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Top Ten #151 – Broken Superstars

Vá, espero bem que ainda saibam quem eu sou e o que isto costumava ser! Havia uma coisa chamada o Top Ten e… Ainda existe, se ainda me receberem bem! Peço desculpa pela minha ausência, agora sim já estou “em ordem” para voltar a entreter-vos e/ou maçar-vos com mais listas cujo propósito ainda é muito vago. E o que se passou durante a minha ausência?

Tanta coisa. Já estão as coisas divididas em duas brands com cordas de cores diferentes outra vez e até há um certo regozijo por isso. Há uma porrada de títulos novos com cores muito garridas para o gosto do povo. O Cena já segura a porta para outros entrar. O CM Punk voltou. OK, não esteve ausente assim tanto tempo, foi levar porrada para outro sítio antes. Mas outras coisas hilariantes também se foram passando. Como o Matt Hardy. O que quer que se tenha passado ali, aconteceu. Fritou de vez. E não é que fosse propriamente muito fino antes.

Auto-intitulando-se como “Broken”, Matt Hardy tem causado as delícias do povo fã de wrestling que levou com esta assiduidade de segmentos hilariantes sem aviso. A partir de um mero desentendimento com o irmão, desceu ao fundo do poço dentro de si mesmo e voltou como uma personagem mais obscura, eventualmente culminando naquilo que ali vemos e adoramos, o que quer que seja. Vem com um sotaque como brinde. Já há aqui pretexto. Mais Superstars, por vezes motivados por algo, tiveram assim umas transições para um lado “dark” que lhes alterou a gimmick por completo. O desafio: encontrar alguém que tenha ficado mais pirado que o cavalheiro já mencionado que dá a ideia ao texto:

10 – Leo Kruger

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O nosso estimado e já ido Adam Rose passou por várias loucuras até não se estabelecer. Desgraçado. Se o próprio Adam Rose também teve ali uma descida a uns confins no seu percurso, em que se fazia acompanhar de um “Bunny” negro, esse não conta porque ninguém viu. Se uma árvore cai no mato e ninguém estiver por perto para ver, conta como uma gravação do Impact Wrestling, digo, faz algum som? Pronto, é dentro disso. Nos primórdios do NXT neste seu formato que conhecemos, o rapaz ainda se apresentava como Leo Kruger, um membro da mais alta classe Sul-Africana. Sangue azul corria-lhe nas veias. Mas ele se calhar não contava com uma coisa que normalmente acontece no wrestling: nem sempre se ganham os combates. Sim, mais tarde ele habituar-se-ia e bem a isso. Mas na altura ainda não. E fritou. Ainda era Leo Kruger, mas agora era um caçador assustador, que gostava de ficar de cócoras, a puxar o cabelo e a soltar um riso que não inspirava muita confiança. Cá para mim já na altura lhe tinham dito que ele mais tarde iria ser o Adam Rose e pronto, não reagiu bem!

9 – BJ Whitmer

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Então vamos a um caso recente. É que esta história ainda decorre, também. O Kevin Sullivan não cabe nesta lista porque já dos quintos dos Infernos vem ele, desde sempre. O Steve Corino sempre foi doente, agora é que andava a ter más influências como uma bonita família, paternidade e essas cenas que estragam um psicopata. O BJ Whitmer? Esse era uma besta, mas nada que desse para lhe apontar uma cruz. Muito bom Heel e dos que considero mais subvalorizados em tempos recentes, Whitmer implicava com Corino e a sua família. Ia longe demais e o ex-ECW Champion não ia permitir. Se é para resolver as coisas é à bruta, é logo numa Fight Without Honor onde não há honra, cambalhotas e wrestling bonito mais típico da Ring of Honor. Não, aquilo era pura violência. Nem são necessários muitos anos de treino de wrestling para despejar uma garrafa de álcool etílico numa ferida aberta, mas o público estava a vibrar e estava uma história a contar-se. Até que Whitmer recebe uma ajuda vinda dos confins: Sullivan! – já falei nele, spoiler. Ajuda-o a vencer e considera-o seu “filho”, que é quase como dizer que é o próprio Anticristo. Não tem sido mais o mesmo, com o Diabo no corpo e uma maquilhagem ali para o gótica a simbolizar a sua passagem para o lado negro. Isso ou alguém que está muito entusiasmado com a celebração dos dez anos do “The Black Parade” dos My Chemical Romance. Como seja, sempre foi uma boa companhia, esse Sullivan…

