aqui que se traçava um caminho para Darren Young. O tal “South Beach Party Boy” que tinha CM Punk como mentor. Mal durou. Nos Nexus, despacharam-no num instante porque… Porque claro que o fizeram, não faziam o mesmo? Deram-lhe o seu tempo de ausência para se remodelar, melhorar e voltar completamente afastado desses negros dias em que era um John Cena escuro com o mesmo barbeiro do Robbie E!

3 – Kidd de Mil Managers

Até lhe dei um nome. E à medida que entramos no pódio, entramos nos mais fundos confins da memória, resgatando os mais esquecidos ou esquecíveis. Este até o vou buscar ao WWE Superstars quando o programa ainda não era apenas um programa de recapitulação do Raw com um par de combates bónus. Mas era um “C Show” na mesma e experimentaram fazer qualquer coisa com Tyson Kidd. Era o gajo que aparecia com um manager diferente todas as semanas. Nomes como Vickie Guerrero ou o grande JTG. Michael Hayes. Armando Estrada. Esse mesmo. Até o Matt Striker! Não se mantinha com ninguém e não sei onde planeavam chegar com isso. Para mim a melhor particularidade era o seu lendário corte de cabelo. A partir de nada e para o nada, lá se aperceberam que Kidd era um lutador com talento a sair-lhe de todos os póros e mais alguns. Perfeito para desperdiçar!

2 – Curtis e os trocadilhos

Mais uma ligação ao NXT de formato antigo, agora à sua quarta e esticadinha temporada, na qual o vencedor receberia uma oportunidade pelos tão nulos Tag Team Championships da altura, com o seu Pro – tal e qual como na primeira temporada em que o vencedor tinha uma chance ao WWE Championship. Venceu um velho amigo nosso, Johnny Curtis. Lembram-se dele? É que ele venceu mas nunca teve o seu prémio, com o seu mentor R-Truth. Mas teve direito à sua estreia com uma gimmick muito peculiar. Um jobber que fazia trocadilhos com as palavras e expressões, como “chorar por leite derramado”, que o representava chorando enquanto se regava com leite. Era fino, o gajo. Nem daí se tirou nada e o pobre Johnny Curtis foi ter aulas de dança e voltou a ensinar todo o povo a dizer o seu nome. Que é Faan… Daan.. Goooo!

Nota: Não minto quando digo que me lembrei disto na sua história actual, quando se fez parceiro de Goldust contra precisamente R-Truth. Achei logo que ele podia – devia! – ter trazido o assunto à baila!

1 – Yodeling Cesaro

E aqui está. Para a primeira posição guardei aquele que oscila entre o “esquecido” e o “para esquecer”. Felizmente já atinaram melhor com Cesaro, já lhe dão destaque, já o deixam brilhar no ringue, ser candidato a títulos, ter combates da noite/mês/ano, enfim, o que ele melhor sabe: ser excelente. Mas nem sempre foi assim e já foi tempo em que Cesaro era quase tão respeitadinho como o Chavo Guerrero. E durante essa fase de aproveitamento descomunal, alguém teve uma ideia genial. Porque não fazer dele um jobber que não podia ir para o ringue calado? Que tivesse que ir a cantar? Com o melhor tipo de canto conhecido ao homem? O Yodeling! Era essa a vida de Cesaro. Felizmente, durou pouco. Mas, como a amêndoa na garganta do outro, também nos ficará para sempre atravessado este momento que só podemos imaginar que tenha sido originado pelo Tio Vince odiar o Cesaro, odiar os fãs, odiar dinheiro e odiar tudo. Nós é que, de facto, adorámos esta brincadeira!

Pronto, fica aqui concluído mais um Top Ten que manteve sempre a mesma gimmick. Mesma chula que o era quando começou, só não sei se actualmente gostam menos dele. O meu disco também está riscado e eu também estou sempre a dizer o mesmo e a encorajar-vos a comentar o assunto, a recordar o que acham destas gimmicks, quais se lembravam e quais não e até acrescentar algum caso que vos venha a mente. Até se podem expandir além do plantel actual. Apenas tenham cuidado para não me afogar em comentários como na edição anterior!

Fora de brincadeiras, estejam à vontade e espero que tenham gostado. Até à próxima semana, que cá planeio voltar a estar. Portem-se bem e preparem-se para o Verão que já aí espreita!

Sobre o Autor

- Escritor do artigo “Top Ten”.

7 Comentários

  1. Jhonatan Vieira - há 6 meses

    Não entendo porque recebe tao poucos comentários, seus posts são uma das melhores coisas desse site, até tento dá uma olhada nos top ten mais antigos porque não consigo ter só um desses por semana. Está de parabéns.

    • - há 6 meses

      Podes crer hein meu, pura verdade, eh um dos melhores quadros mas ngm comenta, eu mesmo so comentei porq reparei isso agora

  2. Rui Ribeiro - há 6 meses

    Bom Top Ten.

  3. muito bom, recordar é viver

  4. Miakuda - há 6 meses

    O personagem Skip Sheffield me lembrava Stone Cold Steve Austin: carecas, utilizavam jaquetas, frases curtas de efeito (yep yep yep…what it do?), sotaques acentuados e Skip usava uma variação do Stunner como finisher ( https://www.youtube.com/watch?v=IK4SwP1PAkc ).

  5. Miakuda - há 6 meses

    Chris JRM tem poucos comentários no site porque não faz propaganda ou publicidade de si próprio. Se ele comentasse mais na seção e apresentasse o seu conhecimento em comentários curtos, ele chamaria atenção de outros públicos do site.

    Ou faz aquele “jogo político nos bastidores” no site com Salvador e Daniel. rsrs

  6. Doughc - há 6 meses

    Gosto muito dos seus posts, pra ter mais comentários falta um heel turn kkkkk

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