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Top Ten #93 – Roubaram o título!

Sejam todos bem-vindos a mais uma edição do habitual Top Ten que traz sempre algum assunto que dê para falar. Nem que seja à força. Para esta semana trago um tema que já podia ter sido resgatado há umas semanas atrás, tendo em conta o tempo que já dura esta história. Já em vários programas vimos que Bad News Barrett não terá sossego tão cedo. Todos querem o título dele, de repente. De estranhar, dado o valor que davam a esse cinto, que agora todos o queiram. Mas tal cobiça até lhe dá um certo brilho, mesmo que seja algo que ande muito de mão em mão.

Mas já é um velho hábito, isso de roubar títulos. Existiram muitos casos no passado e eu aqui só listei dez. Recordem-nos todos.

10 – Million Dollar Championship, 2009

Para começar em grande, é logo com um título falso. Ou não oficial, vá, aquilo até é um cinto todo jeitoso. E a prova de que talvez não tenha sido tão boa ideia para o Ted DiBiase Jr. trazer de volta o título que o pai criou. Porque não parecia ter tão bom controlo sobre ele como o pai tinha e não tardava nada e o esquisito dos esquisitos ganhava interesse nele. Goldust, de toda aquela gente, foi o que quis aquele cinto e que andou a roubá-lo, chegando a recorrer à sua esposa em TV, Aksana. Perto do fim da carreira de DiBiase na WWE, este é que já devia andar a pedir que lhe dessem qualquer coisa para fazer, nem que fosse ter coisas roubadas, para ver se aparecia em TV sequer!

9 – WWF Women’s Championship, 1995

Um caso diferente por não ser alguém a roubar o título de outro. Corresponde a alguém levar um cinto que já perdera para outro sítio com o propósito de fazer asneiras. Foi o caso da agora Hall of Famer Alundra Blaze aka Madusa a quem lhe foi retirado o Women’s Championship em 1995, de modo a permitir-lhe a saída e passagem para a WCW, na altura em que a WWF andava à rasca para se manter a si e aos seus empregados. Como havia uma guerra entre as duas grandes companhias, Eric Bischoff aproveitou para fazer asneiras e criou o angle em que Madusa aparece no Monday Nitro com o cinto que trazia da WWF e, no maior tom de desprezo, deita-o ao lixo em frente à câmara. Porque estavam em guerra e uma cuspidela dessas batia forte. E foi uma ofensa para a divisão feminina da WWE e o seu título quase tão grande como o tratamento actual às Divas. Entretanto, a ex-Campeã já se arrependeu dos seus actos e afirmou que nunca o faria por si e que apenas estava a cumprir um trabalho. Foi com medo de outra bronca destas que Vince McMahon decidiu inventar um finish de um combate sem o consentimento de um certo Campeão na sua terra-natal. Porque assim era mais seguro, realmente. E se calhar até foi, pelo menos história foi feita.

8 – WCW United States Championship, 1996

Até assumo de imediato que na altura caótica da WCW já tenha acontecido disto e muito mais com o título Mundial. Muitas vezes, se calhar. De qualquer forma, já tinha um tratamento que era pior que o roubar, logo nem me dei muito ao trabalho de procurar um caso particular – fica esse convite para vocês, como sempre. Logo foquei-me noutro título e noutra altura. E voltando-me para coisas melhores da WCW como os nWo, na altura em que se começavam a expandir para além de apenas três lutadores. Mas como não eram burros, não iam contratar os macacos todos da nWo para andar lá a fazer asneiras como empregados pagos, já bastava ter lá os três principais. E esses estavam lá por uma muito simples razão: tinham títulos. Logo, há que improvisar. Foi o que fez o The Giant – esse mesmo chorão – quando foi curto e grosso e roubou o United States Championship a Ric Flair e clamou-o para si. Afinal até nem era assim tão difícil.

7 – Hardcore Championship

Um caso diferente, mas que considerei de imediato e após ponderar por muito tempo, achei que o devia incluir. É que o conceito – que chega a ser comédico – do Hardcore Championship pode muito bem basear-se em roubar. É necessário um pin para o obter mas esse pin pode vir do mais absoluto confim do nada. Muito se fala em roubar vitórias no ringue mas quando surpreendem um gajo em qualquer lado, que nem precisava de ser no ringue ou na maldita arena, aí já parecem vitórias roubadas de forma mais legítima. Um gajo nem podia dormir em paz. E isso nem é maneira de falar! Não é à toa que se compara a história actual do título Intercontinental com o título Hardcore do seu tempo.

