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Top Ten #41 – Fails do Royal Rumble

Mais um Top Ten por cá! Fazendo a ligação com a edição anterior, duvido que a vitória de Batista se tenha classificado propriamente como um “Funny Moment”. Pelo menos aquele público não parecia estar a rir-se. Aliás, a palavra que corria era a de um fiasco por parte dos oficiais criativos que, do ponto de vista de muitos, escarraram na cara dos fãs. Mas não é a primeira vez que algo na Rumble corre menos bem. Aliás, temos já aqui assunto. Seja um Royal Rumble match mais fosco, seja uma única má decisão durante o combate. Um pequeno segmento, um pequeno angle que se tenha dado durante o combate e que não tivesse ficado bem visto. Um desastre total de quando em vez também.

Há muitos momentos baixos na história do Royal Rumble e por este Top Ten abordarei os vários tipos que exemplifiquei anteriormente. Hora de recordar “fails” que apenas originaram momentos engraçados mas inofensivos, más decisões, entre outros.

10 – Royal Rumble 2005, repetições e quadrícepes

http://youtu.be/venfOiZ9VBI

Este é um exemplo de algo que não foi mau. Porque tudo o que podia ter corrido mal, correu… E tornou o evento brutal. A começar pela dupla eliminação de Cena e Batista que fez invejar a dupla eliminação de Lex Luger e Bret Hart na Rumble de 1994. E pelo que se consta acidental, para ter a certeza que o mais improvável dos medos se concretizava. E lá tem que vir o Vince “recomeçar” o combate entre esses dois competidores para definir o vencedor. Já aqui havia suficiente para conversa mas essa nem é a melhor parte. Durante toda a exaltação de vir ao ringue, Vince faz questão de rebentar os quadrícepes. Os dois! Até o Kevin Nash se riu…

E, malta que ainda cospe na passada Rumble e querem mais lenha para queimar o Batista… Deram-lhe uma segunda vitória quando ele nem conseguiu ganhar a primeira sem fazer asneira! Pronto, já têm o vosso material, não me responsabilizo mais…

9 – Tempo extra para o Rei

Nada correu mal, foi tudo de acordo com o planeado. O que estava planeado é que não era lá muito famoso. Por 2002, já o Triple H tinha um poder desconfortável lá atrás e o burburinho contra a sua ética de trabalho e o seu exagerado engrandecimento já se ouvia com algum volume. Quem duvidada, talvez tivesse ficado menos céptico ao assistir à Royal Rumble de 2002 e ao ver o tratamento especial que o “The Game” recebe quando entra, após regressar de lesão. Vem ele, boa recepção, tudo bem, vem um tipo de alto calibre para o combate, regressa após algum tempo de baixa, siga para o ringue. Não, a sério, vai para o ringue. Entra, já estás a demorar muito. O tempo de intervalo está a passar, vai ser constrangedor quando o próximo vier e ele ainda nem entrou. O tempo já passou! E a música continua a tocar! O incrível aconteceu e conta-se cerca de 3 minutos para a entrada de Triple H na Royal Rumble. Não foi o último a entrar. E a regra dos 90 segundos esteve sempre em rigor. Simplesmente… Tem tratamento especial para que tenha uma entrada grandiosa e dramática. O Randy Orton que saiba disso que pede já 10 minutos para chegar ao ringue!

Porque é que isto conta como um “falhanço”, tendo em conta o título? Tecnicamente, nada falhou, aquilo era para ser assim. Falhou a credibilidade e até a discrição. E quem não gostava do Triple H, só lhes deram mais uma razão…

8 – Duplos vencedores e más consequências

Já mencionei isto na entrada número 10. Para dar origem a uma história, tiveram a ideia de fazer os dois últimos participantes sair do ringue e tocar no chão ao mesmo tempo. O que aconteceu em 2005, mas desta vez já há certeza que tenha sido intencionalmente. Vou então fazer isto por pontos, para apontar o que não correu bem aqui:

– A razão. Não se sabe bem ao certo o porquê de dois vencedores, mas correm histórias. Uma é a de que Bret Hart também não era nenhum santo e gostava de mexer nas ideias no backstage e exigiu que ganhasse, mesmo que Luger estivesse planeado. Dá-se um doce a cada um então. Outra história é a de que Luger era sempre o plano original, sabia-o com antecedência e andou por aí de crina erguida a espalhar a notícia de que ia ganhar a Rumble. Como castigo, teve que partilhar o doce. Alguma delas está certa? Eu não estava lá para ver…

– A forma como foi feita: Para quem tanto lutava para um lugar na Wrestlemania, pareciam amar-se, da forma que se abraçaram. Era difícil aquilo correr bem e parecer realista. Daí que talvez fosse demasiado arriscado.

