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Top Ten #96 – Do Topo para o Meio

Sejam bem-vindos a um novo Top Ten, à medida que a primeira centena se aproxima cada vez mais. Para esta edição trago um tema que tem criado alguma conversa desde a Wrestlemania. Os títulos de midcard. Deixaram-nos tão mal habituados a ter aqueles títulos desvalorizados e em mãos de Superstars a quem davam pouco destaque que até estranhámos quando o Intercontinental Championship e o United States Championship vão parar a mãos de Superstars consagrados, de alto calibre e que já têm uma boa quantia de títulos Mundiais. Mas isso é suposto ser estranho?

Não devia, não o é, nunca o foi antes. Porque não é primeira vez que alguém que já sabe ao que o main event sabe vem dar uns passos aos outros títulos para mostrar que eles não são um passo abaixo.

10 – The Miz

Pronto, não vos vou forçar muito a ideia de que Miz seja um main eventer consagrado. Muitos verão o seu reinado como WWE Champion – que confesso com toda a honestidade que me fez fã dele – como um push exagerado e algo que ele realmente não merecia. Mas opinões diferem e ninguém retira dos livros que Miz foi WWE Champion por cerca de cinco meses e nesses meses conta uma vitória no main event da Wrestlemania. O que muitos davam por essa linha no seu currículo. Mas como não parece ter pegado e o seu lugar no main event nunca pareceu fixo, não se viu qualquer problema no retorno de Miz ao midcard. Aliás, Miz está aqui inserido na posição dez por esticão porque este perde o rumo muitas vezes e foi das cinco recentes vezes que foi Campeão Intercontinental que esteve nos seus pontos mais altos. Até diria que é melhor que nada, mas se calhar até digo mesmo que é bem bom.

9 – Big Show

Lançado como ele vinha, não podia ficar lá encima para sempre. Estreou na WCW como o The Giant e foi logo para ganhar títulos Mundiais e a Hogans. Isto era para ser um monstro imparável. Ou semi-imparável porque nem sempre há pachorra para um gigante no topo. Havia bom lugar para ele numa posição mais média do card, onde podia deter o United States Championship, como o chegou a ter, por exemplo, antes de o perder para John Cena. E toda a honra em ganhar o título Intercontinental na Wrestlemania, numa história que reflectia sobre o seu pobre recorde de vitórias no grande evento – agora até já tem um troféu jeitoso. E é verdade que já voltou a ser World Heavyweight Champion desde isso, para sentir as luzes mais fortes outra vez, mas até deve ter sido no midcard que Show deu mais cartas…

8 – Dolph Ziggler

No caso deste, talvez seja mesmo um problema que ele ainda não se tenha conseguido manter no topo. Passa por lá. E quando pensamos que é para ficar lá vem um tombo que o manda de volta para as ruas da amargúria e que o tem a vaguear até encontrar uma aberta. E essa aberta normalmente é um dos títulos do midcard. Até nem conto sequer com o United States Championship que teve depois do primeiro título Mundial porque esse nem conta. Mas depois do seu segundo reinado Mundial, o primeiro a sério, interrompido por azares e que soube a tão pouco, que Ziggler teve que reencontrar solo nos três reinados como Campeão Intercontinental que se seguiram. É nesse cenário que ele ainda se encontra actualmente e, muito sinceramente, e olhando para estes bons dias que o título parece estar a recuperar, ainda deve ser o melhor para ele. Mas imaginem lá o espectáculo que ele dava com Seth Rollins!

7 – JBL

Conhecido como um “God of Wrestling”, a carreira de JBL já passou por tudo e mais alguma coisa. Teve uma transição de sucesso do wrestling em equipas para singulares e chegou ao WWE Championship. Aí pode bem gabar-se de ter tido o reinado mais longo como Campeão enquanto o título era exclusivo do Smackdown. Se parece um recorde muito específico… Realmente o é, mas dá-lhe importância de qualquer forma. Assim que se retirou e voltou, não perdeu qualquer do seu calibre como um lendário lutador que pertencia às Ligas Grandes. Mas não foi isso que o impediu de lutar pelo título Intercontinental e vencê-lo. Aliás, a boa forma de o fazer retirar-se uma segunda vez mais definitiva foi retirando-lhe esse título em segundos, mérito esse de Rey Mysterio. Nem isso o deixa mal visto!

