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Top Ten #53 – Campeonatos em Battle Royal

Sejam todos bem-vindos ao Top Ten desta semana. Não é tema dos curiosos, é apenas mais um recontar de história com umas recordaçõezinhas. Neste caso, vou buscar uma ideia a algo que decorreu no passado Monday Night Raw. Após um longo reinado com poucas defesas, o título dos Estados Unidos é retirado à força de Dean Ambrose, para as mãos de Sheamus. À força porque foi preciso colocar mais 19 marmanjos no ringue para fazer uma battle royal. Não é dos campeonatos mais justos, mas também já não é nada novo. No seguinte texto, enumero dez outras ocasiões em que um título foi disputado numa battle royal. Vão recordando e contando os nomes… É muita malta que para aqui vai!

10 – Monday Night Raw, Junho de 2003, 7-Women Battle Royal, WWE Women’s Championship

http://youtu.be/OklMXr-jDVw

A estreia de uma certa moça que veio a ganhar muitas mais coisas noutra companhia. Foi este o primeiro combate televisivo da jovem Gail Kim que tinha aqui a sua oportunidade de retirar o título à Campeã Jazz que, com a sua lesão, encontrava-se extremamente vulnerável. Tinha era que conseguir passar por cima de Jazz e de mais cinco mulheres, porque eram cinco ao bife. E não é que o raio da cachopa conseguiu mesmo? Com Victoria a servir de sua última vítima, Gail Kim estreou a facturar e tornou-se Campeã logo na sua primeira noite em serviço. Portanto, a Paige já não é novidade nisto…

9 – Monday Night Raw, Setembro de 2011, 10-Man Battle Royal, Intercontinental Championship

http://youtu.be/6g8irysp5MI

Por esta altura, Triple H mandava e muita malta não gostava. A diferença é que ele aqui era dos “bons” e tinha cabelo. Quem não estava nada agradado com o seu regime de liderança eram lutadores como o sempre frustrado Christian, o então Campeão dos Estados Unidos Dolph Ziggler e o demente mascarado Cody Rhodes, Campeão Intercontinental na altura. O COO lá fez questão de dar castigos justos a cada um deles por se terem armado em espertos e o que calhou a Cody foi a defesa do seu título contra 9 outros homens, entre eles o mais ameaçador Sheamus. Cody conseguiu superar o desafio e reter o cinto mas é engraçado como ele fez praticamente o mesmo que fez com Dean Ambrose no passado Raw, mas como era um Face a um Heel já estava tudo bem… São tempos e são luas…

8 – Monday Night Raw, Abril de 2007, Tag Teams Battle Royal, World Tag Team Championship

http://youtu.be/Gq3avS3XULg

Neste caso já é mais difícil, porque equipas numa battle royal não funciona tão bem ou, pelo menos, tão facilmente. Mas nem sequer se quiseram ficar por uma e tiveram que fazer duas numa noite. Tudo para tentar tirar os títulos a John Cena e Shawn Michaels, que andavam a fazer de conta que eram parceiros por altura da sua feud da Wrestlemania XXIII. HBK não estava com muita vontade de ser parceiro do SuperCena e eliminou-o na segunda battle royal, para queimar a própria equipa. Uma boa oportunidade para os Hardys juntarem mais um título à sua colecção. Contem lá o molhe de equipas que aqui vêem…

7 – Friday Night Smackdown, Julho de 2007, 20-Man Battle Royal, World Heavyweight Championship

http://youtu.be/bQnvyk6jRZc

A parte positiva disto: uma battle royal por um título vago consegue ser bastante entusiasmante e com 20 gajos em ringue é um jogo de “quem é quem?” à procura do próximo Campeão Mundial. A parte negativa: foi o Khali que ganhou. Após Edge deixar o seu título vago – algo que ele voltaria a fazer, dessa vez de forma mais triste e emocional – coube a Khali varrer o ringue e tornar-se o novo Campeão Mundial eliminando homenzinhos pequenos e frágeis como Batista e Kane, de um só golpe. E começou o reinado histórico que todos adoramos recordar e que até gostávamos de ver outra vez. O seu reinado durou dois longos e dolorosos meses e serve para nos dar um arrepio, a cada vez que o vemos numa battle royal para qualquer coisa. Mas vá lá, que agora eliminam-no depressa…

