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Top Ten #46 – A Hostilidade da Plateia

Bem-vindos a mais um Top Ten! Estamos cada vez mais perto da Wrestlemania XXX e sabemos que nem tudo está a ser bem feito para que seja um evento assim tão grandioso como é suposto ser. E quem manifesta bem isso são as plateias! Plateias essas que até ameaçaram “sabotar” o Raw e controlá-lo. Tal não se chegou a dar totalmente, mas foi uma boa plateia. Agora se estão à procura de públicos hostis… Então este Top Ten será divertido de ler. Ou assim espero.

Com certeza que haverão mais casos de plateias a mandar alguns lutadores pregar para outra freguesia, mas aqui deixo 10 que me recordo. Mais algum… Já sabem, deixo para vocês, tomem isso como o vosso dever.

10 – A formação dos nWo

http://youtu.be/bfQ3IH-TWVI

Foi um bom momento que se pode tornar memorável por vários factores, um deles a reacção dos fãs. A imagem dos objectos a cair sobre o ringue, enquanto Hogan dá o seu discurso que vira a sua personagem em 180 graus, é uma das mais memoráveis desse segmento. Até nos podemos lembrar do desgraçado do Kevin Nash a ser atingido. Mas então… Com uma plateia que até reage de forma violenta… Porque é que isto está no fundo da lista? Porque dizem as más línguas que tal reacção foi começada por fãs plantados que encorajaram outros a fazer igual. Tal como também se constou no final do Lockdown de 2013. Em ambas as situações foi negado, afirmando que seria uma medida perigosa para que eles encorajassem. Mas dadas até as semelhanças das circunstâncias… Quem sabe alguma coisa?…

9 – “Fire Russo!”

É um bom cântico e com um bom propósito. Mas tendo em conta que o homem ainda foi contratado mais uma vez depois disso e ainda esteve lá um bom tempo nas duas épocas… Não deve ter sido muito eficaz. Não é um caso muito forte de uma plateia a virar-se, com força, contra o espectáculo. Talvez servisse melhor para um Top de disparates do Sr. Vince Russo, o que até dava para um Top 100. Mas vejam lá a ideia: jaulas eléctricas. Uma ideia que não é assim tão nova e inovadora. Mas não o impediu de utilizar tal num combate entre os Team 3D e os Latin American Xchange no Lockdown de 2007. Em que tal efeito era conseguido… Com um acender e apagar de luzes a dar a impressão de choque. A plateia ficou tão convencida por isso que irrompeu em cânticos de “Fire Russo!” Desde então, o infame booker já negou que tal fosse ideia dele. Mas os fãs já tinham bastante estima por ele…

8 – Aquele Raw pós-Wrestlemania…

http://youtu.be/609uR7t2V9E

Aqui fica em disputa o termo “hostilidade”. Porque a mais pura das verdades é esta: aquela plateia foi das melhores já vistas num evento da WWE e é daquelas que dá gosto ver e até dá vontade de poder estar lá no meio. Mas não se fizeram só de simpatias – quem devia estar todo contente era o Fandango – e temos que olhar para as reacções que se ouviam a cada vez que The Rock aparecia no ecrã, a recordar o combate da noite anterior. Ou então aquele combate entre Randy Orton e Sheamus. Porque estavam todos a morrer por vê-los a competir. Torceram por toda a gente menos por quem estava no ringue: os comentadores, RVD, Randy Savage… Até o Justin Roberts e waffles – deviam estar com fome. E o Sr. RKO já a começar a ficar frustrado, quando já é sabido da sua reputação tremida de amuar. Como seja… Uma plateia fantástica… Como seria esta com Batista? E… Que tal termos uma destas para o main event da Wrestlemania XXX?