6 – TNA Television Championship, 2011

Esqueçam o Eric Young de agora para considerar este Eric Young, o homem vai a extremos. Este episódio vem da altura em que Young tinha a gimmick de problemas mentais e era uma personagem de comédia. Mas o raio do tipo tem mesmo piada e os fãs adoravam-no, logo não há muito a apontar aí – tirando a parte de que a origem da gimmick é um bump de cabeça, sugerindo que a companhia emprega e não trata alguém com danos cerebrais causados no trabalho. A coisa ganha mais piada quando este encontra o título Mundial antigo num caixote do lixo (!!!) e autodenominou-se de Campeão Mundial. Mas não chegava e numa battle royal em que eliminou Gunner, que era o TV Champion da altura, sai da battle royal eliminando-se a ele mesmo também e foge com o cinto de Gunner, achando que o tinha ganho. Viria a oficializar o título como seu após uma reversão do “Fingerpoke of Doom”, mas até lá, por aí andou a dizer que era o TV Champion com o cinto de Gunner. Quanto ao estado desse cinto actualmente… Creio que é ponderável que tenha sido roubado mesmo a sério, agora.

5 – WWE World Tag Team Championships, 2008

É claro que os Cryme Tyme já roubaram os títulos de Tag Team. Estava-lhes na gimmick tudo isso. Tudo menos realmente ganhar os títulos, de resto, roubavam o suficiente para deixar toda a malta a questionar a velha questão racial que assombra a WWE há décadas. Foram os Legacy, as vítimas do roubo cómico e apoiado de JTG e Shad, o que só indica que o Ted DiBiase não tem sorte nenhuma com títulos. Ou lhe são roubados ou chega a uma altura em que ele nem perto deles consegue estar mais. Com todas as piadas à parte, foi a estratégia utilizada pela equipa gangster para chamar a atenção dos Campeãos Cody Rhodes e Ted DiBiase que conseguiram manter os títulos no campeonato propriamente dito. E os Cryme Tyme nunca conseguiram tornar-se Tag Team Champions. Mas bem podiam roubar o que lhes apetecesse.

4 – Intercontinental Championship, 2015

O caso actual que não precisa de grandes aprofundamentos para o relembrar. Pode ter alguns momentos de destaque como o regresso de R-Truth ao lado mais doido e cómico – não é o R-Truth de 2011 mas já não é mau, melhor que um murro nas costas – Daniel Bryan a conseguir um posto mais baixo na Wrestlemania onde consiga brilhar na mesma e Dean Ambrose e Dolph Ziggler a chamar-lhe “turd” como se ainda tivessem 11 anos. Além disso, é tudo uma preparação para a defesa do título por parte de Bad News Barrett contra seis outros homens numa recordação do conceito “Money in the Bank” e com promessa de vir a roubar o show. Fica aqui o “plug” para a Wrestlemania daqui a duas semanas: Bad News Barrett, Dean Ambrose, R-Truth, Dolph Ziggler, Daniel Bryan, Luke Harper e Stardust. Quem vence?

3 – Intercontinental Championship, 1997

Mas já não é primeira vez que o título é roubado. Temos que recuar até à tão galardoada década de 90 e a uma feud entre The Rock e Stone Cold. E não, não é essa. Nem essa. Foi antes disso, porque ainda era o título Intercontinental que envolvia e ainda apresentava um The Rock a Heel muito fresco, com o nome Rocky Maivia ainda a fazer algum eco e com os Nation of Domination a mover toda a sua maldade. Os dois lendários lutadores tiveram o seu primeiro sabor de feud com o título Intercontinental à baila, com Steve Austin a bater Rock num rápido combate, o que deixou o “Great One” e próximo anfitrião do Saturday Night Live insatisfeito e moveu-o a roubar o título. Daí para a frente viria a nomear-se a si mesmo como o melhor Campeão Intercontinental de todos os tempos e a andar com o título até Stone Cold o voltar a derrotar para recuperar o que já era seu. Assim que Vince McMahon o fez ceder o título legitimamente para The Rock, este fez o que qualquer um faria: atirar o cinto ao rio! Se o R-Truth sabe disto, ainda vai lá ver se o pesca.