8 – CM Punk

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Este é que pirou de vez. Um snap, ficou possuído e agora tem vozes maléficas na cabeça a dizer-lhe que ele vai ter sucesso na UFC. Vá, só brinco, como sempre. A sua verdadeira viragem para a esquisitice já se deu há bem mais tempo e numa altura em que ele ainda se sentia bem em casa do Tio Vince. Já desde sempre sabido é que Punk praticava o estilo de vida “straight edge”, nada de drogas, álcool, tabaco e cenas químicas. Existem vários níveis de “straight edge” e um deles também bane o sexo ocasional e a promiscuidade mas sabendo o bem que ele correu aquele balneário feminino, já sabemos que ele tem limites à sua filosofia. Mas pronto, essa abstenção que ele pratica, também eu e outros meus conhecidos a praticamos. Mas não se deve andar por aí a esfregá-la na cara de toda a gente, tornam-se uns chatos e desagradáveis. Punk era um chato e desagradável. Mas começou a progredir daí. A coisa começou a ficar mais esquisita, a sua palavra começava a tornar-se profética. O seu aspecto começava a deteriorar-se e a lembrar um vagabundo perigoso – ironicamente, com todo o ar de toxicodependência – e, como se não chegasse, era seguido por um grupo de lavados do cérebro que rapavam a cabeça e seguiam qualquer palavra sua. Straight Edge é uma coisa, líder de um culto já é outra e Punk não soube bem distinguir. Tal como não parece bem distinguir o estilo de luta de wrestling e o… Não, não vou voltar ao mesmo outra vez, chegou uma vez.

7 – “Black Reign” Dustin Rhodes

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Pronto, para se ser o Goldust por muitos anos não se pode entrar naquilo a que se considere de “ortodoxo”. Dustin Rhodes sabia-o, por isso raramente ingressou em gimmicks planas ou “normais”. Teve uma viragem obscura ao partir para a WCW, quando se apresentou como Seven, a espreitar pela janela de quartos de criancinhas, mas nunca chegou a descolar. Sei lá eu porque é que algum raptor ou pedófilo não resultaria em TV semi-familiar, que entendo eu? Aqui foco-me mais na sua segunda passagem pela TNA. Em que se apresentou logo com uma entrevista em que falou de um “dark side” que ia começar a deixar sair. Daí para a frente tivemos um Rhodes de dupla personalidade. Ora era o nosso bom e velho “Goldie” Dustin Rhodes, ora era o “Black Reign”, uma aberração vinda das trevas, com um bizarro amor por ratazanas e muito propício a combates Hardcore com algumas boas influências amigáveis como o Abyss. Mas bastou voltar à WWE para se resumir a um “drag queen” cinematográfico. Até me queixava mas, para isso, tinha que que adorar menos o Goldust e todas as gargalhadas que ele já me causou!

6 – Cody Rhodes

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Será mal de família? Até o ponderaria se o pai não fosse sempre uma jóia e um dos Superstars mais adoráveis de toda a história do “círculo quadrado”. É que o maninho mais novo ali do Black Reign das ratazanas também passou assim por uma fase esquisita. E agorra recordem e confessem: têm saudades do “Dashing” Cody Rhodes! Sim, já todos temos saudades do Cody Rhodes há bastante tempo, desde que ele ainda lá estava, mas temos que reconhecer os encantos do “Dashing” Cody que nos dava dicas para sermos (quase) tão belos como ele e que não gostava que lhe tocassem na cara. Ainda antes de Miz e da sua “moneymaker”, já Cody interrompia combates para verificar ao espelho que ainda não estava desfigurado. Até que elas se dão. Um 619 de Rey Mysterio demasiado preciso “parte-lhe o nariz”. Acabou-se o “Dashing”. Acabou-se a brincadeira para Cody. Mergulhou para uma escuridão depressiva, da qual veio com uma máscara que não retirava, medo de mostrar o rosto desfigurado e uma estranha fixação em tapar a cara do público e dos adversários com sacos de papel. Até a maneira de falar não era normal. Perturbador. Segunda fase mais assustadora da sua carreira, a seguir àquele bigode. Arrepiante!