7 – “Mudem de canal… Há outra companhia!”

http://youtu.be/LDDBG374xZY

Sabem que alguma coisa está muito errada quando o público da WWE começa a cantar pela companhia rival/competitiva/alternativa. Mas nem era preciso chegar a essa parte. Ao olharmos para o ringue e vermos dois lutadores independentes, disfarçados de Donald Trump e Rosie O’Donnell a combater num suposto combate de comédia que apenas se fica na categoria de “palhaçada” e “momento embaraçoso em que os teus pais entram na sala e não consegues explicar o que raio estás a ver.” Sim, uma dessas ideias brilhantes de Vince McMahon que achava que seria hilariante colocar dois imitadores de duas celebridades rivais e fazê-los “resolver os problemas” em ringue. Espantoso seria se a plateia não reagisse. Mas assim o fez. Passando por cânticos de “Change the channel” e culminando nos duros e com certeza arrepiantes para Vince: “TNA! TNA! TNA!”. Isso é que é uma coisa improvável. A melhor parte é que Vince estava presente e não conseguiu esconder o seu legítimo choque. Pois é, Ti’Vince… Para a próxima pensa bem nas tuas ideias geniais…

6 – Aquele Money in the Bank…

http://youtu.be/peMpm_HPewQ

O bem que nos lembramos deste PPV, desta história, deste combate, desta plateia. Mais um caso em que a hostilidade do público fazia parte do espectáculo. Ainda nem lá tinham chegado e já vendiam a ideia: John Cena ia competir em território inimigo enquanto que CM Punk jogava em casa. Com o título da WWE em jogo. Lá amanham um combatezito para se considerar o melhor do ano e tal… E o público a ser a cereja no topo do bolo. De alguma forma ainda arranjaram maneira de fazer rolar uns “Let’s go Cena! Cena sucks!”, o que indica que ainda havia malta para dizer os “Let’s go Cena!”. Mas não era uma bancada propriamente dividida… Todos deitavam Cena abaixo do nível do ringue, do chão, dos quintos dos Infernos. E a sua entrada, cabisbaixa mas de cinto erguido só lhe dá um tom ainda melhor. Uma hostilidade amigável que fazia parte do espectáculo e que ajudou a fazê-lo. Mas é daquelas boas. Fossem todas as plateias assim…

5 – Boa Rumble, sim senhor…

Os fãs têm estado em chamas, logo não é de admirar que aqui se encontre um caso fresco. E não é preciso recuar muito, o Royal Rumble de 2014 ainda está aqui mesmo, à mão. O público demonstrou ser dos bons e dos que tem uma voz bem alta. Isso é bom, mas nem sempre para o que lhes convém. A começar pelo combate entre Cena e Orton… O combate que ninguém queria ver. Os cânticos por Randy Savage ou Y2J até nem são novos, mas o que leva o bolo para casa são os bem explícitos “End this match!” ou “You both suck!”, demonstrando que havia tanta vontade de assistir a esse combate como havia de ler os “Termos de Uso” nas instalações de software. Mas mais tarde é que seriam elas: no próprio combate Royal Rumble, a ausência de Daniel Bryan já causou alvoroço e o pobre coitado do Rey Mysterio – a quem lhe deve ter doído a alma ao ver que lhe deram o número 30 – levou heat como nunca levara na vida. Por tabela, porque os apupos eram lá para dentro. Avance-se para o “espantacular” vencedor. Batista. Sim, o gajo que tinha regressado há um par de semanas, que andou aos beijos ao chão e que já estava estafado após uns minutos. Que ovação de pé. Ou então uma reacção que até causou hesitação para subir ao canto e apontar para o sinal da Wrestlemania… Pois iam mandá-lo para outra freguesia. Consta-se que nunca um vencedor da Rumble foi tão vaiado antes. Nem na Rumble polémica de 1999. Mas ao menos Batista recebeu o heat como um homem adulto… Amuando e recorrendo a gestos obscenos, para garantir que tinha heat por fora e lá dentro. Bem-vindo de volta, Bootista, bem sabemos que o teu regresso não foi um erro…

4 – Bem-vindos a Montreal!