– A Wrestlemania: Um Triple Threat com Yokozuna pelo título e está resolvido, certo? Não, quiseram complicar as coisas e ficou estabelecido que ambos teriam dois combates na Wrestlemania. Como? Atirando uma moeda ao ar para decidir quem enfrentaria Yokozuna primeiro. Quem ganha, enfrenta Yokozuna primeiro e enfrenta o outro mais tarde se consegue vencer. Quem perde, tem outro combate antes – Luger enfrentaria Crush – que já estava em feud com Randy Savage – e Bret Hart enfrentaria o seu irmão Owen – com quem estava em feud. Ganhou Luger, avançou primeiro mas não conseguiu vencer graças a uma Heel Turn de Mr. Perfect que era o árbitro por alguma razão – que conta como mais um falhanço, visto que Perfect abandonou e não houve qualquer feud – enquanto Bret Hart enfrentava Owen primeiro e Yokozuna mais tarde. Ou seja, Luger ao falhar apenas teve um combate, apesar do que tinha sido dito antes. E Bret Hart lutou dois, tendo perdido o primeiro para participar num combate pelo título principal já com uma derrota nessa mesma noite. Mas que conseguiu ganhar. Se estão confusos… Entende-se… Podem precisar de ler mais que uma vez… E sim, começou tudo com uma jogada maluca na Royal Rumble!

7 – Sin Cara a tratar do cronómetro

Acontece. A contagem decrescente para a entrada do próximo Superstar é um dos momentos mais emocionantes e que proporciona sempre grande entusiasmo e exaltação no espectador que, involuntariamente, já se está a juntar à contagem. Já é uma das principais tradições. Isto é, havendo um relógio para orientar, o que é sempre essencial e dá uma boa ajuda, não podem estar à espera que o público conte os 90 segundos por si. O que aconteceu em 1997, quando uma anomalia e um erro técnico se deu ao início do combate e não contou para a entrada dos terceiro, quarto e quinto participantes. O pobre povo à espera para contar e apenas estranha ao ver o Razor Ramon – o falso, ainda por cima – a aparecer na cortina, sem sinal e sem música. Demorou algum tempo a perceber que ele estava ali para participar, assim como o Superstar que o seguiu, que já teve direito a música, pelo menos. Entretanto normalizou mas já deve ter sido suficiente para Vince McMahon ter ido aos arames e vindo por várias vezes… Mesmo que estivesse ali na mesa de comentários!

6 – Ninguém gosta do Hassan!

O momento foi um momento interessante de Rumble, o que falha aqui é a imagem que estão a passar. Ao olho comum, Hassan seria mais um Iron Sheik ou mais Muçulmano a desejar morte a toda a América para heat fácil. Mas não, este era muito mais, tinha mais história e até deve ser das personagens mais bem pensadas: um Americano Muçulmano frustrado com o povo que se tornara muito hostil perante Americanos de origem oriental, após o 11 de Setembro e rotulando qualquer um de terrorista. Ora digam lá se ele não tem razão e se até nem dá um Heel com propósito? Isto até podia chegar a Face, se não fossem algumas acções mais extremistas. Mas não… Preferem provar que ele está certo ao tratá-lo como um renegado, com actos que remontam a terrorismo – o polémico ataque a Undertaker que o forçou a ser retirado – e mostrando que afinal… É mesmo verdade. O problema do segmento da Rumble? Fez parecer todos aqueles Superstars no ringue racistas e ao ponto de levar o que ele diz tão a peito, ao ponto de parar o que estarem a fazer para deixarem aquele adorador de Alá conspiracionista mal. Bem jogado…

5 – Falta de chouriço para encher!