6 – Booker T

Este nem deixa que alguém se esqueça que ele já foi Campeão Mundial e por mais que uma vez. Não há maneira de não reconhecer este Hall of Famer como um FIVE TIME, FIVE TIME, FIVE TIME, FIVE TIME, FIVE TIME WCW World Champion. Mas como essa catchphrase já era demasiado engraçada e para não lhe mexer no número nem no gesto da mão cheia, acharam que outros títulos também lhe serviam para lhe dar ouro. E de nenhuma maneira parece Booker T ter abrandado após ser United States Champion por múltiplas vezes, incluindo uma aclamada feud com Chris Benoit – que também já fora Campeão Mundial antes disso e podia entrar aqui. Regra das dez posições apenas ou do “faz de conta que não existe”? – onde o cinto foi trocando de mãos. Assim que foi coroado Rei, acharam que lhe podiam dar um sexto reinado para ficar bem. A sua marca não se estraga se se especificar que ele foi Campeão por cinco vezes na WCW. E agora é Hall of Famer. E a sua história à volta do United States Championship em 2005 foi das melhores coisas desse ano. Realmente só vejo prejuízo.

5 – Daniel Bryan

Ele queria ter os títulos todos. E realmente ser “Triple Crown Champion” deve ser fixe. Foi dessa vontade de ter esse prestigioso título, numa altura em que toda a gente falava no quão grandioso era esse cinto – porque realmente era preciso lembrar o seu valor – que ele partiu para justificar esse seu passeio fora do main event para competir pelo título Intercontinental e ganhar o dito título. Porque, a brincar, ele já era Campeão Mundial por 4 vezes. Que mal deram para saborear mas que aconteceram e ficaram registadas. O seu primeiro reinado como World Heavyweight Champion foi para a prova, depois deram-se os infames reinados como WWE Champion que nem se deram, interrompidos por cash-in imediato ou por uma remoção penalizadora no dia seguinte, e o derradeiro triunfo na Wrestlemania XXX que tropeçou no azar e foi cortado por uma séria lesão. Não parece ver maldição nisso e focou-se no título Intercontinental. Estar a ser exposto como o homem responsável pela salvação daquele título não me parece grande desprezo ou coisa que o valha.

4 – Sting

Não vai ser Campeão Intercontinental ou dos Estados Unidos agora. E muitos títulos Mundiais ganhou ele até pouco tempo na TNA, onde era difícil fazer uma transição para o midcard em títulos, com a falta de um título do midcard – a não ser que a confusão que foi o Legends/Global/TV Championship conte para alguma coisa. Mas na WCW onde ele era a franchise, a cara da companhia, a representação de toda ela, títulos Mundiais já faziam parte do seu currículo. Mas nem só de Sting vivia o main event e vice-versa, logo nunca viu qualquer problema em competir pelo United States Championship quando pertencia à agora extinta companhia e até vencê-lo. E até era engraçado ele agora responder a uma “Open Challenge” do John Cena só porque sim.

3 – Chris Jericho

Já teve de tudo, esteve em todas, fez tudo e agora não sabemos bem o que ele faz. Porque o seu estatuto na WWE não é dos mais certos e muitos não sabemos dizer bem exactamente o que são os Fozzy. Brincadeiras à parte, realmente Jericho tem uma carreira de invejar, daí que agora se possa dar ao luxo de perder para a malta nova enquanto ainda podia fazer umas coisas – tomara muitos que já não estão com a forma dele pensarem da mesma maneira. E não só já foi Campeão Mundial como foi o homem que unificou os dois grandes títulos, fazendo o incrível e completando o impensável acto de derrotar The Rock e Steve Austin na mesma noite. Mas foi Campeão Intercontinental há meia dúzia de anos e dedicava-se bem àquele título. E não se lhe pode culpar por isso, aquele cinto com certeza terá um lugar especial no seu coração: é ele que detém o recorde de maior número de reinados, com 9 vezes que ele já pôde celebrar ser Campeão Intercontinental. Será que também há mal aí?

2 – John Cena

Confesso, este parecia impensável até a mim. Não pelo título – mas também pelo título, eles não queriam saber assim tanto dele, até foi o Rusev que o arrebitou – mas pelo performer. Cena tinha um estatuto de main eventer tão extraordinário que por vezes parecia que ser o Cena era um título maior que qualquer título Mundial. Mas como bom patriota que é, quis defender a honra do seu país, país que dá nome a esse cinto, cinto esse que estava na posse de Rusev, Superstar esse que se encontrava até então invicto. Portanto, tudo parece feito de encomenda para ele, realmente. E para surpresa de todos, o homem que parecia estar pregado ao main event, ganha o United States Championship, primeiro título que ganhou na WWE, quando já contava 15 reinados com cintos dos grandes. Se isto não é valorizar o título até às estrelas, então não sei de que outra forma o farão. Nem com as defesas regulares?