5 – The Undertaker

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Vá, não me crucifiquem ainda se acham que a entrada não tem lógica, já explico. Em nenhum momento da introdução digo que os atletas em questão tinham que ser uns santos bonzinhos antes de virarem “dark”. Podiam já ser “dark” antes, desde que tenham ficado mais ainda. Como é o caso do nosso amigo Undertaker que pouco depois até abrandou e virou um patriota entusiasta de motas. E é engraçado mencionar tal martírio como o crucifixo no início deste parágrafo porque era das brincadeiras preferidas de Undertaker nos seus mais negros tempos. Já não era propriamente o menino popular da turma quando andava com as manias dos mortos-vivos, com poderes vindos de uma urna. Lá se cansou de ter o Marty Jannetty a fazer dele suspenso no ar e preferiu suspender o Big Boss Man pelo pescoço. Criou os Ministry of Darkness e com eles tinha assim umas saídas questionáveis como os tais crucifixos, casamentos e sacrifícios de virgens – HA! – como a menina Stephanie McMahon e tentativas de homicídio, cirurgia ou dissecação a sangue frio de Stone Cold Steve Austin. É que mais lhe valia andar só a possuir o Josh Matthews mais tarde, porque aqui nesta altura era um pouquinho desagradável. Era tudo a trabalhar para um “higher power” afinal, que se tratava do velho Vince – ALL ALONG! – mas esse não entra aqui na lista, que não terá existido qualquer altura da vida em que regulasse minimamente bem da mona.

4 – Raven

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Algo relacionado. Olhemos para o Sandman. Inicialmente ele era um surfista mas mudou para um doido psicopata que gostava de cair à canada às pessoas e de abrir a própria cabeça com latas de cerveja. Mas essa transição é natural: notar que ele não sabia propriamente lutar grande coisa e dar-lhe uma cana para a mão para ele fazer coisas. Tudo bem. Quando um surfista na WCW, de seu nome Scotty Flamingo, não passa de um membro de uma boyband afeminado e cheio de cores, transita para a WWF para ser meramente o menino de classe alta Johnny Polo, sem grandes alterações ou subidas, sabemos que é uma questão de tempo até o gajo perder o último parafuso. E existe melhor lugar para tal se suceder do que a ECW? Foi lá que esse miúdo foi reconhecido como sendo quem era mas que entrara em fase de reflexão e depressão. Nasce o sociopata Raven, que até hoje conhecemos e que assim se manteve até aos dias de hoje. Foi uma mudança permanente para a escuridão. Pena, porque uma última run do Scotty Flamingo era dinheiro!

3 – Mankind

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Tema recorrente aqui por estas posições. Gajos que foram às trevas e voltaram ao mudar de companhia. Sem a inclusão da transição de Chris Harris para o fundo do poço, onde encontrou Braden Walker. Tipos medonhos, mesmo. Não é que o lendário Mick Foley fosse muito convidativo antes – e agora até já sabemos que o é, tanta simpatia cabe num homem tão violento. Na ECW partia tudo e todos como Cactus Jack e lá para os lados da WWF gostaram e foram pescá-lo. Mas lá está, um gajo vem da ECW, é tão violento como o Cactus Jack, chega a outro território com um “trauma de guerra”. Ele já viu muita coisa. Coisa a mais até, para explicar o arrepiante, mascarado, choroso, masoquista, isolado e sociopata Mankind, que até pela mãe gritava em ringue. Queimadinho, completamente. Talvez se discuta que o seu período mais demente se tenha dado pouco depois quando se encheu de cor e nos trouxe o Dude Love, mas isso é diferente. E quem pirou de vez devem ter sido os fãs a assistir à Royal Rumble de 1998, que bem levaram com todas as caras de Foley, só para avacalhar. Com tudo passado, todas as faces são lendas e Foley é dos grandes de sempre. Hoje é o pai da Noelle Foley e isso sim me assusta mais que qualquer coisa descrita neste ou noutros parágrafos.