Problema actual: muita malta para uma Rumble e ficam lowcarders à espera de oportunidade de fora. Problema em meados da conturbada década de 90: falta de malta para encher uma Rumble! Era ver o combate a encher-se de malta que nem lá trabalhava – já mencionei isto há dois Tops atrás, com a entrada de Mil Mascaras – malta antiga que, não estando no seu melhor, podia servir para nostalgia. Algo que se mantém até hoje. Já para não falar na quantidade de jobbers que iam para ali fazer que faziam. Em 1995 atingiu um ponto preocupante: tão baixa era a qualidade, que aceleraram o processo, reduziram o tempo de intervalo para 1 minuto e era só ver corpos a voar mal entravam. Isto no meio de uma grande quantidade de “Quem raio é este?” que se repetia a cada entrada. Um número exorbitante de lutadores que duraram menos de um minuto. Poucas estrelas de topo e quase se tornou num festival de atirar corpos protagonizado por Shawn Michaels e British Bulldog, numa clássica Jobber Rumble. Nem 8 nem 80, pá!

4 – Royal Rumble 2014 e a sua boa recepção

O caso mais recente e capaz de gerar falatório suficiente para muito tempo. Vai parecer fresco por muito tempo. Os spots de Kofi, o destaque a Roman Reigns, a história de CM Punk, os regressos… Tudo muito bom. Só ia melhorar quando entrasse Daniel Bryan. Ovo é o que vais ter. Desde o momento em que Mysterio entra, como o último participante – pobre coitado, nunca foi tão vaiado na vida e nem teve culpa – o combate descambou e a plateia não parou de torcer por Daniel Bryan, encontrando pouca gente por quem torcer. Viraram-se para Roman Reigns, que também era um favorito. Mais ovo que tinham. Batista, homem que acabara de regressar, já conquistara a sua posição no main event da Wrestlemania, tirando lugar a quem estivesse lá antes a trabalhar durante todo o ano. A história repete-se. E nunca um vencedor foi tão vaiado. Ou uma Rumble em geral. Mick Foley que o diga. Acrescenta-se o bom desportivismo de Batista e a forma relaxada como ele soube aguentar o heat após o final do combate… E temos uma das maiores asneiras da WWE em muito tempo. O que é dizer muito…

3 – Royal Rumble 1993, mixórdia de fracas emoções

1993 foi um desastroso ano, ponto. Bookings pobres e confusos, rivalidades interrompidas e um produto a tentar manter-se desesperadamente após a Golden Era ter, há muito, chegado ao seu fim. Ano também daquela que ainda creio que seja a pior Wrestlemania de todas as 29 edições que já houveram… A estrada para essa mesma começou na Royal Rumble onde se sentiu bem aquilo que eu expliquei no início do texto desta entrada: já se sentia a falta de malta para encher e o ringue estava cheio de lowcarders e tag teams, angles que não deram em nada – o conflito entre Earthquake e Typhoon – más estreias – Giant Gonzalez deu os primeiros ares da sua graça na WWF, sem sequer participar no combate, mas eliminando Undertaker – e um final que viu Yokozuna eliminar Randy Savage após este tentar o pin – boa maneira de deixarem o Macho Man a parecer inteligente. Poucos momentos altos – conta-se pouco mais que a entrada de Bob Backlund – e um combate fraco e repleto de defeitos. Como foi todo o ano de 1993…

2 – Dêem as boas-vindas a Drew Carey!

http://youtu.be/60Sw0HTxYzc

Momento ainda recordado com rancor. Todo o respeito ao homem e ao seu trabalho mas não é no Hall of Fame da WWE que tal é reconhecido. E também não é entrando no ringue durante a Royal Rumble que fãs de wrestling se tornarão fãs de Drew Carey. A plateia que tanto o aplaudiu na Wrestlemania XXVIII que o diga. Entrou para promover algum evento que tinha em PPV e fê-lo estorvando no Royal Rumble. Porque todos adoram surpresas. Principalmente se forem como esta. Agora imaginem se naquela altura estivessem à espera de algum Daniel Bryan do momento…

1 – A novela de 1999

Faça-se um inquérito sobre qual a Royal Rumble menos predilecta e a maior percentagem pertencerá à de 1999. Sim, pertence à Attitude Era, mas que importa? Não faziam asneiras nessa altura? Aqui está um exemplo de algo que não fizeram bem. Com Vince Russo a ajudar no seu desenvolvimento, não quiseram simplesmente fazer um combate longo com muitas pequenas histórias e spots para o tornar entusiasmante. Quiseram fazer de toda a Rumble uma história entre Stone Cold e Vince McMahon. A melhor parte? Foi este último, o patrão, o Chairman, a sair vencedor para uns bem bons apupos da plateia. Quer manobra genial de heat ou uma decisão que realmente enfureceu todos os fãs… Muitos podem ler este momento como Vince a colocar-se na ribalta, mais uma vez, e roubar a oportunidade a algum Superstar que precisasse…

