Existem 2 vagas na Equipa do Wrestling PT para publicar notícias. Candidata-te!

Top Ten #67 – Porrada em Família

Bem-vindos a mais uma edição do Top Ten, que vos traz mais um conjunto de coisas numeradas, com o propósito de vos trazer recordações. As recordações desta malta no jantar de Acção de Graças ou de Natal é que devem ser esquisitas, porque isto de ter família no mesmo negócio às vezes dá para o torto. Numa altura em que as Bellas se desentendem entre elas, com os próprios talentos de representação ou com os seus sapatos, é altura de lembrar momentos em que coisas dão para o torto em família. Espero que em vossas casas não haja este ambiente!

Decidi focar-me apenas em famílias verdadeiras e deixar o kayfabe de lado. Logo não incluo feuds entre Edge & Christian, Dudley Boyz, Bad Breed ou Brothers of Destruction. Apenas gente que partilha mesmo o ADN na vida real.

10 – Selvajaria entre mãe e filha

Para abrir, damos um salto às independentes, envolvendo uma menina que já é conhecida para além das independentes. Continua a ser uma menina, com os 22 anos recém-feitos, um pouco antes de eu completar os 21, o que significa que está perfeita para mim, até. É conhecida agora como Paige, mas quando era mais menina ainda, levava uns bons açoites da mãe no ringue. Mas também dava. Tiveram inúmeros encontros e uma boa porção da carrada de títulos que ganhou, ganhou-os derrotando a mãe. Mas foi quando Saraya Knight – a mãe, que por acaso usa o nome da filha – e Britani Knight – esta é que é a Paige – foram para a SHIMMER, que tiveram que fazer as coisas bem azedas entre as duas. O normal entre qualquer mãe e filha.

9 – “Samoan Gangstas”

Reconhecem esta tag team? É possível que não, visto que apenas se deu na WXW em 1997 – e eu nem consegui imagens de jeito. Reconhecem a família Anoa’i? Isso sim e como devem saber, são mais que as mães. Logo há espaço para arranjar uma resma de tag teams e que haja pelo menos uma que se desentenda. Não podem fazer isso agora com os Usos, porque… Não ia correr muito bem. Então visitemos a WXW e olhemos para estes “Samoan Gangstas”, constituídos por Matt E. Smalls – que conhecerão como Rosey – e L.A. Smooth – que mal passou pela WWF na década de 90 e também fez umas visitinhas á ECW pela mesma altura. Dois primos pertencentes a essa enorme família. Ganhavam títulos e tudo, tinham sucesso na independente. Mas aquela companhia não era suficientemente grande para os dois – nada de trocadilhos com a dimensão de uma companhia independente e com a habitual… largura, vá, dos cavalheiros Samoanos, tenhamos juízo – e acabaram por colidir. Num combate “Loser Leaves Town” ainda por cima, para mandar o Rosey embora. Ainda era muito cedo para se tornar sidekick do Hurricane, logo ainda voltou e reuniu-se com o seu primo… Para se desentenderem outra vez. Talvez tenha sido aí que tenham percebido a pista de que não trabalhavam assim tão bem juntos…

8 – A herança Flair

WOOOOO! Talento herdado do Nature Boy! Refiro-me à talentosa NXT Women’s Champion Charlotte, certo? Errado. Refiro-me ao lendário David Flair, tão aclamado e tão recordado. Tão bom que a estrela que tanto foi comparada a ele nos tempos recentes foi Garrett Bischoff. Já têm uma ideia do quão bom é ele. Entrou na WCW, às custas com uma ligeira ajuda do pai, com quem fez equipa e não ficou over. Mas como naquela altura a nWo era como a brincadeira do recreio do “quem quiser brincar a isto que se ponha aqui, que depois não anda” e qualquer um podia entrar, David Flair foi lá parar. Não sem uma traiçãozinha ao pai antes. Com um taser, para ter mais classe. E durante um combate com Hulk Hogan pelo título, para injuriar um pouquinho mais. Era a rivalidade familiar das rivalidades familiares. E se ainda ajudou o Vince Russo a rapar-lhe a cabeça, é porque a coisa não estava assim tão saudável. Isto é, se David Flair não desaparecesse de TV e voltasse já reconciliado com o pai. É o Ric Flair. Dão-lhe uns trocos e atacam um casaco e já ganham o coração dele.

Nota: Sou um génio. Escrevia este texto onde fiz o paralelismo com Garrett Bischoff. Só depois me apercebi, com a lista já completa, que não incluí a sua zaragata com o pai. Agora olha, é bem feito, por não terem feito algo de jeito!