2 – Sting

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É dos casos mais conhecidos de alguém que ficou, de facto, “Broken”. E que até fez dessa sua imagem pós-transição a sua imagem de marca mais recordada e reconhecida. Também há memória de um Sting mais colorido e amigável no início da década de noventa, com uma pintura facial que mais fazia dele um Ultimate Warrior mais simpático e com um traços de surfista. Não percebo o porquê de tanta presença desse desporto radical em particular no wrestling, mas era algo frequente. Depois coisas começaram a acontecer e Sting começou a mudar a sua aparência. Já parecia um gajo saído de banda tributo dos Misfits, já intimidava mais. Quando chegaram os nWo à casa é que se entornou tudo e Sting mudou completamente, ausentando-se com uma promo sinistra. Quando aparecia, andava a brincar no tecto, com um taco de baseball e com toda uma aparência mais negra em referência ao filme “The Crow”. Não era tipo de muitos amigos: não falou ao microfone por mais de um ano, manobra arriscada para um bom talker – sugestão para o Roman Reigns? E toda essa atitude culminou no seu propósito: deitar abaixo os nWo. O negrume onde Sting desceu devido à infame stable. O pior é que nem é essa a pior influência da parte do Hulk Hogan…

1 – Matt Hardy

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Sim, a primeira posição. E porquê? Porque este gajo agora é o rei, é por isso mesmo. Ele veste-se como a Cruella DeVille que acaba de se perder no vicío de metanfetaminas. Ele tem um sotaque inexistente. Ele faz ruídos de toda a classe. Ele morde orelhas. Ele tem um Señor Benjamin. Ele tem um drone a conduzir-lhe o carro. Ele faz lavagens cerebrais a pessoas aleatórias. Ele ameaça comer as pessoas e a seguir os seus gatos. Ele tem premonições, perdão, “priminitions”. Ele tem um bebé com um anormal talento para a música. Ele canta. Ele sabe sempre quando o Brother Nero viria. Ele é a porra da razão para estar o povo todo a ver o Impact Wrestling e se algum de vós disser que não anseia pelo próximo Impact para o ver, eu vou a vossa casa e pessoalmente dou-vos um par de calduços por mentir. Porque mentir é feio e faz com que vocês sejam “DILITED”! É o “Broken Matt Hardy”, é inútil aprofundar ainda mais aquele que será das personagens a dar mais que falar ultimamente. Nunca a TNA nos deu algo tão divertido. E tudo por causa de uma Swanton Bomb de um ponto alto para umas mesas. Ou por acidentes de moto enquanto era Tag Team Champion. Honestamente, já nem sei qual é a verdadeira razão. O que importa é que continuemos a ver os dois Broken Hardys a fazer das suas… AGEEN… AND AGEEN… AND AGEEN… AND AGEEN!

E se não ficaram loucos por acompanhar a jornada destes dez já completamente mamados, ainda bem, é porque ainda conseguem comentar. O assunto, outros loucos que se lembrem, visto que foi mais uma lista feita muito à base de memória e pesquisas por termos vagos. Também podem comentar a minha ausência, mas digo já que não fiquei como nenhum destes cavalheiros da lista. Até posso já ter estado mais longe, mas está tudo em ordem. Espero que ainda se lembrem de mim e deste espaço, que comentem, que o voltem a incluir nas vossas leituras diárias e que me recebam na próxima semana, que pretendo cá estar. Agora é para pegar, não é para ficar a dormir até ao Natal. Fiquem bem até lá, bom regresso às aulas para a juventude que levará com elas, parabéns ao papá Salvador e portem-se bem!

Sobre o Autor

- Escritor do artigo “Top Ten”.

7 Comentários

  1. Rui Ribeiro - há 3 meses

    Bom artigo. Penso que o Kane também podia entrar na lista.

    “Era tudo a trabalhar para um “higher power” afinal, que se tratava do velho Vince – ALL ALONG! – mas esse não entra aqui na lista, que não terá existido qualquer altura da vida em que regulasse minimamente bem da mona.” Muito bom! Ahahahahahah!

  2. Dobe - há 3 meses

    O Top Ten é dos melhores artigos do site. Para mim é um mistério como é que não tem muitos mais comentários.

  3. Stream - há 3 meses

    Aleluia q voltou com este artigo Chris , uma sugestão para um tema de top ten seria os melhores cruiserweights de sempre

  4. AwesomeChampion2016 - há 3 meses

    “Ele se veste como a Cruella Deville”

    MITOU

  5. Caio - há 3 meses

    “Sujestão para Roman Reings?” Morri kkkkkkkkkk

  6. BRRM - há 3 meses

    Já estava com saudades do Top Ten. Excelente artigo, como sempre.

  7. Baia - há 3 meses

    damn right que o Matt é o maior

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