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Wrestling, Diz Ele #7 – WrestleMania, Digo Eu (Parte 1)

Esta semana era incontornável, após um fim de semana de emoções, eis o rescaldo da Wrestlemania 29, as previsões, o que aconteceu, como aconteceu e que ficou por acontecer. Os verdadeiros vencedores, e os verdadeiros perdedores. Quem ficou sem carreira, e quem cimentou a dele. Eis, o rescaldo. Isto é a sétima edição de, Wrestling, Diz Ele!

Era um verdadeiro regresso a casa para a WWE e a Wrestlemania marcou o regresso à calçada selvagem, marca de Nova Iorque, pela primeira vez desde a Wrestlemania XX em 2004. O Madison Square Garden tem sido a casa da WWE quando se fala da metrópole americana desde 1968 onde o recém-induzido no Hall of Fame, Bruno Sammartino, regularmente competia diante uma casa cheia. Este ano, no entanto, a WWE resolveu “shake things up” e moveu a Wrestlemania para o icónico MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jérsia, arriscando-se a um mau tempo num estádio ao ar-livre mas de forma a atrair mais de 80000 fans para o espetáculo de wrestling anuar.

Depois de uma ligeira ameaça de chuva o risco provou-se “well paid off” para a WWE e os fans que desprenderam-se de qualquer coisa como 70 dólares americanos, e na minha opinião, esta Wrestlemania mostrou-se um bom espétaculo, não um excelente espetaculo mas ainda assim um bom espétaculo. A nivel de entretenimento, aí sim, sem duvida, a WWE teve nos pináculos da criação.

Primeiro combate de todos, pre-show, Wade Barrett vs The Miz pelo Título Intercontinental, ganho pelo último com a aplicação do sui generis Figure Four Leglock.

Citação do combate: “I’ve Never seen the Figure Four applied that way” que é como quem diz “Nunca vi o Figure Four Leglock aplicado daquela forma”.

Análise: AWESOME! Não porque o combate foi efectivamente ESPECTACULAR mas porque foi Miz, Miz, Miz desde o primeiro respirar e primeiro golpe desferidos, mesmo quando estava por baixo Miz brilhava. O irónico no meio disto tudo foi que se no inicio do ano Miz teve aquele MEGA FAIL em aplicar e desferir a manobra de submissão, no sítio onde tudo importa, conseguiu aplicá-lo magistralmente. Verdade seja dita, não deve ter sido nada fácil falhar em múltiplas ocasiões a aplicação de uma manobra que qualquer criança na escola ha uns anos aplicava. Melhor combate? Não. Melhor prestação dos dois? Não! Deveria estar no main-show? Talvez. Ainda assim, tal como outros combates que tal no main-show, não tinha a melhor construção, era um combate batido que pura e simplesmente serviu para ocupar uma arena ainda a encher.

Previsão: Miz com Título Intercontinental nas mãos outra vez, Wade Barrett com hipótese de desforra; não vejo o Título a mudar de mãos para o bem de Wade e mal de Miz. Verdade seja dita antevejo um push para Wade Barrett por volta do Summerslam, e Miz prevejo que vai continuar estagnado com o Título Intercontinental, se bem que já era altura de ter uma rivalidade a sério. Porque não introduzir Fandango, ou então quiçá, colocar alguns membros dos Shield ou então ainda, trazer Kassius Ohno do NXT?

O Main-show começava então sem America The Beautiful, sem mas com um excelente video promocional sobre a cidade. E o primeiro combate: The Shield vs Sheamus/Orton/Big Show.

Resultado: Dean Ambrose com pin sobre Randy Orton depois de Roman Reigns aplicar um spear (aquilo mais parecia um Gore – parecenças com Rhino? Alguém? Não? Só eu é que acho?

Citação: “Three big egos are not going to work together” – JBL que é como quem diz “Três grandes egos não vão funcionar bem juntos”

E verdade seja dita foi mesmo isso que aconteceu, o combate foi provavelmente dos mais crediveis em termos de Six-Man Tag Team Action que vi nos ultimos tempos, mas a quantidade de talento e pressão em começar bem uma Wrestlemania debilitada era enorme. Não foi o combate todo the Shield, mas sem duvida, que memórias podem atingir os fans mais antigos/acérrimos em termos de impacto: Fabulous Freebirds alguém? Não esperava nada de mais do que o que os 6 camaradas ofereceram, de um lado três antigos campeões mundiais, a base da WWE e do outro lado três futuros campeões mundiais. Para mim a vitória foi merecida, bem construida ainda que, previsivel de certa forma.