7 – Shucky Ducky Qua Qua Vintage

Quando se fala em grandes equipas constituídas por irmãos, toda a gente tem que se lembrar de Booker T e Stevie Ray. E quando se fala em grandes equipas constituídas por irmãos, costuma falar-se em desentendimentos, zaragatas e feuds. Nem estes se safaram. Não foi à primeira separação que viu Stevie Ray voltar de uma lesão e juntar-se aos nWo. Aí andavam um para cada lado. Foi já em finais de 1999, com a equipa reunida, que elas se deram. E tudo por causa de gajas, vejam lá. Midnight era o nome de uma bodybuilder que se juntou à equipa e que Stevie Ray não gostou. Chegou até a desafiá-la para um combate e, para sua surpresa, perdeu. Amuado, virou-se aos dois e criou os seus “Harlem Heat 2000”, neste caso um quarteto. As coisas foram suficientemente longe ao ponto de retirar os direitos do “T” de Booker T e deixá-lo conhecido só como Booker. Coisas de irmãos, roubar letras uns aos outros.

6 – Viva la Raza!

Os Guerreros também são malta que chegue para que se desentendam. Ainda por cima há latinos meios tolos! Mas piadas estereotípicas à parte, nem sempre a dupla de tio e sobrinho formada por Eddie e Chavo Guerrero foi assim tão funcional. Até começou bem mal, em 1998, na WCW. Chavo vem como estreante e recusa-se a adoptar as tácticas “lie, cheat, steal” que o tio lhe ensinava e perdia combates, até que este começou a perder a paciência e atacou-o fisicamente e tornou-o seu escravo. Foram uma tag team à força e devido ao mau tratamento, Chavo começou a ficar maluco. Foi inevitável e tiveram que rivalizar, com Chavo ao causar a “upset” e a derrotar Eddie no Great American Bash de 1998. Já no Bash at the Beach , Eddie venceu num combate “Hair vs Hair”… E o próprio Chavo é que rapou a sua cabeça voluntariamente. Porque estava doido, lembrem-se. Essa loucura levou-o a recusar pazes com Eddie, que lhe ofereceu um posto nos lWo – Latino World Order – e estava mais preocupado na sua mascote, o cavalo de pau chamado Pepé. Podia ter sido pior. Podia ter sido o Kerwin White.

5 – Iguais em tudo, até nos dotes de representação

História actual que dá a ideia para este Top Ten entre as lindas gémeas Nikki e Brie Bella que, apesar de ter o seu certo interesse, peca pela representação pobre das vistosas irmãs. E com algumas falas que deviam ser fortes mas que apenas ficam estranhas, como desejo de morte no ventre. Está a ser estranho. Parece que só estamos a contar o tempo para que haja algum momento constrangedor, quanto tempo até a Brie começar a chorar a sério, quanto tempo é que a Nikki aguenta os sapatos calçados, quanto tempo até a Claire Lynch Megan Miller voltar, quanto tempo até a Stephanie voltar a aparecer se ainda estiver envolvida nisto. Tem sido uma feud das importantes e tem sido muito estranha de assistir. Daqueles momentos que não querem que esteja a dar quando alguém entra no quarto, porque não querem estar a dar explicações. Mas é, resumindo, uma das gémeas ficou reles, virou-se à irmã e agora odeiam-se. E é esse o critério para este Top Ten, afinal.

4 – A destruição de Scott Steiner

Scott Steiner tem que ser dividido em duas fases na sua carreira: a primeira, em que era um excelente atleta invejável e possivelmente o MVP da equipa, mesmo que não parecesse carregar o “factor X” para ser um competidor singular. A segunda, em que se destruiu fisicamente, perdeu todo o seu atletismo em ringue, mas que dizia tanto disparate ao microfone, que se tornou um dos nossos mic workers favoritos mesmo que pelas razões erradas. É claro que nessa transição, teve que haver algo – o chuto no traseiro ao seu irmão Rick Steiner, para acabar com os Steiner Brothers, uma das grandes tag teams da história. E foi na WCW, em 1997, da maneira tradicional – Scott começou a encher-se de si mesmo e começou a querer ganhar combates sozinho, iniciando a tensão. Foi já em 1998, no SuperBrawl VIII, num embate contra a equipa de Kevin Nash e Scott Hall, que Scott Steiner fechou a sua Heel Turn, atacando o seu irmão e “entregando-o” a Hall e Nash, dessa forma juntando-se aos nWo e espetando uma faquinha bem funda nas costas do irmão de sangue. Depois disto, dava-se a transformação com a descoloração do cabelo, os óculos de sol, aquele “véu” estranho que usa na cabeça, a sirene e esteróides ao pequeno-almoço para aquele ridículo aumento de massa. E aí nasceu o Steiner que não tem “sympy” por ninguém, não gosta de gordos, luta com países, rivaliza com o Mike Morgan e apresenta provas matemáticas das suas vitórias. Temos que confessar: adoramos os dois Scotts Steiners!