6 – Taboo Tuesday 2005, Novembro de 2005, Fulfill Your Fantasy Battle Royal, WWE Women’s Championship

http://dailymotion.com/video/xu9if7

Deste já devem gostar mais! Numa simples battle royal envolvendo seis divas da altura (Trish Stratus, Ashley Massaro, Mickie James, Maria Kanellis, Candice Michelle e Victoria) , Trish tinha o duro dever de manter o seu título, perante outras cinco duras competidoras. E conseguiu. Agora, o que é que isto teve de especial? Apenas o facto de ser um daqueles combates “Fulfill Your Fantasy”, que deixa qualquer tarado de olho em bico. Como era o Taboo Tuesday, cabia ao público votar naquilo que queria ver… Mas as opções eram apenas em relação à outfit: lingerie venceu o cabedal e o traje de cheerleader. Tudo uma cambada de depravados, digo eu! Ninguém votou em vê-las vestidas normalmente num combate de qualidade, pois não?!?!

5 – Monday Night Raw, Maio de 2014, 20-Man Battle Royal, United States Championship

Ainda está fresquinho e foi o que acabou o histórico reinado de Dean Ambrose – histórico pela sua duração e pela sua quantidade de defesas seguidas. Como ferramenta da feud entre Triple H e os The Shield, para conseguir colocar fim ao reinado de Ambrose para que se possa dedicar a outras coisas sem um cinto a tiracolo que não usa e para talvez começar a Heel Turn de Sheamus. Muitos propósitos para abrir o passado Monday Night Raw numa nota tão alta e tão hiperactiva. Dean Ambrose esteve quase, mas faltou esse quase. Quanto a favoritos, ainda estou a lidar com o facto de Heath Slater não ter sido o vencedor…

4 – Friday Night Smackdown, Março de 2005, 8-Man battle royal, WWE Cruiserweight Championship

http://youtu.be/Fw0x9q1EivM

Sempre bonito de se ver, é uma boa acção entre Cruiserweights. Até podem nem ser sempre os mais psicológicos, mas em spotfest, não arranjam melhor. E haverá maior arraial de piruetas do que acção com 8 homens dos mais pequenos? O Smackdown nesta altura sabia que tinha valor nesta divisão e brindou-nos com uma bela battle royal com o título em jogo, que viu Chavo Guerrero à rasca para manter o seu título. Tão à rasca que não conseguia esse feito e era neste episódio que começava o reinado de Paul London. Na altura, já sabemos que isto resultava perfeitamente. Mas sabem o que era fixe hoje em dia? Pegaram naquela malta “leve” que anda lá sem fazer e colocá-los numa battle royal pelo retornado e renovado título Cruiserweight. Levante o braço quem gostava de ver isso!

3 – Judgment Day, Maio de 2003, 9-Man battle royal, Intercontinental Championship

http://dailymotion.com/video/x1pqq8

Acção que acharam que seria suficientemente entusiasmante para ser colocada em PPV. E foi. O que aqui estava em jogo era um recuperado título Intercontinental vago, após este ter sido unificado com o World Heavyweight Championship de Triple H, que derrotou Kane para conseguir esse feito. Já devem estar a fazer as contas de cabeça. Kane. Triple H. Título Intercontinental unificado. Exactamente. Foi a Katie Vick que foi dar a isto. Quem diria que o Christian viria a beneficiar da história da Katie Vick indirectamente, pois foi ele o vencedor desta batalha, saindo por cima de nomes como Booker T, Val Venis – que regressava aqui esta noite – , Chris Jericho, Goldust, Test, Lance Storm, Rob Van Dam ou, de novo, Kane. Quem é que gostava de ver o título Intercontinental com tanto star power a competir por ele actualmente, como neste caso? Katie Vick incluída.

2 – Wrestlemania 2000, Abril de 2000, 10-Man Hardcore time limit battle royal, WWF Hardcore Championship