Previsão: Sem qualquer sombra de duvida the Shield continuam em grande mas a partir deste momento ou será escalada e tornam-se a grande aposta do Verão da WWE ou então começará a decandência do grupo. De qualquer forma, o expectável heel-turn de Orton ainda não aconteceu e para o Extreme Rules o interessante seria um Handicap Match entre Show, Orton e Sheamus. O interessante e que não estava à espera é que neste combate sentiu-se realmente e pela primeira vez que estavamos na Wrestlemania.

Segundo combate da noite: Ryback vs Mark Henry com o resultado de Mark Henry ganhar a Ryback após reverter um Shell Sock num splash.

Citação: “There’s no way. Absolutely no way” – JBL, que é como quem diria que não havia qualquer possibilidade do Ryback levantar Henry para aplicar o finisher. Bem tal ocorreu, agora que Ryback saiu completamente descredibilizado saiu. Meses e meses de preparação, de squashes apenas para Ryback ser ele próprio vitima de um squash por Mark Henry. É que nem teve a minima chance. E isto é que se tornou inesperado dadas as noticias de que a WWE estaria a preparar um “big moment” para o Ryback na Wrestlemania, facto que aconteceu depois deste ter sofrido uma derrota. No final do segmento só fiquei com uma sensação: big deal, o Mark Henry devia era ser campeão mundial.

Previsão: Ryback desfalecido necessita de ser relançado de alguma forma para um Título qualquer, ou uma rivalidade minimamente envolvente, ou vai começar a jobbar para o Superstars; já Mark Henry… TITLE SHOT ALREADY!

Terceiro combate: Campeonato pelos Títulos de Tag Team. Resultado: Dolph Ziggler sofre derrota depois de um Chokeslam de Kane e um Flying Goat Face de Bryan…

Citação: “She’s been on more manhunts than the FBI” – Jerry Lawler sobre AJ. Bom saber que o King ainda sabe dizer as velhas piadas.

De qualquer forma, foi um bom combate de Tag Team em que Big E Langston e  Ziggler acabaram por funcionar bem. Ora nada de mais a dizer deste combate, foi tipico, normal, destaque apenas para mais uma vez o talento exuberante de Dolph Ziggler, que foi a primeira pessoa no espaço de 2 anos que conseguiu sofrer e saber vender um chokeslam de forma credível e para Daniel Bryan e a excelente forma fisica de Kane.

Previsão: Durante o combate só me lembrava, por amor de Deus o Ziggler precisa de fazer cash-in… E mais não digo porque pronto, já devem saber (coluna de noticias… Obrigado.)

Quarto combate: Chris Jericho vs Fandango no qual Fandango ganha através de um inside cradle.

Citação: “This is like Buster Douglas facing Mike Tyson if Buster Douglas had never had a boxing match” – JBL

Análise: Técnicamente, esta foi a estreia de Fandango, embora o seu alter ego Johnny Curtis já tenha lutado durante anos. Mas sem qualquer dúvida, este combate ainda detinha a sua pressão e era um momento tudo-ou-nada para a estrela em ascenção da WWE. O mundo estava de olhos postos no combate de certa forma, e o que assistiram? A talento puro e duro. Para mim foi dos melhores combates na Wrestlemania, Jericho não precisou de carregar o combate, tudo foi feito com peso e medida e o final foi exactamente o que era expectavel. Curtis precisava de acabar, Fandango rendeu, e tem tudo para dar certo, é uma gimmick tão imprevisivel e idiota no mundo do wrestling, que acaba por funcionar. E quando o primeiro combate é com Chris Jericho numa Wrestlemania… Palavras para quê?