3 – (Mais) problemas na casa Hardy

O que não faltam são problemas em qualquer casa Hardy, lá tolos são eles. Mas já houve mais situações para além de Matt Hardy a querer castanhada com a mulher e a acabar por levar mais do que a dar – só deve ter tentado fazer side effects. Já muito antes disso. E já mais que uma vez, à boa maneira Hardy. A primeira foi em 2003 e foi a começar o push de ambos a solo. Matt ficou com ciúmes de Jeff por este andar a ter combates por títulos singulares como o Intercontinental e atacou-o. Saltou para o Smackdown onde fez uma carreira jeitosa a solo. A segunda, já em 2009, foi mais obscura. Envolveu Matt a ser o culpado de incidentes pirotécnicos e outras situações fora de ringue que colocaram Jeff Hardy em perigo. Ainda mais inesperado porque nessa altura, Matt Hardy andava noutra vida e andava atrás do título da ECW. Foi transferido e os dois não tiveram uma feud meiga – “Extreme Rules”, Stretcher, I Quit foram os tipos de combate que os colocaram frente a frente. Mas como bons irmãos, já se dão lindamente outra vez e andam para aí a roubar espectáculos na TNA.

2 – Nem os Harts se safam

Haverá família mais unida que esta? Haverá família com mais respeito dos fãs do que esta? Haverá maneira de se arranjar conflito entre toda esta irmandade? Claro que há, é da WWE que estamos a falar. Corria o ano de 1993, quando Jerry Lawler se andava a meter com toda a família Hart até se ver atrapalhado com acusações de abuso sexual de menores. Entra Shawn Michaels para o seu lugar à última da hora e enfrenta 4 irmãos Hart, enquanto acompanhado de 3 “cavaleiros” anónimos. Bret e Owen é que não se entenderam lá muito bem e Bret, sem querer, custou uma eliminação a Owen, o que fez com que este se recusasse a celebrar com os irmãos e se mostrasse fisicamente hostil. Mas pazes feitas e a equipa enfrenta os Quebecers pelos títulos já em 1994 no Royal Rumble. E Bret evita fazer o tag com Owen e perde o combate, o que deixa Owen fulo, a chamar-lhe egoísta e a atacá-lo. Daquelas histórias em que o Heel até tem razão. Estendeu-se para um grande combate na Wrestlemania X e para outro igualmente grandioso no SummerSlam ’94. Infelizmente, Owen deixou-nos da pior forma e actualmente se perguntarem a Bret a sua opinião sobre o irmão e os seus talentos… Esqueçam o heat desta feud.

Nota: “THAT’S WHY I KICKED YOUR LEG OUT OF YOUR LEG!”

1 – Os felizes McMahons

Papa Bear, Mama Bear e dois ursinhos. Tudo para ser uma família feliz. E assim o são, mesmo que se peguem à porrada sempre que têm chance. Até a Linda já se meteu ao barulho ocasionalmente. Vince e Shane é daquelas coisas que até se esperam. São pai e filho mas há muita testosterona ali e já se espera o conflito. Ainda por cima, puxa dinheiro. Mas não combates lá muito meiguinhos e eles não estão propriamente a treinar tackles, roll-ups e wrestling de tapete. Regras extremas logo. Mas pronto, dois durões como estes, é de esperar. O mais assustador é quando Vince rivaliza com a filha e enfrenta-a em ringue! Nós sabemos que a Stephanie tem um par de tomates maior que o de muitos e que safa-se bem sozinha. Mas nesta situação frágil, temos que ter pena dela. Ainda para mais, quando foi logo num combate “I Quit”, que apenas acabou quando Linda interrompeu a acção, enquanto Vince… Tentava estrangular a filha com um tubo. Para quem terá ido o prémio de “Pai do Ano” naquele ano?

E com estas famílias que vos darão vontade de dar um abraço à vossa, fecho o Top Ten. Infelizmente, tenho aquela estranha sensação de que possa ter faltado alguém importante – além da menção honrosa que ali acrescentei – mas, felizmente, posso contar convosco para preencher a secção de comentários com as vossas simpáticas adições. Como seja, o artigo é vosso de qualquer forma, logo estejam à vontade para comentar o assunto que espero que vos tenha agradado. Para a semana há mais! Umas boas entradas em Setembro a todos!

Sobre o Autor

- Escritor do artigo “Top Ten”.

7 Comentários

  1. Joao Filipe - há 2 anos

    Lá está, nas maiores famílias estão as maiores zangas. McMahons, Harts…
    Gostei do artigo.
    Para o próximo podia ser edição especial most botched matches ou top 10 botches?

  2. FrancisDreez - há 2 anos

    Isso verdade é. 2 ou mais da mesma família no mesmo recinto da problemas
    Tenta trazer top10 dos momentos mais assustadores na wwe

  3. danielLP21 - há 2 anos

    Muito bom.

    Acho que afugentaste os leitores ao colocares aquela imagem na página principal…

  4. JoãoRkNO ® - há 2 anos

    Mais uma ideia . Não sei se já fizeste , mas se não podias fazer um Top Ten para as piores gimmick´s match .

  5. Vitor Costa - há 2 anos

    Most Bothched Macthes ou Top10 Botches? Eu apoio.

Comentar

Login com Facebook

Editar avatar »

Notificações por email:

Wrestling.PT © 2006-2016 / Política de Privacidade / Disclaimer / Sobre Nós / Contactos / RSS Feed / Desenvolvido por Luís Salvador