Nota curiosa: Esta Rumble foi o que foi, habitual topo nos rankings das piores, mas conta-se que os fortes apupos ao vencedor – que, desta vez, era realmente um heel tremendo – não foram tão altos como os que fecharam a última Rumble. Creio que isso diz muito e que já nos traga um novo candidato à altura desta mesma…

E com este tão frequente negativismo que existe sempre no wrestling, fecho o Top Ten desta semana que, ao contrário do que se faz noutros locais, celebra o pior que já se faz na grandiosa Royal Rumble. Se ainda estão a ressacar do desgosto que foi a última edição, então este espaço está aberto aos vossos desabafos. E não só. Convido-vos a comentar estes episódios e a acrescentar mais alguns maus momentos que considerem nódoas na história do Royal Rumble, assim como defender alguns dos que aqui se enumeram – nem todos são maus, alguns são engraçados. Espero que na próxima semana possa trazer um assunto mais positivo mas entretido à mesma. Espero que fiquem bem até lá e boas entradas em Fevereiro – as boas-vindas a um novo mês, que seja!

Sobre o Autor

- Escritor do artigo “Top Ten”.

9 Comentários

  1. The Truth - há 3 anos

    http://www.youtube.com/watch?v=USKjt5GzKwg
    Ai a parte final do Rumble de 1999!

  2. akujy - há 3 anos

    Ah Ah. Mais um belo top. Não há mt a dizer, excepto que o RR 2014 devia msm liderar a tabela, tendo em conta a reacção que gerou, entre outras coisas. E como a idade já pesa por estas bandas, aconselho-te a ires ao ano de 1986 assistir á Wrestlemania 2! Essa sim, foi a pior de sempre!

  3. Conspo - há 3 anos

    Bom artigo. Tens sempre temas muito interessantes :)

  4. Igor - há 3 anos

    Os melhores Rumbles pra mim foram o de 2007 e 2008. O final do Shawn e do Taker e o retorno inesperado do Cena foram o que fizeram o Rumble ser bom. Claro que nao só isso, varios lutadores importantes aparecera, tivemos uns bons Spots e etc…

    De longe, o pior Royal Rumble Match foi esse de 2014. Como ja disse, o Bryan nao precisava ganhar, só em entrar ja tava bom, de vencedor podia ser o Punk ou até mesmo o Reigns, que no final foi minha torcida, mas o Botchista mal retornou e tirou o lugar do cara que todo dia na empresa lutando.

    • Anon - há 3 anos

      E o Rumble de 2001? As 11 eliminações do Kane, o final com o Steve Austin, The Rock e Kane e penso que foi o único Rumble a ter armas lá no meio como caixotes de lixo e cadeiras (eu sei que há outros Rumbles com cadeiras e o de 2007 teve uma mesa mas foi fora do ringue).

  5. Malco Canedo - há 3 anos

    Ri demais ao ver esses momentos, na minha opinião, um dos piores momentos foi a participação do Drew Carey, não fez nada, ficou posando no ringue como se fosse o maioral, depois fica se borrando de medo pro Kane, e alguns minutos depois ele se elimina.
    Concordo que a Attitude Era teve muita asneira, e eu acho que o maior exemplo disso é a gimmick do “Sexual Chocolate” do Mark Henry e as storylines que na minha opinião, foram horríveis.

  6. Mario Magalhaes - há 3 anos

    Grande artigo Chris.

    Alguns destes momentos, diria que a maioria deles realmente são para se esquecer e a Rumble de 2014, conseguiu entrar para este seleta lista de momentos ruins.

  7. danielLP21 - há 3 anos

    Excelente Top Ten! Eu nunca tinha visto o final do Royal Rumble 1993 e… preferia continuar sem o ter visto! Que palhaçada…

    Gostei do título que deste à posição 7 :D

  8. FranciscoAP - há 3 anos

    Depois de ver o final do RR de 93, acho que não restam dúvidas quanto ao facto do Eric Young se inspirar e de que maneira no Macho Man lol

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