Previsão: A partir daqui a unica forma das coisas resultarem é uma desforra no Extreme Rules, e sem dúvida Fandango não pode parar aqui, a gimmick que possui é o que é, vale o que vale, a questão é até onde consegue ele ir? Até onde consegue transcender de forma correcta a personagem? A ver vamos, mas gostei do que vi.

Quinto combate: Campeonato pelo Título Mundial, no qual Alberto Del Rio fez Swagger desistir com um Cross Armbreaker.

Citação: “Either you’re too afraid to say something or you’re too gutless to do anything about it. But real Americans aren’t”—Zeb Colter

Análise e Previsão: A américa de Jack Swagger morreu a 19 de Fevereiro de 2013. Antes de se apressarem a ir à Wikipedia, esta não é a data de nenhuma importante legislação Congessionista, o Obama não fez nenhum discurso sobre a imigração nesse dia e nenhum grupo fundamentalista fez com que a WWE desitisse deste angle. Mas alguma coisa definitavemente mudou e acabou – Jack Swagger foi preso por condução sob posse e consumo de marijuana depois de um evento da WWE, em Biloxi, Mississipi. Não sei que planos é que a WWE tinha depois desta noite mas sem qualquer dúvida depois desta a América de Jack Swagger só pode ter entrado em código azul. Não importa as promos completamente estridentes, e espetaculares de Zac Colter, não importa a extrema capacidade técnica de Swagger, depois disto estava efectivamente destinado ao desastre. E só realmente um milagre poderá salver e deixar Swagger escapar impune a isto.

Sexto Combate: CM Punk vs Undertaker com Undertaker a fazer o cover sober Punk depois de um Tombstone.

Citação: “Can you imagine the Undertaker tapping out to CM Punk?”—JBL.

“A resurrection at WrestleMania”—Michael Cole.

Punk é simplesmente o melhor performer de wrestling professional hoje. Já o disse, e volto a dize-lo. Melhor que isso, ele é simplesmente o melhor desde a Attitude Era e da leva de Stone Cold, HBK, The Rock e afins. Uma combinação entre proeza e talento cru, e um instinto imbativel para o drama. Apesar de em termos fisicos ser motivo de chacota em qualquer ginásio de ouro na América, e de uma personalidade algo quirky, e claro está de um background de backyard wrestling, Punk conseguiu ao longo dos tempos, chegar, ver e vencer. Prova? Assistem ao combate. Por quarto anos consecutivos, Undertaker conseguiu maravilhar o mundo do wrestling, e como já referi num artigo anterior, o titulo de Mr. Wrestlemania não lhe cairia mal. Os seus oponentes, entre os quais, Shawn Michaels, Triple H estão entre futuros Hall of Famers, e Punk entra na lista obviamente. Combates unicos, obras de arte magistrais e sem qualquer dúvida entre os melhores combates na história de 29 anos de Wrestlemania. Um clássico incrivel, em que convenceu várias vezes que talvez o 20-1 estivesse perto de acontecer, e sem dúvida se há um legitimo vencedor nesta edição da Wrestlemania é Punk. Ele intitula-se o melhor do mundo. Contra o Undertaker, ele provou que não é apenas uma catchphrase ou gimmick inocentemente e b rilhantemente criada, é um facto.

Previsão: Só Deus sabe o que a WWE tem reservada, mas sinceramente acho que já chegou a uma altura que em tudo que Punk toca vira ouro. Que venha a próxima história.  Quanto a Undertaker, até ao próximo Road to Wrestlemania.

E meus amigos devido a extensão do artigo, e dos dois combates que faltam merecerem destaque. Esta semana fica por aqui, para a semana prometo um destaque a dois combates, quatro homens e todas as problemáticas que cercam The Rock, John Cena, Brock Lesnar e Triple H e os dois combates de main-event: Cena vs The Rock, parte II; e Lesnar vs Triple H, parte II.

Sobre o Autor

- Escritor do artigo “Wrestling, Diz Ele”.

2 Comentários

  1. BernardoJR - há 4 anos

    repararam que os melhores comentários foram do jbl

  2. wwe champion nj - há 4 anos

    gostei bastante do artigo
    nesta wrestlemania pode se dizer que o combate da noite foi entre o punk e o taker de resto o evento nao foi nada de especial
    pode ser que este ano o undertaker comece a aparecer mais

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