1 – Ric Flair

Haveria mais alguém para colocar à frente daquele que detém o segundo maior recorde de reinados Mundiais? Talvez o que detém o maior reinado. O “Nature Boy” é uma indisputável lenda e é bem conhecido pelos seus impressionantes 16 reinados. Com uma carreira longuíssima, já todos esses reinados estão conquistados há muitos anos, o que faz dele esse recordista há imenso tempo. Quando, na WCW, achou que devia vencer o United States Championship, já ele tinha títulos Mundiais em fartura. E é lixado ele, tinha também que ficar com o recorde desse cinto, visto que ainda ninguém ultrapassou os seis reinados dos quais ele se pode gabar – também vai o Cena atrás deste, querem ver? E ainda melhor que isso. 2005, era já ele uma lenda mais que estabelecida, Hall of Famer apenas à espera da reforma. O “16-time” já parecia fazer parte do seu nome. E parte atrás de Carlito para lhe retirar o título Intercontinental, que consegue. E até chorou, logo o raio do título não parece ser nada mau de se ter depois de se ter tido outros tantas vezes!

Dez lutadores que já provaram o main event e que não desgostaram do sabor do midcard alto quando lá voltaram. Dá para eu chegar à conclusão de que não tenho nada a apontar quanto aos possessores desses títulos. Não devia ser visto como Bryan ser rebaixado e afastado do main event ou o Cena a tirar a oportunidade a malta mais nova de ganhar um cinto de catapulta. Vejo antes dois cintos que precisavam desesperadamente de ter valor restaurado. E como o homem faz muito mais o cinto que o cinto faz o homem, colocarem esses cintos na posse de um dos favoritos dos fãs, dos mais talentosos, que consegue um excelente combate quando lhe pedem e não pedem ou na posse de um nome de peso que vale milhões, representante da companhia há mais de uma década, que conseguia vender alma, garra e dedicação em lutar por amêndoas e drageias, se fosse preciso… Sim, parece-me uma óptima ideia e estou felicíssimo com os actuais Campeões. E como até deixei uma espécie de opinião e tudo, é boa altura para passar-vos o artigo para fazerem vocês o mesmo e expressarem-se em relação a este tema e aos lutadores aqui listados. E há muitos mais que eu mesmo me lembro e encorajo-vos a acrescentar todos aqueles que se recordem, casos antigos que até nem me possam ser familiares, algum caso flagrante que tenha falhado, dou-vos essa liberdade e quase a transformo num dever, só para confundir. Espero que fiquem entretidos até à próxima semana, quando penso voltar com novo tema que espero que me saia e capaz de vos agradar. Até lá, portem-se bem e desfrutem destes climas Primaveris incertos!

Sobre o Autor

- Escritor do artigo “Top Ten”.

5 Comentários

  1. Sorlei Rui Oltramari - há 2 anos

    Mais um excelente Top Ten, Chris!

    Realmente, são títulos prestigiados mas que sofreram com a falta de relevância nos últimos tempos. A troca constante de capeões e não defesa dos títulos em alguns PPVs não ajudaram. Mas creio que termos Cena e Bryan na posse dos títulos os valoriza, mas esse prestigio dos títulos deve continuar após ambos perderem os cinturões. E é nessa hora que a companhia entra, criando histórias relevantes e pondo os supertars certos para ganhar os belts.

    Também citaria o Rey mysterio, que foi World Champion e esteve envolvido em storylines de Main Event, para depois de um tempo vencer o IC Title do próprio JBL, naquele infame combate na Mania.

  2. *best in the world* - há 2 anos

    Penso que os títulos de mid card devam ficar separados, um na smackadown com apenas uns superstars, e outro na raw com outros superstars, enquanto o título principal deva ficar em ambos, isto ajudaria em muito elevar esses títulos, vê-los apenas uma vez por semana seria bom, antigamente era assim quando o wwewhc estava separado e agora com este unificado, penso que podem fazer isto com estes dois de mid card. Destaco a rivalidade entre Rey Mysterio com Chris Jericho pelo título ic que tenha visto foi a melhor para mim. Gostei de ver Zack Ryder com US title, mas quando passou para o Santino, rebaixou muito o prestígio daquele título e ainda por cima durante aquele tempo todo.

  3. reigns one versus all - há 2 anos

    Mais um grande top ten.
    Um tema muito bem escolhido.

  4. Anónimo - há 2 anos

    Este top fez me ver porq o dolph zigler nao consegue se manter no main event e a razao e por causa dos seus reinados que foram pequenos.
    O maior mal da wwe e que antigamente um wrestler para ganhar um titulo demorava algum tempo e agora nao o que fazem dar titulos muito cedo a wrestlers que ainda tem muito a provar como foi o caso do santino,curtis axel,big e entre outros e depois la esta dao reinados curtos a alguns destes e depois a carreira deles e sempre a descer.

  5. LCS - há 2 anos

    ótimo top ten

    o sheamus também poderia estar na lista pois foi wwe e heavyweight champion e depois de seu retorno em 2014 foi US champion e agora deve ir a caça do IC do daniel bryan.

    Espero que ele volte pro main event um dia

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