Um caso diferente. Aqui a hostilidade prolongou-se. E durante uns bons anos, nem Vince McMahon, nem Shawn Michaels, nem Earl Hebner podiam entrar em Montreal sem ensurdecer com o heat do público e ouvir uns agradáveis e convidativos “You screwed Bret!”. Mas é claro que tudo começou com o infame Montreal Screwjob, cuja explicação é tão essencial como a de vos dizer que a Terra é esférica. Assim que Vince ordena que Earl mande tocar a campainha perante um Sharpshooter de Shawn em que Bret não desiste… Na terra deste último… É claro que o bom fã vai aos arames. Só não escarraram encima do Vince porque… Não foi preciso, o próprio Bret encarregou-se do assunto. E este heat não ficaria só por essa polémica noite e prolongar-se-ia por muitos anos. Até já foi aproveitado para que Shawn Michaels desse uma das minhas promos Heel favoritas – e assim faz a segunda semana consecutiva em que a menciono. Agora as coisas já estão mais calma e o redimido Shawn já tem respeito pelo globo inteiro. Mas ainda foi bastante o tempo em que era território perigoso…

3 – “If Cena wins, we riot… For real!”

http://youtu.be/ktCg4Mb-m_8

Agora nas três posições cimeiras vão notar um padrão. E, dado o tema, faz bastante sentido. Por aqui deixo o exemplo de uma plateia que ainda hoje é recordada como uma das grandes. Tremendo chavascal que se fazia naquelas bancadas? Que tinha aquilo de especial? Era apenas o “One Night Stand” de 2006, com os fãs da ECW, a escolher entre… Rob Van Dam… E John Cena. Muito difícil, de facto. Mas isto deu para coisas boas: uma ruideira das boas, das que toda a arena de wrestling precisa para se transmitir bem a sensação de entusiasmo; Cena pôde ser um pouquinho Heel e até fazer algumas coisas que não costuma fazer sempre. Vêem aqueles cartazes a dizer “If Cena wins, we riot”? Começaram aqui, mas aqui não era só garganta… Estes eram mesmo capazes de montar ali um trinta-e-um! Não foi preciso. Para felicidade de todos, RVD venceu – com uma ajuda de Edge, a quem quase lhe construíram uma capela e lhe ergueram uma estátua – e o tão bem recebido John Cena ficou ali a ouvir o quão adorado era em território forasteiro. Bom, vai lá para Chicago, pode ser que te recebam melhor…

2 – Big Show vs Batista, combate de sonho

http://youtu.be/26MXMI0Bx-c

Mais uma vez… Público da ECW. Já vêem o padrão a notar-se? E já percebem que é totalmente justificado? Então agora imaginem a boa e velha plateia da ECW pronta a fazer barulho. A mesma plateia que só não enterrou mais o Cena porque senão ele vinha sair do outro lado da Terra. Apresentem-lhes um embate entre Big Show e Batista. Eles vão adorar e cantar “Match of the year”. Ou então não e vão mesmo mandá-los para outra terra, outro país, outro continente… Outro planeta, se for necessário. Os “Boooring” também têm que haver mas é muito básico. De novo as variações com “You both suck” e “Change the channel” e tudo o que se podia esperar de uma plateia com a fama que esta tinha num combate como este prometia. E olhem que engraçado… Batista a ser vaiado para o fundo do poço há uns anos atrás! E a reagir da melhor forma: amuo! Meu amigo, só te digo isto… Deal with it!