2 – Cruiserweight Championship, 2007

Sim, é aquela história com o Hornswoggle a fugir com o título e o Jamie Noble a tentar recuperá-lo, a resultar em segmentos retirados de desenhos animados. É um caso muito diferente porque Hornswoggle até ganhou mesmo o título legitimamente, ao participar num “Cruiserweight Open” no Great American Bash de 2007 onde se escondeu até à altura certa para fazer o pin em Noble. Logo tecnicamente era o Jamie Noble que andava a tentar roubar o título. E achei que o que era mais importante de considerar aqui seria o facto que Hornswoggle pode ter vencido o título mas roubou toda a pouca dignidade que ainda podia restar na divisão Cruiserweight, acabando por fechar a divisão e retirando o título, tornando-se o último Campeão da cronologia. E isso é que é um gigante e tremendo roubo.

1 – WWE Championship, 2011

Até pode nem ter sido bem um roubo, mas que foi a coisa mais badass que entra aqui nesta lista, isso foi. Ainda para colocar sal na ferida, foi um “roubo” com aviso prévio. Verão de 2011, deu-se o inesquecível. CM Punk senta-se no palco de pernas cruzadas e faz história. Nesse pedaço de história promete derrotar John Cena pelo WWE Championship e abandonar a WWE, levando o título consigo para o defender por aí fora – Ring of Honor e New Japan Pro Wrestling até receberam uns honrosos “name drops”. Chega ao PPV Money in the Bank e faz-se mais história com um combate que já terá marcado a sua era e será “aquele” combate para muitos jovens que têm nessa altura os seus dias iniciais de assistir a wrestling. E… Como o prometido é devido, Punk vence e vai-se embora com o título, mas não sem antes atirar um beijo carinhoso a Vince McMahon. Instalou-se o desespero e amanhou-se um torneio pelo título que viu Rey Mysterio desfrutar de um reinado como WWE Champion ainda mais pequeno do que ele. Tudo para Punk voltar e lembrar àquela malta que ainda era ele a mandar naquilo. Foi um momento tremendo, dos maiores do seu tempo e que ficará sempre na nossa memória. E foi a última vez que Punk viria a abandonar a WWE!

E é com estes dez casos de furto em televisão, cheio de testemunhas, sem qualquer penalização pela lei, que me despeço de mais uma edição do Top Ten. Se não enchi isto do tema “Wrestlemania” esta semana, tendo-me apenas baseado numa história que lá culminará, que sirva para respirar um pouco. Mas ela está quase aí. Já sabem, acrescentem mais casos que se lembrem e que achem que ficavam bem no ranking. É que eu sei mesmo que há muitos mais casos e até me lembro deles, mas apenas tinha dez posições e gosto de pensar que vocês gostam da parte em que participam. Logo, estão convidados a enriquecer este tema, se ele vos puxar atenção e conversa. Para a próxima semana, haverá mais um e espero que eu consiga arranjar tema e agradar-vos. Até lá mantenham-se bem e longe destas más vidas de crime. Uma continuação de uma boa Road to Wrestlemania a todos!

Sobre o Autor

- Escritor do artigo “Top Ten”.

7 Comentários

  1. MicaelDuarte - há 2 anos

    Excelente trabalho, Chris.

  2. Vitor Oliveira - há 2 anos

    muito bom top 10

  3. joaop - há 2 anos

    Só por causa deste artigo vou rever a historia do Punk..

    Este TOP foi top!

  4. reigns one versus all - há 2 anos

    Muito bom este top ten com um tema que anda na moda na WWE
    Excelente trabalho.
    Como estamos em época de WrestleMania sugeria que fizesses um top ten acerca das melhores WrestleMania.

  5. Anónimo - há 2 anos

    Teve que a Vickie Guerrero tirou o Titulo do Undertaker

  6. JP_Maior - há 2 anos

    Muito bom top ten todos sao bons e este nao foge a regra. Parabens Chris

  7. Maur - há 2 anos

    Muito bom Top 10.

    Talvez por não ser muito exigente, tenho me divertido às pampas com a “storyline” de roubo criada para este ano. Todos estão muito bem em seus “papéis” – com destaque para R-Truth, em minha opinião adorável como “maluco do pedaço” – e creio que ao fim a disputa ficará entre Daniel Bryan e Dolph Ziggler, os mais normais da trupe.

    E, como são sete os contendores, não me espantaria se, para fechar a conta, de última hora entrasse mais um maluco na parada: Curtis Axel, autodenominado “invicto” do último Royal Rumble!

    AXELMAAAAANIAAAAA!!!!!

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