http://dailymotion.com/video/x4ycbc

Este é um caso diferente. Bem diferente. Decorrido na menos bem recebida Wrestlemania da Attitude Era e das menos bem recebidas em geral, este combate terá sido um dos seus pontos altos – apesar do confuso e botchado final. As regras eram a condizer com o título: nada ortodoxas. Aqui não havia nada de atirar o adversário por cima da corda. Era uma battle royal por pin e podiam haver várias mudanças de título no combate. Num limite de 15 minutos, 11 competidores andavam à bulha livre – era o título Hardcore – e o último a conseguir um pin seria o Campeão. Mas não era um pin num qualquer, tinha que ser no último a conseguir o pin, ou seja… O campeão. Para terem uma ideia: tecnicamente existiram 9 Campeões diferentes neste combate, com Crash Holly, o que entrou Campeão a conseguir recuperá-lo perto do fim e Tazz a vencê-lo duas vezes. Hardcore Holly foi o último a conseguir a proeza e a sagrar-se Hardcore Champion no final do combate. Antes dele, Tazz, Viscera, Funaki, Rodney, Joey Abs, Thrasher, Pete Gas e o Campeão à entrada Crash Holly… Todos eles chegaram a ser Campeões. Tecnicamente, pelo menos. Taka Michinoku, Mosh, Faarooq e Bradshaw foram os outros competidores com menos sorte. É a loucura do título Hardcore, se não entenderam bem ainda, vejam lá o combate. Por mim até se fazia disto agora…

1 – Royal Rumble 1992

http://dailymotion.com/video/x8t0be

Claro que para a primeira posição tive que deixar a battle royal das battle royals. Quem já tem este conhecimento histórico já devia estar à espera desta inclusão e deste destaque deste momento único na história. A partir de 1993, começaria a tradição de que o vencedor da Rumble obteria acesso ao evento principal da Wrestlemania e tal ainda se mantém até hoje. Em 1992, deu-se um caso único na história – de todos os 30 homens que para aqui batalhavam e sobreviviam, o vencedor poderia directamente consagrar-se Campeão da WWF. Entre os 30, é um autêntico “Quem é quem?” de veteranos, lendas e esquecidos, mas foi um Hall of Famer que saiu vencedor: Ric Flair obteve daqui um dos seus famosos dezasseis títulos Mundiais. Se já é o alarido que é para chegar à Wrestlemania hoje em dia, imaginem como seria se hoje se fizessem Royal Rumbles já pelo título? O BATISTA ERA CAMPEÃO!

E assim concluo mais uma edição do Top Ten, esta com muitos corpos a voar por cima da corda. Espero que tenham gostado apesar de não ser daqueles temas mais extravagantes que eu às vezes vou pescar ao nada. Para quem gostar de battle royals, há aqui muita acção para entreter durante bastante tempo. Na próxima semana, espero ter todas as condições para regressar. Em princípio, cá marco presença. Até lá fiquem bem e aproveitem que o tempo está a aquecer! Até à proxima!

Sobre o Autor

- Escritor do artigo “Top Ten”.

7 Comentários

  1. Alexandre Romano - há 3 anos

    Excelente artigo Chris.
    Muito boas Batle Royals podia estar aqui a Batle Royal da WrestleMania 30.

  2. 434 Days - há 3 anos

    Gosto muito da maneira que elaboras os textos para cada escolha. Nada a dizer sobre o Nº1

  3. John_3:16 - há 3 anos

    Bom artigo Chris, gostei bastante das battle royal´s que relembras-te e concordo.

  4. Triple G - há 3 anos

    Gostei do artigo, como gosto sempre desta rúbrica, mas penso que a Battle Royal pelo WHC no Smackdown!, quando o Kurt Angle ganhou o titulo, devia estar aqui inserido.

    http://www.youtube.com/watch?v=UuG6RuohVMA

    Abraços!

    • jcfc - há 3 anos

      concordo plenamente contigo alias eu assim que vi o titulo pensei logo e vir ver este combate mas tento em conta que e um top ten pessoal nada a apontar excelente ;)

  5. Ricardo Silva - há 3 anos

    Hello Chris… You don’t know me, but… I know you! (ahah Jigsaw style xD)

    Só queria passar por aqui para dizer que o teu espaço devia receber uma medalha: é incrível como, semana após semana, consegues reinventar o “Top Ten”. Tens uma missão sempre complicada e consegues sempre dar a volta de uma forma lógica, atual e interessante.

    Se isto fosse outros assuntos, tinha mil e um comentários… Mas o número não corresponde à qualidade. E qualidade é o que não falta aqui. Tens em mim um grande fã. Continua o espetacular trabalho!

    • danielLP21 - há 3 anos

      Subscrevo.

      Ah, e Chris, realmente a ausência da “Battle Royal” do Kurt Angle (referida no artigo desta semana) é mesmo uma enorme falha! :D

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