1 – “We riot.” A sério

http://youtu.be/gnbGnfkDlmE

Lembram-se de eu ter dito que aquela coisa do “If Cena wins, we riot” era legítima? Digo-o por alguma razão, é porque eles já quase o fizeram mesmo por menos – ou semi-fizeram-no. Num momento bastante memorável na carreira dos Dudleys e que envolve a famosa tag team a dar uma promo Heel com um palavreado muito mais “MA” ou “R” que aquele a que estamos habituados nas nossas TV’s actualmente… Bubba Ray, a ser Bully antes de ser Bully, decide começar a meter-se com os fãs e até desafia um “fat bald motherfucker” da primeira fila. Começa o frenesim. Aquela barreira não foi abaixo por pouco e até mulheres saltaram ao barulho para cuspir na cara de Bubba e receber troco na mesma moeda. E isso o que se via em câmara, a agitação ainda se estendia mais por ali fora. A parte interessante é que ate gostavam disto.

Também creio já ter visto – mas não o encontrei para o registar neste Top e até nesta primeira posição – e nesse lembro-me de ter mesmo visto a plateia a invadir e a receber como respostas um mero “EC Fuckin’ W!” Porque a ECW era isto. Plateias capazes de armar mesmo um motim quando provocados…

E acho que acabei em boa nota. Sim, acabei, não há mais, pelo menos neste Top. Mas o que não falta são casos de plateias selvagens que, de um modo mais pacífico e apenas através de cânticos desagradáveis ou de forma mais agressiva com cânticos mais ofensivos ou até mesmo de forma mais física… Logo abro isto ao freguês e deixo-vos recordar outras situações que se encaixem nisto. Nas independentes também não deve faltar disto mas não tenho grande conhecimento ou recomendação. Deixo para vocês. E deixo para vocês a questão: preferem plateias assim ou mais respeitosas, por assim dizer? Espero então que tenham gostado e que estejam cá de novo na próxima semana a receber-me se puder voltar a cá estar. O plano é esse. Até lá, fiquem bem!

Sobre o Autor

- Escritor do artigo “Top Ten”.

13 Comentários

  1. Ismael M - há 3 anos

    Edição,como sempre,muito boa.so acho que o combate do cena vs edge no unforgiven 2006,em Toronto,tambem devia de estar no top.

  2. Sergio Fantastico - há 3 anos

    ”Até nos podemos lembrar do desgraçado do Kevin Nash a ser atingido”. Precisava disso ?

    • Anon - há 3 anos

      Sim porque o Nash não presta e nunca prestou para nada.

    • Chris JRM - há 3 anos

      Claro, foi um pormenor curioso a acontecer.
      E eu utilizo o “desgraçado” muitas vezes, ainda para mais quando acontece algo mau ao lutador, como foi o caso xD
      Não penses que foi insulto ao lutador, já que vi que és fã e agiste em defesa :)

  3. Roman28Reigns - há 3 anos

    bom top, concordei com a maior parte, eu adoro as plateias da-me até gosto em ver wrestling

  4. Conspo - há 3 anos

    Epá. continuo a achar que és o escritor mais underrated do WPT xD.
    Foi um bom artigo, e conseguiste-me fazer rir. Volto só a deixar aqui a sugestão que tinha dado á uns quantos meses atrás: Um top ten com os maiores jobbers da história do wrestling.

  5. jcfc - há 3 anos

    aquilo era ECW meu deus eu quando ouvia este tipo de cenas pensava que era mentira…

  6. andré - há 3 anos

    se vc fazer esse tópico depois do dia 6 abril com certeza a wrestlemania vai estar entre os tres primeiros e uma última coisa esse tópico ficou ótimo

  7. dcastanho - há 3 anos

    gosto tanto destes top tens uah continuem com o bom trabalho

  8. Jardel Silva - há 3 anos

    Bom Artigo.Sobre o Assunto Que Saudade Da ECW.Aquela Crowd Era Fenomenal Tenho Muitas Saudades Desse Epoca,As Crowds Eram Muitos Boas Não Como Essas Que So Vai Pra Tirar Foto,Sinto Muito Saudade Dos Velhos Tempos Da ECW Arena.

  9. YO - há 3 anos

    Daria para fazer um top 30 só da ECW…

  10. danielLP21 - há 3 anos

    Excelente Top. Não conhecia a dos “TNA chants”…

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